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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fixação intramedular elástica das fracturas da diáfise do fémur em crianças: 23 anos de experiência]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fractura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[fémur]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[encavilhamento intramedular elástico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fixação intramedular elástica das fracturas da diáfise do fémur em crianças. 23 anos de experiência</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Raposo<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Carvalho Simões<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Carneiro<sup>I</sup></b>; <b>Virgílio Paz Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Renato Soares<sup>I</sup></b>; <b>Luís Tavares<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada. Açores. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: as fracturas da di&aacute;fise do f&eacute;mur em idade pedi&aacute;trica correspondem a cerca de 1.4% a 1.7% de todas as fracturas nesta popula&ccedil;&atilde;o. Apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o bimodal - picos de incid&ecirc;ncia aos 2 anos de idade e na adolesc&ecirc;ncia. A terap&ecirc;utica depende da idade do doente, les&otilde;es associadas, condi&ccedil;&otilde;es da pele e partes moles, tipo de fractura e contexto socioecon&oacute;mico e familiar. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento cir&uacute;rgico, est&aacute; maioritariamente preconizado para crian&ccedil;as dos 6 aos 16 anos (ou mais jovens se les&otilde;es associadas), podendo utilizar-se placa, fixadores externos, cavilha r&iacute;gida ou fios met&aacute;licos intramedulares.</p>     <p>Objectivos: avaliar os resultados do tratamento cir&uacute;rgico pelo encavilhamento intramedular el&aacute;stico com fios de tit&acirc;nio (t&eacute;cnica de Metaizeau) nas fracturas diafis&aacute;rias do f&eacute;mur em idade pedi&aacute;trica.</p>     <p>Material e m&eacute;todos: os autores realizaram um estudo retrospectivo de 73 doentes (74 f&eacute;mures) tratados entre 1990 e 2013, caracterizando a popula&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; idade, lateralidade, causa/mecanismo, n&iacute;vel, padr&atilde;o fractur&aacute;rio, inser&ccedil;&atilde;o dos fios, t&eacute;cnica de redu&ccedil;&atilde;o, les&otilde;es associadas, tempo de internamento, complica&ccedil;&otilde;es, sequelas e tempo at&eacute; extrac&ccedil;&atilde;o do material. Foram exclu&iacute;dos da avalia&ccedil;&atilde;o doentes com fracturas patol&oacute;gicas.</p>     <p>Resultados: na amostra obtida encontram-se indiv&iacute;duos com idade entre os 3 e os 15 anos e 5 meses (m&eacute;dia 9.2 anos), 42 fracturas &agrave; esquerda, 31 &agrave; direita e 1 bilateral. Quanto ao mecanismo, 56 foram por acidente de via&ccedil;&atilde;o/pedestre e 18 por queda. 11 doentes apresentaram fractura proximal, 50 ao n&iacute;vel m&eacute;dio e 13 distais. O padr&atilde;o da fractura foi transverso em 43 casos, obl&iacute;quo em 11 casos, helicoidal em 11 casos e cominutiva em 9 casos. A inser&ccedil;&atilde;o dos fios met&aacute;licos foi retr&oacute;grada em 60 casos e anter&oacute;grada em 14. Realizou-se redu&ccedil;&atilde;o fechada em 63 f&eacute;mures e aberta em 11. Em 20 doentes houve les&otilde;es associadas. O tempo de internamento variou entre os 4 e os 63 dias (m&eacute;dia 13.4 dias). Como complica&ccedil;&otilde;es/sequelas, verificou-se bursite no local de inser&ccedil;&atilde;o em 13 doentes, migra&ccedil;&atilde;o dos fios em 2, e necessidade de revis&atilde;o para cavilha intramedular num caso. Observou-se dismetria superior a 20mm num doente. Nenhum caso com rota&ccedil;&atilde;o ou consolida&ccedil;&atilde;o em varo ou valgo clinicamente significativo.</p>     <p>Discuss&atilde;o: as vantagens do tratamento cir&uacute;rgico deste tipo de les&atilde;o nas crian&ccedil;as passam pela facilidade e precocidade na mobiliza&ccedil;&atilde;o do doente, melhoria da capacidade respirat&oacute;ria, preven&ccedil;&atilde;o das escaras de dec&uacute;bito, minimiza&ccedil;&atilde;o de riscos para infec&ccedil;&atilde;o nosocomial, estabiliza&ccedil;&atilde;o adequada da fractura, diminui&ccedil;&atilde;o do tempo de internamento, menor custo, facilidade na higiene do doente, melhoria na qualidade de vida da crian&ccedil;a e fam&iacute;lia e o retorno mais precoce da crian&ccedil;a &agrave;s actividades escolares e conv&iacute;vio social e dos pais &agrave;s actividades laborais.</p>     <p>Conclus&atilde;o: o encavilhamento intramedular el&aacute;stico com fios de tit&acirc;nio &eacute; uma t&eacute;cnica minimamente invasiva, que preserva o hematoma fractur&aacute;rio, permite o retorno mais precoce &agrave;s actividades de vida di&aacute;ria e, assim, est&aacute; associado a menor stress emocional, melhor rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio e baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&atilde;o funcional, pseudartrose e deformidades sequelares.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fractura, fémur, Métaizeau, encavilhamento intramedular elástico. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fracturas da di&aacute;fise do f&eacute;mur em idade pedi&aacute;trica correspondem a cerca de 1.4% a 1.7% de todas as fracturas nesta popula&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> S&atilde;o a les&atilde;o pedi&aacute;trica major mais comummente tratada pelo ortopedista.<sup>2,4</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o bimodal, com picos de incid&ecirc;ncia aos 2 anos de idade (traumatismos de baixa energia) e na adolesc&ecirc;ncia (traumatismos de elevada energia).<sup>3,4</sup> Tratam-se de les&otilde;es com custos m&eacute;dicos e sociais elevados, j&aacute; que resultam muitas vezes de situa&ccedil;&otilde;es de trauma major (acidentes de via&ccedil;&atilde;o, atropelamentos ou quedas com traumatismo de alta energia) que podem ter associadas les&otilde;es de outros &oacute;rg&atilde;os ou sistemas.<sup>4</sup> Podem cursar com internamentos prolongados, e habitualmente obrigam a per&iacute;odos significativos de depend&ecirc;ncia do doente, com preju&iacute;zo para a actividade laboral dos pais.</p>
    <p>A abordagem terap&ecirc;utica pode ser conservadora ou cir&uacute;rgica, dependendo da idade do doente, les&otilde;es associadas, condi&ccedil;&otilde;es da pele e partes moles, tipo de fractura e contexto socioecon&oacute;mico e familiar.</p>
    <p>At&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 1980 verificava-se uma prefer&ecirc;ncia pelo tratamento conservador, sendo utilizada trac&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea ou esquel&eacute;tica e ort&oacute;tese ou gesso pelvicruropod&aacute;lico precoce ou tardio (ap&oacute;s observa&ccedil;&atilde;o de calo &oacute;sseo em radiografias de seguimento). Esta forma de tratamento prevaleceu, particularmente nos doentes em idade pr&eacute;-escolar, por apresentar bons resultados na literatura.<sup>1,3</sup> Contudo, este tipo de tratamento &eacute; mal tolerado nas crian&ccedil;as mais velhas, particularmente nos adolescentes, em que inclusivamente apresenta maiores taxas de consolida&ccedil;&atilde;o viciosa ou deformidade/dismetria residual.</p>
    <p>Em 1988, Jean-Paul Metaizeau desenvolveu uma t&eacute;cnica de estabiliza&ccedil;&atilde;o das fracturas do f&eacute;mur adaptada &agrave; especificidade e biomec&acirc;nica do esqueleto imaturo das crian&ccedil;as e adolescentes &ndash; encavilhamento intramedular el&aacute;stico com fios de a&ccedil;o ou tit&acirc;nio.<sup>5</sup> Trata-se de uma t&eacute;cnica com possibilidade de abordagem minimamente invasiva, ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o fechada. Esta t&eacute;cnica permite, entre outras vantagens, diminuir o tempo de internamento e imobiliza&ccedil;&atilde;o com gesso, habitualmente mal tolerada em doentes pedi&aacute;tricos. Permite a sua mobiliza&ccedil;&atilde;o e levante precoce com in&iacute;cio do treino de marcha no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato, e com bons resultados descritos na literatura.<sup>1,5</sup></p>
    <p>Este trabalho foi realizado com o objectivo de analisar retrospectivamente os resultados do tratamento cir&uacute;rgico das fracturas do f&eacute;mur em crian&ccedil;as pela t&eacute;cnica de Metaizeau, realizado neste Servi&ccedil;o desde 1990.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Procedeu-se a um estudo retrospectivo de 73 doentes (74 f&eacute;mures) tratados entre 1990 e 2013, caracterizando a popula&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; idade, lateralidade, causa/mecanismo, n&iacute;vel, padr&atilde;o fractur&aacute;rio, inser&ccedil;&atilde;o dos fios, t&eacute;cnica de redu&ccedil;&atilde;o, les&otilde;es associadas, tempo de internamento, complica&ccedil;&otilde;es, sequelas e tempo at&eacute; extrac&ccedil;&atilde;o do material. Os dados foram tratados em Microsoft Excel 2011.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Obteve-se uma amostra de indiv&iacute;duos com idade entre os 3 e os 15 anos e 5 meses (m&eacute;dia 9.2 anos).</p>
    <p>Em termos de lateralidade, observaram-se 42 fracturas &agrave; esquerda, 31 &agrave; direita e 1 caso de fractura bilateral, por atropelamento. (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a> e <a name="topf2"></a><a href="#f2">2</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f1.jpg" width="391" height="375" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f2.jpg" width="390" height="525" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07t2.jpg" width="389" height="154" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quanto ao mecanismo, 56 (75,6%) foram por acidente de via&ccedil;&atilde;o/atropelamento e 18 (24,4%) por queda. Relativamente ao n&iacute;vel da fractura, verificaram-se 11 fracturas do ter&ccedil;o proximal (14,9%), 50 ao n&iacute;vel do ter&ccedil;o m&eacute;dio (67,6%) e 13 do ter&ccedil;o distal (17,5%). O padr&atilde;o da fractura foi transverso em 43 casos (58,1%), obl&iacute;quo em 11 casos (14,9%), helicoidal em 11 casos (14,9%) e cominutivo em 9 casos (12,1%). A inser&ccedil;&atilde;o dos fios met&aacute;licos foi retr&oacute;grada em 60 casos (80%) e anter&oacute;grada em 14 (20%). Realizou-se redu&ccedil;&atilde;o fechada em 63 doentes (85,1%) e aberta em 11 casos (13,9%). Em 20 doentes (27%) houve les&otilde;es associadas, nomeadamente TCE grave (3 casos), traumatismo facial, contus&atilde;o pulmonar, esfacelo do p&eacute;, queimadura 2&ordm; grau regi&atilde;o cervical, fractura do olecr&acirc;nio, fractura exposta do &uacute;mero, fractura da t&iacute;bia homolateral exposta (2 casos, joelho flutuante), fractura da bacia est&aacute;vel (2 casos, 1 com les&atilde;o da uretra). O tempo de internamento variou entre os 4 e os 63 dias (m&eacute;dia 13.4 dias).</p>
    <p>Como complica&ccedil;&otilde;es/sequelas, verificou-se bursite no local de inser&ccedil;&atilde;o em 13 doentes, migra&ccedil;&atilde;o dos fios em 2, e necessidade de revis&atilde;o para cavilha intramedular r&iacute;gida num caso (doente mais velho da amostra, com fal&ecirc;ncia da osteoss&iacute;ntese).</p>
    <p>Em avalia&ccedil;&atilde;o em Consulta Externa, observou-se dismetria superior a 20mm num doente.</p>
    <p>Nos restantes casos, n&atilde;o se verificou dismetria, deformidade angular ou rotacional significativas, segundo os crit&eacute;rios de Flynn et al.<sup>11</sup>(<a name="topt1"></a><a href="#t1">tabelas 1</a> e <a name="topt2"></a><a href="#t2">2</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07t1.jpg" width="387" height="112" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os doentes foram submetidos a extrac&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese ap&oacute;s a consolida&ccedil;&atilde;o da fractura (4-9 meses). N&atilde;o se verificou qualquer caso de pseudartrose ou refractura ap&oacute;s a extrac&ccedil;&atilde;o do material.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O encavilhamento intra-medular el&aacute;stico tornou-se um m&eacute;todo bem aceite no tratamento cir&uacute;rgico das fracturas dos ossos longos nas crian&ccedil;as e adolescentes.</p>
    <p>A literatura &eacute; bastante consensual no que respeita &agrave; faixa et&aacute;ria em que est&aacute; indicada este procedimento &ndash; entre os 6 e os 15/16 anos (crian&ccedil;as em idade escolar e adolescentes que n&atilde;o tenham ainda atingido a maturidade esquel&eacute;tica)<sup>1,2,3,5,7</sup>. Podemos encontrar descrita a indica&ccedil;&atilde;o para a estabiliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica com esta t&eacute;cnica em crian&ccedil;as com idade inferior a 5 anos, tamb&eacute;m com resultados sobrepon&iacute;veis ou superiores ao tratamento conservador, mas esta n&atilde;o &eacute; a pr&aacute;tica mais comum, encontrando-se reservada a situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas - traumatismos associados que beneficiem de estabiliza&ccedil;&atilde;o intramedular em vez do gesso ou o desejo da pr&oacute;pria fam&iacute;lia em que a crian&ccedil;a n&atilde;o seja submetida a um per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup> Contudo, consideramos nesta faixa et&aacute;ria o tratamento conservador como o de primeira linha.</p>
    <p>Relativamente ao tipo de fractura, as de padr&atilde;o transversal ou obl&iacute;quo curto &eacute; o mais indicado para tratamento por este m&eacute;todo, apesar da t&eacute;cnica tamb&eacute;m ter vindo a ser utilizada com sucesso no tratamento de fracturas complexas, quer na nossa amostra, quer em s&eacute;ries descritas na literatura.<sup>5</sup> (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>) Por outro lado, &eacute; desaconselhado o seu uso em fracturas subtrocant&eacute;ricas ou supracondilianas, em que o fragmento proximal ou distal &eacute; curto, tornando a montagem mais inst&aacute;vel. Nas fracturas do ter&ccedil;o m&eacute;dio (mais comuns), a escolha do ponto de introdu&ccedil;&atilde;o dos fios (proximal ou distal) &eacute; deixada ao crit&eacute;rio do cirurgi&atilde;o, sendo que na nossa experi&ecirc;ncia &eacute; dada primazia &agrave; t&eacute;cnica retr&oacute;grada.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f3.jpg" width="393" height="326" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A crescente popularidade da abordagem cir&uacute;rgica destas fracturas nas &uacute;ltimas 2 d&eacute;cadas em detrimento do tratamento cl&aacute;ssico da imobiliza&ccedil;&atilde;o com gesso deveu-se sobretudo &agrave; sucessiva publica&ccedil;&atilde;o de s&eacute;ries com observa&ccedil;&atilde;o de resultados funcionais bastante bons e com baixas taxas de complica&ccedil;&otilde;es descritas.<sup>1,2,5</sup> Outras raz&otilde;es para o sucesso desta t&eacute;cnica prendem-se com o obviar da necessidade do uso de imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada na maior parte dos casos, o facto de se tratar de uma t&eacute;cnica minimamente invasiva (que respeita, assim, as partes moles e o hematoma fractur&aacute;rio), a aus&ecirc;ncia de les&otilde;es da cartilagem de crescimento, baixas taxas de infec&ccedil;&atilde;o, mobilidade articular imediata e tempos de internamento curtos. Por outro lado, estudos comparativos na literatura entre o tratamento conservador e o encavilhamento el&aacute;stico em doentes com mais de 6 anos apresentam resultados funcionais melhores no encavilhamento, sem aumento das taxas de complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-cir&uacute;rgicas ou deformidades/dismetrias residuais. Al&eacute;m disso, o tempo de internamento &eacute; significativamente mais curto e a crian&ccedil;a pode iniciar a marcha e regressar &agrave;s suas actividades de vida di&aacute;rias e escolares muito mais precocemente do que se for sujeita a trac&ccedil;&atilde;o e posterior aplica&ccedil;&atilde;o de gesso. Na nossa amostra, a m&eacute;dia foi influenciada negativamente por casos de internamentos prolongados em doentes politraumatizados. Por outro lado, o encavilhamento el&aacute;stico mostrou ser superior a outras op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, nomeadamente osteotaxis com fixadores externos, osteoss&iacute;ntese r&iacute;gida com placa e parafusos<sup>11</sup> ou mesmo encavilhamento anter&oacute;grado com cavilha r&iacute;gida.<sup>8,10</sup> Estes m&eacute;todos aumentam a taxa de complica&ccedil;&otilde;es (infec&ccedil;&atilde;o dos pontos de entrada dos cravos, reac&ccedil;&atilde;o ao material ou osteonecrose da cabe&ccedil;a femoral por les&atilde;o da art&eacute;ria circunflexa femoral medial na cria&ccedil;&atilde;o do ponto de entrada para a cavilha).<sup>7,8,9,10</sup> (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f4.jpg" width="379" height="560" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Verific&aacute;mos consolida&ccedil;&atilde;o em todos os casos (apenas 1 caso com atraso de consolida&ccedil;&atilde;o com necessidade de revis&atilde;o da osteoss&iacute;ntese para cavilha r&iacute;gida), sendo que na literatura se encontram descritas taxas de consolida&ccedil;&atilde;o superiores a 99% com esta t&eacute;cnica. Observ&aacute;mos apenas 1 caso de dismetria clinicamente significativa (s&eacute;ries com at&eacute; 10% na literatura) e 13 casos (17,5%) de reac&ccedil;&atilde;o ao material, com bursite e dor no local de inser&ccedil;&atilde;o (entre 23,5 e 60% descritas em v&aacute;rias s&eacute;ries). A extrac&ccedil;&atilde;o do material &eacute; feita por rotina pelo Servi&ccedil;o, apesar de na literatura se encontrarem grupos em que esta &eacute; feita quando necess&aacute;ria ou desejada pelo doente (at&eacute; 80%). Todos os doentes apresentaram resultados funcionais entre bom e excelente, o que vai tamb&eacute;m ao encontro do que encontramos na literatura (90%)<sup>12</sup></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O princ&iacute;pio desta t&eacute;cnica passa pela redu&ccedil;&atilde;o incruenta da fractura e estabiliza&ccedil;&atilde;o da mesma atrav&eacute;s da introdu&ccedil;&atilde;o de fios met&aacute;licos a partir da regi&atilde;o metafis&aacute;ria proximal ou distal do f&eacute;mur.</p>
    <p>O doente &eacute; posicionado em dec&uacute;bito dorsal em mesa de tampo radiotransparente, podendo ser tamb&eacute;m posicionado em dec&uacute;bito lateral para o encavilhamento descendente.<sup>5,9,13</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O calibre de cada fio deve corresponder a 40% da largura do canal medular; a escolha de um fio demasiado fino pode comprometer a estabilidade da montagem.<sup>13</sup> O fio deve ser dobrado na extremidade a cerca de 20-30&ordm;, de modo a que n&atilde;o fa&ccedil;a conflito com a face interna da cortical ap&oacute;s a sua introdu&ccedil;&atilde;o e tenha uma progress&atilde;o suave no canal medular durante a sua introdu&ccedil;&atilde;o (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>); muitos dispositivos j&aacute; s&atilde;o comercializados com esta pr&eacute;-moldagem. Contudo, &eacute; necess&aacute;rio faz&ecirc;-lo de forma cuidadosa e precisa, j&aacute; que uma moldagem excessiva tamb&eacute;m poder&aacute; comprometer a normal progress&atilde;o do fio.<sup>5,13</sup></p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f5.jpg" width="379" height="262" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Habitualmente s&atilde;o utilizados fios de tit&acirc;nio, pelas suas propriedades biomec&acirc;nicas superiores em termos de elasticidade comparativamente ao a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, apesar de tamb&eacute;m poderem ser utilizados este tipo de fios.<sup>13</sup> Ambos os fios devem ser pr&eacute;-moldados para que descrevam um arco com cerca de 40&ordm; de angula&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Ap&oacute;s confirmar a possibilidade de redu&ccedil;&atilde;o incruenta da fractura, a abordagem &eacute; feita respeitando uma dist&acirc;ncia de 1,5 a 2,5cm da fise.(<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>) Na t&eacute;cnica descendente, o ponto de entrada de ambos os fios &eacute; localizado abaixo do grande troc&acirc;nter, na cortical externa. &Eacute; feita uma corticotomia com um pun&ccedil;&atilde;o ou broca de calibre 1mm maior que o fio, apontando-a no sentido da fractura. Os fios s&atilde;o, ent&atilde;o, introduzidos e afrontados ao foco de fractura.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f6.jpg" width="388" height="644" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Nesta fase, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; feita e os fios s&atilde;o introduzidos no fragmento distal, come&ccedil;ando-se habitualmente pelo que se preveja ser mais dif&iacute;cil.<sup>5</sup> (<a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f7.jpg">Figura 7</a>) Ap&oacute;s atingir a fise distal, deve ser introduzido o 2&ordm; fio.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f7.jpg">Figura 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Deve garantir-se que os fios fiquem com o ponto de angula&ccedil;&atilde;o m&aacute;ximo na zona do foco de fractura, cruzando-se proximal e distalmente a este, e nunca no foco. &Eacute; muito importante que a montagem seja sim&eacute;trica para que tenha a m&aacute;xima estabilidade. (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>) Pode ser necess&aacute;rio ajustar a orienta&ccedil;&atilde;o dos fios ou melhorar a redu&ccedil;&atilde;o induzindo uma ligeira rota&ccedil;&atilde;o com um punho universal em T, mas com o cuidado de n&atilde;o se induzir demasiada rota&ccedil;&atilde;o, que pode culminar numa sobreposi&ccedil;&atilde;o dos mesmos ou uma redu&ccedil;&atilde;o em valgo ou varo excessivos.<sup>5,13</sup> (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f8.jpg" width="392" height="563" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f9.jpg" width="392" height="225" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na t&eacute;cnica retr&oacute;grada, &eacute; feita uma abordagem externa e outra interna, por onde s&atilde;o introduzidos os fios, a cerca de 2,5cm proximalmente &agrave; fise. Os restantes passos s&atilde;o sobrepon&iacute;veis &agrave; t&eacute;cnica descendente, neste caso com a broca ou pun&ccedil;&atilde;o a exigirem uma orienta&ccedil;&atilde;o proximal.<sup>5,9</sup> (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>) Contudo, pode ser feita uma introdu&ccedil;&atilde;o total do 1&ordm; fio, que serve de tutor e auxilia a redu&ccedil;&atilde;o para a introdu&ccedil;&atilde;o do 2&ordm; e, ent&atilde;o, um ajuste dos mesmos para que se obtenha uma estabilidade e redu&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;veis.<sup>13</sup> (<a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f11.jpg">Figura 11</a>)</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f10.jpg" width="396" height="711" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a07f11.jpg">Figura 11</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No final os fios devem ser cortados de modo a que seja deixado um excedente de cerca de 1cm, para que possam ser facilmente localizados aquando da sua extrac&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Os doentes n&atilde;o necessitam de imobiliza&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia, podendo iniciar levante no 1&ordm; dia de p&oacute;soperat&oacute;rio e marcha com canadianas na alta. &Eacute; permitida carga total &agrave;s 3-4 semanas nas fracturas transversais e &agrave;s 6 semanas nas fracturas obl&iacute;quas.</p>
    <p>A extrac&ccedil;&atilde;o do material pode ser feita habitualmente aos 3-4 meses.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fractura do f&eacute;mur &eacute; uma les&atilde;o altamente incapacitante, particularmente na idade pedi&aacute;trica.</p>
    <p>O tratamento conservador est&aacute; associado a custos s&oacute;cio-econ&oacute;micos e emocionais elevados, j&aacute; que obriga a internamentos mais prolongados e uso de um gesso desconfort&aacute;vel e na maioria das vezes mal tolerado pelas crian&ccedil;as. Por outro lado, exige dos pais uma maior depend&ecirc;ncia durante o tratamento e per&iacute;odos por vezes prolongados de absentismo laboral e da escola.</p>
    <p>O encavilhamento intramedular el&aacute;stico &eacute; uma t&eacute;cnica minimamente invasiva, que preserva o hematoma fractur&aacute;rio, permite retorno mais precoce &agrave;s actividades de vida di&aacute;ria e, assim, est&aacute; associado a menor stress emocional, melhor rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio e baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&atilde;o funcional, consolida&ccedil;&atilde;o da fractura e deformidades sequelares.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, pela nossa experi&ecirc;ncia e &agrave; semelhan&ccedil;a do que encontramos em v&aacute;rias s&eacute;ries da literatura, consideramos tratar-se do tratamento gold standard no tratamento das fracturas diafis&aacute;rias do f&eacute;mur na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica acima dos 6 anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Kocher MS. AAOS Clinical Practice Guideline Summary ? Treatment of Pediatric Diaphyseal Femur Fractures. J Am Acad Orthop Surg. 2009; 17: 718-725</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Flynn JM, Schwend RM. Management of Pediatric Femoral Shaft Fractures. J Am Acad Orthop Surg. 2004; 12 (5): 347-359</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Janovsky C, Aoyagui AY, Pierami R. Fixação Intramedular das Fracturas do Fêmur na Infância e na Adolescência com Hastes Flexíveis. Rev Bras Ortop. 2011; 46: 38-44</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-2122201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Hinton R, Lincoln A, Crockett M. Fractures of the Femoral Shaft in Children: Incidence, Mechanisms and Sociodemographic Risk Factors. J Bone Joint Surg. 1999; 81-A: 500-509</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Metaizeau JP. Stable Elastic Intramedullary Nailing for Fractures of the Femur in Children. J Bone Joint Surg. 2004; 86-B: 954-957</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201500010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Simanovsky N. Close Reduction and Intramedullary Flexible Titanium Elastic Nails Fixation of Femoral Shaft Fractures in Children Under 5 Years of Age. J Pediatr Orthop B. 2006; 15: 293-297</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-2122201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Flynn JM. Comparison of Titanium Elastic Nails with Traction and a Spica Cast to Treat Femoral Fractures in Children. J Bone Joint Surg. 2004; 86-A: 770-777</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-2122201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Poolman RW. Pediatric Femoral Fractures: A Systematic Review of 2422 Cases. J Orthop Trauma. 2006; 20: 648-654</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Hosalkar HS. Intramedullary Nailing of Pediatric Femoral Shaft Fracture. J Am Acad Orthop Surg. 2011; 19: 472-481</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Mileski RA. Avascular Necrosis of the Femoral Head in an Adolescent following Intramedullary Nailing of the Femur ? a  Case Report.. J Bone Joint Surg. 1994; 11: 1706-1708</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Caglar O. Comparison of Compression plate and Flexible Intramedullary Nail Fixation in Pediatric Femoral Shaft Fractures. J Pediatr Orthop B. 2006; 15: 210-214</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-2122201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Baldwin K. Treatment of Femur Fractures in schoolaged children using elastic stable intramedullary nailing: a systematic review. J Pediatr Orthop B. 2011; 20: 303-308</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-2122201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Lascombes P, Haumont T, Journeau P. Use and Abuse of Flexible Intramedullary Nailing in Children and Adolescents. J Pediatr Orthop. 2006; 26: 827-834</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-2122201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Raposo    <br>Hospital do Divino Espírito Santo    <br>Av. D. Manuel I    <br>9500-370 Ponta Delgada    <br>Açores    <br>Portugal</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-11-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-01-02</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-01-02</font></p>     ]]></body><back>
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