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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Departamento de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Osteoid Osteoma (O.O.) is a bone forming neoplasm. It usually affects children and young adults during 2nd and 3rd decades of life, with a male preponderance. Computed tomography is the imaging technique of choice and generally displays a small round or ovoid radiolucent bone lesion with ocasional central calcification, surrounded by variable amounts of reactive osteosclerosis and associated with periosteal reaction. However the appearance of Osteoid Osteoma may be challenging because it may occur at virtually any location in any bone of the skleleton. Minimally invasive percutaneous procedures, especially radiofrequency ablation are now the treatments of choice for most cases of O.O. We presente a case of a patient with a history of mild pain, local swelling and point tenderness on the left lower leg. Although the atypical clinical history and misleading radiological and bone scan findings the diagnosis of osteoid osteoma was made and patient was treated. Unfortunately the correct diagnosis was chronic osteomyelitis. In minimally invasive time, without histologic exam, clinical and radiological findings are the best way to do a correct diagnosis but could not differentiate an osteoid osteoma from osteomyelitis.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteoma osteóide]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[radiofrequência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[osteomielite crónica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Osteoma Osteóide?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marco Sousa<sup>I</sup></b>; <b>Daniel Freitas<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Cardoso<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Centro Hospitalar do Porto. Departamento de Ortopedia e Traumatologia. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O osteoma oste&oacute;ide &eacute; uma neoplasia formadora de osso. Habitualmente afecta crian&ccedil;as e jovens adultos durante a 2&ordf; e 3&ordf; d&eacute;cadas de vida, com uma preponder&acirc;ncia no sexo masculino. A Tomografia Computorizada (TC) &eacute; o m&eacute;todo de imagem de escolha e geralmente revela uma pequena les&atilde;o redonda ou ov&oacute;ide, radiolucente, ocasionalmente com uma calcifica&ccedil;&atilde;o central, rodeada por quantidades vari&aacute;veis de osteosclerose e associada a uma reac&ccedil;&atilde;o periosteal. No entanto, a apar&ecirc;ncia do Osteoma Oste&oacute;ide pode constituir um desafio uma vez que pode ocorrer em qualquer localiza&ccedil;&atilde;o e em qualquer osso. Os procedimentos minimamente invasivos, especialmente a abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia s&atilde;o hoje os tratamentos de elei&ccedil;&atilde;o para a maioria dos casos. Os autores apresentam o caso de uma doente com hist&oacute;ria de dor, tens&atilde;o e edema na perna esquerda. Apesar de uma apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica at&iacute;pica e achados radiol&oacute;gicos e cintigr&aacute;ficos imprecisos o diagn&oacute;stico de Osteoma Oste&oacute;ide foi estabelecido e a doente tratada de acordo. Infelizmente o diagn&oacute;stico correcto era Osteomielite Cr&oacute;nica. Na era da abordagem minimamente invasiva deste tipo de patologia, sem a possibilidade de confirma&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica, os achados cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos s&atilde;o a melhor formar de diagnosticar, mesmo assim, podem n&atilde;o diferenciar um osteoma oste&oacute;ide de uma osteomielite.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Osteoma osteóide, radiofrequência, osteomielite crónica, diagnóstico. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Osteoid Osteoma (O.O.) is a bone forming neoplasm. It usually affects children and young adults during 2nd and 3rd decades of life, with a male preponderance. Computed tomography is the imaging technique of choice and generally displays a small round or ovoid radiolucent bone lesion with ocasional central calcification, surrounded by variable amounts of reactive osteosclerosis and associated with periosteal reaction. However the appearance of Osteoid Osteoma may be challenging because it may occur at virtually any location in any bone of the skleleton. Minimally invasive percutaneous procedures, especially radiofrequency ablation are now the treatments of choice for most cases of O.O. We presente a case of a patient with a history of mild pain, local swelling and point tenderness on the left lower leg. Although the atypical clinical history and misleading radiological and bone scan findings the diagnosis of osteoid osteoma was made and patient was treated. Unfortunately the correct diagnosis was chronic osteomyelitis. In minimally invasive time, without histologic exam, clinical and radiological findings are the best way to do a correct diagnosis but could not differentiate an osteoid osteoma from osteomyelitis.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Osteoid Osteoma, radiofrequency ablation, chronic osteomyelitis, diagnosis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O osteoma oste&oacute;ide foi pela primeira vez descrito por Jaffe em 1935 como um tumor benigno, pequeno, oval, rodeando um pequeno nidus1.</p>
    <p>O O.O. representa cerca de 11% de todos os tumores benignos e 5% de todos os prim&aacute;rios2.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Afecta preferencialmente adolescentes e adultos jovens (70% dos afectados t&ecirc;m menos de 20 anos) embora possa tamb&eacute;m ocorrer no esqueleto adulto em idades t&atilde;o avan&ccedil;adas como 70 anos3. Encontra-se preferencialmente na cortical de ossos longos, com o f&eacute;mur e a t&iacute;bia a serem envolvidos em 50 a 60% dos casos, no entanto, existem numerosos casos com atingimento de regi&otilde;es epifis&aacute;rias e metafis&aacute;rias de ossos curtos e longos do esqueleto apendicular e axial. Os homens s&atilde;o mais afectados que as mulheres com um racio de 2:1.</p>
    <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica mais caracter&iacute;stica &eacute; a dor que agrava de noite e &eacute; aliviada pela toma de aspirina. O aspecto radiol&oacute;gico t&iacute;pico &eacute; a de uma les&atilde;o formadora de osso com um nidus central de oste&oacute;ide vascular circundado por osso escler&oacute;tico4. Apesar do seu tamanho pequeno e car&aacute;cter benigno, normalmente necessita de tratamento devido &aacute; dor nocturna e intensa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente sexo feminino de 40 anos recorre &agrave; consulta por 3 meses antes ter iniciado dor tibial nocturna, aliviada com a toma de anti inflamat&oacute;rios n&atilde;o ester&oacute;ide. Objectivamente sem febre ou outros sinais sist&eacute;micos havendo apenas dor e algum edema local. Os exames anal&iacute;ticos revelaram-se dentro dos limites normais (sem leucocitose ou aumento da VS, PCR no limite superior). Radiografias demonstraram les&atilde;o l&iacute;tica medular com esclerose &oacute;ssea extensa. A TC confirmou les&atilde;o esclerosante extensa com foco radiolucente compat&iacute;vel com osteoma oste&oacute;ide. Sem haver no entanto a evid&ecirc;ncia de um nidus. A cintigrafia &oacute;ssea (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) com 828 MBq de 99mTC-hidroxidifosfato (HDP) revelou aumento da perfus&atilde;o ao n&iacute;vel do 1/3 m&eacute;dio da perna n&atilde;o se visualizando contudo o nicho central t&iacute;pico.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a14f1.jpg" width="390" height="313" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O diagn&oacute;stico de Osteoma Oste&oacute;ide foi ent&atilde;o assumido tendo a doente sido submetida a termoabla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Dias depois do procedimento iniciou drenagem purulenta por orif&iacute;cio de entrada de agulha. Apesar da institui&ccedil;&atilde;o de antibioterapia emp&iacute;rica manteve drenagem purulenta. No exame cultural foi isolado Estafilococos aureus meticilino sens&iacute;vel pelo que foi institu&iacute;da antibioterapia dirigida sem resolu&ccedil;&atilde;o do quadro. Aos 3 meses a doente foi internada por Osteomielite Cr&oacute;nica e submetida a limpeza, ostectomia e antibioterapia endovenosa durante 4 semanas, bem como descarga total do membro. O exame an&aacute;tomo patol&oacute;gico confirmou o diagn&oacute;stico de osteomielite cr&oacute;nica. Manteve antibioterapia oral por mais 3 meses. Dada a evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel foi submetida a preenchimento da cavidade tibial com enxerto de il&iacute;aco. Ap&oacute;s um per&iacute;odo de 3 meses assintom&aacute;tico verificou-se reactiva&ccedil;&atilde;o do quadro infeccioso tendo iniciado novo per&iacute;odo de antibioterapia supressiva. Durante 15 meses alternou per&iacute;odos de drenagem purulenta escassa com per&iacute;odos assintom&aacute;ticos. Aos 24 meses de evolu&ccedil;&atilde;o foi submetida a novo desbridamento cir&uacute;rgico e antibioterapia endovenosa dirigida, com resolu&ccedil;&atilde;o total do quadro 3 meses depois. Actualmente tem 36 meses de seguimento e n&atilde;o apresenta qualquer sinal de reactiva&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o existem d&eacute;fices funcionais.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n1/22n1a14f2.jpg" width="390" height="570" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O osteoma oste&oacute;ide &eacute; um pequeno tumor, oval ou redondo, com um nidus circundado por osso benigno. Radiografias, tomografias computorizadas, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, cintigrafia &oacute;ssea e angiografia podem ser utilizadas para o diagn&oacute;stico de osteoma oste&oacute;ide. Geralmente, a hist&oacute;ria cl&iacute;nica &eacute; t&iacute;pica e o diagn&oacute;stico pode ser feito apenas com a hist&oacute;ria.</p>
    <p>O osteoma oste&oacute;ide pode mimetizar v&aacute;rias outras condi&ccedil;&otilde;es e apresentar uma variedade de sinais e sintomas numa ampla distribui&ccedil;&atilde;o corporal. A apar&ecirc;ncia radiogr&aacute;fica pode tamb&eacute;m variar. Radiograficamente, o osteoma oste&oacute;ide t&iacute;pico tem uma &aacute;rea escler&oacute;tica densa circundando um nidus radiolucente5 como foi aparente nas radiografias e tomografia realizadas pela nossa doente. Na tomografia computorizada o nidus do osteoma oste&oacute;ide aparece normalmente com uma zona atenuada e bem demarcada, circundada por quantidades vari&aacute;veis de esclerose reactiva com alta atenua&ccedil;&atilde;o6. Nas imagens em T1 na RM o nidus apresenta-se com sinal baixo a intermedi&aacute;rio enquanto em T2 aparece com intensidade aumentada. A apar&ecirc;ncia do osteoma oste&oacute;ide na TC e RM pode confundir-se com osteomielite, fractura de stress, artrite inflamat&oacute;ria ou outro tumor &oacute;sseo. A cintigrafia &oacute;ssea frequentemente demonstra moderada capta&ccedil;&atilde;o com um foco central de intensa capta&ccedil;&atilde;o. A maioria das les&otilde;es de osteoma oste&oacute;ide demonstram capta&ccedil;&atilde;o intensa nas imagens vasculares o que dever&aacute; representar o nidus vascular. A capta&ccedil;&atilde;o radioactiva na cintigrafia de 3 fases pode ser indistingu&iacute;vel de infec&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;a met&aacute;stica ou fractura de stress. A diferencia&ccedil;&atilde;o de um osteoma oste&oacute;ide de uma osteomielte &eacute; frequentemente dif&iacute;cil e um osteoma pode ser frequentemente mal diagnosticado como uma &aacute;rea de osteomielite7.</p>
    <p>No caso presente a hist&oacute;ria cl&iacute;nica n&atilde;o era t&iacute;pica para osteoma oste&oacute;ide (mulher com cerca de 40 anos). Mas o rx e TC demonstraram extensa reac&ccedil;&atilde;o escler&oacute;tica circundando um foco radiolucente numa doente com dor sobretudo nocturna aliviando com aine&acute;s levando a que o diagn&oacute;stico de Osteoma fosse estabelecido. Dada a habitual indisponibilidade de exame histol&oacute;gico a decis&atilde;o de tratamento foi estabelecida sem confirma&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica.</p>
    <p>O tratamento inicial consiste num per&iacute;odo de terap&ecirc;utica com aspirina ou aine&acute;s. Embora as taxas de controlo da dor sejam significativas a maioria dos doentes submete-se a alguma forma de terapia invasiva nos primeiros 3 anos ap&oacute;s o in&iacute;cio dos sintomas essencialmente pela dor ou pela intoler&acirc;ncia ao consumo prolongado de aine&acute;s que podem tamb&eacute;m diminuir a sua efic&aacute;cia. A excis&atilde;o cir&uacute;rgica completa &eacute; o tratamento cl&aacute;ssico. A maioria dos autores recomenda uma excis&atilde;o alargada do nidus, devido ao risco de recorr&ecirc;ncia local que pode atingir os 4,5% ap&oacute;s uma ressec&ccedil;&atilde;o inadequada8-9. A excis&atilde;o alargada leva no entanto a 2 potenciais complica&ccedil;&otilde;es: 1) o enfraquecimento &oacute;sseo pode levar a fractura de fadiga 2) pode levar &aacute; necessidade de enxerto &oacute;sseo. A protec&ccedil;&atilde;o contra estas complica&ccedil;&otilde;es leva a tempos de imobiliza&ccedil;&atilde;o e descarga prolongados. Al&eacute;m disso a identifica&ccedil;&atilde;o do nidus &eacute; dif&iacute;cil e as margens s&atilde;o frequentemente indistingu&iacute;veis.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante a &uacute;ltima d&eacute;cada, a TC tornou-se &uacute;til n&atilde;o apenas no diagn&oacute;stico destes tumores mas tamb&eacute;m na sua remo&ccedil;&atilde;o. Mais recentemente, as t&eacute;cnicas percut&acirc;neas de abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia t&ecirc;m permitidos aos doentes com osteoma ost&oacute;ide um excelente alivio da dor e um regresso precoce da fun&ccedil;&atilde;o com um m&iacute;nimo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e morbidade<sup>10-13</sup>. O tratamento m&eacute;dico e o uso de procedimentos cir&uacute;rgicos menos agressivos t&ecirc;m a desvantagem de n&atilde;o permitirem uma confirma&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica do diagn&oacute;stico. Histologicamente os osteomas oste&oacute;ides consistem num pequeno nidus de osteoblastos e oste&oacute;ide circundado pelo suprimento vascular e arterial14.</p>
    <p>As modernas t&eacute;cnicas percut&acirc;neas apresentam claras vantagens sobre o tratamento convencional. A principal desvantagem destas t&eacute;cnicas dever&aacute; ser mesmo a impossibilidade de confirma&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica do diagn&oacute;stico numa patologia cujas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e imagiol&oacute;gicas embora t&iacute;picas s&atilde;o com frequ&ecirc;ncia encontradas noutro tipo de patologias. No entanto, bi&oacute;psias por agulha realizadas pr&eacute;-operatoriamente revelaram-se inconclusivas em 27 a 64% dos casos15 refor&ccedil;ando a necessidade e import&acirc;ncia de um correcto diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e radiol&oacute;gico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Jaffe HL. Osteoid Osteoma: a benign osteoblastic tumor composed of osteoid and atypical bone. Arch Surg. 1935; 31: 709-728</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S1646-2122201400010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Schajowicz F. Bone-forming Tumors. Tumors and Tumorlike Lesions of Bone and Joints. New York: Springer; 1981. p. 25-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1646-2122201400010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Unni KK. Dahlin ?s bone tumours: general aspects and data on 11,087 cases. 5th. Philadelphia: Lippincott-Raven; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1646-2122201400010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Klein MH, Shankman S. Osteoid osteoma: radiologic and pathologic correlation. Skeletal Radiol. 1992; 21 (1): 23-31</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201400010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Sim F, Dahlin D, Beabout J. Osteoid osteoma: Diagnostic problems. J Bone Joint Surg. 1975; 57: 154-158</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1646-2122201400010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Mahboubi Soroosh. CT appearance of nidus in osteoid osteoma versus sequestration in osteomyelitis. J comput Assist Tomogr. 1986; 10 (3): 457-459</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1646-2122201400010001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Helms CA, Haattner RS, Vogler JB. Osteoid Osteoma: Radionuclide Diagnosis. Radiology. 1984; 151 (3): 779-784</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201400010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Norman A. Persistence or recurrence of pain: a sign of surgical failure is osteoid-osteoma. Clin Orthop. 1978; 130: 263-266</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201400010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Regan MW, Galey JP, Oakeshott RD. Recurrent osteoid osteoma: case report with a ten year asymptomatic interval. Clin Orthop. 1990; 253: 221-224</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201400010001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. De Berg JC, Pattynama PMT, Obermann WR. Percutaneous computed-tomography-guided thermocoagulation for osteoid osteomas. Lancet. 1995; 346: 350-351</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201400010001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Doyle T, King K. Percutaneous removal of osteoid osteomas using CT control. Clin Radiol. 1989; 40: 514-517</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201400010001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Rosenthal DI, Alexander A, Rosenberg AE, Springfield D. Ablation of osteoid osteomas with a percutaneously placed electrode: a new procedure. Radiology. 1992; 183: 29-33</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1646-2122201400010001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Rosenthal DI, Springfield DS, Gebhardt MC, Rosenberg AE, Mankin HJ. Osteoid osteoma: percutaneous radio-frequency ablation. Radiology. 1995; 197: 451-454</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1646-2122201400010001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Unni KK, Schajowicz F, Picci P, Mirra J. M.. Osteoid osteoma. In Mirra JM, editors. Bone Tumors: Clinical, Radiologic, and Pathologic Correlations. Philadelphia: Lea and Febiger; 1981. p. 226.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Rosenthal DI, Hornicek FJ, Torriani M, Gebhardt MC, Mankin HJ. Osteoid osteoma: percutaneous treatment with radiofrequency energy. Radiology. 2003; 229: 171-175</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-2122201400010001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Marco Sousa    <br>Av. Dr. Manuel Teixeira Ruela n.72 C302    <br>4460-362, Senhora da Hora    <br>Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><a href="mailto:marcoguedes81@gmail.com">marcoguedes81@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-11-16</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-03-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-03-03</font></p>     ]]></body><back>
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