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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem na artroplastia total primária da anca]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222014000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222014000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222014000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: a via anterior estrita foi descrita inicialmente por Heuter e Schede, para drenagem de artrite séptica tuberculosa, e utilizada pela primeira vez para artroplastia total da anca por Robert Judet em 1947. Trata-se de uma via minimamente invasiva, já que aborda a anca de uma forma inter-muscular, requerendo uma mínima dissecção. Contudo, não foi um sucesso imediato porque os resultados iniciais não foram tão favoráveis quando comparados com outras vias, pelas dificuldades, particularidades e exigência técnica a ela inerentes, tendo sido abandonada. Contudo, na última década ressurgiu o interesse por esta via de abordagem, intrinsecamente relacionado com o advento da cirurgia minimamente invasiva. Objectivos: avaliar a abordagem anterior directa na artroplastia primária da anca do ponto de vista técnico e clínico. Material e métodos: efectuou-se um estudo retrospectivo entre Fevereiro de 2010 e Maio de 2013 (n=47). Os dados foram colhidos mediante entrevista clínica, consulta de processo clínico, avaliação imagiológica, caracterização dos doentes quanto ao sexo, idade, diagnóstico, lateralidade, tempo de internamento pós-operatório, perdas hemáticas, complicações intra e pós-operatórias, follow-up e satisfação/ outcome com os questionários Harris e Oxford Hip Score. O tratamento estatístico foi feito em SPSS v19.0, com um nível de confiança 95%. Resultados: foram operados 47 doentes, tendo sido feitas 47 artroplastias (35 não cimentadas, 11 cimentadas, 1 híbrida). A etiologia foi coxartrose em todos os casos (43 primária, 4 secundária a necrose avascular da cabeça do fémur). 22 doentes são do sexo masculino e 25 feminino, com a média de idade de 62,4 anos (30-91). A perda média de hemoglobina nas primeiras 24h pós-operatório foi 2,8 g/dL (3 doentes com necessidade de transfusão de 1 unidade de concentrado eritrocitário). O tempo médio de internamento pós-operatório foi de 6 dias (2-15). 4 doentes apresentaram complicações intra-operatórias (fractura iatrogénica), 1 episódio de luxação com descolamento de acetábulo não cimentado ao 15º dia pós-op por traumatismo directo em contexto de queda durante a reabilitação (revisto também por via anterior), 1 revisão ao final de 1 ano por descolamento asséptico de acetábulo não cimentado e 2 casos de hipostesia da face externa da coxa. 1 doente foi excluído do follow-up por morte (por outras causas). O follow-up médio é de 20 meses (1-39). Observou-se um Harris Hip Score com média de 92 (excelente) e Oxford Hip Score 44 (indicativo de funcionamento pleno da articulação). Discussão: como principais limitações do estudo apresentam-se a reduzida dimensão da amostra, a sua natureza retrospectiva, o follow-up curto e a exigência técnica desta via de abordagem, principalmente no tempo de preparação femoral. Os casos que se revestem de maior dificuldade são nos indivíduos do sexo masculino, de baixa estatura, obesos e musculados. Todas as vantagens inerentes à via de abordagem parecem levar a uma reabilitação precoce, com poucas queixas álgicas, levante e início da marcha nas primeiras 24 a 48 horas, melhoria da capacidade funcional (particularmente nas primeiras 6 a 12 semanas), diminuição potencial do tempo de internamento e com consequente redução de custos e satisfação dos doentes. Conclusão: a via anterior estrita, estando descrita há algumas décadas, está a ganhar renovado interesse com o surgimento da cirurgia minimamente invasiva; todavia, são necessários estudos comparativos com amostras de maior dimensão para comprovar estatisticamente o que nos parece evidente da experiência clínica com esta via. É elegante, eficaz e com resultados excelentes ao nível funcional na nossa amostra, e promissores.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: the minimally invasive anterior approach to the hip was first described by Heuter and Schede to drain tuberculous septic arthritis. In 1947, Robert Judet used it for the first time to perform a total hip arthroplasty. Since it is a minimally invasive inter-muscular approach, it requires only minimal blunt dissection. However, the first results were disappoiting when compared to other approaches, because of technical difficultes performing it, being abandoned for a long time. With the recent enthusiasm over minimally invasive surgery, orthopaedic surgeons started to regain interest in this technique. Objectives: to evaluate clinical and technical results of primary total hip arthroplasties performed by the minimally invasive anterior approach. Material and methods: we performed a retrospective study between February 2010 and May 2013 (n=47). Data was collected from clinical interview and process, radiologic evaluation, and the population was characterized by gender, age, diagnosis, side, days of admission post-op, blood loss and complications during surgery and postoperatively. The follow-up and outcomes were measured by Harris and Oxford Hip Scores. Statistical analysis was made in SPSS v19.0, with a confidence level of 95%. Results: during the study period we performed 47 THA in 47 patients (35 non cemented, 11 cemented and 1 hybrid). All patients had hip arthritis (43 primary arthritis, 4 secondary to avascular necrosis of the femoral head). 22 males and 25 females, with a mean age of 62,4 years (30-91). The mean decrease in hemoglobin 24 hours post-op was 2,8 g/dL (3 patients requiring blood transfusion). The patients were admitted in average 6 days postoperative (2-15). 4 patients had intra-operative complications (iatrogenic fracture), 1 had aseptic loosening of the acetabular cup with prosthetic dislocation 15 days post-op after direct blunt trauma (fall during rehabilitation), with revision also by this approach, 1 had a revision surgery 1 year post-op - aseptic loosening of noncemented acetabular cup, and we had also 2 cases of iatrogenic lesion of the lateral cutaneous femoral nerve, with numbness of the external thigh. 1 patient was excluded of the follow-up (death by other causes). The mean follow-up is 20 months (1-39). We found a mean Harris Hip Score of 92 (excellent) and mean Oxford Hip Score of 44 (full function of the prosthetic joint). Discussion: the main limitations to our study are the small dimension of the sample, its retrospective nature, the short follow-up and the technical demand of the approach, especially the femoral exposure. The most difficult cases are male patients, short, obese and with large musculed thigh. The direct anterior approach allows an earlier rehabilitation (getting the patient out of bed after 24-48 hours post-op), less pain, better funcional status (especially in the first 6 to 12 weeks post op), reduction in the days of admission, less costs and enhanced patient satisfaction. Conclusion: the direct anterior approach to the hip is regaining an important role in total hip arthroplasty, even though it has been described decades ago, because more surgeons are now using minimally invasive techniques. However, more studies with larger patient samples are necessary, and also comparative studies with other approaches to the hip, in order to prove statistically our clinical and empirical evidence. Nonetheless, we have a very positive experience with this technique. It it elegant, effective and with excellent functional results in our patients. It is also very promising.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroplastia da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Abordagem na artroplastia total primária da anca</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Manuel Carvalho Simões<sup>I</sup></b>; <b>António Rebelo<sup>I</sup></b>; <b>Renato Soares<sup>I</sup></b>; <b>Thiago Aguiar<sup>I</sup></b>; <b>Luís Tavares<sup>I</sup></b>; <b>João Pedro Raposo<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada. Açores. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: a via anterior estrita foi descrita inicialmente por Heuter e Schede, para drenagem de artrite s&eacute;ptica tuberculosa, e utilizada pela primeira vez para artroplastia total da anca por Robert Judet em 1947. Trata-se de uma via minimamente invasiva, j&aacute; que aborda a anca de uma forma inter-muscular, requerendo uma m&iacute;nima dissec&ccedil;&atilde;o. Contudo, n&atilde;o foi um sucesso imediato porque os resultados iniciais n&atilde;o foram t&atilde;o favor&aacute;veis quando comparados com outras vias, pelas dificuldades, particularidades e exig&ecirc;ncia t&eacute;cnica a ela inerentes, tendo sido abandonada. Contudo, na &uacute;ltima d&eacute;cada ressurgiu o interesse por esta via de abordagem, intrinsecamente relacionado com o advento da cirurgia minimamente invasiva.</p>     <p>Objectivos: avaliar a abordagem anterior directa na artroplastia prim&aacute;ria da anca do ponto de vista t&eacute;cnico e cl&iacute;nico.</p>     <p>Material e m&eacute;todos: efectuou-se um estudo retrospectivo entre Fevereiro de 2010 e Maio de 2013 (n=47). Os dados foram colhidos mediante entrevista cl&iacute;nica, consulta de processo cl&iacute;nico, avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica, caracteriza&ccedil;&atilde;o dos doentes quanto ao sexo, idade, diagn&oacute;stico, lateralidade, tempo de internamento p&oacute;s-operat&oacute;rio, perdas hem&aacute;ticas, complica&ccedil;&otilde;es intra e p&oacute;s-operat&oacute;rias, follow-up e satisfa&ccedil;&atilde;o/ outcome com os question&aacute;rios Harris e Oxford Hip Score. O tratamento estat&iacute;stico foi feito em SPSS v19.0, com um n&iacute;vel de confian&ccedil;a 95%.</p>     <p>Resultados: foram operados 47 doentes, tendo sido feitas 47 artroplastias (35 n&atilde;o cimentadas, 11 cimentadas, 1 h&iacute;brida). A etiologia foi coxartrose em todos os casos (43 prim&aacute;ria, 4 secund&aacute;ria a necrose avascular da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur). 22 doentes s&atilde;o do sexo masculino e 25 feminino, com a m&eacute;dia de idade de 62,4 anos (30-91). A perda m&eacute;dia de hemoglobina nas primeiras 24h p&oacute;s-operat&oacute;rio foi 2,8 g/dL (3 doentes com necessidade de transfus&atilde;o de 1 unidade de concentrado eritrocit&aacute;rio). O tempo m&eacute;dio de internamento p&oacute;s-operat&oacute;rio foi de 6 dias (2-15). 4 doentes apresentaram complica&ccedil;&otilde;es intra-operat&oacute;rias (fractura iatrog&eacute;nica), 1 epis&oacute;dio de luxa&ccedil;&atilde;o com descolamento de acet&aacute;bulo n&atilde;o cimentado ao 15&ordm; dia p&oacute;s-op por traumatismo directo em contexto de queda durante a reabilita&ccedil;&atilde;o (revisto tamb&eacute;m por via anterior), 1 revis&atilde;o ao final de 1 ano por descolamento ass&eacute;ptico de acet&aacute;bulo n&atilde;o cimentado e 2 casos de hipostesia da face externa da coxa. 1 doente foi exclu&iacute;do do follow-up por morte (por outras causas). O follow-up m&eacute;dio &eacute; de 20 meses (1-39). Observou-se um Harris Hip Score com m&eacute;dia de 92 (excelente) e Oxford Hip Score 44 (indicativo de funcionamento pleno da articula&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>Discuss&atilde;o: como principais limita&ccedil;&otilde;es do estudo apresentam-se a reduzida dimens&atilde;o da amostra, a sua natureza retrospectiva, o follow-up curto e a exig&ecirc;ncia t&eacute;cnica desta via de abordagem, principalmente no tempo de prepara&ccedil;&atilde;o femoral. Os casos que se revestem de maior dificuldade s&atilde;o nos indiv&iacute;duos do sexo masculino, de baixa estatura, obesos e musculados. Todas as vantagens inerentes &agrave; via de abordagem parecem levar a uma reabilita&ccedil;&atilde;o precoce, com poucas queixas &aacute;lgicas, levante e in&iacute;cio da marcha nas primeiras 24 a 48 horas, melhoria da capacidade funcional (particularmente nas primeiras 6 a 12 semanas), diminui&ccedil;&atilde;o potencial do tempo de internamento e com consequente redu&ccedil;&atilde;o de custos e satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes.</p>     <p>Conclus&atilde;o: a via anterior estrita, estando descrita h&aacute; algumas d&eacute;cadas, est&aacute; a ganhar renovado interesse com o surgimento da cirurgia minimamente invasiva; todavia, s&atilde;o necess&aacute;rios estudos comparativos com amostras de maior dimens&atilde;o para comprovar estatisticamente o que nos parece evidente da experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica com esta via. &Eacute; elegante, eficaz e com resultados excelentes ao n&iacute;vel funcional na nossa amostra, e promissores. <br /><br /></p>     <p>&nbsp;</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroplastia da anca, Robert Judet, via anterior estrita, cirurgia minimamente invasiva. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction: the minimally invasive anterior approach to the hip was first described by Heuter and Schede to drain tuberculous septic arthritis. In 1947, Robert Judet used it for the first time to perform a total hip arthroplasty. Since it is a minimally invasive inter-muscular approach, it requires only minimal blunt dissection. However, the first results were disappoiting when compared to other approaches, because of technical difficultes performing it, being abandoned for a long time. With the recent enthusiasm over minimally invasive surgery, orthopaedic surgeons started to regain interest in this technique.</p>     <p>Objectives: to evaluate clinical and technical results of primary total hip arthroplasties performed by the minimally invasive anterior approach.</p>     <p>Material and methods: we performed a retrospective study between February 2010 and May 2013 (n=47). Data was collected from clinical interview and process, radiologic evaluation, and the population was characterized by gender, age, diagnosis, side, days of admission post-op, blood loss and complications during surgery and postoperatively. The follow-up and outcomes were measured by Harris and Oxford Hip Scores. Statistical analysis was made in SPSS v19.0, with a confidence level of 95%.</p>     <p>Results: during the study period we performed 47 THA in 47 patients (35 non cemented, 11 cemented and 1 hybrid). All patients had hip arthritis (43 primary arthritis, 4 secondary to avascular necrosis of the femoral head). 22 males and 25 females, with a mean age of 62,4 years (30-91). The mean decrease in hemoglobin 24 hours post-op was 2,8 g/dL (3 patients requiring blood transfusion). The patients were admitted in average 6 days postoperative (2-15). 4 patients had intra-operative complications (iatrogenic fracture), 1 had aseptic loosening of the acetabular cup with prosthetic dislocation 15 days post-op after direct blunt trauma (fall during rehabilitation), with revision also by this approach, 1 had a revision surgery 1 year post-op &ndash; aseptic loosening of noncemented acetabular cup, and we had also 2 cases of iatrogenic lesion of the lateral cutaneous femoral nerve, with numbness of the external thigh. 1 patient was excluded of the follow-up (death by other causes). The mean follow-up is 20 months (1-39). We found a mean Harris Hip Score of 92 (excellent) and mean Oxford Hip Score of 44 (full function of the prosthetic joint).</p>     <p>Discussion: the main limitations to our study are the small dimension of the sample, its retrospective nature, the short follow-up and the technical demand of the approach, especially the femoral exposure. The most difficult cases are male patients, short, obese and with large musculed thigh. The direct anterior approach allows an earlier rehabilitation (getting the patient out of bed after 24-48 hours post-op), less pain, better funcional status (especially in the first 6 to 12 weeks post op), reduction in the days of admission, less costs and enhanced patient satisfaction.</p>     <p>Conclusion: the direct anterior approach to the hip is regaining an important role in total hip arthroplasty, even though it has been described decades ago, because more surgeons are now using minimally invasive techniques. However, more studies with larger patient samples are necessary, and also comparative studies with other approaches to the hip, in order to prove statistically our clinical and empirical evidence. Nonetheless, we have a very positive experience with this technique. It it elegant, effective and with excellent functional results in our patients. It is also very promising.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip arthroplasty, Robert Judet, direct anterior approach, minimally invasive surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A via anterior &eacute; uma via intersticial1 de f&aacute;cil acesso &agrave; anca, que &eacute; uma articula&ccedil;&atilde;o mais superficial no plano anterior da cintura p&eacute;lvica2 e que &eacute; abordada entre dois planos musculares3: o plano superficial, constitu&iacute;do pelos m&uacute;sculos sartorius, inervado pelo nervo femoral, e o m&uacute;sculo tensor da fascia lata, inervado pelo nervo gl&uacute;teo superior; o segundo plano, profundo, constitu&iacute;do pelo m&uacute;sculo rectus femoris, inervado pelo nervo femoral e o m&uacute;sculo gluteus medius, inervado pelo nervo gl&uacute;teo superior (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f1.jpg" width="386" height="369" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Esta via, ao abordar a anca entre ambos os planos musculares, superficial e profundo, respeita tamb&eacute;m o plano internervoso que &eacute; por eles formado3, a conservando o aparelho abdutor e a integridade dos m&uacute;sculos periarticulares da anca.1</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em 25 de Fevereiro de 2010 tr&ecirc;s ortopedistas do Servi&ccedil;o iniciaram a abordagem da anca por via anterior directa na cirurgia da artroplastia total da anca.</p>
    <p>A abordagem da anca por via anterior foi realizada conforme descrita por Michael Leunig<sup>4,5</sup> com o doente posicionado em dec&uacute;bito supino na mesa de tampos radiotransparentes flex&iacute;veis, que ao se baixarem permitem posicionar a anca em 20-30&ordm; de extens&atilde;o, que &eacute; aumentada com a coloca&ccedil;&atilde;o de uma almofada debaixo do sacro6 ou da n&aacute;dega homolateral10, o que pode facilitar a realiza&ccedil;&atilde;o do tempo femoral, o mais exigente desta abordagem.</p>
    <p>A incis&atilde;o cut&acirc;nea &eacute; marcada usando como refer&ecirc;ncias anat&oacute;micas a espinha il&iacute;aca anterosuperior e a cabe&ccedil;a do per&oacute;neo, iniciando-se cerca de 2 cm para distal e para lateral, prolongandose 8-10 cm sobre uma linha imagin&aacute;ria que une aquelas duas estruturas. Realiza-se a incis&atilde;o da fascia lata ligeiramente mais externa em rela&ccedil;&atilde;o ao intervalo muscular e ao nervo cut&acirc;neo femoral lateral, progredindo subfascial para o intervalo entre o tensor da fascia lata e o sartorius e dissec&ccedil;&atilde;o romba at&eacute; &agrave; por&ccedil;&atilde;o anterior da c&aacute;psula articular, tendo em aten&ccedil;&atilde;o os vasos circunflexos, que devem ser identificados e laqueados, se necess&aacute;rio.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ambos os membros inferiores s&atilde;o desinfectados para permitir a mobiliza&ccedil;&atilde;o do membro da anca a operar por cima do membro contralateral (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2 A</a>), figurando um quatro para depois de realizada a osteotomia femoral, fazer-se a excis&atilde;o da c&aacute;psula at&eacute; ao n&iacute;vel do calcar, seguido do posicionamento do membro por baixo do membro oposto, figurando o quatro invertido (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2 B</a>) para separar e excisar a c&aacute;psula aderente ao gluteus medius para exposi&ccedil;&atilde;o anterior do f&eacute;mur com o aux&iacute;lio de um gancho que envolve externamente a di&aacute;fise femoral ao n&iacute;vel do calcar ou dentro do canal medular (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2 C</a>). Na abordagem do acet&aacute;bulo, para melhor exposi&ccedil;&atilde;o, fazemos a sec&ccedil;&atilde;o da por&ccedil;&atilde;o reflectida do recto femoral.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f2.jpg" width="389" height="252" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A ordem de realiza&ccedil;&atilde;o do tempo acetabular antes do tempo femoral pode ser alterada, dependendo do crit&eacute;rio do cirurgi&atilde;o.<sup>4, 5</sup></p>
    <p>Os procedimentos, prepara&ccedil;&atilde;o do tempo acetabular e do tempo femoral exigem a utiliza&ccedil;&atilde;o de afastadores e punhos especiais a que se adaptam as fresas acetabulares e femorais para que se evitem les&otilde;es iatrog&eacute;nicas dos m&uacute;sculos, causa de calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas, fractura do grande troc&acirc;nter e da di&aacute;fise femoral e que permitem uma correcta orienta&ccedil;&atilde;o dos componentes acetabular e femoral (<a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f3.jpg">Figura 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>H&aacute; autores<sup>2,13</sup> que recomendam o uso do intensificador de imagem para constatar correctamente a orienta&ccedil;&atilde;o dos componentes.</p>
    <p>Os restantes procedimentos at&eacute; &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o dos componentes definitivos da pr&oacute;tese s&atilde;o sobrepon&iacute;veis &agrave;s outras vias.</p>
    <p>O posicionamento do doente em dec&uacute;bito supino com ambos os membros inferiores desinfectados permite avaliar na fase de ensaio dos componentes a presen&ccedil;a de dismetria, que pode ser corrigida antes da aplica&ccedil;&atilde;o dos componentes definitivos<sup>4,5</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No per&iacute;odo de Fevereiro de 2010 a Fevereiro de 2013 foram operadas 47 ancas em 47 doentes. As pr&oacute;teses aplicadas foram de 3 casas comerciais - Smith&amp;Nephew, Zimmer &ndash; n&atilde;o cimentadas e DePuy-Johnson - cimentada.</p>
    <p>Foram aplicadas 43 PTA em 43 ancas com artrose prim&aacute;ria e 4 em ancas com artrose secund&aacute;ria a necrose ass&eacute;ptica da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). N&atilde;o tivemos na nossa s&eacute;rie casos de coxartrose por outros diagn&oacute;sticos, nomeadamente etiologia reumatismal, sequela de fractura ou displ&aacute;sicas.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f4.jpg" width="389" height="343" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Neste grupo obtivemos 22 doentes do sexo masculino e 25 do sexo feminino, com uma m&eacute;dia de idade de 62,4 anos (30-91).</p>
    <p>O follow-up m&eacute;dio &eacute; de 20 meses, variando entre 2 e 40 meses.</p>
    <p>As perdas sangu&iacute;neas por esta via n&atilde;o foram registadas, dispensando-nos de aferir se h&aacute; vantagens desta via na redu&ccedil;&atilde;o das perdas em rela&ccedil;&atilde;o a outras vias, como referem alguns autores<sup>6,7</sup>.</p>
    <p>O tempo de internamento ap&oacute;s a cirurgia foi em m&eacute;dia de 6 dias, variando entre 2 e 15. Este factor foi condicionado, muitas vezes, pela limitada disponibilidade de apoio por parte do Servi&ccedil;o de Medicina F&iacute;sica e Reabilita&ccedil;&atilde;o e pelas dificuldades na pr&oacute;pria estrutura familiar dos doentes e Institui&ccedil;&otilde;es no acolhimento destes, n&atilde;o nos permitindo, ent&atilde;o, avaliar a real vantagem desta via na diminui&ccedil;&atilde;o do tempo de internamento em rela&ccedil;&atilde;o a outras abordagens convencionais, como referem alguns autores.<sup>12</sup></p>
    <p>Quando aplicados os scores de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e funcional, observ&aacute;mos um Harris Hip Score m&eacute;dio de 92 (excelente) e um Oxford Hip Score m&eacute;dio de 44 (indicativo de pleno funcionamento da articula&ccedil;&atilde;o).</p>
    <p>Um doente foi exlu&iacute;do do follow-up por morte por outras causas.</p>
    <p>H&aacute; tamb&eacute;m a registar algumas complica&ccedil;&otilde;es:</p>
    <p>- 3 fracturas do grande troc&acirc;nter (Vancouver tipo C2), sendo coaptadas, que consolidaram sem tratamento cir&uacute;rgico dirigido, com evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica positiva e sem repercuss&atilde;o nas actividades de vida di&aacute;ria dos doentes, contudo, 1 evoluiu para pseudartrose, sem repercuss&atilde;o na marcha, sem sinal de Trendelemburg, sem dor e sem interfer&ecirc;ncia nas actividades di&aacute;rias.<br />- 1 fracturas do f&eacute;mur ao n&iacute;vel do calcar (Vancouver tipo C3), com fixa&ccedil;&atilde;o intra-operat&oacute;ria, consolida&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>)<br />    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f5.jpg" width="394" height="760" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>- 1 epis&oacute;dio de luxa&ccedil;&atilde;o (ao 15&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio, traum&aacute;tica &ndash; em contexto de queda da pr&oacute;pria altura durante programa de reabilita&ccedil;&atilde;o, PTA n&atilde;o cimentada), com necessidade de redu&ccedil;&atilde;o sob anestesia geral e revis&atilde;o do componente acetabular (pela mesma via) por descolamento ass&eacute;ptico do mesmo; boa evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e funcional;<br />- 2 les&otilde;es do nervo cut&acirc;neo femoral lateral, com sensa&ccedil;&atilde;o de hipostesia na face externa da coxa<br />- Descolamento ass&eacute;ptico do componente acetabular em pr&oacute;tese n&atilde;o cimentada com revis&atilde;o ao final de 1 ano (pela mesma via) e substitui&ccedil;&atilde;o por c&uacute;pula cimentada, com evolu&ccedil;&atilde;o subsequente favor&aacute;vel.<br />- N&atilde;o se observaram casos de infec&ccedil;&atilde;o superficial ou profunda<br />- 1 caso de calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas (tipo III de Brooker)</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As vantagens da via anterior derivam da integridade do aparelho abdutor e dos m&uacute;sculos periarticulares da anca, que permite uma recupera&ccedil;&atilde;o funcional das actividades de vida di&aacute;rias mais precoce, nomeadamente &agrave;s 6 e 12 semanas<sup>8</sup>, facilitada pela baixa intensidade da dor expect&aacute;vel no p&oacute;s-operat&oacute;rio.Diminui o risco de luxa&ccedil;&atilde;o, facilitando os cuidados de enfermagem aquando das mobiliza&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m o risco de contamina&ccedil;&atilde;o da ferida operat&oacute;ria &eacute; menor por se encontrar afastada do per&iacute;neo e do plano do leito quando o doente se encontra em dec&uacute;bito supino (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). Segundo alguns autores, a perda sangu&iacute;nea &eacute; menor e o tempo de internamento &eacute; mais curto13.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a07f6.jpg" width="391" height="249" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Por outro lado, esta via apresenta tamb&eacute;m vantagens no tratamento das fracturas do colo do f&eacute;mur no doente idoso14, geralmente portador de comorbilidades, que se agravam com a dificuldade em iniciar a recupera&ccedil;&atilde;o funcional que lhe permita voltar &agrave; sua actividade di&aacute;ria pr&eacute;via &agrave; fractura.</p>
    <p>A debilidade e perda de massa muscular nestes doentes, associada ao traumatismo cir&uacute;rgico provocada por uma abordagem transmuscular, que exiga uma repara&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, penaliza a reabilita&ccedil;&atilde;o funcional do doente e aumenta o risco de luxa&ccedil;&atilde;o do implante, o que agrava o progn&oacute;stico vital do doente.</p>
    <p>Algumas das complica&ccedil;&otilde;es no uso desta via de abordagem traduzem a dificuldade na realiza&ccedil;&atilde;o do tempo femoral, nomeadamente exposi&ccedil;&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o do canal medular e coloca&ccedil;&atilde;o do componente femoral correctamente orientado.</p>
    <p>As fracturas do grande troc&acirc;nter e do calcar femoral que tivemos s&atilde;o aquelas que reflectem as nossas dificuldades na realiza&ccedil;&atilde;o do tempo femoral em doentes idosos osteopor&oacute;ticos, doentes de maior &iacute;ndice de massa corporal ou com maior retrac&ccedil;&atilde;o muscular, associado em alguns casos a um relaxamento insuficiente, que procuramos superar com o uso indevido de for&ccedil;a excessiva nos afastadores femorais, para melhorar a sua exposi&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A les&atilde;o do nervo cut&acirc;neo femoral lateral &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o a evitar aquando da abordagem do plano superficial, constitu&iacute;do pelos m&uacute;sculos sartorius e tensor da fascia lata, devendo-se, para a evitar, lateralizar a incis&atilde;o na abordagem do plano superficial.</p>
    <p>H&aacute; autores que preconizam o uso da mesa de trac&ccedil;&atilde;o2 ou outros dispositivos mec&acirc;nicos (ganchos) acoplados lateralmente &agrave; mesa<sup>11,13</sup>, para melhorar a exposi&ccedil;&atilde;o do f&eacute;mur.</p>
    <p>O uso de instrumental especial (afastadores e raspas com offset lateral e anterior) &eacute; fundamental para a realiza&ccedil;&atilde;o de cirurgia de artroplastia da anca por via anterior.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o uso desta via de abordagem, os doentes referiram, em geral, menos dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio e a recupera&ccedil;&atilde;o funcional (levante, sentar e in&iacute;cio de marcha) foi mais r&aacute;pida e com aus&ecirc;ncia de dor; o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o foi superior ao invocado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras vias12.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A via anterior da anca na artroplastia prim&aacute;ria foi descrita por Jean Judet e Robert Judet em 19559.</p>
    <p>V&aacute;rios autores<sup>2,4,5,10</sup> t&ecirc;m publicado nos &uacute;ltimos 20 anos a utiliza&ccedil;&atilde;o da via anterior na artroplastia prim&aacute;ria da anca, acompanhando a crescente popularidade da cirurgia minimamente invasiva, resultado dos desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos em materiais e instrumentos7.</p>
    <p>H&aacute; autores que em v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es reconhecem as vantagens da via anterior, cirurgia minimamente invasiva na artroplastia prim&aacute;ria da anca, quando comparada com as t&eacute;cnicas &ldquo;standard&rdquo; usadas para esta cirurgia8.</p>
    <p>A finalizar queremos ressalvar que este artigo reflecte simplesmente a experi&ecirc;ncia e a validade da via anterior directa na artroplastia prim&aacute;ria da anca realizada por tr&ecirc;s ortopedistas num Servi&ccedil;o de Ortopedia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Hoppenfeld S, deBoer Piet, Lesur E, Nazarian S, Muller ME. Techniques Chirurgicales. Orthopedie-Traumatologie. 44-600. Voies d?abord de la hanche. Paris: Encycl Méd Chir (Elsevier); 1998. p. 1-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201400040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Matta JM, Shahrdar C, Ferguson T. Single-incision Anterior Approach for Total Hip Arthroplasty on an Orthopaedic Table. Clin Orthop Relat Res. 2005; 441: 115-124</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201400040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Hoppenfeld S, deBoer Piet. Surgical Exposures in Orthopaedics ? the Anatomic Approach. 2nd Ed. J.B. Lippincott Company; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201400040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Michael L.  Minimally Invasive Anterior Approach for Total Hip Replacement using Polarstem and EP-FIT Plus Cup.[homepage on the Internet]. Kleos ? Medical Education from Smith-Nephew; 2009; Available from: <a href="http://www.smith-nephew.com/education/resources/" target="_blank">http://www.smith-nephew.com/education/resources/</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Michael L. Minimally Invasive Hip Endoprosthetics. Direct Anterior Approach for Total Hip Replacement[homepage on the Internet]. Kleos ? Medical Education from Smith-Nephew; 03/2013; Available from: <a href="http://www.smith-nephew.com/education/resources/" target="_blank">http://www.smith-nephew.com/education/resources/</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Howell JR, Garbuz D, Duncan C. Minimally Invasive Hip Replacement: rationale, applied anatomy, and instrumentation. Clin Orthop N Am. 2004; 35: 107-118</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201400040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Lesur E. The Anterior Approach. In Pfeil J, Siebert WE, editors. Minimally Invasive Surgery in Total Hip Arthroplasty. Springer Verlag Berlin Heidelberg; 2010. p. 27-45.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Mayr E, Nogler M, Benedetti MG, Kessler O, Reinthaler A, Krismer M, et al. A Prospective Randomized Assessment of Earlier Functional Recovery in THA Patients Treated by Minimally Invasive Anterior Approach: A Gait Analysis Study. Clinical Biomechanics. 2009; 24: 812-818</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Judet J, Judet R. The Use of an Artificial Femoral Head for Arthroplasty of the Hip Joint. J Bone Joint Surg. 1950; 32B: 166-173</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-2122201400040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Kennon R, Keggi J, Zatorski L, Keggi K. Anterior Approach for Total Hip Arthroplasty: Beyond the Minimally Invasive Technique. J Bone and Joint Surg. 2004; 86-A (suppl 2): 91-97</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-2122201400040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Berend K, Lombardi AV, Seng B, Adams J. Enhanced Early Outcomes with the Anterior Supine Intermuscular Approach in Primary Total Hip Arthroplasty. J Bone Joint Surg Am. 2009; 91 (suppl 6): 107-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201400040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Nakata K, Nishikawa M, Yamamoto K, Hirota S, Yoshikawa H. A Clinical Comparative Study of the Direct Anterior with Mini- Posterior Approach: Two Consecutive Series. J of Arthroplasty. 2009; 24: 698-704</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-2122201400040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Vail TP, Mariani EM, Bourne MH, Berger RA, Meneghini RM. Approaches in Primary Total Hip Arthroplasty. J Bone Joint Surg Am. 2009; 91 (suppl 5): 10-12</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201400040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Ferguson T, Eastman J. Anterior Approach Hip Arthroplasty: a Novel Technique in the Management of Femoral Neck Fractures. Current Orthop Practice. 2011; 22: 39-45</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201400040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Manuel Carvalho Simões    <br>R. Dr. João Bernardo Oliveira Rodrigues, 9    <br>Ponta Delgada    <br>Açores    <br>Portugal    <br><a href="mailto:raposo.jp@gmail.com">raposo.jp@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-07-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-01-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-01-02</font></p>    ]]></body>
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