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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Método de Papineau Uma opção válida no tratamento da osteomielite e/ou pseudartrose infetada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Infected pseudarthrosis remains a challenging problem to treat. Papineau grafting or open cancellous bone grafting was initially described 40 years ago for the management of chronic osteomyelitis, this technique remains helpful alone or in association with other methods - Ilizarov. Objective: A clinical case report of a tibial pseudarthrosis caused by infection that after radical debridement leads to a major bone defect that we successful applied the Papineau grafting. Simultaneously we provide a review of the current evidence. Clinical case: The authors report a case of a 38 years old woman who suffered a complex and open fracture of the right ankle, initially treated with external fixator and empirical antibiotic therapy. Unfortunately, developed a tibial osteomyelitis caused by Enterococcus cloacae. The Papineau’s technique was applied in order to clean the infection and the defect resulting from debridement was filled with autograft. Discussion and Results: Although minor modifications have been made to the original protocol, as described by Papineau, the main stages of the procedure have been largely preserved. The 3 stages of protocol include debridement of necrotic or infected tissue, open cancellous bone grafting and soft tissue coverage, with secondary intention healing. In this case of post-traumatic osteomyelitis and nonunion, the authors applied the technique of Papineau as a technique of salvation, which have eliminated the infection and achieved bone fusion. Conclusions: Papineau’s procedure is a safe and simple salvage procedure and remains an excellent option for treating difficult infected nonunion of the tibia in the selected indications.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Método de Papineau Uma opção válida no tratamento da osteomielite e/ou pseudartrose infetada</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Neves<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Amílcar Araújo<sup>I</sup></b>; <b>Mafalda Batista<sup>I</sup></b>; <b>Mónica Vasconcelos<sup>I</sup></b>; <b>Catarina Bispo<sup>I</sup></b>; <b>Francisco André<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Fachada<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital Ortopédico Sant?Iago do Outão. Centro Hospitalar de Setúbal. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A pseudartrose de etiologia infecciosa constitui um desafio e problema ortop&eacute;dico de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o. Decorridos mais de 40 anos sobre a primeira descri&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de Papineau para o tratamento da osteomielite cr&oacute;nica, esta mantem toda a sua utilidade aliada ou n&atilde;o a outros m&eacute;todos &ndash; Ilizarov.</p>     <p>Objectivo: Relato de um caso de pseudartrose infectada da t&iacute;bia distal em que foi aplicado, com sucesso terap&ecirc;utico, o m&eacute;todo de Papineau. Simultaneamente procedeu-se a uma revis&atilde;o da literatura sobre esta tem&aacute;tica.</p>     <p>Caso Cl&iacute;nico: Os autores reportam um caso cl&iacute;nico de uma mulher de 38 anos que sofreu uma fractura complexa e exposta do tornozelo direito, inicialmente estabilizada com fixador externo e feita cobertura antibi&oacute;tica emp&iacute;rica. Desenvolveu uma osteomielite da t&iacute;bia causada por Enterococcus cloacae. Foi aplicada a t&eacute;cnica de Papineau para debelar a osteomielite, sendo preenchido o defeito resultante do desbridamento com enxerto aut&oacute;logo, contribuindo para a consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</p>     <p>Discuss&atilde;o e Resultados: Apesar de ao longo dos anos surgirem pequenas modifica&ccedil;&otilde;es do protocolo original descrito por Papineau, as principais fases do m&eacute;todos foram em grande parte preservadas. Os tr&ecirc;s est&aacute;gios do protocolo incluem o desbridamento de tecido necr&oacute;tico ou infectado, enxerto &oacute;sseo esponjoso e cobertura de tecido mole, cicatriza&ccedil;&atilde;o por segunda inten&ccedil;&atilde;o. Neste caso de osteomielite e pseudartrose p&oacute;s-traum&aacute;tica, o m&eacute;todo de Papineau foi aplicado como t&eacute;cnica de salva&ccedil;&atilde;o, que proporcionou erradicar a infec&ccedil;&atilde;o e obter consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</p>     <p>Conclus&atilde;o: O m&eacute;todo de Papineau &eacute; uma t&eacute;cnica segura e simples, de salva&ccedil;&atilde;o e permanece uma excelente op&ccedil;&atilde;o no tratamento de casos dif&iacute;ceis de osteomielite cr&oacute;nica ou pseudartrose infectada, em doentes devidamente seleccionados.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Papineau, osteomielite, pseudartrose, infecção, enxerto ósseo esponjoso. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction: Infected pseudarthrosis remains a challenging problem to treat. Papineau grafting or open cancellous bone grafting was initially described 40 years ago for the management of chronic osteomyelitis, this technique remains helpful alone or in association with other methods &ndash; Ilizarov.</p>     <p>Objective: A clinical case report of a tibial pseudarthrosis caused by infection that after radical debridement leads to a major bone defect that we successful applied the Papineau grafting. Simultaneously we provide a review of the current evidence.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Clinical case: The authors report a case of a 38 years old woman who suffered a complex and open fracture of the right ankle, initially treated with external fixator and empirical antibiotic therapy. Unfortunately, developed a tibial osteomyelitis caused by Enterococcus cloacae. The Papineau&rsquo;s technique was applied in order to clean the infection and the defect resulting from debridement was filled with autograft.</p>     <p>Discussion and Results: Although minor modifications have been made to the original protocol, as described by Papineau, the main stages of the procedure have been largely preserved. The 3 stages of protocol include debridement of necrotic or infected tissue, open cancellous bone grafting and soft tissue coverage, with secondary intention healing. In this case of post-traumatic osteomyelitis and nonunion, the authors applied the technique of Papineau as a technique of salvation, which have eliminated the infection and achieved bone fusion.</p>     <p>Conclusions: Papineau&rsquo;s procedure is a safe and simple salvage procedure and remains an excellent option for treating difficult infected nonunion of the tibia in the selected indications.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Papineau, osteomyelitis, Pseudarthrosis, Infection, open cancellous bone grafting. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar da exist&ecirc;ncia de modernas t&eacute;cnicas e avan&ccedil;os na terapia antimicrobiana, a osteomielite, em particular a n&atilde;o-uni&atilde;o e/ou pseudartrose infectada da t&iacute;bia permanece um problema de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o e um desafio ao ortopedista1.</p>
    <p>Ap&oacute;s a segunda Guerra Mundial, com o advento dos antibi&oacute;ticos, houve progresso no tratamento de feridas infectadas. As partes moles respondiam bem ao medicamento, por&eacute;m n&atilde;o ocorria o mesmo com o tecido &oacute;sseo infectado.</p>
    <p>Na literatura<sup>1,2,3,4</sup> encontramos v&aacute;rios protocolos descritos para o tratamento de fracturas expostas das extremidades inferiores que genericamente incluem: desbridamento precoce e agressivo de tecido necr&oacute;tico, estabiliza&ccedil;&atilde;o da fractura (habitualmente com fixador externo), cobertura dos tecidos moles com retalho muscular e uma reconstru&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea sequencial.</p>
    <p>Para a reconstru&ccedil;&atilde;o dos defeitos &oacute;sseos, v&aacute;rias t&eacute;cnicas foram descritas incluindo: enxerto &oacute;sseo esponjoso aberto pela t&eacute;cnica de Papineau, transporte &oacute;sseo usando Ilizarov e enxerto &oacute;sseo vascularizado.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1979, Papineau e seus colaboradores<sup>2,3,4</sup>, publicou um estudo de seguimento de pacientes com osteomielite cr&oacute;nica. Realizava o desbridamento e limpeza da zona &oacute;ssea infectada com preserva&ccedil;&atilde;o da cortical posterior num primeiro tempo operat&oacute;rio.</p>
    <p>Deixava a ferida aberta de sete a 14 dias, preenchia a cavidade com enxerto esponjoso e realizava a &ldquo;petaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; cortical num segundo tempo. Depois da forma&ccedil;&atilde;o de tecido de granula&ccedil;&atilde;o, promovia a cobertura cut&acirc;nea em 3&ordm; tempo.</p>
    <p>Na literatura encontramos algumas descri&ccedil;&otilde;es de modifica&ccedil;&otilde;es &agrave; t&eacute;cnica original, seja a sua simplica&ccedil;&atilde;o8 em &uacute;nico est&aacute;dio de tratamento (Protocolo de Cardiff), seja a utiliza&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria de cimento descrito por Masquelet6 ou, mais recentemente, o uso de vacuoterapia aplicado por Archdeacon5.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os autores relatam um caso cl&iacute;nico de uma mulher de 38 anos, que sofreu uma queda de bicicleta em piso de gravilha, de que resultou fractura complexa e exposta da t&iacute;bia e per&oacute;nio distais &ndash; grau IIIA de Gustillo &amp; Anderson, em 30 de Abril de 2013 (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figuras 1A e 1B</a>). Foi tratada prontamente no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, seguindo o protocolo de fracturas expostas do servi&ccedil;o, que genericamente consiste em: abundante lavagem com soro fisiol&oacute;gico, antibioterapia endovenosa emp&iacute;rica com cefalozina e gentamicina, estabiliza&ccedil;&atilde;o da fractura com fixador externo (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2A e 2B</a>) e cobertura prim&aacute;ria do defeito quando poss&iacute;vel. Ao 10&ordm; dia de p&oacute;s-operat&oacute;rio verificou-se intenso cheiro f&eacute;tido com importante deisc&ecirc;ncia da ferida operat&oacute;ria, tendo sido colhido exsudado purulento para an&aacute;lise microbiol&oacute;gica e efectuada uma primeira limpeza cir&uacute;rgica. O agente etiol&oacute;gico identificado foi Enterococcus cloacae, conhecidamente como um agente altamente destrutivo para os tecidos moles. A antibioterapia foi dirigida, de acordo com teste de sensibilidade, para vancomicina mais gentamicina. Face ao defeito cut&acirc;neo resultante da limpeza cir&uacute;rgica com cerca de 5 cm por 7 cm com exposi&ccedil;&atilde;o da vertente interna da t&iacute;bia foi feito penso com Cronocol (R) numa primeira fase. Ap&oacute;s incipiente cobertura do osso com tecido granula&ccedil;&atilde;o, foi tomada a decis&atilde;o de uso de vacuoterapia em sistema fechado (em junho de 2013) com expressiva melhoria, controle da infec&ccedil;&atilde;o e crescimento de tecido de granula&ccedil;&atilde;o (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figuras 3A e 3B</a>). Posteriormente, 4 semanas ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o de fixador externo e uso de imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada com sand&aacute;lia de carga, registou-se o ressurgimento de novo trajecto fistuloso, denunciando persist&ecirc;ncia da osteomielite, o que motivou novo internamento.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f1.jpg" width="389" height="381" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f2.jpg" width="389" height="295" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f3.jpg" width="390" height="259" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio efectuado com tomografia computorizada confirmou a pseudartrose e persist&ecirc;ncia de osteomielite (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figuras 4A e 4B</a>) pelo que foi tomada a decis&atilde;o de aplicar o m&eacute;todo de Papineau. Assim, efectuou-se em Agosto de 2013 o 1&ordm; tempo da t&eacute;cnica de Papineau, um novo desbridamento cir&uacute;rgico (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>), mais radical e tendo em conta a n&atilde;o uni&atilde;o &oacute;ssea e o tamanho do defeito &oacute;sseo criado no ter&ccedil;o distal da t&iacute;bia procedeu-se nova estabiliza&ccedil;&atilde;o com fixador externo monoplanar (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). A cavidade criada foi preenchida com gazes gordas humedecidas, sendo o penso feito com uma periodicidade de 3 dias.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f4.jpg" width="390" height="356" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f5.jpg" width="390" height="338" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f6.jpg" width="394" height="828" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Em outubro de 2013, avan&ccedil;ou-se para o 2&ordm; tempo, tendo colhido quantidade apreci&aacute;vel de enxerto esponjoso das cristas il&iacute;acas por via posterior para preenchimento do defeito (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>). Em Dezembro de 2013, verificou-se, que apesar da boa evolu&ccedil;&atilde;o da cicatriza&ccedil;&atilde;o por segunda inten&ccedil;&atilde;o com abundante tecido de granula&ccedil;&atilde;o, era necess&aacute;rio proceder a colheita de enxerto livre de pele para encerramento final (3&ordm; tempo). O fixador externo foi removido em mar&ccedil;o de 2014 na presen&ccedil;a de evid&ecirc;ncia cl&iacute;nico-radiol&oacute;gica de consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f7.jpg" width="392" height="272" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f8.jpg" width="395" height="335" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>De momento a doente encontra-se aut&oacute;noma na marcha, apresentando 30&ordm; de flex&atilde;o plantar, 15&ordm; de dorsiflex&atilde;o, sem limita&ccedil;&otilde;es na invers&atilde;o e/ou evers&atilde;o (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>). Resumindo apresenta na escala funcional AOFAS uma pontua&ccedil;&atilde;o de 77.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v22n4/22n4a12f9.jpg" width="393" height="186" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Neste artigo revemos a aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de Papineau<sup>2,3,4</sup> em um caso de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o de osteomielite p&oacute;s-traum&aacute;tica refract&aacute;ria ao tratamento antibi&oacute;tico. Na presen&ccedil;a de um defeito &oacute;sseo consider&aacute;vel ap&oacute;s limpeza de todo o tecido infectado e necr&oacute;tico, foi necess&aacute;ria estabiliza&ccedil;&atilde;o com fixador externo, seguida do preenchimento da loca com enxerto aut&oacute;logo e evolu&ccedil;&atilde;o cicatricial da ferida por segunda inten&ccedil;&atilde;o, embora com necessidade de finalizar com enxerto de pele. Aos 8 meses de seguimento ap&oacute;s finaliza&ccedil;&atilde;o do tratamento n&atilde;o existem sinais de recidiva da infec&ccedil;&atilde;o e a doente retomou a marcha sem qualquer auxiliar, apresentando uma pontua&ccedil;&atilde;o de 77 de acordo com a escala funcional AOFAS.</p>
    <p>Archdeacon &amp; Messerchmitt6 publicaram em 2006 uma modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de Papineau acrescentando a vacuoterapia em sistema fechado, em substitui&ccedil;&atilde;o das gazes gordas humedecidas da t&eacute;cnica cl&aacute;ssica. Sempre ap&oacute;s um adequado desbridamento, &eacute; introduzida na cavidade uma esponja do sistema de v&aacute;cuo por intervalos de 48 a 96 horas at&eacute; obten&ccedil;&atilde;o de um leito de ferida limpo, com tecido de granula&ccedil;&atilde;o evidente. Mantem-se o princ&iacute;pio da cicatriza&ccedil;&atilde;o por segunda inten&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Uma t&eacute;cnica alternativa foi descrita por Masquelet7 baseada no conceito de membrana e processada em dois est&aacute;gios, em que no primeiro se procede igualmente ao desbridamento radical mas se interp&otilde;e cimento no defeito criado. O espa&ccedil;ador de cimento tem assim dois prop&oacute;sitos, um mec&acirc;nico e outro biol&oacute;gico, confere estabilidade e previne o crescimento de tecido fibroso na cavidade.</p>
    <p>Pela reac&ccedil;&atilde;o de corpo estranho que cria, induz a forma&ccedil;&atilde;o de uma membrana pseudosinovial, ricas em neovasos libertadores de factores de crescimento osteog&eacute;nicos, que servir&aacute; de receptor ao enxerto &oacute;sseo num segundo est&aacute;gio e tamb&eacute;m prevenir&aacute; a sua reabsor&ccedil;&atilde;o. O espa&ccedil;ador &eacute; removido por volta das 6 semanas e se poss&iacute;vel ap&oacute;s preenchimento da cavidade com enxerto se procede ao encerramento da ferida.</p>
    <p>No dom&iacute;nio das complica&ccedil;&otilde;es<sup>1,2,3,5</sup>, encontramos a infec&ccedil;&atilde;o superficial e deisc&ecirc;ncia nos retalhos, na maioria das vezes em doentes diab&eacute;ticos ou fumadores4, reconhecidamente dois factores de risco.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A t&eacute;cnica de Papineau permanece uma ferramenta &uacute;til no arsenal terap&ecirc;utico de casos complexos de osteomielite recorrente e falha na cobertura de tecidos moles, seja a cobertura directa sejam retalhos vascularizados.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na nossa experi&ecirc;ncia, um extenso desbridamento cir&uacute;rgico &oacute;sseo constitui o passo mais importante da cirurgia independentemente do tamanho do defeito resultante. A remo&ccedil;&atilde;o de tecido necr&oacute;tico, peri&oacute;steo avascular e tecido cicatricial fibr&oacute;tico &eacute; absolutamente necess&aacute;rio para o sucesso da interven&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Um adequado esclarecimento e compreens&atilde;o do plano terap&ecirc;utico, na sua globalidade por parte do doente, &eacute; um imperativo para o sucesso terap&ecirc;utico, bem como a exist&ecirc;ncia de um aporte vascular que permita uma adequada resposta ao est&iacute;mulo osteog&eacute;nico e cicatricial.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Asomugha EU, Alexander IJ. Papineau open cancellous bone grafting for chronic osteomyelitis and infected nonunions of the distal lower extremity. Techniques in Foot & Ankle Surgery. 2014; 13 (2): 108-117</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201400040001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Papineau LJ. Excision-graft with deliberately delayed closing in chronic osteomyelitis. Nouv Presse Med. 1973; 2: 2753-2755</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201400040001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Polyzois VD. Osteogenesis and Papineau technique for an open fracture management of the distal lower extremity. Clin Podiatr Med Surg. 2010; 27: 463-467</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-2122201400040001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Polyzois VD, Galanakos S, Tsiampa VA. The use of Papineau technique for the treatment of diabetic and non-diabetic lower extremity pseudoarthrosis and chronic osteomyelitis. Diabet Foot Ankle. 2011; 2: 5920</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201400040001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Beals RK.  The treatment of chronic open osteomyelitis of the tibia in adults. Clin Orthop Rel Res. 2002; 433: 212-217</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201400040001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Archdeacon MT, Messerschmitt P. Modern Papineau technique with vacuum-assisted closure. Journal of Orthopaecis Trauma. 2006; 20: 134-137</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201400040001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Giannoudis PV, Omar F, Goff T. Masquelet technique for the treatment of bone defects: tips-tricks and future directions. Injury. 2011; 42: 591-598</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201400040001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Edwars G, Hall A, Morgan-Jones R. Modified Papineau procedure: the Cardiff Protocol. Journal of Bone and Joint Surgery. 2012; 94-B: 51</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201400040001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Neves    <br>Hospital Ortopédico Sant?Iago do Outão    <br>Centro Hospitalar de Setúbal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Senhor Anunciada    <br>2900 180 Setúbal    <br>Portugal    <br><a href="mailto:jneves13956@hotmail.com">jneves13956@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-09-13</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-01-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-01-02</font></p>     ]]></body><back>
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