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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tumor Tenossinovial de Células Gigantes extra-articular do joelho: caso clínico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Giant tenosynovial cell tumours, also known as giant cell tumours of the tendon sheath, are benign proliferative lesions of uncertain aetiology and slow growth, arising from the synovial tissue of tendon sheaths, joints, bursae and tendon surrounding fibrous tissue, usually in the appendicular skeleton. They amount to 1.6% of all soft tissue tumours and generally in the 30-50 years of age range, with a higher prevalence in women. They are a known entity whose diagnosis usually arises in patients with small swellings within the volar side of the fingers, given that 85% of these tumours are located at this level. At the level of large joints, its estimated incidence is 12% and, in these locations they can assume larger dimensions. Although a benign tumour, it has a high recurrence rate, so treatment should always contemplate a complete surgical excision without lesion fragmentation. We present a case report of a 53 years old male patient, with a suspected meniscal injury, whose magnetic resonance presented with a large dimension nodular tumour, nodular, extra-articular, within Hoffa´s fat. The needle aspiration biopsy showed a Giant Tenosynovial Cell Tumour, and patient underwent open surgical excision of the tumour, with resolution of the pain complaints.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tumor tenossinovial de células gigantes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tumor Tenossinovial de Células Gigantes extra-articular do joelho: caso clínico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Santos Robles<sup>I</sup></b>; <b>Sofia Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Hélder Nogueira<sup>I</sup></b>; <b>Daniel Lopes<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Ferreira<sup>II</sup></b>; <b>Jorge Mendes<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.<br />II. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os Tumores Tenossinoviais de C&eacute;lulas Gigantes, tamb&eacute;m conhecidos como Tumores de C&eacute;lulas Gigantes das Bainhas Tendinosas, s&atilde;o les&otilde;es proliferativas benignas, de etiologia indeterminada e crescimento lento, que se originam do tecido sinovial das bainhas tendinosas, articula&ccedil;&otilde;es, bursas e tecidos fibrosos adjacentes a tend&otilde;es, geralmente no esqueleto apendicular.</p>     <p>Correspondem a 1.6% dos total de tumores de tecidos moles e s&atilde;o mais frequentemente observados em idades compreendidas entre os 30-50 anos, apresentando maior preval&ecirc;ncia no sexo feminino.</p>     <p>S&atilde;o uma entidade cl&iacute;nica conhecida, cuja hip&oacute;tese diagn&oacute;stica se coloca habitualmente nos doentes que apresentam tumefa&ccedil;&atilde;o de reduzidas dimens&otilde;es a n&iacute;vel da face volar dos dedos da m&atilde;o, pelo facto de 85% destes tumores se apresentarem nesta localiza&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, nas grandes articula&ccedil;&otilde;es, a sua incid&ecirc;ncia &eacute; estimada em 12%, podendo nestas assumir grandes dimens&otilde;es.</p>     <p>Embora sejam les&otilde;es benignas, apresentam uma elevada taxa de recidiva, pelo que o seu tratamento deve sempre contemplar a sua ex&eacute;rese cir&uacute;rgica completa, sem fragmenta&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o.</p>     <p>Apresenta-se o caso cl&iacute;nico de um doente do sexo masculino, de 53 anos de idade, observado por suspeita de les&atilde;o meniscal, cuja Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica Nuclear demonstrou um tumor nodular, de grandes dimens&otilde;es, extra-articular, a n&iacute;vel da gordura de Hoffa. A bi&oacute;psia demonstrou ser um Tumor Tenossinovial de C&eacute;lulas Gigantes e o doente foi submetido a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica por via aberta do tumor, com resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Tumor tenossinovial de células gigantes, extra-articular, joelho, bainha tendinosa, diagnóstico diferencial, tratamento cirúrgico. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Giant tenosynovial cell tumours, also known as giant cell tumours of the tendon sheath, are benign proliferative lesions of uncertain aetiology and slow growth, arising from the synovial tissue of tendon sheaths, joints, bursae and tendon surrounding fibrous tissue, usually in the appendicular skeleton.</p>     <p>They amount to 1.6% of all soft tissue tumours and generally in the 30-50 years of age range, with a higher prevalence in women.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>They are a known entity whose diagnosis usually arises in patients with small swellings within the volar side of the fingers, given that 85% of these tumours are located at this level. At the level of large joints, its estimated incidence is 12% and, in these locations they can assume larger dimensions.</p>     <p>Although a benign tumour, it has a high recurrence rate, so treatment should always contemplate a complete surgical excision without lesion fragmentation.</p>     <p>We present a case report of a 53 years old male patient, with a suspected meniscal injury, whose magnetic resonance presented with a large dimension nodular tumour, nodular, extra-articular, within Hoffa&acute;s fat. The needle aspiration biopsy showed a Giant Tenosynovial Cell Tumour, and patient underwent open surgical excision of the tumour, with resolution of the pain complaints.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Giant tenosynovial cell tumour, extra-articular, Knee, tendon sheath, differential diagnosis, surgical treatment. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os Tumores Tenossinoviais de C&eacute;lulas Gigantes (TTCG), originalmente descritos por Jaffe et al<sup>1,2</sup> em 1941, s&atilde;o les&otilde;es proliferativas benignas, de etiologia indeterminada e crescimento lento, com origem no tecido sinovial das bainhas tendinosas, articula&ccedil;&otilde;es, bursas e tecidos fibrosos adjacentes aos tend&otilde;es<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>S&atilde;o tumores raros, correspondendo a aproximadamente 1.6% do total de tumores de tecidos moles<sup>1</sup>, sendo mais frequentemente observados em idades entre os 30-50 anos, com maior preval&ecirc;ncia no sexo feminino (2:1)<sup>3,4,5</sup>.</p>
    <p>S&atilde;o atualmente classificados como &ldquo;Tumores Fibrohistoc&iacute;ticos&rdquo; benignos, segundo o Sistema de Classifica&ccedil;&atilde;o de Tumores &Oacute;sseos e de Tecidos Moles da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de<sup>6</sup> e subdividem-se de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o (tecidos moles ou intra-articulares) e padr&atilde;o de crescimento (nodular ou difuso)<sup>2</sup>.</p>
    <p>Caracterizam-se histologicamente por apresentarem hiperplasia das c&eacute;lulas sinoviais, c&eacute;lulas gigantes multinucleadas, macr&oacute;fagos, fibroblastos, c&eacute;lulas espumosas e dep&oacute;sitos intra e extracelulares com quantidades vari&aacute;veis de l&iacute;pidos e hemossiderina<sup>7</sup>. Dada a sua origem sinovial comum, a variante nodular peri-articular ou das bainhas tendinosas, &eacute; considerada a forma extra-articular da Sinovite Vilonodular Pigmentada. No entanto, embora demonstrem caracter&iacute;sticas histol&oacute;gicas semelhantes, apresentam comportamentos biol&oacute;gicos e cl&iacute;nicos distintos entre eles<sup>3,4</sup>. As variantes nodulares s&atilde;o geralmente indolentes e de melhor progn&oacute;stico, j&aacute; as variantes difusas, s&atilde;o localmente agressivas, apresentando taxas mais elevadas de recidiva<sup>2</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores pretendem apresentar um caso cl&iacute;nico raro de um Tumor Tenossinovial de C&eacute;lulas Gigantes extra-articular de localiza&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica, a n&iacute;vel da Gordura de Hoffa, nodular, de grandes dimens&otilde;es, que correspondeu a um achado imagiol&oacute;gico no decorrer da avalia&ccedil;&atilde;o de um doente por suspeita de les&atilde;o meniscal, apresentar a op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica tomada e fazer uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica do tema.<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresenta-se o caso de um doente do sexo masculino, 53 anos de idade, sem antecedentes patol&oacute;gicos de relevo, observado por gonalgia moderada &agrave; esquerda, de ritmo mec&acirc;nico, com 13 meses de evolu&ccedil;&atilde;o, sem hist&oacute;ria traum&aacute;tica associada.</p>
    <p>Ao exame f&iacute;sico do joelho esquerdo, o doente demonstrava dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o do p&oacute;lo inferior da r&oacute;tula e face anterolateral do joelho, sem massas palp&aacute;veis. Os testes de instabilidade ligamentar eram negativos e as manobras de stresse meniscal eram positivas para o compartimento lateral. Embora apresentasse flex&atilde;o completa e indolor, a extens&atilde;o estava limitada em 10&ordm;, e, se for&ccedil;ada, despertava dor a n&iacute;vel do p&oacute;lo inferior da r&oacute;tula e face anterolateral do joelho.</p>
    <p>As radiografias realizadas n&atilde;o apresentavam altera&ccedil;&otilde;es. Dada a hip&oacute;tese diagn&oacute;stica de eventual les&atilde;o do corno anterior do menisco externo associada a tendinite do tend&atilde;o rotuliano, o doente realizou uma Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica Nuclear (RMN) que revelou uma massa bem circunscrita, lobulada, com 5x3,9x2,8cm, globalmente heterog&eacute;nea, hipointensa em T1 e T2, hiperintensa em T2 ap&oacute;s supress&atilde;o de gordura e administra&ccedil;&atilde;o de contraste. A massa encontrava-se a n&iacute;vel da gordura de Hoffa, em contacto com o polo inferior da r&oacute;tula, insinuando-se na tr&oacute;clea femoral e estendendo-se at&eacute; &agrave; face anterolateral da t&iacute;bia, em contacto direto com o tend&atilde;o rotuliano (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a07f1.jpg" width="393" height="307" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada uma bi&oacute;psia aspirativa por agulha fina ecoguiada que revelou tratar-se de uma les&atilde;o compat&iacute;vel com um Tumor Tenossinovial de C&eacute;lulas Gigantes (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a07f2.jpg" width="399" height="411" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Dada a localiza&ccedil;&atilde;o, optou-se pela ex&eacute;rese cir&uacute;rgica da les&atilde;o por via aberta, atrav&eacute;s de uma abordagem paramediana externa, centrada no tend&atilde;o rotuliano.</p>
    <p>Procedeu-se &agrave; ex&eacute;rese cir&uacute;rgica completa da les&atilde;o, sem viola&ccedil;&atilde;o da sua c&aacute;psula (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Intra-operat&oacute;riamente, ap&oacute;s ex&eacute;rese da les&atilde;o, verificou-se que era poss&iacute;vel realizar extens&atilde;o completa do joelho, sem &aacute;reas aparentes de conflito. O exame histopatol&oacute;gico confirmou o diagn&oacute;stico (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a07f3.jpg" width="398" height="472" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v23n4/23n4a07f4.jpg" width="398" height="484" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Aos com 12 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, o doente encontrava-se clinicamente assintom&aacute;tico, com arco de mobilidade completo, sem evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica de recidiva.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A m&atilde;o &eacute; a localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica mais frequente (85% dos casos) para os Tumores Tenossinoviais de C&eacute;lulas Gigantes, sendo que nesta localiza&ccedil;&atilde;o se apresentam geralmente como les&otilde;es nodulares, a n&iacute;vel das bainhas tendinosas da face palmar dos dedos<sup>1,6</sup>.</p>
    <p>S&atilde;o raramente observados em grandes articula&ccedil;&otilde;es (12%), apresentando-se nestas localiza&ccedil;&otilde;es mais frequentemente no seu subtipo intra-articular<sup>1,6</sup>.</p>
    <p>Clinicamente, os TTCG apresentam-se geralmente como les&otilde;es monoarticulares com tamanho de at&eacute; 2cm de di&acirc;metro<sup>1</sup>, de crescimento lento (meses a anos), indolores ou pouco dolorosos. Se localizados nas grandes articula&ccedil;&otilde;es, podem assumir grandes dimens&otilde;es<sup>1</sup> (at&eacute; 8cm), o que poder&aacute; levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas mec&acirc;nicos inespec&iacute;ficos como a sensa&ccedil;&atilde;o de bloqueio ou&nbsp;limita&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade, mimetizando les&otilde;es intra-articulares comuns<sup>1,8</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A radiografia simples n&atilde;o &eacute; &uacute;til no diagn&oacute;stico, embora em 10 a 20% dos casos possa ser observada eros&atilde;o &oacute;ssea<sup>8</sup>.</p>
    <p>A RMN &eacute; considerado o Gold Standard imagiol&oacute;gico para o seu diagn&oacute;stico, demonstrando les&otilde;es circunscritas hipointensas em T1 e T2, devido aos dep&oacute;sitos de hemossiderina, com maior capta&ccedil;&atilde;o em T2 ap&oacute;s administra&ccedil;&atilde;o de contraste de gadol&iacute;nio, dada a rica vasculariza&ccedil;&atilde;o destes tumores<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>Dada a sua cl&iacute;nica inespec&iacute;fica e localiza&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas preferenciais, o diagn&oacute;stico diferencial de um TTCG enquanto n&oacute;dulo solit&aacute;rio peri-articular ou tendinoso, dever&aacute; incluir quistos sinoviais, lipomas, fibromas das bainhas tendinosas, granulomas, tumores desm&oacute;ides, granulomas e sarcomas de tecidos moles<sup>5,9</sup>.</p>
    <p>O estabelecimento do diagn&oacute;stico diferencial com os sarcomas de tecidos moles &eacute; de vital import&acirc;ncia, dadas as implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, progn&oacute;sticas e de abordagem terap&ecirc;utica que estes &uacute;ltimos acarretam. Clinicamente, os sarcomas de tecidos moles est&atilde;o mais frequentemente associados a dor e por vezes a sintomas neurol&oacute;gicos, contrariamente aos&nbsp; TTCG<sup>5,7</sup>. Imagiologicamente, a eros&atilde;o do osso adjacente &eacute; frequente e podem tamb&eacute;m apresentar calcifica&ccedil;&otilde;es dos tecidos moles. A RMN (les&atilde;o circunscrita hipointensa em T1 e T2, com maior capta&ccedil;&atilde;o em T2 ap&oacute;s contraste) ajuda a diferenciar os TTCG dos sarcomas de tecidos moles<sup>8,9</sup>, mas o diagn&oacute;stico definitivo &eacute; histopatol&oacute;gico, com a confirma&ccedil;&atilde;o dos dep&oacute;sitos de hemossiderina t&iacute;pica dos TTCG e aus&ecirc;ncia de anaplasia e mitoses at&iacute;picas caracter&iacute;sticas dos sarcomas de tecidos moles<sup>5,7</sup>.</p>
    <p>Embora sejam tumores benignos, os TTCG apresentam uma elevada taxa de recidiva, de 10-20%<sup>2</sup>, com alguns autores a referirem taxas de at&eacute; 44% para as variantes mais agressivas como a Sinovite Vilonodular Difusa<sup>1</sup>, sendo a ex&eacute;rese incompleta da les&atilde;o o principal fator de risco de recidiva descrito<sup>4,5</sup>.</p>
    <p>O tratamento deste tumor consiste na sua ex&eacute;rese cir&uacute;rgica adequada. A t&eacute;cnica a utilizar (via aberta, microcirurgia, artroscopia) depende da sua localiza&ccedil;&atilde;o (intra vs. extra-articular) mas dever&aacute; sempre permitir uma ex&eacute;rese completa, sem que ocorra fragmenta&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o no decorrer da cirurgia, no sentido de se evitar a recidiva<sup>1,5</sup>, pelo que a utiliza&ccedil;&atilde;o de shavers no tratamento de tumores intra-articulares est&aacute; contraindicada, dado o risco de dissemina&ccedil;&atilde;o<sup>1,5</sup>.</p>
    <p>Est&aacute; descrita na literatura a utiliza&ccedil;&atilde;o de radioterapia co-adjuvante no p&oacute;s-operat&oacute;rio, para os casos de poss&iacute;vel ressec&ccedil;&atilde;o incompleta, envolvimento &oacute;sseo ou perante a ocorr&ecirc;ncia de recidiva<sup>10</sup>.</p>
    <p>No caso cl&iacute;nico apresentado, o tumor foi uma descoberta incidental aquando da avalia&ccedil;&atilde;o de um doente por gonalgia, inicialmente interpretada como uma poss&iacute;vel patologia meniscal. A RMN realizada levantou a hip&oacute;tese diagn&oacute;stica de TTCG, que depois se veio a confirmar por exame histopatol&oacute;gico.</p>
    <p>Dada a natureza extra-articular da les&atilde;o observada, assumiu-se ser um TTCG da bainha do tend&atilde;o rotuliano que, dado o seu tamanho, causava um conflito de espa&ccedil;o, limitando a extens&atilde;o completa do joelho.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em conclus&atilde;o, os autores reportam um caso de TTCG extra-articular do joelho, salientando a ocorr&ecirc;ncia desta patologia em localiza&ccedil;&otilde;es at&iacute;picas, e apresentam esta les&atilde;o como um diagn&oacute;stico diferencial raro, mas que, dada a sintomatologia inespec&iacute;fica e implica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, deve merecer considera&ccedil;&atilde;o aquando da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de uma gonalgia. A sua ex&eacute;rese completa sem viola&ccedil;&atilde;o da c&aacute;psula &eacute; recomendada, dada a elevada taxa de recidiva, com a expectativa de resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas e de recupera&ccedil;&atilde;o do arco de movimento.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Sun C, Sheng W, Yu H, Han J. Giant cell tumor of the tendon sheath: A rare case in the left Knee of a 15 year-old boy. Oncol Lett. 2012 Mar; 3 (3): 718-720</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Somerhousen NS, Fletcher CD. Diffuse-type giant cell tumor: clinicopathologic and immunohistochemical analysis of 50 cases with extraarticular disease. Am J Surg Pathol. 2000 Apr; 24 (4): 479-492</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Lee JH, Wang SI. A tenosynovial giant cell tumor arising from femoral attachment of the anterior cruciate ligament. Clin Orthop Surg. 2014 Jun; 6 (2): 242-244</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Weiss SW, Goldblum JR. Enzinger and Weiss's soft tissue tumors. 4th. Philadelphia: Mosby; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309400&pid=S1646-2122201500040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Monaghan H, Salter DM, Al-Nafussi A. A Giant cell tumour of tendon sheath (localised nodular tenosynovitis): clinicopathological features of 71 cases. J Clin Pathol. 2001 May; 54 (5): 404-407</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Fletcher CDM, Bridge JA, Hogendoorn P, Mrtyrnd F. World Health Organization Classification of Tumors, Pathology and Genetics of Tumors of Soft Tissue and Bone. 4th. Lyon: IARC; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1309403&pid=S1646-2122201500040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Gibbons CL, Khawaja HA, Cole AS, Cooke PH, Athanasou NA. Giant-cell tumour of the tendon sheath in the foot and ankle. J Bone Joint Surg Br. 2002 Sep; 84 (7): 1000-1003</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Darwish FM, Haddad WH. Giant cell tumour of tendon sheath: experience with 52 cases. Singapore Med J. 2008 Nov; 49 (11): 879-882</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Kim HS, Kwon JW, Ahn JH, Chang MJ, Cho EY. Localized tenosynovial giant cell tumor in both knee joints. Skeletal Radiol. 2010 Sep; 39 (9): 923-926</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Lucas  DR. Tenodynovial giant cell tumor: case report and review. Arch Pathol Lab Med. 2012 Aug; 136 (8): 901-906</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Santos Robles    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.    <br>Avenida do Hospital Padre Americo, nº210    <br>4560-454 Penafiel    <br><a href="mailto:diogorobles@gmail.com">diogorobles@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-11-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-01-08</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-03-25</font></p>     ]]></body><back>
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