<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-2122</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Ortop. Traum.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-2122</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-21222015000400004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Piomiosite pélvica em idade pediátrica: uma série de casos clínicos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bahute]]></surname>
<given-names><![CDATA[André]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balacó]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro Sá]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ling]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tah Pu]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE Hospital Pediátrico Serviço de Ortopedia Pediátrica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>310</fpage>
<lpage>319</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos: A piomiosite é uma infeção rara do músculo estriado, frequentemente secundária à disseminação hematogénea de êmbolos sépticos e geralmente acompanhada de abcesso intramuscular. A apresentação clínica é inespecífica e o diagnóstico é muitas vezes tardio. Apresentamos 5 casos de crianças com o diagnóstico de piomiosite pélvica e revemos o conhecimento atual sobre esta patologia. Material e Métodos: Apresentamos os casos clínicos de 5 crianças diagnosticadas com piomiosite pélvica entre 2012 e 2014. A maioria dos doentes era do sexo feminino e a idade média era de 11 anos. Os músculos atingidos foram o iliopsoas em 3 casos, o obturador interno e o piriforme num caso cada. Todos os casos foram confirmados com imagiologia dirigida e tratados com antibioterapia endovenosa até à melhoria dos marcadores inflamatórios seguido de um ciclo de antibioterapia oral. Foram colhidas hemoculturas previamente à instituição da antibioterapia, mas em apenas um caso foi isolado o agente microbiano (Staphylococcus aureus). Resultados: Nenhum dos achados clínicos ou laboratoriais foi específico para piomiosite. O diagnóstico foi possível utilizando ressonância magnética em 3 casos, tomografia computorizada e ecografia em 1 caso cada. Apenas num caso foi possível identificar o agente microbiológico. O tratamento foi exclusivamente com antibioterapia endovenosa e oral em todos os doentes, durante 5 a 6 semanas. Conclusão: O diagnóstico precoce da piomiosite é raro e difícil. A RMN permite a identificação precisa das alterações musculares e a sua extensão. A antibioterapia administrada antes do rebate sistémico tem frequentemente sucesso e a taxa de complicações é baixa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Pyomyositis is a rare infection of the striated muscle and which generally results from hematogenous spread of septic emboli and usually presents with muscular abscesses. Clinical presentation is uncharacteristic and late diagnosis is frequent. We present 5 cases of pelvic pyomyositis in pediatric patients and review the current knowledge on this entity. Methods: We review 5 patients with an average age of 11 years old who were diagnosed with and treated for pelvic pyomyositis between 2012 and 2014. The site of infection was the iliopsoas in 3 cases and the obturator internus and piriformis in one each. In all cases the diagnosis was confirmed through imaging studies and intravenous antibiotic therapy was pursued until improvement of inflammatory markers and, afterwards, replaced for oral compounds. Blood cultures were conducted before the administration of antibiotics, but only in one case were we able to identify the offending microbe (Staphylococcus aureus). Results: None of the clinical or laboratorial findings were specific for pyomyositis. In three cases, the diagnosis was confirmed with pelvic MRI. The remaining 2 cases were confirmed with pelvic ultrasound and pelvic CT respectively. All patients were treated with intravenous and oral antibiotics exclusively for a length of 5 to 6 weeks. Conclusions: Early diagnosis of pyomyositis is rare and difficult. The use of MRI allows a precise assessment of the location of the lesion in the muscle and its extent. Early antibiotic therapy is usually successful and long term complication rates are low.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Piomiosite]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Abcesso muscular]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Infeção pélvica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Crianças]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Staphylococcus aureus]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pyomyositis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[muscle abscess]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pelvic infection]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[children]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Staphylococcus aureus]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Piomiosite pélvica em idade pediátrica: uma série de casos clínicos</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>André Bahute<sup>I</sup></b>; <b>Cristina Alves<sup>I</sup></b>; <b>Inês Balacó<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Sá Cardoso<sup>I</sup></b>; <b>Tah Pu Ling<sup>I</sup></b>; <b>Gabriel Matos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE. Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos</b>: A piomiosite &eacute; uma infe&ccedil;&atilde;o rara do m&uacute;sculo estriado, frequentemente secund&aacute;ria &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o hematog&eacute;nea de &ecirc;mbolos s&eacute;pticos e geralmente acompanhada de abcesso intramuscular. A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; inespec&iacute;fica e o diagn&oacute;stico &eacute; muitas vezes tardio. Apresentamos 5 casos de crian&ccedil;as com o diagn&oacute;stico de piomiosite p&eacute;lvica e revemos o conhecimento atual sobre esta patologia.</p>     <p><b>Material e M&eacute;todos</b>: Apresentamos os casos cl&iacute;nicos de 5 crian&ccedil;as diagnosticadas com piomiosite p&eacute;lvica entre 2012 e 2014. A maioria dos doentes era do sexo feminino e a idade m&eacute;dia era de 11 anos. Os m&uacute;sculos atingidos foram o iliopsoas em 3 casos, o obturador interno e o piriforme num caso cada. Todos os casos foram confirmados com imagiologia dirigida e tratados com antibioterapia endovenosa at&eacute; &agrave; melhoria dos marcadores inflamat&oacute;rios seguido de um ciclo de antibioterapia oral. Foram colhidas hemoculturas previamente &agrave; institui&ccedil;&atilde;o da antibioterapia, mas em apenas um caso foi isolado o agente microbiano (Staphylococcus aureus).</p>     <p><b>Resultados</b>: Nenhum dos achados cl&iacute;nicos ou laboratoriais foi espec&iacute;fico para piomiosite. O diagn&oacute;stico foi poss&iacute;vel utilizando resson&acirc;ncia magn&eacute;tica em 3 casos, tomografia computorizada e ecografia em 1 caso cada. Apenas num caso foi poss&iacute;vel identificar o agente microbiol&oacute;gico. O tratamento foi exclusivamente com antibioterapia endovenosa e oral em todos os doentes, durante 5 a 6 semanas.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b>: O diagn&oacute;stico precoce da piomiosite &eacute; raro e dif&iacute;cil. A RMN permite a identifica&ccedil;&atilde;o precisa das altera&ccedil;&otilde;es musculares e a sua extens&atilde;o. A antibioterapia administrada antes do rebate sist&eacute;mico tem frequentemente sucesso e a taxa de complica&ccedil;&otilde;es &eacute; baixa.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Piomiosite, Abcesso muscular, Infeção pélvica, Crianças, Staphylococcus aureus. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><b>Objective</b>: Pyomyositis is a rare infection of the striated muscle and which generally results from hematogenous spread of septic emboli and usually presents with muscular abscesses. Clinical presentation is uncharacteristic and late diagnosis is frequent. We present 5 cases of pelvic pyomyositis in pediatric patients and review the current knowledge on this entity.</p>     <p><b>Methods</b>: We review 5 patients with an average age of 11 years old who were diagnosed with and treated for pelvic pyomyositis between 2012 and 2014. The site of infection was the iliopsoas in 3 cases and the obturator internus and piriformis in one each. In all cases the diagnosis was confirmed through imaging studies and intravenous antibiotic therapy was pursued until improvement of inflammatory markers and, afterwards, replaced for oral compounds. Blood cultures were conducted before the administration of antibiotics, but only in one case were we able to identify the offending microbe (Staphylococcus aureus).</p>     <p><b>Results</b>: None of the clinical or laboratorial findings were specific for pyomyositis. In three cases, the diagnosis was confirmed with pelvic MRI. The remaining 2 cases were confirmed with pelvic ultrasound and pelvic CT respectively. All patients were treated with intravenous and oral antibiotics exclusively for a length of 5 to 6 weeks.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusions</b>: Early diagnosis of pyomyositis is rare and difficult. The use of MRI allows a precise assessment of the location of the lesion in the muscle and its extent. Early antibiotic therapy is usually successful and long term complication rates are low.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Pyomyositis, muscle abscess, pelvic infection, children, Staphylococcus aureus. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A piomiosite &eacute; uma infe&ccedil;&atilde;o bacteriana rara do m&uacute;sculo estriado. Foi inicialmente descrita por Scriba em 1885 em doentes que residiam em &aacute;reas tropicais, pelo que &eacute; tamb&eacute;m conhecida como Piomiosite tropical<sup>1</sup>. Na literatura, aparece ainda designada como miosite purulenta, miosite bacteriana, miosite supurativa e abcesso piog&eacute;nico. Em regi&otilde;es tropicais, as piomiosites podem ser respons&aacute;veis por 4% dos internamentos hospitalares<sup>2</sup>. Em 1971, Levin et al descreveram o primeiro caso que ocorreu em climas temperados<sup>3</sup> e nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas verificou-se um aumento da incid&ecirc;ncia de piomiosites nestas regi&otilde;es. Clinicamente, as variantes tropical e n&atilde;o-tropical s&atilde;o semelhantes<sup>4</sup>.</p>
    <p>Em regi&otilde;es tropicais, 33 a 40% dos casos atinge a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica. A doen&ccedil;a &eacute; mais frequente na primeira e segunda d&eacute;cadas de vida, com um ligeiro predom&iacute;nio do sexo masculino de 2:1 a 3:1<sup>4-6</sup>. O caso publicado de piomiosite mais precoce ocorreu num rec&eacute;m-nascido com 6 dias<sup>7</sup>.</p>
    <p>A preval&ecirc;ncia em adultos em regi&otilde;es n&atilde;o tropicais est&aacute; associada a estados de imunodefici&ecirc;ncia, como os causados por infe&ccedil;&otilde;es v&iacute;ricas, neoplasias, diabetes mellitus, l&uacute;pus eritematoso sist&eacute;mico, leucemia e consumo de drogas intravenosas, mas existem poucos dados relativos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica<sup>8-10</sup>. Mignemi et al prop&otilde;em que a incid&ecirc;ncia da piomiosite tem aumentado como consequ&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o mais frequente de imagiologia mais sens&iacute;vel, e que uma grande propor&ccedil;&atilde;o dos casos s&atilde;o erradamente diagnosticados e tratados como se fossem artrites s&eacute;pticas<sup>11</sup>.</p>
    <p>A hist&oacute;ria natural da piomiosite inclui 3 fases<sup>12</sup>:</p>
<ul>
    <li>a fase inicial, invasiva, com a dura&ccedil;&atilde;o de 10 a 21 dias, caracteriza-se por um in&iacute;cio insidioso de dor difusa e incapacitante, acompanhada por vezes de febre e anorexia e edema localizado. Apenas 2% dos doentes s&atilde;o diagnosticados nesta fase.</li>
    <li>na fase seguinte, purulenta ou supurativa, as queixas s&atilde;o mais intensas. Durante esta fase, desenvolve-se uma cole&ccedil;&atilde;o de pus intramuscular. O m&uacute;sculo envolvido &eacute; doloroso &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o e a pele adjacente pode apresentar rubor. A maioria dos doentes recorre aos cuidados m&eacute;dicos nesta fase<sup>13</sup>.</li>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>a fase final caracteriza-se por dor intensa na &aacute;rea atingida. O doente apresenta febre elevada e pode desenvolver choque s&eacute;ptico. A infe&ccedil;&atilde;o pode estender-se &agrave; superf&iacute;cie &oacute;ssea adjacente e pode ocorrer osteomielite concomitante e bacteriemia<sup>14</sup>.</li>
    </ul>
    <p>Segundo Miyake<sup>15</sup>, as infe&ccedil;&otilde;es musculares s&atilde;o secund&aacute;rias a uma emboliza&ccedil;&atilde;o s&eacute;ptica em leito de les&atilde;o muscular e segundo alguns autores poder&aacute; ocorrer na sequ&ecirc;ncia de contus&atilde;o muscular ou necrose muscular ap&oacute;s esfor&ccedil;o f&iacute;sico intenso<sup>5</sup>.</p>
    <p>Apresentamos uma s&eacute;rie de 5 casos de piomiosite p&eacute;lvica em doentes pedi&aacute;tricos, diagnosticados e tratados na nossa institui&ccedil;&atilde;o e pela mesma equipa m&eacute;dica, num per&iacute;odo de 3 anos.<br /><br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Pesquisaram-se os casos de piomiosite p&eacute;lvica em idade pedi&aacute;trica, internados na nossa institui&ccedil;&atilde;o, no per&iacute;odo compreendido entre 2012 a 2014. Identificaram-se 5 casos. Descrevemos os aspectos cl&iacute;nicos, diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;uticos relacionados com cada doente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS: DESCRIÇÃO DOS CASOS CLÍNICOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso A</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Menina de 11 anos, previamente saud&aacute;vel, recorreu ao Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) por dor localizada &agrave; regi&atilde;o inguinal esquerda e claudica&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s esfor&ccedil;o na aula de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Apresentava-se apir&eacute;tica e sem outros sinais ou sintomas. Foi medicada com anti-inflamat&oacute;rio e teve alta para o domic&iacute;lio.</p>
    <p>Regressou ao SU dois dias depois, febril (temperatura m&aacute;xima 39&ordm;C) e posi&ccedil;&atilde;o de conforto com anca flectida a 30&ordm;. O exame f&iacute;sico demonstrava dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o do hipoc&ocirc;ndrio esquerdo, dor &agrave; extens&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o externa da anca esquerda e aus&ecirc;ncia de queixas &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva da anca direita. O exame radiogr&aacute;fico da bacia era normal. Analiticamente, apresentava leucocitose de 19.100/ mL, com predom&iacute;nio de neutr&oacute;filos, prote&iacute;na C reativa (PCR) de 20,1 mg/dL. Realizou ecografia da anca esquerda (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) que revelou a presen&ccedil;a de les&atilde;o abcedada no psoas esquerdo. Foi internada no Servi&ccedil;o de Ortopedia e institu&iacute;da antibioterapia endovenosa emp&iacute;rica com flucloxacilina 2g 8/8 horas.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a04f1.jpg" width="391" height="335" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ao 6&ordm; dia de internamento, a menina encontrava-se assintom&aacute;tica e verificou-se diminui&ccedil;&atilde;o dos marcadores inflamat&oacute;rios: PCR 1,7 mg/dL e velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS) 94 mm/1&ordf; h. As hemoculturas colhidas &agrave; entrada n&atilde;o revelaram nenhuma agente microbiol&oacute;gico. Teve alta para o domic&iacute;lio com indica&ccedil;&atilde;o de manter antibioterapia oral com flucloxacilina 500 mg 8/8 horas durante 5 semanas.</p>
    <p>Em consulta de seguimento dois meses depois, estava assintom&aacute;tica, com exame f&iacute;sico normal.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso B</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Lactente do sexo feminino de 22 meses, trazida ao SU por recusa em andar e aparente dor na anca esquerda de in&iacute;cio s&uacute;bito, sem outras queixas e sem hist&oacute;ria de traumatismo. Teve um pico febril de 38,2&ordm;C. O exame objectivo revelou dor &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva da anca esquerda. A ecografia da anca afectada n&atilde;o demonstrou derrame articular e a radiografia da bacia n&atilde;o apresentava altera&ccedil;&otilde;es osteoarticulares relevantes. Analiticamente, apresentava leucocitose com neutrofilia (16.000 c&eacute;lulas/mL) e eleva&ccedil;&atilde;o da VS (85 m/1&ordf; h) e PCR (3,3 mg/dL). Foram colhidas hemoculturas que n&atilde;o permitiram isolar nenhum agente microbiol&oacute;gico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi internada no Servi&ccedil;o de Ortopedia Pedi&aacute;trica, onde iniciou antibioterapia endovenosa com flucloxacilina 650 mg 8/8h e gentamicina. Realizou cintigrafia &oacute;ssea que demonstrou &aacute;rea de hipercapta&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o p&eacute;lvica esquerda e RMN que identificou abcesso do psoas esquerdo (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a04f2.jpg" width="390" height="340" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Registou melhoria clinica e laboratorial progressiva, tendo tido alta ao 20&ordm; dia de internamento apir&eacute;tica e a tolerar marcha com carga e mobiliza&ccedil;&atilde;o activa e passiva da anca esquerda sem queixas. Foi medicada com amoxicilina e &aacute;cido clavul&acirc;nico oral durante duas semanas.</p>
    <p>Nas consultas de revis&atilde;o de 1 e 3 meses, encontrava-se apir&eacute;tica, assintom&aacute;tica e a deambular autonomamente.<br /><br /></p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso C</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Adolescente do sexo feminino, 15 anos, recorreu ao SU por quadro de coxalgia direita com 7 meses de evolu&ccedil;&atilde;o e agravamento recente, associada a dor noturna. Negava hist&oacute;ria de traumatismo. Ao exame objetivo, constatava-se marcha de Trendelenburg, dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o sacroil&iacute;aca direita e &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva da anca direita. Tinha efetuado TC lombossagrada que permitiu ver imagem l&iacute;tica no il&iacute;aco direito em contiguidade com a articula&ccedil;&atilde;o sacroil&iacute;aca direita, com continuidade para escava&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica. Analiticamente, apresentava PCR de 1,4 mg/dL.</p>
    <p>A doente foi posteriormente seguida em consulta externa. Realizou RMN p&eacute;lvica (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>) 28 dias ap&oacute;s o epis&oacute;dio de urg&ecirc;ncia que revelou imagem compat&iacute;vel com osteomielite sacroil&iacute;aca direita pelo que foi iniciada terap&ecirc;utica com flucloxacilina 1 g 8/8 horas durante 6 semanas.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a04f3.jpg" width="395" height="359" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ap&oacute;s antibioterapia, apresentava-se com melhoria parcial da queixas (sem despertares nocturnos e sem claudica&ccedil;&atilde;o), mas ainda com limita&ccedil;&atilde;o importante das atividades da vida di&aacute;ria.</p>
    <p>Cinco meses ap&oacute;s o epis&oacute;dio de urg&ecirc;ncia, foi submetida a bi&oacute;psia aspirativa guiada por TC da les&atilde;o na articula&ccedil;&atilde;o sacroil&iacute;aca direita. N&atilde;o foi isolada nenhuma bact&eacute;ria neste doente.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso D</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Adolescente do sexo feminino, 15 anos, recorreu ao SU por lombalgia esquerda com irradia&ccedil;&atilde;o para a face externa da coxa ipsilateral, de in&iacute;cio s&uacute;bito, sem hist&oacute;ria de traumatismo e que n&atilde;o cedia aos anti-inflamat&oacute;rios orais. Sem hist&oacute;ria de febre ou infe&ccedil;&otilde;es recentes. Sem altera&ccedil;&otilde;es do exame neurol&oacute;gico sum&aacute;rio. Ao exame f&iacute;sico, n&atilde;o apresentava altera&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas, adenomegalias, dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o abdominal, Sem altera&ccedil;&otilde;es significativas na radiografia convencional lombar. Analiticamente, apresentava leucocitose de 15.650/mL e predom&iacute;nio de neutr&oacute;filos, VS de 31 mm/1&ordf;h e PCR 6,1 mg/dL. Iniciou antibioterapia emp&iacute;rica com flucloxacilina 2 g EV 8/8 h.</p>
    <p>Realizou TC da coluna lombar e bacia no dia seguinte que revelou espessamento e heterogeneidade do musculo piriforme esquerdo, que pode traduzir processo inflamat&oacute;rio ou infecioso, compat&iacute;vel com abcesso do piriforme esquerdo (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). As hemoculturas realizadas n&atilde;o isolaram nenhum agente infecioso.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a04f4.jpg" width="391" height="290" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi internada no Servi&ccedil;o de Ortopedia e ao 4&ordm; dia de internamento, registou-se melhoria cl&iacute;nica e anal&iacute;tica, com diminui&ccedil;&atilde;o dos valores de PCR e VS. Teve alta ao 6&ordm; dia de internamento, sem queixas &aacute;lgicas e a fazer marcha com canadianas e medicada com amoxicilina + &aacute;cido clavul&acirc;mico oral.</p>
    <p>A doente residia em Fran&ccedil;a e n&atilde;o regressou para consulta de seguimento.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Caso E</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Adolescente do sexo masculino, 12 anos, recorreu ao SU por coxalgia bilateral em repouso e incapacidade de marcha com dois dias de evolu&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s aula de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, sem hist&oacute;ria de traumatismo.</p>
    <p>Apresentava rinorreia, odinofagia e febre. Sem outros sintomas acompanhantes. Tinha antecedentes de Perturba&ccedil;&atilde;o de Hiperactividade e Dist&uacute;rbio de Aten&ccedil;&atilde;o de tipo combinado. Analiticamente verificou-se leucocitose com 5.680 leuc&oacute;citos/mL, predom&iacute;nio de neutr&oacute;filos, PCR 5,9 mg/dL, CK 63 (normal). N&atilde;o eram aparentes altera&ccedil;&otilde;es ecogr&aacute;ficas ao n&iacute;vel das ancas ou coxas e as radiografias convencionais da bacia n&atilde;o apresentavam altera&ccedil;&otilde;es significativas.</p>
    <p>O doente foi reavaliado no dia seguinte e constatada eleva&ccedil;&atilde;o dos marcadores inflamat&oacute;rios (PCR 15,7 mg/dL, VS 66 mm/1&ordf;h), pelo que foi internado e iniciou antibioterapia endovenosa emp&iacute;rica com flucloxacilina 650 mg 8/8 horas.</p>
    <p>Realizou cintigrafia &oacute;ssea ao 2&ordm; dia de internamento que foi sugestiva de artrite s&eacute;ptica da anca esquerda.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A RMN evidenciou altera&ccedil;&otilde;es m&uacute;sculo obturador interno, com marcado hipersinal nas sequ&ecirc;ncias STIR e realce difuso ap&oacute;s contraste, identificando-se no interior a presen&ccedil;a de pelo menos tr&ecirc;s &aacute;reas de aspecto mais organizado, a maior com cerca 30 x 10 mm, com realce perif&eacute;rico, compat&iacute;vel com natureza infeciosa. A hemocultura colhida previamente &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de antibioterapia foi positiva para Staphylococcus aureus.</p>
    <p>Durante o internamento verificou-se melhoria cl&iacute;nica e anal&iacute;tica progressiva e o doente teve alta para o domic&iacute;lio ao 9&ordm; dia de internamento com amoxicilina+ &aacute;cido clavul&acirc;nico oral durante 6 semanas.</p>
    <p>Em consulta de reavalia&ccedil;&atilde;o &agrave;s 6 semanas, apresentava-se assintom&aacute;tico, sem limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade das ancas ou altera&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de marcha.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O&nbsp;diagn&oacute;stico de piomiosite &eacute; frequentemente tardio devido &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica inespec&iacute;fica. Na literatura, os doentes tardam entre 3 a 4 dias a procurar ajuda m&eacute;dica e o diagn&oacute;stico demora cerca de 10 dias ap&oacute;s o in&iacute;cio dos sintomas<sup>16</sup>. A maioria dos nossos doentes recorreu aos cuidados hospitalares com 1 a 2 dias de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, o que poder&aacute; traduzir a facilidade de acesso aos cuidados de sa&uacute;de ou uma atitude mais interventiva por parte dos pais.</p>
    <p>Na nossa s&eacute;rie, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar o traumatismo pr&eacute;vio como poss&iacute;vel causa da doen&ccedil;a e em apenas dois doentes foi poss&iacute;vel estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o temporal entre o esfor&ccedil;o f&iacute;sico e in&iacute;cio de sintomatologia.</p>
    <p>Os doentes podem apresentar febre, claudica&ccedil;&atilde;o, limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade da anca e coxalgia, pelo que &eacute; frequentemente confundido com artrite s&eacute;ptica, osteomielite ou apendicite. As tr&ecirc;s localiza&ccedil;&otilde;es mais frequentes na idade pedi&aacute;trica s&atilde;o o quadric&iacute;pite femoral, os m&uacute;sculos gl&uacute;teos e o iliopsoas. Outras localiza&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis s&atilde;o a parede tor&aacute;cica, gastrocn&eacute;mio e solear, m&uacute;sculos paravertebrais, infraespinhoso, subescapular, bic&iacute;pite braquial, tric&iacute;pite braquial e m&uacute;sculos do antebra&ccedil;o. Em casos em que h&aacute; atingimento do m&uacute;sculo piriforme ou obturadores, pode-se encontrar ciatalgia por compress&atilde;o e irrita&ccedil;&atilde;o do nervo ci&aacute;tico<sup>17-19</sup>. A piomiosite &eacute; geralmente unifocal, mas em 15 a 43% dos casos pode manifestar-se em mais de uma localiza&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>.</p>
    <p>O estudo anal&iacute;tico &eacute; frequentemente pouco espec&iacute;fico e, em geral, sobrepon&iacute;vel ao da artrite s&eacute;ptica<sup>11</sup>. Ocorre leucocitose em 50 a 60% dos casos e a PCR e a VS est&atilde;o geralmente elevados<sup>16,17,20</sup>. Os n&iacute;veis de c&iacute;nase de creatinina s&eacute;rica s&atilde;o geralmente normais, o que sugere que em casos diagnosticados precocemente, o abcesso desenvolve-se entre as fibras, sem causar les&atilde;o celular dos mi&oacute;citos<sup>21</sup>. Entre 31 a 60% dos doentes com piomiosite t&ecirc;m hemoculturas positivas<sup>22</sup>.</p>
    <p>O organismo etiopatog&eacute;nico mais comum &eacute; o Staphylococus aureus, respons&aacute;vel por 50 a 85% dos casos nos EUA e mais de 90% dos casos nos tr&oacute;picos<sup>17,19</sup>. As estirpes que sintetizam a toxina pvl (Panton Valedine leukocidin) est&atilde;o associadas a maior incid&ecirc;ncia de destrui&ccedil;&atilde;o leucocit&aacute;ria, necrose tecidual, cole&ccedil;&otilde;es subperi&oacute;sticas e piomiosite e laboratorialmente observam-se valores mais elevados de VS e PCR e de hemoculturas positivas<sup>16,23</sup>. Garc&iacute;a et al conclu&iacute;ram que as estirpes de S. aureus pvl-positivas s&atilde;o prevalentes nos casos de piomiosite na Amaz&oacute;nia<sup>24</sup> e Pannaraj et al demonstrou que tamb&eacute;m o eram nos EUA<sup>6</sup>. Nos nossos casos, conseguimos isolar S. aureus em apenas um doente, mas n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar a express&atilde;o da toxina pvl.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os outros agentes mais comuns s&atilde;o o Estreptococo beta-hemol&iacute;tico do grupo A, Escherichia coli e Enterococcus. Em indiv&iacute;duos imunodeprimidos, foram identificados outros agentes, como Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium avium complex, Salmonella Typhi, Streptococcus pneumoniae, Neisseria gonorrhoeae, Bacteroides fragilis, Fusobacterium e fungos<sup>25-28</sup>.</p>
    <p>A piomiosite pode estar associada a complica&ccedil;&otilde;es graves, como trombose venosa profunda, embolismo pulmonar s&eacute;ptico, s&iacute;ndrome compartimental e s&iacute;ndrome de choque t&oacute;xico. A infe&ccedil;&atilde;o por Streptococcus beta-hemol&iacute;tico do grupo A pode desencadear uma r&aacute;pida deteriora&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, pelo que deve ser abordado r&aacute;pida e agressivamente, com desbridamento de todos os focos de infe&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>O diagn&oacute;stico desta patologia &eacute; facilitado pela utiliza&ccedil;&atilde;o de exames imagiol&oacute;gicos: a radiografia convencional permite excluir uma osteomielite, mas tem pouco valor diagn&oacute;stico excepto nos casos raros de envolvimento &oacute;sseo ou de g&aacute;s nos tecidos moles associados a infec&ccedil;&atilde;o por organismos anaer&oacute;bios.</p>
    <p>A cintigrafia pode detectar envolvimento &oacute;sseo, mas este exame apresenta uma baixa especificidade e comporta elevadas doses de radia&ccedil;&atilde;o para a crian&ccedil;a. A ecografia &eacute; uma t&eacute;cnica amplamente dispon&iacute;vel, sem efeitos delet&eacute;rios significativos, mas fraca sensibilidade, sobretudo nas fases iniciais da doen&ccedil;a. Os achados ecogr&aacute;ficos incluem textura ec&oacute;ica heterog&eacute;nea dos m&uacute;sculos com ou sem &aacute;reas hipoecog&eacute;nicas representando cole&ccedil;&otilde;es l&iacute;quidas ou abcessos intramusculares<sup>13</sup>.</p>
    <p>A TC tem uma maior resolu&ccedil;&atilde;o espacial e, tal como a ecografia, consegue identificar cole&ccedil;&otilde;es abcedadas. A RMN permite uma elevada resolu&ccedil;&atilde;o espacial e a utiliza&ccedil;&atilde;o de contraste de gadol&iacute;nio permite a distin&ccedil;&atilde;o entre cole&ccedil;&otilde;es abcedadas, processo inflamat&oacute;rios, artrites s&eacute;pticas e osteomielites<sup>5</sup>. Nas sequ&ecirc;ncias T2 e STIR, a imagem mostra hipersinal e realce de tecidos moles p&oacute;s-contraste com gadol&iacute;nio<sup>18,29</sup>.</p>
    <p>A selec&ccedil;&atilde;o do tratamento depende da fase da evolu&ccedil;&atilde;o da patologia. Nas fases mais precoces, a antibioterapia &eacute; emp&iacute;rica, devendo cobrir S. aureus e Streptococcus beta-hemol&iacute;tico do grupo A. Nas fases seguintes, a drenagem percut&acirc;nea ou incis&atilde;o cir&uacute;rgica e drenagem devem ser realizadas em combina&ccedil;&atilde;o com antibioterapia com 2 f&aacute;rmacos de largo espectro. Na nossa s&eacute;rie, o tratamento foi farmacol&oacute;gico, verificando-se uma r&aacute;pida melhoria cl&iacute;nica, estando de acordo com o estudo de Miller et al que demonstraram bons resultados com a terap&ecirc;utica exclusiva com antibi&oacute;ticos num pequeno grupo de doentes com abcesso identificado, mas sem rebate sist&eacute;mico<sup>30</sup>.</p>
    <p>A antibioterapia emp&iacute;rica varia conforme a distribui&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e padr&otilde;es de sensibilidade locais. Dada a preval&ecirc;ncia do S. aureus e, sobretudo, de MRSA, &eacute; defens&aacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o inicial de vancomicina ou clindamicina. A antibioterapia dirigida deve ser implementada ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados de sensibilidade a antibi&oacute;ticos. Ap&oacute;s a melhoria cl&iacute;nica e anal&iacute;tica, pode efectuar-se uma transi&ccedil;&atilde;o para antibioterapia oral e tratamento em ambulat&oacute;rio. A dura&ccedil;&atilde;o do tratamento varia entre 3 a 6 semanas<sup>29,31</sup>.</p>
    <p>O progn&oacute;stico &eacute; geralmente positivo se o tratamento for o adequado e precoce. Nos casos em que h&aacute; atingimento sist&eacute;mico, os resultados podem ser maus, com dor residual e claudica&ccedil;&atilde;o, sequelar ao desenvolvimento de coxartrose secund&aacute;ria<sup>20</sup>.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A piomiosite p&eacute;lvica &eacute; uma doen&ccedil;a com uma incid&ecirc;ncia crescente na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica em climas temperados e deve ser suspeitada em doentes previamente saud&aacute;veis com quadro de dor referida &agrave; anca ou articula&ccedil;&atilde;o sacroil&iacute;aca, com febre, leucocitose e eleva&ccedil;&atilde;o da VS e PCR. A RMN &eacute; o exame imagiol&oacute;gico preferencial para visualiza&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o definitiva da les&atilde;o. A nossa experi&ecirc;ncia demonstra que a suspeita cl&iacute;nica e o diagn&oacute;stico e tratamento precoces s&atilde;o importantes e permitem uma evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel e um bom progn&oacute;stico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Scriba J. Beitrag zun aetiologie der myositis acute. Dtsch Z Chir. 1885; 22: 497</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309701&pid=S1646-2122201500040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Yuksel H, Yilmaz O, Orguc S, Yercan HS, Aydogan D. A pediatric case of pyomyositis presenting with septic pulmonary emboli. Joint, bone, spine : revue du rhumatisme. 2007 Oct; 74 (5): 491-494</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Levin MJ, Gardner P, Waldvogel FA. An unusual infection due to staphylococcus aureus. The New England journal of medicine. 1971 Jan 28; 284 (4): 196-198</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Bickels J, Ben-Sira L, Kessler A. Primary pyomyositis. The Journal of bone and joint surgery American volume. 2002 Dec; 84 (12): 2277-2286</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Karmazyn B, Kleiman MB, Buckwalter K, Loder RT, Siddiqui A, Applegate KE. Acute pyomyositis of the pelvis: the spectrum of clinical presentations and MR findings. Pediatric radiology. 2006 Apr; 36 (4): 338-343</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Pannaraj PS, Hulten KG, Gonzalez BE, Mason EO Jr, Kaplan SL. Infective pyomyositis and myositis in children in the era of community-acquired, methicillinresistant Staphylococcus aureus infection. Clinical infectious diseases. 2006 Oct 15; 43 (8): 953-960</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Falesi M, Regazzoni BM, Wyttenbach M, Bianchetti MG, Riavis M. Primary pelvic pyomyositis in a neonate. Journal of perinatology. 2009 Dec; 29 (12): 830-831</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">8. Spiegel DA, Meyer JS, Dormans JP, Flynn JM, Drummond DS. Pyomyositis in children and adolescents: report of 12 cases and review of the literature. Journal of pediatric orthopedics. 1999 Mar; 19 (2): 143-150</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Blay G, Ferriani MP, Buscatti IM, Franca CM, Campos LM, Silva CA. Pyomyositis in childhoodsystemic lupus erythematosus. Revista brasileira de reumatologia. 2014 Aug 15; 56 (1): 79-81</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Chen MC, Yang SH, Yao TK, Chong PN, Chen SH. Bilateral hip pain caused by adductor pyomyositis as the initial presentation of chronic myeloid leukemia in a 17-year-old child. Pediatrics and neonatology. 2011 Dec; 52 (6): 353-357</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Mignemi ME, Menge TJ, Cole HA, Mencio GA, Marius JE, Lovejoy S. Epidemiology, diagnosis, and treatment of pericapsular pyomyositis of the hip in children. Journal of pediatric orthopedics. 2014 Apr; 34 (3): 316-325</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Nielsen EJ. Tropical pyomyositis in a temperate climate in an immunocompetent adult. Annals of emergency medicine. 1992 Jul; 21 (7): 880-882</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Klein-Kremer A, Jassar H, Nachtigal A, Zeina AR. Primary pyomyositis in a young boy: clinical and radiologic features. The Israel Medical Association journal:IMAJ. 2010 Aug; 12 (8): 511-513</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Fusch C, Huenges R, Muller-Schauenburg W. Osteomyelitis in tropical pyomyositis: a case report. European journal of pediatrics. 1989 Sep; 149 (1): 26-27</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Miyake H. Beitrage zur Kenntnis der sogenannten Myositis Infectiosa. Grenzgeb Med Chir. 1904; 13: 155-198</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309715&pid=S1646-2122201500040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Unnikrishnan PN, Perry DC, George H, Bassi R, Bruce  CE. Tropical primary pyomyositis in children of the UK: an emerging medical challenge. International orthopaedics. 2010 Fev; 34 (1): 109-113</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Giebaly DE, Horriat S, Sinha A, Mangaleshkar S. Pyomyositis of the piriformis muscle presenting with sciatica in a teenage rugby player. BMJ Case Rep. 2012 Jul 13; </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">18. Toda T, Koda M, Rokkaku T, Watanabe H, Nakajima A, Yamada T. Sciatica caused by pyomyositis of the piriformis muscle in a pediatric patient. Orthopedics. 2013 Fev; 36 (2): 257-259</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Garcia-Mata S, Hidalgo-Ovejero A, Esparza-Estaun J. Primary obturator-muscle pyomyositis in immunocompetent children. Journal of children's orthopaedics. 2012 Jul; 6 (3): 205-215</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Bertrand SL, Lincoln ED, Prohaska MG. Primary pyomyositis of the pelvis in children: a retrospective review of 8 cases. Orthopedics. 2011 Dec; 34 (12): 832-840</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. Guillerman RP. Osteomyelitis and beyond. Pediatric radiology. 2013 Mar; 43 (1): 193-203</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">22. Christin L, Sarosi GA. Pyomyositis in North America: case reports and review. Clinical infectious diseases. 1992 Oct; 15 (4): 668-677</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">23. Jaramillo D. Infection: musculoskeletal. Pediatric radiology. 2011 May; 4 (1): 127-134</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Garcia C, Hallin M, Deplano A, Denis O, Sihuincha M, De Groot R. Staphylococcus aureus causing tropical pyomyositis, Amazon Basin, Peru. Emerging infectious diseases. 2013 Jan; 19 (1): 123-125</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">25. Malik Z, Shehab M. Mycobacterium tuberculosis pyomyositis in an infant. Annals of medical and health sciences research. 2013 Apr; 3 (2): 282-284</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">26. Konnur N, Boris JD, Nield LS, Ogershok P. Non-tropical pyomyositis in pediatric and adult patients. The West Virginia medical journal. 2007 Jul; 103 (4): 22-23</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">27. Chang YH, Huang LM, Hsueh PR, Hsiao CH, Peng SF, Yang RS. Acremonium pyomyositis in a pediatric patient with acute leukemia. Pediatric blood & cancer. 2005 May; 44 (5): 521-524</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Khoshhal K, Abdelmotaal HM, Alarabi R. Primary obturator internus and obturator externus pyomyositis. The American journal of case reports. 2013; 14: 94-98</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309728&pid=S1646-2122201500040000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Hernandez RJ, Strouse PJ, Craig CL, Farley FA. Focal pyomyositis of the perisciatic muscles in children. AJR American journal of roentgenology. 2002 Nov; 179 (5): 1267-1271</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">30. Miller NJ, Duncan RD, Huntley JS. The conservative management of primary pyomyositis abscess in children: case series and review of the literature. Scottish medical journal. 2011 Aug; 56 (3): 181</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">31. Mitsionis  GI, Manoudis GN, Lykissas MG, Sionti I, Motsis E, Georgoulis AD. Pyomyositis in children: early diagnosis and treatment. Journal of pediatric surgery. 2009 Nov; 44 (11): 2173-2178</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">André Bahute    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - Centro hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE    <br>Avenida Afonso Romão    <br>3000-602 Coimbra    <br>Telefone: 239480355    <br><a href="mailto:ortopedia.pediatrica.hpc@gmail.com">ortopedia.pediatrica.hpc@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-05-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-03-07</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-03-25</font></p>     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scriba]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Beitrag zun aetiologie der myositis acute]]></article-title>
<source><![CDATA[Dtsch Z Chir]]></source>
<year>1885</year>
<volume>22</volume>
<page-range>497</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yuksel]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yilmaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Orguc]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yercan]]></surname>
<given-names><![CDATA[HS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aydogan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A pediatric case of pyomyositis presenting with septic pulmonary emboli]]></article-title>
<source><![CDATA[Joint, bone, spine : revue du rhumatisme]]></source>
<year>10/2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<volume>74</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>491-494</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levin]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gardner]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waldvogel]]></surname>
<given-names><![CDATA[FA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An unusual infection due to staphylococcus aureus]]></article-title>
<source><![CDATA[The New England journal of medicine]]></source>
<year>28/0</year>
<month>1/</month>
<day>19</day>
<volume>284</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>196-198</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bickels]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ben-Sira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kessler]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary pyomyositis]]></article-title>
<source><![CDATA[The Journal of bone and joint surgery American volume]]></source>
<year>12/2</year>
<month>00</month>
<day>2</day>
<volume>84</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>2277-2286</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karmazyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kleiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buckwalter]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loder]]></surname>
<given-names><![CDATA[RT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siddiqui]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Applegate]]></surname>
<given-names><![CDATA[KE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acute pyomyositis of the pelvis: the spectrum of clinical presentations and MR findings]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric radiology]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>6</day>
<volume>36</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>338-343</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pannaraj]]></surname>
<given-names><![CDATA[PS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hulten]]></surname>
<given-names><![CDATA[KG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonzalez]]></surname>
<given-names><![CDATA[BE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[EO Jr]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaplan]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Infective pyomyositis and myositis in children in the era of community-acquired, methicillinresistant Staphylococcus aureus infection]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical infectious diseases]]></source>
<year>15/1</year>
<month>0/</month>
<day>20</day>
<volume>43</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>953-960</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Falesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Regazzoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[BM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyttenbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bianchetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riavis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary pelvic pyomyositis in a neonate]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of perinatology]]></source>
<year>12/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>29</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>830-831</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spiegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dormans]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flynn]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drummond]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pyomyositis in children and adolescents: report of 12 cases and review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of pediatric orthopedics]]></source>
<year>03/1</year>
<month>99</month>
<day>9</day>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>143-150</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blay]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferriani]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buscatti]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franca]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pyomyositis in childhoodsystemic lupus erythematosus]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista brasileira de reumatologia]]></source>
<year>15/0</year>
<month>8/</month>
<day>20</day>
<volume>56</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>79-81</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yang]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yao]]></surname>
<given-names><![CDATA[TK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chong]]></surname>
<given-names><![CDATA[PN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bilateral hip pain caused by adductor pyomyositis as the initial presentation of chronic myeloid leukemia in a 17-year-old child]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics and neonatology]]></source>
<year>12/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>52</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>353-357</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mignemi]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Menge]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cole]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mencio]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marius]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lovejoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology, diagnosis, and treatment of pericapsular pyomyositis of the hip in children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of pediatric orthopedics]]></source>
<year>04/2</year>
<month>01</month>
<day>4</day>
<volume>34</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>316-325</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nielsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tropical pyomyositis in a temperate climate in an immunocompetent adult]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of emergency medicine]]></source>
<year>07/1</year>
<month>99</month>
<day>2</day>
<volume>21</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>880-882</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klein-Kremer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jassar]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nachtigal]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zeina]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary pyomyositis in a young boy: clinical and radiologic features]]></article-title>
<source><![CDATA[The Israel Medical Association journal:IMAJ]]></source>
<year>08/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>12</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>511-513</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fusch]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huenges]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muller-Schauenburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osteomyelitis in tropical pyomyositis: a case report]]></article-title>
<source><![CDATA[European journal of pediatrics]]></source>
<year>09/1</year>
<month>98</month>
<day>9</day>
<volume>149</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>26-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miyake]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Beitrage zur Kenntnis der sogenannten Myositis Infectiosa]]></article-title>
<source><![CDATA[Grenzgeb Med Chir]]></source>
<year>1904</year>
<volume>13</volume>
<page-range>155-198</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Unnikrishnan]]></surname>
<given-names><![CDATA[PN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perry]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[George]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruce]]></surname>
<given-names><![CDATA[CE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tropical primary pyomyositis in children of the UK: an emerging medical challenge]]></article-title>
<source><![CDATA[International orthopaedics]]></source>
<year>02/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>109-113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giebaly]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horriat]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mangaleshkar]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pyomyositis of the piriformis muscle presenting with sciatica in a teenage rugby player]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ Case Rep]]></source>
<year>13/0</year>
<month>7/</month>
<day>20</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Toda]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koda]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rokkaku]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watanabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nakajima]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamada]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sciatica caused by pyomyositis of the piriformis muscle in a pediatric patient]]></article-title>
<source><![CDATA[Orthopedics]]></source>
<year>02/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>257-259</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia-Mata]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hidalgo-Ovejero]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Esparza-Estaun]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary obturator-muscle pyomyositis in immunocompetent children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of children?s orthopaedics]]></source>
<year>07/2</year>
<month>01</month>
<day>2</day>
<volume>6</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>205-215</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bertrand]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lincoln]]></surname>
<given-names><![CDATA[ED]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prohaska]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary pyomyositis of the pelvis in children: a retrospective review of 8 cases]]></article-title>
<source><![CDATA[Orthopedics]]></source>
<year>12/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>34</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>832-840</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guillerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[RP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Osteomyelitis and beyond]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric radiology]]></source>
<year>03/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>43</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>193-203</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sarosi]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pyomyositis in North America: case reports and review]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical infectious diseases]]></source>
<year>10/1</year>
<month>99</month>
<day>2</day>
<volume>15</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>668-677</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jaramillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Infection: musculoskeletal]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric radiology]]></source>
<year>05/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>127-134</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hallin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deplano]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Denis]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sihuincha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Groot]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Staphylococcus aureus causing tropical pyomyositis, Amazon Basin, Peru]]></article-title>
<source><![CDATA[Emerging infectious diseases]]></source>
<year>01/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>19</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>123-125</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malik]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shehab]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mycobacterium tuberculosis pyomyositis in an infant]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of medical and health sciences research]]></source>
<year>04/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>282-284</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Konnur]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boris]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nield]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogershok]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Non-tropical pyomyositis in pediatric and adult patients]]></article-title>
<source><![CDATA[The West Virginia medical journal]]></source>
<year>07/2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<volume>103</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>22-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chang]]></surname>
<given-names><![CDATA[YH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hsueh]]></surname>
<given-names><![CDATA[PR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hsiao]]></surname>
<given-names><![CDATA[CH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peng]]></surname>
<given-names><![CDATA[SF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yang]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acremonium pyomyositis in a pediatric patient with acute leukemia]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric blood & cancer]]></source>
<year>05/2</year>
<month>00</month>
<day>5</day>
<volume>44</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>521-524</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Khoshhal]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abdelmotaal]]></surname>
<given-names><![CDATA[HM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alarabi]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary obturator internus and obturator externus pyomyositis]]></article-title>
<source><![CDATA[The American journal of case reports]]></source>
<year>2013</year>
<volume>14</volume>
<page-range>94-98</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hernandez]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farley]]></surname>
<given-names><![CDATA[FA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Focal pyomyositis of the perisciatic muscles in children]]></article-title>
<source><![CDATA[AJR American journal of roentgenology]]></source>
<year>11/2</year>
<month>00</month>
<day>2</day>
<volume>179</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1267-1271</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[NJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duncan]]></surname>
<given-names><![CDATA[RD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huntley]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The conservative management of primary pyomyositis abscess in children: case series and review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Scottish medical journal]]></source>
<year>08/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>56</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>181</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mitsionis]]></surname>
<given-names><![CDATA[GI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manoudis]]></surname>
<given-names><![CDATA[GN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lykissas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sionti]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Motsis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Georgoulis]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pyomyositis in children: early diagnosis and treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of pediatric surgery]]></source>
<year>11/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>44</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>2173-2178</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
