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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Necrose muscular paravertebral pós-cirúrgica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E. P. E. Serviço de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors present two case reports, both man, with lumbar degenerative disc disease and a positive personal medical history for diabetes, dyslipidemia, hypertension or polycythemia. They undergone a posterior approach to their lumbar spine, in a ventral decubitus position, for surgical treatment of the diagnosed disease. In the post operative period both patients developed a wound dehiscence and seroma drainage related to an underlying muscular necrosis properly documented. The treatment performed is discussed, along with the implicated medical diseases, stressing out the relevance of preventing measures in avoiding this less frequent complication.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Necrose muscular]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[lumbar spine surgery]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Necrose muscular paravertebral pós-cirúrgica</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bárbara Campos<sup>I</sup></b>; <b>José Guimarães Consciência<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E. P. E.Lisboa. Portugal. <br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores apresentam dois casos cl&iacute;nicos, ambos do sexo masculino, de doentes com patologia degenerativa vertebral, com antecedentes pessoais m&eacute;dicos relevantes (diabetes, hiperlipid&eacute;mia, Hipertens&atilde;o ou policit&eacute;mia), submetidos a uma abordagem posterior da sua coluna lombar, para tratamento cir&uacute;rgico no posicionamento de dec&uacute;bito ventral.</p>     <p>No per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio ambos os doentes desenvolveram altera&ccedil;&otilde;es da cicatriza&ccedil;&atilde;o da ferida cir&uacute;rgica, posteriormente associadas a extensa necrose muscular paravertebral, devidamente documentada.</p>     <p>S&atilde;o discutidas as formas de tratamento e o envolvimento das patologias associadas, salientando a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o cuidadosa desta complica&ccedil;&atilde;o menos frequente.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Necrose muscular, paravertebral, cirurgia da coluna lombar. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The authors present two case reports, both man, with lumbar degenerative disc disease and a positive personal medical history for diabetes, dyslipidemia, hypertension or polycythemia. They undergone a posterior approach to their lumbar spine, in a ventral decubitus position, for surgical treatment of the diagnosed disease.</p>     <p>In the post operative period both patients developed a wound dehiscence and seroma drainage related to an underlying muscular necrosis properly documented.</p>     <p>The treatment performed is discussed, along with the implicated medical diseases, stressing out the relevance of preventing measures in avoiding this less frequent complication.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Muscular necrosis, paravertebral, lumbar spine surgery. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os m&uacute;sculos paravertebrais est&atilde;o sujeitos a for&ccedil;as distractivas durante a abordagem posterior da coluna lombar1.<br /><br />Sabe-se que a retra&ccedil;&atilde;o muscular necess&aacute;ria para a exposi&ccedil;&atilde;o das estruturas &oacute;sseas provoca, em termos histol&oacute;gicos, edema intersticial, acumula&ccedil;&atilde;o intracelular de i&otilde;es de C&aacute;lcio (Ca<sup>2+</sup>) no sarcolema, e finalmente necrose celular2.<br /><br />O espectro de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas desta entidade patol&oacute;gica &eacute; vari&aacute;vel, mas, depende habitualmente da gravidade da les&atilde;o nos m&uacute;sculos sacroespinalis e erector spinae. A variabilidade do quadro cl&iacute;nico oscila entre o doente com dor lombar, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de extens&atilde;o do tronco, e aquele que, tendo necrose muscular extensa, revela altera&ccedil;&otilde;es graves da cicatriza&ccedil;&atilde;o normalmente associadas a uma pan&oacute;plia de morbilidades. V&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es referem a possibilidade de documenta&ccedil;&atilde;o desta les&atilde;o atrav&eacute;s de estudos complementares de diagn&oacute;stico<sup>3, 4, 5, 6</sup>.<br /><br />Apesar do traumatismo directo muscular ser a causa mais comum de necrose muscular, muitos outros factores foram identificados e a ela associados, como por exemplo a obesidade, a diabetes, a poliglobulia, ou at&eacute; mesmo um posicionamento inadequado. No entanto, as les&otilde;es microvasculares e as altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas relacionadas com a press&atilde;o exercida pelo garrote s&atilde;o bem conhecidas. Estudos histoqu&iacute;micos, animais e humanos, que corelacionaram a press&atilde;o e o tempo da retra&ccedil;&atilde;o aplicada nos m&uacute;sculos paravertebrais, identificaram um valor superior a 10.000 g/cm2/min como sendo factor de risco elevado para o aparecimento de necrose muscular histol&oacute;gica, e, naturalmente tamb&eacute;m associado a piores resultados funcionais p&oacute;s operat&oacute;rios<sup>1, 2, 7, 8, 9</sup>. Existem tamb&eacute;m refer&ecirc;ncias na literatura &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre piores resultados funcionais e les&otilde;es neuromusculares na sequ&ecirc;ncia de extensas abordagens posteriores da coluna lombar, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da sua preven&ccedil;&atilde;o10.<br /><br />Com base neste pressuposto, Kawaguchi et al7 estudaram a necessidade de al&iacute;vio da press&atilde;o exercida nos m&uacute;sculos paravertebrais, e conclu&iacute;ram que no decorrer de uma cirurgia com dura&ccedil;&atilde;o entre 40 min a 1 hora, a interrup&ccedil;&atilde;o durante 5 min da ac&ccedil;&atilde;o dos afastadores, constitu&iacute;a medida eficaz na preven&ccedil;&atilde;o da necrose muscular.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 1</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Paciente do sexo masculino, com 79 anos de idade, IMC 29, e antecedentes pessoais de hemilaminectomia esquerda h&aacute; 10 anos, Diabetes Mellitus tipo II e Hipertens&atilde;o arterial, ambas medicadas. Recorre &agrave; consulta de coluna por lombalgia com irradia&ccedil;&atilde;o ao membro inferior direito, e marcha claudicante neurog&eacute;nica.<br /><br />Apresentava uma doen&ccedil;a degenerativa discal polifocal (L3-S1) tipo V de Pfirmann, com estenose canalar central/ lateral, escoliose degenerativa e atrofia muscular (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f1.jpg" width="394" height="913" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br />Foi realizada descompress&atilde;o posterior alargada, com realinhamento vertebral no plano frontal, e instrumenta&ccedil;&atilde;o pedicular L3-S1 utilizando parafusos pediculares canulados e refor&ccedil;o trabecular com metilmetacrilato em todos os n&iacute;veis implicados (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).<br />    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f2.jpg" width="396" height="381" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br />De acordo com o protocolo cir&uacute;rgico do servi&ccedil;o efectu&aacute;mos abertura dos afastadores durante 5 minutos ap&oacute;s cada 40 minutos de cirurgia,.<br /><br />O internamento decorreu sem intercorr&ecirc;ncias dignas de registo, mas na consulta de seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio detectou-se drenagem de l&iacute;quido seroso com ligeira deisc&ecirc;ncia da ferida cir&uacute;rgica.<br /><br />A an&aacute;lise bioqu&iacute;mica e bacteriol&oacute;gica do material ent&atilde;o colhido percutaneamente sugeriu a necrose muscular, excluindo a possibilidade de l&iacute;quor ou infec&ccedil;&atilde;o na ferida operat&oacute;ria.<br /><br />O doente fez TAC que permitiu avaliar e certificar o correcto posicionamento quer dos parafusos, quer do cimento aplicado (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f3.jpg">Figura 3</a>), e RM que confirmou extensa necrose muscular paravertebral (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f4.jpg">Figura 4</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><br />Foram realizados pensos di&aacute;rios at&eacute; ao encerramento da ferida operat&oacute;ria, que ocorreu ap&oacute;s 1 m&ecirc;s de seguimento. Na &uacute;ltima consulta de avalia&ccedil;&atilde;o, 1 ano ap&oacute;s a cirurgia o doente permanecia sem queixas, fazendo as suas atividades de vida di&aacute;ria sem limita&ccedil;&otilde;es dignas de registo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 2</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, IMC 27, e antecedentes pessoais de Policit&eacute;mia vera ( HB 19g/dl), Hipertens&atilde;o arterial e Hiperlipid&eacute;mia medicada com Sinvastatina. Recorre &agrave; consulta de coluna por lombalgia de car&aacute;cter renitente, e evolu&ccedil;&atilde;o arrastada de aproximadamente 5 anos.<br /><br />Apresentava uma doen&ccedil;a degenerativa discal L5-S1 tipo V de Pfirmann e uma espondilolistese degenerativa tipo I de Meyerding (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>) no mesmo n&iacute;vel. Era ainda evidente uma atrofia muscular lombar generalizada (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f5.jpg" width="394" height="610" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f6.jpg" width="396" height="405" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><br />Foi realizada uma artrodese p&oacute;stero-lateral com instrumenta&ccedil;&atilde;o pedicular em L5-S1 &ldquo;in situ&rdquo; (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f7.jpg" width="394" height="271" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br />Mais uma vez, e de acordo com a rotina do servi&ccedil;o, os afastadores foram libertados durante 5 minutos ap&oacute;s cada 40 minutos de cirurgia.<br /><br />N&atilde;o obstante, no 8&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio, na sequ&ecirc;ncia de deisc&ecirc;ncia da sutura, tornou-se evidente necrose muscular extensa, que expunha o material cir&uacute;rgico e aumentava exponencialmente o risco de infec&ccedil;&atilde;o. Optou-se ent&atilde;o efetuar um amplo desbridamento cir&uacute;rgico, preenchimento da loca formada com 4 placas de colag&eacute;nio, e finalmente sutura direta da pele (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a10f8.jpg" width="397" height="554" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br />A ferida cicatrizou aproximadamente 3 meses mais tarde, sem outras intercorr&ecirc;ncias a referir (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>). Um ano ap&oacute;s a &uacute;ltima cirurgia continuava sem altera&ccedil;&otilde;es a registar, referindo o doente apenas lombalgia para grandes esfor&ccedil;os.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A cicatriza&ccedil;&atilde;o tecidual &eacute; um processo biol&oacute;gico complexo que requer uma sucess&atilde;o coordenada de hem&oacute;stase, inflama&ccedil;&atilde;o, prolifera&ccedil;&atilde;o, revasculariza&ccedil;&atilde;o e remodela&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>As altera&ccedil;&otilde;es no processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o constituem um problema comum no &acirc;mbito hospitalar e ambulat&oacute;rio.</p>
    <p>Dentro dos v&aacute;rios factores que influenciam este processo biol&oacute;gico existem alguns, como a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, que s&atilde;o pass&iacute;veis de ser controlados pelo cirurgi&atilde;o.</p>
    <p>O posicionamento adequado do doente, bem como a dissec&ccedil;&atilde;o cuidadosa s&atilde;o factores bem conhecidos e que devem ser sempre respeitados. Na cirurgia de coluna em particular, a abordagem para vertebral de Wiltse, utilizando um plano natural de clivagem existente entre o multifidus e o longissimus (sacroespinalis), permite o acesso &agrave;s ap&oacute;fises transversas e maci&ccedil;os articulares atrav&eacute;s duma dissec&ccedil;&atilde;o quase atraum&aacute;tica. No entanto, esta abordagem nem sempre se torna poss&iacute;vel considerando a necessidade de descompress&atilde;o central alargada e re-interven&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A t&eacute;cnica MISS (minimally invasive surgery), foi desenvolvida na tentativa de minimizar a morbilidade associada &agrave; cirurgia aberta. As vantagens demonstradas em estudos cl&iacute;nicos incluem redu&ccedil;&atilde;o do tecido cicatricial e da dor, bem como menor tempo de recupera&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio. Mais ainda, demonstrou-se que utilizando t&eacute;cnicas minimamente invasivas, as enzimas relacionadas com a les&atilde;o muscular (CK e aldolase), bem como as citoquinas pr&oacute; inflamat&oacute;rias (IL-6, IL-8), atingiam n&iacute;veis bastante inferiores aos obtidos durante a cirurgia convencional.</p>
    <p>Apesar destas vantagens, &eacute; uma t&eacute;cnica com curva de aprendizagem relativamente longa, e que, por raz&otilde;es anat&oacute;micas e especificas de cada caso clinico n&atilde;o pode ser sistematicamente utilizada.</p>
    <p>Na abordagem mediana da coluna, as les&otilde;es microvasculares e necrose subsequente parecem poder ser em parte evitadas pela diminui&ccedil;&atilde;o do tempo de aplica&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a exercida pelo afastador. Assim, a abertura desse mesmo afastador durante 5 minutos a cada 40 minutos de cirurgia tem sido sugerida como medida eficaz na preven&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o da musculatura paravertebral, e constitui procedimento de rotina no nosso servi&ccedil;o<sup>1,2,7,8,9,11</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, existem tamb&eacute;m fatores determinantes mas relacionados com a situa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica do pr&oacute;prio doente. Nos casos apresentados a idade avan&ccedil;ada, IMC elevado, Diabetes Mellitus, Hipertens&atilde;o arterial, Poliglobulia, Hiperlipid&eacute;mia e at&eacute; a medica&ccedil;&atilde;o (estatina) poder&atilde;o ter tido um papel preponderante na instala&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o muscular.</p>
    <p>A este prop&oacute;sito importa salientar a Diabetes, uma doen&ccedil;a sist&eacute;mica com diversas complica&ccedil;&otilde;es associadas e bem documentadas, nomeadamente a altera&ccedil;&atilde;o da cicatriza&ccedil;&atilde;o. Na base desta, e para al&eacute;m das les&otilde;es microvasculares, est&aacute; a pr&oacute;pria altera&ccedil;&atilde;o do metabolismo da glicose. Estudos experimentais demonstraram que a ferida do doente diab&eacute;tico revela um fen&oacute;tipo pr&oacute; inflamat&oacute;rio com consequ&ecirc;ncias importantes no processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o. Em acr&eacute;scimo, e do ponto de vista biomec&acirc;nico, a inflama&ccedil;&atilde;o induz uma degrada&ccedil;&atilde;o da matriz extracelular, com invas&atilde;o de c&eacute;lulas produtoras deste tecido. Por outro lado, o TNF ( Tumor Necrosis Factor) activa genes pr&oacute; apoptose, perp&eacute;tua esta inflama&ccedil;&atilde;o, e impede a correcta re-epiteliza&ccedil;&atilde;o do tecido. No despoletar de todo este processo de pr&oacute; inflama&ccedil;&atilde;o est&aacute; ent&atilde;o a hiperglic&eacute;mia, como activador de prote&iacute;nas de fase aguda, e eleva&ccedil;&atilde;o de radicais livres de oxig&eacute;nio e nitrog&eacute;nio.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente diab&eacute;tico &eacute;, portanto, um doente com risco elevado de cicatriza&ccedil;&atilde;o inadequada e consequentemente favorecedora de maus resultados cir&uacute;rgicos. Por&eacute;m, estes est&atilde;o n&atilde;o s&oacute; relacionados com a altera&ccedil;&atilde;o de cicatriza&ccedil;&atilde;o da ferida cir&uacute;rgica mas tamb&eacute;m com as restantes complica&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; diabetes (nefropatia, aterosclerose e neuropatia), e at&eacute; mesmo a eventual infec&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A Policit&eacute;mia, com a inerente poliglobulia, constitui um fator de aumento da viscosidade sangu&iacute;nea e diminui&ccedil;&atilde;o da correcta oxigena&ccedil;&atilde;o dos tecidos.</p>
    <p>Est&atilde;o descritos eventos tromb&oacute;ticos em cerca de 20 a 50% nos doentes com esta doen&ccedil;a, envolvendo n&atilde;o s&oacute; a microcircula&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m os grandes vasos.</p>
    <p>As &uacute;lceras relacionadas com o comprometimento da microcircula&ccedil;&atilde;o dos membros inferiores s&atilde;o as mais frequentes, sendo normalmente dolorosas, inflamat&oacute;rias e necr&oacute;ticas.</p>
    <p>Embora o doente em quest&atilde;o fosse seguido na consulta de Hematologia e a sua patologia estivesse controlada, &eacute; poss&iacute;vel que na base da deisc&ecirc;ncia da ferida cir&uacute;rgica se registem cumulativamente mecanismos relacionados com a referida microtrombose e consequente necrose tecidular.</p>
    <p>A idade avan&ccedil;ada e hipertens&atilde;o arterial, ambas relacionadas com o processo de aterosclerose hialina, afectam a microcircula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, e desse modo correcta vasculariza&ccedil;&atilde;o e cicatriza&ccedil;&atilde;o tecidual12.</p>
    <p>Mais ainda, a hipertens&atilde;o arterial como factor condicionante de altera&ccedil;&otilde;es da perfus&atilde;o sangu&iacute;nea da pele e resposta &agrave; isqu&eacute;mia, sendo objecto de estudos recentes, animais e humanos, parece estar associada a altera&ccedil;&otilde;es tanto nos indiv&iacute;duos hipertensos como nos que apenas revelam uma certa predisposi&ccedil;&atilde;o familiar<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>As Estatinas, utilizadas para o controlo da Hiperlipid&eacute;mia est&atilde;o amplamente institu&iacute;da na popula&ccedil;&atilde;o em geral e s&atilde;o habitualmente bem toleradas. S&atilde;o usadas na preven&ccedil;&atilde;o da aterosclerose e doen&ccedil;a card&iacute;aca isqu&eacute;mica e t&ecirc;m sido reconhecidas como potencial factor de agravamento da rabdomi&oacute;lise, e at&eacute; possivelmente da necrose muscular. T&ecirc;m sido associadas a uma variedade de miopatias inflamat&oacute;rias, incluindo polimiosite, dermatomisite e miopatia necrosante15.</p>
    <p>Por outro lado, dados publicados em estudos animais e humanos, mostram que este grupo de f&aacute;rmacos, em particular a atorvastatina e pravastatina podem acelerar o processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o da pele. No entanto s&atilde;o ainda necess&aacute;rios mais estudos cl&iacute;nicos randomizados para definir dose, modo de administra&ccedil;&atilde;o, dura&ccedil;&atilde;o de tratamento e, em &uacute;ltima an&aacute;lise determinar a correla&ccedil;&atilde;o entre os efeitos pleotr&oacute;picos das estatinas e o seu efeito cl&iacute;nico previs&iacute;vel15-19.</p>
    <p>Estas incertezas fazem-nos pensar que, no caso em quest&atilde;o, permanece a d&uacute;vida da rela&ccedil;&atilde;o desta media&ccedil;&atilde;o com a necrose muscular diagnosticada.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sumarizando, a micro ircula&ccedil;&atilde;o da pele &eacute; controlada por uma combina&ccedil;&atilde;o de factores metab&oacute;licos como: &oacute;xido n&iacute;trico (produzido em resposta &agrave; tens&atilde;o de cisalhamento nas c&eacute;lulas endoteliais); actividade do m&uacute;sculo liso vascular (proporcional &aacute;s necessidades de oxig&eacute;nio do tecido); flutua&ccedil;&otilde;es nas concentra&ccedil;&otilde;es i&oacute;nicas (atrav&eacute;s da membrana das c&eacute;lulas do m&uacute;sculo liso dos vasos)<sup>20,21,22</sup>. Qualquer mecanismo, para al&eacute;m dos acima mencionados, que perturbe este equil&iacute;brio pode, eventualmente, tamb&eacute;m alterar a correcta oxigena&ccedil;&atilde;o dos tecidos e consequentemente a sua cicatriza&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o rigorosa das t&eacute;cnicas de preserva&ccedil;&atilde;o da oxigena&ccedil;&atilde;o tecidular constitui uma medida indispens&aacute;vel da abordagem cir&uacute;rgica da coluna vertebral.</p>
    <p>Por outro lado, o despiste criterioso e exaustivo de todos os factores de risco para necrose muscular, pode e deve orientar o cirurgi&atilde;o na tomada de medidas adicionais necess&aacute;rias a cada situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</p>
    <p>Consideramos ainda que o controlo pr&eacute;vio rigoroso e sistem&aacute;tico de toda a medica&ccedil;&atilde;o e patologia se assume como primeiro passo na preven&ccedil;&atilde;o desta complica&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Kawaguchi Y. Back Muscle Injury after posterior lumbar spine surgery Part I. Spine. 1994; 19</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201400010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Kawaguchi Y. Back Muscle Injury after posterior lumbar spine surgery Part II. Spine. 1994; 19</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201400010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Laasonen EM. Atrophy of sacrospinal muscle groups in patients with chronic, diffusely radiating lumbar back pain. Neuroradiology. 1984; 26: 9-13</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201400010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Mayer TG, Vanharanta H, Gatchel RJ, Mooney V, Barnes D, Juddge L, et al. Comparison of CT scan muscle measurements and isokinetic trunk strength in postoperative patients. Spine. 1989; 14: 33-36</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Johnson EW, Burkhart JA, Earl WC. Electromyography in postlaminectomy patients. Arch Phys Med Rehabil. 1972; 53: 407-409</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201400010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Macnab I, Cuthbert H, Godfrey CM. The incidence of denervation of the sacrospinalis muscles following spinal surgery. Spine. 1977; 2: 294-298</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201400010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Kawaguchi Y. Preventive measures of back muscle injury after posterior lumbar spine surgery in rats. Spine. 1998; 23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201400010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Kawaguchi Y. Back Muscle Injury after posterior lumbar spine surgery. A histologic and enzymatic analysis. Spine. 1996; 21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201400010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Kawaguchi Y. Back muscle injury after posterior lumbar spine surgery. Topographic evaluation of intramuscular pressure and blood flow in the porcine back muscle during surgery. Spine. 1996; 21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201400010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Airaksinen O, Herno A, Kaukanen E, Saari T, Sihvonen T, Suomalainen O. Density of lumbar muscles 4 years after decompressive spinal surgery. Eur Spine J. 1996; 5 (3): 193-197</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201400010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Smilanich RP, Bonnet I, Kirkpatrick JR. Contaminated wounds: the effect of initial management on outcome. Am Surg. 1995; 61: 427-430</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201400010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Kumar V. Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease. 8th. Professional Edition;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201400010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Gryglewska B. Neurogenic and myogenic resting skin blood flowmotion in subjects with masked hypertension. J Physiol Pharmacol. 2010 Oct 1; 61 (5): 551-558</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Gryglewska B. Fractal dimensions of skin microcirculation flow in subjects with familial predisposition or newly diagnosed hypertension. Cardiol J. 2011; 18 (1): 26-32</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201400010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Cooper A. Clinical guidelines and evidence review for lipid modification: cardiovascular risk assessment and the primary and secondary prevention of cardiovascular disease. National Collaborating Centre for Primary Care and Royal College of General Practitioners. National Institute of Clinical Excellence Guidance. 2008;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201400010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Schneider Philip J.. Will cholesterol lowering therapy increase the risk of muscle injury?. The journal for Nurse Practicioners JNP. 2013 Fev; 9</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Bruckert E, Hayem G, Dejager S. Mild to moderate muscular symptoms with high-dosage statin therapy in hyperlipidemic patients: the PRIMO study. Cardiovasc Drugs Ther. 2005; 19: 403-414</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201400010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Graham DJ, Staffa JA, Shatin D. Incidence of hospitalized rhabdomyolysis in patients treated with lipid-lowering drugs. JAMA. 2004; 292: 2582-2590</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-2122201400010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Krishnan GM, Thompson PD. The effects of statins on skeletal muscle strength and exercise performance. Curr Opin Lipidol. 2010; 21: 324-328</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201400010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Nilsson H, Aalkjaer C. Vasomotion: Mechanisms and physiological importance. Mol Interv. 2003; 3: 79-89</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-2122201400010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Matthews DR, Hosker JP, Rudenski AS, Naylor BA, Treacher DF, Turner RC. Homeostasis model assessment: insulin resistance and beta-cell function from fasting plasma glucose and insulin concentrations in man. Diabetologia. 1985; 28: 412-419</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-2122201400010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Lamboley M, Schuster A, Bény JL, Meister JJ. Recruitment of smooth muscle cells and arterial vasomotion. Am J Physiol Heart Circ Physiol. 2003; 285: 562-569</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201400010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Bárbara Campos    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental    <br>Estrada Forte do Alto Duque    <br>1449-005 Lisboa    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Portugal    <br><a href="mailto:babinha2001@hotmail.com">babinha2001@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-11-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-03-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-03-03</font></p>     ]]></body><back>
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