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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Deformidade em supinação na paralisia obstétrica do plexo braquial: Resultados do procedimento de Zancolli]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: a supination contracture due to obstetric brachial plexus palsy (OBPP) is rare nowadays and results from muscular imbalance between pronator and supinator muscles. It is a progressive and disabling deformity and when passive reduction is possible, lateral rerouting of the distal biceps is indicated. If there is a ?xed loss of forearm rotation, the interosseous membrane should be released. This study evaluates the Zancolli technique outcome in patients with OBPP supination deformity. Patients and methods: six patients underwent the Zancolli procedure in addition to a release of the interosseous membrane. Postoperative immobilization lasted 4 weeks. The mean age was 4 years old and the mean follow-up was 3.3 years. Results: the mean active pronation improvement was 70 degrees (range 50°-90°). Clinically, there is overall functional improvement of the upper limb. The only recurrence was wrongly indicated to this procedure due to failure of the biceps. Compared to previous studies using the same technique, the age of intervention is low and the active pronation improvement is high. Relatively to other surgical techniques, it presents a low recurrence rate without major complications. The parents are satisfied. Conclusion: biceps rerouting may prevent bone deformity and radial head dislocation. It is therefore associated with better functional results than later surgery procedures. Functional limitation and aesthetic deformity of a supination contracture with OBPP should not be underestimated and the Zancolli procedure presents a good outcome.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia obstétrica do plexo braquial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Deformidade em supinação na paralisia obstétrica do plexo braquial - Resultados do procedimento de Zancolli</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vânia Oliveira<sup>I, II</sup></b>; <b>Nuno Gomes<sup>I, II</sup></b>; <b>Luís Costa<sup>I, II</sup></b>; <b>Alexandre Pereira<sup>I, II</sup></b>; <b>Miguel Trigueiros<sup>I, II</sup></b>; <b>César Silva<sup>I, II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Universidade do Porto. Portugal.<br />II. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar do Porto. Hospital de Santo António. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: a deformidade em supina&ccedil;&atilde;o por paralisia obst&eacute;trica do plexo braquial (POPB) &eacute; atualmente rara e resulta de um desequil&iacute;brio muscular entre pronadores e supinadores. A deformidade &eacute; progressiva e disfuncional e, quando a redu&ccedil;&atilde;o passiva &eacute; poss&iacute;vel, o redireccionamento lateral do tend&atilde;o distal do b&iacute;ceps est&aacute; indicado. Na deformidade fixa do antebra&ccedil;o a membrana inter&oacute;ssea deve ser libertada. Este estudo avalia os resultados do procedimento de Zancolli em doentes com POPB.<br />Doentes e m&eacute;todos: seis doentes com POPB foram submetidos ao procedimento de Zancolli associado &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea e imobiliza&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria por 4 semanas. A idade m&eacute;dia foi de 4 anos, com 3.3 anos de seguimento.<br />Resultados: a prona&ccedil;&atilde;o ativa melhorou em m&eacute;dia 70&deg; (50&deg;-90&deg;). Clinicamente, verifica-se melhoria funcional global do membro superior. A &uacute;nica recidiva foi erradamente indicada para o procedimento por insufici&ecirc;ncia do b&iacute;ceps. Comparativamente com estudos pr&eacute;vios com a mesma t&eacute;cnica, a idade de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; baixa e o ganho de prona&ccedil;&atilde;o ativa elevado. Relativamente a outras t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, a recidiva &eacute; menor e n&atilde;o se registam complica&ccedil;&otilde;es <em>major</em>. Os pais est&atilde;o satisfeitos. <br />Conclus&atilde;o: o procedimento de Zancolli pode prevenir deformidade &oacute;ssea ou luxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial, por isso, em fase precoce esta t&eacute;cnica associa-se a melhores resultados funcionais do que procedimentos cir&uacute;rgicos em fase mais avan&ccedil;ada. A limita&ccedil;&atilde;o funcional e deformidade est&eacute;tica da contractura em supina&ccedil;&atilde;o na POPB s&atilde;o importantes e a t&eacute;cnica de Zancolli apresenta bons resultados.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Paralisia obstétrica do plexo braquial, procedimento de Zancolli, redireccionamento do bíceps, supinação, pronação. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: a supination contracture due to obstetric brachial plexus palsy (OBPP) is rare nowadays and results from muscular imbalance between pronator and supinator muscles. It is a progressive and disabling deformity and when passive reduction is possible, lateral rerouting of the distal biceps is indicated. If there is a ?xed loss of forearm rotation, the interosseous membrane should be released. This study evaluates the Zancolli technique outcome in patients with OBPP supination deformity.<br />Patients and methods: six patients underwent the Zancolli procedure in addition to a release of the interosseous membrane. Postoperative immobilization lasted 4 weeks.&nbsp; The mean age was 4 years old and the mean follow-up was 3.3 years.<br />Results: the mean active pronation improvement was 70 degrees (range 50&deg;-90&deg;). Clinically, there is overall functional improvement of the upper limb. The only recurrence was wrongly indicated to this procedure due to failure of the biceps. Compared to previous studies using the same technique, the age of intervention is low and the active pronation improvement is high. Relatively to other surgical techniques, it presents a low recurrence rate without major complications. The parents are satisfied.<br />Conclusion: biceps rerouting may prevent bone deformity and radial head dislocation. It is therefore associated with better functional results than later surgery procedures. Functional limitation and aesthetic deformity of a supination contracture with OBPP should not be underestimated and the Zancolli procedure presents a good outcome.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Obstetric brachial plexus palsy, Zancolli procedure, biceps rerouting, supination, pronation. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A deformidade em supina&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o pode ter como etiologia a paralisia obst&eacute;trica do plexo braquial (POPB), a poliomielite ou a tetraplegia traum&aacute;tica1-10.&nbsp; Resulta de um desequil&iacute;brio muscular entre agonistas e antagonistas com paralisia dos pronadores, o que condiciona limita&ccedil;&atilde;o funcional e deformidade est&eacute;tica importantes<sup>4,10-12</sup>. No caso da POPB, torna-se evidente aquando da matura&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica.<sup>7,12</sup> Smith et al.7 e Yam et al.<sup>12 </sup>verificaram que antes dessa fase a incompet&ecirc;ncia dos supinadores e a rota&ccedil;&atilde;o interna fixa do ombro levam a uma postura em prona&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o.</p>
    <p>Hoje em dia, a incid&ecirc;ncia da POPB &eacute; reduzida (0.4-2.6/1000 nados)4 e s&oacute; alguns desenvolvem a deformidade em supina&ccedil;&atilde;o (grupos de Narakas II-IV)12, no entanto, o impacto da disfun&ccedil;&atilde;o e est&eacute;tica n&atilde;o devem ser subvalorizados do ponto de visto socioecon&oacute;mico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Clinicamente, estas crian&ccedil;as apresentam diversas deformidades associadas no membro superior: subluxa&ccedil;&atilde;o posterior do ombro, rigidez em flex&atilde;o do cotovelo, extens&atilde;o e desvio em flex&atilde;o cubital do punho, d&eacute;fice de extens&atilde;o dos dedos e deformidade t&iacute;pica da m&atilde;o de pedinte<sup>1,2,9-12</sup>. Com o crescimento, a crian&ccedil;a desenvolve disfun&ccedil;&atilde;o progressiva at&eacute; &agrave; deformidade fixa devido &agrave; severa retra&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea e abaulamento dos ossos do antebra&ccedil;o. Isto pode condicionar subluxa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o radiocubital distal ou luxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial, causadas pelo desequil&iacute;brio muscular e tra&ccedil;&atilde;o antero-proximal do b&iacute;ceps.<sup>1,12</sup></p>
    <p>Seringe e Dubousset5 descreveram 3 estadios progressivos: primeiro deformidade redut&iacute;vel, segundo contractura dos tecidos moles, e terceiro deformidade &oacute;ssea. A corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica deve ser precoce, idealmente no primeiro estadio.</p>
    <p>O tratamento cir&uacute;rgico da deformidade em supina&ccedil;&atilde;o da POPB pode abranger diferentes procedimentos como transfer&ecirc;ncias tendinosas ou corre&ccedil;&atilde;o do eixo de rota&ccedil;&atilde;o com osteotomias desrotat&oacute;rias.<sup>1-10,12-14</sup></p>
    <p>Em 1940, Blount<sup>18 </sup>descreveu a osteoclasia do r&aacute;dio e c&uacute;bito para crian&ccedil;as menores de 3 anos de idade e com boa mobilidade passiva<sup>1,2</sup>. Zaoussis14 em 1963 analisou os resultados da osteotomia desrotat&oacute;ria do r&aacute;dio e, posteriormente, as op&ccedil;&otilde;es de tratamento incluem o redireccionamento tendinoso lateral do b&iacute;ceps ou a osteotomia do r&aacute;dio, em associa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea, e adicionalmente capsuloplastia da articula&ccedil;&atilde;o radiocubital proximal e/ou ressec&ccedil;&atilde;o da tac&iacute;cula radial, se indicado. Atualmente &eacute; consensual que em casos com rigidez por perda completa de rota&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o deve ser realizada a liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea.16</p>
    <p>O procedimento de redireccionamento do tend&atilde;o do b&iacute;ceps foi descrito por Grilli15 em 1959 e modificado por Zancolli<sup>3 </sup>em 1967 associando a liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea. Esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica visa restaurar a fun&ccedil;&atilde;o e corrigir a deformidade. De facto, Zancolli<sup>3 </sup>destacou algumas vantagens deste procedimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; osteotomia radial cl&aacute;ssica ou osteoclasia de ambos os ossos do antebra&ccedil;o: recidiva da deformidade e preven&ccedil;&atilde;o da luxa&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio proximal durante o per&iacute;odo de crescimento; restaurar a prona&ccedil;&atilde;o ativa o que tem impacto na melhoria global da fun&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o; permitir simultaneamente corrigir a luxa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o radiocubital ou ressecar a tac&iacute;cula radial se indicado; e permitir um relacionamento mais anat&oacute;mico do r&aacute;dio e c&uacute;bito, de forma a desenvolver um antebra&ccedil;o esteticamente normal. O procedimento de Zancolli est&aacute; contraindicado no caso de paralisia do tric&iacute;pite, correndo o risco de desenvolver contractura em flex&atilde;o do cotovelo. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; pratic&aacute;vel quando a cabe&ccedil;a do r&aacute;dio foi previamente removida.</p>
    <p>Em 1980 Manske et al.17 descreveram o redireccionamento do bic&iacute;pite associado a osteoclasia percut&acirc;nea. O redireccionamento do tend&atilde;o do braquiorradial associado &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea &eacute; uma t&eacute;cnica alternativa de transfer&ecirc;ncia tendinosa para obter prona&ccedil;&atilde;o ativa do antebra&ccedil;o sem comprometer a fun&ccedil;&atilde;o do cotovelo defendida por Ozkan et al.10. Contrariamente &agrave; t&eacute;cnica de Zancolli, esta pode ser realizada quando existe paralisia do tric&iacute;pite e em doentes com ressec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da tac&iacute;cula radial mas requer que a articula&ccedil;&atilde;o radiocubital proximal e distal sejam est&aacute;veis e congruentes.10</p>
    <p>Atualmente, verifica-se controv&eacute;rsia na literatura no tratamento destes doentes com POPB e deformidade em supina&ccedil;&atilde;o. Existem escassos estudos sobre o assunto (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t1.jpg">Tabela 1</a>) e os resultados do tratamento cir&uacute;rgico destes doentes apresentam melhoria inconsistente da prona&ccedil;&atilde;o ativa (22&ordm;-88.5&ordm;). Verifica-se que os procedimentos &oacute;sseos corrigem a deformidade mas n&atilde;o ganham movimento ativo.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi avaliar a experi&ecirc;ncia do Servi&ccedil;o com o procedimento de Zancolli no tratamento da deformidade em supina&ccedil;&atilde;o em doentes com POPB, rever a literatura e contribuir para a homogeneidade dos resultados desta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliadas retrospectivamente 6 crian&ccedil;as com deformidade em supina&ccedil;&atilde;o por POPB, submetidas a tratamento cir&uacute;rgico entre 2005 e 2011, pelo mesmo cirurgi&atilde;o (C.S.). Pr&eacute;-operatoriamente verificou-se disfun&ccedil;&atilde;o para atividades de vida di&aacute;ria como atingir a boca com a m&atilde;o, comer, beber, cuidados de higiene, pentear ou vestir, e deformidade est&eacute;tica com m&atilde;o de pedinte, consequente impacto social e ansiedade parental.</p>
    <p>Todos os 6 doentes apresentavam rigidez do antebra&ccedil;o com perda completa da prona&ccedil;&atilde;o ativa. A supina&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia pr&eacute;-operat&oacute;ria era 110&deg;. O arco de mobilidade passiva variou entre 0&ordm;-110&ordm; (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As crian&ccedil;as apresentavam deformidades secund&aacute;rias v&aacute;rias: um caso com fraca fun&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite; um caso de insufici&ecirc;ncia funcional severa da m&atilde;o com reduzida capacidade de flex&atilde;o;; um cotovelo r&iacute;gido; e 2 doentes com desequil&iacute;brio dos flexores/extensores do punho.</p>
    <p>A cirurgia teve como objetivo corrigir a deformidade em supina&ccedil;&atilde;o, melhorar a fun&ccedil;&atilde;o global e proporcionar a satisfa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica. Foi realizada em m&eacute;dia aos 4.5 anos (varia&ccedil;&atilde;o 3.5-6), sem deformidade &oacute;ssea ou luxa&ccedil;&atilde;o/subluxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial.</p>
    <p>A deformidade em supina&ccedil;&atilde;o foi unilateral em todos os doentes. A m&eacute;dia de seguimento foi de 3.3 anos (1-6). Quatro doentes haviam sido previamente submetidos a reconstru&ccedil;&atilde;o do plexo braquial com enxerto de nervo sural, pelo mesmo cirurgi&atilde;o. Duas das crian&ccedil;as contavam com outras corre&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas pr&eacute;vias como transfer&ecirc;ncias tendinosas do grande dorsal e redondo maior para o manguito rotador.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnica Cirúrgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em todos os doentes associou-se ao procedimento de Zancolli a liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). O m&uacute;sculo bic&iacute;pite tornou-se pronador ativo ap&oacute;s tenotomia tipo-Z com tensionamento controlado adequado que permitiu o redireccionamento do segmento distal de medial para lateral em torno da cabe&ccedil;a radial e preserva&ccedil;&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05f1.jpg" width="392" height="365" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Todas as crian&ccedil;as ficaram com imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada em prona&ccedil;&atilde;o por 4 semanas. A reabilita&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria consistiu na prona&ccedil;&atilde;o-supina&ccedil;&atilde;o gradual ativa e refor&ccedil;o muscular.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram analisados os seguintes par&acirc;metros: prona&ccedil;&atilde;o e supina&ccedil;&atilde;o ativa e passiva, e registo de complica&ccedil;&otilde;es. O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o foi aferido atrav&eacute;s de question&aacute;rio aos pais sendo definido como &ldquo;excelente&rdquo;, &ldquo;muito bom&rdquo; e &ldquo;razo&aacute;vel&rdquo;.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O arco de mobilidade passivo e ativo de prona&ccedil;&atilde;o-supina&ccedil;&atilde;o de todos os doentes est&aacute; registado na <a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t2.jpg">Tabela 2</a>. A corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica obteve o ganho de prona&ccedil;&atilde;o ativa em m&eacute;dia de 70 graus.</p>
    
<p>N&atilde;o foram registadas complica&ccedil;&otilde;es. A melhoria da prona&ccedil;&atilde;o manteve-se no per&iacute;odo de seguimento excepto em 1 caso com perda de amplitude seguida de recidiva aos 6 anos ap&oacute;s. Todas as crian&ccedil;as excepto 1 est&atilde;o funcionalmente bem na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o apresentando antebra&ccedil;o com postura funcional, arco de prona&ccedil;&atilde;o-supina&ccedil;&atilde;o ativo preservado, flex&atilde;o para atingir a boca, for&ccedil;a de flex&atilde;o do cotovelo preservada, e uso apropriado da m&atilde;o em atividades bimanuais.</p>
    <p>A crian&ccedil;a com recidiva foi submetida a osteotomia de ambos os ossos do antebra&ccedil;o.</p>
    <p>O resultado est&eacute;tico (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>) foi avaliado clinicamente como postura funcional e corre&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de pedinte, capacidade de levar a m&atilde;o &agrave; boca e realizar prona&ccedil;&atilde;o ativa. Os pais reportam que as crian&ccedil;as se tornaram mais interativas socialmente, com ganho de autoconfian&ccedil;a e, tamb&eacute;m por isso, est&atilde;o satisfeitos (4 &ldquo;excelente&rdquo;, 1 &ldquo;bom&rdquo; e 1 &ldquo;razo&aacute;vel&rdquo;) e 100% decidiriam pelo tratamento cir&uacute;rgico outra vez.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05f2.jpg" width="391" height="518" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05f3.jpg" width="396" height="722" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Intervir precocemente evita a progress&atilde;o at&eacute; rigidez e desenvolvimento de deformidades secund&aacute;rias como &oacute;ssea ou subluxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial.</p>
    <p>Neste estudo, a deformidade em supina&ccedil;&atilde;o foi corrigida com sucesso em todos os doentes ap&oacute;s o procedimento de Zancolli apesar de n&atilde;o ter sido alcan&ccedil;ado um arco de mobilidade prona&ccedil;&atilde;o-supina&ccedil;&atilde;o completamente normal em todas as crian&ccedil;as. O ganho m&eacute;dio significativo de prona&ccedil;&atilde;o ativa p&oacute;s-operat&oacute;ria de 70&deg; resulta da interven&ccedil;&atilde;o precoce comparativamente com a literatura (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t1.jpg">Tabela 1</a>), e do curto per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o que permite movimentos passivos precocemente ap&oacute;s a cirurgia. Apesar de na literatura n&atilde;o estar definido qual o per&iacute;odo &oacute;ptimo de imobiliza&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria, as 4 semanas foram definidas pelos autores para minimizar o comprometimento da reabilita&ccedil;&atilde;o funcional ao permitir mobilidade passiva controlada precoce.<sup>9,10,12-14</sup></p>
    
<p>Consideramos que a reconstru&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do plexo braquial com enxerto de nervo sural entre os 4 e 6 meses de idade em 4 doentes tamb&eacute;m contribuiu para os resultados alcan&ccedil;ados.</p>
    <p>Paralelamente, a recupera&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o funcional permite a melhoria significativa na fun&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o com impacto na qualidade de vida.<sup>3,12</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; fundamental assegurar uma tens&atilde;o do b&iacute;ceps adequada durante o procedimento de Zancolli de forma a permitir a extens&atilde;o completa do cotovelo, por um lado, e n&atilde;o perder pot&ecirc;ncia flexora, por outro.3 </p>
    <p>&Eacute; consensual defender-se a corre&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da deformidade do ombro7. J&aacute; a contractura em flex&atilde;o do cotovelo ligeira ou moderada n&atilde;o contraindica o tratamento cir&uacute;rgico do antebra&ccedil;o nestes doentes.9</p>
    <p>Atualmente, verifica-se uma baixa incid&ecirc;ncia da POPB e com resultados dos escassos estudos s&atilde;o inconsistentes (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t1.jpg">Tabela 1</a>) pelo que n&atilde;o se verifica uniformidade nem consenso no tratamento.</p>
    
<p>Seringue e Dubousset<sup>5 </sup>recomendam o redireccionamento do tend&atilde;o do b&iacute;ceps quando pr&eacute;-operatoriamente for poss&iacute;vel obter a corre&ccedil;&atilde;o passiva da prona&ccedil;&atilde;o ou nos casos em que tal &eacute; poss&iacute;vel ap&oacute;s a liberta&ccedil;&atilde;o per-operat&oacute;ria da membrana inter&oacute;ssea. Tamb&eacute;m consideram que a deformidade &oacute;ssea discreta n&atilde;o contraindica o procedimento desde que exista prona&ccedil;&atilde;o passiva. Nos casos em que a deformidade &oacute;ssea &eacute; marcada, com luxa&ccedil;&atilde;o anterior da tac&iacute;cula radial e supina&ccedil;&atilde;o fixa do antebra&ccedil;o, ambos defendem associar o redireccionamento do tend&atilde;o do b&iacute;ceps &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o da membrana inter&oacute;ssea e combinar com osteotomia radial.</p>
    <p>Bahm e Gilbert<sup>1 </sup>publicaram um revis&atilde;o com 40 casos a comparar osteoclasia, osteotomia radial e redireccionamento do tend&atilde;o do b&iacute;ceps. Verificaram que ap&oacute;s o procedimento de Zancolli na idade m&eacute;dia de 7 anos nenhuma crian&ccedil;a desenvolveu deformidade &oacute;ssea ou luxa&ccedil;&atilde;o proximal do r&aacute;dio e registaram um ganho de prona&ccedil;&atilde;o ativa comparativamente menor que o presente estudo, de 22&deg;, que se pode relacionar com a idade superior e fase mais avan&ccedil;ada.</p>
    <p>Relativamente &agrave; melhoria da prona&ccedil;&atilde;o ativa, neste estudo &eacute; elevada quando comparada com a mesma t&eacute;cnica na literatura (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; osteotomia do r&aacute;dio, pode-se verificar que Allende e Gilbert9 e Yam et al.12 apresentam prona&ccedil;&atilde;o ativa superior mas associada a elevada taxa de recidiva. Em an&aacute;lise comparativa com outros procedimentos dos tecidos moles como transfer&ecirc;ncia tendinosa do braquial para o pronador quadrado segundo Bertelli13, com o objetivo de melhorar a prona&ccedil;&atilde;o e minimizar a perda de supina&ccedil;&atilde;o, ou redireccionamento do tend&atilde;o do braquiorradial preconizado por Ozkan et al.10, o ganho de prona&ccedil;&atilde;o ativa com a t&eacute;cnica de Zancolli no presente estudo &eacute; similar ou superior, com nenhuma ou m&iacute;nima perda de supina&ccedil;&atilde;o, excepto no &uacute;nico caso de recidiva. Neste caso, o doente apresentava POPB severa e provavelmente foi erradamente indicado para o procedimento cir&uacute;rgico de Zancolli. A crian&ccedil;a apresentava um b&iacute;ceps insuficiente e, por isso, inadequado para suportar um redireccionamento tendinoso pelo que consideramos que n&atilde;o deveria ter sido submetida a esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica.</p>
    
<p>Em todas as crian&ccedil;as operadas, a fun&ccedil;&atilde;o do membro superior melhorou significativamente ap&oacute;s o procedimento de Zancolli. Al&eacute;m disso, n&atilde;o se verificou deformidade &oacute;ssea ou luxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial. A &uacute;nica recidiva que ocorreu apresentou franca melhoria ap&oacute;s a osteotomia realizada.</p>
    <p>Clinicamente, os bons resultados descritos atingem o objetivo do tratamento e n&atilde;o se verificou nenhum caso com flex&atilde;o r&iacute;gida do cotovelo.</p>
    <p>Este estudo apresenta limita&ccedil;&otilde;es: o car&aacute;ter retrospectivo que inviabiliza a avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria com scores funcionais, a reduzida amostra e a avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos pais dos doentes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O procedimento de Zancolli &eacute; tecnicamente exigente e o resultado expect&aacute;vel &eacute; superior nos casos bem seleccionados.</p>
    <p>O sucesso do tratamento destes doentes tem um impacto socioecon&oacute;mico que n&atilde;o deve ser subestimado.</p>
    <p>A POPB &eacute; rara pelo que a deformidade em supina&ccedil;&atilde;o associada n&atilde;o &eacute; frequente mas a disfun&ccedil;&atilde;o grave e deformidade est&eacute;tica s&atilde;o importantes. A detec&ccedil;&atilde;o precoce &eacute; fundamental para permitir o tratamento adequado na fase inicial. O procedimento de Zancolli apresenta bons resultados funcionais e est&eacute;ticos, com satisfa&ccedil;&atilde;o dos pais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Bahm J, Gilbert A. Surgical correction of supination deformity in children with obstetric brachial plexus palsy. 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J Bone Joint Surg Am. 1967; 49 (7): 1275-1284</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201400040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Shenaq SM, Kim JYS. The Surgical Treatment of Obstetric Brachial Plexus Palsy. Plastic and Reconstructive Surgery. 2004; 113 (4): 54-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201400040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Seringue R, Dubousset JF. Attitude en supination de l'avant-bras d?origine paralytique chez l'enfant. Revue de Chirurgie Orthopédique. 1977; 63: 687-700</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201400040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Aitken J. Deformity of the elbow joint as a sequel to Erb?s obstetric paralysis. J Bone Joint Surg. 1952; 34B: 352-365</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201400040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Smith NC, Rowan P, Benson LJ. Neonatal brachial plexus palsy: outcome of absent biceps function at three months of age. J Bone Joint Surg. 2004; 86-A (10): 2163-2170</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201400040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. William C, Warner JR. Paralytic Disorders. In Canale ST, Beaty JH, editors. Campbell's Operative Orthopaedics. Philadelphia: Mosby/Elsevier Science; 2003. p. 1326-1327.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Allende CA, Gilbert A. Forearm supination deformity after obstetric paralysis. 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Brachialis muscle transfer to the forearm for the treatment of deformities in spastic cerebral palsy. J Hand Surg Eur. 2013; 38 (1): 14-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201400040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Yam A, Fullilove S, Sinisi M, Fox M. The supination deformity and associated deformities of the upper limb in severe birth lesions of the brachial plexus. J Bone J Surg. 2009; 91B: 511-516</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201400040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Bertelli JA. Brachialis muscle transfer to the forearm muscles in obstetric brachial plexus palsy. J Hand Surg Br. 2006; 31B (3): 261-265</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201400040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Zaoussis AL. Osteotomy of the proximal end of the radius for paralytic supination deformity in children. Journal of Bone and Joint Surgery. 1963; 31B (3): 261-265</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201400040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Grilli FP. Il Trapianto del bicipite brachali in funzione pronatoria. Archivo 'Putti'. 12: 359-371</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201400040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Putti V. Anàlisis della triada radiosintomatica degli stati di prelussazione. Chir Org di Mov. 1932; 17: 453-459</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201400040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Manske PR, McCaroll RH, Hale R. Biceps tendon rerouting and percutaneous osteoclasis in the treatment of supination deformity in obstetrical palsy. J Hand Surg. 1980; 5: 153-159</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201400040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Blount WP. Osteoclasis for supination deformities in children. J Bone Joint Surg. 1949; 22: 300-314</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201400040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Vânia Oliveira    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Centro Hospitalar do Porto    <br>Hospital Santo António    <br>Largo Prof. Abel Salazar    <br>4099-001 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:vaniacoliveira@gmail.com">vaniacoliveira@gmail.com</a>    <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-07-16</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-09-30</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-10-21</font></p>     ]]></body><back>
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