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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Que técnica paliativa para as sequelas gleno-umerais das lesões obstétricas do plexo braquial?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Norte Hospital S. Maria Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: obstetric Brachial Plexus Palsy occurs in 1-4 in every 1000 births. Although most recover, up to 19% will present definitive sequelae, even after primary repair surgeries of the brachial plexus, being the shoulder the most commonly affected area. Palliative surgeries have been developed to increase function and quality of life of these patients, however there’s no agreement in regard to the surgical timing and indications of each technique. We evaluated all the available evidence published in the last 10 years with the goal to determine the improvement in function and the factors that have an influence on the result of these techniques. Determination of the gleno-umeral remodeling capacity was a secondary objective. Source: we have researched 5 databases - Cochrane Review Library, TRIP, Pubmed, Web of Knowledge and Science Direct. We included studies that had obstetric brachial plexus palsy patients who were submitted to palliative techniques of the shoulder, published in the last 10 years (from January 2003 to December 2012). We evaluated the post-operative active range of motion and Mallet classification. In a post-hoc analysis, we evaluated the effect of the technique in glenoid remodelation, through retroversion angle, percentage of humeral head coverage and change in morphology. The methodological quality was assessed independently by two reviewers, through a critical review form. Data syntheses: it was included 1873 patients from a total of 42 studies: 27 studies with soft tissues procedures, 12 studies with bony procedures and 3 with combination of techniques. All the studies have low evidence level, and the majority are case series with multiple biases and high heterogeneity. The main improvement in external rotation was 58º and 61º in abduction. The main improvement in Mallet score was 5,0 points and 1,5 in the parameter of external rotation. We observed improvement in glenoid retroversion between 9 and 21º and percentage of humeral head covereage between 4 and 25%. Conclusions: considering the methodological quality of the included studies, the evidence seems to show an improvement in range of motion, function and gleno-umeral remodelation with palliative techniques. However it’s not possible to establish clear indications to the different techniques, the better surgical timing, neither if the benefits withhold 10 years after surgery. To answer these questions it’s necessary to invest in studies with appropriate designs, of high methodological quality and with strategies to diminish heterogeneity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia do plexo braquial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Que técnica paliativa para as sequelas gleno-umerais das lesões obstétricas do plexo braquial?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Vide<sup>I</sup></b>; <b>Diogo Gomes<sup>I</sup></b>; <b>Marta Salgueiro<sup>I</sup></b>; <b>Eduardo Matos<sup>I</sup></b>; <b>Margarida Henriques<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva. Hospital S. Maria. Centro Hospitalar Lisboa Norte. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: a les&atilde;o obst&eacute;trica do plexo braquial est&aacute; presente em 1-4 em cada 1000 partos. Apesar da maioria recuperar, at&eacute; 19% v&atilde;o apresentar sequelas definitivas, mesmo ap&oacute;s cirurgias de repara&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do plexo braquial, sendo o ombro a regi&atilde;o anat&oacute;mica mais afetada. As cirurgias paliativas do ombro foram desenvolvidas para aumentar a fun&ccedil;&atilde;o e qualidade de vida destes pacientes, no entanto n&atilde;o h&aacute; consenso quanto ao timing cir&uacute;rgico e indica&ccedil;&otilde;es de cada t&eacute;cnica. Avaliamos sistematicamente toda a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel nos &uacute;ltimos 10 anos com o objetivo de determinar quais as melhorias na fun&ccedil;&atilde;o e quais os fatores que influenciam o resultado destas t&eacute;cnicas. Determinar a capacidade de remodela&ccedil;&atilde;o gleno-umeral foi um objetivo secund&aacute;rio.</p>     <p>Fonte: pesquisamos 5 bases de dados - Cochrane Review Library, TRIP, Pubmed, Web of Knowledge e Science Direct. Foram inclu&iacute;dos estudos de doentes com les&otilde;es obst&eacute;tricas do plexo braquial submetidos a t&eacute;cnicas paliativas do ombro publicados nos &uacute;ltimos 10 anos (de janeiro de 2003 a dezembro de 2012). Avaliamos as mobilidades ativas e a classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet p&oacute;s-operat&oacute;ria. Numa an&aacute;lise post-hoc avaliamos o efeito das t&eacute;cnicas na remodela&ccedil;&atilde;o glen&oacute;ideia, atrav&eacute;s das altera&ccedil;&otilde;es do &acirc;ngulo de retrovers&atilde;o, percentagem de cobertura da cabe&ccedil;a umeral e da altera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica. A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade metodol&oacute;gica foi realizada independentemente por 2 autores, atrav&eacute;s de um formul&aacute;rio de revis&atilde;o cr&iacute;tica.</p>     <p>S&iacute;ntese dos dados: foram inclu&iacute;dos 1873 doentes num total de 42 estudos: 27 estudos com t&eacute;cnicas de partes moles, 12 estudos com procedimentos &oacute;sseos e 3 com combina&ccedil;&atilde;o de ambas as t&eacute;cnicas. Todos os estudos t&ecirc;m baixo n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia, sendo a maioria s&eacute;ries de casos, com m&uacute;ltiplos vi&eacute;ses e elevada heterogeneidade. A melhoria m&eacute;dia da rota&ccedil;&atilde;o externa foi de 58&ordm; e 61&ordm; na abdu&ccedil;&atilde;o. A melhoria m&eacute;dia na classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet foi 5,0 pontos e 1,5 no par&acirc;metro da rota&ccedil;&atilde;o externa. Observou-se melhoria da retrovers&atilde;o glen&oacute;ideia entre 9 e 21&ordm; e percentagem de cobertura cef&aacute;lica entre 4 e 25%.</p>     <p>Conclus&otilde;es: considerando a qualidade metodol&oacute;gica dos estudos inclu&iacute;dos, a evid&ecirc;ncia parece apontar para um efeito ben&eacute;fico das t&eacute;cnicas paliativas gleno-umerais na mobilidade, fun&ccedil;&atilde;o e remodela&ccedil;&atilde;o glenoumeral. No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estabelecer indica&ccedil;&otilde;es claras para as diferentes t&eacute;cnicas, o melhor timing para a cirurgia, nem se o benef&iacute;cio se mant&ecirc;m ap&oacute;s 10 anos da data da cirurgia. Para responder a estas quest&otilde;es &eacute; necess&aacute;rio investir em estudos com desenhos apropriados, de elevada qualidade metodol&oacute;gica e com estrat&eacute;gias de diminui&ccedil;&atilde;o da heterogeneidade.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Paralisia do plexo braquial, paralisia obstétrica do plexo braquial, procedimentos cirúrgicos, cirurgia paliativa. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objectives: obstetric Brachial Plexus Palsy occurs in 1-4 in every 1000 births. Although most recover, up to 19% will present definitive sequelae, even after primary repair surgeries of the brachial plexus, being the shoulder the most commonly affected area. Palliative surgeries have been developed to increase function and quality of life of these patients, however there&rsquo;s no agreement in regard to the surgical timing and indications of each technique. We evaluated all the available evidence published in the last 10 years with the goal to determine the improvement in function and the factors that have an influence on the result of these techniques. Determination of the gleno-umeral remodeling capacity was a secondary objective.</p>     <p>Source: we have researched 5 databases - Cochrane Review Library, TRIP, Pubmed, Web of Knowledge and Science Direct. We included studies that had obstetric brachial plexus palsy patients who were submitted to palliative techniques of the shoulder, published in the last 10 years (from January 2003 to December 2012). We evaluated the post-operative active range of motion and Mallet classification. In a post-hoc analysis, we evaluated the effect of the technique in glenoid remodelation, through retroversion angle, percentage of humeral head coverage and change in morphology.</p>     <p>The methodological quality was assessed independently by two reviewers, through a critical review form.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Data syntheses: it was included 1873 patients from a total of 42 studies: 27 studies with soft tissues procedures, 12 studies with bony procedures and 3 with combination of techniques. All the studies have low evidence level, and the majority are case series with multiple biases and high heterogeneity. The main improvement in external rotation was 58&ordm; and 61&ordm; in abduction. The main improvement in Mallet score was 5,0 points and 1,5 in the parameter of external rotation. We observed improvement in glenoid retroversion between 9 and 21&ordm; and percentage of humeral head covereage between 4 and 25%.</p>     <p>Conclusions: considering the methodological quality of the included studies, the evidence seems to show an improvement in range of motion, function and gleno-umeral remodelation with palliative techniques. However it&rsquo;s not possible to establish clear indications to the different techniques, the better surgical timing, neither if the benefits withhold 10 years after surgery. To answer these questions it&rsquo;s necessary to invest in studies with appropriate designs, of high methodological quality and with strategies to diminish heterogeneity.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Brachial plexus palsy, obstetric brachial plexus palsy, surgical procedures, palliative surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estima-se que a preval&ecirc;ncia internacional de les&atilde;o obst&eacute;trica do plexo braquial (LOPP) seja de 1-4/1,000 nados vivos[1-4], tendo-se verificado uma tend&ecirc;ncia para o aumento da frequ&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos anos. At&eacute; &agrave; data n&atilde;o existem estudos publicados que nos permitam conhecer a frequ&ecirc;ncia desta patologia em Portugal.</p>
    <p>O espectro de les&atilde;o nervosa pode variar desde neuropraxia at&eacute; axonotemese ou avuls&atilde;o da raiz nervosa. Embora a maior partes dos casos apresente recupera&ccedil;&atilde;o completa, 5-19% dos casos v&atilde;o apresentar alguma sequela[5]. Est&atilde;o descritos padr&otilde;es mais frequentes de les&atilde;o, sendo que 75% dos casos correspondem a les&otilde;es dos troncos superiores, C5-C6&plusmn;C7 (paralisia de Erb)[6]. A classifica&ccedil;&atilde;o de Narakas[7] &eacute; a que melhor relaciona o tipo de les&atilde;o com a hist&oacute;ria natural: tipo I &ndash; les&atilde;o das ra&iacute;zes de C5-C6; tipo II &ndash; les&atilde;o das ra&iacute;zes de C5-C6-C7 (paralisia de Erb); tipo III &ndash; les&atilde;o completa de todo o plexo braquial, sem S&iacute;ndrome de Horner; e tipo IV &ndash; les&atilde;o completa de todo o plexo braquial com S&iacute;ndrome de Horner associado.</p>
    <p>O tratamento inicial &eacute; de suporte, com preserva&ccedil;&atilde;o da mobilidade atrav&eacute;s da fisioterapia ou com uso de talas.</p>
    <p>O timing para a interven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, que consiste na tentativa de repara&ccedil;&atilde;o nervosa atrav&eacute;s de diversas t&eacute;cnicas (neur&oacute;lise, enxerto nervoso e neurotiza&ccedil;&atilde;o, conforme o grau e tipo de les&atilde;o), ainda &eacute; controverso. V&aacute;rios estudos procuraram estabelecer marcos na recupera&ccedil;&atilde;o motora que permitissem identificar os doentes que beneficiariam com a cirurgia prim&aacute;ria, baseados na recupera&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico m&uacute;sculo[8,9], em v&aacute;rios scores[10-12] ou na recupera&ccedil;&atilde;o muscular com outros fatores progn&oacute;sticos[13,14]. O marco criado por Gilbert[8] - aus&ecirc;ncia de recupera&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite braquial ao 3&ordm; m&ecirc;s, ainda hoje &eacute; aceite como indica&ccedil;&atilde;o de explora&ccedil;&atilde;o e cirurgia prim&aacute;ria do plexo, quer por ter sido pioneiro, quer pela simplicidade da indica&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria natural, verificou-se que os casos com recupera&ccedil;&atilde;o motora antigravitacional at&eacute; aos 2 meses, v&atilde;o evoluir para a recupera&ccedil;&atilde;o completa dentro de 1-2 anos. Os restantes casos, submetidos ou n&atilde;o a repara&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, cursam com o desenvolvimento de sequelas ao n&iacute;vel do ombro, cotovelo e m&atilde;o[15].</p>
    <p>No ombro, a sequela mais frequente &eacute; a contractura em rota&ccedil;&atilde;o interna e adu&ccedil;&atilde;o (CORI), originada pela recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida dos m&uacute;sculos subescapular e grande peitoral, que v&atilde;o condicionar a recupera&ccedil;&atilde;o do rotadores externos e abdutores[15] (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Frequentemente esta contractura &eacute; um fator major na limita&ccedil;&atilde;o funcional, impedindo a eleva&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o at&eacute; &agrave; boca numa posi&ccedil;&atilde;o normal (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>) e for&ccedil;ando o movimento de abdu&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de articula&ccedil;&atilde;o escapulo-tor&aacute;cica, vis&iacute;vel clinicamente quando est&aacute; presente o sinal de Putti[15] (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Estas altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o alvo de valoriza&ccedil;&atilde;o na classifica&ccedil;&atilde;o funcional proposta por Mallet (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). &Eacute; o desequil&iacute;brio das for&ccedil;as musculares e a limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade a n&iacute;vel gleno-umeral que v&atilde;o dar origem a deformidades &oacute;sseo-ligamentares, que habitualmente se manifestam logo ap&oacute;s os primeiros 5 meses de vida[16]. Em 1998, Waters et al[17] descreve e classifica estas altera&ccedil;&otilde;es articulares em 7 tipos (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f5.jpg">Figura 5</a>), e prop&otilde;e a orienta&ccedil;&atilde;o da cirurgia paliativa do ombro considerando estas altera&ccedil;&otilde;es.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f1.jpg" width="376" height="528" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f2.jpg" width="396" height="577" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f3.jpg" width="393" height="324" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f4.jpg" width="381" height="501" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>As t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas paliativas, ou secund&aacute;rias, preconizadas para o tratamento das sequelas glenoumerais das LOPB, objeto de estudo desta revis&atilde;o, t&ecirc;m a sua indica&ccedil;&atilde;o guiada pela idade do paciente, pelas mobilidades passivas e ativas do ombro, pela for&ccedil;a dos m&uacute;sculos escapulares e periescapulares e pelas altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas encontradas. Embora n&atilde;o exista consenso, habitualmente pacientes mais novos, com deformidades &oacute;sseas ligeiras s&atilde;o preferencialmente tratados com procedimentos de partes moles, enquanto os procedimentos &oacute;sseos s&atilde;o reservados para doentes com mais idade, deformidades marcadas ou fal&ecirc;ncias de t&eacute;cnicas de partes moles. A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica das mobilidades passivas e ativas devem guiar as liberta&ccedil;&otilde;es ligamentares e tendinosas assim como os grupos musculares a serem transferidos e sua posi&ccedil;&atilde;o de inser&ccedil;&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular permite estabelecer a viabilidade das transfer&ecirc;ncias tendinosas.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Objetivos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Avaliamos de modo sistematizado os resultados dos procedimentos paliativos para as sequelas glenoumerais das LOPB com o objetivo de responder &agrave;s quest&otilde;es:</p>
    <p>1) Quais as interven&ccedil;&otilde;es que obt&ecirc;m melhores resultados funcionais? Estes resultados mant&ecirc;m-se a longo prazo?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) Que fatores influenciam o resultado funcional? Idade, grau da les&atilde;o, cirurgia prim&aacute;ria, altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas ou da estabilidade glenoumeral?</p>
    <p>Um objetivo secund&aacute;rio foi determinar o impacto das interven&ccedil;&otilde;es na remodela&ccedil;&atilde;o glen&oacute;ideia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODO DE REVISÃO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Critérios de Inclusão</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipos de Estudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Selecionamos todos os estudos com avalia&ccedil;&otilde;es da mobilidade e/ou fun&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s t&eacute;cnicas paliativas para sequelas gleno-umerais das LOPB. Poderiam ser inclu&iacute;dos ensaios cl&iacute;nicos randomizados, estudos comparativos prospetivos ou retrospetivos ou s&eacute;ries de casos. N&atilde;o se inclu&iacute;ram casos cl&iacute;nicos pelos vi&eacute;ses a que est&atilde;o sujeitos[18]. Limitamos a inclus&atilde;o a publica&ccedil;&otilde;es redigidas em Ingl&ecirc;s, Italiano, Espanhol ou Portugu&ecirc;s, publicadas nos &uacute;ltimos 10 anos (de 1 de janeiro de 2003 at&eacute; 31 de dezembro de 2012).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipos de Paciente</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Inclu&iacute;mos beb&eacute;s, crian&ccedil;as e adolescentes at&eacute; aos 20 anos de idade, na data do &uacute;ltimo procedimento paliativo gleno-umeral, sujeitos ou n&atilde;o a repara&ccedil;&atilde;o nervosa prim&aacute;ria.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipos de Intervenção</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As interven&ccedil;&otilde;es paliativas para sequelas glenoumerais de LOPB incluem procedimentos de partes moles: liberta&ccedil;&otilde;es capsulares por via aberta ou artrosc&oacute;pica, sec&ccedil;&atilde;o, alongamento ou transfer&ecirc;ncias tendinosas; ou procedimentos &oacute;sseos: osteotomias de desrota&ccedil;&atilde;o umeral externa (OTM desrot.) e interna (OTM RI), glenoplastias e osteotomias com rota&ccedil;&atilde;o escapular (tilt triangular). Poderiam ser inclu&iacute;dos na revis&atilde;o estudos que avaliassem e documentassem o efeito de qualquer destas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, isolada ou utilizada em combina&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipos de Medida de Outcome</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os outcomes prim&aacute;rios foram as altera&ccedil;&otilde;es nas mobilidades ativas, na escala de Mallet global[19] e/ou dos seus par&acirc;metros de rota&ccedil;&atilde;o externa (RE) e rota&ccedil;&atilde;o interna (RI). As medidas de outcome secund&aacute;rias foram as altera&ccedil;&otilde;es do &acirc;ngulo de retrovers&atilde;o glenoide (RG) e percentagem de cobertura da cabe&ccedil;a umeral (PHHA), do tipo de deformidade glenoide e/ou congru&ecirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o gleno-umeral, descritiva ou atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o de Waters ou Glenoid Deformity Scale (GDS)[20].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estratégia de Pesquisa</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Pesquisamos cinco bases de dados: Cochrane Review Library, TRIP, Pubmed, Web of Knowledge e Science Direct.</p>
    <p>A estrat&eacute;gia de pesquisa consistiu na introdu&ccedil;&atilde;o dos termos: "Obstetric Brachial Plexus Palsy Shoulder". Em todas as bases de dados, exceto na Cochrane Review Library, limitamos os resultados aos estudos publicados nos &uacute;ltimos 10 anos.</p>
    <p>A sele&ccedil;&atilde;o inicial, de acordo com os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>), foi realizada atrav&eacute;s do t&iacute;tulo e resumo. Quando n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter todos os dados para inclus&atilde;o atrav&eacute;s do resumo, obtivemos o texto integral para avalia&ccedil;&atilde;o. Realizamos ainda uma pesquisa secund&aacute;ria, atrav&eacute;s da revis&atilde;o das refer&ecirc;ncias dos artigos inclu&iacute;dos.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q1.jpg" width="391" height="185" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação da Qualidade Metodológica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os estudos resultantes da pesquisa foram avaliados e selecionados independentemente por dois autores: JV e DG. Quando todos os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram cumpridos, o texto completo foi obtido.</p>
    <p>Introduzimos todas as refer&ecirc;ncias numa folha de c&aacute;lculo do Microsoft&reg; Excel para Mac 2011, v. 14.1.</p>
    <p>Para cada estudo determinamos:</p>
    <p>- O N&iacute;vel de Evid&ecirc;ncia da NHMRC[18];</p>
    <p>- A qualidade metodol&oacute;gica, atrav&eacute;s de um formul&aacute;rio de revis&atilde;o cr&iacute;tica para estudos quantitativos por Law et al[21]. Esta ferramenta avalia a validade interna e externa de um estudo e os seus achados atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o sistematizada dos seus items. Nas quest&otilde;es fechadas do formul&aacute;rio &eacute; atribu&iacute;da a pontua&ccedil;&atilde;o de 1 ponto, quando o crit&eacute;rio &eacute; satisfeito, ou 0, quando o crit&eacute;rio n&atilde;o &eacute; completamente satisfeito. Assim, a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 16 pontos indica um estudo de excelente qualidade.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação dos Estudos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Realizamos uma descri&ccedil;&atilde;o dos estudos inclu&iacute;dos, apresentando os dados atrav&eacute;s da percentagem dos estudos, da apresenta&ccedil;&atilde;o dos m&iacute;nimos e m&aacute;ximos, ou do c&aacute;lculo das m&eacute;dias ponderadas (considerando o n&uacute;mero de participantes em cada estudo), em rela&ccedil;&atilde;o<br />a diversos par&acirc;metros:</p>
    <p>- N&uacute;mero, idade, cirurgias pr&eacute;vias, diagn&oacute;sticos, classifica&ccedil;&atilde;o de Narakas, altera&ccedil;&otilde;es gleno-umerais pr&eacute;vias, utiliza&ccedil;&atilde;o de outras classifica&ccedil;&otilde;es e tempo de follow-up;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Descri&ccedil;&atilde;o das cirurgias e resultados principais: efeito na mobilidade (rota&ccedil;&atilde;o externa e abdu&ccedil;&atilde;o), fun&ccedil;&atilde;o (altera&ccedil;&atilde;o na classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet) e na remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea (quando aplic&aacute;vel);</p>
    <p>- Complica&ccedil;&otilde;es decorrentes do uso das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas;</p>
    <p>- Conclus&otilde;es principais.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Descrição dos Estudos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Da estrat&eacute;gia de pesquisa resultaram um total de 941 estudos das cinco bases de dados pesquisadas, dos quais 75 foram selecionados para elegibilidade. Destes, 34 foram exclu&iacute;dos por n&atilde;o cumprirem todos os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Da pesquisa secund&aacute;ria dos artigos selecionados resultou a inclus&atilde;o de 1 novo artigo[58]. Assim, esta revis&atilde;o &eacute; uma s&iacute;ntese de 42 estudos que decorreram em 6 regi&otilde;es: &Aacute;frica (Egito), Am&eacute;rica do Norte (EUA, Canad&aacute;), Am&eacute;rica do Sul (Brasil), &Aacute;sia (&Iacute;ndia, Jap&atilde;o), Europa (Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, Holanda, Pol&oacute;nia, Reino Unido, Turquia) e M&eacute;dio Oriente (Arabia Saudita, Ir&atilde;o). Inclu&iacute;mos estudos diferentes do mesmo grupo de investiga&ccedil;&atilde;o (Aydin, Kozin, Nath, Waters e Zoppi filho) em que n&atilde;o houve sobreposi&ccedil;&atilde;o de resultados. Houve concord&acirc;ncia de 100% nos estudos inclu&iacute;dos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação Crítica</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Nível de Evidência</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Cinco dos 42 estudos (12%) s&atilde;o comparativos, e apenas 2 comparam resultados de diferentes t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas: Abdel-Ghani et al[22] compara a transfer&ecirc;ncia do grande dorsal (GD) com a do GD em conjunto com o redondo maior (RM); enquanto Abdelaziz et al[23] comparou a transfer&ecirc;ncia do RM com a transfer&ecirc;ncia do trap&eacute;zio em conjunto com o RM. Como n&atilde;o houve randomiza&ccedil;&atilde;o &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o dos grupos, ambos os estudos foram classificados como III-b (n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia NHMRC). Os restantes 37 estudos s&atilde;o s&eacute;ries de casos, com avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;soperat&oacute;ria dos resultados. Todos os estudos cont&eacute;m um n&uacute;mero consider&aacute;vel de vi&eacute;ses, pelo que os resultados devem ser interpretados com precau&ccedil;&atilde;o.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Qualidade Metodológica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A qualidade dos estudos foi razo&aacute;vel, sendo o score m&eacute;dio 10,6 (IC95 10,1 &ndash; 11,1) em 16 pontos. O estudo com maior qualidade metodol&oacute;gica, score 13, foi de Dodwell et al[33] em 2012. Os estudo com menor qualidade, score 7, foram os de Abid et al[24] e Al Qattan et al[26] em 2012 e 2003, respetivamente.</p>
    <p>Os crit&eacute;rios de qualidade cumpridos foram vari&aacute;veis. Em 10 destes a maioria dos estudos cumpriu: declara&ccedil;&atilde;o do objetivo dos estudo, revis&atilde;o da literatura relevante, desenho do estudo apropriado ao objetivo, descri&ccedil;&atilde;o da amostra estudada e interven&ccedil;&atilde;o realizada em detalhe, medidas de outcome v&aacute;lidas e confi&aacute;veis, an&aacute;lise apropriada dos resultados e a sua implica&ccedil;&atilde;o na atividade cl&iacute;nica. Dois crit&eacute;rios foram cumpridos em cerca de 50% dos estudos: reportagem do significado estat&iacute;stico e limita&ccedil;&otilde;es do estudo. Os crit&eacute;rios que poucos ou nenhuns estudos cumpriram foram 4: aus&ecirc;ncia de vi&eacute;ses, escolha justificada do tamanho da amostra, declara&ccedil;&atilde;o de preenchimento do consentimento informado e a import&acirc;ncia cl&iacute;nica das diferen&ccedil;as encontradas. Foram encontradis v&aacute;rios tipos de vi&eacute;ses: de sele&ccedil;&atilde;o, de performance, de dete&ccedil;&atilde;o e de relato.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Resultados da Pesquisa</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Participantes</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram inclu&iacute;dos um total de 1873 doentes, de estudos com amostras entre 6 e 203 doentes. A maioria incluiu pequenas amostras (57% com amostras = 30 doentes), enquanto seis estudos apresentaram resultados de grandes amostras[29,34,36,45,52,56].</p>
    <p>A idade m&eacute;dia ponderada na altura na data da cirurgia foi 4,3 anos (entre 0,3 e 19,8 anos). A maioria dos estudos avaliou os resultados de uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica em doentes com um espectro de idades alargado.</p>
    <p>Os diagn&oacute;sticos mais frequentes foram a CORI, d&eacute;fice de abdu&ccedil;&atilde;o e/ou rota&ccedil;&atilde;o externa e, por &uacute;ltimo, instabilidade/incongru&ecirc;ncia gleno-umeral (66,7%, 23,8% e 9,5%, respetivamente).</p>
    <p>Em 76% dos estudos foi avaliada a gravidade da les&atilde;o segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Narakas: 8 estudos[27,34,38,39,50,53,63,59] n&atilde;o inclu&iacute;ram doentes com par&eacute;sias completas (GIII ou IV de Narakas) e num estudo[22] apenas se inclu&iacute;ram doentes par&eacute;sias completas.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es da morfologia da glenoide e congru&ecirc;ncia articular foi realizada de v&aacute;rios modos: em 12 estudos[2,7,11,12,20,21,29,30,39,40,41,43] foi utilizada a classifica&ccedil;&atilde;o de Waters; a descri&ccedil;&atilde;o em congruente/n&atilde;o congruente foi realizada em 10 estudos[26,31,36,40,43,49,52,53,54,59]; a descri&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica foi realizada em 10 estudos[24,31,35,37,40,44,48,49,57,58]; e dois estudos[38,39] fizeram a avalia&ccedil;&atilde;o segundo a GDS. Seis estudos inclu&iacute;ram doentes sem altera&ccedil;&otilde;es ou com altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas ligeiras e ombros est&aacute;veis[26,28,35,37,52,63] (todos utilizaram t&eacute;cnicas de partes moles) enquanto 9 estudos inclu&iacute;ram doentes com altera&ccedil;&otilde;es moderadas a graves da morfologia e/ou instabilidade gleno-umeral (2 com t&eacute;cnicas de partes moles[45,49], 6 com t&eacute;cnicas &oacute;sseas[42,43,48,59,61,58] e um[33] com combina&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncias tendinosas com glenoplastia). Os restantes estudos inclu&iacute;ram doentes com v&aacute;rios tipos de displasia e instabilidade gleno-umeral.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outras avalia&ccedil;&otilde;es foram utilizadas - classifica&ccedil;&atilde;o de Gilbert[22,52], MRC[23,30,37,50,51,55,63], AMS[33,60], avalia&ccedil;&atilde;o da morfologia da cintura escapular[43] e dist&acirc;ncia coracoumeral[47]; que apesar de serem instrumentos v&aacute;lidos, s&atilde;o pouco utilizados, o que limita o valor comparativo da sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o de doentes submetidos a repara&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria pr&eacute;via, 50% dos estudos n&atilde;o refere se incluiu ou excluiu estes doentes. Sete estudos[22,34,35,37,49,50,63] n&atilde;o inclu&iacute;ram doentes submetidos a qualquer tipo de cirurgia de repara&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do plexo braquial, enquanto 14 estudos[24,27,29,33,36,38,39,42,44,45,48,52,55,56] inclu&iacute;ram.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de follow-up foi 3,9 meses (1,1[39]-30[37]).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipos de Intervenções</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As cirurgias paliativas do ombro nas LOPB inclu&iacute;das nesta revis&atilde;o foram classificadas em 3 grupos: procedimentos de partes moles - 27 estudos (1266 doentes); procedimentos &oacute;sseos &ndash; 12 estudos (482 doentes); procedimentos &oacute;sseos e transfer&ecirc;ncias musculares associadas &ndash; 3 estudos (125 doentes) (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q2.jpg">Quadro II</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Eficácia das Intervenções</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Mobilidades</strong></p>
    <p>Todos os estudos mostraram melhoria na rota&ccedil;&atilde;o externa, sendo o ganho m&eacute;dio ponderado de 58,4&ordm; (26,8[58] - 104&ordm;[22]). A m&eacute;dia da rota&ccedil;&atilde;o externa final foi de 65,1&ordm;. Apenas um estudo n&atilde;o apresentou melhoria na abdu&ccedil;&atilde;o[25], sendo que o ganho na abdu&ccedil;&atilde;o foi de 60,8&ordm; (-7&ordm;[25] &ndash; 117&ordm;[45]). A m&eacute;dia da abdu&ccedil;&atilde;o final nos estudos foi de 137,8&ordm;.</p>
    <p>Relativamente &agrave; rota&ccedil;&atilde;o externa final, as cirurgias de partes moles apresentaram 69,3&ordm; (ganho 56,5&ordm;), as cirurgias &oacute;sseas 55,5&ordm; (ganho 55,5&ordm;) e as cirurgias combinadas 45&ordm; (ganho 78,8&ordm;). As mobilidades por t&eacute;cnica cir&uacute;rgica est&atilde;o representadas na <a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f6.jpg">figura 6</a>.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f6.jpg">Figura 6</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na abdu&ccedil;&atilde;o final, as cirurgias de partes moles apresentaram 140,4&ordm; (ganho 61,0&ordm;), as cirurgias &oacute;sseas 124,2&ordm; (ganho 62,8&ordm;) e as cirurgias combinadas 123,6&ordm; (ganho 54,9&ordm;). As mobilidades por t&eacute;cnica cir&uacute;rgica est&atilde;o representadas na <a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f7.jpg">figura 7</a>.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f7.jpg">Figura 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p><strong>Escala de Mallet</strong></p>
    <p>Todos os estudos mostraram melhoria no classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet total, sendo o ganho m&eacute;dio ponderado de 5,0 (1,639 &ndash; 8,0[56,60]). O Mallet total final m&eacute;dio foi 16,3 (12,0[40] &ndash; 20,7[55]). O par&acirc;metro da rota&ccedil;&atilde;o externa do Mallet melhorou 1,5 (0,6[39] &ndash; 2,0[26,56,59-61]), sendo a m&eacute;dia ponderada final de 3,6 (2,1[33] &ndash; 4,0[26,56,59-61]). O par&acirc;metro da rota&ccedil;&atilde;o interna teve um ganho m&eacute;dio de 0,2 (-2,1[31] &ndash; 1,0[48,60]), sendo a m&eacute;dia final 2,5 (2,0[60] &ndash; 3,3[44]).</p>
    <p>Relativamente ao Mallet final, as cirurgias de partes moles apresentaram 16,3 (ganho 5,1), as cirurgias &oacute;sseas 15,7 (ganho 4,5) e as cirurgias combinadas 18,7 (ganho 6,6). O Mallet final por t&eacute;cnica cir&uacute;rgica est&aacute; representado na <a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f8.jpg">figura 8</a>.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f8.jpg">Figura 8</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Relativamente aos par&acirc;metros de rota&ccedil;&atilde;o externa e interna da classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet, as cirurgias de partes moles apresentaram 3,8 (ganho 1,6) e 2,4 (ganho 0,1), as cirurgias &oacute;sseas 3,5 (ganho 1,2) e as cirurgias combinadas 2,1 (ganho 1,8) e 2,1 (ganho -0,8), respetivamente. Os par&acirc;metros de rota&ccedil;&atilde;o externa e interna por t&eacute;cnica cir&uacute;rgica est&atilde;o representados na <a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f9.jpg">figura 9</a>.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02f9.jpg">Figura 9</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p><strong>Remodela&ccedil;&atilde;o da glenoide</strong></p>
    <p>Apesar de 76% dos estudos realizarem avalia&ccedil;&atilde;o da deformidade pr&eacute;-operat&oacute;ria, apenas 48% consideram o grau de altera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica nas indica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e apenas 41% avaliam o efeito destas na remodela&ccedil;&atilde;o gleno-umeral. Quer as t&eacute;cnicas em partes moles, quer os procedimentos &oacute;sseos t&ecirc;m evid&ecirc;ncia a favor e contra a capacidade remodelativa destas t&eacute;cnicas. Nas primeiras, Kozin et al[39] num estudo com 23 crian&ccedil;as com 5,1 anos de idade m&eacute;dia, com followup de um ano, mostra melhoria cl&iacute;nica e funcional, embora sem altera&ccedil;&otilde;es da morfologia e estabilidade gleno-umeral, enquanto Waters et al[62], refere que estas t&eacute;cnicas t&ecirc;m a capacidade de parar a evolu&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es, e observou uma melhoria marginal, que atribuiu a um poss&iacute;vel resultado do crescimento normal. A evid&ecirc;ncia restante[24,31,32,38,41,50,53,57,60] apoia a capacidade de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, com melhoria da vers&atilde;o glen&oacute;ideia entre 9 e 21&ordm; e a PHHA entre 4 e 25%. Nos procedimentos &oacute;sseos, Waters e Bae[61] num estudo com OTM de desrota&ccedil;&atilde;o umeral, demonstrou que esta t&eacute;cnica n&atilde;o tem capacidade de remodelar a morfologia &oacute;ssea. No entanto, as t&eacute;cnicas - tilt triangular[43], glenoplastia[33] e OTM de rota&ccedil;&atilde;o interna[58,59], parecem ter um efeito ben&eacute;fico na estabilidade e morfologia da articula&ccedil;&atilde;o gleno-umeral (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q3.jpg">Quadro III</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q3.jpg">Quadro III</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Complicações</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apenas 23 estudos (54,8%) reportaram as complica&ccedil;&otilde;es. Em 2 estudos[24,27] n&atilde;o ocorreram complica&ccedil;&otilde;es. A complica&ccedil;&atilde;o mais frequentemente reportada, e que por vezes necessitou de corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, foi a contractura em rota&ccedil;&atilde;o externa (CORE) / limita&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o externa, presente em 10 estudos[22,30,32,33,40,41,49,53,54,57] (em 4[22,30,49,54] estudos verificou-se em mais de 50% dos pacientes). Em 8 estudos ocorreram casos de fal&ecirc;ncia do tratamento: 4 estudos com t&eacute;cnicas de partes moles[26,31,34,52 e 4] estudos com procedimentos &oacute;sseos[25,36,59,58]. Outras complica&ccedil;&otilde;es reportadas foram neuropraxias transit&oacute;rias[25], sec&ccedil;&atilde;o nervosa[33], e problemas relacionados com a incis&atilde;o como seromas[26], queloides[34] e deisc&ecirc;ncia de sutura[63].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A nossa estrat&eacute;gia de pesquisa foi minuciosa e sistem&aacute;tica, o que permite a sua replica&ccedil;&atilde;o posterior. Foi realizada uma pesquisa abrangente em v&aacute;rias bases de dados, com pesquisa secund&aacute;ria atrav&eacute;s das refer&ecirc;ncias de cada artigo selecionado. Embora a exclus&atilde;o de artigos escritos em Franc&ecirc;s e os limites da pesquisa at&eacute; 10 anos possam representar a exclus&atilde;o de alguns artigos importantes, estamos confiantes que a maioria da evid&ecirc;ncia relevante sobre este t&oacute;pico foi inclu&iacute;da. Outra limita&ccedil;&atilde;o da nossa revis&atilde;o foi a aus&ecirc;ncia de oculta&ccedil;&atilde;o do autor e fonte do artigo.</p>
    <p>Um achado importante deste artigo &eacute; que os estudos que avaliam os resultados das t&eacute;cnicas paliativas nas sequelas gleno-umerais de LOPB s&atilde;o de natureza heterog&eacute;nea e diferem em variados par&acirc;metros como a idade na data da cirurgia, a extens&atilde;o das les&otilde;es pr&eacute;-operat&oacute;rias, o tempo de seguimento, entre outros. Esta heterogeneidade deve-se em parte &agrave; aus&ecirc;ncia de consenso nas indica&ccedil;&otilde;es e timing destas t&eacute;cnicas. Procuramos realizar uma an&aacute;lise post-hoc simples destas vari&aacute;veis, para observar eventuais diferen&ccedil;as de resultados. Assim, os resultados desta revis&atilde;o devem de ser interpretados com cautela pois, embora a qualidade metodol&oacute;gica dos estudo inclu&iacute;dos seja aceit&aacute;vel, o n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia &eacute; baixo, est&atilde;o presentes v&aacute;rios vi&eacute;ses e as popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m muita heterogeneidade intra e interestudos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Mobilidade e Função:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As t&eacute;cnicas de partes moles e &oacute;sseas apresentam ganhos na RE ativa na ordem dos 55&ordm;. Os procedimentos combinados, embora com poucos estudos dispon&iacute;veis, parecem obter ganhos de quase 80&ordm;, o que aponta para um eventual benef&iacute;cio cumulativo das interven&ccedil;&otilde;es. Na abdu&ccedil;&atilde;o, observouse melhoria perto dos 60&ordm; para qualquer grupo de t&eacute;cnicas. As cirurgias de partes moles genericamente apresentam os maiores valores de mobilidades finais, porque s&atilde;o estes doentes que t&ecirc;m maior mobilidade pr&eacute;via &agrave; interven&ccedil;&atilde;o. A recupera&ccedil;&atilde;o funcional, avaliada pela classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet, &eacute; menor com procedimentos &oacute;sseos, observando-se um ganho m&eacute;dio de 4,5 pontos, enquanto as cirurgias de partes moles e combinadas obt&ecirc;m 5,1 e 6,6, respetivamente.</p>
    <p>Considerando as cirurgias de partes moles, h&aacute; autores que defendem a utiliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de transfer&ecirc;ncias tendinosas com as liberta&ccedil;&otilde;es articulares, por garantirem ganhos superiores na rota&ccedil;&atilde;o externa, abdu&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&atilde;o e capacidade de manuten&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o articular, em oposi&ccedil;&atilde;o aos que defendem procedimentos faseados, para evitarem perda de for&ccedil;a da RI e contracturas em RE. No entanto, em alguns estudos com transfer&ecirc;ncias, h&aacute; menor limita&ccedil;&atilde;o funcional na rota&ccedil;&atilde;o interna, em compara&ccedil;&atilde;o a liberta&ccedil;&otilde;es articulares: Waters e Bae[60] mostra um ganho m&eacute;dio de 1 ponto no par&acirc;metro de rota&ccedil;&atilde;o interna da classifica&ccedil;&atilde;o de Mallet enquanto Van Slujis et al[57] e Breton et al[31] mostram limita&ccedil;&atilde;o entre 0,6 e 2,1, respetivamente. Para tal pode justificar o recurso a liberta&ccedil;&otilde;es excessivas nos casos mais severos numa tentativa de estabiliza&ccedil;&atilde;o gleno-umeral, sem recurso a transfer&ecirc;ncia tendinosas para reequil&iacute;brio muscular.</p>
    <p>Embora n&atilde;o tenha sido realizado nenhum estudo comparativo entre a transfer&ecirc;ncia do trap&eacute;zio e do GD&plusmn;RM, o &uacute;ltimo &eacute; capaz de aumentar a abdu&ccedil;&atilde;o, por aumentar a for&ccedil;a de acoplagem, que permite maior efic&aacute;cia do deltoide[29,34,51], e a rota&ccedil;&atilde;o externa &eacute; inferior com a transfer&ecirc;ncia do trap&eacute;zio.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados desta revis&atilde;o mostram vantagem na utiliza&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncias, em particular do GD&plusmn;RM, para aumentar as liberta&ccedil;&otilde;es articulares, com resultados consistentemente superiores na mobilidade e fun&ccedil;&atilde;o, e com perdas m&iacute;nimas na RI que, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o influenciam as AVDs[22,53,57]. A liberta&ccedil;&atilde;o articular isolada deve ser ponderada precocemente na crian&ccedil;a sem altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas, que inicia o desenvolvimento da CORI.</p>
    <p>Com procedimentos &oacute;sseos, os resultados s&atilde;o muito vari&aacute;veis: a OTM de RI para recentragem da cabe&ccedil;a umeral, embora com recupera&ccedil;&otilde;es modestas na mobilidade articular (RE +26,8&ordm; e Abd +46,8&ordm;), permite um ganho funcional excelente (+5,2 na escala de Mallet); a Osteotomia de desrota&ccedil;&atilde;o umeral permite colocar o membro superior na posi&ccedil;&atilde;o ideal, apresentando assim bons resultados na melhoria da mobilidade (RE +58&ordm; e Abd +64,1&ordm;) e fun&ccedil;&atilde;o (+3,6 pontos); a Glenoplastia permitiu obter os ganhos mais elevados de RE (+72&ordm;), mas com discreta melhoria da abdu&ccedil;&atilde;o (+25&ordm;); o Tilt Triangular &eacute; uma t&eacute;cnica com resultados apenas descritos pelo seu autor - R. Nath, e embora sem resultados publicados para a mobilidade, tem uma excelente recupera&ccedil;&atilde;o funcional, com ganho de 5,4 pontos no Mallet global.</p>
    <p>Genericamente todas as t&eacute;cnicas t&ecirc;m bons resultados, quer na mobilidade ativa, quer na classifica&ccedil;&atilde;o funcional de Mallet. Embora n&atilde;o exista consenso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es de cada t&eacute;cnica, a idade n&atilde;o parece representar um limite para as t&eacute;cnicas de partes moles: pacientes mais velhos podem ter resultados inferiores[34,50,55], mas verificase sempre benef&iacute;cio. N&atilde;o se demonstrou um limite de deformidade &oacute;ssea para o qual as t&eacute;cnicas de partes moles deixem de ter benef&iacute;cio, mas nas situa&ccedil;&otilde;es graves (= Waters V), &eacute; preferida a utiliza&ccedil;&atilde;o de procedimentos &oacute;sseos. A t&eacute;cnica mais citada &eacute; a OTM de desrota&ccedil;&atilde;o umeral externa, que apenas coloca o membro numa posi&ccedil;&atilde;o mais funcional, mas faltam estudos que esclare&ccedil;am quais as melhores indica&ccedil;&otilde;es de cada t&eacute;cnica: as OTM de RI, bem como o Tilt Triangular, parecem ter mais efic&aacute;cia em doentes novos, onde tiram partido do potencial de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;sseo. S&atilde;o estas t&eacute;cnicas que apresentam as maiores recupera&ccedil;&otilde;es funcionais. A Glenoplastia permite bons ganhos de RE e uma excelente estabilidade gleno-umeral, embora tecnicamente exigente. A OTM de desrota&ccedil;&atilde;o &eacute; uma t&eacute;cnica simples, que permite um ganho significativo de mobilidade e fun&ccedil;&atilde;o, independentemente da idade e altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas. Ainda n&atilde;o se sabe qual a tend&ecirc;ncia destas t&eacute;cnicas para complica&ccedil;&otilde;es tardias como artrose e dor, bem como perda de benef&iacute;cio, al&eacute;m da eventual vantagem de combina&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas com transfer&ecirc;ncias tendinosas.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Remodelação Gleno-umeral:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A maior parte da evid&ecirc;ncia parece apontar para um efeito ben&eacute;fico das cirurgias de partes moles, na remodela&ccedil;&atilde;o e estabilidade gleno-umeral: 8 estudos[24,31,32,38,41,50,53,60] s&atilde;o concordantes no efeito ben&eacute;fico destas t&eacute;cnicas, mostrando melhoria da retrovers&atilde;o da glenoide entre 9 e 21&ordm;, da PHHA entre 4 e 25%, bem como da congru&ecirc;ncia e morfologia (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a02q3.jpg">Quadro III</a>). Apenas 2 estudos n&atilde;o observaram capacidade de reverter deformidades &oacute;sseas: Waters e Bae[62] referem que as cirurgias de partes moles t&ecirc;m, pelo menos, a capacidade de terminar as altera&ccedil;&otilde;es displ&aacute;sicas, sendo a melhoria marginal verificada o resultado eventual da matura&ccedil;&atilde;o esquel&eacute;tica normal; enquanto Kozin et al[39], num estudo com 23 doentes de idade m&eacute;dia na data da cirurgia de 5,1 anos e com um ano de seguimento, n&atilde;o mostrou altera&ccedil;&atilde;o da morfologia &oacute;ssea. Para estes resultados podem ter contribu&iacute;do a idade avan&ccedil;ada dos pacientes e um tempo curto de follow-up.</p>
    
<p>Dos procedimentos &oacute;sseos apenas a OTM de desrota&ccedil;&atilde;o umeral externa n&atilde;o demonstrou capacidade para alterar a configura&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, uma vez que n&atilde;o tem efeito a n&iacute;vel articular. Tanto a Glenoplastia[33], como o tilt triangular[45] ou a OTM de RI[58,59] apresentam resultados positivos na morfologia e congru&ecirc;ncia articular, embora sejam escassos os dados que suportam estas afirma&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Fatores que condicionam o prognóstico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>N&atilde;o h&aacute; consenso sobre a influ&ecirc;ncia da idade[37] nos outcomes dos pacientes: a favor da aus&ecirc;ncia de influ&ecirc;ncia da idade, Pearl[20] refere que as transfer&ecirc;ncias tendinosas podem ter benef&iacute;cio mesmo ap&oacute;s os 9/10 anos na aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas e incongru&ecirc;ncia gleno-umeral; Hui concluiu que a idade n&atilde;o altera o outcome num estudo com idades m&eacute;dias dos pacientes de 2,5 anos; e Newman[49] n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas na mobilidade em grupos de diferentes idades. Outros autores apresentam diferen&ccedil;as de resultados com diferentes idades: Javid[35] com transfer&ecirc;ncias tendinosas e Nath[46] com Tilt Triangular conclu&iacute;ram que s&atilde;o obtidos resultados superiores na remodela&ccedil;&atilde;o se as cirurgias forem realizadas em idade precoce; El Gammal[34], Ozben[50] e Terzis[55] mostram benef&iacute;cios em todas as idades, embora menores nos doentes com idades mais avan&ccedil;adas. Nesta revis&atilde;o a an&aacute;lise por idade n&atilde;o foi poss&iacute;vel devido a uma grande heterogeneidade das amostras dos estudos.</p>
    <p>Poucos autores avaliaram a influencia do grau de les&atilde;o (Narakas) ou da mobilidade pr&eacute;-operat&oacute;ria. Pagnotta[52] no seu estudo com 203 doentes encontrou melhores resultados nas les&otilde;es Narakas I e piores nos Narakas III /IV. Terzis[55] encontrou resultados similares - Narakas III/IV apenas recuperam em RE. Comparando os resultados dos estudos que inclu&iacute;ram apenas doentes com les&otilde;es parciais, Narakas I/II, com estudos que inclu&iacute;ram todos o espectro de les&otilde;es observamos resultados superiores no &uacute;ltimo grupo. No entanto, estes resultados parecem ser enviesados por amostras menores e aplica&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que obt&ecirc;m resultados inferiores, como as liberta&ccedil;&otilde;es articulares simples, nos estudos unicamente com pacientes Narakas I/II. Ainda, o facto de n&atilde;o ser poss&iacute;vel uma compara&ccedil;&atilde;o direta de resultados entre les&otilde;es parciais e completas pode alterar significativamente os resultados.</p>
    <p>Parece haver consenso que as transfer&ecirc;ncias devem ser de m&uacute;sculos com for&ccedil;a = M3 (MRC), mesmo que seja o resultado de uma cirurgia prim&aacute;ria pr&eacute;via. A maioria dos estudos incluiu doentes com algum tipo de cirurgia de reinerva&ccedil;&atilde;o/repara&ccedil;&atilde;o do plexo braquial, e s&atilde;o estes que apresentam melhor mobilidade e Mallet global. &Eacute; assim sugerido que a utiliza&ccedil;&atilde;o de cirurgias prim&aacute;rias nos casos est&atilde;o indicadas, poder&aacute; ser ben&eacute;fica para a fun&ccedil;&atilde;o final do membro.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; morfologia e estabilidade glenoumeral foram encontrados resultados semelhantes: nos estudos onde foram inclu&iacute;dos apenas doentes com sem altera&ccedil;&otilde;es ou altera&ccedil;&otilde;es ligeiras (equivalente a Waters 2), ou ombros estav&eacute;is, observaram-se resultados superiores. Nenhum estudo com t&eacute;cnicas &oacute;sseas incluiu apenas doentes com altera&ccedil;&otilde;es ligeiras ou ombros est&aacute;veis.</p>
    <p>Apenas 3 estudos[32,37,52] apresentaram resultados de seguimentos superiores a 10 anos de cirurgia. Todos utilizaram t&eacute;cnicas de partes moles e todos demonstram perda dos ganhos iniciais, especialmente da abdu&ccedil;&atilde;o, sendo que os ganhos de rota&ccedil;&atilde;o externa se mant&ecirc;m em algum grau. Entre os 5 e os 10 anos ap&oacute;s cirurgia &eacute; que se observam os maiores ganhos, independentemente da t&eacute;cnica. Desconhece-se a raz&atilde;o para a perda tardia de fun&ccedil;&atilde;o - Kirkos[37] refere uma eventual rela&ccedil;&atilde;o com a degenera&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sculo devido &agrave; tens&atilde;o da tenodese e compress&atilde;o pela musculatura adjacente na nova posi&ccedil;&atilde;o, enquanto Pagnotta[52] refere que o abandono da reabilita&ccedil;&atilde;o e desuso do membro afetado na altura da adolesc&ecirc;ncia poder&atilde;o ser as causas da diminui&ccedil;&atilde;o dos resultados.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Implicações para a prática clínica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As cirurgias paliativas para tratamento de sequelas de LOPB no ombro est&atilde;o bem documentadas e difundidas a n&iacute;vel internacional. Todas a t&eacute;cnicas t&ecirc;m capacidade para aumentar as mobilidades ativas e a fun&ccedil;&atilde;o do membro superior, sendo a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente uma perda de mobilidade em RI, habitualmente sem impacto funcional. N&atilde;o h&aacute; ainda um consenso claro sobre as indica&ccedil;&otilde;es, sendo que as liberta&ccedil;&otilde;es articulares s&atilde;o importantes precocemente para manter a congru&ecirc;ncia e melhorar a morfologia articular, as transfer&ecirc;ncias tendinosas t&ecirc;m um benef&iacute;cio em quase todos os doentes, independentemente da idade e altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas, podendo mesmo utilizarse de forma combinada com procedimentos &oacute;sseos, embora haja evid&ecirc;ncia da perda de efeito 10 anos ap&oacute;s a cirurgia. As cirurgias &oacute;sseas, geralmente consideradas procedimentos de salva&ccedil;&atilde;o em altera&ccedil;&otilde;es displ&aacute;sicas graves e idades avan&ccedil;adas, t&ecirc;m agora t&eacute;cnicas que parecem ser ben&eacute;ficas quando aplicadas cedo, como o tilt triangular ou a OTM de RI, embora a evid&ecirc;ncia seja muito limitada.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Implicações para a investigação futura:</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os resultados desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica revelam a necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o para que possam ser determinados protocolos assertivos de atua&ccedil;&atilde;o, em rela&ccedil;&atilde;o aos crit&eacute;rios e timing cir&uacute;rgicos. Para alcan&ccedil;ar estes objetivos &eacute; necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos comparativos prospetivos, com tempos de seguimento elevados para se concluir quais as t&eacute;cnicas mais eficazes e a causa da diminui&ccedil;&atilde;o dos ganhos. Estas considera&ccedil;&otilde;es podem ser de dif&iacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o pela baixa frequ&ecirc;ncia e elevada heterogeneidade da popula&ccedil;&atilde;o em causa. No entanto, devem-se desenvolver diferentes subgrupos pelas vari&aacute;veis que podem influenciar o progn&oacute;stico e que aqui foram apresentadas. Os benef&iacute;cios de desenhar estudos rigorosos e de alta qualidade ultrapassam largamente as dificuldades, pelo potencial que t&ecirc;m de fornecer os cuidados mais adequados &agrave;s crian&ccedil;as com LOPB melhorando assim a sua qualidade de vida.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Greenwald AG, Shute PC, Shiveley JL. Brachial plexus palsy: a 10 year report on the incidence and prognosis. J Pediatr Orthop. 1984; 4: 689-692</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-2122201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Hardy AE. Birth injuries of the brachial plexus: incidence and prognosis. J Bone Joint Surg Br. 1981; 63: 98-101</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-2122201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Levine MG, Holroyde J, Woods JR Jr. Birthtrauma: incidence and predisposing factors. Obstet Gynecol. 1984; 63: 792-795</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-2122201400010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Kay SP. Obstetrical brachial palsy. Br J Plast Surg. 1998; 51: 43-50</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-2122201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Beischer AD, Simmons TD, Torode IP. Glenoid version in children with obstetric brachial plexus palsy. J Pediatr Orthop. 1999; 19: 359-361</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-2122201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Brandt KE, Mackinnon SE. A technique for maximizing biceps recovery in brachial plexus reconstruction. 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Plast Reconstr Surg. 1994; 93: 675-680</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-2122201400010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Zancolli EA, Zancolli ER. Palliative surgical procedures in sequelae of obstetrical palsy. Hand Clin. 1988; 4: 643-669</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-2122201400010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Laurent JP, Lee R, Shenag S. Neurosurgical correction of the upper brachial plexus birth injuries. J Neurosurg. 1993; 79: 197-203</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-2122201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Nehme A, Kany J, Gauzy JS DE. Obstetrical brachial plexus palsy. Prediction of outcome in upper root injuries. J Hand Surg. 2002; 278: 9-12</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1646-2122201400010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Chuang DCC, Ma HS, Wei FC. A new evaluation system to predict the sequelae of late obstetric brachial plexus palsy. Plast Reconstr Surg. 1998; 101: 673-685</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-2122201400010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Waters PM. Update on Management of Pediatric Brachial Plexus Palsy. J Pediatr Orthop. 2005; 25: 116-126</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-2122201400010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. van der Sluijs JA, van Ouwerkerk WJ, Gast A de, Wuisman PI, Nollet F, Manoliu RA. Deformities of the shoulder in infants younger than 12 months with an obstetric lesion of the brachial plexus. J Bone Joint Surg Br. 2001; 83: 551-555</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-2122201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Waters PM. Glenohumeral Deformity Secondary to Brachial Plexus Birth Palsy. J Bone Joint Surg Am. 1998 May; 80-A (5)</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. How to Use the Evidence: Assessment and Application of Scientific Evidence. National Health and Medical Research Council; Canberra: National Health and Medical Research Council; 2000. </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Mallet J. Paralysie obstetrical du plexus brachial. Traitement des sequelles. Primaute du traitment de l'epaule -methode d'expression des resultats. Rev Chir Orthop. 1972; 58 (1): 166-170</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1646-2122201400010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Pearl ML, Edgerton BW. Glenoid deformity secondary to brachial plexus birth palsy. J Bone Joint Surg Am. 1998; 80: 659-667</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-2122201400010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Law M, Stewart D, Pollock N, Letts L, Bosch J, Westmorland M. Critical Review Form - Quantitative Studies (McMaster University). 1998;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-2122201400010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Abdel-Ghani H, Hamdy KA, Basha N, Tarraf YN. Tendon transfer for treatment of internal rotation contracture of the shoulder in brachial plexus birth palsy. J Hand Surg Eur. 2012; 37: 781</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-2122201400010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Abdelaziz TH, Samir S, Magdy W. Restoring shoulder abduction in children with Erb's palsy - When to add trapezius transfer to a teres major transfer. J Bone Joint Surg Br. 2012 Nov; 94-b (11)</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Abid A, Accadbled F, Louis D, Kany J, Knorr J, Cahuzac JP, et al. Arthroscopic release for shoulder internal rotation contracture secondary to brachial plexus birth palsy: clinical and magnetic resonance imaging results on glenohumeral dysplasia. J Pediatr Orthop. 2012; 21: 305-309</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Abzug JM, Chafetz RS, Gaughan JP, Ashworth S, Kozin SH. Shoulder Function After Medial Approach and Derotational Humeral Osteotomy in Patients With Brachial Plexus Birth Palsy. J Pediatr Orthop. 2010; 30: 469-474</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-2122201400010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Al-Qattan MM. Latissimus Dorsi Transfer for External Rotation Weakness of the Shoulder in Obstetric Brachial Plexus Palsy. J Hand Surg Br & Eur. 2003; 28b (5): 487-490</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1646-2122201400010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Armangil M, Akan B, Kerem B, Bilgin SS, Gurcan S, Demirtas M. Arthroscopic release of the subscapularis for shoulder contracture of obstetric palsy. Eur J Orthop Surg Traumatol. 2012; 22: 25-28</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-2122201400010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Aydin A, Ozkan T, Onel D. Does preoperative abduction value affect functional outcome of combined muscle transfer and release procedures in obstetrical palsy patients with shoulder involvement?. BMC Musculoskeletal Disorders. 2004; 5: 25</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1646-2122201400010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Aydin A, Biçer A, Ozkan T, Mersa B, Ozkan S, Yildirim ZH. Does primary brachial plexus surgery alter palliative tendon transfer surgery outcomes in children with obstetric paralysis?. BMC Musculoskeletal Disorders. 2011; 12: 74</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1646-2122201400010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Bertelli JA. Lengthening of the subscapularis and transfer of the lower trapezius in the correction of recurrent internal rotation contracture following obstetric brachial plexus palsy. J Bone Joint Surg Br. 2009 Jul; 91b (7): 943-948</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Breton A, Mainard L, Gaspéri M, Barbary S, Maurice E, Dautel G. Arthroscopic release of shoulder contracture secondary to obstetric brachial plexus palsy: Retrospective study of 18 children with an average follow-up of 4.5 years. 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Dodwell E, O'Callaghan J, Anthony A, Jellicoe P, Shah M, Curtis C, et al. Combined Glenoid Anteversion Osteotomy and Tendon Transfers for Brachial Plexus Birth Palsy - Early Outcomes. J Bone Joint Surg Am. 2012; 94: 2145-2152</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">34. El-Gammal TA, Saleh WR, El-Sayed A, Kotb MM, Imam HM, Fathi NA. Tendon Transfer Around the Shoulder in Obstetric Brachial Plexus Paralysis: Clinical and Computed Tomographic Study. J Pediatr Orthop. 2006; 26 (5): 641-646</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1646-2122201400010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">35. Javid M, Shahcheraghi GH. Shoulder reconstruction in obstetric brachial plexus palsy in older children via a one-stage release and tendon transfers. J Shoulder Elbow Surg. 2009; 18: 107-113</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-2122201400010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">36. Kambhampati SB, Birch R, Cobiella C, Chen L. Posterior subluxation and dislocation of the shoulder in obstetric brachial plexus palsy. J Bone Joint Surg. 2006 Fev; 88-B: 213-219</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">37. Kirkos JM, Kyrkos MJ, Kapetanos GA, Haritidis JH. Brachial plexus palsy secondary to birth injuries - Long-term results of anterior release and tendon transfers around the shoulder. 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J Shoulder Elbow Surg. 2006; 15 (5): 554-561</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1646-2122201400010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">40. Mascio L Di, Chin KF, Fox M, Sinisi M. Glenoplasty for complex shoulder subluxation and dislocation in children with obstetric brachial plexus palsy. J Bone Joint Surg Br. 2011; 93-B: 102-107</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1646-2122201400010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">41. Mehlman CT, DeVoe WB, Lippert WC, Michaud LJ, Allgier AJ, Foad SL. Arthroscopically Assisted Sever-L'Episcopo Procedure Improves Clinical and Radiographic Outcomes in Neonatal Brachial Plexus Palsy Patients. J Pediatr Orthop. 2011; 31: 341-351</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1646-2122201400010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">42. Nath RK, Lyons AB, Melcher SE, Paizi M. Surgical correction of the medial rotation contracture in obstetric brachial plexus palsy. J Bone Joint Surg Br. 2007; 89-B: 1638-1644</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1646-2122201400010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">43. Nath RK, Karicherla P, Mahmooduddin F. Shoulder function and anatomy in complete obstetric brachial plexus palsy: longterm improvement after triangle tilt surgery. Childs Nerv Syst. 2010; 26: 1009-1019</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S1646-2122201400010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">44. Nath RK, Liu X, Melcher SE, Fan J. Long-term outcomes of triangle tilt surgery for obstetric brachial plexus injury. Pediatr Surg Int. 2010; 26: 393-399</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1646-2122201400010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">45. Nath RK, Paizi M. Improvement in abduction of the shoulder after reconstructive soft-tissue procedures in obstetric brachial plexus palsy. J Bone Joint Surg Br. 2007; 89-B: 620-626</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S1646-2122201400010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">46. Nath RK, Somasundaram C, Mahmooduddin F. Comparing Functional Outcome of Triangle Tilt Surgery Performed Before Versus After Two Years of Age. Open Orthop J. 2011; 5: 59-62</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1646-2122201400010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">47. Nath RK, Mahmooduddin F. Triangle Tilt Surgery: Effect on Coracohumeral Distance and External Rotation of the Glenohumeral Joint. Open Acess J Plastic Surg. 2010 Nov; 560-567</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">48. Nath RK, Somasundaram C, Melcher SE, Bala M, Wentz MJ. Arm rotated medially with supination - the ARMS variant: description of its surgical correction. BMC Musculoskeletal Disorders. 2009; 10: 32</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1646-2122201400010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">49. Newman CJ, Morrison L, Lynch B, Hynes D. Outcome of Subscapularis Muscle Release for Shoulder Contracture Secondary to Brachial Plexus Palsy at Birth. J Pediatr Orthop. 2006; 26: 647-651</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S1646-2122201400010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">50. Ozben H, Atalar AC, Bilsel K, Demirhan M. Transfer of latissmus dorsi and teres major tendons without subscapularis release for the treatment of obstetrical brachial plexus palsy sequela. J Shoulder Elbow Surg. 2011; 20: 1265-1274</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1646-2122201400010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">51. Özturk K, Bulbul M, Demir BB, Buyukkurt CD, Ayanoglu S, Esenyel CZ. Reconstruction of shoulder abduction and external rotation with latissimus dorsi and teres major transfer in obstetric brachial plexus palsy. Acta Orthop Traumatol Turc. 2010; 44 (3): 186-193</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S1646-2122201400010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">52. Pagnotta A, Haerle M, Gilbert A. Long-term Results on Abduction and External Rotation of the Shoulder after Latissimus Dorsi Transfer for Sequelae of Obstetric Palsy. 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The Effect of Derotational Humeral Osteotomy on Global Shoulder Function in Brachial Plexus Birth Palsy. J Bone Joint Surg Am. 2006; 88-A (5): 1035-1042</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S1646-2122201400010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">62. Waters PM, Bae DS. Effect of Tendon Transfers and Extra-Articular Soft-Tissue Balancing on Glenohumeral Development in Brachial Plexus Birth Palsy. 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Acta Orthop Traumatol Turc. 2004; 38 (3): 161-169</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S1646-2122201400010000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Vide    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Urb. Parque das Amoreiras, Lt 8/9    <br>Bloco A, 8ºD    <br>8500-546 Faro    <br>Portugal    <br><a href="mailto:joaovide@gmail.com">joaovide@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-08-27</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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