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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura espontânea bilateral do fémur e ingestão crónica de bifosfonatos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os bifosfonatos são considerados a terapia de primeira linha no tratamento e prevenção da osteoporose pós-menopáusica, conduzindo a um aumento da densidade mineral óssea e à diminuição do risco de fratura. A sua eficácia tem sido amplamente confirmada por vários estudos, no entanto, têm surgido na literatura relatos que apontam para uma possível associação entre o uso de bifosfonatos e o risco aumentado de fraturas não-osteoporóticas. Relatamos o caso de uma mulher de 66 anos, com antecedentes de osteoporose comprovada após estudo osteodensitométrico, sem fatores major de risco, medicada com bifosfonatos suplementados com cálcio oral ininterruptamente há 13 anos que sofreu uma fratura bilateral do fémur após traumatismo de baixa energia. Ambas as fraturas, espaçadas temporalmente por um ano, foram tratadas cirurgicamente e no estudo complementar efetuado não se detetou nenhuma alteração no metabolismo do cálcio nem critérios sugestivos de metastização óssea ou osteoporose. O caso apresentado cumpre os critérios aceites de fratura atípica do fémur fazendo assim exaltar a possibilidade de se tratar de um efeito adverso após a toma crónica de bifosfonatos. Se por um lado a evidência científica ainda não estabeleceu esta associação de forma inequívoca, por outro a eficácia destes fármacos na prevenção de fraturas osteoporóticas é amplamente suportada por estudos clínicos randomizados. Com este caso procurámos contribuir para a crescente discussão sobre uma possível relação entre a terapêutica crónica com bifosfonatos e o seu impacto na remodelação óssea.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Bisphosphonates are considered a first-line therapy on the treatment and prevention of postmenopausal osteoporosis, increasing bone mineral density and reducing the risk of fracture. Its effectiveness has been widely confirmed by several studies however there have been reports in the literature suggesting a possible association between the use of bisphosphonates and an increased risk of non-osteoporotic fractures. We report a case of a 66-years old woman with history of osteoporosis, confirmed by bone mineral density, without major risk factors, treated continuously for the last 13-years with bisphosphonates supplemented by oral calcium, who suffered a bilateral femur fracture after low-energy trauma. Both fractures, separated temporally for 1-year, were surgically treated and on the complementary study made we weren’t able to detect any alteration on calcium metabolism, osteoporosis or neoplastic disease. This case fulfils the criteria for atypical femur fracture exalting the possibility of the side effects after chronic use of bisphosphonates. If in one hand scientific evidence has not yet been unequivocally established, on the other hand the efficacy of these drugs on the prevention of osteoporotic fractures is widely supported by randomised clinical studies. With this case we expect to contribute for the growing discussion about a possible link between the chronic therapy with bisphosphonates and their impact on bone turnover.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fratura patológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[bifosfonatos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura espontânea bilateral do fémur e ingestão crónica de bifosfonatos</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Pedro Oliveira<sup>I</sup></b>; <b>António Cruz-Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Jorge Faisca<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE. Coimbra. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os bifosfonatos s&atilde;o considerados a terapia de primeira linha no tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da osteoporose p&oacute;s-menop&aacute;usica, conduzindo a um aumento da densidade mineral &oacute;ssea e &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do risco de fratura. A sua efic&aacute;cia tem sido amplamente confirmada por v&aacute;rios estudos, no entanto, t&ecirc;m surgido na literatura relatos que apontam para uma poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o entre o uso de bifosfonatos e o risco aumentado de fraturas n&atilde;o-osteopor&oacute;ticas.</p>     <p>Relatamos o caso de uma mulher de 66 anos, com antecedentes de osteoporose comprovada ap&oacute;s estudo osteodensitom&eacute;trico, sem fatores major de risco, medicada com bifosfonatos suplementados com c&aacute;lcio oral ininterruptamente h&aacute; 13 anos que sofreu uma fratura bilateral do f&eacute;mur ap&oacute;s traumatismo de baixa energia. Ambas as fraturas, espa&ccedil;adas temporalmente por um ano, foram tratadas cirurgicamente e no estudo complementar efetuado n&atilde;o se detetou nenhuma altera&ccedil;&atilde;o no metabolismo do c&aacute;lcio nem crit&eacute;rios sugestivos de metastiza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea ou osteoporose.</p>     <p>O caso apresentado cumpre os crit&eacute;rios aceites de fratura at&iacute;pica do f&eacute;mur fazendo assim exaltar a possibilidade de se tratar de um efeito adverso ap&oacute;s a toma cr&oacute;nica de bifosfonatos.</p>     <p>Se por um lado a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica ainda n&atilde;o estabeleceu esta associa&ccedil;&atilde;o de forma inequ&iacute;voca, por outro a efic&aacute;cia destes f&aacute;rmacos na preven&ccedil;&atilde;o de fraturas osteopor&oacute;ticas &eacute; amplamente suportada por estudos cl&iacute;nicos randomizados.</p>     <p>Com este caso procur&aacute;mos contribuir para a crescente discuss&atilde;o sobre uma poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre a terap&ecirc;utica cr&oacute;nica com bifosfonatos e o seu impacto na remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura patológica, bifosfonatos, trauma de baixa energia, osteoporose. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Bisphosphonates are considered a first-line therapy on the treatment and prevention of postmenopausal osteoporosis, increasing bone mineral density and reducing the risk of fracture. Its effectiveness has been widely confirmed by several studies however there have been reports in the literature suggesting a possible association between the use of bisphosphonates and an increased risk of non-osteoporotic fractures.</p>     <p>We report a case of a 66-years old woman with history of osteoporosis, confirmed by bone mineral density, without major risk factors, treated continuously for the last 13-years with bisphosphonates supplemented by oral calcium, who suffered a bilateral femur fracture after low-energy trauma. Both fractures, separated temporally for 1-year, were surgically treated and on the complementary study made we weren&rsquo;t able to detect any alteration on calcium metabolism, osteoporosis or neoplastic disease.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This case fulfils the criteria for atypical femur fracture exalting the possibility of the side effects after chronic use of bisphosphonates.</p>     <p>If in one hand scientific evidence has not yet been unequivocally established, on the other hand the efficacy of these drugs on the prevention of osteoporotic fractures is widely supported by randomised clinical studies.</p>     <p>With this case we expect to contribute for the growing discussion about a possible link between the chronic therapy with bisphosphonates and their impact on bone turnover.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Pathological fracture, bisphosphonates, low energy trauma, osteoporosis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A efic&aacute;cia dos bifosfonatos no tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da osteoporose tem sido amplamente confirmada por v&aacute;rios estudos cl&iacute;nicos randomizados[1,2]. Os bifosfonatos utilizados atualmente s&atilde;o composto nitrogenados que se ligam ao osso e atuam sobre os osteoclastos, inibindo a sua atividade e induzindo apoptose, aumentando assim a densidade mineral &oacute;ssea (DMO)[3]. Como consequ&ecirc;ncia, existe uma inibi&ccedil;&atilde;o da remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, tornando o osso adin&acirc;mico, o que possibilita a acumula&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es microsc&oacute;picas que podem culminar em fraturas de fadiga[4].</p>     <p>T&ecirc;m surgido na literatura m&uacute;ltiplos relatos que apontam para uma poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o entre o uso de bifosfonatos e o risco aumentado de fraturas n&atilde;oosteopor&oacute;ticas do f&eacute;mur, com um n&uacute;mero crescente de casos de fraturas com padr&otilde;es at&iacute;picos, que ocorrem na di&aacute;fise ou regi&atilde;o subtrocanterica do f&eacute;mur, em doentes medicados com bisfosfonatos h&aacute; seis ou mais anos[5,6,7].</p>     <p>Thompson RN et al[8] refere num estudo multic&ecirc;ntrico a incid&ecirc;ncia de 7% de fraturas at&iacute;picas do f&eacute;mur, sendo que 81% desses indiv&iacute;duos estavam a tomar bifosfonatos por um per&iacute;odo m&eacute;dio de 4,6 anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo feminino, 65 anos de idade, admitida no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) por quadro de dor e impot&ecirc;ncia funcional do membro inferior direito ap&oacute;s queda em ortostatismo. Como antecedentes pessoais de referir hipertens&atilde;o arterial e osteoporose (diagnosticada h&aacute; 12 anos; T-score da coluna lombar de -2,7).</p>     <p>Sem outros fatores de risco major para osteoporose (tais como: fratura vertebral ou de fadiga pr&eacute;via; fratura da anca em um dos progenitores; terap&ecirc;utica corticoide sist&eacute;mica com mais de 3 anos de dura&ccedil;&atilde;o; menopausa precoce; hipogonadismo; hiperparatiroidismo prim&aacute;rio ou propens&atilde;o aumentada para quedas), foi medicada com 70mg de &aacute;cido alendr&oacute;nico por semana associado a 600mg de carbonato de c&aacute;lcio por dia, durante 12 anos.</p>     <p>O estudo radiol&oacute;gico revelou uma fratura mediodiafis&aacute;ria do f&eacute;mur, obliqua curta, que foi tratada cir&uacute;rgica ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o fechada com encavilhamento centromedular rimado est&aacute;tico (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). A consolida&ccedil;&atilde;o da fratura deu-se aos 6 meses e aos 10 meses da alta hospitalar realizou nova densitometria &oacute;ssea que revelou um T-score de -2,4 da coluna lombar, que traduz osteopenia, e um T-score de -1,0 do colo do f&eacute;mur esquerdo, que indica normalidade (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a10f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a10f1.jpg" width="364" height="695" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tendo mantido a medica&ccedil;&atilde;o com bifosfonatos, sob a forma de 70mg    de &aacute;cido alendr&oacute;nico e 5600UI de Vitamina D3 por semana complementada    com 600mg carbonato de c&aacute;lcio por dia, aos 17 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio    d&aacute; nova entrada no SU por quadro sintom&aacute;tico semelhante ao primeiro,    mas agora &agrave; esquerda. O estudo radiol&oacute;gico da coxa confirmou o    diagn&oacute;stico de fratura mediodiafis&aacute;ria do f&eacute;mur esquerdo,    obl&iacute;qua curta, tendo a doente sido novamente submetida a redu&ccedil;&atilde;o    fechada e encavilhamento centromedular rimado est&aacute;tico do f&eacute;mur    (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a>      <p>       <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a10f3.jpg" width="579" height="440" border="0" />   </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analiticamente, a doente &agrave; data da segunda fratura apresentava um c&aacute;lcio    corrigido de 8,4mg/dl (8,8-10,6), fosfato inorg&acirc;nico 2,3mg/dl (2,5-4,5),    fosfatase alcalina de 82U/L (30-120) e um valor de paratormona 76pg/ml (9-72).    O cintigrama do esqueleto n&atilde;o apresentava crit&eacute;rios sugestivos    de metastiza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura    4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a>      <p>       <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a10f4.jpg" width="526" height="489" border="0" />   </center> </p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os bisfosfonatos s&atilde;o considerados a terapia de primeira linha no tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da osteoporose p&oacute;s-menop&aacute;usica, aumentado a DMO e diminuindo o risco de fraturas, principalmente da coluna vertebral e f&eacute;mur[1,9]. Estes f&aacute;rmacos reduzem a reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, inibindo a a&ccedil;&atilde;o dos osteoclastos e promovendo a apoptose[10]. O alendronato foi o primeiro medicamento desta fam&iacute;lia a ser aprovado pela Food and Drug Administration, em 1995, e desde ent&atilde;o um grande n&uacute;mero de mulheres na p&oacute;s-menopausa e um menor n&uacute;mero de homens com osteoporose idiop&aacute;tica (por esteroides ou hipogonadal) t&ecirc;m vindo a ser tratados com este f&aacute;rmaco.</p>     <p>A efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a a curto prazo t&ecirc;m sido amplamente estudadas e documentadas[1,2,3,10]. No entanto, h&aacute; o receio da preval&ecirc;ncia dos seus efeitos adversos em terap&ecirc;uticas cr&oacute;nicas. Embora sejam amplamente excretados pelos rins, uma pequena quantidade de bifosfonatos permanece no corpo podendo-se ligar ao tecido osteoide durante d&eacute;cadas. Os bifosfonatos t&ecirc;m um tempo de semivida longo (cerca de 12 anos) e acredita-se que durante o per&iacute;odo em que permanecem no organismo, a inibi&ccedil;&atilde;o osteocl&aacute;stica &eacute; sequencialmente seguida por uma diminui&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o de osso[11]. Desta forma, os bifosfonatos limitam o processo de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea podendo condicionar uma altera&ccedil;&atilde;o na distribui&ccedil;&atilde;o de cargas que passam atrav&eacute;s do osso. Assim, apesar da DMO poder estar preservada, a menor qualidade do osso e o insuficiente envelhecimento do colag&eacute;nio pode aumentar a suscetibilidade de fraturas[12].</p>     <p>Bi&oacute;psias &oacute;sseas do foco de fratura e da crista il&iacute;aca em doentes tratados com bifosfonatos por v&aacute;rios anos confirmam a baixa remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e tem sido sugerido que a combina&ccedil;&atilde;o do aumento da mineraliza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea com a redu&ccedil;&atilde;o acentuada da remodela&ccedil;&atilde;o podem promover a acumula&ccedil;&atilde;o de microfraturas, resultando em altera&ccedil;&otilde;es no comportamento mec&acirc;nico do osso[12,13].</p>     <p>A literatura confirma a exist&ecirc;ncia de um padr&atilde;o de fratura que    tem carater&iacute;sticas radiol&oacute;gicas espec&iacute;ficas e que poderia,    potencialmente, estar relacionada com a utiliza&ccedil;&atilde;o de bifosfonatos.    Neste sentido a American Society for Bone and Mineral Research (ASBMR)[14] criou    um grupo de trabalho em que um dos aspetos primordiais seria a defini&ccedil;&atilde;o    de fratura at&iacute;pica (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a10q1.jpg">Quadro    I</a>).</p>     
<p>A rela&ccedil;&atilde;o risco-benef&iacute;cio dos bifosfonatos tem sido documentada    em m&uacute;ltiplos estudos randomizados. Tendo em conta a incid&ecirc;ncia    destas fraturas (31 por 10.000 doentes-ano, em mulheres que recebem o alendronato)[15]    o risco potencial absoluto relacionado com a utiliza&ccedil;&atilde;o de bifosfonatos    parecer ser relativamente baixo pelo que, mesmo comprovando-se uma rela&ccedil;&atilde;o    causal entre a toma de bifosfonatos por longos per&iacute;odos e a incid&ecirc;ncia    deste tipo de fraturas at&iacute;picas, seria extremamente dif&iacute;cil questionar    o seu uso cl&iacute;nico.</p>     <p>Segundo os crit&eacute;rios da ASBMR, estamos perante uma fratura bilateral    do f&eacute;mur, de padr&atilde;o at&iacute;pico, numa doente que tomava bifosfonatos    consecutivamente h&aacute; mais de 13 anos, sem antecedentes palol&oacute;gicos    relevantes e em que o estudo complementar n&atilde;o apresentava crit&eacute;rios    sugestivos de altera&ccedil;&atilde;o no metabolismo do c&aacute;lcio, osteoporose    ou metastiza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Tal facto fez-nos inferir que as    fraturas sofridas pela paciente poder&atilde;o estar relacionada com uma significativa    diminui&ccedil;&atilde;o da remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea secund&aacute;ria    &agrave; toma cr&oacute;nica de alendronato.</p>     <p>Com este caso procur&aacute;mos contribuir para a crescente discuss&atilde;o    sobre a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre a terapia a longo prazo    com bifosfonatos e o seu impacto na remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea,    que poder&aacute; resultar em fraturas ditas "patol&oacute;gicas" ou at&iacute;picas.</p>     <p>Em doentes a realizar este tipo de tratamento, uma dor na regi&atilde;o inguinal    ou na coxa dever&atilde;o levantar a suspeita da emin&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a    de uma fratura, devendo ser realizado um estudo radiol&oacute;gico complementar.</p>     <p>O autor &eacute; da opini&atilde;o que sempre que se pondere a terap&ecirc;utica    com bifosfonatos por per&iacute;odos superiores a cinco anos e sempre que surja    alguma suspeita cl&iacute;nica, a suspens&atilde;o ou substitui&ccedil;&atilde;o    da terap&ecirc;utica deve ser tomada em considera&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos adicionais ser&atilde;o necess&aacute;rias para melhor caracterizar    o impacto da terap&ecirc;utica a longo prazo com estes f&aacute;rmacos na estrutura    &oacute;ssea, sendo imperativo que se estabele&ccedil;am guidelines internacionalmente    aceites sobre as suas indica&ccedil;&otilde;es e tempo terap&ecirc;utico.</p> </font>      <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Black DM, Cummings SR, Karpf DB, Cauley JA, Thompson DE, Nevitt MC, et al. Randomised trial of effect of alendronate on risk of fracture in women with existing vertebral fractures. Fracture Intervention Trial Research Group. Lancet. 1996; 348 (1): 1535-1541</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Harris ST, Watts NB, Genant HK, McKeever CD, Hangartner T, Keller M, et al. Effects of risedronate treatment on vertebral and non-vertebral fractures in women with postmenopausal osteoporosis: a randomized controlled trial. Vertebral efficacy with risedronate therapy (VERT) study group. JAMA. 1999; 282 (1): 1344-1352</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Aspenberg P, Schilcher J, Fahlgren A. Histology of an undisplaced femoral fatigue fracture in association with bisphosphonate treatment. Acta Orthop. 2010; 84: 460-462</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-2122201300040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Schilcher J, Michaelsson K, Aspenberg P. Bisphosphonate use and atypical fractures of the femoral shaft. N Engl J Med. 2011; 364: 1728-1737</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1646-2122201300040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Edwards MH, McCrae FC, Young-Min SA. Alendronate-related femoral diaphysis fracture - what should be done to predict and prevent subsequent fracture of the contralateral side. Osteoporos Int. 2010; 21 (1): 701-703</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-2122201300040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Kwek EB, Goh SK, Koh JS, Png MA, Howe TS. An emerging pattern of subtrochanteric stress fractures: a long-term complication of alendronate therapy?. Injury. 2008; 39 (1): 224-231</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1646-2122201300040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Wang K, Moaveni A, Dowrick A, Lie S. Alendronate-associated femoral insufficiency fractures and femoral stress reaction. J Orthop Surg. 2011; 1: 89-92</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-2122201300040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Thompson RN, Phillips JR, McCauley SH, Elliott JR, Moran CG. Atypical femoral fractures and biphosphonate treatment: experience in two large United Kingdom teaching hospitals. JBJS Br. 2012 Mar; 94 (3): 385-390</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Cummings SR, Black DM, Thompson DE, Applegate WB, Barrett-Connor E, Musliner TA, et al. Effect of alendronate on risk of fracture in women with low bone density but without vertebral fractures: results from the Fracture Intervention Trial. JAMA. 1998; 280 (1): 2077-2082</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Neviaser AS, Lane JM, Lenart BA, Edobor-Osula F, Lorich DG. Low-energy femoral shaft fractures associated with alendronate use. 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Endocr Rev. 2007; 28 (1): 151-164</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-2122201300040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Seraphim A, Al-Hadithy N, Mordecai SC, Al-Nammari S. Do bisphosphonates cause femoral insufficiency fractures?. J Orthop Traumatol. 2012; 13 (1): 171-177</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201300040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Odvina CV, Levy S, Rao S, Zerwekh JE, Rao DS. Unusual mid-shaft fractures during long-term bisphosphonate therapy. Clin Endocrinol. 2010; 72 (1): 161-168</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-2122201300040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Shane E, Burr D, Ebeling PR, Abrahamsen B, Adler RA, Brown TD. Atypical subtrochanteric and diaphyseal femoral fractures: report of a task force of the American Society for Bone and Mineral Research. J Bone Miner Res. 2010; 25: 2267-2294</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201300040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Abrahamsen B, Eiken P, Eastell R. Subtrochanteric and diaphyseal femur fractures in patients treated with alendronate: a register-based national cohort study. J Bone Miner Res. 2009; 24 (1): 1095-1102</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201300040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Pedro Oliveira    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospitais da Universidade de Coimbra    <br>Praceta Mota Pinto    <br>3000-075 Coimbra    <br>Portugal    <br><a href="mailto:dr.jpoliveira@gmail.com">dr.jpoliveira@gmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-08-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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