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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dor Persistente Após Entorse Do Tornozelo: Um Caso Clínico De Sinostose Do Ligamento Tíbio-Peroneal Anterior Distal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Ankle Sprains are one of the most frequently observed injuries by orthopaedic surgeons, and 5-10% of them involve injury to the distal tibiofibular syndesmosis, which is considered the most important predictor for chronic ankle dysfunction. Heterotopic ossification after a syndesmotic ankle sprain is a rare but important complication, because of the functional deficit it entails, which must be considered in situations of persistent pain complaints after ankle sprain. Its pathophysiology is still largely unknown, but it is presumed that may be due to calcification of the hematoma resulting from ligament injury, associated with local subperiosteal dissection. Surgical excision of these, when painful, is the recommended treatment, with expectation of pain resolution and improvement in ankle mobility. The authors report the case of a 44 year old female patient, with complaints of ankle sprain. There was history of a previous sprain of the same ankle, the year before that healed uneventfully with conservative treatment. On physical examination, the patient presented with pain at the level of the syndesmosis, with limited dorsiflexion. Radiographs and CT scan showed a synostosis at the level of the anterior syndesmosis, due to a heterotopic ossification of the anterior inferior tibiofibular ligament. The patient underwent initial conservative treatment without clinical improvement, and later underwent surgical excision of the anterior syndesmosis synostosis. During follow-up, the patient showed complete resolution of pain complaints and restoration of the ankle range of motion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Entorse do tornozelo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Dor Persistente Após Entorse Do Tornozelo - Um Caso Clínico De Sinostose Do Ligamento Tíbio-Peroneal Anterior Distal</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Santos Robles<sup>I</sup></b>; <b>Sofia Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Sandra Martins<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Júlio Marinheiro<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Sousa<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A entorse do tornozelo &eacute; uma das les&otilde;es mais frequentemente observadas na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, sendo que 5 a 10% destas envolvem a sindesmose t&iacute;bio-peroneal distal. O atingimento desta &eacute; considerado o fator de risco mais importante para a disfun&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica do tornozelo.</p>     <p>A ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica da sindesmose ap&oacute;s entorse do tornozelo com atingimento da sindesmose &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o rara mas importante, pelo d&eacute;fice funcional que acarreta, devendo esta ser ponderada em situa&ccedil;&otilde;es de persist&ecirc;ncia das queixas &aacute;lgicas ap&oacute;s entorse do tornozelo.</p>     <p>A sua fisiopatologia &eacute; ainda pouco conhecida mas presume-se que poder&aacute; ser devida &agrave; calcifica&ccedil;&atilde;o do hematoma resultante da les&atilde;o ligamentar associado a disse&ccedil;&atilde;o subperiosteal local.</p>     <p>A ex&eacute;rese cir&uacute;rgica destas, quando dolorosas, &eacute; o tratamento preconizado, com expetativa de resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas e melhoria do arco de mobilidade.</p>     <p>Apresenta-se o caso de uma doente do sexo feminino, de 44 anos, observada ap&oacute;s entorse do tornozelo. Como antecedentes referia uma entorse no ano anterior, que teria apresentado evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel com tratamento conservador. Ao exame f&iacute;sico a doente apresentava dor a n&iacute;vel da sindesmose associada a d&eacute;fice de dorsiflex&atilde;o.</p>     <p>A radiografia e a tomografia computorizada realizada demonstrava uma sinostose (&oacute;sseo-cartilag&iacute;nea) a n&iacute;vel da sindesmose anterior, por ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica do ligamento t&iacute;bio-peroneal anterior distal.</p>     <p>A doente foi inicialmente tratada conservadoramente, sem melhoria cl&iacute;nica, pelo que foi submetida a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica da sinostose. No decorrer do seguimento, demonstrou resolu&ccedil;&atilde;o completa das queixas &aacute;lgicas, com restitui&ccedil;&atilde;o do arco de movimento.<br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Entorse do tornozelo, sindesmose, ligamento tíbio-peroneal anterior distal, ossificação heterotópica, sinostose. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ankle Sprains are one of the most frequently observed injuries by orthopaedic surgeons, and 5-10% of them involve injury to the distal tibiofibular syndesmosis, which is considered the most important predictor for chronic ankle dysfunction.</p>     <p>Heterotopic ossification after a syndesmotic ankle sprain is a rare but important complication, because of the functional deficit it entails, which must be considered in situations of persistent pain complaints after ankle sprain.</p>     <p>Its pathophysiology is still largely unknown, but it is presumed that may be due to calcification of the hematoma resulting from ligament injury, associated with local subperiosteal dissection. Surgical excision of these, when painful, is the recommended treatment, with expectation of pain resolution and improvement in ankle mobility.</p>     <p>The authors report the case of a 44 year old female patient, with complaints of ankle sprain. There was history of a previous sprain of the same ankle, the year before that healed uneventfully with conservative treatment. On physical examination, the patient presented with pain at the level of the syndesmosis, with limited dorsiflexion.</p>     <p>Radiographs and CT scan showed a synostosis at the level of the anterior syndesmosis, due to a heterotopic ossification of the anterior inferior tibiofibular ligament.</p>     <p>The patient underwent initial conservative treatment without clinical improvement, and later underwent surgical excision of the anterior syndesmosis synostosis. During follow-up, the patient showed complete resolution of pain complaints and restoration of the ankle range of motion.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ankle sprain, syndesmosis, anterior inferior tibiofibular ligament, heterotopic ossification, synostosis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A entorse do tornozelo &eacute; uma das les&otilde;es mais frequentemente observada por Ortopedia, sendo que a maioria destas curam sem sequelas de relevo. As les&otilde;es da sindesmose s&atilde;o frequentemente observadas em associa&ccedil;&atilde;o a fraturas da regi&atilde;o do tornozelo (23%)<sup>1</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; a les&atilde;o isolada da sindesmose sem fratura associada tem uma preval&ecirc;ncia inferior, estimada nos 5 - 10%<sup>2</sup> do total das entorses do tornozelo, sendo o mecanismo de les&atilde;o mais frequente a dorsiflex&atilde;o associada a rota&ccedil;&atilde;o externa. O seu diagn&oacute;stico &eacute;, no entanto, importante pois o envolvimento da sindesmose nas entorses do tornozelo foi demonstrado ser o factor de risco mais relevante para a disfun&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica do tornozelo aos 6 meses ap&oacute;s a les&atilde;o<sup>4</sup>.</p>
    <p>Clinicamente, estes doentes apresentam dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o da face anterior e/ou, menos frequentemente, na regi&atilde;o posterior da articula&ccedil;&atilde;o t&iacute;bio-peroneal distal (ao inv&eacute;s da apresenta&ccedil;&atilde;o mais frequente de dor e edema localizados ao complexo ligamentar lateral)<sup>3</sup>. Estima-se, no entanto, que at&eacute; 20% de todas as entorses do tornozelo com les&atilde;o da sindesmose n&atilde;o sejam corretamente diagnosticadas<sup>1</sup>, dado o edema associado e imagiologia pouco espec&iacute;fica<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os autores pretendem apresentar um caso cl&iacute;nico de sinostose da sindesmose t&iacute;bio-peroneal distal, numa localiza&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica (ligamento t&iacute;bio-peroneal anterior distal), relembrando esta entidade rara como diagn&oacute;stico diferencial poss&iacute;vel nos casos de dor cr&oacute;nica ap&oacute;s entorse do tornozelo, apresentar a op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica tomada e fazer uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica do tema.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresenta-se o caso de uma doente do sexo feminino, de 44 anos de idade, ciclista amadora, com hist&oacute;ria de entorse do tornozelo direito ap&oacute;s queda, com 5 dias de evolu&ccedil;&atilde;o. Como antecedentes pessoais de relevo &eacute; de referir uma entorse no ano anterior (sem recurso a servi&ccedil;os hospitalares), que a doente referia ter tido evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel com anti-inflamat&oacute;rio n&atilde;o ester&oacute;ide (AINEs) e repouso.</p>
    <p>Ao exame f&iacute;sico apresentava marcha claudicante, dor e tumefac&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel da face anterior do mal&eacute;olo lateral e interlinha articular anterior, sem queixas ou edema a n&iacute;vel do complexo ligamentar lateral ou ligamento delt&oacute;ide. Apresentava um d&eacute;fice de dorsiflex&atilde;o, sem altera&ccedil;&atilde;o das restantes mobilidades ou instabilidade objetiva do tornozelo.</p>
    <p>Na radiografia simples realizada apresentava uma sinostose (&oacute;sseo-cartilag&iacute;nea) a n&iacute;vel da sindesmose anterior, por ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica do ligamento t&iacute;bio-peroneal anterior distal, que inicialmente foi interpretada como uma fratura de sinostose pr&eacute;via, devido &agrave; sua componente r&aacute;dio-transparente cartilag&iacute;nea (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a07f1.jpg" width="384" height="304" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A doente foi submetida a tratamento conservador inicial com imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala gessada posterior em posi&ccedil;&atilde;o neutra por um per&iacute;odo de 4 semanas associada a AINEs, seguida de 3 meses de reabilita&ccedil;&atilde;o funcional, com especial incid&ecirc;ncia na recupera&ccedil;&atilde;o da dorsiflex&atilde;o.</p>
    <p>Em seguimento em consulta externa, mantinha as queixas &aacute;lgicas a n&iacute;vel da face anterior do tornozelo, com incapacidade para a pr&aacute;tica desportiva habitual e limita&ccedil;&otilde;es em algumas atividades da vida di&aacute;ria, com necessidade di&aacute;ria de AINEs, crioterapia e repouso. Clinicamente, em flex&atilde;o plantar m&aacute;xima, era palp&aacute;vel uma massa de consist&ecirc;ncia s&oacute;lida na face anterior do tornozelo, na regi&atilde;o do ligamento t&iacute;bio-peroneal distal anterior. Apresentava tamb&eacute;m um d&eacute;fice de dorsiflex&atilde;o (arco de movimento 0-10&deg;), sendo as restantes mobilidades completas e indolores.</p>
    <p>Realizou uma tomografia computorizada (TC) que confirmou a sinostose da sindesmose anterior, sem outras les&otilde;es associadas (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a07f2.jpg" width="386" height="302" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi realizada uma prova diagn&oacute;stica com infiltra&ccedil;&atilde;o local e articular de anest&eacute;sico, que demonstrou melhoria substancial das queixas &aacute;lgicas, embora sem recupera&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedeu-se ent&atilde;o &agrave; ex&eacute;rese cir&uacute;rgica da mesma por via aberta, com hemostase criteriosa, associada a aplica&ccedil;&atilde;o de cera de osso nas extremidades &oacute;sseas.</p>
    <p>No mesmo tempo cir&uacute;rgico, a doente foi tamb&eacute;m submetida a artroscopia anterior do tornozelo, para verifica&ccedil;&atilde;o intra-operat&oacute;ria da inexist&ecirc;ncia de outras les&otilde;es concomitantes que pudessem causar o d&eacute;fice funcional.</p>
    <p>No p&oacute;s-operat&oacute;rio, foi institu&iacute;da reabilita&ccedil;&atilde;o funcional precoce (7 dias ap&oacute;s a cirurgia), que decorreu durante 3 meses.</p>
    <p>No decorrer do seguimento cl&iacute;nico, observou-se a resolu&ccedil;&atilde;o completa das queixas &aacute;lgicas, com restitui&ccedil;&atilde;o do arco de movimento, sem instabilidade associada, tendo a doente regressado &agrave; pr&aacute;tica desportiva habitual, sem restri&ccedil;&otilde;es, aos 5 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a> e <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a07f3.jpg" width="385" height="290" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n3/23n3a07f4.jpg" width="392" height="522" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A t&iacute;bia e o per&oacute;nio articulam-se em 3 regi&otilde;es distintas: a articula&ccedil;&atilde;o t&iacute;bio-peroneal proximal (superior), membrana inter&oacute;ssea e a articula&ccedil;&atilde;o t&iacute;bio-peroneal distal (inferior)<sup>9</sup>. Esta &uacute;ltima &eacute; formada pela superf&iacute;cie articular medial convexa do per&oacute;nio e lateral c&ocirc;ncava da t&iacute;bia, sendo definida como uma articula&ccedil;&atilde;o fibrosa sindesm&oacute;tica, sem cartilagem articular<sup>9</sup>.</p>
    <p>A sindesmose t&iacute;bio-peroneal distal &eacute; composta por quatro ligamentos distintos, que lhe conferem estabilidade: o ligamento inter&oacute;sseo (espessamento distal da membrana inter&oacute;ssea), o ligamento transversal inferior e os ligamentos t&iacute;bio-peroneais distais anterior e posterior<sup>9</sup>. O ligamento t&iacute;bio-peroneal distal anterior corresponde a uma banda triangular de fibras, com 2 cm de largura e 0.5 cm de espessura, estendendo-se obliquamente no sentido distal e lateral entre as margens adjacentes da t&iacute;bia e do per&oacute;nio, na face anterior da sindesmose<sup>9</sup>. &Eacute;, conjuntamente com o ligamento t&iacute;bio-peroneal distal posterior o estabilizador da &ldquo;mortise&rdquo; do tornozelo (35 e 33%, respectivamente)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Embora a ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica, com ou sem progress&atilde;o para sinostose t&iacute;bio-peroneal seja uma complica&ccedil;&atilde;o conhecida, que ocorre com alguma frequ&ecirc;ncia ap&oacute;s fraturas na regi&atilde;o do tornozelo (6 a 12%)<sup>10</sup>, a preval&ecirc;ncia desta complica&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s entorses do tornozelo &eacute; desconhecida, havendo apenas alguns casos descritos na literatura<sup>5-8</sup>, com atingimento preferencial do ligamento e membrana inter&oacute;ssea<sup>5-8</sup>.</p>
    <p>Existem v&aacute;rias causas descritas para o desenvolvimento de uma sinostose t&iacute;bio-peroneal. Na regi&atilde;o proximal, s&atilde;o geralmente cong&eacute;nitas<sup>11</sup>, enquanto as distais s&atilde;o maioritariamente adquiridas, mais frequentemente ap&oacute;s les&atilde;o traum&aacute;tica<sup>12</sup>.</p>
    <p>A fisiopatologia desta complica&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda pouco conhecida. Presume-se que a ocorr&ecirc;ncia de ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica possa ser devida &agrave; calcifica&ccedil;&atilde;o do hematoma resultante da les&atilde;o ligamentar associado a eventual dissec&ccedil;&atilde;o subperiosteal local. Este fen&oacute;meno pode variar entre o aparecimento de algumas ilhotas &oacute;sseas at&eacute; &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma ponte &oacute;sseo-cartilag&iacute;nea (sinostose), ocorrendo geralmente nos 3 primeiros meses ap&oacute;s o traumatismo<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>A congru&ecirc;ncia articular do tornozelo &eacute; fundamental para a distribui&ccedil;&atilde;o de carga e preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es degenerativas secund&aacute;rias, sendo a mobilidade peroneal a n&iacute;vel da sindesmose essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o dessa congru&ecirc;ncia, permitindo a acomoda&ccedil;&atilde;o da forma trapezoidal do astr&aacute;galo durante o arco de mobilidade no plano sagital do tornozelo<sup>1</sup>.</p>
    <p>Assim sendo, o bloqueio da sindesmose, condicionado pela presen&ccedil;a de uma sinostose t&iacute;bio-peroneal distal, leva &agrave; restri&ccedil;&atilde;o do movimento descendente do per&oacute;nio durante a fase de apoio da marcha, ao mesmo tempo impedindo tamb&eacute;m o alargamento da mortise do tornozelo durante a dorsiflex&atilde;o para acomoda&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo na fase de balan&ccedil;o da marcha<sup>12</sup>. Esta altera&ccedil;&atilde;o na fun&ccedil;&atilde;o normal do tornozelo vai traduzir-se no desenvolvimento de dor local e altera&ccedil;&atilde;o da normal cin&eacute;tica do tornozelo<sup>9</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o existe um tratamento padronizado para a dor cr&ocirc;nica ap&oacute;s entorse do tornozelo complicada por ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica a n&iacute;vel da sindesmose t&iacute;bio-peroneal distal, devendo este ser orientado pelo quadro cl&iacute;nico do doente.</p>
    <p>A presen&ccedil;a de ilhotas de ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica tende a ser bem tolerada e pass&iacute;vel de tratamento conservador, com retorno &agrave; atividade desportiva pr&eacute;via, sem a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es degenerativas do tornozelo<sup>4</sup>.</p>
    <p>J&aacute; nas sinostoses francas, embora existam relatos de doentes tratados com sucesso conservadoramente<sup>10,15</sup>, a op&ccedil;&atilde;o pela ex&eacute;rese cir&uacute;rgica da sinostose demonstrou, nos poucos casos descritos, ser eficaz na resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas e restaura&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade, especialmente em indiv&iacute;duos jovens ou atletas<sup>7,12-14</sup>.</p>
    <p>A ex&eacute;rese da sinostose, tal como nos casos de miosite ossificante, est&aacute; contraindicada at&eacute; ao final da sua matura&ccedil;&atilde;o<sup>6,13</sup>, podendo essa situa&ccedil;&atilde;o ser determinada por cintigrafia &oacute;ssea<sup>6</sup>.</p>
    <p>Dado o alto risco de recidiva, deve ser dada especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; hemostase, devendo tamb&eacute;m ser aplicada cera de osso nas extremidades ap&oacute;s ex&eacute;rese da sinostose<sup>13,12</sup>.<br />No per&iacute;odo de p&oacute;s-operat&oacute;rio o doente deve ser submetido a um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o agressivo, no sentido de se obter a recupera&ccedil;&atilde;o do arco de movimento<sup>6</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em conclus&atilde;o, o desconhecimento atual relativo &agrave; fisiopatologia da ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica da sindesmose, devido &agrave; raridade da mesma, n&atilde;o permite que, na observa&ccedil;&atilde;o de entorses do tornozelo, possam ser tomadas atitudes profil&aacute;ticas para a sua preven&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>No entanto, dada a possibilidade de desenvolvimento de sinostose t&iacute;bio-peroneal, resultando em dor e altera&ccedil;&atilde;o da cin&eacute;tica normal do tornozelo, torna-se numa complica&ccedil;&atilde;o potencialmente importante e que merece a aten&ccedil;&atilde;o dos profissionais, quando confrontados com um quadro dor cr&oacute;nica ap&oacute;s entorse sindesm&oacute;tica do tornozelo.</p>
    <p>A ex&eacute;rese cir&uacute;rgica das sinostoses da sindesmose distal, quando dolorosas e associadas a d&eacute;fice funcional, deve ser recomendada, com expectativa de resolu&ccedil;&atilde;o da sintomatologia, tal como ficou demonstrado no caso apresentado.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Van Heest TJ, Lafferty PM. Injuries to the ankle syndesmosis. J Bone Joint Surg Am. 2014 Apr 2; 96 (7): 604-613</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Kellett JJ. The clinical features of ankle syndesmosis injuries: a general review. Clin J Sport Med. 2011 Nov; 21 (6): 524-529</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Boytiler MJ, Fischer AD, Neumann C. Syndesmotic ankle sprains. Am J Sports Med. 1991 May; 19 (3): 294-298</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Gerber JP, Williams GN, Scoville CR, Arciero RA, Taylor DC. Persistent disability associated with ankle sprains: a prospective examination of an athletic population. Foot Ankle Int. 1998 Oct; 19 (10): 653-660</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Nussbaum ED, Hosea TM, Sieler SD, Incremona BR, Kessler DE. Prospective evaluation of syndesmotic ankle sprains without diastasis. Am J Sports Med. 2001 Jan; 29 (1): 31-35</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Kennedy MA, Sama AE, Sigman M. Tibiofibular syndesmosis and ossification. Case report: sequelae of ankle sprain in an adolescent football player. J Emerg Med. 2000 Fev; 18 (2): 233-240</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Seyahi A, Uludag S, Akman S, Demirhan M. An unusual complication after syndesmotic injury: retrotibial heterotopic ossification. Acta Orthop Traumatol Turc. 2009 Mar; 43 (2): 181-184</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Veltri DM, Pagnani MJ, O&#39;Brien SJ, Warren RF, Ryan MD, Barnes RP. Symptomatic ossification of the tibiofibular syndesmosis in professional football players: a sequela of the syndesmotic ankle sprain. Foot Ankle Int. 1995 May; 16 (5): 285-290</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">9. Williams GN, Jones MH, Amendola A. Syndesmotic ankle sprains in atheletes. Am J Sports Med. 2007 Jul; 35 (7): 1197-1207</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Albers  GH, de Kort AF, Middenorf PR, van Dijk CN. Distal tibiofibular synostosis after ankle fracture. J Bone Joint Surg Br. 1996 Mar; 78 (2): 250-252</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Gamble JG. Proximal tibiofibular synostosis: a case report. J Pediatr Orthop. 1984 Mar; 4 (2): 243-245</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. McMaster J, Scranton P. Tibiofibular synostosis, a cause of ankle disability. Clin Orthop. 1975 Sep;  (111): 172-174</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Van Den Bekerom MP, Kloen P, Luitse JS, Raaymakers EL. Complications of distal tibiofibular screw stabilization: analysis of 236 patients. J Foot Ankle Surg. 2013 Jul; 52 (4): 456-459</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Frick SL, Shoemaker S, Mubarak SJ. Altered fibula growth patterns after tibiofibular synostosis in children. J Bone Joint Surg Am. 2001 Fev; 83 (2): 247-254</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. James SH, Carpenter EC, Fairclough JA. Tibiofibular synostosis in a professional football player. J Bone Joint Surg Br. 2007 Jan; 89 (1): 109-111</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Santos Robles    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.    <br>Avenida do Hospital Padre Americo, nº210    <br>4560-454 Penafiel    <br><a href="mailto:diogorobles@gmail.com">diogorobles@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-09-14</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-01-08</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-01-10</font></p>     ]]></body><back>
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