<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-2122</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Ortop. Traum.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-2122</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-21222015000200006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Osteointegração nos amputados: um passo em frente!]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vânia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cantista]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brånmark]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rickard]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Sahlgrenska University Hospital  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto (CHP) Hospital de Santo António Serviço de Fisiatria]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Porto Hospital de Santo António Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>168</fpage>
<lpage>176</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Em Portugal, até agora, as próteses de reabilitação usadas para doentes amputados a nível transfemoral e transtibial condicionam trocas frequentes por motivos de alargamento, instabilidade, desconforto, problemas de pele e dor no coto que originam limitação funcional e perda de qualidade de vida. Em 1990, na Suécia, adoptou-se a técnica de osteointegração no membro inferior e superior com o desenvolvimento inovador da fixação óssea da prótese, eliminando o contacto com a pele e permitindo ganhar função e independência destes doentes. O desenvolvimento do protocolo OPRA permitiu definir critérios de indicação e seleção dos doentes e programar um processo de reabilitação individualizado. A técnica engloba 2 tempos cirúrgicos nos ossos longos. Os autores reportam o primeiro caso clínico de osteointegração realizado em Portugal. Caso Clínico: Um amputado transtibial com necessidade de trocas frequentes da prótese de reabilitação tipo socket, foi selecionado para osteointegração. Na fase S1 foi introduzido o implante intramedular. Após 6 meses, na fase S2 foi colocada a conexão de titânio por protusão à pele, e estabilização dos tecidos moles. O programa de reabilitação foi gradual e individualizado. Recorreu-se à escala visual analógica da dor para progressão da recuperação funcional. O doente está satisfeito e com capacidade de realizar eficazmente atividades até aqui inatingíveis. Discussão: A osteointegração implica uma equipa multidisciplinar e visa promover qualidade de vida e recuperar eficazmente doentes amputados para a sociedade ativa. Neste primeiro doente verificou-se ganho de função e independência com claro impacto psicosocioeconómico. Factores como a estrutura, dinâmica e bioquímica do tecido ósseo assim como a estabilização dos tecidos moles são fundamentais. As complicações possíveis incluem infeção, necrose cutânea, descelagem e fractura. As vantagens biomecânicas são maior segurança, suporte dos tecidos moles, estabilidade protésica e, no caso das amputações transfemorais, maior flexão do joelho. Conclusão: A osteointegração representa um passo em frente na reabilitação dos amputados e os autores acreditam que contribuirá no futuro para dotar as próteses de função sensitivomotora artificial, com o desenvolvimento das neurociências, robótica e engenharias electrotécnica e biomédica. A osteointegração permitiu projetar uma vida diferente e mais ativa para este doente, conjugando os impactos biomecânico, fisiológico, psicológico, social e económico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: In Portugal, until now, amputees above and below knee require frequently exchanges of the prostheses used for rehabilitation due to enlargement, instability, discomfort, skin problems and stump pain that cause functional impairment and loss of quality of life. In 1990, Sweden adopted the technique of osseointegration in lower and upper limb with the innovative development of prosthesis with bone fixation, eliminating contact with skin and allowing gain of function and freedom of these patients, and an important socio-economic impact. The development of the OPRA protocol allowed setting indications and selection of patients and scheduling an individual rehabilitation process. The technique involves two surgical times in the long bones. The authors report the first clinical case of osseointegration held in Portugal. Case Report: A male amputee used to require frequent replacement of the rehabilitation socket prosthesis and was selected to osseointegration. On S1 osseointegration was introduced an intramedullary implant. After 6 months, on S2 was placed the titanium abutment that protrudes to the skin, accompanied by stabilization procedure of soft tissue. The rehabilitation program was gradual and individualized. The visual analogue pain scale was used to control the progression of functional recovery. The patient is satisfied and able to perform effectively activities unattainable until here. Discussion: The osseointegration involves a multidisciplinary team and aims to promote quality of life and recover effectively amputated patients for the active society. In this first patient, there was gain of function and freedom with clear psycho-socioeconomic impact. Factors such as the structure, dynamics and biochemistry of bone tissue and the stabilization of soft tissues are fundamental. Possible complications include infection, skin necrosis, loosening, and fracture. The biomechanical advantages are increased safety, support of soft tissues, prosthetic stability and, in the case of amputations above knee, higher knee flexion. Conclusion: The osseointegration represents a step forward in the rehabilitation of amputees and the authors believe that it will contribute in the future to provide the prosthetic artificial sensorimotor function, with the development of neuroscience, robotics and electrical and biomedical engineering. The osseointegration allowed designing a different, more active life for this patient by combining the biomechanical, physiological, psychological, social and economic impacts.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteointegração]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[protocolo OPRA]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[amputado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[função]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[prótese]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Osseointegration]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[OPRA protocol]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[amputee]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[function]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[prosthesis]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Osteointegração nos amputados: um passo em frente!</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Vânia Oliveira<sup>I, II</sup></b>; <b>Pedro Cantista<sup>II, I</sup></b>; <b>Rickard Brånmark<sup>III</sup></b>; <b>Pedro Cardoso<sup>II, I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Centre of Orthopaedic Osseointegration, Sahlgrenska University Hospital, University of Gothenburg,Sweden.<br />II. Serviço de Fisiatria do Centro Hospitalar do Porto (CHP). Hospital de Santo António. Portugal.<br />III. Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP). Hospital de Santo António. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Em Portugal, at&eacute; agora, as pr&oacute;teses de reabilita&ccedil;&atilde;o usadas para doentes amputados a n&iacute;vel transfemoral e transtibial condicionam trocas frequentes por motivos de alargamento, instabilidade, desconforto, problemas de pele e dor no coto que originam limita&ccedil;&atilde;o funcional e perda de qualidade de vida. Em 1990, na Su&eacute;cia, adoptou-se a t&eacute;cnica de osteointegra&ccedil;&atilde;o no membro inferior e superior com o desenvolvimento inovador da fixa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea da pr&oacute;tese, eliminando o contacto com a pele e permitindo ganhar fun&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia destes doentes.</p>     <p>O desenvolvimento do protocolo OPRA permitiu definir crit&eacute;rios de indica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o dos doentes e programar um processo de reabilita&ccedil;&atilde;o individualizado. A t&eacute;cnica engloba 2 tempos cir&uacute;rgicos nos ossos longos.</p>     <p>Os autores reportam o primeiro caso cl&iacute;nico de osteointegra&ccedil;&atilde;o realizado em Portugal.</p>     <p>Caso Cl&iacute;nico: Um amputado transtibial com necessidade de trocas frequentes da pr&oacute;tese de reabilita&ccedil;&atilde;o tipo socket, foi selecionado para osteointegra&ccedil;&atilde;o. Na fase S1 foi introduzido o implante intramedular. Ap&oacute;s 6 meses, na fase S2 foi colocada a conex&atilde;o de tit&acirc;nio por protus&atilde;o &agrave; pele, e estabiliza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles.</p>     <p>O programa de reabilita&ccedil;&atilde;o foi gradual e individualizado. Recorreu-se &agrave; escala visual anal&oacute;gica da dor para progress&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o funcional.</p>     <p>O doente est&aacute; satisfeito e com capacidade de realizar eficazmente atividades at&eacute; aqui inating&iacute;veis.</p>     <p>Discuss&atilde;o: A osteointegra&ccedil;&atilde;o implica uma equipa multidisciplinar e visa promover qualidade de vida e recuperar eficazmente doentes amputados para a sociedade ativa.</p>     <p>Neste primeiro doente verificou-se ganho de fun&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia com claro impacto psicosocioecon&oacute;mico.</p>     <p>Factores como a estrutura, din&acirc;mica e bioqu&iacute;mica do tecido &oacute;sseo assim como a estabiliza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles s&atilde;o fundamentais. As complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis incluem infe&ccedil;&atilde;o, necrose cut&acirc;nea, descelagem e fractura.</p>     <p>As vantagens biomec&acirc;nicas s&atilde;o maior seguran&ccedil;a, suporte dos tecidos moles, estabilidade prot&eacute;sica e, no caso das amputa&ccedil;&otilde;es transfemorais, maior flex&atilde;o do joelho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclus&atilde;o: A osteointegra&ccedil;&atilde;o representa um passo em frente na reabilita&ccedil;&atilde;o dos amputados e os autores acreditam que contribuir&aacute; no futuro para dotar as pr&oacute;teses de fun&ccedil;&atilde;o sensitivomotora artificial, com o desenvolvimento das neuroci&ecirc;ncias, rob&oacute;tica e engenharias electrot&eacute;cnica e biom&eacute;dica.</p>     <p>A osteointegra&ccedil;&atilde;o permitiu projetar uma vida diferente e mais ativa para este doente, conjugando os impactos biomec&acirc;nico, fisiol&oacute;gico, psicol&oacute;gico, social e econ&oacute;mico.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Osteointegração, protocolo OPRA, amputado, função, prótese. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: In Portugal, until now, amputees above and below knee require frequently exchanges of the prostheses used for rehabilitation due to enlargement, instability, discomfort, skin problems and stump pain that cause functional impairment and loss of quality of life. In 1990, Sweden adopted the technique of osseointegration in lower and upper limb with the innovative development of prosthesis with bone fixation, eliminating contact with skin and allowing gain of function and freedom of these patients, and an important socio-economic impact. The development of the OPRA protocol allowed setting indications and selection of patients and scheduling an individual rehabilitation process. The technique involves two surgical times in the long bones.</p>     <p>The authors report the first clinical case of osseointegration held in Portugal.</p>     <p>Case Report: A male amputee used to require frequent replacement of the rehabilitation socket prosthesis and was selected to osseointegration. On S1 osseointegration was introduced an intramedullary implant. After 6 months, on S2 was placed the titanium abutment that protrudes to the skin, accompanied by stabilization procedure of soft tissue.</p>     <p>The rehabilitation program was gradual and individualized. The visual analogue pain scale was used to control the progression of functional recovery.</p>     <p>The patient is satisfied and able to perform effectively activities unattainable until here.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Discussion: The osseointegration involves a multidisciplinary team and aims to promote quality of life and recover effectively amputated patients for the active society.</p>     <p>In this first patient, there was gain of function and freedom with clear psycho-socioeconomic impact.</p>     <p>Factors such as the structure, dynamics and biochemistry of bone tissue and the stabilization of soft tissues are fundamental. Possible complications include infection, skin necrosis, loosening, and fracture.</p>     <p>The biomechanical advantages are increased safety, support of soft tissues, prosthetic stability and, in the case of amputations above knee, higher knee flexion.</p>     <p>Conclusion: The osseointegration represents a step forward in the rehabilitation of amputees and the authors believe that it will contribute in the future to provide the prosthetic artificial sensorimotor function, with the development of neuroscience, robotics and electrical and biomedical engineering.</p>     <p>The osseointegration allowed designing a different, more active life for this patient by combining the biomechanical, physiological, psychological, social and economic impacts.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Osseointegration, OPRA protocol, amputee, function, prosthesis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em Portugal, at&eacute; agora, as pr&oacute;teses tipo ball and socket de reabilita&ccedil;&atilde;o usadas para doentes amputados a n&iacute;vel transfemoral e transtibial condicionam trocas frequentes por motivos de alargamento, instabilidade, desconforto, problemas de pele e dor no coto que originam limita&ccedil;&atilde;o funcional e perda de qualidade de vida.<sup>1-6</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de osteointegra&ccedil;&atilde;o foi desenvolvido em 1952 em Gotemburgo, na Su&eacute;cia, pelo Prof. Dr. Per-Ingvar Br&aring;nemark e foi inicialmente aplicado &agrave;s pr&oacute;teses dent&aacute;rias que contam com mais de 1 milh&atilde;o desde 1965.<sup>7-11</sup> Em 1990, em Gotemburgo, adoptou-se a t&eacute;cnica de osteointegra&ccedil;&atilde;o no membro inferior e superior com o desenvolvimento inovador da fixa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea da pr&oacute;tese atrav&eacute;s de implante de puro tit&acirc;nio que visa a integra&ccedil;&atilde;o sem interposi&ccedil;&atilde;o de fibrose na interface osso-implante. Esta t&eacute;cnica elimina o contacto com a pele e problemas associados, permite ganho de fun&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia destes doentes, melhor qualidade de vida, com um importante impacto socio-econ&oacute;mico.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Protocolo OPRA (Osseointegrated Prostheses for the Rehabilitation of Amputees)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O desenvolvimento do protocolo OPRA em 1999, em Gotemburgo, permitiu definir crit&eacute;rios de indica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o dos doentes e programar um processo individual de reabilita&ccedil;&atilde;o, com homogeneidade.</p>
    <p>Assim, em amputados com matura&ccedil;&atilde;o esquel&eacute;tica e menos de 70 anos s&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es a exist&ecirc;ncia de problemas correntes com as pr&oacute;teses tipo socket como as feridas cut&acirc;neas, rash ou &uacute;lceras de press&atilde;o, desconforto, sudorese, alargamento, dor ou dor fantasma, problemas de suspens&atilde;o e instabilidade, com dificuldades de mobilidade. Al&eacute;m disso, &eacute; fundamental alto n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o individual do amputado e ades&atilde;o a um processo que, a velocidade normal, demora 1 ano a completar-se.</p>
    <p>Sendo a sele&ccedil;&atilde;o criteriosa, os amputados com doen&ccedil;a vascular perif&eacute;rica grave, com ou sem Diabetes Mellitus, sob quimioterapia, corticoterapia, tratamento imunossupressor, obesidade com mais de 100kg, gravidez ou crian&ccedil;as em crescimento s&atilde;o exclu&iacute;dos. O tabagismo &eacute; considerado uma contraindica&ccedil;&atilde;o relativa.</p>
    <p>O estudo pr&eacute;vio deve incluir estudo de imagem (radiografias convencionais, TAC), determina&ccedil;&atilde;o do comprimento e for&ccedil;a do membro residual, mobilidades da anca e pode ser complementado com an&aacute;lises da marcha.</p>
    <p>Devem ser investigadas co-morbilidades e realizados os seguintes inqu&eacute;ritos: QVRS (gen&eacute;rico e doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica), Q-TFA, para amputados transfemorais, e SF-36 para avalia&ccedil;&atilde;o global da qualidade de vida, com componente f&iacute;sico e mental.</p>
    <p>O question&aacute;rio desenvolvido para cada amputado transfemoral &eacute; constitu&iacute;do por 3 partes: A, uso prot&eacute;sico corrente; B, fun&ccedil;&atilde;o/mobilidade que essa pr&oacute;tese proporciona; C, problemas atuais e qualidade de vida. Este question&aacute;rio faz-se na sele&ccedil;&atilde;o de doentes e repete-se ap&oacute;s terminar a reabilita&ccedil;&atilde;o de S2, como um par&acirc;metro de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>J&aacute; foram tratados eficazmente mais de 200 amputados desde 1990 e, nos centros mundiais, al&eacute;m dos amputados transfemorais, transtibiais e transumerais, tamb&eacute;m o n&uacute;mero de casos de osteointegra&ccedil;&atilde;o no polegar, em 1 s&oacute; tempo com integra&ccedil;&atilde;o no osso metacarpiano, tem vindo a crescer.</p>
    <p>A t&eacute;cnica de osteointegra&ccedil;&atilde;o engloba 2 tempos cir&uacute;rgicos nos ossos longos:<br />&bull; S1 Osteointegra&ccedil;&atilde;o: Introdu&ccedil;&atilde;o do implante de tit&acirc;nio intramedular seguido de descarga por cerca de 6 meses, com uso da pr&oacute;tese pr&eacute;via tipo socket.<br />&bull; S2 Osteointegra&ccedil;&atilde;o: Teste &agrave; estabilidade do implante e coloca&ccedil;&atilde;o da conex&atilde;o de tit&acirc;nio para a pr&oacute;tese definitiva por protus&atilde;o &agrave; pele, e estabiliza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segue-se um per&iacute;odo de reabilita&ccedil;&atilde;o gradual, individual e progressivo, at&eacute; ao uso da pr&oacute;tese definitiva.</p>
    <p>Os autores reportam o primeiro caso cl&iacute;nico de osteointegra&ccedil;&atilde;o realizado em Portugal.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino e com 49 anos de idade, com osteossarcoma osteol&iacute;tico de baixo grau da t&iacute;bia direita que foi submetido a amputa&ccedil;&atilde;o transtibial em 2011 e se encontra livre de doen&ccedil;a. Necessitou de trocas frequentes da pr&oacute;tese de reabilita&ccedil;&atilde;o por alargamento, problemas de pele com &uacute;lceras de press&atilde;o e dor no coto (<a href="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f1.jpg">Figura 1 A-C</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f1.jpg">Figura 1 </a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O coto de amputa&ccedil;&atilde;o apresentava tamanho e qualidade &oacute;ssea adequados &agrave; osteointegra&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f2.jpg">Figura 2 A-D</a>), na aus&ecirc;ncia de contra-indica&ccedil;&otilde;es.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f2.jpg">Figura 2 </a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi submetido &agrave; fase S1 de osteointegra&ccedil;&atilde;o com aplica&ccedil;&atilde;o do implante intramedular tibial (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3 A-B</a>). Ap&oacute;s 6 meses de evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel foi realizada a fase S2, com teste &agrave; estabilidade do implante e coloca&ccedil;&atilde;o do conector de tit&acirc;nio que faz a protus&atilde;o &agrave; pele e permite conex&atilde;o &agrave; pr&oacute;tese definitiva, acompanhado da estabiliza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>). No processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea apresentou sinais suspeitos de infec&ccedil;&atilde;o superficial limitada, sem necrose, e respondeu a antibioterapia oral institu&iacute;da, sem recidiva e completa cicatriza&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f3.jpg" width="395" height="354" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f4.jpg" width="395" height="246" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f5.jpg" width="394" height="487" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O programa de reabilita&ccedil;&atilde;o institu&iacute;do foi gradual e individualizado, com carga progressiva at&eacute; ao uso da pr&oacute;tese definitiva (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). Recorreu-se &agrave; escala visual anal&oacute;gica da dor para progress&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o funcional.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n2/23n2a06f6.jpg" width="401" height="807" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todo o programa de reabilita&ccedil;&atilde;o foi delineado em conjunto com a equipa cir&uacute;rgica, seguindo as normas protocoladas para os processos de protetiza&ccedil;&atilde;o por osteointegra&ccedil;&atilde;o mas tendo tamb&eacute;m em aten&ccedil;&atilde;o as especificidades do presente caso. Sublinhamos antes de mais a import&acirc;ncia de uma completa informa&ccedil;&atilde;o ao doente e a todos os profissionais de sa&uacute;de intervenientes no seu tratamento. O rigor dos &ldquo;timings&rdquo; e o cumprimento escrupuloso das diferentes etapas evolutivas do programa s&atilde;o obrigat&oacute;rios. Ap&oacute;s as cirurgias &eacute; interdita toda a carga distal, sendo apenas poss&iacute;vel o &ldquo;swing&rdquo; com canadianas. Neste caso, amputado transtibioperoneal, ap&oacute;s o primeiro tempo cir&uacute;rgico foi poss&iacute;vel passadas 3 semanas a coloca&ccedil;&atilde;o de uma pr&oacute;tese com encaixe de apoio rotuliano e supracondiliano que permitiu a marcha at&eacute; &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o do implante na segunda cirurgia. Duas semanas ap&oacute;s, iniciou-se todo um cuidadoso processo de carga progressiva, estimulando a mineraliza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e o ganho de resist&ecirc;ncia, tendo sempre em aten&ccedil;&atilde;o os vectores das for&ccedil;as atuantes em toda a biomec&acirc;nica do processo e a monitoriza&ccedil;&atilde;o paralela da escala de dor (VAS) inferior a 3 para progress&atilde;o. Para o&nbsp; sucesso alcan&ccedil;ado foi necess&aacute;rio respeitar o per&iacute;odo estipulado de 6 meses at&eacute; &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o definitiva com carga integral da pr&oacute;tese OPRA.</p>
    <p>Verificamos que o doente cumpriu o programa OPRA sem dificuldades. Iniciou a reabilita&ccedil;&atilde;o funcional ap&oacute;s a cicatriza&ccedil;&atilde;o da ferida operat&oacute;ria entre as 3-4 semanas. Apresentou uma progress&atilde;o gradual mas linear, aos 3 meses iniciou o uso da pr&oacute;tese de osteointegra&ccedil;&atilde;o com adapta&ccedil;&atilde;o gradual e 4 a 6 semanas ap&oacute;s j&aacute; estava completamente assintom&aacute;tico com a carga total em benef&iacute;cio do refor&ccedil;o muscular e treino de propriocep&ccedil;&atilde;o dos membros, equil&iacute;brio e refor&ccedil;o muscular do tronco.</p>
    <p>Ao longo desta fase verificou-se que apesar da aus&ecirc;ncia de dor e, por isso, com luz verde para avan&ccedil;o, optou-se por travar o r&aacute;pido progresso por vontade do doente e orientou-se uma progress&atilde;o sustentada, segura e com minimiza&ccedil;&atilde;o de riscos.</p>
    <p>Isto foi poss&iacute;vel com a compreens&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o e empenhos do doente. O programa teve sempre acompanhamento e vigil&acirc;ncia direta peri&oacute;dica no gin&aacute;sio hospitalar com frequ&ecirc;ncia gradualmente diminu&iacute;da para semanal at&eacute; nula, de forma a garantir o treino di&aacute;rio correto e adequado em ambulat&oacute;rio.</p>
    <p>O doente encontra-se assintom&aacute;tico e extremamente satisfeito, com capacidade de realizar eficazmente atividades at&eacute; aqui inating&iacute;veis, inclusive participa de novo ativamente na sociedade produtiva. Apenas retira a pr&oacute;tese para dormir. O controlo imagiol&oacute;gico a completar um ano mostra sinais de integra&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m a repeti&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios realizados no pr&eacute;-operat&oacute;rio e que fazem parte do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o e seguimento, confirma a elevada satisfa&ccedil;&atilde;o do doente e o ganho funcional, sem complica&ccedil;&otilde;es ou implica&ccedil;&otilde;es na vida di&aacute;ria ativa. Permanece a quest&atilde;o est&eacute;tica como razo&aacute;vel.</p>
    <p>Apesar de melhor que previamente esta quest&atilde;o tem impacto principalmente no ver&atilde;o e o doente evita a exposi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica na praia ou o uso de roupa com exposi&ccedil;&atilde;o das pernas. O doente compara com o membro contralateral e com a vida pr&eacute;via &agrave; amputa&ccedil;&atilde;o e mantem o complexo de exposi&ccedil;&atilde;o numa sociedade atual exigente esteticamente e que, por vezes, condiciona distin&ccedil;&atilde;o e/ou exclus&atilde;o de grupos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A osteointegra&ccedil;&atilde;o implica uma equipa multidisciplinar e visa promover qualidade de vida e recuperar eficazmente doentes amputados para a sociedade ativa. Permite inclusive, praticar atividade desportiva de alto rendimento.</p>
    <p>Neste primeiro doente verificou-se ganho de fun&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia com claro impacto psico-socio-econ&oacute;mico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Factores como a estrutura, din&acirc;mica e bioqu&iacute;mica do tecido &oacute;sseo assim como a estabiliza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles s&atilde;o fundamentais. As complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis incluem a infe&ccedil;&atilde;o, necrose cut&acirc;nea, descelagem e fratura pelo que se deve seguir a vigil&acirc;ncia do protocolo OPRA.</p>
    <p>As vantagens biomec&acirc;nicas s&atilde;o maior seguran&ccedil;a, suporte dos tecidos moles, estabilidade prot&eacute;sica e, no caso das amputa&ccedil;&otilde;es transfemorais, maior flex&atilde;o do joelho.</p>
    <p>O protocolo OPRA permite uma intera&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica organizada pelo grupo que a pratica, fomenta evolu&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&otilde;es, partilha experi&ecirc;ncias e optimiza&ccedil;&atilde;o, ajustes ou resolu&ccedil;&atilde;o de problemas ocorridos. Permite uma plataforma de homogeneidade para discuss&atilde;o cr&iacute;tica e evolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>
    <p>Radiografias de controlo realizam-se aos 6, 12 e 24 meses e depois, de 2 em 2 anos at&eacute; aos 10 e posteriormente em 5 anos.</p>
    <p>A velocidade normal o processo completa-se em 12 meses e, quando m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es esquel&eacute;ticas, a meia-velocidade em 18 meses.</p>
    <p>Inicialmente, a fase de recupera&ccedil;&atilde;o funcional ap&oacute;s-S2 consiste em mobilidades passivas, seguido do refor&ccedil;o muscular e aumento progressivo da carga, como est&iacute;mulo, ap&oacute;s assegurar a cicatriza&ccedil;&atilde;o da pele, e gradualmente a partir de 20Kg acrescentar 10Kg em cada semana, com pr&oacute;teses curtas de treino e em diferentes dire&ccedil;&otilde;es, at&eacute; ao uso da pr&oacute;tese definitiva por volta das 12 semanas, com apoio externo e periodicamente at&eacute; atingir as 24 horas. A escala visual anal&oacute;gica (VAS) da dor &eacute; usada para controlo da progress&atilde;o sendo sin&oacute;nimo de carga excessiva quando VAS superior a 5 e, idealmente, deve estar entre 2-3. Por outro lado, &eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o acelerar o processo standard mesmo quando se sentem muito bem e sem dor tendo em conta os riscos associados. Estes doentes est&atilde;o habituados &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o funcional pelo que verifica-se ser mais f&aacute;cil e ter maior ades&atilde;o.</p>
    <p>As vantagens da pr&oacute;tese de osteointegra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: seguran&ccedil;a, componentes selecionados individualmente, elevada flex&atilde;o do joelho, dispositivo de silicone simples de prote&ccedil;&atilde;o, suporte dos tecido moles, eliminar problemas de suspens&atilde;o, maior estabilidade e f&aacute;cil mobilidade. <sup>12,13,14</sup></p>
    <p>A escala SF-36 e Q-TFA s&atilde;o, na literatura, usadas como par&acirc;metro de avalia&ccedil;&atilde;o no seguimento.</p>
    <p>Neste processo, verificamos ser essencial a motiva&ccedil;&atilde;o do doente. A experi&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o e de toda a equipa multidisciplinar &eacute; fundamental, apesar de tecnicamente simples, a exig&ecirc;ncia de assegurar a efic&aacute;cia de todos os passos e dos pormenores torna a curva de aprendizagem longa.</p>
    <p>A experi&ecirc;ncia deste caso cl&iacute;nico revela o impacto funcional, social e econ&oacute;mico que j&aacute; se verifica ao fim de um ano. A osteointegra&ccedil;&atilde;o proporcionou ganho de qualidade de vida a este doente e permitiulhe ser de novo recuperado para a sociedade ativa.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O futuro especula-se com base nos avan&ccedil;os da neuroci&ecirc;ncia, rob&oacute;tica e bioengenharia.<sup>15,16</sup> Num doente osteointegrado foram implantado el&eacute;ctrodos com ganho de alguma sensibilidade e boa evolu&ccedil;&atilde;o at&eacute; agora. Ser&aacute; um processos evolutivo lento mas sendo sustentado e positivo ser&aacute; eficaz. A osteointegra&ccedil;&atilde;o &eacute; um passo em frente e os doentes osteointegrados podem ser &ldquo;atualizados&rdquo;, n&atilde;o comprometem o futuro.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A osteointegra&ccedil;&atilde;o representa um passo em frente na reabilita&ccedil;&atilde;o dos amputados e os autores acreditam que contribuir&aacute; no futuro para dotar as pr&oacute;teses de fun&ccedil;&atilde;o sensitivomotora artificial, com o desenvolvimento das neuroci&ecirc;ncias, rob&oacute;tica e engenharias electrot&eacute;cnica e biom&eacute;dica.</p>
    <p>A osteointegra&ccedil;&atilde;o permitiu projetar uma vida diferente e mais ativa para este doente, conjugando os impactos biomec&acirc;nico, fisiol&oacute;gico, psicol&oacute;gico, social e econ&oacute;mico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Hoaglund FT, Jergesen HE, Wilson L, Lamoreux LW, Roberts  R. Evaluation of problems and needs of veteran lower-limb amputees in the San Francisco Bay Area during the period 1977-1980. J Rehabil R D. 1983; 20: 57-71</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307974&pid=S1646-2122201500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Legro MW, Reiber G, Del Aguila  M, Ajax MJ, Boone DA, Larsen JA, et al. Issues of importance reported by persons with lower limb amputations and prostheses. J Rehabil Res Dev. 1999; 36 (3): 155-163</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Sherman RA. Utilization of prostheses among US veterans with traumatic amputation: A pilot survey. J Rehabil Res Dev. 1999; 36 (2): 100-108</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307976&pid=S1646-2122201500020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Dillingham TR, Pezzin LE, MacKenzie EJ. Limb amputation and limb deficiency: epidemiology and recent trends in the United States. South Med J. 2002; 95: 875-883</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307977&pid=S1646-2122201500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Hagberg K, Branemark R. Consequences of nonvascular trans-femoral amputation: a survey of quality of life, prosthetic use and problems. Prosthet Orthot Int. 2001; 25: 186-194</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307978&pid=S1646-2122201500020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Pezzin LE, Dillingham TR, MacKenzie EJ, Ephraim P, Rossbach P. Use and satisfaction with prosthetic limb devices and related services. Arch Phys Med Rehabil. 2004; 85: 723-729</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307979&pid=S1646-2122201500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Brånemark PI, Hansson BO, Adell R. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw: experience from a 10-year period. Scand J Plast Reconstr Surg. 1977; 16: 1-132</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307980&pid=S1646-2122201500020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Branemark R, Branemark PI, Rydevik B, Myers RR. Osseointegration in skeletal reconstruction and rehabilitation: a review. J Rehabil Res Dev. 2001; 38 (2): 175-181</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307981&pid=S1646-2122201500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Sullivan J, Uden M, Robinson KP, Sooriakumaran S. Rehabilitation of the trans-femoral amputee with an osseointegrated prosthesis: the United Kingdom experience. Prosthet Orthot Int. 2003; 27 (2): 114-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307982&pid=S1646-2122201500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Robinson KP, Brånemark R, Ward DA. Future developments: Osseointegration in transfemoral amputees. In Smith DG, Michael JW, Bowker JH, editors. Atlas of amputations and limb deficiencies: Surgical, prosthetic and rehabilitation principles. American Academy of Orthopaedic Surgeons; 2004. p. 673-682.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Hagberg K, Brånemark R, Gunterberg B, Rydevik B. Osseointegrated trans-femoral amputation prostheses: prospective results of general and condition-specific quality of life in 18 patients at 2-year follow-up. Prosthetics and Orthotics International. 2008; 32 (1): 29-41</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307984&pid=S1646-2122201500020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Lundberg M, Hagberg K, Bullington J. My prosthesis as a part of me: a qualitative analysis of living with an osseointegrated prosthetic limb. Prosthetics and Orthotics International. 2011; 35 (2): 207-214</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307985&pid=S1646-2122201500020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Hagberg K, Brånemark R. One hundred patients treated with osseointegrated transfemoral amputation prostheses ? Rehabilitation perspective. JRRD. 2009; 46 (3): 331-344</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307986&pid=S1646-2122201500020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Brånemark R, Berlin Ö, Hagberg K, Bergh P, Gunterberg B, Rydevik B. A novel osseointegrated percutaneous prosthetic system for the treatment of patients with transfemoral amputation ? A prospective study of 51 patients. Bone Joint J. 2014; 96-B: 106-113</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307987&pid=S1646-2122201500020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Ortiz-Catalan M, Brånemark R, Håkansson B, Delbeke J. On the viability of implantable electrodes for the natural control of artificial limbs: review and discussion. Biomed Eng Online. 2012; 11: 33</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307988&pid=S1646-2122201500020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Tillander J, Hagberg K, Hagberg L, Branemark R. Osseointegrated Titanium Implants for Limb Prostheses Attachments: Infectious Complications. Clin Orthop Relat Res. 2010; 468: 2781-2788</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307989&pid=S1646-2122201500020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Vânia Oliveira    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Centro Hospitalar do Porto (CHP) ? Hospital de Santo    <br>António    <br>Largo Prof. Abel Salazar 4099-001 Porto    <br><a href="mailto:vaniacoliveira@gmail.com">vaniacoliveira@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-04-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-08-16</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2015-09-09</font></p>     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoaglund]]></surname>
<given-names><![CDATA[FT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jergesen]]></surname>
<given-names><![CDATA[HE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamoreux]]></surname>
<given-names><![CDATA[LW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of problems and needs of veteran lower-limb amputees in the San Francisco Bay Area during the period 1977-1980]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil R D]]></source>
<year>1983</year>
<volume>20</volume>
<page-range>57-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Legro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reiber]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Del Aguila]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ajax]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boone]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Larsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[DG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sangeorzan]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Issues of importance reported by persons with lower limb amputations and prostheses]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil Res Dev]]></source>
<year>1999</year>
<volume>36</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>155-163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sherman]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Utilization of prostheses among US veterans with traumatic amputation: A pilot survey]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil Res Dev]]></source>
<year>1999</year>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>100-108</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dillingham]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pezzin]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MacKenzie]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Limb amputation and limb deficiency: epidemiology and recent trends in the United States]]></article-title>
<source><![CDATA[South Med J]]></source>
<year>2002</year>
<volume>95</volume>
<page-range>875-883</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Branemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consequences of nonvascular trans-femoral amputation: a survey of quality of life prosthetic use and problems]]></article-title>
<source><![CDATA[Prosthet Orthot Int]]></source>
<year>2001</year>
<volume>25</volume>
<page-range>186-194</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pezzin]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dillingham]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MacKenzie]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ephraim]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rossbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use and satisfaction with prosthetic limb devices and related services]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Phys Med Rehabil]]></source>
<year>2004</year>
<volume>85</volume>
<page-range>723-729</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[PI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansson]]></surname>
<given-names><![CDATA[BO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adell]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw: experience from a 10-year period]]></article-title>
<source><![CDATA[Scand J Plast Reconstr Surg]]></source>
<year>1977</year>
<volume>16</volume>
<page-range>1-132</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Branemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Branemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[PI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rydevik]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Myers]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osseointegration in skeletal reconstruction and rehabilitation: a review]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil Res Dev]]></source>
<year>2001</year>
<volume>38</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>175-181</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sullivan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uden]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[KP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sooriakumaran]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rehabilitation of the trans-femoral amputee with an osseointegrated prosthesis: the United Kingdom experience]]></article-title>
<source><![CDATA[Prosthet Orthot Int]]></source>
<year>2003</year>
<volume>27</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>114-120</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[KP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ward]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Future developments: Osseointegration in transfemoral amputees]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[DG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Michael]]></surname>
<given-names><![CDATA[JW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bowker]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Atlas of amputations and limb deficiencies: Surgical prosthetic and rehabilitation principles]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>673-682</page-range><publisher-name><![CDATA[American Academy of Orthopaedic Surgeons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gunterberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rydevik]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osseointegrated trans-femoral amputation prostheses: prospective results of general and condition-specific quality of life in 18 patients at 2-year follow-up]]></article-title>
<source><![CDATA[Prosthetics and Orthotics International]]></source>
<year>2008</year>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>29-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lundberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bullington]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[My prosthesis as a part of me: a qualitative analysis of living with an osseointegrated prosthetic limb]]></article-title>
<source><![CDATA[Prosthetics and Orthotics International]]></source>
<year>2011</year>
<volume>35</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>207-214</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[One hundred patients treated with osseointegrated transfemoral amputation prostheses ? Rehabilitation perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[JRRD]]></source>
<year>2009</year>
<volume>46</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>331-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ö]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bergh]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gunterberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rydevik]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A novel osseointegrated percutaneous prosthetic system for the treatment of patients with transfemoral amputation ? A prospective study of 51 patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Bone Joint J]]></source>
<year>2014</year>
<volume>96-B</volume>
<page-range>106-113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ortiz-Catalan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brånemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Håkansson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delbeke]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On the viability of implantable electrodes for the natural control of artificial limbs: review and discussion]]></article-title>
<source><![CDATA[Biomed Eng Online]]></source>
<year>2012</year>
<volume>11</volume>
<page-range>33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tillander]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hagberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Branemark]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osseointegrated Titanium Implants for Limb Prostheses Attachments: Infectious Complications]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Orthop Relat Res]]></source>
<year>2010</year>
<volume>468</volume>
<page-range>2781-2788</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
