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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We presente a case of a stab wound of the shoulder with a intraosseous retained fragment and articular extension. A posterior shoulder approach was performed for the foreign body extraction, according to its localization.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Remoção de corpo estranho intra-ósseo do ombro após facada</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Vide<sup>I</sup></b>; <b>Joana Ovídio<sup>I</sup></b>; <b>Tânia Freitas<sup>I</sup></b>; <b>Acácio Ramos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia 1. Unidade de Faro. Centro Hospitalar do Algarve. Faro. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentamos um caso de uma ferida por facada do ombro com fragmento da l&acirc;mina intra-&oacute;ssea e extens&atilde;o intra-articular. Realizou-se uma abordagem posterior do ombro para remo&ccedil;&atilde;o do corpo estranho, de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Corpo-estranho, ombro, via posterior. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>We presente a case of a stab wound of the shoulder with a intraosseous retained fragment and articular extension. A posterior shoulder approach was performed for the foreign body extraction, according to its localization.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Foreign body, shoulder, posterior approach. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As feridas perfurantes por facada s&atilde;o frequentes, estando descrita uma taxa de incid&ecirc;ncia de 0,77% dos epis&oacute;dios de urg&ecirc;ncia, embora esta seja vari&aacute;vel consoante a densidade populacional e tipo de &aacute;rea metropolitana da regi&atilde;o hospitalar. Globalmente, 44% destas les&otilde;es correspondem a assaltos, 49% a acidentes e 8% a les&otilde;es autoinfligidas, sendo que a faixa et&aacute;ria entre os 16 e 24 anos, &eacute; habitualmente mais afectada.<sup>1</sup> As situa&ccedil;&otilde;es com les&atilde;o &oacute;ssea s&atilde;o raras, existindo escassos relatos de reten&ccedil;&atilde;o de fragmento intra-&oacute;sseo da l&acirc;mina. <sup>2,3</sup></p>     <p>Apresentamos um caso de uma ferida por facada do ombro com fragmento da l&acirc;mina intra-&oacute;ssea e extens&atilde;o intra-articular.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Um adulto de 35 anos, sexo masculino, de nacionalidade Moldava, referiu agress&atilde;o com arma branca, com ponto de entrada na regi&atilde;o posterior do ombro esquerdo. Apresentava-se com dor intensa e limita&ccedil;&atilde;o completa da mobilidade activa e passiva, sem apresentar les&otilde;es neurovasculares. Ferida incisa com cerca de 2 cm na regi&atilde;o postero-inferior justa-axilar do ombro esquerdo. Apresentava ainda m&uacute;ltiplas cicatrizes no t&oacute;rax, regi&atilde;o dorsal e membros superiores, compat&iacute;veis com o mesmo tipo de agress&atilde;o.</p>     <p>Ao exame radiogr&aacute;fico foi poss&iacute;vel observar um objecto de densidade met&aacute;lica, incluso na regi&atilde;o cef&aacute;lica, com eventual extens&atilde;o intra-articular (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f1.jpg">Figura 1</a>). Foi administrada antibioterapia emp&iacute;rica com cefazolina e gentamicina e refor&ccedil;o antitet&acirc;nico. Realizamos estudo com tomografia computorizada (TC) para determinar a posi&ccedil;&atilde;o exacta do corpo estranho e avaliar o grau de extens&atilde;o articular: a l&acirc;mina penetrou a regi&atilde;o mais posterior da cartilagem articular cef&aacute;lica do &uacute;mero, atravessando em direc&ccedil;&atilde;o anterior. Por quebra da l&acirc;mina, permaneceu um corpo estranho intra-&oacute;sseo, com uma pequena extens&atilde;o intra-articular (<a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Procedemos &agrave; interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de urg&ecirc;ncia para retirar o corpo estranho, com o objectivo de impedir a sua migra&ccedil;&atilde;o e prevenir a infec&ccedil;&atilde;o bem como o agravamento de les&otilde;es articulares, atrav&eacute;s de uma abordagem posterior do ombro: posicionamos o doente em semi-prona&ccedil;&atilde;o e realizamos a incis&atilde;o 2 cm medial ao &acirc;ngulo acromial, com 8 cm de extens&atilde;o longitudinal, em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o axilar. Dissecamos o plano subcut&acirc;neo e retra&iacute;mos o bordo caudal do deltoide em direc&ccedil;&atilde;o cranial. Ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o infraespinhoso e redondo menor, procedemos &agrave; desinser&ccedil;&atilde;o do primeiro, para permitir acesso livre ao espa&ccedil;o articular. Realizamos artrotomia longitudinal da c&aacute;psula posterior e removemos o corpo estranho com f&oacute;rceps (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Posteriormente realizamos o desbridamento e lavagem, com reinser&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o infra-espinhoso com 2 &acirc;ncoras met&aacute;licas (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f3.jpg" width="397" height="344" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n2/22n2a05f4.jpg" width="395" height="562" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>O doente n&atilde;o apresentou nenhuma intercorr&ecirc;ncia peri-operat&oacute;ria, tendo abandonado o seguimento em ambulat&oacute;rio e permanecendo incontact&aacute;vel.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estudos desenhados para conceber material de protec&ccedil;&atilde;o corporal estimaram que a energia m&aacute;xima ao apunhalar &eacute; de aproximadamente 115 J, e a carga produzida pela l&acirc;mina no ponto de contacto &eacute; de cerca de 1000 N.<sup>4</sup> Por este motivo a les&atilde;o &oacute;ssea com este mecanismo de agress&atilde;o &eacute; uma entidade rara. Acreditamos que o ponto de entrada a n&iacute;vel da cartilagem articular facilitou a penetra&ccedil;&atilde;o da l&acirc;mina atrav&eacute;s do osso esponjoso.</p>     <p>Abboud et al<sup>3</sup> descreveram o &uacute;nico relato de les&atilde;o penetrante com l&acirc;mina intra-&oacute;ssea extra-articular do ombro, numa doente do sexo feminino de 53 anos. Realizaram a remo&ccedil;&atilde;o do corpo estranho sem necessidade de explora&ccedil;&atilde;o profunda do trajecto da l&acirc;mina. Como factores que facilitaram a penetra&ccedil;&atilde;o intra-&oacute;ssea referem o status p&oacute;s-menopausa e o ponto de entrada na zona metafis&aacute;ria.</p>     <p>O nosso caso difere pela dificuldade de acesso &agrave; l&acirc;mina. Foi necess&aacute;rio criar uma abordagem que criasse acesso amplo &agrave; regi&atilde;o articular posterior, para retirar o corpo estranho com o m&iacute;nimo de dano na cartilagem articular. A via de abordagem utilizada permitiu uma exposi&ccedil;&atilde;o articular &oacute;ptima, sem intercorr&ecirc;ncias peri-operat&oacute;rias. Difere daquela descrita por Rockwood e Matsen<sup>5</sup>, pela abordagem subdelt&oacute;deia, poupando a desinser&ccedil;&atilde;o do deltoide posterior e complica&ccedil;&otilde;es associadas. No entanto, &eacute; necess&aacute;rio uma retrac&ccedil;&atilde;o atenta do m&uacute;sculo redondo menor por possibilidade de les&atilde;o no nervo axilar ao sair no espa&ccedil;o quadrangular e, ap&oacute;s desinser&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sculo infraespinhoso, cuidado na retrac&ccedil;&atilde;o por possibilidade de les&atilde;o no nervo supraescapular. Um encerramento &oacute;ptimo dos elementos posteriores, com o membro em rota&ccedil;&atilde;o neutra, &eacute; importante para prevenir instabilidade posterior do ombro, overtightening posterior e/ou d&eacute;fices de rota&ccedil;&atilde;o externa/interna.</p>     <p>Outras abordagens posteriores foram descritas: Jerosch et al<sup>6</sup> descreveu uma via posterior subdeltoideia, atrav&eacute;s da explora&ccedil;&atilde;o do intervalo entre o infraespinhoso e redondo menor, com a vantagem de diminuir a possibilidade de les&atilde;o do nervo supraescapular e de diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a da rota&ccedil;&atilde;o externa; Wirth et al<sup>7</sup> apresentou uma abordagem transdelt&oacute;ideia posterior, com divis&atilde;o do infraespinhoso pelas duas cabe&ccedil;as.</p>     <p>O caso apresentado, pela raridade, pretende ser uma op&ccedil;&atilde;o para a orienta&ccedil;&atilde;o do planeamento e execu&ccedil;&atilde;o do tratamento destas les&otilde;es. O estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio para a localiza&ccedil;&atilde;o do corpo estranho &eacute; fundamental, devendo a abordagem ser planeada em conson&acirc;ncia, para o tratamento com sucesso e m&iacute;nima morbilidade.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Pallett JR, Sutherland E, Glucksman E, Tunnicliff M, Keep JW. A cross-sectional study of knife injuries at a London major trauma centre. Ann R Coll Surg Engl. 2014 Jan; 96 (1): 23-26</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Ford TC, Anania WC, Rosen RC. Osseous trauma of the lower extremity secondary to knife wounds. Two case reports. J Am Podiatr Med Assoc. 1986; 76 (8): 462-463</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1646-2122201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Abboud JA, Wiesel B, Tomlinson D, Ramsey M. Intraosseous Stab Wound to the Arm. Am J Orthop. 2008 Mar; 37 (3): 52-54</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Banasr A, Grandmaison GL de la, Durigon M. Frequency of bone/cartilage lesions in stab and incised wounds fatalities. Forensic Sci Int. 2003; 131: 131-133</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Rockwood CA, Matsen FA. The shoulder. Philadelphia: Saunders; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201400020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Jerosch J, Greig M, Peuker ET, Filler TJ. The posterior subdeltoid approach: a modified access to the posterior glenohumeral joint. J Shoulder Elbow Surg. 2001; 10 (3): 265-268</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Wirth MA, Butters KP, Rockwood Jr CA. The posterior deltoid-splitting approach to the shoulder. Clin Orthop. 1993; 296: 92-98</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201400020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a name="c"></a></p>     <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">João Vide    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital de Faro, EPE    <br>Rua Leão Penedo    <br>8000-386 Faro    <br>Portugal    <br><a href="mailto:joaovide@gmail.com">joaovide@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nada a declarar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-06-30</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-08-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-08-20</font></p>     ]]></body><back>
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