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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo comparativo da distribuição de carga articulação anca intacta e com prótese total press-fit e resurfacing]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Engenharia Mecânica TEMA]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study aims to analyze the behavior of two different total hip replacement solutions when there is good bone quality. Three experimental and computational models based on synthetic hip joint models were developed. The models consider the intact joint and two others with total hip replacement. The solutions studied involve a total press-fit and a resurfacing prosthesis. Each model of the hip joint was developed computationally through the process of 3D scanning after implementation solutions. The computational models were generated based on 3D models and applied the respective experimental conditions for each of the models, as the same experimental conditions, considering a load in the reaction of 170Kg applied on the Iliac. Results indicate an approximation of the mechanical behavior of the intact hip joint prosthesis with Birmingham ® resurfacing. However there were areas where it is possible a fatigue failure at high deformations. The medial aspect of the femur presented as the most critical with high deformations. Total arthoplasty solutions studied showed similar distribution in iliac bone; however both decrease the deformation which promotes bone loss in the acetabulum region. The results show that both solutions modify the load distribution in the bone structure, however, the resurfacing solution has the closest behavior of the intact joint. The results reveal that the deformation changes the load distribution and reaction models with prosthesis, due to different distal distribution.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Articulação da anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prótese total anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">INVESTIGAÇÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Estudo comparativo da distribuição de carga articulação anca intacta e com prótese total press-fit e resurfacing</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Duarte<sup>I</sup></b>; <b>António Ramos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Grupo de Investigação em Biomecânica. TEMA - Departamento de Engenharia Mecânica. Universidade de Aveiro. Aveiro. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo tem como objetivo a an&aacute;lise de comportamento de duas solu&ccedil;&otilde;es de pr&oacute;tese total existentes para a articula&ccedil;&atilde;o da anca a quando da exist&ecirc;ncia de boa qualidade de osso. Foram desenvolvidos tr&ecirc;s modelos experimentais e computacionais, baseados em modelos sint&eacute;ticos das estruturas &oacute;sseas. Um modelo considerando a articula&ccedil;&atilde;o da anca intacta e dois com pr&oacute;tese total da anca. As solu&ccedil;&otilde;es estudadas de pr&oacute;tese total envolveram uma pr&oacute;tese total <em>press-fit</em> e uma pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em>.</p>     <p>Foram desenvolvidos os modelos computacionais atrav&eacute;s do processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o 3D ap&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es <em>in vitro</em>. Nos modelos computacionais foram aplicadas as respetivas condi&ccedil;&otilde;es experimentais dos modelos <em>in vitro</em> por forma a simular o caso real, considerando uma carga total na rea&ccedil;&atilde;o de 170Kg na articula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os resultados permitiram verificar uma aproxima&ccedil;&atilde;o do comportamento mec&acirc;nico da articula&ccedil;&atilde;o com pr&oacute;tese de <em>Birmingham&reg;</em> de <em>resurfacing </em>e articula&ccedil;&atilde;o intacta. Contudo, observaram-se zonas com probabilidade de poss&iacute;vel falha do osso por fadiga com elevadas deforma&ccedil;&otilde;es. O aspeto medial do f&eacute;mur apresenta-se como o mais cr&iacute;tico apresentado as mais elevadas deforma&ccedil;&otilde;es. As duas solu&ccedil;&otilde;es de artroplastia estudadas apresentam distribui&ccedil;&atilde;o semelhante na estrutura Il&iacute;aca, verificando-se que ambas as solu&ccedil;&otilde;es apresentam diminui&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o o que promove a perda &oacute;ssea na zona acetabular. Os resultados revelam que ambas as solu&ccedil;&otilde;es modificam a distribui&ccedil;&atilde;o de carga na estrutura &oacute;ssea, contudo a solu&ccedil;&atilde;o <em>resurfacing</em> apresenta comportamento mais pr&oacute;ximo da articula&ccedil;&atilde;o intacta. Os resultados da deforma&ccedil;&atilde;o revelam altera&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de carga e da rea&ccedil;&atilde;o nos modelos com pr&oacute;tese, apresentando distribui&ccedil;&atilde;o distal diferenciadora.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Articulação da anca, Prótese total anca, prótese press-fit, prótese resurfacing. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The study aims to analyze the behavior of two different total hip replacement solutions when there is good bone quality. Three experimental and computational models based on synthetic hip joint models were developed. The models consider the intact joint and two others with total hip replacement. The solutions studied involve a total press-fit and a resurfacing prosthesis.</p>     <p>Each model of the hip joint was developed computationally through the process of 3D scanning after implementation solutions. The computational models were generated based on 3D models and applied the respective experimental conditions for each of the models, as the same experimental conditions, considering a load in the reaction of 170Kg applied on the Iliac.</p>     <p>Results indicate an approximation of the mechanical behavior of the intact hip joint prosthesis with Birmingham &reg; resurfacing. However there were areas where it is possible a fatigue failure at high deformations. The medial aspect of the femur presented as the most critical with high deformations. Total arthoplasty solutions studied showed similar distribution in iliac bone; however both decrease the deformation which promotes bone loss in the acetabulum region.</p>     <p>The results show that both solutions modify the load distribution in the bone structure, however, the resurfacing solution has the closest behavior of the intact joint. The results reveal that the deformation changes the load distribution and reaction models with prosthesis, due to different distal distribution.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip joint, Total hip joint Prosthesis, press-fit implant, resurfacing implant. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia total da anca &eacute; uma das t&eacute;cnicas de substitui&ccedil;&atilde;o funcional de uma articula&ccedil;&atilde;o do corpo humano com maior sucesso, a m&eacute;dio e longo prazo nos diferentes registos ortop&eacute;dicos<sup>1</sup>. A solu&ccedil;&atilde;o mais comum da artroplastia total da anca baseia-se no corte da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e introdu&ccedil;&atilde;o de uma haste e um acet&aacute;bulo na componente il&iacute;aca. O m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o da haste no f&eacute;mur tem sido largamente estudado, existindo apologistas pela fixa&ccedil;&atilde;o <em>press-fit</em> em pacientes jovens com boa qualidade de osso e cimentado nos casos mais complicados e com qualidade &oacute;ssea inferior. Mas a escolha do m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o depende de outros fatores.</p>     <p>Contudo os &uacute;ltimos registos ortop&eacute;dicos t&ecirc;m demonstrado o aumento de patologias da articula&ccedil;&atilde;o da anca com maior incid&ecirc;ncia em pacientes jovens na faixa et&aacute;ria entre os 45 e os 59 anos<sup>2</sup>, com atividade f&iacute;sica e com boa qualidade de osso. Nestes casos existe a possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de uma pr&oacute;tese <em>press-fit,</em> ou uma solu&ccedil;&atilde;o menos invasiva a pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em>.</p>     <p>A pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> da articula&ccedil;&atilde;o da anca &eacute; uma alternativa cir&uacute;rgica &agrave; tradicional artroplastia total da anca em patologias associadas a dor: osteoartrose, artrites, displasia e necrose avascular, em especial quando o paciente possui boa qualidade de osso e jovem. Os registos ortop&eacute;dicos t&ecirc;m revelado nos &uacute;ltimos anos um aumento consider&aacute;vel do seu uso em pacientes jovens<sup>3-5</sup>. Esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica diferencia-se da artroplastia convencional da anca especialmente no componente femoral, a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de haste no interior do f&eacute;mur e n&atilde;o procedendo ao corte da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur, permitindo assim a manuten&ccedil;&atilde;o de maior quantidade de osso.</p>     <p>A principal vantagem deste procedimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; artroplastia convencional total da anca prende-se com o fato de permitir uma mais f&aacute;cil artroplastia de substitui&ccedil;&atilde;o, em cirurgia de revis&atilde;o. A outra vantagem prende-se com o facto de com este m&eacute;todo existir uma redu&ccedil;&atilde;o na probabilidade de descolamento do implante ou <em>loosening</em>. Estes mecanismos de falha est&atilde;o associados a pacientes jovens devido &agrave; sua atividade f&iacute;sica di&aacute;ria<sup>5-7</sup>.</p>     <p>No entanto existem desvantagens associadas &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese <em>resurfacing</em>. Registos ortop&eacute;dicos indicam que com o uso da pr&oacute;tese <em>resurfacing</em> na artroplastia da anca, aumenta o risco de fratura do colo do f&eacute;mur e o desgaste do material da pr&oacute;tese aumenta<sup>7</sup>. Embora estudos anteriores indiquem que esta metodologia deva ser aplicada em pacientes jovens, as diferen&ccedil;as entre a solu&ccedil;&atilde;o de <em>resurfacing</em> e artroplastia total da anca n&atilde;o est&atilde;o bem esclarecidas<sup>8-12</sup>.</p>     <p>A pr&oacute;tese total <em>press-fit</em> da articula&ccedil;&atilde;o da anca tem vindo a revelar crescente aplica&ccedil;&atilde;o nos registos ortop&eacute;dicos<sup>1</sup>, justificada pelo aumento da taxa de sucesso em alguns pa&iacute;ses nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, contudo inferiores &agrave;s cimentadas. Esta solu&ccedil;&atilde;o tem vindo a ser aplicada em pacientes jovens e com boa qualidade de osso. Um fator de elevada import&acirc;ncia nesta solu&ccedil;&atilde;o &eacute; o revestimento da superf&iacute;cie, que vai facilitar a integra&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea na interface.</p>     <p>De forma a contribuir para um conhecimento mais efetivo sobre as diferen&ccedil;as entre estas duas op&ccedil;&otilde;es para pr&oacute;tese da anca, o principal objetivo deste trabalho prende-se em avaliar as diferen&ccedil;as de comportamento das estruturas &oacute;sseas com e sem pr&oacute;tese. O estudo pretende analisar comparativamente as duas solu&ccedil;&otilde;es por forma a dar indica&ccedil;&otilde;es de como melhorar o seu comportamento.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O presente estudo teve por base 3 modelos experimentais desenvolvidos previamente. Um modelo da articula&ccedil;&atilde;o da anca intacta com os diferentes componentes (f&eacute;mur, Il&iacute;aco e cartilagem), o segundo modelo com pr&oacute;tese total <em>press-fit</em> e o terceiro modelo com pr&oacute;tese <em>resurfacing</em>.</p>     <p>Os modelos experimentais foram baseados em ossos comp&oacute;sitos do f&eacute;mur (ref. 3406) e do il&iacute;aco (ref. 3405) <em>Sawbones Pacific Research Labs, Vashon Island, WA, U.S.A, </em>modelos validados previamente<sup>13</sup> e que representam o comportamento de estruturas &oacute;sseas cadav&eacute;ricas<em>. </em>O modelo da cartilagem foi desenvolvido por t&eacute;cnica de RTV (Room Temperature Vaccum) uma camada de silicone com a forma da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e da cavidade acetabular de forma a simular a fun&ccedil;&atilde;o da cartilagem existente na articula&ccedil;&atilde;o intacta e descrita previamente em diversos estudos<sup>14-17</sup>.</p>     <p>O modelo com pr&oacute;tese total <em>press-fit,</em> foi utilizado uma haste femoral press-fit Laffit&reg; Selft locking, de 174<em>mm</em> de comprimento e com uma cabe&ccedil;a de alumina de 28<em>mm</em> de di&acirc;metro. Este conjunto articula num componente acetabular de par cer&acirc;mica- polietileno, que por sua vez encaixa numa c&uacute;pula de tit&acirc;nio na cavidade do il&iacute;aco de 60<em>mm</em> de di&acirc;metro exterior.</p>     <p>No terceiro modelo foi implantado com uma pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> modelo Birmingham&reg; de 48<em>mm</em> de di&acirc;metro, na cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e uma c&uacute;pula met&aacute;lica de 58<em>mm</em> de di&acirc;metro na cavidade acetabular com a refer&ecirc;ncia de 179.256B. Os 3 modelos representados na <a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f1.jpg">figura 1</a> serviram de base para o desenvolvimento dos modelos num&eacute;ricos.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O correto posicionamento de cada um dos implantes nos modelos experimentais foi garantido pela implanta&ccedil;&atilde;o <em>in vitro</em>, assim foram implantados por um cirurgi&atilde;o recorrendo-se do instrumental adequado para cada um dos casos. Foi desenvolvido um sistema de fixa&ccedil;&atilde;o para simular o posicionamento da articula&ccedil;&atilde;o, fixando-os na asa do il&iacute;aco e no ramo &iacute;squio de forma a garantir a posi&ccedil;&atilde;o natural da articula&ccedil;&atilde;o, com 7&ordm; e 9&ordm; nos planos sagital e frontal respetivamente, utilizado previamente<sup>14, 15</sup>. Em cada um dos modelos foi aplicada a mesma carga de 1700N no sentido vertical descendente.</p>     <p>A modela&ccedil;&atilde;o dos componentes da articula&ccedil;&atilde;o da anca intacta foi baseada nos modelos experimentais utilizados mantendo a posi&ccedil;&atilde;o relativa dos componentes (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f1.jpg">figura 1</a>). Os modelos implantados experimentais, com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> e com <em>resurfacing</em>, foram digitalizados<sup>19</sup> (componente femoral e acetabular), utilizou-se o <em>software</em> de modela&ccedil;&atilde;o CAD, Catia V5R19, Dassault System&egrave;s, respeitando o posicionamento real de cada um dos implantes na estrutura &oacute;ssea. Na simula&ccedil;&atilde;o computacional de cada componente foi definido como material homog&eacute;neo, isotr&oacute;pico e com comportamento linear el&aacute;stico por aproxima&ccedil;&atilde;o em estudo comparativo (<a name="topt1"></a><a href="#t1">tabela 1</a>) e utilizado em estudos pr&eacute;vios<sup>14</sup>. Cada estrutura foi composta em elementos tetra&eacute;dricos lineares como ilustra a <a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02t1.jpg" width="398" height="256" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f2.jpg" width="403" height="254" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Em todos os modelos foi considerado que a interface entre osso cortical e osso esponjoso do il&iacute;aco e do f&eacute;mur se encontravam coladas. Entre a cartilagem e a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur foi considerado um coeficiente de atrito de 0,001<sup>15, 16</sup>. Entre o componente de polietileno e a esfera cer&acirc;mica foi utilizada uma pr&oacute;tese <em>press-fit</em> com coeficiente de atrito de 0,2<sup>20</sup>. No modelo de <em>resurfacing</em> foi considerado um coeficiente de atrito entre a cabe&ccedil;a de <em>resurfacing</em> do f&eacute;mur e a c&uacute;pula met&aacute;lica da cavidade acetabular de 0,3<sup>20-22</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram aplicadas as mesmas restri&ccedil;&otilde;es e casos de carga aplicados nos modelos experimentais, ou seja, uma restri&ccedil;&atilde;o do il&iacute;aco na asa do il&iacute;aco e no ramo &iacute;squio permitindo apenas transla&ccedil;&otilde;es verticais ascendentes e descendentes. Foi definida uma restri&ccedil;&atilde;o na parte distal do f&eacute;mur que permite apenas as rota&ccedil;&otilde;es deste componente semelhante ao caso experimental.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram realizadas cinco repeti&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&atilde;o de carga nos diferentes ensaios experimentais, para valida&ccedil;&atilde;o experimental dos modelos num&eacute;ricos. Verificou-se que ambos os modelos apresentam um grau de correla&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximo de 1 (m&aacute;ximo de 1.12), verificando-se um valor de R<sup>2</sup> de 0,92 para o modelo intacto, de 0,95 para o modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> e de 0,90 para o modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing.</em> Estes resultados revelam correla&ccedil;&atilde;o entre modelos num&eacute;ricos e experimentais, permitindo assim estudar o comportamento biomec&acirc;nico das estruturas &oacute;sseas envolvidas, de forma mais aprofundada atrav&eacute;s dos modelos num&eacute;ricos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Componente Femoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A an&aacute;lise dos resultados comparativos foi realizada no f&eacute;mur considerando os quatro aspetos, anterior, posterior, medial e lateral ao longo da sua linha m&eacute;dia em termos de deforma&ccedil;&otilde;es principais (m&aacute;xima e m&iacute;nima) na superf&iacute;cie exterior do f&eacute;mur. Verificou-se que o aspeto anterior do f&eacute;mur intacto &eacute; o que apresenta menores deforma&ccedil;&otilde;es, apresentando valores de 1000 &micro;&epsilon; e -800 &micro;&epsilon; na zona proximal, ao n&iacute;vel das deforma&ccedil;&otilde;es principais m&aacute;ximas e m&iacute;nimas respetivamente.</p>     <p>Os modelos implantados apresentam diminui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es proximal e distal neste aspeto. O modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> apresenta uma diminui&ccedil;&atilde;o de 9 vezes relativamente ao modelo intacto indicando efeito de bloqueio de carga conhecido como efeito de <em>strain-sheilding</em>. O modelo com pr&oacute;tese <em>resurfacing</em> apresenta o mesmo efeito com diminui&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o proximal em 100%. Na regi&atilde;o distal a diferen&ccedil;a dos modelos implantados s&atilde;o menores, observando-se diferen&ccedil;as de 70% entre modelos intacto e implantados. A salientar a pr&oacute;tese <em>resurfacing</em> apresenta um aumento da distribui&ccedil;&atilde;o de deforma&ccedil;&atilde;o na linha intertrocant&eacute;rica, com valores 2 vezes superiores ao modelo f&eacute;mur intacto</p>     <p>No aspeto lateral os modelos de f&eacute;mur implantados (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f3.jpg">figura 3</a>), revelam uma diminui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es principais m&aacute;ximas de cerca de 93% no modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> e 43% na pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> na zona do grande troc&acirc;nter do f&eacute;mur. Observou-se comportamento distinto ap&oacute;s essa regi&atilde;o, na zona da di&aacute;fise, um aumento de 150% e 90% nos modelos com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> e com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> respetivamente.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere a deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas, embora existam algumas diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s modelos, essas diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o significativas. O modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> &eacute; o que mais se aproxima do comportamento nativo do osso em termos de deforma&ccedil;&otilde;es principais m&aacute;ximas e m&iacute;nimas.</p>     <p>O aspeto medial do f&eacute;mur intacto &eacute; o mais solicitado, apresentado 3000 &micro;&epsilon; e -2500 &micro;&epsilon; para as deforma&ccedil;&otilde;es principais m&aacute;ximas e m&iacute;nimas respetivamente (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f4.jpg">figura 4</a>). As deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas apresentam diminui&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o do colo do f&eacute;mur, nos dois modelos implantados. Estes resultados sugerem alguma perda &oacute;ssea a longo prazo, mas mais focado no modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em>. Na regi&atilde;o distal observou-se um aumento das deforma&ccedil;&otilde;es de 66% para o modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em>, e uma diminui&ccedil;&atilde;o de 37% e de <em>resurfacing</em>, justificado pela altera&ccedil;&atilde;o do sistema de cargas.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>No aspeto posterior n&atilde;o se verificaram altera&ccedil;&otilde;es significativas na distribui&ccedil;&atilde;o de deforma&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel das deforma&ccedil;&otilde;es m&aacute;ximas. As deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas revelam comportamento semelhante entre modelos implantados, com menores n&iacute;veis de deforma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A an&aacute;lise do comportamento no interior do f&eacute;mur revelou, que a regi&atilde;o mais afetada &eacute; o aspeto medial em cada um dos modelos. Comparando o modelo intacto e o com pr&oacute;tese de <em>resurfacing </em>no plano frontal,<em> </em>verifica-se um aumento significativo das deforma&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o do colo do f&eacute;mur (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f5.jpg">figura 5</a>).</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o com modelo de pr&oacute;tese <em>press-fit</em> verificou-se que os n&iacute;veis mais elevados de deforma&ccedil;&atilde;o acompanham a geometria da haste <em>press-fit</em>. O modelo intacto apresenta um valor m&aacute;ximo de deforma&ccedil;&atilde;o de 2300 &micro;&epsilon; na regi&atilde;o do colo do f&eacute;mur, enquanto o modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> apresenta um valor de 8700 &micro;&epsilon; no final da haste. Na regi&atilde;o pr&oacute;xima ao local onde ser verificou o m&aacute;ximo no modelo intacto, encontramos a zona cr&iacute;tica do modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em>, onde apresenta um m&aacute;ximo de 4300 &micro;&epsilon;, 50% superior ao modelo intacto. O modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> apresenta um valor m&aacute;ximo de deforma&ccedil;&atilde;o junto do final da haste, no entanto na regi&atilde;o cr&iacute;tica do modelo intacto, o modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> apresenta um valor de 4000 &micro;&epsilon;, cerca de 2 vezes o modelo intacto do f&eacute;mur.</p>     <p>As deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas representadas na <a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f6.jpg">figura 6</a>, observa-se que o modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> &eacute; o que apresenta valores mais elevados, existindo um concentrar de deforma&ccedil;&otilde;es no colo do f&eacute;mur, e observa-se que as maiores deforma&ccedil;&otilde;es seguem a geometria da pr&oacute;tese <em>press-fit</em>. O valor de deforma&ccedil;&atilde;o observado na zona cr&iacute;tica, colo do f&eacute;mur correspondeu -8000 &micro;&epsilon; na regi&atilde;o medial no f&eacute;mur intacto, enquanto no modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> observou-se apenas -4500 &micro;&epsilon;, logo efeito de bloqueio de deforma&ccedil;&otilde;es ou de cargas. No modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> observou-se que as deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas apresentam um valor m&aacute;ximo de -15000 &micro;&epsilon; junto ao final da haste de <em>resurfacing</em>. Verificou-se na regi&atilde;o onde o modelo intacto apresentou o seu m&aacute;ximo (regi&atilde;o inferior ao colo f&eacute;mur), este apresentava um valor de -2500 &micro;&epsilon;, representando uma diminui&ccedil;&atilde;o de 68%.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f6.jpg">Figura 6</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Componente acetabular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na regi&atilde;o de contorno do componente acetabular as deforma&ccedil;&otilde;es principais dos modelos implantados acompanham o comportamento das deforma&ccedil;&otilde;es registadas no modelo intacto (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f7.jpg">figura 7</a>). No entanto, observou-se diminui&ccedil;&atilde;o entre os modelos intacto e com implante em duas regi&otilde;es espec&iacute;ficas, 90% na regi&atilde;o anterior e de 85% na regi&atilde;o posterior. E poss&iacute;vel observar, a diminui&ccedil;&atilde;o global das deforma&ccedil;&otilde;es no il&iacute;aco a quando da aplica&ccedil;&atilde;o do componente acetabular, o que poder&aacute; implicar perda de massa &oacute;ssea.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f7.jpg">Figura 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &aacute; restante estrutura &oacute;ssea do Il&iacute;aco, observou-se atrav&eacute;s dos padr&otilde;es de deforma&ccedil;&atilde;o presentes em cada um dos modelos que o modelo intacto foi o que apresentou valores mais elevados de deforma&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f8.jpg">figura 8</a>). No entanto, relativamente aos modelos com implante, as diferen&ccedil;as entre ambos n&atilde;o apresenta elevada import&acirc;ncia. A diferen&ccedil;a entre modelos com pr&oacute;tese e intacto centra-se na regi&atilde;o de contorno do il&iacute;aco ou limbo acetabular e na zona do corpo do p&uacute;bis onde se observa diminui&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a02f8.jpg">Figura 8</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi poss&iacute;vel verificar a correla&ccedil;&atilde;o entre modelo num&eacute;rico e modelo experimental, o que permitiu uma an&aacute;lise aprofundada da transfer&ecirc;ncia de carga entre modelos. O m&eacute;todo de elementos finitos &eacute; um m&eacute;todo bem estabelecido, na determina&ccedil;&atilde;o de tens&otilde;es e deforma&ccedil;&otilde;es em estruturas mais complexas. Permite prever os potenciais riscos de fratura dessas estruturas e por isso, largamente aplicados em estudos biomec&acirc;nicos de forma a prever o comportamento mec&acirc;nico de estruturas biol&oacute;gicas<sup>3, 27, 28</sup>.</p>     <p>Os resultados revelaram ao longo do aspeto medial, existe uma maior distribui&ccedil;&atilde;o das cargas aplicadas na articula&ccedil;&atilde;o da anca. Comparando o comportamento de cada um dos modelos, observa-se ao longo dos aspetos considerados que o modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em> &eacute; o que mais se aproxima do comportamento do modelo intacto, apresentando resultados pr&oacute;ximos dos apresentados por Little et al<sup>3</sup>.</p>     <p>Os resultados ao longo do aspeto lateral revelaram uma diminui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es nos modelos com implante, estes poder&atilde;o causar perda &oacute;ssea na regi&atilde;o proximal do f&eacute;mur com efeito de bloqueio de cargas (<em>strain-sheilding)</em>. No modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em>, observou-se um aumento das deforma&ccedil;&otilde;es na zona distal, comparando com o modelo intacto, mas n&atilde;o existe o risco de hipertrofia pois os valores m&aacute;ximos de 1100 &micro;&epsilon;. Com a pr&oacute;tese <em>press-fit</em> n&atilde;o transfere carga na zona proximal, transferindo esta para a zona distal do f&eacute;mur o que levar&aacute; perda &oacute;ssea no aspeto lateral.</p>     <p>Verificou-se que existe um aumento significativo das deforma&ccedil;&otilde;es principais no f&eacute;mur com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> no aspeto medial e lateral e diminui&ccedil;&atilde;o nos restantes aspetos, podendo alterar a rigidez da estrutura &oacute;ssea em compara&ccedil;&atilde;o com f&eacute;mur intacto. A coloca&ccedil;&atilde;o de qualquer solu&ccedil;&atilde;o estudada altera a distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es principais no osso. Essa altera&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave;s hastes existentes em cada um dos implantes.</p>     <p>No modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> e <em>resurfacing</em> verificou-se que o m&aacute;ximo de deforma&ccedil;&atilde;o ocorre na ponta da haste, podendo desta forma provocar falha por fadiga nessa regi&atilde;o. Este comportamento observado &eacute; algo espect&aacute;vel, uma vez que a geometria da haste promove um acumular de deforma&ccedil;&otilde;es na sua ponta e dai esse incremento de deforma&ccedil;&otilde;es nessa regi&atilde;o, indo de acordo com resultados de estudos pr&eacute;vios<sup>29</sup>.</p>     <p>Ap&oacute;s coloca&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese <em>press-fit</em> existiu uma diminui&ccedil;&atilde;o de 60% das deforma&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o onde se tinha observado o m&aacute;ximo no modelo intacto (colo do f&eacute;mur), fen&oacute;meno semelhante ocorreu no modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em>. Este fator indica que as solu&ccedil;&otilde;es descentralizam o problema daquela regi&atilde;o espec&iacute;fica do f&eacute;mur, para o colocar junto do final da haste em cada um dos respetivos casos. No entanto, verificou-se que no modelo onde foi utilizado a pr&oacute;tese <em>resurfacing</em> o problema do acumular de deforma&ccedil;&otilde;es no colo do f&eacute;mur agrava-se (zona pr&oacute;xima do intacto), sendo que este fator poder&aacute; originar falha por fadiga nesta regi&atilde;o. Este resultado vai de encontro ao afirmado por Mont<sup>7</sup>, que afirma que a coloca&ccedil;&atilde;o de uma pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em>, mant&eacute;m presente o risco de fratura na regi&atilde;o do colo do f&eacute;mur. Ao comparar o modelo f&eacute;mur intacto na regi&atilde;o onde se observou o m&aacute;ximo no modelo com <em>press-fit</em> verificamos que existiu um aumento das deforma&ccedil;&otilde;es nessa regi&atilde;o em ambas as solu&ccedil;&otilde;es. Os resultados sugerem a coloca&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese em posi&ccedil;&atilde;o mais <em>varus</em> por forma a diminuir o risco de fratura do colo femoral e diminuindo as cargas na articula&ccedil;&atilde;o<sup>15</sup>.</p>     <p>Relativamente ao comportamento distal dos modelos, podemos observar diferen&ccedil;as significativas na distribui&ccedil;&atilde;o distal do f&eacute;mur. Esta varia&ccedil;&atilde;o sugere a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&atilde;o no sistema de cargas da articula&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; originar as altera&ccedil;&otilde;es nas deforma&ccedil;&otilde;es. A pr&oacute;tese total <em>press-fit</em> aumenta a distribui&ccedil;&atilde;o distal no aspeto medial e lateral, logo provoca maiores for&ccedil;as na rea&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao componente acetabular, observou-se globalmente diminui&ccedil;&atilde;o do estado de carga na estrutura &oacute;ssea. O Il&iacute;aco apresenta na situa&ccedil;&atilde;o de intacto maior solicita&ccedil;&atilde;o na zona do acet&aacute;bulo, em especial na zona do limbo acetabular e na zona do corpo do p&uacute;bis. As redu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o justificadas pelo bloqueio de transfer&ecirc;ncia de carga originado pelo acet&aacute;bulo met&aacute;lico, implicando a longo prazo alguma perda de massa &oacute;ssea nesta regi&otilde;es. A restante estrutura apresenta comportamento semelhante, contudo n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aferir este comportamento, pois situa-se na zona de aplica&ccedil;&atilde;o da carga.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A compara&ccedil;&atilde;o entre o modelo intacto, modelo com pr&oacute;tese total <em>press-fit</em> e modelo de <em>resurfacing</em> permitiu verificar que o modelo de substitui&ccedil;&atilde;o total da anca que mais se aproxima do comportamento osso intacto &eacute; o modelo com pr&oacute;tese de <em>resurfacing</em>. No entanto verificou-se que existem zonas em que existe o risco de falha por fadiga &eacute; uma realidade e um problema a ter em conta em especial na zona medial do colo do f&eacute;mur no caso da pr&oacute;tese <em>resurfacing</em>.</p>     <p>O modelo com pr&oacute;tese <em>press-fit</em> apresenta efeito de bloqueio de cargas na zona proximal, transferindo carga apenas no plano frontal, logo diminuindo as deforma&ccedil;&otilde;es no aspeto anterior e posterior.</p>     <p>No componente acetabular observou-se a diminui&ccedil;&atilde;o da deforma&ccedil;&atilde;o em ambas as solu&ccedil;&otilde;es, o que implicar&aacute; a diminui&ccedil;&atilde;o da massa &oacute;ssea por efeito de bloqueio de transfer&ecirc;ncia de cargas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Hallan G. Medium- and long-term performance of 11,516 uncemented primary femoral stems from the Norwegian arthroplasty register. Journal of Bone and Joint Surgery-British Volume. 2007; 89B (12): 1574-1580</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201400020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Gothesen O, Espehaug B, Havelin L, Petursson G, Lygre S, Ellison P, et al. Survival rates and causes of revision in cemented primary total knee replacement. A report from the norwegian arthroplasty register 1994-2009. Bone & Joint Journal. 2013; 95B (5): 636-642</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Little JP, Taddei F, Viceconti M, Murray DW, Gill HS. Changes in femur stress after hip resurfacing arthroplasty: Response to physiological loads. Clin Biomech (Bristol, Avon). 2007; 22 (6): 440-448</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-2122201400020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Amstutz HC, Le Duff MJ. Eleven years of experience with metal-on-metal hybrid hip resurfacing: a review of 1000 conserve plus. The Journal of arthroplasty. 2008; 23 (6): 36-43</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201400020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Woon RP, Johnson AJ, Amstutz HC. The results of metal-on-metal hip resurfacing in patients under 30 years of age. The Journal of arthroplasty. 2013; 28 (6): 1010-1014</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-2122201400020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Callaghan JJ, Forest EE, Sporer SM, Goetz DD, Johnston RC. Total hip arthroplasty in the young adult. Clin. Orthop. Relat. Res. 1997; 344: 257-262</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Mont MA. Hip resurfacing arthroplasty. J Am Acad Orthop Surg. 2006; 14 (8): 454-463</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201400020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Spears IR, Pfleiderer M, Schneider E, Hille E, Bergmann G, Morlock MM. Interfacial conditions between a press-fit acetabular cup and bone during daily activities: implications for achieving bone in-growth. Journal of biomechanics. 2000; 33 (11): 1471-1477</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-2122201400020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Ries MD, Harbaugh M, Shea J., Lambert R.. Effect of cementless acetabular cup geometry on strain distribution and press-fit stability. The Journal of arthroplasty. 1997; 12 (2): 207-212</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201400020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Ramos A., Duarte RJ, Relvas C., Completo A., Simões JA. The influence of acetabular bone cracks in the press-fit hip replacement: Numerical and experimental analysis. Clinical biomechanics (Bristol, Avon). 2013; 28 (6): 635-641</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201400020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Watanabe Y, Shiba N, Matsuo S, Higuchi F, Tagawa Y, Inoue A. Biomechanical study of the resurfacing hip arthroplasty: finite element analysis of the femoral component. The Journal of arthroplasty. 2000; 15 (4): 505-511</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-2122201400020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Davis ET, Olsen M, Zdero R, Smith GM, Waddell JP, Schemitsch EH. Predictors of femoral neck fracture following hip resurfacing: a cadaveric study. The Journal of arthroplasty. 2013; 28 (1): 110-116</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-2122201400020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Cristofolini L., Viceconti M, Cappello A., Toni A.. Mechanical validation of whole bone composite femur models. Journal of Biomechanics. 1996; 29 (4): 525-535</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201400020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Duarte R, Relvas C., Aleixo C, Nunes B. Avaliação numérica e experimental da transferência de carga na articulação da anca com e sem prótese total. Revista portuguesa de ortopedia e traumatologia. 2013; 21 (3): 249-258</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201400020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Ramos A., Fonseca F., Simoes J. Simulation of physiological loading in total hip replacements. Journal of Biomechanical Engineering-Transactions of the Asme. 2006; 128 (4): 579-587</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201400020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Ramos A., Simões J.A.. CAD-CAM RTV lost wax casting technology for medical implants. Rapid Prototyping Journal. 2009; 15 (3): 211-215</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-2122201400020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Zhou J. Z., Xiao L, Huang S., Zhu J. H., Xu Z. M., Huang J., et al. Rapid Fabrication of Micro-Gear via Vacuum Casting Technique of Silicone Rubber Mould. Advanced Materials Research. 2010; 97 (101): 401-4019</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Unsworth A, Goetz DD, Wright V.. The frictional behaviour of human synovial joint. Part I Natural Joints. Trans ASME. 1975; 97: 369-376</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-2122201400020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Relvas C., Ramos A., Completo A., Simões J.A.. A systematic approach for an accuracy level using rapid prototyping technologies. Proceedings of the Institution of Mechanical Engineers Part B-Journal of Engineering Manufacture. 2012; 226A (12): 2023-2034</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-2122201400020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Hall R. M., Unsworth A. REvlEw Friction in hip prostheses. Biomaterials. 1997; 18 (15): 1017-1026</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-2122201400020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Roberts P, Grigoris P, Bosch H, Talwaker N. (III) Resurfacing arthroplasty of the hip. Current Orthopaedics. 2005; 19 (4): 263-279</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-2122201400020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Bishop NE, Waldow F, Morlock MM. Friction moments of large metal-on-metal hip joint bearings and other modern designs. Medical engineering & physics. 2008; 30 (8): 1057-1064</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-2122201400020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Anderson AE, Peters CL, Tuttle BD, Weiss JA. Subject-specific finite element model of the pelvis: development, validation and sensitivity studies. J Biomech Eng. 2005; 127 (3): 364-373</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-2122201400020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Grassi L, Väänänen SP, Yavari S Amin, Weinans H, Jurvelin JS, Zadpoor AA, et al. Experimental Validation Of Finite Element Model For Proximal Composite Femur Using Optical Measurements. Journal of the Mechanical Behavior of Biomedical Materials. 2013; 21: 86-94</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Taddei F, Cristofolini L., Martelli S, Gill HS, Viceconti M. 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Journal of biomechanics. 2010; 43 (8): 1635-1639</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-2122201400020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Birnbaum K, Pandorf T. Finite element model of the proximal femur under consideration of the hip centralizing forces of the iliotibial tract. Clinical biomechanics (Bristol, Avon). 2011; 26 (1): 58-64</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-2122201400020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Ramos A., Simões J.A.. Tetrahedral versus hexahedral finite elements in numerical modelling of the proximal femur. Medical engineering & physics. 2006; 28 (9): 916-924</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-2122201400020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Ramos A., Completo A., Relvas C., Simões J.A.. Design process of a novel cemented hip femoral stem concept. Materials & Design. 2012; 33: 313-321</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-2122201400020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">António Ramos    <br>Universidade de Aveiro    <br>Departamento de Engenharia Mecânica    <br>Campus Universitário de Santiago    <br>3810-97  Aveiro    <br>Portugal    <br><a href="mailto:a.ramos@ua.pt">a.ramos@ua.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nada a declarar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-05-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-08-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-09-03</font></p>     ]]></body><back>
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