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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Via anterior directa na artroplastia da anca: Técnica cirúrgica e resultados preliminares]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The anterior direct approach is an alternative to the classic transmuscular approaches to perform total hip arthroplasties. We present a retrospective study that studies the results of 35 patients who received the direct anterior approach for total arthroplasties of the hip, divided in 25 primary arthrosis and 10 femoral neck fractures. The mean follow-up time in the group of primary arthrosis was 13,5 months (6-24months) and in the group of femoral neck fractures was 14,2 months (7-21 months). This study confirms the anterior directa approach as a safe procedure for all patients, with precise component placement e low complication rates. In this intermuscular approach, the patient recovers from the surgical procedure and not from the approach, which allows for a quicker recovery without movement restriction or permisson to bear load, with distinct benefits on the ouctcomes directly focused on patients.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Via anterior directa na artroplastia da anca - Técnica cirúrgica e resultados preliminares</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Daniel Saraiva<sup>I</sup></b>; <b>André Sarmento<sup>I</sup></b>; <b>David Sá<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Almeida<sup>I</sup></b>; <b>André Costa<sup>I</sup></b>; <b>Rolando Freitas<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abordagem anterior directa constitui uma alternativa &agrave;s cl&aacute;ssicas abordagens transmusculares para a realiza&ccedil;&atilde;o de artroplastia total da anca.</p>     <p>Apresenta-se um estudo retrospectivo que avalia os resultados de 35 artroplastias totais da anca realizadas por via anterior directa , divididos entre 25 coxartroses prim&aacute;rias e 10 fracturas do colo do f&eacute;mur.</p>     <p>O tempo de seguimento m&eacute;dio no grupo das coxartroses prim&aacute;rias foi de 13,5 meses (6-24 meses) e no grupo das fracturas do colo do foi de 14,2 meses (7-21 meses). Verificou-se uma melhoria significativa na avalia&ccedil;&atilde;o pelos scores funcionais entre o pr&eacute;-operat&oacute;rio e o primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio no grupo das coxartroses prim&aacute;rias, com uma melhoria ligeira do primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio para os 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rios. No grupo das fracturas verificou-se uma melhoria evidente do primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio para os 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rios.</p>     <p>Este estudo vem confirmar a abordagem anterior directa como um procedimento seguro para todos os pacientes, com coloca&ccedil;&atilde;o precisa dos componentes e baixas taxas de complica&ccedil;&otilde;es. Nesta abordagem intermuscular, o doente tem que recuperar apenas do procedimento cir&uacute;rgico, mas n&atilde;o da abordagem, o que permite uma recupera&ccedil;&atilde;o precoce sem restri&ccedil;&atilde;o de movimentos ou permiss&atilde;o de carga, com benef&iacute;cios distintos para outcomes directamente focados nos pacientes.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Anca, artroplastia, anterior, técnica, resultados. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The anterior direct approach is an alternative to the classic transmuscular approaches to perform total hip arthroplasties.</p>     <p>We present a retrospective study that studies the results of 35 patients who received the direct anterior approach for total arthroplasties of the hip, divided in 25 primary arthrosis and 10 femoral neck fractures.</p>     <p>The mean follow-up time in the group of primary arthrosis was 13,5 months (6-24months) and in the group of femoral neck fractures was 14,2 months (7-21 months).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This study confirms the anterior directa approach as a safe procedure for all patients, with precise component placement e low complication rates. In this intermuscular approach, the patient recovers from the surgical procedure and not from the approach, which allows for a quicker recovery without movement restriction or permisson to bear load, with distinct benefits on the ouctcomes directly focused on patients.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip, arthroplasty, anterior, technique, results. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia total da anca &eacute; um procedimento validado e reprodut&iacute;vel no tratamento da coxartrose prim&aacute;ria, com bons resultados no al&iacute;vio da dor e na melhoria da fun&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>. &Eacute; tamb&eacute;m uma op&ccedil;&atilde;o validada no tratamento da fractura do colo femoral, com vantagens em rela&ccedil;&atilde;o a outras op&ccedil;&otilde;es (redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o interna, hemiartroplastia bipolar ou hemiartroplastia unipolar) tais como na fun&ccedil;&atilde;o, no impacto na qualidade de vida e na necessidade de uma segunda cirurgia3-5.</p>
    <p>No entanto, a via de abordagem para a realiza&ccedil;&atilde;o deste procedimento &eacute; ainda hoje motivo de debate, com implica&ccedil;&otilde;es directas na recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria precoce e tardia, na dor p&oacute;s operat&oacute;ria, na estabilidade da marcha e na taxa de luxa&ccedil;&otilde;es6-10. A cirurgia minimamente invasiva &eacute; atraente para o cirurgi&atilde;o ortop&eacute;dico pois tem como principais objectivos uma menor les&atilde;o dos tecidos moles, da perda sangu&iacute;nea, da dor p&oacute;s operat&oacute;ria e do per&iacute;odo de internamento, acelerando a recupera&ccedil;&atilde;o11-14. A abordagem anterior directa (AAD) foi descrita primeiro por Judet em 194715. Consiste numa abordagem verdadeiramente intermuscular e internervosa, usando a abordagem mais distal da abordagem de Smith Petersen sem destacamento muscular, em que a incis&atilde;o expondo o tensor da f&aacute;scia lata permite a retrac&ccedil;&atilde;o medial dos m&uacute;sculos inervados pelo nervo femoral e a retrac&ccedil;&atilde;o lateral do nervo gl&uacute;teo superior<sup>14,16-18</sup>.</p>
    <p>A grande vantagem apontada &eacute; a menor agress&atilde;o cir&uacute;rgica, o que condiciona menos dor ap&oacute;s cirurgia e uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida da capacidade de marcha19-24. H&aacute; menos perda de sangue e a reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; mais r&aacute;pida; a cicatriz &eacute; menor e o tempo de internamento &eacute; encurtado, o que &eacute; importante neste procedimento cada vez mais frequente em doentes jovens e activos<sup>11, 19, 22</sup>. Como desvantagens est&atilde;o descritas na literatura, entre outras, a relativamente longa curva de aprendizagem24-26, fracturas periprot&eacute;sicas intra-operat&oacute;rias20, fracturas trocant&eacute;ricas e perfura&ccedil;&otilde;es femorais26.</p>
    <p>O presente estudo faz a revis&atilde;o das primeiras 35 artroplastias totais da anca implantadas pela via anterior directa pela mesma equipa cir&uacute;rgica no mesmo centro.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Avaliaram-se retrospectivamente 35 doentes submetidos a artroplastia total da anca por AAD pela mesma equipa cir&uacute;rgica no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho entre Junho de 2011 e Janeiro de 2013, divididos entre 25 coxartroses prim&aacute;rias e 10 fracturas do colo do f&eacute;mur. Todos os doentes aceitaram fazer parte deste estudo. Das 25 coxartroses prim&aacute;rias, 16 (64%) eram do sexo feminino e 9 (36%) eram do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 61 e 73 anos de idade. A m&eacute;dia de idades neste grupo foi de 67,4 anos. Das 10 fracturas do colo do f&eacute;mur, 7 (70%) eram do sexo feminino e 3 (30%) eram do sexo masculino, com idades compreendidas entre 68 e 80 anos de idade. A m&eacute;dia de idades neste grupo foi de 72,8 anos.</p>
    <p>O tempo de seguimento m&eacute;dio no grupo das coxartroses prim&aacute;rias foi de 13,5 meses (6-24 meses) e no grupo das fracturas do colo do foi de 14,2 meses (7-21 meses).</p>
    <p>Utilizaram-se como m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o no grupo das coxartroses prim&aacute;rias o Harris Hip Score (HHS) e o Western Ontario and McMaster Universities Arthritis Indez (WOMAC) no pr&eacute;-operat&oacute;rio, 1 e 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rios. Nas fracturas do colo do f&eacute;mur, os m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o foram os mesmo excepto os scores no pr&eacute;-operat&oacute;rio. Foram ainda registados a dura&ccedil;&atilde;o do tempo cir&uacute;rgico, complica&ccedil;&otilde;es intraoperat&oacute;rias como fracturas femorais ou acetabulares, les&atilde;o nervosa, complica&ccedil;&otilde;es cardiorrespirat&oacute;rias, perda de sangue no intra-operat&oacute;rio e no p&oacute;s-operat&oacute;rio, epis&oacute;dios tromboemb&oacute;licos e tempo de internamento.</p>
    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada atrav&eacute;s do teste de chi-quadrado e teste param&eacute;trico de wilcoxon (software SPSS 13).</p>
    <p>Os componentes utilizados foram os mesmos que s&atilde;o usados nas artroplastias efectuadas habitualmente no nosso servi&ccedil;o (acet&aacute;bulos Stryker Trident&reg; e Biomet Exceed&reg; e hastes Stryker ABG II&reg; e Biomet Exceed&reg;). Todos os doentes receberam profilaxia antibi&oacute;tica EV durante 48h e profilaxia de TVP (enoxaparina 40mg/SC 1id) nos dois meses p&oacute;s-operat&oacute;rios.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Planeamento pré-operatório</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio ajuda na selec&ccedil;&atilde;o de implantes de estilo e tamanho adequados para a patologia da anca do paciente. A realiza&ccedil;&atilde;o de radiografias da bacia e perfil da anca pr&eacute;-operat&oacute;rias permite seleccionar a haste femoral adequada, comprimento do colo, tamanho do componente acetabular ou a localiza&ccedil;&atilde;o correcta da osteotomia.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Posicionamento</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente &eacute; colocado em dec&uacute;bito dorsal numa mesa ortop&eacute;dica que permite a extens&atilde;o selectiva ou simult&acirc;nea dos membros inferiores, com aten&ccedil;&atilde;o ao paralelismo da bacia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesa operat&oacute;ria. Efectua-se a desinfec&ccedil;&atilde;o bilateral dos membros inferiores, deixando a espinha il&iacute;aca anterio-superior (EIAS) sempre acess&iacute;vel e palp&aacute;vel. Nesta prepara&ccedil;&atilde;o &eacute; importante deixar o membro operado livre para mobiliza&ccedil;&atilde;o para permitir a melhor exposi&ccedil;&atilde;o femoral poss&iacute;vel.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Exposição Acetabular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A EIAS &eacute; a principal refer&ecirc;ncia para a incis&atilde;o. O ponto mais proximal &eacute; marcado 2-3cm posterior e 1-2cm distalmente rela&ccedil;&atilde;o &agrave; EIAS e estende-se distalmente numa linha imagin&aacute;ria em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; cabe&ccedil;a do per&oacute;nio em cerca de 6-9cm (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Esta localiza&ccedil;&atilde;o mostra-nos a parte mais superficial do intervalo entre o m&uacute;sculo sartorius (S) e o m&uacute;sculo tensor da f&aacute;scia lata (TFL). O ramo lateral do nervo femurocut&acirc;neo lateral (RLFCL) inerva uma &aacute;rea de pele localizada anterolateralmente na coxa superior e est&aacute; protegido nesta abordagem.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07f1.jpg" width="408" height="351" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A dissec&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica e a vista intra-operat&oacute;ria mostram as tr&ecirc;s marcas anat&oacute;micas que identificam o tensor: m&uacute;sculo vermelho coberto pela sua f&aacute;scia (tensor), uma f&aacute;scia mais forte e branca (banda iliotibial) que cobre o gl&uacute;teo m&eacute;dio e pelo menos um vaso perfurante na zona mais posterior do tensor. O intervalo da AAD pode ser atingido atrav&eacute;s de dissec&ccedil;&atilde;o romba com o dedo do cirurgi&atilde;o.</p>
    <p>A f&aacute;scia do TFL &eacute; aberta no seu ponto m&eacute;dio de medial para lateral; disseca-se a f&aacute;scia das fibras musculares e a c&aacute;psula articular pode ser palpada com o dedo do cirurgi&atilde;o.</p>
    <p>O primeiro retractor &eacute; colocado lateral ou superiormente ao colo femoral e o segundo retractor &eacute; colocado na &aacute;rea do grande trocanter, ap&oacute;s afastamento cuidadoso das partes moles com o dedo do cirurgi&atilde;o. Os ramos ascendentes da art&eacute;ria circunflexa lateral s&atilde;o identificados e coagulados nesta fase.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De seguida abre-se a f&aacute;scia entre o TFL e o m&uacute;sculo recto femoral (RF), que se encontra profundamente ao S. Esta f&aacute;scia &eacute; formada principalmente pela camada profunda da banda ilioinguinal e uma vez aberta permite a visualiza&ccedil;&atilde;o da gordura pr&eacute;-capsular. A anca &eacute; flectida e palpa-se um &ldquo;soft spot&rdquo;, proximalmente ao m&uacute;sculo vasto lateral (VL). A dissec&ccedil;&atilde;o romba permite identificar o local adequado para a coloca&ccedil;&atilde;o do retractor medial, afastando o S e o RF. Ap&oacute;s libertar a forte f&aacute;scia inferiormente ao RF, pode-se usar uma Cobb para preparar o espa&ccedil;o &agrave; volta do acet&aacute;bulo; nesta fase a anca est&aacute; flectida. De seguida coloca-se o quarto retractor, &agrave; volta do rebordo ventral acetabular (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). &Eacute; poss&iacute;vel a coloca&ccedil;&atilde;o de uma fonte de luz neste rectractor, para permitir a melhor visualiza&ccedil;&atilde;o acetabular. As les&otilde;es do nervo femoral ou do feixe vascular podem ser evitadas se o retractor for colocado perpendicularmente &agrave; banda ilioinguinal e inferiormente ao m&uacute;sculo psoas-il&iacute;aco.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07f2.jpg" width="410" height="301" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Preparação da cápsula</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Se necess&aacute;rio, a por&ccedil;&atilde;o reflectida do RF pode ser aberta na sua inser&ccedil;&atilde;o capsular. A capsulotomia &eacute; realizada ao longo do colo femoral. A por&ccedil;&atilde;o entre as 11h e as 15h &eacute; removida (por&ccedil;&atilde;o ventrolateral). De seguida procede-se &agrave; limpeza cuidadosa da zona conhecida como &ldquo;sela&rdquo; entre o grande trocanter e o colo pois &eacute; o ponto de partida para a osteotomia do colo femoral.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Osteotomia e cabeça femoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o do retractor supero-lateral, coloca-se um retractor intracapsularmente, de forma a proteger a ponta do grande trocanter durante a osteotomia. A osteotomia baseia-se no planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio e a sela &eacute; o seu ponto de partido. A remo&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a femoral &eacute; facilitada pela trac&ccedil;&atilde;o gentil mas constante do membro inferior. A remo&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de oste&oacute;fitos acetabulares anteriores pode ser necess&aacute;ria para a remo&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a femoral.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Exposição acetabular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O retractor ventral &eacute; mantido em posi&ccedil;&atilde;o; todos os outros s&atilde;o retirados. Coloca-se um retractor no meio do acet&aacute;bulo, orientado medialmente, indo ao longo do rebordo acetabular at&eacute; o posicionar definitivamente sobre o ligamento transverso. Coloca-se outro retractor lateralmente ao acet&aacute;bulo. Nesta fase, antes de iniciar a prepara&ccedil;&atilde;o acetabular, deve-se retirar o remanescente do labrum acetabular.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Preparação acetabular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Inicia-se por abrir a c&aacute;psula dorsal no meio do acet&aacute;bulo e pela coloca&ccedil;&atilde;o de um retractor acetabular pr&oacute;prio no rebordo dorsal do acet&aacute;bulo. Na prepara&ccedil;&atilde;o acetabular pode ser mais f&aacute;cil inserir inicialmente o reamer e depois conect&aacute;-lo ao punho com duplo offset, mas tal geralmente n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio. Depois de provar, procede-se &agrave; impac&ccedil;&atilde;o do componente definitivo com impactor curvo apropriado, com aten&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o dos orif&iacute;cios para parafusos, se necess&aacute;rio (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Por &uacute;ltimo coloca-se o liner escolhido.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07f3.jpg" width="410" height="294" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Preparação da cápsula dorsolateral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Esta fase &eacute; o in&iacute;cio da prepara&ccedil;&atilde;o femoral. Coloca-se um retractor na face lateral do grande trocanter e, de seguida, o elevador do f&eacute;mur, entre a c&aacute;psula e os rotadores externos. O flap de c&aacute;psula lateral &eacute; fixo com um clamp, e por electrocauteriza&ccedil;&atilde;o separa-se a camada de tecido gordo entre a c&aacute;psula e o grupo dorsal de m&uacute;sculos (piriforme, obturador, gemelli).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Posicionamento e orientação femoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Removem-se todos os retractores e coloca-se a perna numa &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o de 4&rdquo; (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>), colocando um retractor medialmente e um lateralmente ao f&eacute;mur, apresentando o calcar, ainda coberto por tecido capsular. Colocando dois retractores para melhor exposi&ccedil;&atilde;o do calcar, remove-se o restante tecido capsular. Na nossa experi&ecirc;ncia, a liberta&ccedil;&atilde;o da c&aacute;psula dorsal e medial permite uma rota&ccedil;&atilde;o externa mais eficaz, o que em alguns doentes permite uma excelente orienta&ccedil;&atilde;o do f&eacute;mur mesmo sem ser colocado na &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o de 4&rdquo;.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07f4.jpg" width="412" height="392" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Exposição femoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Inicia-se por baixar a perneira do membro a ser operado 30&ordm;-40&ordm;. Coloca-se o elevador do f&eacute;mur posteriormente ao grande trocanter mas &agrave; frente do gl&uacute;teo m&eacute;dio. A coloca&ccedil;&atilde;o de um gancho de osso na zona do calcar permite a eleva&ccedil;&atilde;o gradual e firme do f&eacute;mur (poder&atilde;o ser necess&aacute;rias liberta&ccedil;&otilde;es adicionais, nomeadamente posteriormente, para permitir a exposi&ccedil;&atilde;o femoral adequada). A trac&ccedil;&atilde;o do gancho de osso deve ser sempre combinada com o elevador do f&eacute;mur para permitir um movimento combinado, minimizando as for&ccedil;as sobre o grande trocanter. A perna a ser operada &eacute; depois colocada na rota&ccedil;&atilde;o externa m&aacute;xima, em extens&atilde;o. Coloca-se de seguida um retractor na zona do calcar, proximalmente ao tend&atilde;o do psoas il&iacute;aco.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Abertura e preparação do canal femoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A abertura do canal femoral inicia-se com um instrumento curvo (por exemplo uma cureta curva). O osso cortical que se observa lateralmente &eacute; o c&oacute;rtex do colo e tem que ser removido para que se consiga atingir eficazmente a por&ccedil;&atilde;o lateral do trocanter.</p>
    <p>A prepara&ccedil;&atilde;o do canal femoral &eacute; iniciada com a raspa mais pequeno, montado no punho com duplo offset, alinhando-a perfeitamente com o canal e usando o martelo apenas para o &uacute;ltimo cent&iacute;metro de introdu&ccedil;&atilde;o. Na introdu&ccedil;&atilde;o manual, a raspa tem tend&ecirc;ncia a ficar numa posi&ccedil;&atilde;o em varo; movimentos oscilat&oacute;rios permitem colocar o punho numa posi&ccedil;&atilde;o perfeitamente alinhada com o canal mora. O punho da raspa deve estar sempre medial ao elevador do f&eacute;mur.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Colocação do implante e encerramento</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A haste definitiva &eacute; introduzida manualmente, com impac&ccedil;&atilde;o gentil no canal. Ap&oacute;s coloca&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a definitiva, a anca &eacute; reduzida. Ap&oacute;s coloca&ccedil;&atilde;o de dreno, a f&aacute;scia &eacute; encerrada com sutura cont&iacute;nua com fio absorv&iacute;vel, e a pele com agrafes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tempo cir&uacute;rgico m&eacute;dio foi de 73,8 min no grupo das coxartroses (66-116) e de 68,6min no grupo das fracturas (67-109). O sangramento operat&oacute;rio m&eacute;dio foi de 297,4cc no grupo das coxartroses (200-487) e de 285,1cc no grupo das fracturas (215-337). A drenagem p&oacute;s-operat&oacute;ria foi de 260cc (160-420cc) no grupo das coxartroses prim&aacute;rias e 247cc (180-400) no grupo das fracturas. A estadia hospitalar foi de 4,2 dias (3-8) no grupo das coxartroses e 5,7 dias (4-9) no grupo das fracturas.</p>
    <p>Verificou-se uma melhoria significativa na avalia&ccedil;&atilde;o pelos scores funcionais entre o pr&eacute;-operat&oacute;rio e o primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio com uma evolu&ccedil;&atilde;o de 48,2 (42-60) para 86,2 (80-100) (p&lt;0,001) no HHS e de 46,2 (40-60) para 88,4 (87-98) (p&lt;0,001) no score de WOMAC no grupo das coxartroses prim&aacute;rias (<a name="topg1"></a><a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>). Verificou-se uma melhoria ligeira do primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio para os 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rios (86,2 para 90,8 no HHS e 88,4 para 92,2 no WOMAC).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="g1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07g1.jpg" width="410" height="312" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No grupo das fracturas verificou-se uma melhoria no HHS m&eacute;dio de 84,4 no primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio (80-92) para 92,6 (88-96) ao 6&ordm; m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio (p&lt;0,001), assim como uma melhoria no WOMAC m&eacute;dio de 86,8 no primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio (80-94) para 94,2 aos 6 meses p&oacute;s-operat&oacute;rio (88-96) (p&lt;0,001) (<a name="topg2"></a><a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="g2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07g2.jpg" width="402" height="295" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o acetabular m&eacute;dio obtido foi de 46,4&ordm; (38-65) com um &acirc;ngulo componente cef&aacute;lico di&aacute;fise de 136&ordm; (128-152) no grupo das coxartroses, enquanto no grupo das fracturas os resultados foram, respectivamente, 44,4&ordm; (38-60) e 130&ordm; (126-148).</p>
    <p>Registaram-se como complica&ccedil;&otilde;es uma fractura do calcar, uma luxa&ccedil;&atilde;o anterior (por m&aacute; orienta&ccedil;&atilde;o acetabular e com necessidade de revis&atilde;o), uma neuropraxia do nervo femorocut&acirc;neo lateral e uma complica&ccedil;&atilde;o infecciosa profunda com necessidade de extrac&ccedil;&atilde;o de componentes. N&atilde;o se registaram perfura&ccedil;&otilde;es femorais, hematomas, complica&ccedil;&otilde;es cardiorrespirat&oacute;rias ou qualquer epis&oacute;dio tromboemb&oacute;lico (<a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a07t1.jpg" width="345" height="215" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo, apesar das suas limita&ccedil;&otilde;es (estudo retrospectivo e s&eacute;rie relativamente baixa), confirma os bons resultados obtidos com a AAD para a realiza&ccedil;&atilde;o de artroplastia total da anca no tratamento tanto da coxartrose prim&aacute;ria como nas fracturas do colo do f&eacute;mur. N&atilde;o sendo um objectivo do estudo a compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes abordagens, confirma-se a franca melhoria nos scores funcionais utilizados quando se compara a avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria e o primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio no grupo das coxartroses prim&aacute;rias, com melhoria ligeira na avalia&ccedil;&atilde;o aos seis meses p&oacute;s-operat&oacute;rio. No grupo das fracturas do colo do f&eacute;mur, os resultados mostram scores mais baixos no primeiro m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio, o que nos parece relacionado com a natureza subjectiva dos scores utilizados, em doentes aut&oacute;nomos e sem queixas previamente &agrave; fractura; no entanto, na avalia&ccedil;&atilde;o aos 6 meses, os resultados neste grupo aproximam-se do grupo das coxartroses prim&aacute;rias (p&lt;0,001).</p>
    <p>Estes resultados est&atilde;o de acordo com diferentes s&eacute;ries que t&ecirc;m vindo a ser publicadas. Siguier et al15 reportaram numa s&eacute;rie de 1037 artroplastias totais da anca por AAD que todos os pacientes eram capazes de carga total no espa&ccedil;o de dois dias p&oacute;s operat&oacute;rios e que a maioria dos pacientes era capaz de descontinuar o uso de canadianas entre os 8 dias e 3 semanas de cirurgia. Mayr et al16 concluiram que a AAD promove uma melhoria na marcha em compara&ccedil;&atilde;o com a abordagem anterolateral, avaliando diferentes par&acirc;metros de marcha (cad&ecirc;ncia, tempo de passada, amplitude da passada, velocidade na marcha, flex&atilde;o da anca no apoio do p&eacute; e m&aacute;xima flex&atilde;o da anca). Alecci et al19, em 2011, comparando a AAD com a abordagem lateral directa, observaram melhores resultados peri-operat&oacute;rios com a AAD. Nakata et al22 compararam a AAD e a mini-abordagem posterior num dos poucos artigos comparando dois procedimentos minimamente invasivos diferentes, e reportaram uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida na fun&ccedil;&atilde;o da anca e na capacidade de marcha com a AAD. Klausmeier et al23 compararam a AAD com a abordagem anterolateral e com um grupo de controlo n&atilde;o operado com foco na recupera&ccedil;&atilde;o de curto prazo da for&ccedil;a e amplitude de movimento da anca, concluindo que a AAD foi associada a uma melhoria na velocidade da marcha e na capacidade de flex&atilde;o &agrave;s 6 semanas. Num interessante estudo, Bergin et al25 compararam 29 doentes submetidos a artroplastia total da anca por AAD com 29 doentes operados por via posterior, observando que marcadores de inflama&ccedil;&atilde;o, creatina cinase s&eacute;rica, prote&iacute;na C-reactiva, interleucina-6, interleucina-1 e factor de necrose tumoral alfa eram em geral mais baixos no grupo da AAD no p&oacute;s- operat&oacute;rio e que os n&iacute;veis s&eacute;ricos de creatina cinase indicaram que a abordagem AAD causa significativamente menos les&atilde;o muscular do que a abordagem posterior. As vantagens observadas na recupera&ccedil;&atilde;o inicial dos doentes t&ecirc;m tend&ecirc;ncia a esbater-se com o tempo, tal como observou Barret et al29, quando compararam a AAD com a abordagem posterolateral, confirmando os melhores resultados no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato mas n&atilde;o encontrando diferen&ccedil;as significativas na compara&ccedil;&atilde;o em fases mais tardias da recupera&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Como todas as abordagens, n&atilde;o est&aacute; isenta de complica&ccedil;&otilde;es. Na nossa s&eacute;rie foram registadas 2 fracturas trocant&eacute;ricas (5,7%), registadas durante os primeiros procedimentos, com prov&aacute;vel rela&ccedil;&atilde;o com a curva de aprendizagem; Schneider et al17 relataram 3% de fracturas femorais no peri e p&oacute;s-operat&oacute;rio. Registaram-se 1 hematomas (2,8%) e 1 infec&ccedil;&atilde;o profunda (2,8%), com necessidade de extrac&ccedil;&atilde;o dos compoentes. N&atilde;o se detectaram luxa&ccedil;&otilde;es ou epis&oacute;dios tromboemb&oacute;licos. Keggi et al18 relatam numa s&eacute;rie de mais de 3.000 cirurgias 0,2% de infec&ccedil;&otilde;es e epis&oacute;dios tromboemb&oacute;licos em 0,7% das pr&oacute;teses primarias. Registou-se um caso de neuropraxia do nervo femorocut&acirc;neo lateral (2,8%). Bhargava et al26 chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para o risco de les&atilde;o deste nervo nesta abordagem. N&atilde;o se registou qualquer epis&oacute;dio de luxa&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese, o que est&aacute; de acordo com a literatura, que aponta taxas muito baixas de luxa&ccedil;&atilde;o. Siguier et al15 observaram uma taxa de luxa&ccedil;&atilde;oo de 0,96% (10 de 1037 ancas), observando que preservando o potencial muscular pode contribuir para a estabiliza&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica da anca.</p>
    <p>A AAD &eacute; uma abordagem universal, mas principalmente no in&iacute;cio da curva de aprendizagem, ser&aacute; &uacute;til identificar doentes com melhor perfil para esta abordagem. Pacientes muito musculados poder&atilde;o ser mais dif&iacute;ceis de operar. Um &iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) elevado n&atilde;o constitui uma contraindica&ccedil;&atilde;o relativa; de facto, a AAD explora uma &aacute;rea com menor camada muscular quando comparada com as abordagens lateral ou posterior. Ancas varas poder&atilde;o ser mais dif&iacute;ceis de operar e um &acirc;ngulo cervicodiafis&aacute;rio maior torna a cirurgia mais f&aacute;cil. Um colo femoral longo cria uma dist&acirc;ncia maior entre o f&eacute;mur e o acet&aacute;bulo; nesses pacientes, os instrumentos podem ser introduzidos mais facilmente. Uma p&eacute;lvis larga (que se afasta lateralmente do centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca) poder&aacute; ser mais dif&iacute;cil de operar, pela dificuldade na prepara&ccedil;&atilde;o femoral (o que &eacute; minimizado pelo uso de instrumento com offset adequado).</p>
    <p>A AAD &eacute; uma t&eacute;cnica talvez tecnicamente mais exigente que outras abordagens devido &agrave; menor exposi&ccedil;&atilde;o, e em doentes obesos ou muito musculados, colo femoral curto ou protus&atilde;o acetabular podem surgir problemas particulares, pelo que o treino do cirurgi&atilde;o &eacute; fundamental<sup>10, 11, 13, 14, 24, 30</sup>. Permite cirurgias de revis&atilde;o, tal como Mast et al27 relatam numa s&eacute;rie de 51 doentes, apontando vantagens tais como a melhor exposi&ccedil;&atilde;o acetabular.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A AAD constitui um procedimento seguro para todos os pacientes, com coloca&ccedil;&atilde;o precisa dos componentes e baixas taxas de complica&ccedil;&otilde;es. Nesta abordagem intermuscular, o doente tem que recuperar apenas do procedimento cir&uacute;rgico, mas n&atilde;o da abordagem, o que permite uma recupera&ccedil;&atilde;o precoce sem restri&ccedil;&atilde;o de movimentos ou permiss&atilde;o de carga, com benef&iacute;cios distintos para outcomes directamente focados nos pacientes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Mahomed NN, Barret JA, Katz JN. Rates and outcomes of primary and revision total hip replacement in the United States Medicare population. J Bone Joint Surg (AM). 2003; 85A (1): 27-32</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201400010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Ain MC, Andres BM, Somel DS. Total hip arthroplasty in skeletal dysplasias: patient selection, preoperative planning, and operative techniques. J Arthroplasty. 2004; 19 (1): 1-7</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201400010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Bhandari M, Deveareaux PJ, Swiontkowski MF. Internal fixation compared with arthroplasty for displaced fractures of the femoral neck: a meta-analysis. J Bone Joint Surg (AM). 85A (1): 1673-1681</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-2122201400010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Blomfeldt R, Tornkvist H, Eriksson K. A randomised controlled trial comparing bipolar hemiarthroplasty with total hip replacement for displaced intracapsular fractures of the femoral neck in elderly patients. J Bone Joint Surg (BR). 2007; 89B (2): 160-165</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201400010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Healy WL, Iorio R. Total hip arthroplasty: optimal treatment for displaced femoral neck fractures in elderly patients. Clin Orthop Relat Res. 2004; 429: 43-48</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201400010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Kwon MS, Kuskowski M, Mulhall KJ. Does surgical approach affect total hip arthroplasty dislocation rates?. Clin Orthop Relat Res. 2006; 447: 34-38</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-2122201400010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Demos HA, Rorabeck CH, Bourne RB. Instability in primary total hip arthroplasty with the direct lateral approach. Clin Orthop Relat Res. 2001; 393: 168-180</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-2122201400010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Bal BS, Maltom D, Aleto T, Barret M. Early complications of primary total hip replacement performed with a two-incision minimally invasive technique. J Bone Joint Surg. 2005; 87 A (11): 2432-2438</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201400010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Bennett D, Ogonda L, Elliott D. Comparison of immediate postoperative walking ability in patients receiving minimally invasive and standard incision hip arthroplasty: a prospective blinded study. J Arthroplasty. 2007; 22: 490-495</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201400010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Berger RA, Jacobs JJ, Meneghini RM. Rapid rehabilitation and recovery with minimally invasive total hip arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 2004; 429: 239-247</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201400010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Matta JM, Shahrdar C, Ferguson TA. Single-incision anterior approach for total hip arthroplasty on an orthopaedic table. Clin Orthop Relat Res. 2005; 441: 115-124</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-2122201400010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Pour AE, Parvizi J, Sharkey PF. Minimally invasive hip arthroplasty: what role does patient preconditioning play?. J Bone Joint Surg. 2007; 89 A: 1920-1927</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-2122201400010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Woolson ST, Pouliot MA, Huddleston JI. Primary total hip arthroplasty using an anterior approach and a fracture table. J Arthroplasty. 2009; 24: 999-1005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-2122201400010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Oinuma K, Eingartner C, Saito Y, Shiratsuchi H. Total hip arthroplasty by a minimally invasive, direct anterior approach. 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A prospective randomized assessment of earlier functional recovery in THA patients treated by minimally invasive direct anterior approach: a gait analysis study. Clin Biomech (Bristol, Avon). 2009; 24: 812-818</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Schneider K, Audigé L, Kuehnel SP, Helmy N. The direct anterior approach in hemiarthroplasty for displaced femoral neck fractures. Int Orthop. 2012; 36: 1773-1781</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-2122201400010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Keggi KJ, Huo MH, Zatorski LE. Anterior approach to total hip replacement: surgical technique and clinical results of our first one thousand cases using non-cemented prostheses. 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<body><![CDATA[<br>4415-699 Olival Vila Nova de Gaia    <br>Portugal    <br><a href="mailto:danielsaraivasantos@gmail.com">danielsaraivasantos@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-09-11</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-03-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-03-03</font></p>     ]]></body><back>
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