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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Describe the prevalence of scoliosis in a population of adolescents with CP and analyze the relation between scoliosis, age, sex, Cobb angle, motor function (GMFCS) and CP subtype. Material and Methods: In this retrospective epidemiological study, were included 150 adolescents with CP, aged between 13 and 18 years, enrolled at the Associação do Porto de PC and followed in medical consultation in 3 hospitals. Through clinical and radiological evaluation, age, sex, type of cerebral palsy, GMFCS classification, the presence of asymmetries of rachis and respective Cobb angle were recorded. Scoliosis was defined as Cobb angle > 10 °. Results: From the clinical evaluation of the rachis, 73 (48.7%) subjects had asymmetries. A total of 22.7% of the subjects had scoliosis. It was found that 23 (67.4%) subjects with scoliosis were in GMFCS V. Twenty-seven (79.4%) patients with scoliosis had quadriplegia, representing the anatomic type with the highest median Cobb (p = 0.006). Conclusions: The degree of motor dysfunction is associated with scoliosis, and the higher the GMFCS, the higher the incidence of scoliosis. The quadriplegic type of CP is presented as the group most at risk for scoliosis. No association was found between the presence of scoliosis and CP motor type. It will be important to implement programs for early detection of scoliosis, based on GMFCS and CP anatomic type.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Avaliação de deformidades da coluna vertebral em adolescentes com paralisia cerebral</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Abreu<sup>I, II, III, IV</sup></b>; <b>Nuno Alegrete<sup>I, II, III, IV</sup></b>; <b>Isabel Vieira<sup>I, II, III, IV</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Associação do Porto de Paralisia Cerebral. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br />III. Unidade de Ortopedia Infantil. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar de S. João.<br />IV. Grupo de Coluna. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar de S. João.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos: Descrever a preval&ecirc;ncia de escoliose numa popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes com Paralisia Cerebral (PC) e analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre escoliose, idade, sexo, &acirc;ngulo de Cobb, fun&ccedil;&atilde;o motora (GMFCS) e subtipo de PC.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Neste estudo epidemiol&oacute;gico retrospetivo, foram inclu&iacute;dos 150 adolescentes com PC, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, inscritos na Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de PC e seguidos em consulta em 3 hospitais. Atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica, foram registados a idade, sexo, tipo de Paralisia Cerebral, classifica&ccedil;&atilde;o GMFCS, presen&ccedil;a de assimetrias do r&aacute;quis e respetivo &acirc;ngulo de Cobb. Escoliose foi definida como &acirc;ngulo de Cobb &gt; 10&ordm;.</p>     <p>Resultados: Da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do r&aacute;quis, 73 (48,7%) apresentavam assimetrias. Um total de 22,7% dos indiv&iacute;duos apresentava escoliose. Verificou-se que 23 (67,4%) indiv&iacute;duos com escoliose encontravam-se em GMFCS V. Vinte e sete (79,4%) indiv&iacute;duos com escoliose tinham tetraplegia, representando o tipo anat&oacute;mico com mediana de Cobb mais elevada (p=0,006).</p>     <p>Conclus&otilde;es: O grau de disfun&ccedil;&atilde;o motora, est&aacute; associada &agrave; presen&ccedil;a de escoliose, sendo que quanto maior o GMFCS, maior a incid&ecirc;ncia de escoliose. O tipo tetrapl&eacute;gico de PC apresentase como o grupo de maior risco para a presen&ccedil;a de escoliose. N&atilde;o se encontrou associa&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a de escoliose e o tipo motor de PC. Ser&aacute; importante implementar programas para uma dete&ccedil;&atilde;o precoce da escoliose, baseadas no n&iacute;vel GMFCS e tipo anat&oacute;mico de PC.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Paralisia cerebral, escoliose, prevalência, atividade motora. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: Describe the prevalence of scoliosis in a population of adolescents with CP and analyze the relation between scoliosis, age, sex, Cobb angle, motor function (GMFCS) and CP subtype.<br />Material and Methods: In this retrospective epidemiological study, were included 150 adolescents with CP, aged between 13 and 18 years, enrolled at the Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de PC and followed in medical consultation in 3 hospitals. Through clinical and radiological evaluation, age, sex, type of cerebral palsy, GMFCS classification, the presence of asymmetries of rachis and respective Cobb angle were recorded. Scoliosis was defined as Cobb angle &gt; 10 &deg;.<br />Results: From the clinical evaluation of the rachis, 73 (48.7%) subjects had asymmetries. A total of 22.7% of the subjects had scoliosis. It was found that 23 (67.4%) subjects with scoliosis were in GMFCS V. Twenty-seven (79.4%) patients with scoliosis had quadriplegia, representing the anatomic type with the highest median Cobb (p = 0.006).<br />Conclusions: The degree of motor dysfunction is associated with scoliosis, and the higher the GMFCS, the higher the incidence of scoliosis. The quadriplegic type of CP is presented as the group most at risk for scoliosis. No association was found between the presence of scoliosis and CP motor type. It will be important to implement programs for early detection of scoliosis, based on GMFCS and CP anatomic type.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Cerebral palsy, scoliosis, prevalence, motor activity. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A Paralisia Cerebral (PC) afeta 2-3/1000 nados vivos na Europa, e em Portugal estima-se que a incid&ecirc;ncia de PC em crian&ccedil;as com menos de 5 anos seja de 1,61/1000 nados vivos<sup>1</sup>. A PC &eacute; uma encefalopatia que afeta o c&eacute;rebro imaturo, levando a disfun&ccedil;&atilde;o permanente e constituindo a causa de incapacidade mais frequente na inf&acirc;ncia<sup>2, 3</sup>, contribuindo para 60% das limita&ccedil;&otilde;es motoras nessa faixa et&aacute;ria.<sup>4</sup></p>
    <p>A defini&ccedil;&atilde;o de PC atualmente aceite foi constru&iacute;da com base na gradual compreens&atilde;o da sua fisiopatologia e heterogeneidade fenot&iacute;pica, assim como na sua associa&ccedil;&atilde;o com diversas comorbilidades. A PC &eacute; &ldquo;um grupo de perturba&ccedil;&otilde;es permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, causando limita&ccedil;&otilde;es funcionais que s&atilde;o atribu&iacute;das a altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o progressivas que ocorreram durante o desenvolvimento cerebral do feto/crian&ccedil;a. As altera&ccedil;&otilde;es motoras da Paralisia Cerebral s&atilde;o frequentemente acompanhadas por altera&ccedil;&otilde;es sensitivas, da perce&ccedil;&atilde;o, da cogni&ccedil;&atilde;o, da comunica&ccedil;&atilde;o e do comportamento, por epilepsia e por problemas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos secund&aacute;rios&rdquo;.<sup>5</sup></p>
    <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da Paralisia Cerebral passa pela classifica&ccedil;&atilde;o do tipo neurol&oacute;gico e sua localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, pela avalia&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do indiv&iacute;duo e pela descri&ccedil;&atilde;o de outras altera&ccedil;&otilde;es associadas.<sup>4</sup>&nbsp;O cons&oacute;rcio &ldquo;Surveillance of Cerebral Palsy in Europe &ndash; SCPE&rdquo; divide a PC em 4 subtipos principais, baseando-se no seu tipo motor: a) esp&aacute;stico (aumento do t&oacute;nus muscular e hiperreflexia) e que pode ser uni ou bilateral, b) at&aacute;xico (perda da coordena&ccedil;&atilde;o motora, com altera&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a, ritmo e precis&atilde;o dos movimentos), c) discin&eacute;tico (presen&ccedil;a de movimentos involunt&aacute;rios, incontrolados, recorrentes ou estereotipados), subdividindo-se em dist&oacute;nica (hipertonia e hipocin&eacute;sia) ou coreoatet&oacute;nica (hipotonia e hipercin&eacute;sia) e d) misto (devendo o indiv&iacute;duo neste caso ser classificado pelo sinal neurol&oacute;gico mais proeminente).<sup>2, 3, 6</sup>&nbsp; De todos os subtipos de PC, o mais frequente &eacute; o esp&aacute;stico (80-90%), principalmente com atingimento bilateral (50-60%)<sup>7, 8</sup>. No que concerne &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, esta subdivide-se em diplegia, hemiplegia, tetraplegia, monoplegia e triplegia, sendo os dois &uacute;ltimos pouco frequentes.<sup>6, 9</sup>&nbsp;A tetraplegia &eacute; o fen&oacute;tipo mais severo.<sup>7</sup>&nbsp;</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da perda de fun&ccedil;&atilde;o motora nos indiv&iacute;duos com PC pode ser pesquisada atrav&eacute;s de escalas funcionais objetivas, sendo a Gross Motor Function Classification System (GMFCS) a mais difundida.<sup>5, 10</sup>&nbsp;A GMFCS &eacute; um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o em 5 n&iacute;veis (I a V) e baseia-se na fun&ccedil;&atilde;o motora do indiv&iacute;duo, com a an&aacute;lise centrada nos seus movimentos volunt&aacute;rios, na capacidade de se sentar e de andar, com ou sem aux&iacute;lio de aparelhos de locomo&ccedil;&atilde;o.<sup>7, 11</sup>&nbsp;O n&iacute;vel I corresponde ao m&iacute;nimo compromisso funcional motor e o V ao maior grau de depend&ecirc;ncia de terceiros. &Eacute; um teste com linguagem simples, o que permite ao cl&iacute;nico envolver os cuidadores e, quando poss&iacute;vel, as crian&ccedil;as no acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. A GMFCS tem especificidades adaptadas a 5 faixas et&aacute;rias: crian&ccedil;as com menos de 2 anos, dos 2 aos 4 anos, dos 4 aos 6 anos, dos 6 aos 12 anos e, recentemente adicionada, dos 12 aos 18 anos.<sup>7, 10</sup>&nbsp;Os n&iacute;veis de GMFCS mant&ecirc;m-se globalmente est&aacute;veis ao longo do tempo.<sup>10, 11</sup>&nbsp;Mais do que o grau de severidade da perda funcional, o n&iacute;vel de GMFCS tem um valor preditivo positivo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma futura.<sup>11</sup></p>
    <p>A espasticidade, associada a fraqueza muscular e d&eacute;fice de controlo motor e de equil&iacute;brio s&atilde;o poss&iacute;veis fatores etiopatog&eacute;nicos que contribuem para o desenvolvimento da escoliose (definida como &acirc;ngulo de Cobb &gt; 10&ordm;) em crian&ccedil;as com PC.<sup>12, 13</sup>&nbsp; A preval&ecirc;ncia de escoliose varia entre 15-85%<sup>14</sup>, dependendo do subtipo de PC, sendo a preval&ecirc;ncia na PC esp&aacute;stica unilateral de 5% e 65-74% na bilateral.<sup>12</sup>&nbsp;A escoliose severa &eacute; mais comum em indiv&iacute;duos com GMFCS IV/V, ou seja, com maior grau de disfun&ccedil;&atilde;o motora.<sup>15</sup>&nbsp;A escoliose, por seu turno, est&aacute; associada a dificuldade em sentar corretamente, levando &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de &uacute;lceras de press&atilde;o, patologia gastrointestinal, como o refluxo gastroesof&aacute;gico e gastrite, disfun&ccedil;&atilde;o cardiopulmonar e dor, que em muitos casos &eacute; dif&iacute;cil de detetar.<sup>12-15</sup>&nbsp;O tratamento da escoliose na PC pode passar pela cirurgia, estando esta reservada para casos mais severos de escoliose e compromisso funcional e motor.</p>
    <p>Em Portugal, a rela&ccedil;&atilde;o entre escoliose e PC em adolescentes permanece ainda desconhecida. O estudo epidemiol&oacute;gico da escoliose, e respetivas caracter&iacute;sticas, numa popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes com PC poder&aacute; contribuir a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de vigil&acirc;ncia e aperfei&ccedil;oamento de m&eacute;todos de dete&ccedil;&atilde;o precoce das situa&ccedil;&otilde;es de maior risco, assim como diminui&ccedil;&atilde;o de custos associados a acompanhamento desnecess&aacute;rio em doentes de muito baixo risco.<sup>16, 17</sup></p>
    <p>Os objetivos deste estudo s&atilde;o descrever a preval&ecirc;ncia de escoliose numa popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes com Paralisia Cerebral e analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre escoliose, idade, sexo, &acirc;ngulo de Cobb, fun&ccedil;&atilde;o motora (GMFCS) e subtipo de Paralisia Cerebral.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo epidemiol&oacute;gico retrospetivo, foi selecionada uma popula&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral, nascidas entre 12 julho de 1995 e 12 de julho de 2000, seguidas em consulta na Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral (APPC). A idade assumida no estudo corresponde &agrave; dos dados mais recentes obtidos, sendo considerada a informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e registos imagiol&oacute;gicos referentes, apenas, &agrave; faixa et&aacute;ria dos 13 aos 18 anos. Nos casos de indiv&iacute;duos submetidos a cirurgia, foi considerada a informa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via &agrave; interven&ccedil;&atilde;o. A colheita e an&aacute;lise dos dados foi previamente aprovada pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o.</p>
    <p>Numa fase inicial, foram analisados os processos cl&iacute;nicos da APPC, sistematizando a informa&ccedil;&atilde;o segundo: 1) dados pessoais: sexo e idade; 2) tipo cl&iacute;nico de Paralisia Cerebral; 3) distribui&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da Paralisia Cerebral; 4) n&iacute;vel de GMFCS; 5) assimetrias do r&aacute;quis ao exame f&iacute;sico; 6) servi&ccedil;o de ortopedia para o qual o indiv&iacute;duo estava referenciado.</p>
    <p>Todos os indiv&iacute;duos foram sujeitos ao exame f&iacute;sico. Na aus&ecirc;ncia de assimetrias do tronco ou desvios vis&iacute;veis do r&aacute;quis, os indiv&iacute;duos foram considerados como n&atilde;o tendo escoliose. Para a avalia&ccedil;&atilde;o dos casos com assimetria do tronco assinalada, recorreu-se aos registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos dos indiv&iacute;duos referenciados para o Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o (CHSJ), Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia (CHVNG) e Centro Hospitalar do Porto &ndash; Hospital de Santo Ant&oacute;nio (HSA). Foi feita a medi&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo de Cobb, sendo considerada aus&ecirc;ncia de escoliose quando este era inferior a 10&ordm;.</p>
    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada atrav&eacute;s do SPSS &reg; (vers&atilde;o 21.0). A estat&iacute;stica descritiva foi obtida atrav&eacute;s de m&eacute;dias e desvios padr&atilde;o para vari&aacute;veis cont&iacute;nuas com distribui&ccedil;&atilde;o normal ou medianas e percentis para vari&aacute;veis sem distribui&ccedil;&atilde;o normal e tabelas de conting&ecirc;ncia para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. A compara&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e categ&oacute;ricas foi obtida atrav&eacute;s de testes n&atilde;o param&eacute;tricos, nomeadamente o teste de Kruskal-Wallis e o teste de Mann-Whitney U. A an&aacute;lise comparativa entre vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foi feita atrav&eacute;s do teste qui-quadrado e, quando as assun&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram cumpridas, foi realizado o teste exato de Fisher. Foram considerados como estatisticamente significativos resultados com p&lt;0.05.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do total de 213 elementos eleg&iacute;veis, 63 foram exclu&iacute;dos por n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel determinar, pelos registos cl&iacute;nicos, todos os elementos necess&aacute;rios &agrave; sua adequada caracteriza&ccedil;&atilde;o. A amostra constou, assim, de 150 (70.4%) doentes, com m&eacute;dia de idades (DP) de 15,2 (1,5) anos e com ligeiro predom&iacute;nio do sexo masculino (59,3%). A <a name="topt1"></a><a href="#t1">tabela 1</a> apresenta a estat&iacute;stica descritiva referente &agrave; amostra inclu&iacute;da.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t1.jpg" width="389" height="471" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Considerando o grau de disfun&ccedil;&atilde;o motora, 29,3% dos indiv&iacute;duos apresentava GMFCS I, 19,3% GMFCS II, 12,7% GMFCS III, 12,7% GMFCS IV e 26,0% GMFCS V. No que concerne ao tipo motor da PC, a grande maioria apresentava PC esp&aacute;stica (71,3%), e os restantes tipo misto (12,7%), discin&eacute;tico (10,7%) e at&aacute;xico (5,3%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da PC, a mais frequente foi a tetraplegia (39,3%), seguida da diplegia (34,0%) e hemiplegia (26,7%) (<a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t2.jpg" width="391" height="264" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Da avalia&ccedil;&atilde;o clinica do r&aacute;quis, 73 (48,7%) apresentavam assimetrias. Um total de 34 (22,7%) indiv&iacute;duos apresentava escoliose, sendo 135&ordm; a maior angula&ccedil;&atilde;o registada.</p>
    <p>A preval&ecirc;ncia de escoliose foi de um quarto nos indiv&iacute;duos com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos e de 19.0% do grupo et&aacute;rio dos 16 aos 18 anos. N&atilde;o foram verificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas quanto &agrave; presen&ccedil;a de escoliose entre os 2 grupos et&aacute;rios (p=0,368) (<a name="topt3"></a><a href="#t3">Tabela 3</a>). N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas da distribui&ccedil;&atilde;o das medianas &acirc;ngulo de Cobb dos indiv&iacute;duos com escoliose em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos et&aacute;rios (p=0,466).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t3.jpg" width="391" height="186" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A <a name="topt4"></a><a href="#t4">tabela 4</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o da escoliose de acordo com o sexo. Verifica-se que a preval&ecirc;ncia de escoliose foi significativamente maior no sexo feminino (p=0,014).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t4.jpg" width="392" height="189" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Verificou-se que dois ter&ccedil;os dos adolescentes com escoliose apresentavam GMFCS V (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t5.jpg">Tabela 5</a>). Quando comparado com os restantes n&iacute;veis, a mediana do &acirc;ngulo de Cobb foi significativamente maior no GMFCS V, atingindo o valor m&aacute;ximo medido (135&ordm;) (p&lt;0,001). Verificou-se que o atingimento motor foi significativamente maior nos indiv&iacute;duos com escoliose quando comparados com os indiv&iacute;duos sem escoliose (p&lt;0,001).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t5.jpg">Tabela 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A <a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t6.jpg">tabela 6</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o da escoliose em fun&ccedil;&atilde;o do tipo anat&oacute;mico de PC. Verificou-se que 79,4% dos indiv&iacute;duos com escoliose t&ecirc;m tetraplegia, representando o tipo anat&oacute;mico com mediana de Cobb mais elevada (p=0,006). O valor m&aacute;ximo medido no tipo hemipl&eacute;gico foi 13&ordm; e no tipo dipl&eacute;gico 83&ordm;.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t6.jpg">Tabela 6</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>N&atilde;o foram detetadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os quatro tipos motores quanto &agrave; presen&ccedil;a de escoliose (p=0,182) (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t7.jpg">Tabela 7</a>). Como mostra a <a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>, 75% dos indiv&iacute;duos com tipo esp&aacute;stico tem um &acirc;ngulo de Cobb inferior a &lt;10&ordm;. No entanto, quando considerados apenas os indiv&iacute;duos com escoliose, o tipo esp&aacute;stico apresenta os valores mais heterog&eacute;neos e de maior gravidade, com uma m&eacute;dia de angulo de Cobb mais elevada (69&ordm;), comparada com 54&ordm; no misto, 53&ordm; no discin&eacute;tico e 43&ordm; no at&aacute;xico.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04t7.jpg">Tabela 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a04f1.jpg" width="394" height="403" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Cerca de dois ter&ccedil;os dos adolescentes com escoliose tinham prov&aacute;vel indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (&acirc;ngulo de Cobb &ge;45&ordm;). Do total de 22 (14,7%) indiv&iacute;duos avaliados que apresentavam &acirc;ngulo de Cobb &ge;45&ordm;, todos eles foram classificados em GMFCS IV e V e 21 (95,5%) indiv&iacute;duos apresentavam tetraplegia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Sabe-se da literatura que h&aacute; diversos fatores que influenciam a preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia de escoliose numa popula&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com PC. A defini&ccedil;&atilde;o de escoliose, a idade e estadio de desenvolvimento do indiv&iacute;duo, o tipo motor e o anat&oacute;mico da PC e o grau de compromisso funcional s&atilde;o alguns dos mais estudados. Do conhecimento de tais particularidades epidemiol&oacute;gicas em Portugal, &eacute; poss&iacute;vel melhorar os programas de dete&ccedil;&atilde;o precoce e de estratifica&ccedil;&atilde;o do risco para o aparecimento e progress&atilde;o da escoliose. A popula&ccedil;&atilde;o alvo deste estudo epidemiol&oacute;gico situa-se na faixa et&aacute;ria dos 13 aos 18 anos. Foi calculada a preval&ecirc;ncia de escoliose e investigada a influ&ecirc;ncia pela idade, sexo, tipo de PC e n&iacute;vel de GMFCS.</p>
    <p>A preval&ecirc;ncia de escoliose em crian&ccedil;as e adolescentes com PC pode variar entre 15 e 85%<sup>14</sup>, tendo sido, neste estudo, de 22,7%. Uma das limita&ccedil;&otilde;es para a estimativa e extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados dever&aacute; ser o tamanho reduzido da amostra (n=150).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; de salientar o papel do exame f&iacute;sico na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos indiv&iacute;duos, que detetou 48.7% de casos com assimetria do r&aacute;quis (cerca do dobro da preval&ecirc;ncia da escoliose), constituindo, na maioria deles, a indica&ccedil;&atilde;o para o subsequente estudo radiol&oacute;gico da coluna. Sabe-se da literatura que a sensibilidade do exame f&iacute;sico do r&aacute;quis diminui perante &acirc;ngulos de Cobb &le; 20&ordm;<sup>16</sup>, sendo poss&iacute;vel deduzir que haja indiv&iacute;duos na popula&ccedil;&atilde;o deste estudo com escoliose desconhecida.</p>
    <p>Sabe-se da literatura que existe uma tend&ecirc;ncia para o aumento da preval&ecirc;ncia de escoliose proporcional &agrave; idade.<sup>17</sup>&nbsp;Da distribui&ccedil;&atilde;o da escoliose em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos et&aacute;rios, n&atilde;o foi detetada qualquer diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. A maioria dos indiv&iacute;duos com escoliose tinha entre 13 e 15 anos, com diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia para a metade na faixa et&aacute;ria seguinte. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, nomeadamente cir&uacute;rgica, durante este per&iacute;odo. Ainda assim, n&atilde;o foram identificadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as medianas do &acirc;ngulo de Cobb dos dois grupos et&aacute;rios.</p>
    <p>Na amostra em estudo havia um ligeiro predom&iacute;nio no sexo masculino. Quando analisada a distribui&ccedil;&atilde;o da escoliose em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, foi encontrada uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa, conferindo ao sexo feminino um risco acrescido. Este resultado poder&aacute; estar relacionado com a adolesc&ecirc;ncia mais precoce, caracter&iacute;stica do sexo feminino, per&iacute;odo durante o qual h&aacute; um ritmo de crescimento esquel&eacute;tico mais acelerado e que poder&aacute; propiciar o aparecimento ou agravamento da escoliose.</p>
    <p>Ao contr&aacute;rio do tipo neurol&oacute;gico de PC que n&atilde;o demonstrou ter influ&ecirc;ncia na escoliose, o tipo anat&oacute;mico tetrapl&eacute;gico, definido como o fen&oacute;tipo mais severo, apresenta-se associado &agrave; maioria dos casos de escoliose, com a mediana do &acirc;ngulo de Cobb mais elevada.</p>
    <p>Da mesma forma que est&aacute; descrita em outros estudos, foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o entre escoliose e grau de disfun&ccedil;&atilde;o motora. Ao grupo de indiv&iacute;duos com GMFCS V est&aacute; associado um elevado risco, j&aacute; que representa a maioria dos casos de escoliose e com mediana do &acirc;ngulo de Cobb mais alta. Analisando a preval&ecirc;ncia de escoliose com prov&aacute;vel indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (&acirc;ngulo de Cobb &ge; 45&ordm;), todos os indiv&iacute;duos se encontram classificados em GMFCS IV ou V e a quase todos s&atilde;o do tipo tetrapl&eacute;gico.</p>
    <p>Dos resultados obtidos nesta amostra, real&ccedil;a-se a import&acirc;ncia do tipo anat&oacute;mico de PC e n&iacute;vel de GMFCS para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de escoliose. O tipo anat&oacute;mico tetrapl&eacute;gico e os GMFCS IV e V associam-se a maior probabilidade de in&iacute;cio e progress&atilde;o da escoliose.</p>
    <p>Para o rastreio da escoliose recomenda-se, ent&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica semestral e a avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica anual em todas as faixas et&aacute;rias, com especial aten&ccedil;&atilde;o para os indiv&iacute;duos com GMFCS IV e V e tipo anat&oacute;mico tetrapl&eacute;gico, sendo que o sexo feminino poder&aacute; apresentar desenvolvimento de escoliose mais precoce do que o sexo masculino.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Andrada G, Virella D, Folha T, Gouveia R, Cadete A, J AJ. Relatório do Programa Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral aos 5 anos. Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral aos 5 anos. 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Rosenbaum P, Paneth N, Leviton A, Goldstein M, Bax M, Damiano D. A report: the definition and classification of cerebral palsy April 2006. Developmental medicine and child neurology Supplement. 2007; 109: 8-14</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201400040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Christine C, Dolk H, Platt MJ, Colver A, Prasauskiene A, Krageloh-Mann I. Recommendations from the SCPE collaborative group for defining and classifying cerebral palsy. 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Tsirikos AI, Spielmann P. Spinal deformity in paediatric patients with cerebral palsy. Current Orthopaedics. 2007; 21 (2): 122-134</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201400040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Tsirikos AI. Development and treatment of spinal deformity in patients with cerebral palsy. Indian journal of orthopaedics. 2010; 44 (2): 148-158</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201400040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. 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Scoliosis in a total population of children with cerebral palsy. Spine. 2012; 37 (12): 708-713</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-2122201400040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Fontes S, Alegrete N, Vieira I. Caracterização das alterações vertebrais em crianças com Paralisia Cerebral. Revista Portuguesa Ortopedia e Traumatologia. 2013; 21 (3): 341-348</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201400040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ana Abreu    <br>Unidade de Ortopedia Infantil e Grupo de Coluna    <br>Centro Hospitalar de S. João    <br>Alameda Prof. Hernâni Monteiro    <br>4200-319 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:ateresaabreu@gmail.com">ateresaabreu@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-07-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-09-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-11-10</font></p>     ]]></body><back>
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