<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-2122</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Ortop. Traum.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-2122</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-21222015000200002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Complicações associadas a extension block pinning no tratamento de ?mallet finger?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago Pinheiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[Guido]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saraiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marinhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Filipe Lima]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia Serviço de Ortopedia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Espinho ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>135</fpage>
<lpage>142</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O “mallet finger” é uma deformidade comum. O tratamento é geralmente conservador. No entanto, em casos de situações agudas com fractura-arrancamento superior a 1/3 das superfície articular e subluxação da falange distal preconiza-se o tratamento cirúrgico. Uma das técnicas actualmente mais utilizada foi descrita por Ishigura e consiste num bloqueio percutâneo em extensão com utilização de dois fios de kirshner (extension block pinning). O objectivo deste trabalho foi avaliar as complicações de uma série de doentes operados entre 2009 e 2014. O Ponto de partida para este trabalho é uma noção de inconsistência nos resultados obtidos e consequente procura dos motivos que podiam justificar essa inconsistência de resultados. Não faz parte do objectivo discutir indicações cirúrgicas ou fazer comparações com outras técnicas. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de uma série de 15 doentes sumetidos a tratamento cirúrgico na nossa instituição, pela técnica já referida. Resultados: Todos os doentes foram operados no serviço de urgência. O tempo médio de espera foi de 8 horas. 9 doentes eram do sexo masculino. Os erros técnicos encontrados foram: fios de kirshner com diâmetro maior do que suposto; flexo da IFD; falência da redução; falência do encavilhamento trans-articular. Houve necessidade de reintervenção em 2 doentes com conversão em cirurgia aberta e fixação do tendão com uma âncora. Discussão/Conclusão: O tratamento deste tipo de deformidade mantém-se controverso. Não há nenhum método (aberto ou fechado) em que haja excelentes resultados de forma consistente. O método descrito neste trabalho tem em teoria bons resultados, desde que utilizado em doentes com boa indicação, por cirurgiões com experiência e conhecedores da técnica. As pequenas deformidades residuais são bem toleradas pelo doente, pelo que pode justificar-se maior ponderação na colocação da indicação cirúrgica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Mallet finger is a common deformity. Treatment is usually conservative. However, in cases of acute situations with a fracture with an avulsion greater than 1/3 of the articular surface and subluxation of the distal phalanx surgical treatment is mandatory. One of the most common techniques used today was described by Ishigura and consists of an extension block pinning with the use of two K wires. The purpose of this study was to evaluate the complications of a series of patients operated between 2009 and 2014. The starting point for this work is notion of an inconsistency of the results and consequent demand for reasons that could justify this inconsistency results. It is not the aim to discuss surgical indications or make comparisons with other techniques. Material and Methods: Retrospective study of a series of 15 patients undergoing surgical treatment in our institution with the technique referred previously. Results: All patients were operated in the emergency room. The average waiting time was 8 hours. 9 patients were male. Technical errors were: Kirshner wires with a diameter greater than assumed; flexion of DIF; failure of reduction; failure of the trans-articular nailing. There was need for reintervention in 2 patients with conversion to an open surgery and fixation of the tendon with an anchor. Discussion / Conclusion: The treatment of this type of deformity remains controversial. There is no method (open or closed) where there is excellent results consistently. The method described in this paper has theoretically good results, provided it is used in patients with good indication, by surgeons experienced and skilled in the art. Small residual deformities are well tolerated by the patient, so you can justify a higher prudence in the placement of surgical indication.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mallet finger]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[extension block pinning]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mão]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[mallet finger]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[extension block pinning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[hand]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Complicações associadas a extension block pinning no tratamento de ?mallet finger?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tiago Pinheiro Torres<sup>I</sup></b>; <b>Guido Duarte<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Frias<sup>I</sup></b>; <b>Ricardo Santos Pereira<sup>I</sup></b>; <b>Daniel Saraiva<sup>I</sup></b>; <b>José Marinhas<sup>I</sup></b>; <b>Filipe Lima Santos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia.  Espinho.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O &ldquo;mallet finger&rdquo; &eacute; uma deformidade comum. O tratamento &eacute; geralmente conservador. No entanto, em casos de situa&ccedil;&otilde;es agudas com fractura-arrancamento superior a 1/3 das superf&iacute;cie articular e subluxa&ccedil;&atilde;o da falange distal preconiza-se o tratamento cir&uacute;rgico.<br />Uma das t&eacute;cnicas actualmente mais utilizada foi descrita por Ishigura e consiste num bloqueio percut&acirc;neo em extens&atilde;o com utiliza&ccedil;&atilde;o de dois fios de kirshner (extension block pinning).</p>     <p>O objectivo deste trabalho foi avaliar as complica&ccedil;&otilde;es de uma s&eacute;rie de doentes operados entre 2009 e 2014. O Ponto de partida para este trabalho &eacute; uma no&ccedil;&atilde;o de inconsist&ecirc;ncia nos resultados obtidos e consequente procura dos motivos que podiam justificar essa inconsist&ecirc;ncia de resultados. N&atilde;o faz parte do objectivo discutir indica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas ou fazer compara&ccedil;&otilde;es com outras t&eacute;cnicas.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Estudo retrospectivo de uma s&eacute;rie de 15 doentes sumetidos a tratamento cir&uacute;rgico na nossa institui&ccedil;&atilde;o, pela t&eacute;cnica j&aacute; referida.<br />Resultados: Todos os doentes foram operados no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. O tempo m&eacute;dio de espera foi de 8 horas. 9 doentes eram do sexo masculino. Os erros t&eacute;cnicos encontrados foram: fios de kirshner com di&acirc;metro maior do que suposto; flexo da IFD; fal&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o; fal&ecirc;ncia do encavilhamento trans-articular. Houve necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o em 2 doentes com convers&atilde;o em cirurgia aberta e fixa&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o com uma &acirc;ncora.</p>     <p>Discuss&atilde;o/Conclus&atilde;o: O tratamento deste tipo de deformidade mant&eacute;m-se controverso. N&atilde;o h&aacute; nenhum m&eacute;todo (aberto ou fechado) em que haja excelentes resultados de forma consistente. O m&eacute;todo descrito neste trabalho tem em teoria bons resultados, desde que utilizado em doentes com boa indica&ccedil;&atilde;o, por cirurgi&otilde;es com experi&ecirc;ncia e conhecedores da t&eacute;cnica. As pequenas deformidades residuais s&atilde;o bem toleradas pelo doente, pelo que pode justificar-se maior pondera&ccedil;&atilde;o na coloca&ccedil;&atilde;o da indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: mallet finger, extension block pinning, mão. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction: Mallet finger is a common deformity. Treatment is usually conservative.</p>     <p>However, in cases of acute situations with a fracture with an avulsion greater than 1/3 of the articular surface and subluxation of the distal phalanx surgical treatment is mandatory. One of the most common techniques used today was described by Ishigura and consists of an extension block pinning with the use of two K wires. The purpose of this study was to evaluate the complications of a series of patients operated between 2009 and 2014. The starting point for this work is notion of an inconsistency of the results and consequent demand for reasons that could justify this inconsistency results. It is not the aim to discuss surgical indications or make comparisons with other techniques.</p>     <p>Material and Methods: Retrospective study of a series of 15 patients undergoing surgical treatment in our institution with the technique referred previously. Results: All patients were operated in the emergency room. The average waiting time was 8 hours. 9 patients were male. Technical errors were: Kirshner wires with a diameter greater than assumed; flexion of DIF; failure of reduction; failure of the trans-articular nailing. There was need for reintervention in 2 patients with conversion to an open surgery and fixation of the tendon with an anchor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Discussion / Conclusion: The treatment of this type of deformity remains controversial. There is no method (open or closed) where there is excellent results consistently. The method described in this paper has theoretically good results, provided it is used in patients with good indication, by surgeons experienced and skilled in the art. Small residual deformities are well tolerated by the patient, so you can justify a higher prudence in the placement of surgical indication.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: mallet finger, extension block pinning, hand. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A deformidade em flexo da IFD de um dedo da m&atilde;o (&ldquo;mallet finger&rdquo;) resulta de uma avuls&atilde;o do tend&atilde;o extensor da base da falange distal, com ou sem fragmento &oacute;sseo<sup>1</sup>. (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a> e<a name="topf2"></a><a href="#f2"> 2</a>) O mecanismo de les&atilde;o &eacute; por carga axial ao n&iacute;vel da falange distal. O tratamento &eacute; geralmente conservador.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f1.jpg" width="388" height="376" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f2.jpg" width="388" height="378" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No entanto, em casos de situa&ccedil;&otilde;es agudas em que h&aacute; fractura-avuls&atilde;o superior a 1/3 das superf&iacute;cie articular e subluxa&ccedil;&atilde;o da falange distal &ndash; tipos IVb e IVc segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Doyle e tipo III de Wehbe-Schneider - preconiza-se o tratamento cir&uacute;rgico<sup>2,3,4,5</sup>. A redu&ccedil;&atilde;o aberta est&aacute; associada a uma s&eacute;rie de complicac&otilde;es amplamente descritas: cicatriz, infec&ccedil;&atilde;o, perda de redu&ccedil;&atilde;o, rigidez articular e deformidade<sup>6</sup>. Nesse sentido cada vez mais se opta pelo tratamento percut&acirc;neo. Uma das t&eacute;cnicas fechadas actualmente mais utilizada foi descrita por Ishigura e consiste num bloqueio percut&acirc;neo em extens&atilde;o com utiliza&ccedil;&atilde;o de dois fios de kirshner (extension block pinning)<sup>5</sup>. No entanto, esta t&eacute;cnica &eacute; suscept&iacute;vel a incorrec&ccedil;&otilde;es e erros, os resultados s&atilde;o fortemente penalizado pelas imprecis&otilde;es e a curva de aprendizagem &eacute; exigente. O Ponto de partida para este trabalho &eacute; uma no&ccedil;&atilde;o de inconsist&ecirc;ncia nos resultados obtidos e consequente procura dos motivos que podiam justificar essa inconsist&ecirc;ncia de resultados. N&atilde;o faz parte do objectivo discutir indica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas ou fazer compara&ccedil;&otilde;es com outras t&eacute;cnicas</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Extension block pinning ? técnica cirurgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A t&eacute;cnica descrita inicialmente por Ishigura em 1988, tem vindo a sofrer algumas modifica&ccedil;&otilde;es<sup>7,8,9</sup>.</p>
    <p>O procedimento est&aacute; indicado em deformidades em martelo com fragmento &oacute;sseo desviado e que envolva mais de 1/3 da superf&iacute;cie articular, com ou sem subluxa&ccedil;&atilde;o da falange distal e naqueles doentes em que a redu&ccedil;&atilde;o fechada com imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala n&atilde;o tenha sido eficaz. Originalmente a t&eacute;cnica foi descrita para ser realizada sob anestesia com bloqueio digital, embora na nossa institui&ccedil;&atilde;o se realize na maioria das vezes sob anestesia geral / seda&ccedil;&atilde;o com o apoio imagiologico. Devemos colocar as articula&ccedil;&otilde;es IFP e IFD sob m&aacute;xima flex&atilde;o. Com o apoio imagiol&oacute;gico, um fio de kirshner (0,9 &ndash; 1,4 mm) dever&aacute; ser inserido percutaneamente atrav&eacute;s do tend&atilde;o extensor e fixado na cabe&ccedil;a da falange interm&eacute;dia, em inclina&ccedil;&atilde;o distal e num &acirc;ngulo de cerca de 45&ordm; ao eixo do dedo. De seguida, deve-se fazer extens&atilde;o a 0&ordm; da falange distal no sentido de reduzir a fractura, e fixar a articula&ccedil;ao IFD com um segundo fio de kirshner que dever&aacute; atravessar a articula&ccedil;&atilde;o. Os fios devem ser retirados &agrave;s 4-6 semanas assim que haja evid&ecirc;ncia radiol&oacute;gica de consolida&ccedil;&atilde;o. (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f3.jpg" width="393" height="826" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Avaliou-se uma s&eacute;rie cont&iacute;nua de 15 doentes operados entre 2010 e 2014 na nossa institui&ccedil;&atilde;o, a fracturas que envolviam 1/3 ou mais da superf&iacute;cie articular pelo m&eacute;todo anteriormente descrito. Este estudo retrospectivo focou-se nas complica&ccedil;&otilde;es obtidas e na tentativa de caracterizar incorrec&ccedil;&otilde;es e erros cometidos e relacion&aacute;-los com os resultados obtidos. Todos os doentes foram operados no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. O tempo m&eacute;dio de espera foi de 8 horas.</p>
    <p>Nove doentes eram do sexo masculino. A idade m&eacute;dia dos doentes foi 34. Os dedos comprometidos foram: em 5 casos, o 5&ordm; dedo; em 4 casos, o 3&ordm; dedo, em 4 casos o 2&ordm; dedo e em 1 caso o 4&ordm; dedo. Num caso a deformidade foi do 4&ordm; e 5&ordm; dedos. Em 9 casos a les&atilde;o foi na m&atilde;o dominante. Nenhuma fractura foi exposta.</p>
    <p>Dez doentes foram seguidos em consulta externa na nossa institui&ccedil;&atilde;o. Os restantes foram para outras institui&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a cirurgia, ou devido a &aacute;rea de referencia&ccedil;&atilde;o distinta ou por se tratar de acidentes laborais.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados incidiu sobre as complica&ccedil;&otilde;es e erros t&eacute;cnicos cometidos pela visualiza&ccedil;&atilde;o dos RXs p&oacute;s-operat&oacute;rios imediatos, RXs ap&oacute;s extrac&ccedil;&atilde;o dos fios de kirshner, RXs actuais, entrevistas telef&oacute;nicas, entrevistas presenciais. O follow-up m&eacute;dio foi de 12 meses.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As complica&ccedil;&otilde;es encontradas na nossa s&eacute;rie foram as descritas na tabela em anexo (<a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02t1.jpg" width="389" height="227" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ap&oacute;s observa&ccedil;&atilde;o dos RXs p&oacute;s-operat&oacute;rios encontr&aacute;mos alguns erros t&eacute;cnicos: fios K com di&acirc;metro maior do que suposto; redu&ccedil;&atilde;o incompleta da deformidade e/ou da fractura; fal&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o ao longo do per&iacute;odo de tratamento; insucesso do encavilhamento. Houve necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o em 2 doentes com convers&atilde;o em cirurgia aberta e fixa&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o com uma &acirc;ncora. (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figuras 4</a>, <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a> e <a name="topf6"></a><a href="#f6">6</a>)</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f4.jpg" width="389" height="333" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f5.jpg" width="393" height="638" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a02f6.jpg" width="389" height="354" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A t&eacute;cnica descrita por Ishigura pretende ser um procedimento de redu&ccedil;&atilde;o indirecta da fractura<sup>5,13</sup>. Os resultados descritos pelo autor e pelos autores que publicaram modifica&ccedil;&otilde;es ao procedimento original (Hofmeister et al; Lee YH et al; Lee SK et al, Jorgsholm et al. Tetik e Gudemez) variam: perda de extens&atilde;o at&eacute; 20&ordm; e taxa de complica&ccedil;&otilde;es de 5 a 60%9.</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es encontradas na nossa s&eacute;rie est&atilde;ode acordo com os resultados de series recentes publicadas. Orhun (2009) descreve como normal alguma perda na extens&atilde;o dos doentes que tamb&eacute;m referem uma deformidade ao n&iacute;vel da regi&atilde;o da IFD.A obrigatoriedade do apoio imagiol&oacute;gico tamb&eacute;m &eacute; referida como uma desvantagem.</p>
    <p>Os defensores da redu&ccedil;&atilde;o aberta advogam que &eacute; importante a visualiza&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie articular para o cirurgi&atilde;o se assegurar da redu&ccedil;&atilde;o no sentido de evitar altera&ccedil;&otilde;es degenerativas e perda de mobilidade articular<sup>10,11,12</sup>.</p>
    <p>Ishiguro (1988) descreveu que o fio trans-articular dever&aacute; ser introduzido radial ou cubitalmente no sentido de evitar penetrar no foco de fractura, o que poder&aacute; levar a perda de redu&ccedil;&atilde;o e interferir com a consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea<sup>5,13</sup>. Shariatzadeh (2009) num artigo acerca desta t&eacute;cnica, refere que a trans-fixa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o, ainda que tempor&aacute;ria, dever&aacute; ser a causa da recupera&ccedil;&atilde;o incompleta do arco de mobilidade da IFD e da obten&ccedil;&atilde;o de resultados n&atilde;o favor&aacute;veis. As complica&ccedil;&otilde;es descritas foram a les&atilde;o articular, a infec&ccedil;&atilde;o dos fios e a deformidade da unha. Agarwal (2012) descreve a dificuldade t&eacute;cnica na abordagem da IFD por via percut&acirc;nea e a inefectividade deste procedimento na abordagem de calo em deformidades subagudas ou cr&oacute;nicas. Kumar (2013) descreve que as complica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inerentes &agrave;s dificuldades na redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o; e que as complica&ccedil;&otilde;es associadas ao procedimento s&atilde;o a les&atilde;o da cartilagem aguando da fixa&ccedil;&atilde;o da IFD, infec&ccedil;&atilde;o do local de inser&ccedil;&atilde;o dos fios e deformidade da unha. Uzun (2012) descreve que a complica&ccedil;&atilde;o mais comum da t&eacute;cnica descrita por Ishiguro &eacute; a artrose secundaria da articula&ccedil;&atilde;o IFD especialmente quando h&aacute; necessidade de v&aacute;rias tentativas de encavilhamento.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como vemos, h&aacute; uma s&eacute;rie de autores a publicar artigos com complica&ccedil;&otilde;es inerentes ao m&eacute;todo. H&aacute; tamb&eacute;m uma s&eacute;rie de artigos publicados com modifica&ccedil;&otilde;es da t&eacute;cnica original o que nos leva a concluir que os resultados apresentados s&atilde;o controversos, n&atilde;o sendo consistentes nem satisfat&oacute;rios<sup>9,14,15</sup>. No entanto, em nenhum trabalho publicado h&aacute; refer&ecirc;ncia a erros t&eacute;cnicos que levam a fal&ecirc;ncia do m&eacute;todo. Os erros cometidos podem ser explicados por:ambiente de urg&ecirc;ncia; equipas diferentes e heterog&eacute;neas quanto ao grau de diferencia&ccedil;&atilde;o; inexperi&ecirc;ncia das equipas cir&uacute;rgicas, por m&aacute; qualidade do aparelho de apoio imagiol&oacute;gico utilizado, por inexist&ecirc;ncia de material adequado e/ou por m&aacute; indica&ccedil;&atilde;o para este tipo de cirurgia.</p>
    <p>A t&eacute;cnica utilizada apresenta resultados satisfat&oacute;rios, desde que utilizada por cirurgi&otilde;es com experi&ecirc;ncia e conhecedores da teoria inerente &agrave; t&eacute;cnica, desde que utilizada em doentes com as indica&ccedil;&otilde;es j&aacute; enunciadas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tratamento deste tipo de deformidade mant&eacute;m-se controverso. N&atilde;o h&aacute; nenhum m&eacute;todo (aberto ou fechado) em que haja excelentes resultados de forma consistente. O m&eacute;todo descrito neste trabalho tem em teoria bons resultados, desde que utilizado em doentes com boa indica&ccedil;&atilde;o, por cirurgi&otilde;es com experi&ecirc;ncia e conhecedores da t&eacute;cnica. As pequenas deformidades residuais s&atilde;o bem toleradas pelo doente, pelo que pode justificar-se maior pondera&ccedil;&atilde;o na coloca&ccedil;&atilde;o da indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Doyle JR. Extensor tendon acute injuries. In Green DP, Hotchkiss RN, Pederson WC, editors. Operative hand surgery. New York: Churchill Livingstone; 1999. p. 1950-1987.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Perron  AD, Brady WJ, Keats  TE. Orthopedic pitfalls in the emergency department: closed tendon injuries of the hand. Am J Emerg Med. 1999;  (19): 76-80</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307341&pid=S1646-2122201500020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Handoll HH. Interventions for treating mallet finger injuries. Cochrane Database Syst Rev. 2004;  (3)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307342&pid=S1646-2122201500020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Pegoli   L, Toh  K, Arai A, Fukuda  S, Nishikawa S S, Vallejo  IG. The Ishiguro extension block technique for the treatment of mallet finger fracture: indications and clinical results. J Hand Surg. 2003; 28-B: 15-17</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307343&pid=S1646-2122201500020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Ishiguro T. A new Method of closed reduction for mallet fracture using extension-block Kirschner wire.  Cent Jpn J Orthop Trauma Surg. 1988; 6: 413-415</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307344&pid=S1646-2122201500020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Crawford GP. The moulded polythene splint for the mallet finger deformities. J Hand Surg Am. 1984; 9 (2): 231-237</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307345&pid=S1646-2122201500020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7.  Darder-Prats A, Fernandez-Garcia E, Fernandez- Gabarda  R. Treatment of mallet finger fractures by the extension-block K-wire technique. J Hand Surg Br. 1998; 23 (6): 802-805</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307346&pid=S1646-2122201500020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Doyle JR. Extensor Tendons: Acute Injuries. In:Green DP (Ed.) Operative Hand Surgery. New York: Churchill Livingstone. 1988; 3: 2045-2071</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307347&pid=S1646-2122201500020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. The Hand Fractures, Dislocations, and Ligamentous Injuries. In Mosby Elsevier, editors. In: Campbell?s Operative Orthopaedics. Philadelphia: 11th ed; p. 3966-3967.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Wehbe MA, Schneider LH. Mallet fractures. J BoneJoint Surg Am. 1984; 66 (5): 658-669</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307349&pid=S1646-2122201500020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Bendre AA, Hartigan BJ, Kalainov DM. Mallet finger. J Am Acad Orthop Surg. 2005; 13 (5): 336-344</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307350&pid=S1646-2122201500020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Stern PJ, Kastrup JJ. Complications and prognosis of treatment of mallet finger. J Hand Surg Am. 1988; 13 (3): 329-334</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307351&pid=S1646-2122201500020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Ishiguro T, Itoh Y, Yabe Y, Hashizume N. Extension block with Kirschner wire for fracture dislocation of the distal interphalangeal joint. Tech Hand Up Extrem Surg. 1997; 1 (2): 95-102</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307352&pid=S1646-2122201500020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Inoue G. Closed reduction of mallet fractures using extension-block Kirschner wire. J Orthop Trauma. 1992; 6 (4): 413-415</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307353&pid=S1646-2122201500020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Darder-Prats A, Fernandez-Garcia E, Fernandez-Gabarda R, Darder-Garcia A. Treatment of mallet finger fractures by the extension-block K-wire technique. J Hand Surg Br. 1998; 23 (6): 802-805</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307354&pid=S1646-2122201500020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Tiago Pinheiro Torres    <br>Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/ Espinho    <br>R. Dr. Francisco Sá Carneiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>4400-129 Vila Nova de Gaia    <br>Telefone: +351 22 786 5100    <br><a href="mailto:tiagocpt@gmail.com">tiagocpt@gmail.com</a>    <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-03-07</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-09-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-09-28</font></p>     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Extensor tendon acute injuries]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hotchkiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[RN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pederson]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Operative hand surgery]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>1950-1987</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Churchill Livingstone]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perron]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brady]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keats]]></surname>
<given-names><![CDATA[TE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Orthopedic pitfalls in the emergency department: closed tendon injuries of the hand]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Emerg Med]]></source>
<year>1999</year>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>76-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Handoll]]></surname>
<given-names><![CDATA[HH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interventions for treating mallet finger injuries]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane Database Syst Rev]]></source>
<year>2004</year>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pegoli]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toh]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arai]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fukuda]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nishikawa S]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vallejo]]></surname>
<given-names><![CDATA[IG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Ishiguro extension block technique for the treatment of mallet finger fracture: indications and clinical results]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hand Surg]]></source>
<year>2003</year>
<volume>28-B</volume>
<page-range>15-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ishiguro]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A new Method of closed reduction for mallet fracture using extension-block Kirschner wire]]></article-title>
<source><![CDATA[Cent Jpn J Orthop Trauma Surg]]></source>
<year>1988</year>
<volume>6</volume>
<page-range>413-415</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crawford]]></surname>
<given-names><![CDATA[GP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The moulded polythene splint for the mallet finger deformities]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hand Surg Am]]></source>
<year>1984</year>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>231-237</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Darder-Prats]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez-Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez- Gabarda]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatment of mallet finger fractures by the extension-block K-wire technique]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hand Surg Br]]></source>
<year>1998</year>
<volume>23</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>802-805</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Extensor Tendons: Acute Injuries In:Green DP (Ed. Operative Hand Surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[New York: Churchill Livingstone]]></source>
<year>1988</year>
<volume>3</volume>
<page-range>2045-2071</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Hand Fractures, Dislocations, and Ligamentous Injuries]]></article-title>
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mosby]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elsevier]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[In: Campbell?s Operative Orthopaedics]]></source>
<year></year>
<page-range>3966-3967</page-range><publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[11th ed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wehbe]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mallet fractures]]></article-title>
<source><![CDATA[J BoneJoint Surg Am]]></source>
<year>1984</year>
<volume>66</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>658-669</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bendre]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartigan]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kalainov]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mallet finger]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Acad Orthop Surg]]></source>
<year>2005</year>
<volume>13</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>336-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stern]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kastrup]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Complications and prognosis of treatment of mallet finger]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hand Surg Am]]></source>
<year>1988</year>
<volume>13</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>329-334</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ishiguro]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Itoh]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hashizume]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Extension block with Kirschner wire for fracture dislocation of the distal interphalangeal joint]]></article-title>
<source><![CDATA[Tech Hand Up Extrem Surg]]></source>
<year>1997</year>
<volume>1</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>95-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Inoue]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Closed reduction of mallet fractures using extension-block Kirschner wire]]></article-title>
<source><![CDATA[J Orthop Trauma]]></source>
<year>1992</year>
<volume>6</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>413-415</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Darder-Prats]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez-Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez-Gabarda]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Darder-Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatment of mallet finger fractures by the extension-block K-wire technique]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hand Surg Br]]></source>
<year>1998</year>
<volume>23</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>802-805</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
