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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de pseudoaneurisma após fratura da extremidade proximal do úmero]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde do Alto Minho Serviço de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As fraturas da extremidade proximal do úmero constituem a segunda fratura mais comum da extremidade superior e inclui-se dentro das 3 fraturas mais comuns nos pacientes com mais de 65 anos. As fraturas com desvio da extremidade proximal do úmero raramente podem estar associadas a lesões vasculares que podem ser graves e passar despercebidas, contribuindo para isso vários factos como a sua raridade, aparência inócua da radiografia à entrada do Serviço de Urgência (SU), dificuldade em efectuar um exame clínico completo na admissão do doente por falta de colaboração do mesmo, ou mesmo a aparência benigna de algumas lesões vasculares. No entanto, a sua não identificação pode conduzir a consequências desastrosas. Os autores relatam um caso pertinente de lesão vascular associada a fratura da extremidade proximal do úmero com acentuado desvio. A fratura foi corrigida cirurgicamente com fixação percutânea com fios de Kirschner (fios K) e evoluiu com desenvolvimento de pseudoaneurisma da artéria torácica lateral apresentando evolução desfavorável após a sua correcção cirúrgica, com internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), com progressão para sépsis e falência multiorgânica, tendo vindo a paciente a falecer. Este caso alerta para o facto de o pseudoaneurisma poder ter-se originado no trauma inicial causado pelos topos ósseos da fratura umeral ou como complicação da colocação dos fios K para redução da fratura ou ainda por migração dos mesmos durante o período pós-operatório. A identificação atempada deste tipo de complicações e o seu adequado tratamento é crucial para evitar resultados catastróficos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Proximal humerus fractures is the second most common fracture of the upper extremity and is included within the 3 most common fractures in patients over 65 years. Proximal humerus fractures with deviation may rarely be associated with vascular injuries that can be serious and go unnoticed, several facts contributing to this as its rarity, innocuous appearance of the x-ray at the entrance of the ER, difficulty in performing a clinical examination of the patient on admission for lack of collaboration, or even the benign appearance of some vascular lesions. However, their no identification can lead to disastrous consequences. The authors report a relevant case of vascular injury of the lateral thoracic artery associated with proximal humerus fracture with marked deviation, after low-energy trauma. The fracture was surgically corrected with kirschner wires (k wires) percutaneous fixation and evolved with the development of pseudoaneurysm. Patient presented unfavorable evolution after pseudoaneurysm surgical correction, with hospitalization in the Intensive Care Unit (ICU), progression to sepsis, multiorgan failure and death. This case warns the pseudoaneurysm could have originated by the initial trauma caused by the tops of the humeral bone fracture or as a complication of placing K wires for fracture reduction or by migration thereof during the postoperative period. The early identification of these complications and their appropriate treatment is crucial to prevent catastrophic results.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fraturas do úmero proximal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">INVESTIGAÇÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Desenvolvimento de pseudoaneurisma após fratura da extremidade proximal do úmero</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Pinheiro<sup>I</sup></b>; <b>Cristina Sousa<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Marques<sup>I</sup></b>; <b>Carolina Oliveira<sup>I</sup></b>; <b>Bruno Silva<sup>I</sup></b>; <b>Margarida Areias<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Viana do Castelo, Portugal. Viana do Castelo. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas da extremidade proximal do &uacute;mero constituem a segunda fratura mais comum da extremidade superior e inclui-se dentro das 3 fraturas mais comuns nos pacientes com mais de 65 anos. As fraturas com desvio da extremidade proximal do &uacute;mero raramente podem estar associadas a les&otilde;es vasculares que podem ser graves e passar despercebidas, contribuindo para isso v&aacute;rios factos como a sua raridade, apar&ecirc;ncia in&oacute;cua da radiografia &agrave; entrada do Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU), dificuldade em efectuar um exame cl&iacute;nico completo na admiss&atilde;o do doente por falta de colabora&ccedil;&atilde;o do mesmo, ou mesmo a apar&ecirc;ncia benigna de algumas les&otilde;es vasculares.</p>     <p>No entanto, a sua n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o pode conduzir a consequ&ecirc;ncias desastrosas.</p>     <p>Os autores relatam um caso pertinente de les&atilde;o vascular associada a fratura da extremidade proximal do &uacute;mero com acentuado desvio. A fratura foi corrigida cirurgicamente com fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea com fios de Kirschner (fios K) e evoluiu com desenvolvimento de pseudoaneurisma da art&eacute;ria tor&aacute;cica lateral apresentando evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel ap&oacute;s a sua correc&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, com internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), com progress&atilde;o para s&eacute;psis e fal&ecirc;ncia multiorg&acirc;nica, tendo vindo a paciente a falecer.</p>     <p>Este caso alerta para o facto de o pseudoaneurisma poder ter-se originado no trauma inicial causado pelos topos &oacute;sseos da fratura umeral ou como complica&ccedil;&atilde;o da coloca&ccedil;&atilde;o dos fios K para redu&ccedil;&atilde;o da fratura ou ainda por migra&ccedil;&atilde;o dos mesmos durante o per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o atempada deste tipo de complica&ccedil;&otilde;es e o seu adequado tratamento &eacute; crucial para evitar resultados catastr&oacute;ficos.<br /><br /></p>     <p>&nbsp;</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fraturas do úmero proximal, desenvolvimento de pseudoaneurisma, desenvolvimento de falso aneurisma, lesão vascular, complicações fraturas do úmero proximal, complicações pós-operatórias. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Proximal humerus fractures is the second most common fracture of the upper extremity and is included within the 3 most common fractures in patients over 65 years. Proximal humerus fractures with deviation may rarely be associated with vascular injuries that can be serious and go unnoticed, several facts contributing to this as its rarity, innocuous appearance of the x-ray at the entrance of the ER, difficulty in performing a clinical examination of the patient on admission for lack of collaboration, or even the benign appearance of some vascular lesions. However, their no identification can lead to disastrous consequences.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The authors report a relevant case of vascular injury of the lateral thoracic artery associated with proximal humerus fracture with marked deviation, after low-energy trauma. The fracture was surgically corrected with kirschner wires (k wires) percutaneous fixation and evolved with the development of pseudoaneurysm. Patient presented unfavorable evolution after pseudoaneurysm surgical correction, with hospitalization in the Intensive Care Unit (ICU), progression to sepsis, multiorgan failure and death.</p>     <p>This case warns the pseudoaneurysm could have originated by the initial trauma caused by the tops of the humeral bone fracture or as a complication of placing K wires for fracture reduction or by migration thereof during the postoperative period.</p>     <p>The early identification of these complications and their appropriate treatment is crucial to prevent catastrophic results.<br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Proximal humerus fractures, pseudoaneurysm development, false aneurysm development, vascular injury, proximal humerus fractures complications, postoperative complications. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas da extremidade proximal do &uacute;mero constituem a segunda fratura mais comum da extremidade superior e inclui-se dentro das 3 fraturas mais comuns nos pacientes com mais de 65 anos, juntamente com as fraturas da anca e do r&aacute;dio distal.<sup>1</sup> As fraturas proximais do &uacute;mero em idosos resultam habitualmente de traumatismos de baixa energia.<sup>2</sup> Devido &agrave; sua proximidade anat&oacute;mica, estas fraturas podem associar-se a les&otilde;es do plexo braquial ou da art&eacute;ria axilar.</p>     <p>No entanto, estas les&otilde;es vasculares s&atilde;o raras.<sup>3</sup> A radiografia aparentemente inocente &agrave; entrada do Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) pode levar a que o m&eacute;dico falhe o diagn&oacute;stico de les&atilde;o vascular a menos que um exame cl&iacute;nico completo seja realizado na admiss&atilde;o do doente.<sup>4</sup> O trauma penetrante &eacute; a principal causa de les&atilde;o vascular da extremidade superior sendo apenas 5-10% dessas les&otilde;es causadas por trauma rombo.<sup>5,6</sup> As les&otilde;es vasculares mais comuns s&atilde;o as lacera&ccedil;&otilde;es parciais e as transsec&ccedil;&otilde;es completas. A lacera&ccedil;&atilde;o parcial causa sangramento ou forma&ccedil;&atilde;o de pseudoaneurisma enquanto a sec&ccedil;&atilde;o completa origina a retrac&ccedil;&atilde;o e trombose das extremidades dos vasos. A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da les&atilde;o vascular associada a este tipo de fracturas pode ser mascarada pela circula&ccedil;&atilde;o colateral da cintura escapular. Os sintomas cl&iacute;nicos cl&aacute;ssicos incluem (pelo menos parcialmente): aus&ecirc;ncia de pulso, palidez, dor, parestesia, paralisia e prostra&ccedil;&atilde;o. O achado f&iacute;sico mais comum &eacute; a aus&ecirc;ncia ou diminui&ccedil;&atilde;o de pulso, apesar de os pulsos distais &agrave; les&atilde;o poderem ser palp&aacute;veis durante v&aacute;rias horas ap&oacute;s a les&atilde;o ou mesmo nunca desaparecem devido &agrave; excelente circula&ccedil;&atilde;o colateral do ombro.<sup>3,7</sup> Ap&oacute;s uma revis&atilde;o da literatura, verificou-se que os pulsos estavam ausentes em 75% dos casos, diminu&iacute;dos em 14% e normais em 11%.<sup>7</sup> Os sintomas resultantes de uma oclus&atilde;o vascular aguda dependem da extens&atilde;o da oclus&atilde;o, dos vasos colaterais existentes e da dura&ccedil;&atilde;o da oclus&atilde;o. Ap&oacute;s um per&iacute;odo cr&iacute;tico de 4-6 horas, podem ocorrer danos irrevers&iacute;veis.</p>     <p>A n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o vascular associada a este tipo de fraturas, embora pouco frequente, pode conduzir a consequ&ecirc;ncias desastrosas, pois pode originar-se complica&ccedil;&otilde;es graves como o desenvolvimento de pseudoaneurismas que, por sua vez, podem expandir-se e comprimir estruturas locais e eventualmente sofrer rutura.<sup>2</sup><br />Os autores relatam um caso pertinente de les&atilde;o vascular associada a fratura do &uacute;mero proximal, com desenvolvimento de pseudoaneurisma da art&eacute;ria tor&aacute;cica lateral e que apresentou evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel ap&oacute;s a sua correc&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, durante o internamento na UCI, com progress&atilde;o para s&eacute;psis e fal&ecirc;ncia multiorg&acirc;nica, tendo vindo a paciente a falecer.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Paciente do sexo feminino, 68 anos, com antecedentes de etilismo cr&oacute;nico com insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica cr&oacute;nica Child Pugh C e com mau estado geral, com classifica&ccedil;&atilde;o ASA III, recorreu ao SU ap&oacute;s queda da pr&oacute;pria altura com fratura desviada do colo cir&uacute;rgico do &uacute;mero direito (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Ao exame objectivo apresentava deformidade e equimose com extenso hematoma no ombro que n&atilde;o foi valorizado devido &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas da paciente. N&atilde;o apresentava altera&ccedil;&otilde;es vasculares perif&eacute;ricas ou neurol&oacute;gicas desse membro.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a04f1.jpg" width="388" height="460" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar da indica&ccedil;&atilde;o ortop&eacute;dica para osteoss&iacute;ntese com placa e parafusos, ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o do estado geral da paciente foi considerado que n&atilde;o apresentava condi&ccedil;&otilde;es para cirurgia invasiva.</p>     <p>Realizou-se redu&ccedil;&atilde;o indirecta e fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea da fratura com 4 fios de kirschner n&atilde;o roscados e colocados sob a pele (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Ap&oacute;s a alta hospitalar sofreu nova queda, recorreu novamente ao SU tendo sido constatada a migra&ccedil;&atilde;o de 2 dos 4 fios K colocados percutaneamente para obter a redu&ccedil;&atilde;o da fractura e anemia com necessidade de suporte transfusional (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a> e <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a>). Na altura, realizou TAC (Tomografia Axial Computorizada) toracoabdominal que demonstrou uma volumosa cole&ccedil;&atilde;o densa na regi&atilde;o axilar direita, com realce no seu interior, sugerindo tratar-se de um volumoso hematoma axilar direito, com aproximadamente 13cm de di&acirc;metro, com prov&aacute;vel pseudoaneurisma no seu interior (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). A paciente foi transferida no mesmo dia para outro hospital para corre&ccedil;&atilde;o do pseudoaneurisma. Foi realizada a abordagem axilar com remo&ccedil;&atilde;o de volumoso hematoma. Foi constatada intraoperatoriamente hemorragia activa da origem da art&eacute;ria tor&aacute;cica lateral direita, tendo sido executada a laquea&ccedil;&atilde;o do pseudoaneurisma.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a04f2.jpg" width="390" height="434" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a04f3.jpg" width="389" height="504" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a04f4.jpg" width="390" height="635" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a04f5.jpg" width="388" height="289" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Posteriormente a paciente foi admitida na UCI intubada e ventilada, com desmame dif&iacute;cil (intercorr&ecirc;ncia infeciosa por E. Coli sens&iacute;vel a Meropenem), choque hipovol&eacute;mico / hemorr&aacute;gico (multitransfundida e com necessidade de vasopressores). Apresentou evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel durante o internamento na UCI com progress&atilde;o para s&eacute;psis e fal&ecirc;ncia multiorg&acirc;nica, tendo vindo a falecer.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">COMENTÁRIOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A les&atilde;o da art&eacute;ria axilar ap&oacute;s trauma de baixa energia do ombro &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o rara. A literatura descreve um total de 44 casos de les&atilde;o da art&eacute;ria axilar associados a fraturas da extremidade proximal do &uacute;mero. Dois desses casos foram detectados e tratados ap&oacute;s 6 e 8 semanas da les&atilde;o inicial; outros 3 casos foram tratados entre as 8 e as 16 semanas ap&oacute;s a les&atilde;o por apresentarem grandes perdas hem&aacute;ticas secund&aacute;rias ao desenvolvimento de falso aneurisma.<sup>8</sup></p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o da art&eacute;ria envolvida s&oacute; foi exequ&iacute;vel ap&oacute;s cuidadoso estudo da anatomia da regi&atilde;o durante o ato operat&oacute;rio. Este caso &eacute; peculiar devido ao tipo de trauma e ao envolvimento da art&eacute;ria tor&aacute;cica lateral.</p>     <p>O diagn&oacute;stico de les&atilde;o vascular associada a fratura da extremidade proximal do &uacute;mero pode passar despercebido, pois os pulsos perif&eacute;ricos podem ser mantidos inicialmente pela circula&ccedil;&atilde;o colateral. Assim, a les&atilde;o vascular pode manifestar-se v&aacute;rios dias ap&oacute;s a fratura. No caso descrito, a paciente n&atilde;o apresentou, na primeira admiss&atilde;o do SU, ap&oacute;s o epis&oacute;dio de primeira queda e fratura do &uacute;mero proximal, sinais de comprometimento neurovascular do membro superior afectado.</p>     <p>Tamb&eacute;m na segunda admiss&atilde;o do SU e portanto, ap&oacute;s o per&iacute;odo de internamento para redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o da fratura, a paciente n&atilde;o demonstrava sinais de comprometimento neurovascular do membro superior afectado, apesar do extenso hematoma desde o hemitorax direito at&eacute; ao flanco direito, o que poderia ter dificultado o diagn&oacute;stico de les&atilde;o vascular.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o arteriogr&aacute;fica constitui-se essencial, tanto nos casos assintom&aacute;ticos como naqueles com sinais de isquemia e hematoma na regi&atilde;o supraclavicular ou cervical baixa, mas nem sempre &eacute; efetiva na realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico da art&eacute;ria envolvida, como relatado em v&aacute;rios estudos. &Eacute; poss&iacute;vel que outros m&eacute;todos diagn&oacute;sticos, como angiorresson&acirc;ncia ou angiotomografia, sejam mais sens&iacute;veis.</p>     <p>Este caso alerta para o facto de o pseudoaneurisma poder ter-se originado no trauma inicial causado pelos topos &oacute;sseos da fratura umeral ou como complica&ccedil;&atilde;o da coloca&ccedil;&atilde;o dos fios K para redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o da fratura ap&oacute;s a migra&ccedil;&atilde;o dos fios K causada por nova queda e traumatismo do membro superior afectado durante o per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A op&ccedil;&atilde;o de tratamento de fracturas altamente inst&aacute;veis com fixa&ccedil;&atilde;o com fios K &eacute; controversa devendo ser cautelosamente considerada.</p>     <p>O diagn&oacute;stico precoce &eacute; essencial para melhorar o resultado final destas les&otilde;es, da&iacute; que a avalia&ccedil;&atilde;o completa do estado neurovascular seja crucial principalmente perante fraturas muito desviadas e traumas de alta energia.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o atempada das complica&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; fratura da extremidade proximal do &uacute;mero e o seu adequado tratamento &eacute; crucial para evitar resultados catastr&oacute;ficos.</p>     <p>No que toca &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do caso, este trabalho alerta para questionarmos at&eacute; que ponto o pseudoaneurisma foi respons&aacute;vel pelo &oacute;bito. Quer o pseudoaneurisma, a insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica, o trauma inicial e cir&uacute;rgico, quer a infe&ccedil;&atilde;o por microrganismos resistentes parecem ter contribu&iacute;do para o &oacute;bito.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Rohilla M, Siddique A, Khan RA. Neurovascular Injuries following Displaced Proximal Humerus Fractures: Case Reports and Review of Literature. Pak J Med Sci. 2008; 24 (4): 609-611</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308740&pid=S1646-2122201500030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Modi CS, Nnene CO, Godsiff SP, Esler CN. Axillary artery injury secondary to displaced proximal humeral fractures: a report of two cases. J Orthop Surg (Hong Kong). 2008 Aug; 16 (2): 243-246</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Stromqvist B, Lidgren L, Norgren L, Odenbring S. Neurovascular injury complicating displaced proximal fractures of the humerus. Injury. 1987; 18: 423-425</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308742&pid=S1646-2122201500030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Sukeik M, Vashista G, Shaath N. Axillary artery compromise in a minimally displaced proximal humerus fracture: a case report. Cases Journal. 2009; 2: 9308</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308743&pid=S1646-2122201500030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Veraldi GF, De Manzoni G, Tasselli S. Iatrogenic axillary artery injury from humeral neck fracture repair. A rare and unusual event in which and aggressive strategy was mandatory to save a child limb. Chirurgia Italiana. 2006; 58 (2): 247-251</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308744&pid=S1646-2122201500030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Wera GD, Friess DM, Getty PO, Armstrong DG, Lacey SH, Baele HR. Fracture of the proximal humerus with injury to the axillary artery in a boy aged 13 years. Journal of Bone and Joint Surgery B. 2006; 88 (11): 1521-1523</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308745&pid=S1646-2122201500030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Hildingsson C, Toolanen G, Hedlund T. Late vascular complication after fracture of the proximal humerus. Archives of Orthopaedic and Trauma Surgery. 1996; 115 (6): 357-358</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308746&pid=S1646-2122201500030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Stenning M, Drew S, Birch R. Low-energy arterial injury at the shoulder with progressive or delayed nerve palsy. J Bone Joint Surg Br. 2005; 87: 1102-1106</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1308747&pid=S1646-2122201500030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ana Alexandra da Costa Pinheiro,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Unidade Local de    <br>Saúde do Alto Minho    <br>Estrada de Santa Luzia, 4901-858 Viana do Castelo    <br>Telefone: 258802100    <br><a href="mailto:ana.alexandra.pinheir@gmail.com">ana.alexandra.pinheir@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-04-14</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2015-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-02-01</font></p>     ]]></body><back>
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