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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Técnica out-in: Uma forma natural de fazer artroscopia da anca]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hip arthroscopy is a procedure increasingly used in the treatment of hip pathology. Its development, in the last decade, is due to the greater knowledge of the bases of "hip pain" in young adults, particularly the syndrome of femoroacetabular impingement. Like in other joints, hip arthroscopy could be a diagnostic or therapeutic procedure. It is indicated in multiple clinical situations, being, currently, the most common, treatment of femoroacetabular impingement (FAI). We present the arthroscopic "Out-In" technique that by performing an anterior capsulotomy, allows the reproduction of the steps of mini-open arthrotomy by facilitating arthroscopic procedure, minimizing the time and intensity of traction and allowing the treatment of articular hip pathology. Were performed 30 hip arthroscopies in the period between July 2012 and December 2012. All the procedures were performed by the same surgeon and by the arthroscopic out-in technique. The diagnoses that led to the intervention were: 1 snapping hip, 1 monoarthritis, 1 epiphysiolysis sequel, 1 "os acetabuli", 1 enchondroma and 25 femoroacetabular impingement. We present our experience and detailed description of the out-in arthroscopic technique. The realization of hip arthroscopy is a complex procedure with a long learning curve. The out-in arthroscopic technique by enabling the arthroscopic reproduction of steps of mini-open anterior technique leads, in our opinion, to a reduced learning curve for surgeons with previous experience in anterior arthrotomy and arthroscopic procedures.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroscopia da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Técnica out-in. Uma forma natural de fazer artroscopia da anca</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>António Cruz de Melo<sup>I, II</sup></b>; <b>Sílvio Dias<sup>I, II</sup></b>; <b>Fernando Leal<sup>I, II</sup></b>; <b>Manuel Padin<sup>I, II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga. Santa Maria da Feira. Portugal.<br />II. Hospital da Arrábida. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artroscopia da anca &eacute; um procedimento cada vez mais frequente no tratamento de patologia da anca. O seu desenvolvimento, na &uacute;ltima d&eacute;cada deve-se ao maior conhecimento da patologia da &ldquo;anca dolorosa&rdquo; no adulto jovem, sobretudo do s&iacute;ndrome do conflito femoro-acetabular. Como noutras articula&ccedil;&otilde;es pode ser efetuada com objectivo diagn&oacute;stico e/ou terap&ecirc;utico. Tem indica&ccedil;&atilde;o em m&uacute;ltiplas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, sendo na atualidade a mais frequente o tratamento do conflito femoro-acetabular (CFA).</p>     <p>Apresentamos a t&eacute;cnica artroscopica out-in que, com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma capsulotomia anterior, permite a reprodu&ccedil;&atilde;o dos passos da artrotomia mini-open por via anterior, facilitando o procedimento artrosc&oacute;pico, minimizando o tempo e intensidade da tra&ccedil;&atilde;o e permitindo o tratamento da patologia articular da anca<br />Foram realizadas 30 artroscopias da anca, no per&iacute;odo compreendido entre Julho de 2012 e Dezembro de 2012.</p>     <p>Todos os procedimentos foram realizados pelo mesmo cirurgi&atilde;o e pela t&eacute;cnica out-in. Os diagn&oacute;sticos que originaram a interven&ccedil;&atilde;o foram: 1 anca de ressalto (psoas); 1 monoartrite; 1 sequela de epifisi&oacute;lise, 1 "os acetabuli", 1 encondroma do colo do f&eacute;mur e 25 conflitos femoro-acetabulares.</p>     <p>Apresenta-se a experi&ecirc;ncia e a descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada da t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica out-in.</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o da artroscopia da anca &eacute; um procedimento complexo, com uma longa curva de aprendizagem. A t&eacute;cnica out-in permite a reprodu&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica dos passos da t&eacute;cnica anterior (mini-open), conduz, na nossa opini&atilde;o, a uma diminui&ccedil;&atilde;o da curva de aprendizagem, para cirurgi&otilde;es com experi&ecirc;ncia pr&eacute;via na t&eacute;cnica aberta e em artroscopia.&nbsp;</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroscopia da anca, técnica out-in, conflito femoro-acetabular, anca dolorosa, lesão cartilagínea da anca, cirurgia conservadora da anca. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Hip arthroscopy is a procedure increasingly used in the treatment of hip pathology. Its development, in the last decade, is due to the greater knowledge of the bases of "hip pain" in young adults, particularly the syndrome of femoroacetabular impingement. Like in other joints, hip arthroscopy could be a diagnostic or therapeutic procedure. It is indicated in multiple clinical situations, being, currently, the most common, treatment of femoroacetabular impingement (FAI).</p>     <p>We present the arthroscopic "Out-In" technique that by performing an anterior capsulotomy, allows the reproduction of the steps of mini-open arthrotomy by facilitating arthroscopic procedure, minimizing the time and intensity of traction and allowing the treatment of articular hip pathology.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Were performed 30 hip arthroscopies in the period between July 2012 and December 2012.</p>     <p>All the procedures were performed by the same surgeon and by the arthroscopic out-in technique.</p>     <p>The diagnoses that led to the intervention were: 1 snapping hip, 1 monoarthritis, 1 epiphysiolysis sequel, 1 "os acetabuli", 1 enchondroma and 25 femoroacetabular impingement.</p>     <p>We present our experience and detailed description of the out-in arthroscopic technique.</p>     <p>The realization of hip arthroscopy is a complex procedure with a long learning curve. The out-in arthroscopic technique by enabling the arthroscopic reproduction of steps of mini-open anterior technique leads, in our opinion, to a reduced learning curve for surgeons with previous experience in anterior arthrotomy and arthroscopic procedures.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip arthroscopy, out-in technique, femoroacetabular impingement, hip pain, hip cartilage injury, conservative hip surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroscopia da anca, &eacute; uma das grandes inova&ccedil;&otilde;es na cirurgia ortop&eacute;dica, estando atualmente em grande evolu&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o.</p>
    <p>A anca &eacute; uma das &uacute;ltimas articula&ccedil;&otilde;es em que a cirurgia tradicional, tem vindo a ser gradualmente substitu&iacute;da pela cirurgia artrosc&oacute;pica, sobretudo no caso de patologias como o conflito femoro-acetabular, les&otilde;es de labrum, anca de ressalto, sinovites, corpos livres, tumores intra-articulares e artrite s&eacute;ptica. A artroscopia da anca &eacute; um procedimento complexo, com uma longa curva de aprendizagem, tecnicamente exigente e demorado na sua execu&ccedil;&atilde;o, limitado a alguns cirurgi&otilde;es com experi&ecirc;ncia em artroscopia e cirurgia da anca.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Necessita instrumental espec&iacute;fico, mesa ortop&eacute;dica de tra&ccedil;&atilde;o, &oacute;pticas adequadas (30 e 70&ordm;) e amplificador de imagem<sup>1,2,3</sup>.</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis<sup>1,4,5-12</sup>, podem ser graves se o procedimento n&atilde;o &eacute; efetuado de forma adequada. Incluem desde les&otilde;es cartilag&iacute;neas e les&atilde;o do labrum, por uma m&aacute; penetra&ccedil;&atilde;o articular, at&eacute; les&otilde;es perineais e neurol&oacute;gicas, por uma tra&ccedil;&atilde;o prolongada e inadequada. No entanto esta t&eacute;cnica implica um baixo grau de agressividade e morbilidade cir&uacute;rgica, quando bem executada.</p>
    <p>As indica&ccedil;&otilde;es para este procedimento aumentaram imenso nos &uacute;ltimos anos, fruto do desenvolvimento da t&eacute;cnica e sobretudo da compreens&atilde;o e tratamento do s&iacute;ndrome de conflito femoro-acetabular (CFA).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">HISTÓRIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Um dos pioneiros da artroscop&iacute;a, Michael Burman<sup>13</sup>, nos anos 30, afirmava que &ldquo;na anca, com o artrosc&oacute;pio, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ver mais do que o colo do f&eacute;mur, sendo o espa&ccedil;o articular femoro-acetabular virtual e imposs&iacute;vel de visualizar&rdquo;, sendo este o &ldquo;estado da arte&rdquo; at&eacute; final dos anos 70.</p>
    <p>No inicio dos anos 70, Lanny Johnson e James Glick<sup>2</sup>, prop&otilde;em o uso de tra&ccedil;&atilde;o, para descoaptar a articula&ccedil;&atilde;o e permitir a introdu&ccedil;&atilde;o do artrosc&oacute;pio, no espa&ccedil;o central intra-articular.</p>
    <p>A artroscop&iacute;a da anca desenvolve-se ent&atilde;o no sentido de uma t&eacute;cnica, em que a tra&ccedil;&atilde;o &eacute; aplicada no in&iacute;cio do procedimento, a penetra&ccedil;&atilde;o articular &eacute; efetuada com um sistema de agulhas e guias canulados, sendo desta forma o espa&ccedil;o intra-articular central o primeiro a ser abordado (t&eacute;cnica in-out). &Eacute; efetuada desta forma pela maioria dos artroscopistas. O paciente &eacute; posicionado em dec&uacute;bito dorsal ou lateral<sup>2, 14</sup>. O manuseamento dos instrumentos &eacute; dif&iacute;cil e h&aacute; necessidade de um artrosc&oacute;pio longo de 70&ordm;. Os compartimentos central e perif&eacute;rico s&atilde;o de dif&iacute;cil observa&ccedil;&atilde;o e tratamento. O tempo de tra&ccedil;&atilde;o e a dose de radia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o elevados.</p>
    <p>A artroscop&iacute;a mantinha-se, um procedimento dif&iacute;cil, com longa curva de aprendizagem, sendo considerada uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica menor, com poucas indica&ccedil;&otilde;es.<br />Segundo a express&atilde;o de Reinhold Ganz<sup>15, 16</sup>&nbsp;estamos no dom&iacute;nio do &ldquo;peep-show&rdquo;, a verdadeira cirurgia &eacute; aquela a &ldquo;c&eacute;u aberto&rdquo;.</p>
    <p>No final dos anos 90, Reinhold Ganz, descreve o s&iacute;ndrome de conflito femoro-acetabular (CFA) e o seu tratamento a &ldquo;c&eacute;u aberto&rdquo; pela t&eacute;cnica da luxa&ccedil;&atilde;o segura da anca<sup>15</sup>.<br />Nos anos 90, os franceses Henri Dorfman e Thierry Boyer<sup>17</sup>&nbsp;e o alem&atilde;o Michael Dienst<sup>5</sup>, prop&otilde;em uma t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica, em que se inicia a artroscop&iacute;a pelo espa&ccedil;o articular perif&eacute;rico, sem tra&ccedil;&atilde;o, e se progride em seguida para o espa&ccedil;o articular central com tra&ccedil;&atilde;o (t&eacute;cnica out-in).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A compreens&atilde;o do conflito femoro-acetabular, da fisiopatologia, e das possibilidades terap&ecirc;uticas, torna esta patologia, a moda da &uacute;ltima d&eacute;cada, na patologia da anca do adulto jovem.</p>
    <p>A procura de tratamentos menos agressivos, mais simples para o cirurgi&atilde;o e, sobretudo, para o doente, conduz ao desenvolvimento de t&eacute;cnicas cada vez menos invasivas.</p>
    <p>A abordagem mini-invasiva anterior, associada ao uso de artrosc&oacute;pio (artroscopia "seca"), foi desenvolvida por alguns autores como M. Ribas<sup>18, 19</sup>&nbsp;e F. Laude<sup>20</sup>, M. Lincoln<sup>21&nbsp;</sup>ou J. K. Sekya<sup>22</sup>. A abordagem de Hueter, permite acesso &agrave; face anterior da articula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; efetuada uma capsulotomia anterior em T, que permite, com a ajuda de afastadores, a visualiza&ccedil;&atilde;o do colo do f&eacute;mur, em cerca de 240&ordm; da sua circunfer&ecirc;ncia.</p>
    <p>&Eacute; aplicada tra&ccedil;&atilde;o em mesa ortop&eacute;dica, a articula&ccedil;&atilde;o &eacute; visualizada com artrosc&oacute;pio de 30&ordm; e/ou 70&ordm;. A cartilagem acetabular e femoral, a f&oacute;vea acetabular, o ligamento transverso, o ligamento redondo e o labrum s&atilde;o visualizados e explorados, permitindo a extra&ccedil;&atilde;o de corpos livres, sinovectomia e ex&eacute;rese, reinser&ccedil;&atilde;o ou reconstru&ccedil;&atilde;o do labrum acetabular.<br />Sem tra&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuado o tempo perif&eacute;rico: osteocondroplastia femoral, sinovectomia, tenotomia do psoas, ex&eacute;rese de corpos livres, etc.</p>
    <p>Paralelamente a artroscopia da anca evolui, e cada vez mais se procuram efetuar os procedimentos por esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica.</p>
    <p>Pela t&eacute;cnica cl&aacute;ssica (in-out), com o paciente em dec&uacute;bito dorsal ou lateral efetuada por cirurgi&otilde;es como Villar, Glik, Byrd, Philipon<sup>1,2,3,23</sup>&nbsp;ou de uma outra forma, (out-in) desenvolvida e utilizada por cirurgi&otilde;es como Michael Diens<sup>5</sup>, na Alemanha, Frederic Laude<sup>20</sup>&nbsp;em Fran&ccedil;a ou Eric Margalet<sup>24</sup>&nbsp;em Espanha.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">EXPERIÊNCIA PESSOAL</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O interesse na patologia do conflito femoro-acetabular, surge ap&oacute;s o Congresso Americano de 2006 (AAOS &ndash; Chicago) e a leitura dos artigos de Reinhold Ganz<sup>15,16</sup>&nbsp;e Manuel Ribas<sup>18</sup>.</p>
    <p>Em 2008, em Paris, nas jornadas "Advances in Hip Arthroscopy", partilhamos a experi&ecirc;ncia de alguns dos melhores artroscopistas do Mundo, o que aumentou o nosso entusiasmo para as possibilidades da artroscopia da anca.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi nesta data, aproveitando este evento, fundada em Paris, a "International Society for Hip Artroscopy". Desde esta altura iniciamos o estudo e o tratamento do conflito femoro-acetabular.</p>
    <p>Efetuamos entre 2006 e Junho de 2012, 5 luxa&ccedil;&otilde;es seguras da anca, 17 artroscopias da anca (diagnosticas, sinovectomia, ex&eacute;rese labrum, osteocondroplastia), e 42 artrotomias pela t&eacute;cnica anterior mista de Ribas, (25) algumas vezes iniciadas por artroscopia, e convertidas para t&eacute;cnica aberta.</p>
    <p>Ao longo deste tempo tivemos oportunidade de partilhar experi&ecirc;ncia s com Manuel Ribas. Aprendemos princ&iacute;pios importantes:</p>
    <p>"O dos quadrantes" na osteocondroplastia femoral.</p>
    <p>A import&acirc;ncia em preservar o labrum.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica da anca durante o procedimento &ndash; "manobra de conflito per-operat&oacute;ria" - de forma a confirmar a resolu&ccedil;&atilde;o do conflito ou seja do choque femoral no rebordo acetabular.</p>
    <p>&Eacute; importante planear e executar o planeado.</p>
    <p>&Eacute; muito importante perceber durante a cirurgia que o conflito foi resolvido.</p>
    <p>Em Junho de 2012, visitamos, num programa "Surgeon-to-Surgeon", Frederic Laude, em Paris e Eric Margalet, em Barcelona, cirurgi&otilde;es que efetuam artroscopia da anca pela t&eacute;cnica out-in, e fomos confrontados com uma facilidade surpreendente, com um descomplicar do procedimento, com maior facilidade t&eacute;cnica, com muito menos tempo cir&uacute;rgico, com menor e menos tempo de tra&ccedil;&atilde;o, sem uso de amplificador de imagem.<br />Em Julho de 2012 mudamos o nosso paradigma. Come&ccedil;amos a fazer artroscopia da anca pela t&eacute;cnica out-in. De Julho de 2012 a Dezembro de 2012 (6 meses), efetuamos 30 artroscopias da anca por esta t&eacute;cnica</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A experi&ecirc;ncia adquirida com a abordagem anterior minimamente invasiva associada a artroscopia "seca" (Ribas M) constitui a base fundamental para a evolu&ccedil;&atilde;o para a t&eacute;cnica artroscopica out-in (Laude F. e Margalet E.).</p>
    <p>O princ&iacute;pio desta t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica, &eacute; o conhecimento e o aproveitamento do espa&ccedil;o de Hueter, delimitado no plano superficial pelo tensor da f&aacute;scia lata, e pelo sart&oacute;rio, e no plano profundo pelo curto gl&uacute;teo e il&iacute;o-psoas. Atrav&eacute;s deste plano temos acesso &agrave; face anterior da articula&ccedil;&atilde;o da anca. (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f1.jpg">Figura 1</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Passamos os mesmos planos usados na via mini-invasiva anterior.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Posicionamento</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O doente &eacute; colocado em dec&uacute;bito dorsal, em mesa ortop&eacute;dica, de forma a ser poss&iacute;vel a tra&ccedil;&atilde;o e descoapta&ccedil;&atilde;o da anca. Deve-se testar sempre pr&eacute;-operatoriamente a efic&aacute;cia da tra&ccedil;&atilde;o, com radiologia. O tempo de tra&ccedil;&atilde;o pode ser prolongado, sendo importante a prote&ccedil;&atilde;o, dos p&eacute;s e da zona perineal sobretudo do sexo masculino. A anca &eacute; colocada em ligeira flex&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o interna.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O amplificador de imagem, &eacute; usado para localizar o grande troc&acirc;nter e o centro da cabe&ccedil;a femoral, o que permite uma melhor e mais correta orienta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; colocada uma pin&ccedil;a, como referencia do centro da cabe&ccedil;a femoral, facilitando assim a orienta&ccedil;&atilde;o intra-operat&oacute;ria (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Portas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>S&atilde;o marcados o grande troc&acirc;nter (GT), a espinha il&iacute;aca antero-superior (EIAS), uma linha transversa tangente &agrave; extremidade do GT e outra que vai da EIAS ao tub&eacute;rculo de Gerdy (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f3.jpg">Figura 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>S&atilde;o usadas 2 ou 3 portas, e frequentemente uma 4 porta acess&oacute;ria para a coloca&ccedil;&atilde;o das &acirc;ncoras.</p>
    <p>Porta 1: Porta antero-lateral (AL), posicionada 1 cm anterior &agrave; extremidade proximal do grande troc&acirc;nter, entre o tensor da f&aacute;scia lata e o pequeno gl&uacute;teo. &Eacute; usada uma c&acirc;nula de 4 mm para avan&ccedil;ar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; face anterior e superior do colo femoral, facilmente palp&aacute;vel. Na transi&ccedil;&atilde;o da face anterior para superior sente-se o ressalto da parte refletida do recto femoral. A c&acirc;nula &eacute; colocada sob a face anterior do colo femoral, e com movimentos oscilantes, de &ldquo;limpa para-brisas&rdquo;, criamos um espa&ccedil;o virtual na gordura pr&eacute;-capsular. O artrosc&oacute;pio &eacute; introduzido nesta porta.</p>
    <p>Porta 2: Porta antero-medial (AM), passa anteriormente ao tensor da f&aacute;scia lata (este plano &eacute; facilmente palp&aacute;vel), distando da porta 1, cerca de 4-5 cm (2-3 dedos transversos) e da EIAS 6 a 8 cm (3-4 dedos transversos). Introduzimos a c&acirc;nula de 4 mm, com um inclina&ccedil;&atilde;o superior e medial de cerca de 45&ordm;. Progredimos no espa&ccedil;o entre o sart&oacute;rio e recto femoral medialmente e o tensor da f&aacute;scia lata e os gl&uacute;teos lateralmente. O colo femoral &eacute; facilmente palp&aacute;vel na sua face anterior, delimitando-se os seus limites lateral e medial. &Eacute; a habitual porta de trabalho.</p>
    <p>Porta 3: Porta antero-medial proximal (AMP), est&aacute; no mesmo plano intermuscular da porta 2, colocada proximalmente 3-4 cm, e ligeiramente lateralizada, 1 a 1,5 cm, em rela&ccedil;&atilde;o a esta. A c&acirc;nula 4 mm &eacute; introduzida, como na porta 2, palpando e definindo o colo femoral. Esta porta &eacute; utilizada habitualmente para colocar a c&acirc;nula de &ldquo;afastamento&rdquo;, ou se necess&aacute;rio como porta de trabalho acess&oacute;ria.</p>
    <p>Porta 4: Porta antero-lateral distal acess&oacute;ria (ALD), &eacute; colocada na plano da Porta 1, cerca de 4-5 cm distal. A c&acirc;nula progride em dire&ccedil;&atilde;o ao centro da cabe&ccedil;a femoral. Esta porta &eacute; usada para a coloca&ccedil;&atilde;o das &acirc;ncoras, pois permite um bom &acirc;ngulo de introdu&ccedil;&atilde;o. Quando &eacute; necess&aacute;rio afastar o labrum para trabalhar o rebordo acetabular pode-se passar um fio de sutura e tracionar o labrum, atrav&eacute;s desta porta (porta usada na t&eacute;cnica de Ribas).</p>
    <p>Como em qualquer artroscopia as portas podem ser intercambi&aacute;veis, e sempre que necess&aacute;rio s&atilde;o abertas portas acess&oacute;rias.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Capsulotomia</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A porta 1 &eacute; usada para introdu&ccedil;&atilde;o do artrosc&oacute;pio. Um c&acirc;nula de artroscop&iacute;a de 5,5 mm, &eacute; deslizada sobre a primeira c&acirc;nula. O artroscopio de 30&ordm; ou de 70&ordm; &eacute; introduzido. O artroscopio de 70&ordm; permite maior amplitude de vis&atilde;o, no entanto pela maior facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o (experi&ecirc;ncia adquirida na artroscopia do joelho) pode ser usado o artrosc&oacute;pio de 30&ordm;. Na porta 2 introduz-se, de forma direta, sem c&acirc;nulas ou hemicanulas, a ponteira de radiofrequ&ecirc;ncia (turbo-VAPR), triangulando, &ldquo;encontram-se&rdquo; no espa&ccedil;o virtual pericapsular (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4A</a>). A parte anterior da c&aacute;psula, a &uacute;nica onde n&atilde;o existem inser&ccedil;&otilde;es musculares, &eacute; a nossa zona de trabalho. Esta apresenta-se recoberta por uma pequena pel&iacute;cula adiposa, sob a qual aparecem as fibras esbranqui&ccedil;adas da c&aacute;psula. Neste plano observa-se a c&aacute;psula, com a sua cor esbranqui&ccedil;ada , medialmente as fibras do iliopsoas que se inserem na c&aacute;psula e lateralmente o pequeno gl&uacute;teo. A c&aacute;psula &eacute; a &uacute;nica zona "branca". &Eacute; facilmente palp&aacute;vel o limite lateral e medial do colo femoral. Progredindo proximalmente, &eacute; poss&iacute;vel sentir e visualizar a por&ccedil;&atilde;o refletida do recto femoral (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4C</a>). Nesta altura se h&aacute; duvida na zona de trabalho, podemos confirmar o posicionamento com uma imagem de radioscopia.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Triangulando os instrumentos &eacute; poss&iacute;vel ver a ponta da ponteira de radiofrequ&ecirc;ncia, iniciando assim a prepara&ccedil;&atilde;o , com desbridamento do tecido adiposo e efetuando a capsulotomia em T (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4 B</a>). A capsulotomia, &eacute; efetuada de fora para dentro. A c&aacute;psula &eacute; espessa e a orienta&ccedil;&atilde;o das fibras longitudinal. Uma sec&ccedil;&atilde;o longitudinal &eacute; efetuado ao longo do colo do f&eacute;mur, procurando coloca-la entre os 2 feixes do ligamento ilio-femoral (nem sempre bem definidos) (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4 D</a>). Iniciamos a capsulotomia distalmente no colo e progredimos proximalmente, com cuidado e procurando visualizar o labrum, para n&atilde;o o danificar. A cor do labrum &egrave; diferente e a orienta&ccedil;&atilde;o das fibras transversal, sendo facilmente identific&aacute;vel (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4 E</a>). Desinserimos a c&aacute;psula do rebordo acetabular, na extens&atilde;o m&iacute;nima necess&aacute;ria para visualiza&ccedil;&atilde;o e necess&aacute;ria corre&ccedil;&atilde;o do labrum ou tectoplastia (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f4.jpg">Figura 4 F</a>).</p></font>    
<p><b><font face="Verdana" size="2">1º Tempo: Espaço articular periférico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Inicia-se com a explora&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o articular perif&eacute;rico visualizando o labrum, o colo do f&eacute;mur, a c&aacute;psula e a sinovial. Efetuam-se os gesto necess&aacute;rios: sinovectomia, extra&ccedil;&atilde;o de corpos livres, tenotomia do psoas (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). No caso de conflito tipo PINCER, desbridamos, com radiofrequ&ecirc;ncia o rebordo acetabular, procurando delimitar nesta fase a zona &oacute;ssea a retirar, de acordo com o previamente planeado (de forma aproximada, por cada mm corrigimos 2&ordm;)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f5.jpg" width="389" height="705" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Tempo articular central</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Coloca-se a tra&ccedil;&atilde;o, para visualizar o compartimento central. A tra&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &eacute; menor, que na t&eacute;cnica cl&aacute;ssica, in-out, uma vez que a c&aacute;psula j&aacute; se encontra aberta, e porque a descoapta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &eacute; menor. Neste tempo cir&uacute;rgico observa-se o acet&aacute;bulo &nbsp;pela Porta 1-AL e se necess&aacute;rio tamb&eacute;m pela porta 2-AM, o que permite a sua vis&atilde;o na totalidade. Usamos o artrosc&oacute;pio de 30&ordm; e se necess&aacute;rio aumentar o campo de vis&atilde;o, o artroscopio de 70&ordm;.</p>
    <p>Avalia-se o labrum, a cartilagem, a sinovial, o ligamento redondo, o ligamento transverso (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f6.jpg">Figura 6</a>). Procede-se aos gesto cir&uacute;rgicos necess&aacute;rios: ex&eacute;rese corpos livres, sinovectomia, acetabuloplastia na extens&atilde;o necess&aacute;ria e previamente planeada, desbridamento cartilag&iacute;neo, microfracturas, cola de fibrina e reinser&ccedil;&atilde;o de labrum (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f7.jpg">Figura 7</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f6.jpg">Figura 6</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f7.jpg">Figura 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A porta 4, permite um bom &acirc;ngulo de introdu&ccedil;&atilde;o para as &acirc;ncoras.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">2º Tempo: Espaço articular periférico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Retira-se a tra&ccedil;&atilde;o, &eacute; colocado o tabuleiro inferior da mesa ortop&eacute;dica. Observa-se o espa&ccedil;o perif&eacute;rico onde efetuamos os gestos no colo femoral, como a osteocondroplastia femoral ou a ex&eacute;rese tumoral (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f8.jpg">Figura 8</a>). Seguimos o princ&iacute;pio dos quadrantes. Efetuamos sempre as provas din&acirc;micas. (manobra de conflito per-operat&oacute;ria) para comprovar a resolu&ccedil;&atilde;o do conflito. Avaliamos o ganho de mobilidade, sobretudo de rota&ccedil;&atilde;o interna, nos casos de rigidez da anca.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f8.jpg">Figura 8</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O tempo de tra&ccedil;&atilde;o &eacute; menor e todos os gestos poss&iacute;veis por artroscopia realiz&aacute;veis.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De Julho de 2012 a Dezembro de 2012 (6 meses), efetuaram-se 30 artroscopias da anca, pela t&eacute;cnica out-in, em 30 pacientes ( 17 do sexo masculino e 13 do sexo feminino). Exclu&iacute;mos as 2 primeiras efetuadas, pois foram convertidas em mini-open.</p>
    <p>A idade m&eacute;dia &eacute; de 38 anos (m&iacute;nimo 20 e m&aacute;ximo 54). O lado direito apresenta algum predom&iacute;nio (19 ancas).</p>
    <p>Todos os pacientes foram avaliados cl&iacute;nica e radiologicamente, com RM das ancas e Rx da bacia/ancas em face e Rx de perfil das ancas na incid&ecirc;ncia de Dunn a 45&ordm; (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f9.jpg">Figura 9</a>). O paciente preenche uma escala de Womac, no pr&eacute;-operat&oacute;rio. No dia da cirurgia &eacute; realizado um question&aacute;rio, preenchida uma escala de Harris e aplicada escala de EVA (<a name="topg1"></a><a href="#g1">Gr&aacute;ficos 1</a>, <a name="topg2"></a><a href="#g2">2</a> e <a name="topg3"></a><a href="#g3">3</a>). S&atilde;o registadas as mobilidades articulares. &Eacute; avaliado o &iacute;ndice acetabular, &acirc;ngulo CE de cobertura acetabular e o &acirc;ngulo alfa. S&atilde;o avaliados e registados sinais espec&iacute;ficos de cada patologia, como "cruzamento de linhas" "pistol grip", no caso de CFA, ou zonas de oste&oacute;lise como no encondroma. Nos casos de CFA o grau de desgaste articular &eacute; avaliado e os pacientes classificados segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Tonnis (26). Todos os procedimentos s&atilde;o gravados em formato digital.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08f9.jpg">Figura 9</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="g1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08g1.jpg" width="407" height="319" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="g2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08g2.jpg" width="408" height="278" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="g3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a08g3.jpg" width="395" height="296" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O principal diagn&oacute;stico foi o CFA (25 pacientes). 1 caso de sinovite, 1 anca de ressalto do poas, 1 encondroma do colo do f&eacute;mur, 1 sequela de doen&ccedil;a de Perthes e um "os acetabuli".</p>
    <p>Os CFA, 14 s&atilde;o tipo CAM, 3 PINCER e 8 Mistos. Quanto ao grau de desgaste articular, 17 Tonnis-0, 5 Tonnis-1 e 3 Tonnis-2.</p>
    <p>Efetuou-se osteocondroplastia femoral em 22 pacientes. Tenotomia do psoas em 4. Num caso, de revis&atilde;o de osteocondroplastia, a extra&ccedil;&atilde;o de &acirc;ncoras da articula&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>As les&otilde;es de labrum est&atilde;o presentes na zona 2 e 3. A repara&ccedil;&atilde;o e reinser&ccedil;&atilde;o do labrum foi efetuada em 13 ancas, shaving labral em 2 e ex&eacute;rese do labrum em 1. Em 11 pacientes foi realizada acetabuloplastia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es cartilag&iacute;neas, quando presentes, est&atilde;o localizadas na zona 2 e 3, excepto em 2 casos em que se localizam na zona 5 (les&otilde;es de contragolpe). Efetuado shaving cartilag&iacute;neo e microfracturas em 3 pacientes, microfracturas e cola de fibrina para estabiliza&ccedil;&atilde;o de fragmento cartilag&iacute;neo<sup>27</sup>&nbsp;em 2 e apenas shaving associado ao gesto de acetabuloplastia em 2.</p>
    <p>Num paciente foi realizada sinovectomia da anca.</p>
    <p>Em 2 pacientes foi associado um tempo artrosc&oacute;pico trocant&eacute;rico.</p>
    <p>Os passos cir&uacute;rgicos seguem a mesma l&oacute;gica da t&eacute;cnica mini-invasiva anterior.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de cirurgia &eacute; de 2h15m (varia entre 1h15m e 3h). O tempo m&eacute;dio de tra&ccedil;&atilde;o &eacute; de 48m (varia entre 5m e 1h40m). O tempo m&eacute;dio, no tratamento de um CFA, com tempo acetabular, repara&ccedil;&atilde;o do labrum e osteocondroplastia femoral, &eacute; de 2h 25m, sendo o tempo de tra&ccedil;&atilde;o de 48 minutos.</p>
    <p>N&atilde;o necessita de Kit espec&iacute;fico, n&atilde;o necessita de material de radiofrequ&ecirc;ncia complexo.</p>
    <p>Uma capsulotomia pequena, com o ramo superior do T, mais ou menos alargado, permite trabalhar em toda a articula&ccedil;&atilde;o. A ajuda de "afastadores" (c&acirc;nulas ou fio de sutura passado no rebordo capsular, como faz&iacute;amos na t&eacute;cnica aberta) permite uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o sem necessidade de capsulectomia. Em casos de hiperlaxidez ou anca displ&aacute;sica pode ser efetuada a sutura da c&aacute;psula, de forma a minimizar o risco de instabilidade ou luxa&ccedil;&atilde;o da anca<sup>28</sup>.</p>
    <p>No p&oacute;s-operat&oacute;rio &eacute; feita preven&ccedil;&atilde;o de calcifica&ccedil;&otilde;es, com Acemetacina 90 mgr ou Indometacina 150 mgr, durante 30 dias<sup>22</sup>.</p>
    <p>O tempo de uso de canadianas, com carga protegida e mobilidades limitadas, vai de 2 a 6 semanas (2 semanas: artroscopia simples, sem repara&ccedil;&atilde;o labral; 3 semanas: repara&ccedil;&atilde;o labral, sem microfraturas; 6 semanas, das quais as primeiras 3 em descarga completa, se efectuado tratamento de les&atilde;o cartilag&iacute;nea com microfracturas<sup>20,30</sup>.</p>
    <p>Seguimos os nossos pacientes de forma protocolada, sendo o esquema de avalia&ccedil;&atilde;o repetido aos 4 meses e 1 ano, de forma a ser realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o prospetiva dos resultados.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa avalia&ccedil;&atilde;o preliminar, pode-se constatar que a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; mais f&aacute;cil e mais r&aacute;pida, que a satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes &eacute; maior.</p>
    <p>A procura de um procedimento artrosc&oacute;pico, n&atilde;o pode de forma alguma, substituir um procedimento corretamente efetuado.</p>
    <p>Tivemos uma queimadura el&eacute;trica no antebra&ccedil;o e tr&ecirc;s parestesias transit&oacute;rias na regi&atilde;o perineal.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas houve grandes avan&ccedil;os na cirurgia aberta da anca, principalmente na artroplastia da anca, prim&aacute;ria e de revis&atilde;o, devido &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento da patologia, dos materiais e das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas.</p>
    <p>O paradigma da cirurgia mini-invasiva leva &agrave; procura de solu&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, cada vez menos agressivas, com incis&otilde;es menores e o dano das estruturas a ser minimizado.</p>
    <p>O surgimento e a compreens&atilde;o da patologia da anca dolorosa no adulto jovem e do s&iacute;ndrome do conflito femoro-acetabular como uma das suas principais e mais frequentes causas, mudou a atitude na cirurgia da anca. Assiste-se atualmente a um grande desenvolvimento das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas conservadoras da anca em detrimento da artroplastia, ou como forma de "atrasar" e/ou evitar a artroplastia.</p>
    <p>A cirurgia artrosc&oacute;pica da anca, pela sua complexidade, estava "reservada" a um grupo pequeno de patologias e sobretudo a um conjunto muito pequeno de cirurgi&otilde;es.</p>
    <p>O reconhecimento do s&iacute;ndrome do conflito femoro-acetabular como uma causa de dor, de les&atilde;o labral, de les&atilde;o cartilag&iacute;nea, de perda de mobilidade e, sobretudo, da evolu&ccedil;&atilde;o precoce para artrose, leva a um interesse crescente no seu tratamento. A cirurgia conservadora da anca &eacute; hoje claramente aceite, seja na forma de luxa&ccedil;&atilde;o segura da anca, na forma de cirurgia mini-invasiva por via anterior ou por artroscopia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maior frequ&ecirc;ncia dos tratamentos cir&uacute;rgicos de preserva&ccedil;&atilde;o da anca, permitiu o reconhecimento e diagn&oacute;stico de muitas outras patologias, pass&iacute;veis de serem tratadas por estes m&eacute;todos, e sobretudo por artroscopia.</p>
    <p>A t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica cl&aacute;ssica (in-out), implica uma entrada direta na articula&ccedil;&atilde;o, sob controlo radiol&oacute;gico, obrigando a uma tra&ccedil;&atilde;o mais forte. A entrada das agulhas e guias, sem vis&atilde;o direta, pode lesar o labrum e a cartilagem. &Eacute; necess&aacute;rio ter um kit espec&iacute;fico para artroscopia da anca (agulhas, litinol, guias, e c&acirc;nulas)</p>
    <p>Esta t&eacute;cnica permite uma vis&atilde;o direta da articula&ccedil;&atilde;o sem capsulotomia, e tamb&eacute;m por isso, algo limitada, no entanto, sempre que &eacute; necess&aacute;rio efetuar gestos cir&uacute;rgicos no labrum , rebordo acetabular ou colo do f&eacute;mur &eacute; necess&aacute;rio efetuar a capsulotomia, sendo o habitual numa artroscopia terap&ecirc;utica.</p>
    <p>As dificuldades experimentadas na execu&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica, levaram-nos a procurar solu&ccedil;&otilde;es e novas variantes da t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica.</p>
    <p>A t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica out-in, com entrada no espa&ccedil;o perif&eacute;rico da anca, com capsulotomia anterior, mimetizando a maioria dos gestos efectuados na via anterior, seja na c&aacute;psula, no acet&aacute;bulo ou no colo femoral, permite o "aproveitamento" da experi&ecirc;ncia adquirida na t&eacute;cnica &ldquo;aberta&rdquo;, diminuindo a curva de aprendizagem e facilitando a execu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica.</p>
    <p>Ap&oacute;s o tempo articular central, o membro inferior &eacute; libertado da mesa de tra&ccedil;&atilde;o, permitindo a livre mobiliza&ccedil;&atilde;o da anca e um melhor acesso ao colo femoral. &Eacute; de extrema import&acirc;ncia a execu&ccedil;&atilde;o dos gestos planeados e a confirma&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o do conflito, executando a "manobra de conflito" intra-operat&oacute;ria, com vis&atilde;o direta da articula&ccedil;&atilde;o</p>
    <p>Esta t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica (out-in), permitiu uma resolu&ccedil;&atilde;o mais natural e eficaz na maioria das patologias intra-articulares da anca, nomeadamente dos conflitos femoro-acetabulares, sendo na atualidade o nosso procedimento de primeira escolha.</p>
    <p>Esta t&eacute;cnica permitiu um grande avan&ccedil;o, no desempenho, na qualidade, na efetividade da t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica, tornando o procedimento menos complexo. &Eacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o natural para quem tem experi&ecirc;ncia artrosc&oacute;pica e em cirurgia da anca, sobretudo com a abordagem anterior.</p>
    <p>Necessita de menos material espec&iacute;fico, tem menos gastos de material, tornando o procedimento menos dispendioso.</p>
    <p>O uso de amplificador de imagem (radiologia) &eacute; m&iacute;nimo, sendo mesmo dispensado por alguns cirurgi&otilde;es, o que &eacute; ben&eacute;fico para o doente e para a equipa cir&uacute;rgica</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tempo cir&uacute;rgico &eacute; mais curto, a tra&ccedil;&atilde;o efetuada &eacute; menor e o risco de complica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m.</p>
    <p>A possibilidade de instabilidade associada a uma larga "capsulectomia", pode ser minimizada por uma capsulotomia "m&iacute;nima" e eventualmente por uma sutura capsular.</p>
    <p>&Eacute; uma forma mais natural de fazer artroscopia da anca.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Simpson J, Sandri H, Villar R. Hip arthroscopy technique and complications. Orthop Traumatol Surg Res. 96 (8): 68-76</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-2122201400010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Glick JM. Hip arthroscopy using the lateral approach. Inst Course Lect. 1988; 37: 223-231</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-2122201400010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Byrd JWT. Hip arthroscopy utilizing the supine position. The spine position. Arhtroscopy. 1994; 10 (3): 275-280</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-2122201400010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Clarke MT, Arora A, Villar RN. Hip arthroscopy: Complications in 1054 cases. Clin Orthop Relat Res. 2003;  (406): 84-88</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-2122201400010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Dienst M, Godde S, Seil R, Hammer D, Khon D. Hip Arthroscopy without traction : in vivo anatomy of the peripheral hip joint cavity. Arthroscopy. 2001; 17 (9): 924-931</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-2122201400010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Dienst M, Grun U. Complications of Hip Arthroscopy. Orthopade. 2008; 37 (11): 1108-1115</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-2122201400010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Griffin DR, Villar RN. Complications of arthroscopy of the hip. J. Bone Joint Surg Br. 1999; 81 (4): 604-606</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-2122201400010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Ilizaliturri VM. Complications of arthroscopic femoroacetabular impingement treatment. Clin Orthop Relat Res. 2009; 467 (3): 760-768</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1646-2122201400010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. McCarthy JC, Lee JA. Hip arthroscopy, indications, outcomes and complications. Inst Course Lect. 2006; 55: 301-308</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-2122201400010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Sampson TG. Complications of hip arthroscopy. Clin Sports Med. 2001; 20 (4): 831-835</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-2122201400010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Siegel MG. Irrigation fluid complications. Arthroscopy. 25 (5): 576</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-2122201400010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Smart LR, Oetgen M, Noonan B, Medvecky M. Beginning hip arthroscopy: indications, positioning, portals, basic techniques and complications. Arthroscopy. 2007; 23 (12): 1348-1353</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-2122201400010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Burman M. Arthroscopy or the direct visuaization of joints. J. Bone Joint Surg. 1931; 13: 669-694</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-2122201400010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Byrd JW. Hip arthroscopy: surgical indications. Arthroscopy. 2006; 22 (12): 1260-1262</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1646-2122201400010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Ganz R, Parvizi J, Beck M, Leunig M, Notzli H, Siebenrock KA. Femoroacetabular impingement: a cause for osteoarthritis of the hip. Clin Orthop Relat Res. 2003;  (417): 112-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-2122201400010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Ganz R, Gill TJ, Gautier E, Ganz K, Krugel N, Berlemann U. Surgical dislocation of the adult hip a technique with full access to the femoral head and acetabulum without the risk of avascular necrosis. J. Bone Joint Surg Br. 2001; 83 (8): 1119-1124</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-2122201400010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Boyer T, Dorfmann H. Arthroscopy in primary synovial chondromatosis of the hip: description and outcome of treatment. J. Bone Joint Surg Br. 2008; 90 (3): 314-318</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-2122201400010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Ribas M, Candioti L, Villarrubias JM. Chirurgical treatement of femoroacetabular anterior impingement of the hip. J. Bone Joint Surg Br Proceedings. 2005;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-2122201400010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Ribas M, Marin-Peneda O, Regenbrecht B, Torre B De la, Villarrubias JM. Femoroacetabular osteochondroplasty by means of an anterior minimal invasive approach. Hip International. 2007; 2: 91-98</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1646-2122201400010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Laude F, Graveleau N, Meyer A. Arthroscopyie de hanche avec ouvertur de la capsule première ou comment se passer de l'amplificateur de brillance. Matrise Orthopédique. 2012; 214 (1): 18-20</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-2122201400010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Lincoln M, Johnston K, Muldoon M, Santore R. Combined arthroscopic and modified open approach for CAM femoroacetabular impingement: a preliminar experience. Arthroscopy. 2009; 25 (4): 392-399</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1646-2122201400010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Sekiya JK, Wojtys EM, Loder RT, Hensinger RR. Hip arthroscopy using a limited anterior exposure: an alternative approach for arthroscopic access. Arthroscopy. 2000; 16 (1): 16-20</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-2122201400010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Philipon MJ, Stubs AJ, Schenker ML, Maxwell RB, Ganz R, Leunig M. Arthroscopic management of femoroacetabular impingement : osteoplasty technique and literature review. American Journal of Sorts Medicine. 2007; 35 (9): 1571-1580</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1646-2122201400010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Margalet E, Mediavilla I, Marin O. A new arthroscopic approach for hip surgery: the out-inside technique. Cuadernos de Artroscopia. 2010 Apr; 17 (41): 27-33</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">25. Melo J Cruz de, Dias S, Leal F, Resende V, Frada R, Sarmento A, et al. Tecnica Anterior Mista de Ribas - Tratamento do Conflito Femoro-Acetabular. XXXII Congresso Nacional de Ortopedia; 2012. </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Tonnis D. Normal values of the hip joint for the evaluation of x-rays in children and adults. Clin Orthop. 1976; 119: 39-47</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1646-2122201400010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Tzaveas AP, Villar RN. Arthroscopic repair of acetabular chondral delamination with fibrin adhesive. Hip Internationat. 2010; 20 (1): 115-9</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1646-2122201400010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Ranawat AS, McClincy M, Sekiya JK. Anterior dislocation of the hip after arthroscopy in a patient with capsular laxity of the hip. A case report. J. Bone Joint Surg Br. 2009; 91 (1): 192-197</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-2122201400010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Edelstein J, Ranawat A, Enseki KR, Yun R, Draovitch P. Post-operative guidelines following hip arthroscopy. Curr Rev Musculoskelet Med. 2012; 5: 15-23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1646-2122201400010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Cheatham S, Kolber M. Rehabilitation after hip arthroscopy and labral repair in a high school footbal athlete. The Iternational Journal os Sports Physical Therapy. 2012 Apr; 7 (2): 173-185</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Cruz de Melo    <br>Av. da República 1790    <br>Praia da Granja    <br>4410-496 Arcozelo    <br>Portugal    <br><a href="mailto:ajcruzdemelo@gmail.com">ajcruzdemelo@gmail.com</a>    <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-09-16</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-03-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-03-03</font></p>     ]]></body><back>
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