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<institution><![CDATA[,CIPER (Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana) Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction Self-evaluation of the functionality and degree of pain of the patient, obtained through specific questionnaires, has gained importance as a complementary tool to the objective clinical assessment. Objectives The aim of the study is to translate and perform the cross-cultural adaptation of the American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES) into Portuguese and to test the validity, reliability and responsiveness for Portuguese patients. The existence of the ASES translated and validated for the Portuguese language will enable its use as a tool to assess pain and functional limitations in Portuguese patients with shoulder dysfunction Methods The first step was to translate the ASES into Portuguese and to perform cultural adaptation. The original version of the ASES underwent the specific process of translation and cultural adaptation, comprising steps of initial translation, back translation, committee, pre-testing and approval of the original author. The second step involved determining the reliability and validity of the ASES to the Portuguese population. Results Test-retest reliability showed excellent results with ICC values of 0.93 (P<0.001) and 0.92 (P<0.001) for ASES right and left, respectively. Regarding internal consistency the value was good, with a Cronbach alpha=0.80 and in what concerns the construct validity the scores of the ASES-PT showed strong correlation with the scores of the Portuguese version of the DASH (r = -0.92; P<0.001). Conclusion The Portuguese version of the ASES is semantically equivalent to the original version, and has demonstrated to be reliable and valid.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">INVESTIGAÇÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Versão Portuguesa do American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES): Tradução, adaptação cultural e validação</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rodrigo M. Ruivo<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Pezarat-Correia<sup>I</sup></b>; <b>Ana Isabel Carita<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. CIPER (Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana), Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b><br />A auto-avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade e grau de dor pelo paciente, obtida atrav&eacute;s de preenchimento de question&aacute;rios espec&iacute;ficos tem ganho relevo enquanto ferramenta complementar &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o objetiva do m&eacute;dico</p>     <p><b>Objetivos</b><br />Este estudo visa traduzir e realizar a adapta&ccedil;&atilde;o cultural do question&aacute;rio American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES) para a l&iacute;ngua Portuguesa e testar a sua validade e fiabilidade. A exist&ecirc;ncia do ASES traduzido e validado para a l&iacute;ngua Portuguesa permitir&aacute; a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como uma ferramenta para avaliar a dor e as limita&ccedil;&otilde;es funcionais em pacientes portugueses com disfun&ccedil;&atilde;o do ombro.</p>     <p><b>Metodologia</b><br />O estudo foi realizado em duas etapas. A primeira etapa consistiu na tradu&ccedil;&atilde;o do ASES para a l&iacute;ngua Portuguesa e na sua adapta&ccedil;&atilde;o cultural. A vers&atilde;o original do ASES passou pelo processo espec&iacute;fico de tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cultural, que compreende as etapas de tradu&ccedil;&atilde;o inicial, retrotradu&ccedil;&atilde;o, comit&eacute;, pr&eacute;-teste e aprova&ccedil;&atilde;o do autor original. O segundo passo, envolveu a determina&ccedil;&atilde;o da fiabilidade e validade da ASES para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa.</p>     <p><b>Resultados</b><br />A fiabilidade intra-individual mostrou excelentes resultados com os resultados do ICC de 0,93 (P &lt;0,001) e 0,92 (P &lt;0,001) para ASES direita e esquerda, respetivamente. Quanto &agrave; consist&ecirc;ncia interna o valor foi bom, com um alfa de Cronbach = 0,80. No que concerne &agrave; validade de construto os resultados do ASES-PT demonstraram uma forte correla&ccedil;&atilde;o com os resultados da vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do DASH (r = -0,92; P &lt;0,001 ).</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b><br /> A vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do ASES &eacute; semanticamente equivalente &agrave; vers&atilde;o original, e demonstrou ser fi&aacute;vel e v&aacute;lida.    <br> </font>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: ASES, ombro, questionário, adaptação cultural. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><b>Introduction</b><br />Self-evaluation of the functionality and degree of pain of the patient, obtained through specific questionnaires, has gained importance as a complementary tool to the objective clinical assessment.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives</b><br />The aim of the study is to translate and perform the cross-cultural adaptation of the American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES) into Portuguese and to test the validity, reliability and responsiveness for Portuguese patients. The existence of the ASES translated and validated for the Portuguese language will enable its use as a tool to assess pain and functional limitations in Portuguese patients with shoulder dysfunction</p>     <p><b>Methods</b><br />The first step was to translate the ASES into Portuguese and to perform cultural adaptation. The original version of the ASES underwent the specific process of translation and cultural adaptation, comprising steps of initial translation, back translation, committee, pre-testing and approval of the original author. The second step involved determining the reliability and validity of the ASES to the Portuguese population.</p>     <p><b>Results</b><br />Test&ndash;retest reliability showed excellent results with ICC values of 0.93 (P&lt;0.001) and 0.92 (P&lt;0.001) for ASES right and left, respectively. Regarding internal consistency the value was good, with a Cronbach alpha=0.80 and in what concerns the construct validity the scores of the ASES-PT showed strong correlation with the scores of the Portuguese version of the DASH (r = -0.92; P&lt;0.001).</p>     <p><b>Conclusion</b><br />The Portuguese version of the ASES is semantically equivalent to the original version, and has demonstrated to be reliable and valid. <br /> </p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: ASES, shoulder, questionnaire, cross-cultural adaptation. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estima-se que 20-30% da popula&ccedil;&atilde;o sofre atualmente de dores no ombro<sup>1</sup> e que dois em cada tr&ecirc;s indiv&iacute;duos ter&atilde;o pelo menos um epis&oacute;dio de dor cervical ou no ombro durante a sua vida<sup>2</sup>. Uma vez que essa dor e a mobilidade reduzida do ombro t&ecirc;m um efeito negativo sobre as capacidades funcionais e qualidade de vida do paciente, &eacute; importante avaliar e quantificar o impacto dessas altera&ccedil;&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas na vida das pessoas. Para atingir este objetivo, al&eacute;m das avalia&ccedil;&otilde;es ortop&eacute;dicas tradicionais com base em par&acirc;metros objetivos tradicionais, como os testes cl&iacute;nicos e asan&aacute;lise radiogr&aacute;ficas, os scores de resultados funcionais e de dor medidos por meio de question&aacute;rios podem ser utilizados. Atualmente, um n&uacute;mero crescente de question&aacute;rios gen&eacute;ricos e espec&iacute;ficos foram publicados e esta avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva, a auto-avalia&ccedil;&atilde;o do paciente, come&ccedil;a a ser utilizada como um meio complementar &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o objetiva do m&eacute;dico. No entanto, para ser verdadeiramente &uacute;til e avaliar claramente a perce&ccedil;&atilde;o subjetiva do paciente, os question&aacute;rios t&ecirc;m de ser validados por um processo abrangente que inclui o avalia&ccedil;&atilde;o da sua fiabilidade, sensibilidade e capacidade de resposta.</p>     <p>Para avaliar a condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e funcionalidade do ombro j&aacute; existe uma multiplicidade de question&aacute;rios validados como o &ldquo;The Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire [DASH] (Kirkley, 1998), the Western Ontario Rotator Cuff Index [WORC]<sup>3</sup> , The Simple Shoulder Test<sup>4</sup> ou American Shoulder and Elbow Surgeon Standardized Shoulder Assessment Form [ASES], publicado em 1994 pelo Research Committee of the American Shoulder and Elbow Surgeons e que parece obter um consenso na comunidade cient&iacute;fica<sup>5</sup> e &eacute; v&aacute;rias vezes referenciado na literatura(Clarke, Dewing, Schroder, Solomon, &amp; Provencher, 2009; Michener, Mcclure, &amp; Sennett, 2002) .</p>     <p>O question&aacute;rio ASES &eacute; dividido em duas se&ccedil;&otilde;es: uma administrada por um m&eacute;dico e outra autoadministrada pelo paciente. Esta &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o &eacute; composta por um item relacionado &agrave; dor e dez itens relacionados com a fun&ccedil;&atilde;o do ombro. Estes itens j&aacute; foram avaliados no question&aacute;rio original quanto &agrave; sua validade, fiabilidade, sensibilidade e capacidade de resposta<sup>8,7</sup>. O item para a dor &eacute; avaliado por meio de uma escala anal&oacute;gica visual de 10 cm que varia de &ldquo;no pain at all&rdquo;e &ldquo;pain as bad as it can be&rdquo;. Os itens para fun&ccedil;&atilde;o s&atilde;o avaliados por meio de uma escala Likert de quatro pontos. Os 10 itens na &aacute;rea de fun&ccedil;&atilde;o do ASES incluem atividades da vida di&aacute;ria, tais como colocar um casaco, chegar a uma prateleira alta e atividades mais exigentes, tais como lan&ccedil;ar uma bola acima da cabe&ccedil;a, em que cada item &eacute; avaliado por uma escala ordinal de 4 pontos, em que 0 significa &ldquo;incapaz de fazer&rdquo; e 3 &ldquo;n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil&rdquo;. A pontua&ccedil;&atilde;o final &eacute; calculada multiplicando a pontua&ccedil;&atilde;o da dor (m&aacute;ximo 10) por 5 (portanto, total poss&iacute;vel de 50) e o resultado da atividade cumulativa (no m&aacute;ximo 30) por 5/3 (portanto, total poss&iacute;vel de 50) para um total final de 100. Este question&aacute;rio &eacute; simples de administrar, fi&aacute;vel e v&aacute;lido<sup>7</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cultural do ASES para o Portugu&ecirc;s de Portugal, e n&atilde;o o Portugu&ecirc;s do Brasil que j&aacute; existe<sup>9</sup>, permitir&aacute; a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma nova ferramenta para os terapeutas portugueses nas &aacute;reas cl&iacute;nicas e de pesquisa e ir&aacute; auxiliar na padroniza&ccedil;&atilde;o de procedimentos funcionais para avaliar um ombro, permitindo a compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos em diferentes popula&ccedil;&otilde;es. Portanto, o objetivo deste estudo foi, usando as diretrizes de adapta&ccedil;&atilde;o cultural descritos por Guillemin et al.(1993), traduzir e realizar a adapta&ccedil;&atilde;o cultural do ASES em Portugu&ecirc;s de Portugal e testar a validade, fiabilidade e capacidade de resposta para pacientes portugueses.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Baseado em literatura espec&iacute;fica (Beaton DE, Richards RR Beaton DE, 1996; Navsarikar A, Gladman DD, Husted JA, 1999) o question&aacute;rio ASES foi submetido ao processo de valida&ccedil;&atilde;o e de tradu&ccedil;&atilde;o completa, e &agrave; sua adapta&ccedil;&atilde;o cultural. Foi criada a hip&oacute;tese de que os resultados do ASES se correlacionam significativamente com o Disability of Arm, Shoulder and Hand questionnaire [DASH], question&aacute;rio espec&iacute;fico j&aacute; previamente validado (Santos, J. &amp; Gon&ccedil;alves, 2006; Hudak et al., 1996).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Amostra</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>20 pacientes participaram do estudo (9 do sexo masculino e 11 do sexo feminino, media de idades = 47,7 &plusmn; 18,6 anos). Como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, todos os indiv&iacute;duos tinham de ter 18 anos ou mais de idade e um diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de algum dist&uacute;rbio no ombro, confirmado por exame cl&iacute;nico/ ortop&eacute;dico e por exame complementar de diagn&oacute;stico de imagem (radiografia, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica). As patologias mais comuns registadas foram o conflito subacromial (9 pacientes), a capsulite adesiva (5 pacientes), e a instabilidade do ombro (4 pacientes). Nenhum dos pacientes tinha qualquer dist&uacute;rbio neurol&oacute;gico ou cognitivo ou outras les&otilde;es musculo-esquel&eacute;ticas al&eacute;m do diagnosticado no ombro. A vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do ASES foi administrada aos pacientes simultaneamente com o DASH validado em vers&atilde;o Portuguesa<sup>13</sup>. Os question&aacute;rios foram aplicados em salas de espera pelo investigador, antes da consulta com o m&eacute;dico<sup>14</sup>. Os resultados dos question&aacute;rios foram obtidos tal como recomendado na vers&atilde;o original do question&aacute;rio. Todos os participantes foram recrutados numa cl&iacute;nica privada em Lisboa, denominada Cl&iacute;nica das Conchas. Antes da investiga&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s informados acerca da&nbsp; finalidade do estudo e dos procedimentos envolvidos,os participantes assinaram um documento de consentimento informado. O estudo foi aprovado pelo Comit&eacute; de &Eacute;tica e Pesquisa da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, de acordo com o n&uacute;mero 05/2009.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tradução e Adaptação Cultural</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cultural do ASES original para o idioma Portugu&ecirc;s s&oacute; foi realizada na sess&atilde;o administrada pelo paciente e seguiu as etapas propostas por Guillemin (1993). Em primeiro lugar dois professores de Ingl&ecirc;s, de lingua materna portuguesa realizaram tradu&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias do ASES. Seguidamente, numa reuni&atilde;o conjunta, ambas as vers&otilde;es foram analisadas pelos tradutores e pelo investigador e uma &uacute;nica nova vers&atilde;o foi selecionada. Ap&oacute;s definida a primeira vers&atilde;o em portugu&ecirc;s, iniciou-se a etapa de retro-tradu&ccedil;&atilde;o, em que a vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s foi traduzida para o Ingl&ecirc;s, tamb&eacute;m de forma independente, por dois tradutores de l&iacute;ngua materna inglesa, fluentes em Portugu&ecirc;s. Em seguida, as duas novas vers&otilde;es foram confrontadas, como ocorrera na etapa de tradu&ccedil;&atilde;o inicial. Ap&oacute;s a retro-tradu&ccedil;&atilde;o uma comiss&atilde;o constitu&iacute;da pelo investigador, um fisioterapeuta e os 4 tradutores verificaram se existiam incongru&ecirc;ncias com o question&aacute;rio original em Ingl&ecirc;s. Procurou-se desta forma certificar de que a tradu&ccedil;&atilde;o era totalmente compreens&iacute;vel e refletia o mesmo conte&uacute;do item a item da vers&atilde;o original. Ap&oacute;s esta etapa foi constitu&iacute;da uma segunda vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do ASES. Posteriormente, a clareza, compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foram testadas nos pacientes. Nesta fase, denominada de &ldquo;Pr&eacute;-teste&rdquo;, o investigador entregou o question&aacute;rio aos pacientes, que, em seguida, responderam se compreenderam ou n&atilde;o cada item e comentaram o que entenderam. Em caso de n&atilde;o compreens&atilde;o de algum item o paciente foi estimulado a propor uma modifica&ccedil;&atilde;o para transform&aacute;-lo compreens&iacute;vel. Estabeleceu-se que os itens com 10% de &ldquo;n&atilde;o compreens&atilde;o&rdquo; seriam reformulados em uma nova reuni&atilde;o colegial e, em seguida, re-testado nos pacientes. Desta forma, a vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do ASES s&oacute; seria aceite e definida quando todos os seus itens fossem considerados compreens&iacute;veis. Os resultados finais dos question&aacute;rios foram obtidos como recomendado na vers&atilde;o original e o tempo necess&aacute;rio para o seu preenchimento foi registado.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Fiabilidade e validade</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Depois de concretizada a adapta&ccedil;&atilde;o cultural e de o autor do question&aacute;rio original ter autorizado a tradu&ccedil;&atilde;o, a fiabilidade e validade do question&aacute;rio foram estudadas. O question&aacute;rio ASES vers&atilde;o Portuguesa foi administrado duas vezes a 20 pacientes selecionados aleatoriamente. Os autores utilizaram um intervalo de 5 dias, partindo do pressuposto de que, durante este per&iacute;odo, a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica n&atilde;o se tinha alterado. Para minimizar o risco de modifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica a curto prazo, n&atilde;o se realizou nenhuma sess&atilde;o de tratamento a esses pacientes nesse intervalo temporal de 5 dias. A validade de construto do ASES foi testada comparando o ASES com o DASH, que &eacute; um outro question&aacute;rio utilizado para a avalia&ccedil;&atilde;o de pacientes com dor no ombro. O question&aacute;rio DASH &eacute; composto por 30 quest&otilde;es que inquirem acerca dos sintomas e as fun&ccedil;&otilde;es dos membros superiores que s&atilde;o afetadas por doen&ccedil;as ortop&eacute;dicas ou neurol&oacute;gicas. Este question&aacute;rio fornece uma nota principal, a pontua&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o/sintomas DASH [DASH-FS],&nbsp; que &eacute; basicamente um somat&oacute;rio das respostas em uma escala de 1-5, resultando num valor final que varia entre um zero (sem defici&ecirc;ncia) ou 100 (defici&ecirc;ncia grave). Al&eacute;mdo n&uacute;cleo de 30 itens existem duas s&eacute;ries de perguntas opcionais de 4 itens, denominado DASH desporto / m&uacute;sica [DASH-SM] e trabalho DASH [DASH-W], que s&atilde;o pontuados de forma semelhante. No nosso estudo n&atilde;o foram utilizadas essas pontua&ccedil;&otilde;es. As perguntas avaliam o grau de dificuldade em realizar uma variedade de atividades f&iacute;sicas em virtude de um problema de um ombro ou m&atilde;o [21 itens]. Estes itens tamb&eacute;m investigam a intensidade da dor, a atividade relacionada com a dor, formigueiros, fraqueza e rigidez [5 itens] e os efeitos dos problemas no membro superior em atividades sociais, trabalho, sono e auto-imagem [4 itens]. Todos os itens t&ecirc;m cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta que variam de &lsquo;&rsquo;nenhuma dificuldade ou nenhum sintoma&rsquo;&rsquo; para &lsquo;&rsquo;incapaz de realizar atividade ou sintomas graves&rdquo;.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Análise estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada utilizando a vers&atilde;o 22 do SPSS. A normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel frequ&ecirc;ncia foi testada com os testes de Kolmogorov-Smirnov e de Shapiro-Wilkinson. A fiabilidade teste-reteste foi avaliada com o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o interclasse (ICC) e o alfa de Cronbach foi utilizado para avaliar a consist&ecirc;ncia interna. A validade de construto e nomeadamente a correla&ccedil;&atilde;o entre ASES e DASH foi avaliada pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. Todos os testes estat&iacute;sticos foram conduzidos com signific&acirc;ncia &alpha; = 0.05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No geral, na tradu&ccedil;&atilde;o inicial, os dois tradutores apresentaram vers&otilde;es similiares.</p>     <p>Como mostrado na <a href="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a02t1.jpg">Tabela 1</a>, observaram-se pequenas diferen&ccedil;as no enunciado descritivo da escala anal&oacute;gica de dor, e nos itens n&uacute;mero 4 e 9 da se&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o funcional. Ap&oacute;s a reuni&atilde;o entre os tradutores e o investigador resolveram-se estas d&uacute;vidas de modo consensual.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a02t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O passo seguinte, a retro-tradu&ccedil;&atilde;o, mostrou corresponder excelentemente &agrave; vers&atilde;o original e n&atilde;o foram propostas altera&ccedil;&otilde;es ao question&aacute;rio ASES convertido para a l&iacute;ngua Portuguesa [<a href="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a02a1.jpg" target="_blank">Anexo 1</a>]. Ap&oacute;s estes procedimentos, os question&aacute;rios foram submetidos aos pacientes. As respostas m&eacute;dias para os itens ASES s&atilde;o apresentadas na <a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a02t2.jpg" width="389" height="288" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>A fiabilidade teste-reteste mostrou excelentes resultados. O ICC foi de 0,93 (P &lt;0,001) e 0,92 (P &lt;0,001) para ASES direita e esquerda, respectivamente. Os resultados da consist&ecirc;ncia interna do ASES atingiram um valor de alfa Cronbach de 0,801. No que diz respeito &agrave; validade de construto os resultados do ASES-PT mostraram forte correla&ccedil;&atilde;o com os resultados da vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do DASH (r = -0,92; P &lt;0,001).</p>     <p>H&aacute; um interesse crescente no uso de medidas subjectivas para avaliar a funcionalidade do ombro na vida di&aacute;ria, permitindo que o tratamento e a avalia&ccedil;&atilde;o se foquem no paciente. O question&aacute;rio ASES &eacute; espec&iacute;fico para o complexo do ombro, e at&eacute; agora n&atilde;o havia nenhuma vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s de Portugal adaptado &agrave; cultura Portuguesa. O uso de question&aacute;rios requer a adapta&ccedil;&atilde;o a diferentes l&iacute;nguas e culturas, mantendo a equival&ecirc;ncia cultural. Assim, para evitar a aplica&ccedil;&atilde;o potencialmente prejudicial de novos question&aacute;rios n&atilde;o compar&aacute;veis com os existentes na literatura, &eacute; necess&aacute;rio mais do que uma simples tradu&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio um processo de adapta&ccedil;&atilde;o rigoroso<sup>15</sup>.</p>     <p>Apenas a sec&ccedil;&atilde;o de preenchimento pelo paciente do ASES foi traduzida e adaptada culturalmente no nosso estudo, devido ao fato de que a parte m&eacute;dica n&atilde;o &eacute; utilizada na literatura existente, talvez porque n&atilde;o contribui para a pontua&ccedil;&atilde;o final<sup>9</sup>. A vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s foi estabelecida ap&oacute;s conclus&atilde;o das diferentes fases: tradu&ccedil;&atilde;o inicial, retro-tradu&ccedil;&atilde;o, comit&eacute;, pr&eacute;-teste e aprova&ccedil;&atilde;o do autor. Os principais ajustamentos culturais e lingu&iacute;sticos ocorreram na primeira fase, com a tradu&ccedil;&atilde;o inicial da medida unidade de lb (libra) a (kg) kg, porque em Portugal o Sistema Internacional de Unidades &eacute; utilizado, e com a tradu&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s outros itens, consensualmente aprovados ap&oacute;s reuni&atilde;o dos tradutores e do investigador. Ap&oacute;s esta fase, a vers&atilde;o obtida ap&oacute;s retro-tradu&ccedil;&atilde;o provou corresponder muito bem &agrave; vers&atilde;o original e n&atilde;o foram realizadas mais altera&ccedil;&otilde;es. Esta vers&atilde;o do question&aacute;rio foi ent&atilde;o aplicada em pacientes com diferentes diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos e com uma idade m&eacute;dia de 48 anos de idade. Devido &agrave; sua linguagem simples e ao fato de n&atilde;o existir qualquer item duvidoso foi apenas necess&aacute;rio um pr&eacute;-teste.</p>     <p>Para concluir o processo de valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o Portuguesa do ASES demonstrou-se que o question&aacute;rio preserva caracter&iacute;sticas de fiabilidade e validade semelhantes &agrave; vers&atilde;o original publicada em Ingl&ecirc;s<sup>5</sup>. A fiabilidade do ASES-PT mostrou-se adequada, como j&aacute; foi tinha sido observado com a sua vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s<sup>12</sup>. O ICC foi de 0,931 para o lado direito e 0,924 para o lado esquerdo. O facto de os intervalos de tempo entre a primeira e a segunda aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio terem sido semelhantes para vers&atilde;o orginal em o Ingl&ecirc;s e na vers&atilde;o Portuguesa (3 e 4-5 dias de intervalo, respectivamente) pode ter contribu&iacute;do para os resultados ICC semelhantes. Tamb&eacute;m P&aacute;dua et al. (2010)<sup>16</sup> e Michener (2002)<sup>7</sup> reportaram boa fiabilidade teste-reteste (ICC = 0,91 e CCI = 0,84, respectivamente), enquanto que Moser (2012) reportou um ICC ligeiramente inferior, de 0,75, para a vers&atilde;o Portugu&ecirc;s do Brasil. A fiabilidade &eacute; adequada se o ICC for superior a 0,70<sup>17</sup>.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; consist&ecirc;ncia interna o valor foi bom, com um alfa de Cronbach = 0,80. Valores acima de 0,80 s&atilde;o considerados bons de acordo com a literatura<sup>18</sup>. Michener (2002) em um estudo com question&aacute;rio ASES tamb&eacute;m relataram uma consist&ecirc;ncia interna semelhante (alfa de Cronbach = 0,85).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No presente estudo, a validade convergente do ASES-PT foi demonstrada usando sua correla&ccedil;&atilde;o com um instrumento espec&iacute;fico para os membros superiores, o DASH. Uma vez que o DASH avalia especificamente os sintomas e a incapacidade f&iacute;sica dos membros superiores uma correla&ccedil;&atilde;o muito boa do ASES-PT (&rho; = -0,92; P = 0,001) com este question&aacute;rio &eacute; justificada. Os resultados s&atilde;o semelhantes aos obtidos com a vers&atilde;o italiana do ASES que mostrou uma forte correla&ccedil;&atilde;o (&rho; = -0,92; P &lt;0,002), quando comparado com DASH<sup>16</sup>. Tamb&eacute;m a vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s da ASES mostrou uma correla&ccedil;&atilde;o forte quando comparado com um question&aacute;rio espec&iacute;fico para dor no ombro e fun&ccedil;&atilde;o, da Universidade da Pensilv&acirc;nia Shoulder Score - Penn (r = 0,78; P = 0,01)<sup>7</sup>.</p>     <p>Em pesquisas futuras, para estudar a validade convergente de um question&aacute;rio espec&iacute;fico ombro seria aconselh&aacute;vel comparar o question&aacute;rio em estudo com mais de um question&aacute;rio. Neste caso, al&eacute;m de comparar o ASES com o DASH tamb&eacute;m poder&iacute;amos comparar o ASES com o question&aacute;rio SF-36 ou com o Oxford Shoulder Questionnaire.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Podemos concluir que a vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s do ASES &eacute; semanticamente equivalente &agrave; vers&atilde;o original, e demonstrou ser fi&aacute;vel e v&aacute;lida, apoiando assim a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como uma ferramenta para avaliar as limita&ccedil;&otilde;es funcionais em pacientes com disfun&ccedil;&atilde;o do ombro. A adapta&ccedil;&atilde;o cultural e valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio ASES para a l&iacute;ngua Portuguesa ser&aacute; importante para permitir que a comunidade cient&iacute;fica e cl&iacute;nica Portuguesa possa recorrer a uma nova ferramenta para avaliar a funcionalidade e dor no ombro, com a possibilidade de comparar os resultados com outros estudos em diferentes popula&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Van der Windt D, Koes B, Jong B. Shoulder disorders in General Practice: incidence, patients characteristics, and management. 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Development of an upper extremity outcome measure: the DASH. Am J Ind Med. 1996; 29: 602-608</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309327&pid=S1646-2122201500040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Lippitt SB, Harryman DT II, Matsen  FA III. A practical tool for evaluating function: the Simple Shoulder Test. In Matsen FA 3rd, Fu FH, Hawkins RJ, editors. The shoulder: a balance of mobility and stability. Rosemont, IL: American Academy of Orthopaedic Surgeons; 1993. p. 501-518.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Richards R. American Shoulder and Elbow Surgeon: a standardized method for assessment of shoulder function. 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Tradução e adaptação cultural à língua portuguesa do American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES) para avaliação da função do ombro. Rev Bras Psiquiatr[Internet]. 2010 Apr;  50 (2): [about 7 pages]. Available from:  <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Guillemin F, Bombardier C, Beaton D. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol[Internet]. 1993 Dec;  46 (12): [about 15 pages]. Available from: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/82635" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/82635</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Beaton DE, Richards RR. Measuring function of the shoulder. A cross sectional comparison of five questionnaires. J bone Jt Surg. 1996; 78: 882-890</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309335&pid=S1646-2122201500040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Navsarikar A, Gladman DD, Husted JA, Cook RJ. Validity assessment of the disabilities of arm, shoulder, and hand questionnaire (DASH) for patients with psoriatic arthritis. J Rheumatol. 1999; 26: 2191-2194</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309336&pid=S1646-2122201500040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Santos  J, Gonçalves  RS. Adaptação e validação cultural da versão portuguesa do Disabilities of the Arm Shoulder and Hand - DASH. Rev Port Ortop e Traumatol. 2006; 14 (3): 29-44</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309337&pid=S1646-2122201500040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Pinto R, Gomes N, Radaell R, Botton C, Brown L, Bottaro M. Effect of range of motion on muscle strength and thickness. J Strength Cond Res. 2012; 10: 2140-2145</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309338&pid=S1646-2122201500040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Bot SD, Terwee CB, van der Windt DA, Bouter LM, Dekker J, de Vet HC. Clinimetric evaluation of shoulder disability questionnaires: a systematic review of the literature. 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J Shoulder Elb Surgery. 2007; 16 (3): 260-267</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309341&pid=S1646-2122201500040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Pestana M. Análise de Dados para Ciências Sociais - A Complementaridade do SPSS. 4ª. Sílabo; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309342&pid=S1646-2122201500040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo teve o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (n&ordm; Bolsa: SFRH/BD/77633/2011).</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Rodrigo Ruivo    <br>Avenida Fernando Pessoa, lote 3.20., Bloco B, 4 A    <br>1990-102 Lisboa, Portugal    <br>E-mail: <a href="mailto:rodrigo.ruivo@netcabo.pt">rodrigo.ruivo@netcabo.pt</a>    <br>Phone: +351919996559    <br>Fax: +351217507001</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-12-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-03-25</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-03-26</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>[<a href="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a02a1.jpg" target="_blank">Anexo 1</a>]</p>     
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