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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-id>S1646-21222015000400006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artrodese da Anca: uma solução quase esquecida]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A artrodese da anca constituiu tratamento de eleição para patologia degenerativa, traumática e infeciosa da anca durante um largo período de tempo. Apesar dos bons resultados obtidos no controlo álgico, as limitações funcionais resultantes desta técnica são evidentes, tendo sido largamente suplantada pela artroplastia. No entanto, perante condições particulares, a artrodese da anca poderá constituir opção válida no tratamento de doentes selecionados. Neste trabalho, os autores relatam o caso clinico de uma doente submetida a artrodese da anca em contexto pós-traumático, discutindo o resultado obtido e a validade da técnica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hip fusion has served well for many years as the surgical procedure of choice to treat painful joints with severe osteoarthritis, trauma sequel or infectious arthritis. Despite the good results obtained in pain relief, functional limitations resulting from this technique allowed the growing preference for total arthroplasty. However, in some conditions, hip fusion may be a good treatment option for selected patients. In this paper the authors report the clinical case of a patient undergoing hip fusion after a traumatic event, discussing the results and the technique validity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artrodese da anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pseudartrose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fractura acetabular]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Hip arthrodesis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pseudarthrosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Acetabular fracture]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artrodese da Anca: uma solução quase esquecida</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Joaquim Soares do Brito<sup>I</sup></b>; <b>André Spranger<sup>I</sup></b>; <b>Alexandre Fessenko<sup>I</sup></b>; <b>Paulo Almeida<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Unidade de Bacia e Anca do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE. Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artrodese da anca constituiu tratamento de elei&ccedil;&atilde;o para patologia degenerativa, traum&aacute;tica e infeciosa da anca durante um largo per&iacute;odo de tempo. Apesar dos bons resultados obtidos no controlo &aacute;lgico, as limita&ccedil;&otilde;es funcionais resultantes desta t&eacute;cnica s&atilde;o evidentes, tendo sido largamente suplantada pela artroplastia. No entanto, perante condi&ccedil;&otilde;es particulares, a artrodese da anca poder&aacute; constituir op&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida no tratamento de doentes selecionados.</p>     <p>Neste trabalho, os autores relatam o caso clinico de uma doente submetida a artrodese da anca em contexto p&oacute;s-traum&aacute;tico, discutindo o resultado obtido e a validade da t&eacute;cnica.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artrodese da anca, Pseudartrose, Fractura acetabular. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Hip fusion has served well for many years as the surgical procedure of choice to treat painful joints with severe osteoarthritis, trauma sequel or infectious arthritis. Despite the good results obtained in pain relief, functional limitations resulting from this technique allowed the growing preference for total arthroplasty. However, in some conditions, hip fusion may be a good treatment option for selected patients.</p>     <p>In this paper the authors report the clinical case of a patient undergoing hip fusion after a traumatic event, discussing the results and the technique validity. <br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip arthrodesis, Pseudarthrosis, Acetabular fracture. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artrodese da anca constituiu op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de elei&ccedil;&atilde;o durante praticamente meio s&eacute;culo no tratamento da patologia da anca associada a processos degenerativos, traum&aacute;ticos e infeciosos, nomeadamente os relacionados com tuberculose &oacute;ssea<sup>1,2</sup>. Apesar das primeiras tentativas em obter uma artrodese da anca remontarem a 1886 com o cirurgi&atilde;o franc&ecirc;s Lagrane<sup>1,3</sup>, a t&eacute;cnica somente acabou por ser descrita com sucesso por DeBeule em 1909<sup>2</sup>.</p>
    <p>Apesar do sucesso alcan&ccedil;ado por esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, particularmente na resolu&ccedil;&atilde;o do quadro &aacute;lgico, as limita&ccedil;&otilde;es funcionais que implica assim como a introdu&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel da artroplastia total da anca durante a d&eacute;cada de 60 do s&eacute;culo passado fizeram diminuir drasticamente as indica&ccedil;&otilde;es para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>. Contudo, e apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, ainda &eacute; considerada uma op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica aceit&aacute;vel em situa&ccedil;&otilde;es restritas, particularmente em processos infeciosos e alguns casos de patologia monoarticular n&atilde;o-inflamat&oacute;ria e traum&aacute;tica do adulto jovem<sup>1</sup>. Esta t&eacute;cnica permite a obten&ccedil;&atilde;o do alivio da dor, n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica satisfat&oacute;rios e conserva capital &oacute;sseo para realiza&ccedil;&atilde;o de uma eventual artroplastia numa outra fase da vida do doente<sup>3,4,5</sup>. A grande maioria dos doentes submetidos a artrodese da anca apresentam um elevado n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado final apesar das &oacute;bvias limita&ccedil;&otilde;es funcionais e o impacto negativo que esta t&eacute;cnica acarreta sobre as restantes articula&ccedil;&otilde;es circundantes<sup>1</sup>.</p>
    <p>Neste trabalho os autores relatam o caso clinico de uma doente submetida a artrodese da anca em contexto p&oacute;s-traum&aacute;tico, discutindo os resultados obtidos com uma t&eacute;cnica de rara utiliza&ccedil;&atilde;o mas que pode representar uma boa solu&ccedil;&atilde;o em casos particulares.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do g&eacute;nero feminino, 46 anos de idade, ra&ccedil;a negra, natural da Guin&eacute;, com seropositividade para VIH e evacuada para Portugal em Mar&ccedil;o de 2012 em contexto de acidente de via&ccedil;&atilde;o do qual resultou fratura do acet&aacute;bulo direito, em Abril de 2011 (<a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a06f1.jpg" width="391" height="249" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia onde a doente se apresentou em cadeira de rodas, incapaz de realizar carga sobre o membro inferior direito, mantendo queixas &aacute;lgicas intensas e n&atilde;o controladas apesar de realizar analg&eacute;sicos e anti-inflamat&oacute;rios orais desde a data do acidente.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica recorrendo a radiologia convencional e tomografia computorizada revelou fratura das duas colunas acetabulares &agrave; direita, com esclerose dos topos fratur&aacute;rios mas sem sinais de consolida&ccedil;&atilde;o, j&aacute; com altera&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-traum&aacute;ticas ao n&iacute;vel das superf&iacute;cies articulares (<a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a06f2.jpg" width="389" height="175" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ap&oacute;s discuss&atilde;o clinica do caso e atendendo ao quadro clinico optou-se pela realiza&ccedil;&atilde;o de uma artrodese da anca direita com placa Cobra&reg;, sob raqui-anestesia e que decorreu sem registo de intercorr&ecirc;ncias. A artrodese foi realizada mantendo flex&atilde;o da anca a 30&ordm;, rota&ccedil;&atilde;o externa de 15&ordm; e adu&ccedil;&atilde;o de 5&ordm;, de acordo com o planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio. O tempo operat&oacute;rio foi de aproximadamente quatro horas, com perdas hem&aacute;ticas estimadas em 400 cc e sem necessidade de suporte transfusional no peri-operat&oacute;rio. O p&oacute;s-operat&oacute;rio decorreu igualmente sem registo de intercorr&ecirc;ncias clinicamente relevantes e a doente teve alta clinica ao s&eacute;timo dia ap&oacute;s cirurgia.</p>
    <p>A primeira consulta de reavalia&ccedil;&atilde;o decorreu &agrave;s duas semanas de p&oacute;s-operat&oacute;rio, apresentando boa evolu&ccedil;&atilde;o cicatricial da ferida operat&oacute;ria. Nesta ocasi&atilde;o a doente realizava marcha com apoio de duas canadianas, com melhoria das queixas &aacute;lgicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dor pr&eacute;-operat&oacute;ria. Com seis meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio a doente deambulava com apoio de um auxiliar de marcha, j&aacute; sem queixas &aacute;lgicas e com evolu&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica favor&aacute;vel para artrodese (<a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a>). Aos 12 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio a avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica evidenciava artrodese da anca direita (<a name="topf4"></a><a href="#f4">figura 4</a>). Nesta ocasi&atilde;o a doente n&atilde;o apresentava qualquer queixa &aacute;lgica e encontrava-se satisfeita com o resultado funcional pelo que regressou ao seu pais de origem.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a06f3.jpg" width="390" height="259" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a06f4.jpg" width="397" height="395" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Aos tr&ecirc;s anos de p&oacute;s-operat&oacute;rio a doente mant&eacute;m-se sem dor, desenvolvendo atividades de vida di&aacute;ria sem limita&ccedil;&atilde;o funcional. De momento mantem-se igualmente sem queixas referentes a qualquer outra articula&ccedil;&atilde;o circundante.<br /><br /></p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnica Cirúrgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A descri&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica que se segue corresponde &agrave; op&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o durante a cirurgia para esta doente em particular, apresentando diferen&ccedil;as relativamente ao descrito na literatura cl&aacute;ssica para a artrodese da anca com placa. Parece-nos fundamental refor&ccedil;ar a no&ccedil;&atilde;o de que esta doente apresentava uma fratura centro-acetabular com subsequente les&atilde;o grave da cartilagem articular acetabular, e da cartilagem da cabe&ccedil;a femoral. Por essa raz&atilde;o, a t&eacute;cnica aqui utilizada n&atilde;o seguiu a abordagem cl&aacute;ssica, sofrendo adapta&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e que visaram o melhor interesse da doente.</p>
    <p>Com a doente posicionada em dec&uacute;bito lateral esquerdo a anca afetada foi abordada atrav&eacute;s de uma via lateral (Hardinge), com incis&atilde;o de aproximadamente 30 cm, tendo como refer&ecirc;ncia a localiza&ccedil;&atilde;o do grande troc&acirc;nter. Ao atingir a aponevrose do tensor da Fascia Lata procedeu-se &agrave; sua separa&ccedil;&atilde;o (com tesoura de disse&ccedil;&atilde;o) do m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo, permitindo a visualiza&ccedil;&atilde;o direta da face lateral do grande troc&acirc;nter com a sua bolsa serosa e inser&ccedil;&otilde;es do m&eacute;dio e pequeno gl&uacute;teo. Mais distalmente p&ocirc;de visualizar-se o ventre do vasto lateral que se estende desde a regi&atilde;o da rampa trocant&eacute;rica pela vertente lateral do f&eacute;mur.</p>
    <p>Com a exposi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria (determinada in loco) procedeu-se de seguida ao correto posicionamento do membro. Neste caso em particular optou-se por: 1) flex&atilde;o da anca a 30&ordm;; 2) rota&ccedil;&atilde;o externa de 15&ordm;; e 3) adu&ccedil;&atilde;o de 5&ordm;. A placa foi aplicada sobre a vertente lateral do osso il&iacute;aco e di&aacute;fise femoral, requerendo moldagem de modo a obter uma adapta&ccedil;&atilde;o ideal. De seguida foram realizadas furagens com broca atrav&eacute;s dos orif&iacute;cios da placa, tentando obter sempre o maior trajecto intra-&oacute;sseo poss&iacute;vel. A dimens&atilde;o de cada parafuso foi medida e os parafusos (de rosca completa) foram introduzidos na placa e apertados manualmente at&eacute; ao limite, de modo a proporcionar o maior grau de compress&atilde;o no foco de fratura.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ferida operat&oacute;ria foi encerrada de modo convencional e sem complica&ccedil;&otilde;es adicionais. Foi utilizado um hemodreno que foi retirado &agrave;s 24 horas, igualmente sem registo de intercorr&ecirc;ncias. A doente manteve descarga do membro operado com duas canadianas durante 6 semanas, iniciando carga parcial com dois auxiliares de marcha ap&oacute;s esta data, progredindo finalmente para carga total pelas 12 semanas ap&oacute;s cirurgia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A emerg&ecirc;ncia de t&eacute;cnicas artropl&aacute;sticas da anca com maior qualidade, em conjunto com uma optimiza&ccedil;&atilde;o dos resultados funcionais a longo prazo, tornaram as indica&ccedil;&otilde;es para artrodese da anca cada vez mais limitadas e restritas<sup>1,2,3,4,5,6</sup>. O caso apresentado neste trabalho pode, em nosso entender, entrar no grupo restrito de doentes que poder&atilde;o beneficiar desta t&eacute;cnica. Trata-se de uma doente jovem, em que se espera uma elevada demanda funcional no futuro e com bom potencial para obten&ccedil;&atilde;o de fus&atilde;o &oacute;ssea. A seropositividade para o VIH coloca esta doente num grupo de risco para as complica&ccedil;&otilde;es infeciosas decorrentes de uma artroplastia e existia a necessidade de oferecer uma solu&ccedil;&atilde;o duradoura para uma doente proveniente de um pa&iacute;s com parcos recursos m&eacute;dicos e ao qual pretendia regressar em definitivo.</p>
    <p>A op&ccedil;&atilde;o pela realiza&ccedil;&atilde;o de uma artrodese da anca &eacute; uma decis&atilde;o dif&iacute;cil. A artroplastia cursa com um enorme grau de satisfa&ccedil;&atilde;o por parte do doente e cirurgi&atilde;o, permitindo atividades de vida di&aacute;ria pr&oacute;ximas do normal, com baixas taxas de complica&ccedil;&otilde;es e com elevada previsibilidade na evolu&ccedil;&atilde;o ao longo dos anos. No entanto, a realiza&ccedil;&atilde;o deste procedimento em idade jovem relaciona-se com maior taxa de fal&ecirc;ncia e previsibilidade de cirurgia de revis&atilde;o<sup>1,3</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, a artrodese da anca permite o alivio das queixas &aacute;lgicas do doente e um n&iacute;vel de atividade aceit&aacute;vel, mas sempre inferior relativamente &agrave; artroplastia<sup>1,2,3,4,5</sup>. No mesmo sentido, a artrodese da anca tamb&eacute;m apresenta um risco de pseudartrose que n&atilde;o &eacute; negligenci&aacute;vel<sup>1</sup>. Constitui, contudo, um procedimento que poder&aacute; ser tratamento definitivo, sem necessidade de cirurgia adicional. No contexto atual, esta t&eacute;cnica parece-nos uma solu&ccedil;&atilde;o para casos limite onde as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas s&atilde;o limitadas. O m&eacute;rito do caso clinico apresentado passa por demonstrar o grau de sucesso obtido e validade deste procedimento numa situa&ccedil;&atilde;o excepcional, conservando potencial para realiza&ccedil;&atilde;o de eventual futura artroplastia.</p>
    <p>Esta t&eacute;cnica pode, portanto, ser utilizada como resolu&ccedil;&atilde;o definitiva ou como uma ponte para artroplastia. No caso de se equacionar a &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental preservar os abdutores da anca, limitar a deformidade p&eacute;lvica p&oacute;s-artrodese e preservar a maior quantidade de stock &oacute;sseo poss&iacute;vel.</p>
    <p>A maioria dos trabalhos desenvolvidos sobre artrodese da anca centram-se nos aspectos da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica e nos resultados funcionais a longo prazo, principalmente no que se refere ao impacto existente sobre as articula&ccedil;&otilde;es circundantes<sup>1</sup>. A posi&ccedil;&atilde;o em que articula&ccedil;&atilde;o da anca ser&aacute; artrodesada ir&aacute; influenciar a capacidade do doente em sentar e levantar. Doentes com a anca artrodesada com maior flex&atilde;o podem sentar-se mais facilmente e por maior per&iacute;odo de tempo, enquanto que aqueles em que a anca est&aacute; artrodesada com menor grau de flex&atilde;o conseguem deambular por maiores dist&acirc;ncias e com menor grau de queixas<sup>1,7,8</sup>. Dos diversos estudos realizados ao longo dos anos parece resultar que a melhor posi&ccedil;&atilde;o para artrodese encontra-se entre os 30 e 35&ordm; de flex&atilde;o, 5&ordm; de adu&ccedil;&atilde;o e 15&ordm; de rota&ccedil;&atilde;o externa<sup>1,4,8</sup>. Foi precisamente nesta posi&ccedil;&atilde;o que recaiu a nossa escolha.</p>
    <p>As articula&ccedil;&otilde;es circundantes &agrave; anca artrodesada dever&atilde;o encontrar-se em excelentes condi&ccedil;&otilde;es, dado que &eacute; expect&aacute;vel a necessidade destas articula&ccedil;&otilde;es compensarem a perda de mobilidade motivada pela artodese<sup>1</sup>. Esta t&eacute;cnica representa um impacto negativo sobre a coluna lombar, sendo referida lombalgia na grande maioria dos doentes submetidos a este procedimento. Segundo Kirkos et al a preval&ecirc;ncia de lombalgia na popula&ccedil;&atilde;o submetida a artrodese da anca &eacute; na ordem dos 88%, valor quatro vezes superior a estudos realizados na popula&ccedil;&atilde;o em geral<sup>1,3</sup>. Do mesmo modo, o joelho homolateral &eacute; igualmente afectado, sendo reportada gonalgia na maioria das avalia&ccedil;&otilde;es a longo prazo<sup>1,3</sup>. A gonalgia desenvolvida parece estar em rela&ccedil;&atilde;o com um processo degenerativo, sendo que Carmona et al reportou taxas de gonartrose cinco vezes inferiores na popula&ccedil;&atilde;o em geral quando comparadas com doentes submetidos a artrodese da anca<sup>9</sup>. Apesar de ser amplamente referido na literatura que as queixas nas articula&ccedil;&otilde;es adjacentes relacionam-se com a posi&ccedil;&atilde;o em que a artrodese &eacute; realizada, n&atilde;o existe diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na rela&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o de artrodese e desenvolvimento de dor nas articula&ccedil;&otilde;es circundantes<sup>1,3,10,11</sup>.</p>
    <p>O joelho contralateral parece ser pouco afetado, surgindo num menor n&uacute;mero de casos e sem importante repercuss&atilde;o funcional, n&atilde;o influenciando as atividades de vida di&aacute;ria<sup>1</sup>. A anca contralateral tamb&eacute;m &eacute; afetada, no entanto, em menor medida quando comparada aos fen&oacute;menos &aacute;lgicos desenvolvidos ao n&iacute;vel da coluna lombar e joelho homolateral<sup>1</sup>. A doente por n&oacute;s operada e descrita neste caso clinico ainda n&atilde;o apresenta qualquer queixa nas articula&ccedil;&otilde;es circundantes, no entanto, apenas com 3 anos de p&oacute;s-operat&oacute;rio apresenta, em nossa opini&atilde;o, um seguimento relativamente curto para que essas manifesta&ccedil;&otilde;es tenham lugar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artrodese da anca &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica v&aacute;lida em situa&ccedil;&otilde;es de exce&ccedil;&atilde;o. Em doentes jovens, com exig&ecirc;ncia f&iacute;sica consider&aacute;vel, destrui&ccedil;&atilde;o articular estabelecida, co-morbilidades importantes e seguimento m&eacute;dico prec&aacute;rio condicionado pela situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&oacute;mica, est&aacute; potenciado o risco de complica&ccedil;&otilde;es numa eventual artroplastia. Neste contexto, a artrodese constituiu uma boa solu&ccedil;&atilde;o, permitindo o alivio eficaz das queixas &aacute;lgicas com boa qualidade de vida e risco diminu&iacute;do de complica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Kirkos JM, Papavasiliou KA, Kyrkos MJ, Sayegh FE, Kapetanos GA. The long-term effects of hip fusion on the adjacent joints. Acta Orthop Belg. 2008; 74: 779-787</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310036&pid=S1646-2122201500040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Vicente JRN, Ulhoa CAS, Leonhardt MC, Pires AF, Ejnisman L, Croci AT. Hip arthrodesis: a minimum 20 year follow-up retrospective study. Acta Ortop Bras. 2011; 19 (5): 286-288</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310037&pid=S1646-2122201500040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Callaghan JJ, Brand RA, Pedersen DR. Hip arthrodesis. A long-term follow-up. J Bone Joint Surg Am. 1985 Dec; 67 (9): 1328-1335</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Sponseller PD, Mcbeath AA, Perpich M. Hip arthrodesis in young patients. A long-term follow-up study. J Bone Joint Surg Am. 1984 Jul; 66 (6): 853-859</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Barnhartd T, Stiehl JB. Hip fusion in Young adults. Orthopedics. 1996; 19 (4): 303-306</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310040&pid=S1646-2122201500040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Roberts CS, Fetto JF. Functional outcome of hip fusion in the young patient. Follow-up study of 10 patients. Journal of Arthroplasty. 1990; 5 (1): 89-96</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310041&pid=S1646-2122201500040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Thambyah A, Hee HT, Das De S, Lee SM. Gait adaptations in patients with longstanding hip fusion. J Orthop Surg (Hong Kong). 2003 Dec; 11 (2): 154-158</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Stinchfield FE, Cavallaro WU. Arthrodesis of the hip joint: a follow-up study. J Bone Joint Surg Am. 1950 Jan; 32 (1): 48-58</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Carmona L, Ballina J, Gabriel R, Laffon A. EPISER Study Group - The burden of musculoskeletal diseases in the general population of Spain: results from a national survey. Ann Rheum Dis. 2001 Nov; 60 (11): 1040-1045</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Ahlbäck S, Lindhal O. Hip arthrodesis. The connection between function and position. Acta Orthop Scand. 1966; 37 (1): 77-87</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310045&pid=S1646-2122201500040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Lindahl O. Hip-joint arthrodesis: to find the best position. Acta Orthop Scand. 1966; 37 (3): 317-327</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310046&pid=S1646-2122201500040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Joaquim Soares do Brito    <br>Interno de Ortopedia do Serviço de Ortopedia do CHLN - Hospital de Santa Maria    <br>Avenida Professor Egas Moniz    <br>1649-035, Lisboa, Portugal    <br><a href="mailto:joaquimsoaresdobrito@gmail.com">joaquimsoaresdobrito@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-12-10</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-03-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-03-25</font></p>    ]]></body>
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