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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hemiartroplastia do ombro no tratamento de fraturas proximais do úmero]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: A large proportion of proximal humeral fractures can be treated conservatively; however more complex fractures often require surgical treatment. The hemiarthroplasty (HA) is used in cases where the anatomical reduction of the fracture by internal fixation is not possible or when the vasculature of the humeral head has been compromised. The objective of this work is to present the casuistic of our Department and the clinical evaluation of patients undergoing HA fracture of the proximal humerus, with a minimum follow-up of 2 years. Methods: Between 2001 and 2011, were performed 59 HA for proximal humerus fracture, of which 45 patients were included. Retrospective analysis of clinical notes and clinical assessment of patients were performed. Statistical analysis of the variables through SPSSv20 software. Results: The 45 cases of patients receiving HA were reviewed, with an average follow up of 77 months. The average antepulsion was 88,6º and the average abduction 64,4º. The average values of the Constant score and ASES were, respectively, 47.0 and 49.3 points. There was at least one complication in 62% of patients. In these, the value of Constant was lower, with statistical significance (p = 0.024). 80% of patients report being satisfied or very satisfied with the results of surgery. Conclusions: HA is a valid option in the treatment of complex fractures of the proximal humerus, and pain relief is expected in most patients. However, obtaining good functional results is dependent on the correct reconstruction of the tuberosities. It is essential to perform a preoperative evaluation of the patient and of the characteristics of the fracture, to assist in choosing the best treatment option.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hemiartroplastia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Hemiartroplastia do ombro no tratamento de fraturas proximais do úmero</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Antunes<sup>I</sup></b>; <b>Herculano Nascimento<sup>I</sup></b>; <b>António Miranda<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: A maioria das fraturas proximais do &uacute;mero pode ser tratada conservadoramente; no entanto as fraturas mais complexas exigem geralmente tratamento cir&uacute;rgico. A hemiartroplastia (HA) &eacute; utilizada nos casos em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da fratura atrav&eacute;s da osteoss&iacute;ntese ou quando a vasculariza&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a umeral foi comprometida. O objetivo deste trabalho &eacute; apresentar a casu&iacute;stica do Servi&ccedil;o e a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes submetidos a HA por fratura do &uacute;mero proximal, com um seguimento m&iacute;nimo de 2 anos.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Entre 2001 e 2011, foram realizadas 59 HA por fratura proximal do &uacute;mero, tendo sido inclu&iacute;dos 45 doentes. Realizada an&aacute;lise retrospetiva dos processos e avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes. An&aacute;lise estat&iacute;stica das vari&aacute;veis atrav&eacute;s do software SPSSv20.</p>     <p>Resultados: Foram revistos os casos de 45 doentes submetidos a HA, com um seguimento m&eacute;dio de 77 meses. A antepuls&atilde;o m&eacute;dia foi de 88,6&ordm; e a abdu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 64,4&ordm;. Os valores m&eacute;dios do score Constant e ASES foram, respetivamente, 47,0 e 49,3 pontos. Ocorreu pelo menos uma complica&ccedil;&atilde;o em 62% dos doentes. Nestes, o valor do Constant foi inferior, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p=0,024). 80% dos doentes referem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com os resultados da cirurgia.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A HA &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida no tratamento de fraturas complexas do &uacute;mero proximal, sendo expect&aacute;vel um al&iacute;vio da dor na maioria dos pacientes. No entanto, a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados funcionais est&aacute; dependente da correta reconstru&ccedil;&atilde;o das tuberosidades. &Eacute; essencial uma avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria do paciente e caracter&iacute;sticas da fratura, para uma melhor escolha da op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Hemiartroplastia, ombro, fratura proximal úmero. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: A large proportion of proximal humeral fractures can be treated conservatively; however more complex fractures often require surgical treatment. The hemiarthroplasty (HA) is used in cases where the anatomical reduction of the fracture by internal fixation is not possible or when the vasculature of the humeral head has been compromised. The objective of this work is to present the casuistic of our Department and the clinical evaluation of patients undergoing HA fracture of the proximal humerus, with a minimum follow-up of 2 years.</p>     <p>Methods: Between 2001 and 2011, were performed 59 HA for proximal humerus fracture, of which 45 patients were included. Retrospective analysis of clinical notes and clinical assessment of patients were performed. Statistical analysis of the variables through SPSSv20 software.</p>     <p>Results: The 45 cases of patients receiving HA were reviewed, with an average follow up of 77 months. The average antepulsion was 88,6&ordm; and the average abduction 64,4&ordm;. The average values of the Constant score and ASES were, respectively, 47.0 and 49.3 points. There was at least one complication in 62% of patients. In these, the value of Constant was lower, with statistical significance (p = 0.024). 80% of patients report being satisfied or very satisfied with the results of surgery.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusions: HA is a valid option in the treatment of complex fractures of the proximal humerus, and pain relief is expected in most patients. However, obtaining good functional results is dependent on the correct reconstruction of the tuberosities. It is essential to perform a preoperative evaluation of the patient and of the characteristics of the fracture, to assist in choosing the best treatment option.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hemiarthroplasty, shoulder, proximal humeral fracture. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas proximais do &uacute;mero representam cerca de 4 a 5% de todas as fraturas, ocorrendo numa distribui&ccedil;&atilde;o bimodal, no idoso ap&oacute;s trauma de baixa energia e no adulto jovem como consequ&ecirc;ncia de traumatismo de alta energia. A incid&ecirc;ncia deste tipo de fraturas tem aumentado nos &uacute;ltimos anos, em parte devido ao envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Existem variados sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o das fraturas proximais do &uacute;mero. A classifica&ccedil;&atilde;o de Neer , criada a partir da classifica&ccedil;&atilde;o anteriormente proposta por Codman , &eacute; a mais utilizada em todo o mundo. Estes autores dividiram o &uacute;mero em 4 partes: superf&iacute;cie articular da cabe&ccedil;a umeral, grande tuberosidade, pequena tuberosidade e colo cir&uacute;rgico.</p>
    <p>Neer definiu cada parte da fratura como sendo um fragmento com um desvio superior a 1 cm ou com angula&ccedil;&atilde;o superior a 45&ordm;.</p>
    <p>As fraturas impactadas em valgus merecem uma considera&ccedil;&atilde;o especial. Este tipo de fratura tipicamente preserva os tecidos moles mediais, deixando por isso intacta a vasculariza&ccedil;&atilde;o que nutre a cabe&ccedil;a umeral.</p>
    <p>&Eacute; importante avaliar as caracter&iacute;sticas do doente e da fratura no momento de optar pelo melhor m&eacute;todo de tratamento. A maioria das fraturas proximais do &uacute;mero, com desvio m&iacute;nimo, pode ser tratada com sucesso de forma conservadora. No entanto, a op&ccedil;&atilde;o ideal nas fraturas desviadas e/ou de padr&atilde;o mais complexo permanece controversa.</p>
    <p>O ortopedista tem ao seu dispor v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas: osteoss&iacute;ntese, preferencialmente com placas bloqueadas, hemiartroplastia ou artroplastia total invertida.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pr&oacute;tese de Neer<sup>4</sup> foi a primeira a ser utilizada no tratamento de uma fratura umeral. Ao longo dos anos, o design das pr&oacute;teses foi evoluindo: inicialmente implantes monobloco, foram depois desenvolvidas as pr&oacute;teses modulares, que ofereceram a possibilidade de escolha do offset, retrovers&atilde;o ou altura da cabe&ccedil;a umeral, promovendo uma melhor fun&ccedil;&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos, surgiram implantes desenhados especificamente para o tratamento de fraturas, facilitando a recoloca&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o das tuberosidades na sua posi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica.</p>
    <p>A hemiartroplastia &eacute; tipicamente utilizada nos casos em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da fratura atrav&eacute;s da osteoss&iacute;ntese, seja devido &agrave; cominu&ccedil;&atilde;o da fratura ou &agrave; m&aacute; qualidade &oacute;ssea, ou quando existe evid&ecirc;ncia que o aporte vascular para a cabe&ccedil;a umeral foi significativamente comprometido.</p>
    <p>As indica&ccedil;&otilde;es cl&aacute;ssicas da hemiartroplastia s&atilde;o fraturas em 4 partes, fraturas-luxa&ccedil;&atilde;o e fraturas envolvendo mais de 40% da superf&iacute;cie articular umeral. Fraturas em 3 partes em doentes idosos ou com algum grau de osteoporose s&atilde;o tamb&eacute;m indica&ccedil;&otilde;es comuns<sup>7</sup>.</p>
    <p>O resultado da hemiartroplastia est&aacute; muito dependente da consolida&ccedil;&atilde;o das tuberosidades em posi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, o que permite o restauro da fun&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos da coifa dos rotadores. Para a obten&ccedil;&atilde;o dos melhores resultados funcionais, o cirurgi&atilde;o deve ter em mente tr&ecirc;s princ&iacute;pios fundamentais durante a cirurgia: restaurar a altura umeral; restaurar a retrovers&atilde;o, e assegurar a consolida&ccedil;&atilde;o eficaz das tuberosidades em posi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica.</p>
    <p>A hemiartroplastia do ombro n&atilde;o &eacute; um procedimento isento de complica&ccedil;&otilde;es. Estas podem dividir-se de acordo com o momento em que ocorrem. As complica&ccedil;&otilde;es intraoperat&oacute;rias s&atilde;o o mau posicionamento das tuberosidades ou dos componentes da pr&oacute;tese, fratura iatrog&eacute;nica e les&atilde;o neurol&oacute;gica (sendo mais comum a les&atilde;o do nervo axilar). As complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias precoces s&atilde;o o arrancamento das tuberosidades, infe&ccedil;&atilde;o, instabilidade ou rigidez. As complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias tardias descritas s&atilde;o a pseudartrose ou a reabsor&ccedil;&atilde;o das tuberosidades, rutura da coifa dos rotadores, migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral, ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica, eros&atilde;o da glenoide/omartrose, fratura periprot&eacute;sica ou descolamento ass&eacute;ptico de componente da pr&oacute;tese.</p>
    <p>O papel da hemiartroplastia no tratamento das fraturas proximais do &uacute;mero permanece atualmente em discuss&atilde;o, sendo in&uacute;meros os trabalhos cient&iacute;ficos que comparam os resultados funcionais resultantes das v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, com resultados por vezes contradit&oacute;rios. Devido &agrave; dificuldade t&eacute;cnica do procedimento cir&uacute;rgico e aos resultados muitas vezes insatisfat&oacute;rios, muitos ortopedistas optam pelo tratamento conservador ou por outra t&eacute;cnica cir&uacute;rgica em detrimento da hemiartroplastia.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &eacute; apresentar a casu&iacute;stica do Servi&ccedil;o e a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes submetidos a hemiartroplastia do ombro por fratura do &uacute;mero proximal, com um seguimento m&iacute;nimo de 2 anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Entre 2001 e 2011, foram realizadas 74 hemiartroplastia do ombro no nosso servi&ccedil;o, 59 das quais por fratura proximal do &uacute;mero. Foram inclu&iacute;dos neste trabalho 45 doentes; 12 doentes foram exclu&iacute;dos por terem j&aacute; falecido e 2 doentes por n&atilde;o comparecerem na consulta de reavalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Todos os doentes inclu&iacute;dos t&ecirc;m um seguimento m&iacute;nimo de 2 anos.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada uma an&aacute;lise retrospetiva dos processos cl&iacute;nicos e dos exames imagiol&oacute;gicos efetuados, permitindo a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos doentes e do procedimento cir&uacute;rgico realizado. Todas as fraturas foram classificadas de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de Neer.</p>
    <p>Foi realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes em consulta externa. Foram medidas as amplitudes de abdu&ccedil;&atilde;o e antepuls&atilde;o do ombro operado. Foram calculados os scores Constant do ombro operado e do ombro contralateral, bem como o score ASES do ombro operado. A dor no momento da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi quantificada de acordo com a escala VAS. O doente indicou o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a cirurgia realizada, atribuindo uma das seguintes classifica&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Insatisfeito&rdquo;, &ldquo;Satisfeito&rdquo; ou &ldquo;Muito Satisfeito&rdquo;.</p>
    <p>Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgi&atilde;o; a abordagem cir&uacute;rgica foi realizada atrav&eacute;s da via deltopeitoral e de acordo com a t&eacute;cnica protocolada. Foram utilizados implantes de diferentes casas comerciais ao longo dos anos. O implante mais utilizado foi o da Tornier em 32 doentes (71,1%), seguido da Depuy em 6 doentes (13,3%), da Sulzer em 4 doentes (8,9%) e da Biomet em 3 doentes (6,7%).</p>
    <p>Foi efetuada a an&aacute;lise estat&iacute;stica das vari&aacute;veis recolhidas com realiza&ccedil;&atilde;o do teste t, teste Qui-quadrado ou teste Mann-Whitney, conforme apropriado. O coeficiente de Pearson foi calculado para verificar a correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis cont&iacute;nuas. Todos os c&aacute;lculos foram efetuados atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do software SPSS vers&atilde;o 20.0. Os valores de p inferiores a 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. <br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram revistos os casos de 45 doentes submetidos a hemiartroplastia do ombro por fratura proximal do &uacute;mero. O tempo m&eacute;dio de seguimento foi de 77 meses (m&iacute;nimo 25; m&aacute;ximo 141). 78% dos doentes operados eram do sexo feminino; verificou-se atingimento do lado direito em 58% dos casos e do lado dominante em 62%. A idade m&eacute;dia dos pacientes &agrave; data da fratura foi de 66 anos (m&iacute;n. 44- m&aacute;x. 84).</p>
    <p>O tipo de fratura mais comum nos doentes submetidos a hemiartroplastia foi a fratura em 4 partes (<a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05t1.jpg" width="388" height="177" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do internamento foi de 5,1 dias (DP 1,9; m&iacute;n. 3 &ndash; m&aacute;x. 12); o tempo m&eacute;dio entre a fratura e a cirurgia foi de 32,4 dias (DP 46,7; m&iacute;n. 1 &ndash; m&aacute;x. 240). Em 73% dos casos (33 doentes), este intervalo foi inferior a 30 dias; em 29% dos casos (13 doentes) foi inferior a 7 dias. Apenas em dois doentes n&atilde;o se utilizou cimento; nestes doentes, o intervalo entre a fratura e o procedimento cir&uacute;rgico foi superior a 180 dias.</p>
    <p>Em termos de mobilidade, a antepuls&atilde;o m&eacute;dia foi de 88,6&deg; (DP 28,7&deg;; m&iacute;n. 30&deg; &ndash; m&aacute;x. 150&deg;) e a abdu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 64,4&deg; (DP 27,6&deg;; m&iacute;n. 30&deg; &ndash; m&aacute;x. 130&deg;). Apenas 24% dos doentes (11 doentes) tinham abdu&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 90&deg;; 56% dos doentes (25 doentes) tinham antepuls&atilde;o igual ou superior a 90&deg;.</p>
    <p>Em termos funcionais, o score Constant m&eacute;dio foi de 47,0 pontos (DP 16,0; m&iacute;n. 21 &ndash; m&aacute;x. 70), com um uma diferen&ccedil;a m&eacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o ao lado contralateral de 36,7 pontos (DP 13,3; m&iacute;n. 5 &ndash; m&aacute;x. 58). O score ASES foi em m&eacute;dia de 49,3 pontos (DP 15,8; m&iacute;n. 23 &ndash; m&aacute;x. 87).</p>
    <p>Verificou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o forte e positiva entre os valores do Constant e do ASES (r=0,824; p=0,000). Verificou-se tamb&eacute;m uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a diferen&ccedil;a de score Constant entre o lado afetado e o lado saud&aacute;vel, e o n&iacute;vel de dor avaliado pela escala VAS (r=0,523;p=0,007).</p>
    <p>Verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre os scores Constant e o n&iacute;vel medido na escala VAS (r=-0,680;p=0,000), e entre o score ASES e o n&iacute;vel medido na escala VAS (r=-0,851;p=0,000).</p>
    <p>Foi analisada a influ&ecirc;ncia da idade, sexo e intervalo entre fratura e cirurgia, nas amplitudes de mobilidade e na pontua&ccedil;&atilde;o dos scores funcionais (<a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05t2.jpg">Tabela 2</a>). O estudo mostrou uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os pacientes com menos de 60 anos e os pacientes com 60 ou mais anos, no que diz respeito &agrave; mobilidade (abdu&ccedil;&atilde;o e antepuls&atilde;o) e aos scores funcionais (Constant e ASES). Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, o estudo mostrou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os pacientes do sexo masculino e feminino no valor do score Constant. O intervalo de tempo entre a fratura e o procedimento cir&uacute;rgico n&atilde;o alterou com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica os valores da mobilidade ou dos scores funcionais, (independentemente da defini&ccedil;&atilde;o do ponto de corte em 7 dias, 15 dias ou 30 dias). Da mesma forma, a classifica&ccedil;&atilde;o da fratura n&atilde;o alterou de forma significativa a distribui&ccedil;&atilde;o dos valores da mobilidade ou dos scores funcionais.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>80% dos doentes (36 doentes) afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com os resultados decorrentes da cirurgia. Estes t&ecirc;m amplitudes de movimento e scores funcionais superiores, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, em compara&ccedil;&atilde;o com os doentes n&atilde;o satisfeitos (<a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05t2.jpg">Tabela 2</a>). Quanto ao n&iacute;vel da dor, avaliado no momento da consulta de reavalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, foi em m&eacute;dia de 3,8 (DP 2,1; m&iacute;n. 1 &ndash; m&aacute;x. 9). 58% dos doentes (26 doentes) apresentaram um n&iacute;vel de dor igual ou inferior a 3.</p>
    
<p>Ocorreu pelo menos uma complica&ccedil;&atilde;o em 62% dos doentes (28 doentes). Nestes doentes, o valor do Constant foi inferior, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. (<a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05t2.jpg">Tabela 2</a>). A complica&ccedil;&atilde;o precoce mais comum foi o mau posicionamento das tuberosidades (14 doentes) (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), seguida do mau posicionamento dos componentes (2 doentes). Ocorreu ainda um caso de infe&ccedil;&atilde;o, cerca de um m&ecirc;s ap&oacute;s a cirurgia.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05f1.jpg" width="393" height="525" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A complica&ccedil;&atilde;o tardia mais comum foi a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a (16 doentes) (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>), seguida da pseudartrose das tuberosidades (5 doentes) (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>), reabsor&ccedil;&atilde;o das tuberosidades (5 doentes), ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica (5 doentes) e eros&atilde;o da glenoide (4 doentes. N&atilde;o ocorreu nenhum caso de descolamento ass&eacute;ptico, les&atilde;o nervosa, fratura iatrog&eacute;nica ou instabilidade.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05f2.jpg" width="392" height="335" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a05f3.jpg" width="396" height="509" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A idade &agrave; data da fratura foi um fator muito importante no desempenho funcional dos doentes operados.</p>
    <p>Nos doentes com idade superior a 60 anos, ocorreu uma diminui&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa das mobilidades e da pontua&ccedil;&atilde;o nos scores funcionais.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De facto, s&atilde;o v&aacute;rios os trabalhos, que demonstram que os melhores resultados s&atilde;o obtidos nos doentes mais jovens.</p>
    <p>Estudos anteriores, como os realizados por Tanner ou por Mighell , apontaram o intervalo de tempo entre a fratura e o procedimento cir&uacute;rgico como um fator importante no resultado final, sendo que o primeiro definiu como ponto de corte as duas semanas, e o segundo as tr&ecirc;s semanas. Pelo contr&aacute;rio, outros estudos , n&atilde;o encontraram qualquer diferen&ccedil;a, tanto no que diz respeito &agrave;s mobilidades como aos scores funcionais. No nosso trabalho, as diferen&ccedil;as verificadas nas mobilidades e scores funcionais entre os doentes operados precocemente ou numa fase mais tardia n&atilde;o foram estatisticamente significativas, independentemente do ponto de corte definido.</p>
    <p>Constatamos que os resultados obtidos na valoriza&ccedil;&atilde;o da dor e n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o do doente superam largamente os scores funcionais e as mobilidades obtidas. Os fatores avaliados subjetivamente superam aqueles que s&atilde;o medidos objetivamente.</p>
    <p>Num estudo retrospetivo multic&ecirc;ntrico. 79% dos doentes estavam assintom&aacute;ticos ou referiam apenas sintomas minor um ano ap&oacute;s a cirurgia; no entanto, apenas 35% era capaz de fazer abdu&ccedil;&atilde;o de 90&deg;. De facto, existe na literatura evid&ecirc;ncia que a hemiartroplastia &eacute; um procedimento eficaz no al&iacute;vio da dor ap&oacute;s uma fratura proximal do &uacute;mero, ainda que os resultados funcionais sejam pouco previs&iacute;veis. Os resultados obtidos na nossa amostra s&atilde;o equivalentes a outros publicados. Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de 810 doentes, realizada por Kontakis<sup>15</sup>, apresenta um score Constant m&eacute;dio de 56,7 pontos, com um seguimento m&eacute;dio de 3,7 anos. Outra revis&atilde;o sistem&aacute;tica verificou que o valor m&eacute;dio do score Constant variou entre 41 e 54 pontos.</p>
    <p>No ano de 2006, foi realizada no nosso Servi&ccedil;o uma avalia&ccedil;&atilde;o funcional dos doentes submetidos a hemiartroplastia ap&oacute;s fratura umeral, similar &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o agora realizada. Nessa ocasi&atilde;o, foram inclu&iacute;dos 42 doentes com um seguimento m&eacute;dio de apenas 3 anos. O valor m&eacute;dio do score Constant foi de 72 pontos; a abdu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 80&ordm; e a antepuls&atilde;o m&eacute;dia de 90&ordm;. Em compara&ccedil;&atilde;o com o trabalho de 2006, os doentes do estudo atual apresentam menor abdu&ccedil;&atilde;o do ombro e uma pontua&ccedil;&atilde;o inferior no score Constant. Esta diminui&ccedil;&atilde;o da mobilidade e da fun&ccedil;&atilde;o estar&aacute; certamente associada ao surgimento das complica&ccedil;&otilde;es tardias, nomeadamente a patologia da coifa dos rotadores e consequente migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral.</p>
    <p>Importa referir que muitas destas cirurgias decorreram num per&iacute;odo em que a artroplastia total invertida n&atilde;o era ainda realizada no nosso servi&ccedil;o; assim, quando per-operatoriamente era detetada a aus&ecirc;ncia de m&uacute;sculos da coifa dos rotadores funcionantes, a hemiartroplastia continuava a ser o procedimento cir&uacute;rgico realizado, sendo que nestes casos o objetivo principal da cirurgia era a diminui&ccedil;&atilde;o da dor e n&atilde;o o restauro completo da fun&ccedil;&atilde;o; atualmente tal j&aacute; n&atilde;o acontece, o cirurgi&atilde;o tem sempre ao seu dispor todas as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas (hemiartroplastia, artroplastia total invertida ou osteoss&iacute;ntese) quando avan&ccedil;a para o tratamento cir&uacute;rgico deste tipo de fraturas.</p>
    <p>Na literatura, as complica&ccedil;&otilde;es descritas mais frequentes s&atilde;o as relacionadas com a fixa&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o das tuberosidades (12%), seguidas da ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica (9%) e migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a (7%).<sup>15</sup></p>
    <p>As raz&otilde;es para o elevado n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com as tuberosidades prendem-se tanto com erros t&eacute;cnicos na sua recoloca&ccedil;&atilde;o, como com insufici&ecirc;ncias do implante, nomeadamente a utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes volumosos desenhados para o tratamento da osteoartrose gleno-umeral. A utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes espec&iacute;ficos para fraturas poder&aacute; levar &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com as tuberosidades, levando a resultados funcionais mais previs&iacute;veis. Al&eacute;m disso, a modularidade &eacute; tamb&eacute;m um fator potenciador do correto restauro da rela&ccedil;&atilde;o cabe&ccedil;a umeral-tuberosidade, permitindo ajustar a altura umeral, o offset e a retrovers&atilde;o. A consolida&ccedil;&atilde;o das tuberosidades &eacute; dificultada se o componente umeral n&atilde;o est&aacute; colocado na altura e retrovers&atilde;o corretas. Boileau mostrou que um alongamento umeral superior a 10mm, um encurtamento superior a 15mm ou uma retrovers&atilde;o superior a 40&deg; t&ecirc;m um impacto negativo no score Constant. O topo da cabe&ccedil;a umeral dever&aacute; estar cerca de 10mm acima do topo da grande tuberosidade.</p>
    <p>Outra raz&atilde;o apontada para o elevado n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es &eacute; o baixo n&uacute;mero de hemiartroplastias realizadas por cada cirurgi&atilde;o; no seu trabalho, Kontakis demostrou que cada cirurgi&atilde;o realizou em m&eacute;dia 4 hemiartroplastias por ano, sendo por isso mais dif&iacute;cil a aquisi&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia e das compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas necess&aacute;rias para a realiza&ccedil;&atilde;o deste procedimento complexo.</p>
    <p>A maioria das complica&ccedil;&otilde;es tardias, nomeadamente a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral, est&aacute; relacionada com a disfun&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos da coifa dos rotadores. O design da pr&oacute;tese do ombro invertida, atrav&eacute;s da medializa&ccedil;&atilde;o do centro de rota&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a, aumenta a capacidade do m&uacute;sculo deltoide em abduzir o membro superior.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta capacidade revela-se importante no tratamento de doentes com patologia pr&eacute;via da coifa dos rotadores, ou como procedimento de resgate em caso de fal&ecirc;ncia da hemiartroplastia. No entanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o da artroplastia total invertida como tratamento prim&aacute;rio de fratura proximal do &uacute;mero, embora apoiada pelos resultados promissores de alguns estudos, permanece controversa e carece atualmente de valida&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em estudos randomizados e controlados<sup>21</sup>.</p>
    <p>A presen&ccedil;a de osso osteopor&oacute;tico constitui quase a regra nestas fraturas, sendo mandat&oacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de hastes umerais cimentadas, excepto em doentes mais jovens ou em casos selecionados.</p>
    <p>O papel da hemiartroplastia no tratamento das fraturas proximais do &uacute;mero permanece em debate, sendo atualmente a primeira escolha nos casos em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da fratura atrav&eacute;s da osteoss&iacute;ntese ou quando existe evid&ecirc;ncia que o aporte vascular para a cabe&ccedil;a umeral foi significativamente comprometido. Nos doentes mais jovens, todos os esfor&ccedil;os devem ser encetados na tentativa de obter uma redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, optando pela osteoss&iacute;ntese, preferencialmente com placas bloqueadas. Nos doentes em que &eacute; improv&aacute;vel obter uma boa consolida&ccedil;&atilde;o das tuberosidades, ou em que a fun&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos da coifa &eacute; comprovadamente insatisfat&oacute;ria, deve-se considerar a artroplastia total invertida. Uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica completa fornece importantes informa&ccedil;&otilde;es sobre a atividade funcional do doente antes da fratura, bem como da sua capacidade em cumprir um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Green A, Norris T. Proximal humerus fractures and fracture dislocations. In Browner B, Jupiter J, Levine A, Trafton P, editors. Skeletal trauma: basic science, management and reconstruction. Philadelphia: 3rd; 2003. p. 1532-1624.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Court-Brown CM, Garg A, Mc-Queen MM. The epidemiology of proximal humeral fractures. Acta Orthop Scand. 2001; 72 (4): 365-371</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Chambers L, Dines JS, Lorich DG, Dines DM. Hemiarthroplasty for proximal humerus fractures. Curr Rev Musculoskelet Med. 2013 Mar; 6 (1): 57-62</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Neer CS II: Displaced proximal humeral fractures: I. Classification and evaluation. J Bone Joint Surg Am. 1970; 52 (6): 1077-1089</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Codman E. The Shoulder: Rupture of the Supraspinatus Tendon and Other Lesions In or About the Subacromial Bursa. Boston: MA, privately printed; 1934.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Jakob RP, Miniaci A, Anson PS, Jaberg H, Osterwalder A, Ganz R. Four-part valgus impacted fractures of the proximal humerus. J Bone Joint Surg Br. 1991; 73 (2): 295-298</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Jordan RW, Modi CS. A review of management options for proximal humeral fractures. Open Orthop J. 2014 Jun; 8: 148-156</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Burkhead WZ. History and development of shoulder arthroplasty. In Friedman RJ, editors.  Arthroplasty of the shoulder. New York: Thieme Medical Publishers; 1994. p. 1-26.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Sperling JW, Cuomo F, Hill JD. The difficult proximal humerus fracture: tips and techniques to avoid complications and improve results.. 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Kontakis G, Koutras C, Tosounidis T, Giannoudis P. Early management of proximal humeral fractures with hemiarthroplasty: a systematic review. J Bone Joint Surg Br. 2008; 90-B: 1407-1413</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-2122201500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Tanner MW, Cofield RH. Prosthetic arthroplasty for fractures and fractures-dislocations of the proximal humerus. Clin Orthop. 1983; 179: 116-128</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201500010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Mighell MA, Kolm GP, Collinge CA, Frankle MA. Outcomes of hemiarthroplasty for fractures of the proximal humerus. J Shoulder Elbow Surg. 2003; 12: 569-577</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-2122201500010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Goldman RT, Koval KJ, Cuomo F, Gallagher MA, Zuckerman JD. Functional outcome after humeral head replacement for acute three- and four-part proximal humeral fractures. J Shoulder Elbow Surg. 1995; 4: 81-86</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201500010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Prakash U, McGurty DW, Dent JA. Hemiarthroplasty for severe fractures of the proximal humerus. J Shoulder Elbow Surg. 2002; 11: 428-430</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201500010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Kralinger F, Schwaiger R, Wambacher M, Farrell E, Menth-Chiari W, Lajtai G, et al. Outcome after primary hemiarthroplasty for fracture of the head of the humerus. A retrospective multicentre study of 167 patients. J Bone Joint Surg Br. 2004 Mar; 86 (2): 217-219</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. Boileau P, Winter M, Cikes A, Han Y, Carles M, Walch G, et al. Can surgeons predict what makes a good hemiarthroplasty for fracture?. J Shoulder Elbow Surg. 2013 Nov; 22 (11): 1495-1506</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Gallinet D, Clappaz P, Garbuio P, Tropet Y, Obert L. Three or four parts complex proximal humerus fractures: hemiarthroplasty versus reverse prosthesis: a comparative study of 40 cases. 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<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Eunice Carvalho    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Unidade Local de Saúde da Guarda    <br>Av.Rainha D.Amélia    <br>Guarda    <br>Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><a href="mailto:eunice.tavares@gmail.com">eunice.tavares@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-12-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-02-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-02-02</font></p>     ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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