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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lesão dural no contexto de fraturas toraco-lombares tipo 'burst' associadas a fraturas em ramo verde das lâminas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The thoracolumbar burst fracture can be associated with greenstick lamina fractures. This lamina fracture pattern has been recognized as predictor for the presence of dural tears with nerve root entrapment. In this work we review the clinical cases of two patients with high-energy thoracolumbar fractures and imaging evidence of greenstick lamina fracture with incomplete neurological injury. Intraoperatively we observed extensive dural laceration with nerve root entrapment within laminar fracture. A combined surgical approach (posterior-anterior) allowed root liberation prior to any reduction manoeuvre, with a significant neurological recovery in both cases. Recognition of this type of fracture, especially in presence of neurological compromise should recommend a posterior approach first, to allow nerve root liberation and rule out neurological complications.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fraturas toraco-lombares tipo 'burst']]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[fraturas laminares em ramo verde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Lesão dural no contexto de fraturas toraco-lombares tipo ?burst? associadas a fraturas em ramo verde das lâminas</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Joaquim Soares do Brito<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Fernandes<sup>I</sup></b>; <b>António Tirado<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas tipo &ldquo;burst&rdquo; da coluna toraco-lombar podem ser acompanhadas por fraturas das l&acirc;minas vertebrais em ramo verde. Este padr&atilde;o particular de fratura laminar &eacute; um reconhecido fator preditivo da presen&ccedil;a de rotura dural e encarceramento de ra&iacute;zes nervosas.</p>     <p>Neste trabalho s&atilde;o revistos dois casos cl&iacute;nicos de doentes com fraturas tipo &ldquo;burst&rdquo; da coluna lombar, com evid&ecirc;ncia imagiol&oacute;gica de fratura laminar em ramo verde e les&atilde;o neurol&oacute;gica associada. Intra-operatoriamente foi poss&iacute;vel observar uma extensa rotura dural com encarceramento dos elementos neurais nos fragmentos da fratura laminar. Uma abordagem cir&uacute;rgica combinada (posterior-anterior) permitiu uma liberta&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes nervosas previamente a qualquer manobra de redu&ccedil;&atilde;o, assistindo-se a uma evolu&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica favor&aacute;vel nos dois casos.</p>     <p>O reconhecimento do padr&atilde;o de fratura laminar em ramo verde, principalmente na presen&ccedil;a de les&atilde;o neurol&oacute;gica, dever&aacute; influenciar a estrat&eacute;gia de abordagem cir&uacute;rgica, exigindo primeiramente uma abordagem posterior, de modo a permitir o desencarceramento dos elementos neurais e evitar complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fraturas toraco-lombares tipo ?burst?, fraturas laminares em ramo verde, lesão. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The thoracolumbar burst fracture can be associated with greenstick lamina fractures. This lamina fracture pattern has been recognized as predictor for the presence of dural tears with nerve root entrapment.</p>     <p>In this work we review the clinical cases of two patients with high-energy thoracolumbar fractures and imaging evidence of greenstick lamina fracture with incomplete neurological injury. Intraoperatively we observed extensive dural laceration with nerve root entrapment within laminar fracture. A combined surgical approach (posterior-anterior) allowed root liberation prior to any reduction manoeuvre, with a significant neurological recovery in both cases.</p>     <p>Recognition of this type of fracture, especially in presence of neurological compromise should recommend a posterior approach first, to allow nerve root liberation and rule out neurological complications.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Burst fracture, greenstick lamina fracture, dural tears. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura tipo &ldquo;burst&rdquo; da coluna lombar pode ser definida como uma fal&ecirc;ncia da coluna anterior e m&eacute;dia de um segmento vertebral em consequ&ecirc;ncia da carga axial exercida, estado concomitantemente associada a algum grau de flex&atilde;o<sup>1,2,3</sup>. Existe frequentemente retropuls&atilde;o de um ou mais fragmentos do corpo vertebral para o canal raquidiano, com ou sem fraturas de l&acirc;minas associadas. As fraturas das l&acirc;minas podem ser completas, sendo estas conhecidas como fraturas tipo &ldquo;split&rdquo; ou em ramo verde. As les&otilde;es durais com encarceramento dos elementos neurais podem ocorrer simultaneamente &agrave;s fraturas laminares<sup>2</sup>.</p>
    <p>A fratura laminar com padr&atilde;o em ramo verde &eacute; reconhecido como um fator preditivo da presen&ccedil;a de les&otilde;es durais com encarceramento de ra&iacute;zes nervosas. Atualmente n&atilde;o nos &eacute; poss&iacute;vel determinar a exist&ecirc;ncia inequ&iacute;voca destas les&otilde;es atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica, cabendo esse papel &agrave; explora&ccedil;&atilde;o durante o ato cir&uacute;rgico<sup>2</sup>. No entanto, a identifica&ccedil;&atilde;o deste padr&atilde;o de fratura laminar dever&aacute; influenciar a abordagem cir&uacute;rgica, de modo a optimizar o resultado cir&uacute;rgico e prevenir a les&atilde;o neurol&oacute;gica<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Neste trabalho, os autores apresentam dois casos cl&iacute;nicos de fraturas tipo &ldquo;burst&rdquo; em contexto de traumatismo com elevada energia, associadas a fraturas em ramo verde das l&acirc;minas vertebrais e les&atilde;o neurol&oacute;gica concomitante. A prop&oacute;sito destes dois casos &eacute; promovida uma revis&atilde;o da literatura sobre esta tem&aacute;tica, real&ccedil;ando a import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico precoce neste tipo de les&otilde;es, de modo a promover o melhor resultado final poss&iacute;vel.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DOENTES E METODOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliados dois casos cl&iacute;nicos de doentes vitima de acidente com elevada energia, traumatismo toraco-lombar, fractura laminar em ramo verde e les&atilde;o neurol&oacute;gica incompleta (um doente com ASIA C e outro doente com ASIA D na avalia&ccedil;&atilde;o inicial)<sup>4</sup>. Ambos doentes foram submetidos a uma abordagem cir&uacute;rgica posterior para descompress&atilde;o do canal raquidiano, repara&ccedil;&atilde;o da rotura dural existente e instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular, seguida de um segundo tempo operat&oacute;rio com corporectomia para complementar a descompress&atilde;o canalar e reconstru&ccedil;&atilde;o da coluna anterior. Nos dois casos foi observado encarceramento de ra&iacute;zes nervosas, tendo sido necess&aacute;ria a sua liberta&ccedil;&atilde;o cuidadosa ap&oacute;s instrumenta&ccedil;&atilde;o pedicular mas previamente &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>O seguimento m&eacute;dio para os dois casos foi de 29 meses (34 e 24 meses respetivamente), tendo sido observada recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica completa num doente e evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel noutro, que mant&eacute;m uma les&atilde;o minor das ra&iacute;zes distais com disfun&ccedil;&atilde;o vesical.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 1</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do g&eacute;nero masculino, 33 anos de idade, caucasiano, admitido no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia ap&oacute;s ter sido vitima de queda de altura (aproximadamente 6 metros) da qual resultou traumatismo vertebromedular com les&atilde;o sensitiva e motora incompleta de L1-L3, inicialmente classificada como ASIA D. A avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica com radiografia convencional e tomografia computorizada demonstrou presen&ccedil;a de uma fratura tipo &ldquo;burst&rdquo; de L2 (A3 segundo a classifica&ccedil;&atilde;o AO)<sup>5</sup> com fratura em ramo verde da l&acirc;mina vertebral (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) e m&uacute;ltiplas fraturas concomitantes de arcos costais.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a09f1.jpg" width="392" height="251" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O doente foi submetido a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica com abordagem inicial por via posterior, onde foi poss&iacute;vel observar presen&ccedil;a de rotura dural com encarceramento de ra&iacute;zes nervosas. Os elementos neurais foram cuidadosamente libertos e a rotura dural reparada.</p>
    <p>Uma semana ap&oacute;s a cirurgia inicial completou-se a descompress&atilde;o do canal raquidiano por via anterior e procedeu-se &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o da coluna anterior com um cilindro de rede e enxerto aut&oacute;logo.</p>
    <p>Clinicamente verificou-se melhoria imediata das queixas neurol&oacute;gicas e aos 34 meses de seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio o doente n&atilde;o apresenta qualquer d&eacute;fice neurol&oacute;gico.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 2</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do g&eacute;nero masculino, 21 anos de idade, caucasiano, admitido no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia ap&oacute;s queda de altura quantificada em aproximadamente 12 metros, da qual resultou traumatismo vertebromedular com les&atilde;o neurol&oacute;gica incompleta (diminui&ccedil;&atilde;o marcada da for&ccedil;a muscular e sensibilidade em ambos membros inferiores), tendo sido classificado como les&atilde;o ASIA C.</p>
    <p>Concomitantemente, o doente apresentava uma fratura exposta IIIA do pil&atilde;o tibial esquerdo e uma fratura exposta grau I do punho esquerdo, associada a luxa&ccedil;&atilde;o p&oacute;stero-lateral do cotovelo homolateral e trauma abdominal. A avalia&ccedil;&atilde;o por radiografia convencional e tomografia computorizada demonstraram uma fractura cominutiva tipo &ldquo;burst&rdquo; de L2 (C1 na classifica&ccedil;&atilde;o AO) com componente translacional e oblitera&ccedil;&atilde;o completa do canal medular. Verificou-se em simult&acirc;neo a presen&ccedil;a de uma fratura em ramo verde da l&acirc;mina vertebral.</p>
    <p>O doente foi submetido a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em contexto de urg&ecirc;ncia, onde foram fixadas as fraturas do esqueleto apendicular com osteotaxia externa.</p>
    <p>Cinco dias ap&oacute;s a admiss&atilde;o hospitalar foi submetido a nova cirurgia para instrumenta&ccedil;&atilde;o posterior da coluna. Durante o ato cir&uacute;rgico verificou-se o encarceramento das ra&iacute;zes da cauda equina entre os fragmentos da fratura em ramo verde (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a09f2.jpg" width="394" height="390" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi realizada uma liberta&ccedil;&atilde;o cuidadosa destas ra&iacute;zes e foi observada uma extensa rotura dural que foi reparada com uma sutura continua (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n1/23n1a09f3.jpg" width="396" height="251" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Duas semanas ap&oacute;s o segundo procedimento cir&uacute;rgico o doente foi novamente intervencionado, onde se completou a descompress&atilde;o do canal raquidiano por via anterior com corporectomia e reconstru&ccedil;&atilde;o da coluna utilizando um cilindro de rede e enxerto aut&oacute;logo.</p>
    <p>Aos 24 meses de seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio o doente encontra-se independente para as actividades de vida di&aacute;ria, mantendo, no entanto, um d&eacute;fice motor minor com disfun&ccedil;&atilde;o vesical.</p>
    <p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es durais associadas a fraturas da coluna toraco-lombar tipo &ldquo;burst&rdquo; foram identificadas e publicadas pela primeira vez por Miller et al em 19806. Estes autores observaram a exist&ecirc;ncia desta associa&ccedil;&atilde;o num grupo de 19 doentes, dos quais 18 apresentavam simplesmente uma rotura dural associada &agrave; fratura vertebral e oito apresentavam encarceramento das ra&iacute;zes raquidianas com les&atilde;o neurol&oacute;gica subsequente<sup>6</sup>. Estes autores tamb&eacute;m real&ccedil;aram o aumento significativo da dist&acirc;ncia interpedicular neste tipo de fraturas vertebrais, tendo sido novamente relatado por Ozturk et al, que estabeleceram a rela&ccedil;&atilde;o entre uma dist&acirc;ncia interpedicular aumentada e presen&ccedil;a de rotura dural, quando comparada com os casos em que n&atilde;o se verifica les&atilde;o dural<sup>2</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1991 Denis e Burkus identificaram e caracterizaram uma fratura da l&acirc;mina vertebral em resultado da separa&ccedil;&atilde;o do c&oacute;rtex anterior do arco posterior da v&eacute;rtebra, quando este se encontra submetido a carga axial, e que descreveram como fraturas em ramo verde<sup>3</sup>. Quando a coluna &eacute; submetida a carga axial, os pediculos e elementos posteriores separam-se lateralmente com retropuls&atilde;o concomitante do muro posterior, o que promove o aprisionamento da duram&aacute;ter entre os fragmentos da fratura laminar. Ap&oacute;s a dissipa&ccedil;&atilde;o da carga axial, os elementos neurais poder&atilde;o ficar encarcerados<sup>1</sup>.</p>
    <p>Este fen&oacute;meno de fratura lombar com fratura laminar em ramo verde ocorre mais frequentemente entre L2 e L4<sup>1,2,3</sup>. A etiologia subjacente &agrave; maioria destes casos &eacute; a queda de altura, quer com presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de rotura dural ou encarceramento de elementos neurais<sup>2</sup>.</p>
    <p>As fraturas laminares em ramo verde apresentam uma personalidade pr&oacute;pria, distinta da t&iacute;pica fratura laminar vertical, que frequentemente &eacute; observada nas fraturas tipo &ldquo;burst&rdquo; da coluna lombar. As fraturas laminares verticais em &ldquo;split&rdquo; t&ecirc;m uma contribui&ccedil;&atilde;o diminuta para a estabilidade do eixo raquidiano. No entanto, as ra&iacute;zes da cauda equina, num caso de rotura dural, poder&atilde;o encontrar-se encarceradas mesmo entre os fragmentos de uma fratura tipo &ldquo;split&rdquo;<sup>3</sup>.</p>
    <p>A les&atilde;o neurol&oacute;gica pode estar presente em 30 a 60% de todos os doentes com fraturas tipo &ldquo;burst&rdquo; da coluna toraco-lombar<sup>2</sup>. Segundo Andreychilk et al, o conte&uacute;do e dimens&atilde;o do canal raquidiano a n&iacute;vel lombar apresenta caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias que o distinguem dos restantes segmentos raquidianos.</p>
    <p>No segmento lombar, a cauda equina ocupa o canal medular distalmente ao segundo n&iacute;vel lombar, e uma les&atilde;o que afete diretamente esta &aacute;rea poder&aacute; simular uma les&atilde;o nervosa perif&eacute;rica, mas com potencial de recupera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea<sup>7</sup>. Les&otilde;es acima do n&iacute;vel de L2 que afectem a medula espinhal ou o cone medular apresentam pior progn&oacute;stico<sup>7</sup>. Para al&eacute;m destas especificidades, o canal lombar apresenta dimens&otilde;es superiores a qualquer outro segmento da coluna vertebral. Estas caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias ao segmento lombar justificam a baixa frequ&ecirc;ncia de les&otilde;es neurol&oacute;gicas graves e o bom potencial para recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica em rela&ccedil;&atilde;o com as fraturas que surgem nesta regi&atilde;o anat&oacute;mica<sup>7</sup>.</p>
    <p>A associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a presen&ccedil;a de roturas durais e les&atilde;o neurol&oacute;gica tem sido evidenciada na literatura internacional<sup>2</sup>. Ozturk et al registaram a presen&ccedil;a de les&atilde;o neurol&oacute;gica em todos os doentes numa popula&ccedil;&atilde;o com rotura dural em contexto o traum&aacute;tico, com exce&ccedil;&atilde;o de um caso<sup>2</sup>. Na maioria dos doentes, a les&atilde;o neurol&oacute;gica nas fraturas da coluna lombar baixa encontra-se relacionada com o encarceramento das ra&iacute;zes nervosas nas fraturas laminares, tendo menor rela&ccedil;&atilde;o com a compress&atilde;o direta gerada pela retropuls&atilde;o dos fragmentos do corpo vertebral que invadem o canal raquidiano<sup>1</sup>.</p>
    <p>Tamb&eacute;m de acordo com Ozturk et al, a gravidade da les&atilde;o neurol&oacute;gica depende do grau de compress&atilde;o e das ra&iacute;zes que est&atilde;o diretamente implicadas<sup>2</sup>.</p>
    <p>Segundo Cammisa et al, em 50% (30 entre 60 casos) dos doentes de um grupo com fratura da coluna lombar tipo &ldquo;burst&rdquo;, n&atilde;o foi poss&iacute;vel verificar fratura laminar, e nesses casos tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou nenhum caso de rotura dural8. Este achado refor&ccedil;a a rela&ccedil;&atilde;o entre as fraturas laminares e roturas durais. Para al&eacute;m desta constata&ccedil;&atilde;o, de entre os doentes com fratura laminar identificada, 53% (16 casos) apresentavam les&atilde;o neurol&oacute;gica e entre estes doentes, a maioria apresentava rotura dural (11 casos/ 69%)8. Miller et al relataram a presen&ccedil;a de encarceramento de ra&iacute;zes nervosas em 44% dos doentes com rotura dural associada (8 casos em 16), apoiando os achados publicados por Cammisa et al<sup>2,6</sup>.</p>
    <p>Denis e Burkus descreveram um caso de fratura tipo &ldquo;burst&rdquo; de L4 com fratura laminar em ramo verde, no qual se verificou agravamento da les&atilde;o neurol&oacute;gica inicial nos p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato<sup>3</sup>. Estes autores atribu&iacute;ram esta complica&ccedil;&atilde;o &agrave; abordagem anterior da coluna num primeiro tempo cir&uacute;rgico e que provavelmente gerou o encarceramento de elementos neurais durante a redu&ccedil;&atilde;o da fratura<sup>3</sup>. No entanto, mais recentemente, Ozturk et al, registaram um evento semelhante num outro caso, apesar de terem realizado primeiramente uma abordagem cir&uacute;rgica por via posterior<sup>2</sup>. Estes autores real&ccedil;aram que a manobra de redu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ter encerrado a fratura em ramo verde das l&acirc;minas vertebrais e por este mecanismo ter originado a les&atilde;o neurol&oacute;gica ao encarcerar as ra&iacute;zes nervosas<sup>2</sup>. Tendo este conhecimento, torna-se evidente e fundamental excluir a possibilidade de existir um encarceramento de elementos neurais. Se optarmos apenas por uma descompress&atilde;o por via anterior na presen&ccedil;a de uma rotura dural com encarceramento de ra&iacute;zes nervosas, poderemos comprometer a recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica ou inclusivamente promover a sua deteriora&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>A aus&ecirc;ncia de les&atilde;o neurol&oacute;gica ao exame clinico n&atilde;o exclui a possibilidade de rotura dural ou encarceramento radicular<sup>1,2</sup>. Ozturk et al real&ccedil;am que durante o ato cir&uacute;rgico, a inspe&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie dorsal da l&acirc;mina n&atilde;o permite expor consistentemente uma fratura laminar em ramo verde, n&atilde;o se verificando fuga do liquido cefalo-raquidiano que eventualmente pudesse evidenciar a presen&ccedil;a de les&atilde;o dural associada<sup>2</sup>. Para al&eacute;m deste facto, n&atilde;o existe nenhum indicador clinico ou imagiol&oacute;gico (radiografia convencional, tomografia computorizada ou resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear) que permita prever a presen&ccedil;a inequ&iacute;voca de uma rotura dural com encarceramento radicular em contexto de fratura laminar em ramo verde antes da abordagem cir&uacute;rgica<sup>9,10,11</sup>. Por estas raz&otilde;es, Aydinli et al assim como Ozturk et al recomendam uma abordagem cir&uacute;rgica por via posterior como primeira op&ccedil;&atilde;o, realizando preferivelmente uma laminectomia em &ldquo;open book&rdquo; de modo a expor cuidadosamente a duram&aacute;ter<sup>1,2</sup>. Deste modo, os elementos neurais eventualmente encarcerados podem ser libertos com sucesso e sem risco de les&atilde;o neurol&oacute;gica adicional<sup>1,2</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na mesma linha de pensamento, apoiamos a estrat&eacute;gia j&aacute; definida previamente por v&aacute;rios autores, evidenciando a necessidade de explorar a duram&aacute;ter por via posterior atrav&eacute;s da laminectomia de proximal para distal, permitindo excluir o encarceramento radicular e eventual liberta&ccedil;&atilde;o previa &agrave; tentativa de redu&ccedil;&atilde;o da fratura. Nos dois casos apresentados neste trabalho assistiu-se a melhoria significativa com esta estrat&eacute;gia e portanto, recomendamos o planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio perante este tipo particular de fratura.</p>
    <p>Ambos casos apresentados realizaram tomografia computorizada e nos dois casos a tentativa de ligamentotaxia n&atilde;o resultou. Este achado era esperado, tendo em conta o grau de retropuls&atilde;o dos fragmentos vertebrais e a elevada cuminu&ccedil;&atilde;o associada. A segunda interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica serviu fundamentalmente para garantir uma descompress&atilde;o completa do canal medular na presen&ccedil;a de les&atilde;o neurol&oacute;gica, assim como para restabelecer a estabilidade da coluna anterior.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A presen&ccedil;a de uma fratura laminar em ramo verde dever&aacute; motivar uma abordagem cir&uacute;rgica posterior da coluna de modo a garantir a descompress&atilde;o do canal raquidiano previamente a qualquer manobra de redu&ccedil;&atilde;o. Esta estrat&eacute;gia de abordagem permite melhorar significativamente o resultado final da evolu&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o neurol&oacute;gica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Aydinli U, Karaeminogullari O, Tiskaya K, Ozturk C. Dural Tears in Lumbar Fractures with Greenstick Lamina Fractures. Spine. 2001; 26 (18): 410-415</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201500010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Ozturk C, Ersozlu S, Aydinli U. Importance of greenstick lamina fractures in low lumbar burst fractures. International Orthopaedics (SICOT). 2006; 30: 295-298</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-2122201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Denis F, Burkus JK. Diagnosis and treatment of cauda equina entrapment in the vertical lamina fracture of lumbar burst fractures. Spine. 1991; 16: 433-439</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-2122201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Kirshblum SC, Waring W, Biering-Sorensen F. Reference for the 2011 revision of the international standards for neurological classification of spinal cord injury. The Journal of Spine Cord Medicine. 2011 Nov; 34 (6): 547-554</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Magerl F, Aebi M. A comprehensive classification of thoracic and lumbar injuries. European Spine Journal. 1994; 3 (4): 184-201</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-2122201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Miller CA, Dewey RC, Hunt WE. Impaction fracture of the lumbar vertebra with dural tear. Journal of Neurosurgery. 1980; 53: 765-771</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-2122201500010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Andreychik DA, Alander DH, Senica KM. Burst fractures of the second through fifth lumbar vertebrae. Journal of Bone and Joint Surgery. 1996; 78: 1156-1166</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-2122201500010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Cammisa FP, Eismont FJ, Green BA. Dural laceration occurring with burst fractures and associated laminar fractures. Journal of Bone and Joint Surgery. 1989; 71: 1044-1052</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201500010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. McAfee PC, Yuan HA, Frederickson BE. The value of computed tomography in thoracolumbar fractures. Journal of Bone and Joint Surgery Am. 1983; 65: 461-479</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201500010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Silvestro C, Francaviglia N, Bragazzi R. On the predictive value of radiological signs for the presence of dural laceration related to fractures of the lower thoracic or lumbar spine. Journal of Spinal Disorders. 1991; 1: 49-53</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-2122201500010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Pau A, Silvestro C, Carta F. Can the lacerations of the thoracolumbar dura be predicted on the basis of radiological patterns of the spinal fractures?. Acta Neurochir. 1994; 129: 186-187</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201500010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Pickett J, Blumenkopf B. Dural lacerations and thoracolumbar fractures. Journal of Spinal Disorders. 1989; 2: 99-103</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201500010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Denis F. The three column spine and its significance in the classification of acute thoracolumbar spinal injuries. Spine. 1983; 8: 817-831</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201500010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Joaquim Soares do Brito    <br>Centro Hospitalar Lisboa Norte    <br>Hospital de Santa Maria    <br>Avenida Professor Egas Moniz    <br>1649-035 Lisboa    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Portugal    <br><a href="mailto:joaquimsoaresdobrito@gmail.com">joaquimsoaresdobrito@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-11-28</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-02-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-02-02</font></p>     ]]></body><back>
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