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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">EDITORIAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Editorial</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Cristina Alves</font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Editora </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <p>Em Portugal, os M&eacute;dicos enfrentam actualmente altas press&otilde;es veiculadas pelos media e perpetradas por m&uacute;ltiplos agentes e de diversas formas. Como Especialidade cir&uacute;rgica, e olhando para os dados que mostram a realidade nos Estados Unidos e em Inglaterra, a Ortopedia est&aacute; exposta a elevadas taxas de lit&iacute;gio. Saliento que a realiza&ccedil;&atilde;o do consentimento informado garante ao Doente uma oportunidade de discutir o seu plano de tratamento e pode proteger o cirurgi&atilde;o em caso de um resultado adverso. Em Portugal, a Dire&ccedil;&atilde;o- Geral de Sa&uacute;de prev&ecirc; a utiliza&ccedil;&atilde;o de formul&aacute;rio pr&oacute;prio, que deve ser assinado pelo M&eacute;dico e pelo Doentes. Idealmente, o Consentimento Informado ser&aacute; uma conversa com o Doente, que envolver&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o sobre a sua doen&ccedil;a, a hist&oacute;ria natural, alguns detalhes do procedimento cir&uacute;rgico e os benef&iacute;cios e riscos associados. Devem ser mencionados o risco anest&eacute;sico, hemorragia, infec&ccedil;&atilde;o, les&atilde;o neurovascular e riscos de eventos tromboemb&oacute;licos. O Doente deve entender que mesmo o mais simples dos procedimentos cir&uacute;rgicos tem riscos associados. Deve ainda ocorrer uma discuss&atilde;o sobre outras op&ccedil;&otilde;es de tratamento dispon&iacute;veis.</p>
    <p>Na literatura, a les&atilde;o neurol&oacute;gica, a dor cr&oacute;nica p&oacute;s-operat&oacute;ria e a infec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as raz&otilde;es mais frequentemente geradoras de queixas m&eacute;dico-legais contra Ortopedistas. No caso de ocorrer um evento adverso ocorrer, &eacute; importante informar o doente de forma aberta e honesta. Essa conversa deve incluir uma explica&ccedil;&atilde;o do evento e do tratamento e responder a quaisquer perguntas que o Doente e a sua fam&iacute;lia possam ter. Um eventual pedido de desculpas ao Doente e &agrave; Fam&iacute;lia pode ser feito e n&atilde;o constitui admiss&atilde;o de culpa.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, a cirurgia no local errado, sendo rara, constitui uma causa evit&aacute;vel e indefens&aacute;vel de lit&iacute;gio. Em diversos pa&iacute;ses, as campanhas &ldquo;assinar a regi&atilde;o onde vai operar&rdquo; e &ldquo;operar atrav&eacute;s das suas iniciais&rdquo; t&ecirc;m ajudado a reduzir a incid&ecirc;ncia de cirurgia local errado. V&aacute;rios Especialistas defendem que o local da interven&ccedil;&atilde;o deve ser sempre ser marcado antes da cirurgia, com um marcador indel&eacute;vel, enquanto o Doente est&aacute; acordado e antes de qualquer pr&eacute;-medica&ccedil;&atilde;o ser administrada. A marca&ccedil;&atilde;o do local faz parte das orienta&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de para a Cirurgia Segura, que prev&ecirc; ainda a implementa&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma Lista de Verifica&ccedil;&atilde;o de Seguran&ccedil;a Cir&uacute;rgica, antes de se iniciar qualquer procedimento num Doente. Em Portugal, a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de implementou o projeto &lsquo;Cirurgia Segura Salva Vidas&rsquo; em 2013, atrav&eacute;s da Norma 02/2013.</p>
    <p>Vivemos tempos dif&iacute;ceis para a rela&ccedil;&atilde;o M&eacute;dico-Doente e propensos a um crescendo da litig&acirc;ncia, pelo que creio que &eacute; importante todos conhecermos e promovermos os padr&otilde;es de seguran&ccedil;a estabelecidos para a realiza&ccedil;&atilde;o de actos cir&uacute;rgicos.</p></font></p>     ]]></body>
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