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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Luxação glenoumeral posterior bilateral complicada de fractura cefálica na sequência de choque eléctrico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: we present a case of bilateral glenumeral posterior dislocation complicated with humeral head fracture, after electrical shock. It is particularly relevant because of the infrequency of the lesion and the option taken in its treatment. Case report: male patient, of 34 years of age, with bilateral glenoumeral posterior dislocation, in the left with a small cephalic fracture and impaction area of 30% of the articular surface, and, in the right, with cephalic fracture and impaction of 45% of the articular surface. Submitted to urgent surgical treatment: in the left, removal of the osteochondral fragment and translation of lesser tuberosity to the anterior cephalic defect (fixation with 2 screws); in the right, reduction and fixation of the osteochondral fragment and cephalic reconstruction with osteochondral graft from the contralateral humeral head, fixed with screw. To the latest follow-up, at 3 year and 8 months, the patient presented an absolute Constant Score of 92 in the left and 80 in the right, wide active range of movement (left: abduction 125º, flexion 140º, external rotation 45º and internal rotation L2; right: abduction 90º, flexion 110º, external rotation 10º and internal rotation L1) and negative instability tests bilaterally. Image study showed concentric head, bony union of the fracture and grafts, and no signs of avascular necrosis or degenerative changes. Discussion: posterior glenoumeral dislocations are rare lesions, associated with trauma by seizures or electric shocks. The area of impaction of the articular surface, associated lesions, together with age and function of the patient, should guide the treatment decision. In the presented case, the treatment option was possible due to the bilateral surgical approach in the same surgical time. This allowed to obtain a satisfactory function, with good results at 6 months post-op, that are stable even 4 years after surgery.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Luxação posterior gleno-umeral]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Luxação glenoumeral posterior bilateral complicada de fractura cefálica na sequência de choque eléctrico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Silva Gomes<sup>I</sup></b>; <b>Joana Ovídio<sup>I</sup></b>; <b>João Vide<sup>I</sup></b>; <b>Tânia Freitas<sup>I</sup></b>; <b>Acácio Ramos<sup>I</sup></b>; <b>João Santos Palma<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia 1. Hospital de Faro. Centro Hospitalar do Algarve. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectivo: apresentamos um caso de luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral posterior bilateral complicada de fractura cef&aacute;lica, na sequ&ecirc;ncia de choque el&eacute;ctrico, de particular interesse pela raridade da les&atilde;o e pela op&ccedil;&atilde;o tomada no tratamento desta.</p>     <p>Caso cl&iacute;nico: paciente do sexo masculino de 34 anos de idade, com luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral posterior bilateral, &agrave; esquerda com pequena fratura cef&aacute;lica e &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o totalizando 30% da superf&iacute;cie articular e, &agrave; direita, com fratura cef&aacute;lica e impac&ccedil;&atilde;o envolvendo no total cerca de 45% da superf&iacute;cie articular. Submetido a tratamento cir&uacute;rgico de urg&ecirc;ncia: &agrave; esquerda, com remo&ccedil;&atilde;o do fragmento osteocondral e transposi&ccedil;&atilde;o do troquino para o defeito cef&aacute;lico anterior (fixa&ccedil;&atilde;o com 2 parafusos); &agrave; direita, com redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o do fragmento osteocondral e reconstru&ccedil;&atilde;o cef&aacute;lica com enxerto osteocondral da cabe&ccedil;a umeral contralateral fixado com parafuso. Ao &uacute;ltimo follow-up aos 3 anos e 8 meses, apresentava um Score de Constant absoluto de 92 &agrave; esquerda e 80 &agrave; direita, arcos de mobilidade ativos amplos (esquerda: abdu&ccedil;&atilde;o 125&ordm;, flex&atilde;o 140&ordm;, rota&ccedil;&atilde;o externa 45&ordm; e rota&ccedil;&atilde;o interna L2; direita: abdu&ccedil;&atilde;o 90&ordm;, flex&atilde;o 110&ordm;, rota&ccedil;&atilde;o externa 10&ordm; e rota&ccedil;&atilde;o interna L1) e testes de instabilidade negativos bilateralmente. Estudo imagiol&oacute;gico com centragem cef&aacute;lica, consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea da fractura e enxertos, sem sinais de necrose avascular ou altera&ccedil;&otilde;es degenerativas.</p>     <p>Discuss&atilde;o: as luxa&ccedil;&otilde;es posteriores do ombro s&atilde;o les&otilde;es raras, associadas a les&atilde;o por convuls&atilde;o ou choque el&eacute;ctrico. A &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie articular, les&otilde;es associadas, em conjunto com a idade e atividade do doente, devem orientar o tratamento. No caso apresentado esta op&ccedil;&atilde;o de tratamento foi poss&iacute;vel pela abordagem cir&uacute;rgica bilateral no mesmo tempo operat&oacute;rio, o que permitiu restabelecer uma fun&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria, com bons resultados 6 meses ap&oacute;s a cirurgia e que se mant&ecirc;m ao final de 4 anos.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Luxação posterior gleno-umeral, bilateral, choque eléctrico, lesão Hill-Sachs inversa. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: we present a case of bilateral glenumeral posterior dislocation complicated with humeral head fracture, after electrical shock. It is particularly relevant because of the infrequency of the lesion and the option taken in its treatment.</p>     <p>Case report: male patient, of 34 years of age, with bilateral glenoumeral posterior dislocation, in the left with a small cephalic fracture and impaction area of 30% of the articular surface, and, in the right, with cephalic fracture and impaction of 45% of the articular surface. Submitted to urgent surgical treatment: in the left, removal of the osteochondral fragment and translation of lesser tuberosity to the anterior cephalic defect (fixation with 2 screws); in the right, reduction and fixation of the osteochondral fragment and cephalic reconstruction with osteochondral graft from the contralateral humeral head, fixed with screw. To the latest follow-up, at 3 year and 8 months, the patient presented an absolute Constant Score of 92 in the left and 80 in the right, wide active range of movement (left: abduction 125&ordm;, flexion 140&ordm;, external rotation 45&ordm; and internal rotation L2; right: abduction 90&ordm;, flexion 110&ordm;, external rotation 10&ordm; and internal rotation L1) and negative instability tests bilaterally. Image study showed concentric head, bony union of the fracture and grafts, and no signs of avascular necrosis or degenerative changes.</p>     <p>Discussion: posterior glenoumeral dislocations are rare lesions, associated with trauma by seizures or electric shocks. The area of impaction of the articular surface, associated lesions, together with age and function of the patient, should guide the treatment decision. In the presented case, the treatment option was possible due to the bilateral surgical approach in the same surgical time. This allowed to obtain a satisfactory function, with good results at 6 months post-op, that are stable even 4 years after surgery.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Posterior glenoumeral dislocation, bilateral, electric shock, reverse Hill-Sachs lesion. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As luxa&ccedil;&otilde;es posteriores da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral s&atilde;o raras, correspondendo a 4 % das luxa&ccedil;&otilde;es do ombro, sendo que apenas 1 % dos casos s&atilde;o complicados com fractura1. Os casos bilaterais representam menos de 5 % de todas as luxa&ccedil;&otilde;es posteriores, sendo que cerca de metade apresentam uma fractura-impac&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o antero-interna da cabe&ccedil;a umeral, denominada de les&atilde;o de Hill-Sachs inversa ou de McLaughlin2, e menos frequentemente com fractura cef&aacute;lica sem impac&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</p>
    <p>As causas mais frequentes de luxa&ccedil;&atilde;o posterior s&atilde;o as crises convulsivas, o trauma de alta energia ou o choque el&eacute;ctrico1. Cerca de 50 % dos casos de luxa&ccedil;&atilde;o bilateral devem-se a epis&oacute;dio convulsivo, enquanto o choque el&eacute;ctrico &eacute; respons&aacute;vel por menos de 5 % dos casos1.</p>
    <p>S&atilde;o v&aacute;rias as t&eacute;cnicas descritas para o tratamento destas les&otilde;es: reconstru&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-anat&oacute;micas, como a transfer&ecirc;ncia do tend&atilde;o subescapular/troquino para o defeito da cabe&ccedil;a, ou a osteotomia desrotat&oacute;ria da cabe&ccedil;a umeral. Outras op&ccedil;&otilde;es s&atilde;o a aposi&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo aut&oacute;logo ou heter&oacute;logo e a artroplastia. O aloenxerto osteocondral tamb&eacute;m &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel para a reconstru&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a, apresentando-se como alternativa &agrave; artroplastia, com vantagem da preserva&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Apresentamos um caso de luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral posterior bilateral complicada de fractura cef&aacute;lica, na sequ&ecirc;ncia de choque el&eacute;ctrico. Este caso reveste-se de particular interesse pela raridade da les&atilde;o e pela op&ccedil;&atilde;o tomada no tratamento desta.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi observado no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia um paciente do sexo masculino de 34 anos de idade, t&eacute;cnico de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Referia omalgia bilateral intensa ap&oacute;s choque el&eacute;ctrico de 360 volts (60 amperes), sem perda de consci&ecirc;ncia. Previamente saud&aacute;vel. Ao exame f&iacute;sico apresentava incapacidade funcional de ambos os membros superiores e a tentativa de mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva era muito dolorosa, condicionando o exame objectivo. N&atilde;o apresentava d&eacute;fices de perfus&atilde;o nem altera&ccedil;&otilde;es da sensibilidade.</p>
    <p>O estudo imagiol&oacute;gico inicial incluiu radiografias antero-posterior e perfil em Y da omoplata (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Para caracterizar a complexidade das les&otilde;es realizou uma Tomografia Computorizada (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Assim confirmamos a luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral posterior bilateral: &agrave; esquerda com pequena fractura cef&aacute;lica e &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o importando no total cerca de 30% da superf&iacute;cie articular umeral antero-interna; &agrave; direita apresentava fractura cef&aacute;lica com fractura-impac&ccedil;&atilde;o articular associada, correspondendo no total a cerca de 45% da superf&iacute;cie articular umeral antero-interna.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a11f1.jpg" width="396" height="268" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a11f2.jpg" width="397" height="330" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi submetido a tratamento cir&uacute;rgico de urg&ecirc;ncia: posicionamos em cadeira-de-praia abordando primeiro o lado esquerdo e depois o direito. A via utilizada foi a deltopeitoral bilateralmente. &Agrave; esquerda, ap&oacute;s osteotomia do troquino, confirmou-se a exist&ecirc;ncia de pequeno fragmento osteocondral da cabe&ccedil;a (2,5 cm<sup>2</sup>) associado a les&atilde;o de Hill-Sachs inversa, sem viabilidade da cartilagem, correspondendo no total a 30% da &aacute;rea articular da cabe&ccedil;a umeral. Ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o do fragmento, procedemos &agrave; transposi&ccedil;&atilde;o do troquino para o defeito cef&aacute;lico anterior, fixando-o com 2 parafusos. &Agrave; direita, ap&oacute;s osteotomia do troquino, verificamos um fragmento osteocondral da cabe&ccedil;a descoaptado (8 cm<sup>2</sup>) sem les&atilde;o cartilag&iacute;nea, associado a &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a, com cartilagem sem viabilidade, correspondendo no total a cerca de 45% da &aacute;rea articular da cabe&ccedil;a umeral. Procedemos &agrave; redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o do fragmento osteocondral da cabe&ccedil;a umeral com 1 parafuso e reconstru&ccedil;&atilde;o da restante cabe&ccedil;a umeral com enxerto osteocondral da cabe&ccedil;a umeral contralateral fixado com parafuso. A reinser&ccedil;&atilde;o do troquino foi realizada com sutura trans-&oacute;ssea com fio sint&eacute;tico n&atilde;o absorv&iacute;vel (Ethibond&reg;). Por rotura parcial do tend&atilde;o da longa por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pete braquial &agrave; direita, realizamos a tenodese. N&atilde;o verificamos les&otilde;es da coifa dos rotadores ou da glenoide. Verificamos a estabilidade em todo o arco de mobilidade intraoperat&oacute;riamente. Sem intercorr&ecirc;ncias peri-operat&oacute;rias.</p>
    <p>Os membros ficaram imobilizados com ort&oacute;tese em abdu&ccedil;&atilde;o, extens&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o externa bilateral durante 6 semanas, ap&oacute;s o que iniciou mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva com artromotor. &Agrave;s 10 semanas iniciou mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa assistida e &agrave;s 14 semanas mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa com refor&ccedil;o muscular.</p>
    <p>Com um follow-up de 3 anos e 8 meses, apresenta um Score de Constant absoluto de 92 &agrave; esquerda e 80 &agrave; direita. O arco de mobilidade ativo &eacute; sobrepon&iacute;vel ao passivo (<a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a11f3.jpg">Figura 3</a>) e os testes para instabilidade s&atilde;o negativos bilateralmente. O doente encontra-se assintom&aacute;tico, satisfeito com o resultado funcional, tendo retomado a atividade profissional pr&eacute;via.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a11f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>As radiografias mostraram a centragem das cabe&ccedil;as umerais, com a fractura e os enxertos consolidados, sem sinais de necrose avascular ou altera&ccedil;&otilde;es degenerativas. (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a11f4.jpg" width="397" height="463" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral posterior bilateral complicada de fractura &eacute; uma les&atilde;o rara, passando desapercebida em at&eacute; 50 % dos casos, conduzindo ao atraso do tratamento adequado, tornando-o mais complexo e com resultados cl&iacute;nicos e funcionais inferiores4.</p>
    <p>A convuls&atilde;o &eacute; uma causa bem descrita destas les&otilde;es, secund&aacute;ria ao espasmo muscular que, com o ombro em posi&ccedil;&atilde;o de adu&ccedil;&atilde;o, rota&ccedil;&atilde;o interna e flex&atilde;o, for&ccedil;a a ep&iacute;fise umeral em dire&ccedil;&atilde;o superior e posterior sobre a glenoide5. Ap&oacute;s a convuls&atilde;o a ep&iacute;fise umeral mant&eacute;m-se bloqueada no bordo posterior da glen&oacute;ide, frequentemente com uma les&atilde;o de Hill-Sachs inversa. Em espasmos prolongados, pode ocorrer uma fractura de complexidade crescente do &uacute;mero proximal.</p>
    <p>Encontram-se documentados na literatura (PUBMED) apenas 8 casos de luxa&ccedil;&atilde;o ou fractura-luxa&ccedil;&atilde;o gleno-umeral posterior bilateral na sequ&ecirc;ncia de choque el&eacute;ctrico, pensando-se que o mecanismo respons&aacute;vel pela les&atilde;o seja semelhante ao descrito para o epis&oacute;dio convulsivo<sup>6,7</sup>.</p>
    <p>S&atilde;o v&aacute;rios os aspectos a considerar na decis&atilde;o terap&ecirc;utica: dimens&atilde;o do defeito da cabe&ccedil;a, per&iacute;odo temporal decorrido desde o epis&oacute;dio traum&aacute;tico, idade, ocupa&ccedil;&atilde;o e n&iacute;vel de atividade do doente8. Um dos factores mais importantes na decis&atilde;o &eacute; o tamanho da les&atilde;o de Hill-Sachs inversa.</p>
    <p>Para les&otilde;es at&eacute; 25% da superf&iacute;cie articular, a redu&ccedil;&atilde;o fechada pode ser suficiente em les&otilde;es agudas ou com menos de 6 semanas de evolu&ccedil;&atilde;o e sem fracturas associadas8. As les&otilde;es inst&aacute;veis ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o devem ser tratadas cirurgicamente.</p>
    <p>Para les&otilde;es envolvendo at&eacute; 40% da superf&iacute;cie articular, diversas s&atilde;o as op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas descritas.</p>
    <p>Em 1952, McLaughlin foi o primeiro a reportar o tratamento da les&atilde;o mediante a transfer&ecirc;ncia do tend&atilde;o do sub-escapular para o defeito osteocondral9. Mais tarde, Hughes e Neer modificaram esta t&eacute;cnica preconizando a transfer&ecirc;ncia do troquino com a inser&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o subescapular para a &aacute;rea do defeito10. Em 1984, Weber defende a osteotomia subcapital umeral desrotat&oacute;ria11. Todas estas t&eacute;cnicas n&atilde;o-anat&oacute;micas alteram a anatomia original podendo levar a limita&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o interna e a dificultar uma reconstru&ccedil;&atilde;o prot&eacute;tica futura.</p>
    <p>As les&otilde;es agudas com cartilagem vi&aacute;vel s&atilde;o passiveis de reconstru&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica com desimpac&ccedil;&atilde;o do osso subcondral e aposi&ccedil;&atilde;o de cimento12 ou auto ou aloenxerto<sup>2,3</sup>. Para les&otilde;es envolvendo mais de 40% da superf&iacute;cie articular da cabe&ccedil;a umeral a artroplastia &eacute; o tratamento de elei&ccedil;&atilde;o. Quando est&aacute; associada uma fratura proximal do &uacute;mero deve ser realizada a osteoss&iacute;ntese da fractura ou a artroplastia, dependendo do tipo de fractura.</p>
    <p>No caso apresentado, &agrave; esquerda, tendo em conta a superf&iacute;cie articular total atingida (30%), a inviabilidade da cartilagem articular na &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o e constatando que o fragmento osteo-condral era insuficiente para cobertura completa da les&atilde;o, optou-se pela sua remo&ccedil;&atilde;o (viria a ser utilizado como enxerto para o ombro contralateral). Procedemos ent&atilde;o &agrave; transposi&ccedil;&atilde;o do troquino para o defeito cef&aacute;lico anterior, fixando-o com 2 parafusos. Optamos pela transfer&ecirc;ncia do troquino, por proporcionar melhor cobertura da les&atilde;o e uma inser&ccedil;&atilde;o mais segura do tend&atilde;o13, permitindo uma mobiliza&ccedil;&atilde;o articular ativa mais precoce14. Finkelstein et al14 reporta o ganho de flex&atilde;o, abdu&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o externa completas 3 meses ap&oacute;s este procedimento, em 7 doentes com les&otilde;es entre 20 a 45% da superf&iacute;cie articular umeral. Checchia et al8 descreve resultados similares mas real&ccedil;a a import&acirc;ncia do intervalo de tempo entre a les&atilde;o e o seu tratamento. Aparicio et al15 encontrou altera&ccedil;&otilde;es radiogr&aacute;ficas degenerativas em 6 de 7 casos, que atribuiu &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da biomec&acirc;nica articular com a transposi&ccedil;&atilde;o do troquino para uma posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o anat&oacute;mica. No caso apresentado verific&aacute;mos um arco de movimento com boa amplitude aos 6 meses ap&oacute;s a cirurgia e que permanece sobrepon&iacute;vel no &uacute;ltimo follow-up, n&atilde;o apresentando ainda altera&ccedil;&otilde;es degenerativas radiol&oacute;gicas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; direita, o defeito de 45% da superf&iacute;cie articular, colocou em discuss&atilde;o a preserva&ccedil;&atilde;o versus a substitui&ccedil;&atilde;o articular. Devido &agrave; idade do paciente, opt&aacute;mos por preservar a cabe&ccedil;a umeral, com osteoss&iacute;ntese do fragmento cef&aacute;lico com 1 parafuso e repara&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o com enxerto osteocondral aut&oacute;logo da cabe&ccedil;a umeral contra-lateral, fixado com 1 parafuso. Ao nosso conhecimento este &eacute; o primeiro caso descrito com utiliza&ccedil;&atilde;o de um enxerto osteocondral da cabe&ccedil;a umeral contralateral. Esta foi uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel por ser uma les&atilde;o bilateral, tratada cirurgicamente no mesmo tempo operat&oacute;rio, permitindo a estrat&eacute;gia conjunta para os 2 ombros. Diklic et al2 reporta um conjunto de 13 doentes com follow-up de 54 meses, com Score de Constant m&eacute;dio de 86,8 em defeito da cabe&ccedil;a de 30 a 50% da superf&iacute;cie articular e tratados com aloenxerto osteocondral femoral. Apesar das diferen&ccedil;as para a t&eacute;cnica preconizada no nosso caso, consideramos que os bons resultados apresentados nestes estudos encorajam &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a com enxerto em alternativa &agrave; artroplastia em les&otilde;es mais extensas e sem viabilidade da cartilagem, particularmente em doentes jovens. Contudo, &eacute; desconhecido os resultados a m&eacute;dio e longo prazo, quer a n&iacute;vel funcional, quer na incid&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es degenerativas da articula&ccedil;&atilde;o. No caso apresentado a abdu&ccedil;&atilde;o e a rota&ccedil;&atilde;o externa apresentam alguma limita&ccedil;&atilde;o, contudo o doente est&aacute; assintom&aacute;tico e satisfeito em termos funcionais com o resultado, o que se reflete no bom Score de Constant absoluto obtido.</p>
    <p>Apesar de raras, as luxa&ccedil;&otilde;es posteriores do ombro devem ser meticulosamente investigadas em mecanismos de les&otilde;es p&oacute;s-convuls&atilde;o, politraumatismos de alta energia ou choque el&eacute;ctrico, pois o atraso no diagn&oacute;stico agrava o progn&oacute;stico da les&atilde;o. O estudo com Tomografia Computorizada &eacute; fundamental para determinar a &aacute;rea de impac&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie articular cef&aacute;lica, bem como les&otilde;es associadas. Estas informa&ccedil;&otilde;es, em conjunto com a idade e atividade do doente, orientam-nos na planifica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. A op&ccedil;&atilde;o tomada neste caso foi poss&iacute;vel pela abordagem cir&uacute;rgica bilateral no mesmo tempo operat&oacute;rio, que permitiu restabelecer uma fun&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria, com bons resultados 6 meses ap&oacute;s a cirurgia e que se mant&ecirc;m ao final de quase 4 anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Brackstone M, Patterson SD, Kertesz A. Triple "E" syndrome: Bilateral locked posterior fracture dislocation of the shoulders. Neurology. 2001; 56: 1403-1404</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-2122201400010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Diklic ID, Ganic ZD, Blagojevic ZD, Nho SJ, Romeo AA. Treatment of locked chronic posterior dislocation of the shoulder by reconstruction of the defect in the humeral head with an allograft. J Bone Joint Surg (BR). 2010; 92 (1): 71-76</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-2122201400010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Bock P, Kluger R, Hintermann B. Anatomical reconstruction for Reverse Hill-Sachs lesions after posterior locked shoulder dislocation fracture: a case series of six patients. Arch Orthop Trauma Surg. 2007; 127 (7): 543-548</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1646-2122201400010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Wadlington VR, Hendrix RW, Rogers LF. Computed tomography of posterior fracture-dislocations of the shoulder: Case reports. J Trauma. 1992; 32: 113-115</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-2122201400010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Shaw JL. Bilateral posterior fracture-dislocation of the shoulder and other trauma caused by convulsive seizures. J Bone Joint Surg (AM). 1971; 53: 1437-1440</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1646-2122201400010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Rodia F, Ventura A, Touloupakis G, Theodorakis E, Ceretti M. Missed posterior shoulder dislocation and McLaughlin lesion after an electrocution accident. Chin J Traumatol. 2012; 15 (6): 376-378</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-2122201400010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Rezazadeh S, Vosoughi AR. Closed reduction of bilateral posterior shoulder dislocation with medium impression defect of the humeral head: a case report and review of its treatment. Case Rep Med. 2011; 12: 45-47</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1646-2122201400010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Checchia SL, Santos PD, Miyazaki AN. Surgical treatment of acute and chronic posterior fracture-dislocation of the shoulder. J Shoulder Elbow Surg. 1998; 7 (1): 53-65</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-2122201400010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. McLaughlin HL. Posterior dislocation of the shoulder. J Bone Joint Surg (AM). 1952; 34: 584-590</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1646-2122201400010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Hughes M, Neer CS. Glenohumeral joint replacement and postoperative rehabilitation. Phys Ther. 1975; 55 (8): 850-858</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-2122201400010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Keppler P, Holz U, Thielemann FW, Meinig R. Locked posterior dislocation of the shoulder: treatment using rotational osteotomy of the humerus. J Orthop Trauma. 1994; 8: 286-292</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201400010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Engel T, Lill H, Korner J, Josten C. Bilateral posterior fracture-dislocation of the shoulder caused by an epileptic seizure - diagnostic, treatment and result. Unfallchirurg. 1999; 102 (11): 897-901</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-2122201400010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Delcogliano A, Caporaso A, Chiossi S, Menghi A, Cillo M, Delcogliano M. Surgical management of chronic, unreduced posterior dislocation of the shoulder. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2005; 13 (2): 151-155</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201400010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Finkelstein JA, Waddell JP, O'Driscoll SW, Vincent G. Acute posterior fracture dislocations of the shoulder treated with the Neer modification of the McLaughlin procedure. J Orthop Trauma. 1995; 9 (3): 190-193</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201400010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Aparicio G, Calvo E, Bonilla L, Espejo L, Box R. Neglected traumatic posterior dislocations of the shoulder: controversies on indications for treatment and new CT scan findings. J Orthop Sci. 2000; 5 (1): 37-42</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-2122201400010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Silva Gomes    <br>Rua Engº Aboim Sande Lemos Lote 2 ? 3º dto    <br>8000-543 Faro    <br>Portugal    <br><a href="mailto:diogomescp@gmail.com">diogomescp@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-11-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-03-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-03-03</font></p>     ]]></body><back>
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