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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento do Síndrome do Túnel Cárpico: Anestesia Geral versus Local?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: O Síndrome do Túnel Cárpico (STC) é a neuropatia compressiva mais comum do membro superior, estando o tratamento cirúrgico indicado para os casos que não respondem ao tratamento conservador. O objectivo do presente estudo foi comparar os resultados cirúrgicos e custos associados a cada técnica anestésica em doentes com STC submetidos a descompressão nervosa sob anestesia geral versus anestesia local. Material e Métodos: Foram randomizados aleatoriamente 60 doentes quando ao tipo de anestesia a realizar: local versus geral. Os dois grupos foram avaliados pós-operatoriamente quanto à dor, através da aplicação da Escala Visual Analógica (VAS), força muscular (escala de força muscular do Medical Research Council), capacidade funcional (questionário Quickdash), incidência e tipo de complicações e grau de satisfação com o resultado da cirurgia. Adicionalmente, foi feita uma comparação dos custos hospitalares. Resultados: Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre grupos (p&gt;0,05) na dor (VAS médio de 2,8 vs. 2,7), força muscular (4,2 vs. 4) e capacidade funcional (Quickdash: 41,28 vs. 42,5). Na avaliação dos custos em função do tipo de anestesia, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (p<0,01), com custos 56% superiores no grupo submetido a anestesia geral. Conclusão: No estudo realizado, os resultados do tratamento do STC foram sobreponíveis, independentemente do tipo de anestesia utilizada. No entanto, pelos elevados custos inerentes ao tratamento sob anestesia geral, os autores recomendam que a patologia seja tratada em unidade de ambulatório com anestesia local.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: Carpal tunnel syndrome (CTS) is the most common compressive neuropathy of the upper limb, and surgical treatment is reserved for cases not responding to conservative treatment. The aim of this study was to compare the surgical outcomes and costs associated with each anaesthetic technique in patients undergoing CTS nerve decompression under general versus local anaesthesia. Material and methods: A group of 60 patients was randomized with regard to the type of anaesthesia to be performed: local versus general. Both groups were postoperatively evaluated in regard to pain, through the application of the Visual Analogue Scale (VAS), muscle strength (muscle strength scale of the Medical Research Council), functional capacity (Quickdash questionnaire), incidence and type of complications and degree of satisfaction with surgical outcome of. Additionally, a comparison of hospital costs was made. Results: There were no statistically significant differences between groups (p&gt; 0.05) in pain (mean VAS 2.8 vs. 2.7), muscle strength (4.2 vs. 4) and functional capacity (Quickdash: 41.28 vs. 42.5) measurements. In regard to cost assessment, there were statistically significant differences between the two groups (p <0.01), with costs 56% higher in the general anaesthesia group. Conclusion: In this study, the CTS surgical treatment results were similar, regardless of the type of anaesthesia used. However, because of the higher treatment cost under general anaesthesia, the authors recommend that the pathology be treated on an outpatient unit with local anaesthesia]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome do Túnel Cárpico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tratamento cirúrgico]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[treatment cost]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tratamento do Síndrome do Túnel Cárpico: Anestesia Geral versus Local?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Santos Robles<sup>I</sup></b>; <b>Sofia Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Liça<sup>I</sup></b>; <b>Daniel Lopes<sup>I</sup></b>; <b>Sara Lima<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Sousa<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectivo: O S&iacute;ndrome do T&uacute;nel C&aacute;rpico (STC) &eacute; a neuropatia compressiva mais comum do membro superior, estando o tratamento cir&uacute;rgico indicado para os casos que n&atilde;o respondem ao tratamento conservador. <br />O objectivo do presente estudo foi comparar os resultados cir&uacute;rgicos e custos associados a cada t&eacute;cnica anest&eacute;sica em doentes com STC submetidos a descompress&atilde;o nervosa sob anestesia geral versus anestesia local.<br />Material e M&eacute;todos: Foram randomizados aleatoriamente 60 doentes quando ao tipo de anestesia a realizar: local versus geral. <br />Os dois grupos foram avaliados p&oacute;s-operatoriamente quanto &agrave; dor, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da Escala Visual Anal&oacute;gica (VAS), for&ccedil;a muscular (escala de for&ccedil;a muscular do Medical Research Council), capacidade funcional (question&aacute;rio Quickdash), incid&ecirc;ncia e tipo de complica&ccedil;&otilde;es e grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado da cirurgia. Adicionalmente, foi feita uma compara&ccedil;&atilde;o dos custos hospitalares.<br />Resultados: N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre grupos (p&gt;0,05) na dor (VAS m&eacute;dio de 2,8 vs. 2,7), for&ccedil;a muscular (4,2 vs. 4) e capacidade funcional (Quickdash: 41,28 vs. 42,5).<br />Na avalia&ccedil;&atilde;o dos custos em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de anestesia, verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos (p&lt;0,01), com custos 56% superiores no grupo submetido a anestesia geral. <br />Conclus&atilde;o: No estudo realizado, os resultados do tratamento do STC foram sobrepon&iacute;veis, independentemente do tipo de anestesia utilizada. No entanto, pelos elevados custos inerentes ao tratamento sob anestesia geral, os autores recomendam que a patologia seja tratada em unidade de ambulat&oacute;rio com anestesia local.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Síndrome do Túnel Cárpico, tratamento cirúrgico, anestesia local, anestesia geral, custos associados. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: Carpal tunnel syndrome (CTS) is the most common compressive neuropathy of the upper limb, and surgical treatment is reserved for cases not responding to conservative treatment. The aim of this study was to compare the surgical outcomes and costs associated with each anaesthetic technique in patients undergoing CTS nerve decompression under general versus local anaesthesia.</p>     <p>Material and methods: A group of 60 patients was randomized with regard to the type of anaesthesia to be performed: local versus general. Both groups were postoperatively evaluated in regard to pain, through the application of the Visual Analogue Scale (VAS), muscle strength (muscle strength scale of the Medical Research Council), functional capacity (Quickdash questionnaire), incidence and type of complications and degree of satisfaction with surgical outcome of. Additionally, a comparison of hospital costs was made.</p>     <p>Results: There were no statistically significant differences between groups (p&gt; 0.05) in pain (mean VAS 2.8 vs. 2.7), muscle strength (4.2 vs. 4) and functional capacity (Quickdash: 41.28 vs. 42.5) measurements. In regard to cost assessment, there were statistically significant differences between the two groups (p &lt;0.01), with costs 56% higher in the general anaesthesia group.</p>     <p>Conclusion: In this study, the CTS surgical treatment results were similar, regardless of the type of anaesthesia used. However, because of the higher treatment cost under general anaesthesia, the authors recommend that the pathology be treated on an outpatient unit with local anaesthesia</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Carpal tunnel syndrome, surgical treatment, local anaesthesia, general anaesthesia, treatment cost. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O S&iacute;ndrome do T&uacute;nel C&aacute;rpico (STC) &eacute; a neuropatia compressiva mais comum do membro superior (90% de todas as neuropatias por compress&atilde;o)<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Esta patologia &eacute; mais frequente no sexo feminino<sup>3,4</sup> e est&aacute; associada a trabalhos que envolvam movimentos repetitivos do punho<sup>5,6</sup>, bem como a outros fatores como a diabetes e obesidade<sup>7</sup>.</p>
    <p>O tratamento conservador inclui a modifica&ccedil;&atilde;o da actividade, imobiliza&ccedil;&atilde;o noturna do punho, fisioterapia, infiltra&ccedil;&atilde;o com cortic&oacute;ide ou medica&ccedil;&atilde;o oral, como antinflamat&oacute;rios, cortic&oacute;ides ou diur&eacute;ticos8. O tratamento cir&uacute;rgico est&aacute; indicado nos casos que n&atilde;o respondem ao tratamento conservador, bem como naqueles que apresentam atrofia tenar ou evid&ecirc;ncias electromiogr&aacute;ficas de desinerva&ccedil;&atilde;o<sup>9-11</sup>.</p>
    <p>Apesar da aparente simplicidade do procedimento, as diversas varia&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas na regi&atilde;o exigem uma liberta&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica cuidada e cautelosa, independentemente da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica utilizada. A cirurgia est&aacute; associada a bons resultados com r&aacute;pida recupera&ccedil;&atilde;o e retorno ao trabalho. No entanto, a recorr&ecirc;ncia dos sintomas ap&oacute;s a cirurgia varia entre 0.3 a 12%<sup>12,13</sup>, estando frequentemente associada &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o incompleta do canal do carpo<sup>14</sup>.</p>
    <p>O objectivo do presente estudo foi comparar os resultados cir&uacute;rgicos e custos associados a cada t&eacute;cnica anest&eacute;sica em doentes com STC submetidos a descompress&atilde;o nervosa sob anestesia geral versus anestesia local.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram seleccionados 60 doentes (4 homens e 56 mulheres) com diagn&oacute;stico de s&iacute;ndrome do t&uacute;nel c&aacute;rpico idiop&aacute;tico refrat&aacute;rio ao tratamento conservador, sem cirurgia pr&eacute;via &agrave; m&atilde;o contra-lateral pela mesma patologia, propostos para descompress&atilde;o cir&uacute;rgica do nervo mediano no punho. Estes foram divididos pr&eacute;-operatoriamente em 2 grupos, por randomiza&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria, quanto ao tipo de anestesia a realizar: local (Grupo L) versus geral (Grupo G). Com base na ordem de inscri&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica foi atribu&iacute;do um n&uacute;mero a cada doente por um avaliador independente, sendo que os doentes pares foram orientados para descompress&atilde;o cir&uacute;rgica do nervo mediano sob anestesia local e os doentes &iacute;mpares orientados para o mesmo procedimento cir&uacute;rgico sob anestesia geral.</p>
    <p>Foram exclu&iacute;dos doentes com recidiva de s&iacute;ndrome do t&uacute;nel c&aacute;rpico, tendo sido definida como recidiva a recorr&ecirc;ncia cl&iacute;nica da sintomatologia ap&oacute;s um per&iacute;odo sintom&aacute;tico resolvido com tratamento conservador ou cir&uacute;rgico. Foram tamb&eacute;m exclu&iacute;dos doentes com outras patologias concomitantes da m&atilde;o afectada que pudessem alterar os resultados cl&iacute;nicos e todos doentes com comorbilidades que pudessem alterar o tempo anest&eacute;sico ou de recobro (segundo a classifica&ccedil;&atilde;o da American Society of Anesthesiologists todos eram ASA I ou II).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os doentes apresentavam dor e parestesias da m&atilde;o no territ&oacute;rio do nervo mediano e altera&ccedil;&otilde;es eletromiogr&aacute;ficas sugestivas de STC. O sinal de Phallen e Tinnel foi positivo em 100% e 40% dos casos, respetivamente.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio dos sintomas at&eacute; &agrave; cirurgia foi de 4.2 meses.</p>
    <p>A idade m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi de 52 &plusmn; 12 anos.</p>
    <p>Os dois grupos eram homog&eacute;neos quanto ao n&uacute;mero de doentes (n=30), m&atilde;o dominante, taxa de complica&ccedil;&otilde;es e tempo m&eacute;dio de seguimento (p&gt;0,05) (<a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02t1.jpg" width="388" height="195" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Todos os doentes foram intervencionados pelo mesmo cirurgi&atilde;o recorrendo &agrave; mesma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica.</p>
    <p>Foi feita uma incis&atilde;o palmar longitudinal, distal &agrave; prega plantar de flex&atilde;o do punho, centrada no bordo cubital do 4&ordm; dedo em flex&atilde;o, com cerca de 1,5 a 2,5 cm, seguida da disse&ccedil;&atilde;o por planos at&eacute; abordagem do canal c&aacute;rpico e descompress&atilde;o do mesmo pela sec&ccedil;&atilde;o do ligamento transverso do carpo. Todas as cirurgias foram feitas com garrote insuflado a 250 mmHg.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dois grupos foram avaliados presencialmente aos 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, por um avaliador independente e os processos cl&iacute;nicos foram revistos. Foi avaliada a dor, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da Escala Visual Anal&oacute;gica (VAS), for&ccedil;a muscular (escala de for&ccedil;a muscular do Medical Research Council), capacidade funcional (question&aacute;rio Quickdash), incid&ecirc;ncia e tipo de complica&ccedil;&otilde;es e grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado da cirurgia. Adicionalmente, em cada um dos grupos, foi feita uma compara&ccedil;&atilde;o dos custos hospitalares.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (p&gt;0,05) na dor (VAS m&eacute;dio de 2,8 versus 2,7) (<a name="topg1"></a><a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>), for&ccedil;a muscular (m&eacute;dia de 4,2 versus 4) (<a name="topg2"></a><a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a>) e capacidade funcional (Quickdash m&eacute;dio de 41,28 versus 42,5) (<a name="topg3"></a><a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a>) em ambos os grupos.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="g1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g1.jpg" width="369" height="271" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="g2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g2.jpg" width="364" height="262" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="g3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g3.jpg" width="362" height="278" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de utiliza&ccedil;&atilde;o do bloco operat&oacute;rio foi de 30 minutos para o L e de 45 minutos para o grupo G. A diferen&ccedil;a ficou a dever-se ao tempo anest&eacute;sico, pois o tempo cir&uacute;rgico n&atilde;o variou entre grupos (m&eacute;dia de 21 minutos). Observou-se uma tend&ecirc;ncia para maior perman&ecirc;ncia no recobro para o grupo submetido a anestesia geral (Grupo L: 1 hora vs. Grupo G: 3 horas). Essa diferen&ccedil;a pode ser explicada pelo maior per&iacute;odo de vigil&acirc;ncia necess&aacute;rio no p&oacute;s-operat&oacute;rio em doentes submetidos a anestesia geral, com utiliza&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos com semivida mais longa e com potenciais efeitos adversos, nomeadamente n&aacute;useas, previamente &agrave; alta para o domicilio.</p>
    <p>Como complica&ccedil;&otilde;es de salientar 4 recidivas/persist&ecirc;ncia dos sintomas (duas em cada um dos grupos) e uma les&atilde;o parcial axonal no grupo submetido a anestesia local.</p>
    <p>&Agrave; data da avalia&ccedil;&atilde;o, a maioria dos doentes encontrava-se satisfeito com o resultado da cirurgia (<a name="topg4"></a><a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a>) e, quando questionados se voltariam a ser operados, obteve-se uma resposta positiva em 82% dos casos (<a name="topg5"></a><a href="#g5">Gr&aacute;fico 5</a>), n&atilde;o se observando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos (p&gt;0,05).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="g4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g4.jpg" width="353" height="260" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="g5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g5.jpg" width="368" height="251" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o detalhada dos custos em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de anestesia (<a href="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02t2.jpg">Tabela 2</a>), verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos (p&lt;0,01) (<a name="topg6"></a><a href="#g6">Gr&aacute;fico 6</a>), estando o grupo submetido a anestesia local associado a gastos m&eacute;dios de 88,58 euros e o grupo submetido a anestesia geral de 200,78 euros (<a name="topt3"></a><a href="#t3">Tabela 3</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02t2.jpg">Tabela 2 </a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="g6"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02g6.jpg" width="382" height="265" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a02t3.jpg" width="390" height="239" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O STC resulta da compress&atilde;o do nervo mediano ao n&iacute;vel do punho e o seu diagn&oacute;stico &eacute; maioritariamente cl&iacute;nico, baseado na hist&oacute;ria cl&iacute;nica e exame f&iacute;sico, e confirmado por estudos electrofisiol&oacute;gicos.<sup>11</sup></p>
    <p>Na casu&iacute;stica deste trabalho e em concord&acirc;ncia com o que est&aacute; descrito na literatura, verificou-se um claro atingimento preferencial do sexo feminino.</p>
    <p>A liberta&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica do nervo mediano permanece o &ldquo;Gold Standard&rdquo; para o tratamento do STC, estando demonstrado ser a modalidade terap&ecirc;utica com melhores resultados, permitindo uma cessa&ccedil;&atilde;o a longo prazo da sintomatologia. O tratamento conservador permanece, no entanto, uma atitude valida numa primeira fase<sup>9-11</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez que se trata de um procedimento relativamente simples, na maioria das vezes, &eacute; realizado em regime de ambulat&oacute;rio<sup>15</sup>. No estudo realizado, os resultados do tratamento do s&iacute;ndrome do t&uacute;nel c&aacute;rpico parecem ser sobrepon&iacute;veis, independentemente do tipo de anestesia utilizada, numa popula&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel. No entanto, pelos elevados custos inerentes ao tratamento sob anestesia geral, os autores recomendam que a patologia seja tratada em unidade de ambulat&oacute;rio com anestesia local.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Patterson JD, Simmons BP. Outcomes assessment in carpal tunnel syndrome. Hand Clin. 2002; 18 (2): 359-363</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307727&pid=S1646-2122201500030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Katz JN, Simmons BP. Clinical practice. Carpal tunnel syndrome. N Engl J Med. 2002; 346 (23): 1807-1812</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307728&pid=S1646-2122201500030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Chenoweth CE, Tanaka S, Wild DK, Seligman PJ, Behrens V, Cameron L, et al. The US prevalence of self-reported carpal tunnel syndrome: 1988 National Health Interview Survey data. Am J Public Health. 1994; 84 (11): 1846-1848</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Mondelli M, Giannini F, Giacchi M. Carpal tunnel syndrome incidence in a general population. Neurology. 2002; 58 (2): 289-294</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307730&pid=S1646-2122201500030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Aroori S, Spence RA. Carpal tunnel syndrome. Ulster Med J. 2008; 77 (1): 6-17</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307731&pid=S1646-2122201500030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Nordstrom DL, Vierkant RA, DeStefano F, Layde PM. Risk factors for carpal tunnel syndrome in a general population. Occup Environ Med. 1997; 54 (10): 734-740</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307732&pid=S1646-2122201500030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Geoghegan JM, Clark DI, Bainbridge LC, Smith C, Hubbard R. Risk factors in carpal tunnel syndrome. J Hand Surg Br. 2004; 29 (4): 315-320</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307733&pid=S1646-2122201500030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. O'Connor D, Marshall S, Massy-Westropp N. Non-surgical treatment (other than steroid injection) for carpal tunnel syndrome. Cochrane Database Syst Rev. 2003;  (1)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307734&pid=S1646-2122201500030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Harris CM, Tanner E, Goldstein MN, Pettee DS. The surgical treatment of the carpal-tunnel syndrome correlated with preoperative nerve-conduction studies. J Bone Joint Surg Am. 1979; 61 (1): 93-98</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307735&pid=S1646-2122201500030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Maggard MA, Harness NG, Chang WT, Parikh JA, Asch SM, Nuckols TK. Indications for performing carpal tunnel surgery: clinical quality measures. Plast Reconstr Surg . 2010; 126 (1): 169-179</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307736&pid=S1646-2122201500030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Viera AJ. Management of carpal tunnel syndrome. Am Fam Physician. 2003; 68 (2): 265-272</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307737&pid=S1646-2122201500030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Raimbeau G. Recurrent carpal tunnel syndrome. Chir Main. 2008; 27 (4): 134-145</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307738&pid=S1646-2122201500030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Kern BC, Brock M, Rudolph KH, Logemann H. The recurrent carpal tunnel syndrome. Zentralbl Neurochir. 1993; 54 (2): 80-83</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307739&pid=S1646-2122201500030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Bagatur AE. Analysis of the causes of failure in carpal tunnel syndrome surgery and the results of reoperation. Acta Orthop Traumatol Turc. 2002; 36 (4): 346-353</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1307740&pid=S1646-2122201500030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Schuh A, Schuh R. Experiences with 925 outpatient operations of carpal tunnel syndrome. Zentralbl Chir. 2002 Mar; 127 (3): 224-227</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Santos Robles    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.    <br>Avenida do Hospital Padre Americo, nº210    <br>4560-454 Penafiel    <br><a href="mailto:diogorobles@gmail.com">diogorobles@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-11-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-01-08</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-02-04</font></p>     ]]></body><back>
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