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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento Cirúrgico de Fracturas Distais Complexas do Úmero por Abordagem Trans-olecraniana]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Complex fractures of the distal humerus are injuries with difficult approach, despite surgical indication for most cases. Over a 10 years period were identified 19 patients treated in the same institution, due to complex distal humerus fracture, using an olecranon osteotomy surgical approach. The evaluation of the patient group demonstrated satisfactory results with this treatment option, despite the important joint involvement and observed complications.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Úmero distal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tratamento Cirúrgico de Fracturas Distais Complexas do Úmero por Abordagem Trans-olecraniana</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Joaquim Soares do Brito<sup>I</sup></b>; <b>Rita Henriques<sup>I</sup></b>; <b>Jorge Arvela<sup>I</sup></b>; <b>Marco Sarmento<sup>I</sup></b>; <b>Samuel Martins<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE. Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fracturas complexas do &uacute;mero distal s&atilde;o les&otilde;es de dif&iacute;cil abordagem, estando o tratamento cir&uacute;rgico indicado na maioria dos casos. Durante um per&iacute;odo de 10 anos foram identificados na mesma institui&ccedil;&atilde;o 19 doentes operados por fractura distal do &uacute;mero complexa utilizando a osteotomia olecraniana como via de abordagem. A avalia&ccedil;&atilde;o do grupo de doentes demonstrou a obten&ccedil;&atilde;o de resultados satisfat&oacute;rios com esta op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, apesar do importante envolvimento articular e complica&ccedil;&otilde;es documentadas.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Úmero distal, fracturas complexas, osteotomia olecraniana, tratamento cirúrgico. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Complex fractures of the distal humerus are injuries with difficult approach, despite surgical indication for most cases. Over a 10 years period were identified 19 patients treated in the same institution, due to complex distal humerus fracture, using an olecranon osteotomy surgical approach. The evaluation of the patient group demonstrated satisfactory results with this treatment option, despite the important joint involvement and observed complications. <br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Distal humerus, complex fractures, olecranon osteotomy, surgical treatment. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fracturas complexas do &uacute;mero distal s&atilde;o les&otilde;es de dif&iacute;cil abordagem t&eacute;cnica. A interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica est&aacute; indicada na grande maioria dos casos, sendo frequentemente dificultada pela exposi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, osso osteopor&oacute;tico e presen&ccedil;a de cominui&ccedil;&atilde;o metafis&aacute;ria e/ou articular<sup>1</sup>. A incid&ecirc;ncia&nbsp; estimada destas les&otilde;es no adulto ronda os seis casos por 100.000 habitante por ano<sup>2</sup>. S&atilde;o les&otilde;es com uma distribui&ccedil;&atilde;o bimodal apresentando um pico entre os 12 e 19 anos de idade, principalmente entre os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino em contexto de traumatismo de elevada energia<sup>2</sup>; e um segundo pico nos indiv&iacute;duos idosos, principalmente do g&eacute;nero feminino, resultante de traumatismo de baixa energia2. Alguns estudos t&ecirc;m evidenciado um incremento importante na incid&ecirc;ncia anual destas fraturas, com predomin&acirc;ncia de doentes do g&eacute;nero feminino com mais de 60 anos de idade<sup>3</sup>.</p>
    <p>Deste modo conclu&iacute;mos que o desafio ortop&eacute;dico representado por estas les&otilde;es est&aacute; estabelecido e em crescendo, constituindo uma realidade para todos os ortopedistas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A exposi&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica adequada &eacute; cr&iacute;tica para uma boa redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da superf&iacute;cie articular e para uma osteoss&iacute;ntese bem conseguida<sup>4</sup>. A cl&aacute;ssica osteotomia olecraniana mantem-se ainda hoje como a t&eacute;cnica mais capaz de obter uma exposi&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica satisfat&oacute;ria<sup>4</sup>. Em alternativa poder&atilde;o ser utilizadas outras abordagens como as preconizadas por Bryan-Morrey ao desinserir o aparelho extensor do cotovelo da sua inser&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea ou preferindo refletir o tric&iacute;pite braquial<sup>5,6</sup>. Estas &uacute;ltimas vias de abordagem cir&uacute;rgicas s&atilde;o atrativas, obtendo um apoio crescente entre os cirurgi&otilde;es especialistas neste tipo de les&otilde;es traum&aacute;ticas, no entanto, a exposi&ccedil;&atilde;o do campo cir&uacute;rgico tende a ser mais limitada e est&aacute; associada a menor for&ccedil;a na extens&atilde;o do cotovelo no p&oacute;s operat&oacute;rio<sup>1</sup>.</p>
    <p>A osteotomia do olecr&acirc;nio (abordagem trans-olecraniana) tem sido a nossa preferida na abordagem cir&uacute;rgica das fracturas complexas do &uacute;mero distal, sendo, em nossa opini&atilde;o, vantajosa a realiza&ccedil;&atilde;o da osteotomia tipo chevron. A fixa&ccedil;&atilde;o da osteotomia &eacute; habitualmente realizada com recurso a banda de tens&atilde;o, no entanto, temos consci&ecirc;ncia das vantagens recentes associadas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de placas pr&oacute;prias desenhadas para o olecranio<sup>4</sup>.</p>
    <p>Neste trabalho apresentamos o resumo da nossa experi&ecirc;ncia no tratamento cir&uacute;rgico de les&otilde;es complexas do &uacute;mero distal, atrav&eacute;s de abordagem trans-olecraniana.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No per&iacute;odo entre 2005 e 2014 (10 anos) foram identificados 19 doentes operados na nossa institui&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t1.jpg">tabela 1</a>), com diagn&oacute;stico de fractura distal do &uacute;mero complexa e classificada como tipo C de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o AO<sup>7</sup> (<a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a>). Todos os doentes desta amostra foram operados pela mesma equipa cir&uacute;rgica, sendo utilizada sistematicamente uma abordagem posterior do cotovelo recorrendo a osteotomia do olecr&acirc;nio. A op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica recaiu na osteoss&iacute;ntese r&iacute;gida com placas e parafusos (com as placas colocadas em posi&ccedil;&otilde;es ortogonais) (<a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>). A fixa&ccedil;&atilde;o da osteotomia do olecr&acirc;nio foi realizada maioritariamente com recurso a banda de tens&atilde;o, tendo a placa de olecr&acirc;nio sido utilizada numa ocasi&atilde;o (<a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02f1.jpg" width="390" height="547" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02f2.jpg" width="386" height="549" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02f3.jpg" width="393" height="548" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A m&eacute;dia de idades do grupo em estudo foi de 47 anos (minimo:17; m&aacute;ximo:81), com cinco doentes do g&eacute;nero masculino e 14 do g&eacute;nero feminino.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do grupo de estudo foi realizada atrav&eacute;s de consulta dos processos cl&iacute;nicos e do estudo imagiol&oacute;gico. A avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica p&oacute;s-operat&oacute;ria foi realizada com recurso ao score de Knirk-Jupiter<sup>8</sup> (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro 1</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02q1.jpg" width="386" height="221" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As 19 fracturas complexas e classificadas como tipo C de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o AO foram sub-classificadas em: duas fracturas tipo C1, dez fracturas tipo C2 e sete tipo C3. A avalia&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de les&atilde;o envolvidos nas les&otilde;es permitiu identificar 14 fraturas ap&oacute;s queda de altura e cinco casos ap&oacute;s acidente de via&ccedil;&atilde;o. A maioria das les&otilde;es surgiu sobre o membro superior direito (11 casos) (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t2.jpg">tabela 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica no seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio utilizando o score de Knirk-Jupiter classificou quatro casos como grau 0, nove casos como grau 1, quatro como grau 2 e os dois casos restantes como grau 3. A medi&ccedil;&atilde;o da amplitude da flex&atilde;o-extens&atilde;o do cotovelo no p&oacute;s-operat&oacute;rio evidenciou uma m&eacute;dia de 103&ordm; (m&iacute;nimo: 20&ordm;; m&aacute;ximo:140&ordm;) (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t2.jpg">tabela 2</a>).</p>
    
<p>Relativamente &agrave;s complica&ccedil;&otilde;es associadas a este tipo de fraturas registou-se um caso de neuropraxia p&oacute;s-operat&oacute;ria do nervo cubital (doente 1) e uma les&atilde;o completa do nervo mediano (neurotemese) em contexto de fractura exposta (doente 11). N&atilde;o se verificaram outras les&otilde;es de etiologia vascular ou nervosa (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">tabela 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Houve necessidade de remover o material de osteoss&iacute;ntese da osteotomia em cinco casos devido &agrave; presen&ccedil;a de conflito mec&acirc;nico (doentes 2, 4, 12, 16 e 19 - <a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">tabela 3</a> e <a name="topf4"></a><a href="#f4">figura 4</a>). Em dois outros casos (doentes 3 e 11 - <a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">tabela 3</a>) houve necessidade de rever a osteoss&iacute;ntese inicial com realiza&ccedil;&atilde;o de artroplastia total do cotovelo aos dois anos de seguimento, pela progress&atilde;o precoce para artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica do cotovelo (<a name="topf5"></a><a href="#f5">figura 5</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02f4.jpg" width="391" height="548" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02f5.jpg" width="392" height="550" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Num outro caso (doente 16) houve necessidade de re-interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica precoce para remo&ccedil;&atilde;o de fragmentos intra-articulares, tendo sido realizada terceira interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica para extrac&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese, como j&aacute; descrito (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">tabela 3</a>).</p>
    
<p>Neste grupo de doentes n&atilde;o se verificou nenhuma complica&ccedil;&atilde;o especificamente associada com a osteotomia olecraniana, nomeadamente perda de redu&ccedil;&atilde;o ou evolu&ccedil;&atilde;o para pseudartrose. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi identificado nenhum caso de instabilidade p&oacute;s-traum&aacute;tica do cotovelo.</p>
    <p>O seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio m&eacute;dio foi de 20 meses (m&iacute;nimo: 3; m&aacute;ximo: 60) (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a02t3.jpg">tabela 3</a>).</p></font>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os bons resultados obtidos com o tratamento cir&uacute;rgico comparativamente ao tratamento conservador das fracturas distais do &uacute;mero transformaram a primeira no tratamento recomendado das les&otilde;es traum&aacute;ticas deste segmento anat&oacute;mico<sup>11</sup>.</p>
    <p>O tratamento conservador est&aacute; reservado para as fraturas coaptadas ou para doentes com m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas que limitem a indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica<sup>1,9,10</sup>. A evid&ecirc;ncia fornecida pela literatura demonstra vantagens da abordagem cir&uacute;rgica comparativamente ao tratamento conservador, existindo risco de pseudartrose seis vezes superior, e de atraso de consolida&ccedil;&atilde;o quatro vezes superior no tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico<sup>2,3</sup>. No entanto, em doentes com risco anest&eacute;sico demasiado elevado, a op&ccedil;&atilde;o pelo tratamento conservador e inicio precoce da mobiliza&ccedil;&atilde;o articular pode ser a mais adequada<sup>12</sup>.</p>
    <p>Existem m&uacute;ltiplas abordagens descritas para o tratamento cir&uacute;rgico das fraturas distais do &uacute;mero, implicando na sua maioria uma abordagem posterior, com estrat&eacute;gias distintas para a manipula&ccedil;&atilde;o do tric&iacute;pite braquial<sup>1</sup>. As abordagens mais populares s&atilde;o a paratricipital<sup>13,14</sup>, triceps-reflecting<sup>15</sup>, triceps-reflecting anconeus pedicle (TRAP)<sup>16</sup>, triceps-spliting<sup>17</sup> e a osteotomia olecraniana<sup>18</sup>. A prefer&ecirc;ncia por cada uma destas t&eacute;cnicas &eacute; fundamentalmente modelada pela experi&ecirc;ncia e motiva&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o, existindo ampla controv&eacute;rsia relativamente &agrave; melhor op&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>.</p>
    <p>A abordagem paratricipital permite evitar a agress&atilde;o directa do aparelho extensor do cotovelo, recorrendo a duas janelas (medial e lateral) de cada lado do tric&iacute;pite braquial<sup>1,13,14</sup>. A grande desvantagem desta t&eacute;cnica assenta na visualiza&ccedil;&atilde;o limitada da superf&iacute;cie articular, sendo por essa raz&atilde;o uma abordagem preferencial para fracturas sem componente articular. Contudo, alguns autores advogam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o mesmo em fracturas com importante envolvimentoarticular, tendo sido publicados alguns estudos com resultados funcionais satisfat&oacute;rios<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece com a abordagem paratricipital, existem trabalhos publicados que provam a adequa&ccedil;&atilde;o das abordagens triceps-reflecting e triceps-reflecting anconeus pedicle (TRAP) no tratamento de fracturas distais do &uacute;mero. No entanto, n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia comparativa entre cada uma das mesmas, n&atilde;o permitindo avaliar vantagens e desvantagens<sup>15,16</sup>.</p>
    <p>A abordagem triceps-splitting implica uma incis&atilde;o mediana sobre o tric&iacute;pite braquial e reflex&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o muscular na sua inser&ccedil;&atilde;o olecraniana, mantendo a continuidade do tend&atilde;o tricipital com a fascia extensora<sup>17</sup>. No final do procedimento cir&uacute;rgico o tend&atilde;o tricipital pode ser reparado recorrendo a suturas trans&oacute;sseas.</p>
    <p>A osteotomia olecraniana &eacute; habitualmente realizada utilizando uma osteotomia tipo chevron a cerca de 2.5-3 cm do &aacute;pex do olecr&acirc;nio, na &aacute;rea central da superf&iacute;cie articular do olecr&acirc;nio, de modo a sair ao n&iacute;vel da tr&oacute;clea umeral<sup>1</sup>. No final da cirurgia a osteotomia poder&aacute; ser fixada recorrendo a uma osteoss&iacute;ntese com banda de tens&atilde;o, parafuso endomedular ou placa de olecr&acirc;nio. Wilkinson et al levaram a cabo um estudo que demonstrou a capacidade superior da osteotomia olecraniana para permitir uma ampla visualiza&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie articular, sendo deste modo, teoricamente superior neste capitulo &agrave;s restantes abordagens possiveis<sup>19</sup>. No entanto, a osteotomia olecraniana n&atilde;o revelou resultados funcionais superiores em estudos retrospetivos comparativos<sup>11,20,21</sup>. Esta t&eacute;cnica apresenta a desvantagem da necessidade frequente (6 a 30%) de remover material de osteoss&iacute;ntese por conflito mec&acirc;nico, e taxas de pseudartrose que n&atilde;o s&atilde;o negligenci&aacute;veis (0-9%)<sup>18,22,23,24</sup>. A nossa prefer&ecirc;ncia tem reca&iacute;do sobre esta t&eacute;cnica, fundamentalmente pelas vantagens j&aacute; advogadas e na nossa experi&ecirc;ncia com a mesma.</p>
    <p>O tratamento cir&uacute;rgico de fracturas complexas do &uacute;mero distal assenta nos princ&iacute;pios da obten&ccedil;&atilde;o de uma redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica e osteoss&iacute;ntese r&iacute;gida com duas placas, cada uma em cada pilar, suficientemente resistentes para o efeito<sup>1,25,26,27</sup>. A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica utilizada no nosso grupo de estudo consistiu precisamente na osteoss&iacute;ntese com recurso a placas r&iacute;gidas, colocadas em planos ortogonais.</p>
    <p>Neste grupo, a abordagem por osteotomia olecraniana relacionou-se com um arco de mobilidade satisfat&oacute;rio (m&eacute;dia de 103&ordm;). Apesar de alguns resultados pouco satisfat&oacute;rios, a cin&eacute;tica global final destes doentes, com importante envolvimento articular, foi em nosso entender razo&aacute;vel e acima dos 100&ordm; m&iacute;nimos de arco funcional preconizados por Morrey.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O score de Knirk-Jupiter permite avaliar radiologicamente altera&ccedil;&otilde;es degenerativas p&oacute;s-traum&aacute;ticas. Embora tenha sido descrita para avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o degenerativa p&oacute;s-traum&aacute;tica nas fracturas distais do r&aacute;dio, os mesmos princ&iacute;pios podem ser aplicados &agrave; articula&ccedil;&atilde;o do cotovelo<sup>8</sup>. O estudo imagiol&oacute;gico do nosso grupo de doentes permitiu classificar quatro casos como grau 0, nove casos como grau 1, quatro como grau 2 e os dois casos restantes como grau 3, o que se traduz em scores tendencialmente baixos (13 casos classificados como grau 0 ou 1) apesar do importante envolvimento articular. Por outro lado, podemos observar como os doentes com scores mais elevados, s&atilde;o aqueles que tendencialmente apresentam cin&eacute;tica do cotovelo mais limitada. Estes resultados permitem especular sobre o impacto e import&acirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da superf&iacute;cie articular para prevenir a evolu&ccedil;&atilde;o para a artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica precoce e piores resultados funcionais. Este factor, &agrave; semelhan&ccedil;a do que sucede com outras articula&ccedil;&otilde;es, parece ser fundamental para um resultado satisfat&oacute;rio no seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio. Em nossa opini&atilde;o, a osteotomia olecraniana &eacute; a &uacute;nica abordagem que pela exposi&ccedil;&atilde;o permitida poder&aacute; garantir uma redu&ccedil;&atilde;o articular anat&oacute;mica ou perto desse objectivo, quando a qualidade &oacute;ssea da reconstru&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. Apesar de termos registados dois casos classificados como Knirk-Jupiter grau 3, a an&aacute;lise mais pormenorizada revelou que estes dois doentes foram vitimas de acidente com elevada energia, sofrendo de outras les&otilde;es traum&aacute;ticas com necessidade de optimiza&ccedil;&atilde;o em unidade de cuidados intensivos, reunindo condi&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas v&aacute;rias semanas ap&oacute;s o insulto inicial. Consideramos que o atraso no tratamento espec&iacute;fico desta les&atilde;o conduz a uma dificuldade acrescida no momento da cirurgia, com resultados sub&oacute;ptimos tanto no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato como a m&eacute;dio prazo. Nestes dois casos houve necessidade de convers&atilde;o para artroplastia total de cotovelo, em m&eacute;dia 2 anos ap&oacute;s o evento traum&aacute;tico, e que decorreu sem intercorr&ecirc;ncias adicionais.</p>
    <p>Coles et al, assim como v&aacute;rios outros autores, documentaram taxas de pseudartrose olecraniana elevadas na sequ&ecirc;ncia da osteotomia do olecr&acirc;nio. No nosso grupo de estudo, com seguimento m&eacute;dio de 20 meses, n&atilde;o foi registado nenhum caso de pseudartrose. Contudo, em 5 dos 19 casos houve necessidade de extrac&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese utilizado para a fixa&ccedil;&atilde;o da osteotomia, confirmando esta complica&ccedil;&atilde;o como a mais frequente<sup>22,23,24</sup>. Ainda no capitulo das complica&ccedil;&otilde;es com necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica destacamos o doente com fragmentos intra-articulares residuais, demonstrado por tomografia computorizada, tendo necessidade de uma cirurgia no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato para a sua remo&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Entre as complica&ccedil;&otilde;es do foro neurol&oacute;gico registadas encontramos uma les&atilde;o incompleta do nervo cubital (doente 1) e uma les&atilde;o completa do nervo mediano (doente 11). O primeiro caso decorreu muito provavelmente da excessiva manipula&ccedil;&atilde;o do nervo cubital durante a cirurgia, com neuropraxia sequelar, e que resolveu espontaneamente sem necessidade de interven&ccedil;&atilde;o adicional durante os primeiros 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio. O segundo caso resultou de uma fractura exposta do cotovelo com les&atilde;o traum&aacute;tica do nervo mediano. O doente registou melhoria progressiva da fun&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o completa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A abordagem posterior por osteotomia olecraniana constitui uma boa op&ccedil;&atilde;o no tratamento de fracturas complexas do &uacute;mero distal, com baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;vel &agrave; t&eacute;cnica. Os maus resultados verificados estiveram associados a fatores externos &agrave; abordagem utilizada. A maioria dos casos pautou-se por uma boa evolu&ccedil;&atilde;o clinico-radiol&oacute;gica tendo em conta o envolvimento articular.</p>
    <p>De todas as complica&ccedil;&otilde;es encontradas, a necessidade de extrac&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese &eacute; a &uacute;nica que se relaciona directamente com o tipo de abordagem cir&uacute;rgica por n&oacute;s preferido. A aus&ecirc;ncia de pseudartrose do olecr&acirc;nio, evid&ecirc;ncia de scores imagiol&oacute;gicos de evolu&ccedil;&atilde;o para artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica tendencialmente baixos, e a presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es nervosas fundamentalmente relacionadas com o mecanismo lesional, permite-nos considerar os resultados obtidos como satisfat&oacute;rios.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Nauth A. Distal humeral fractures in adults.. J Bone Joint Surg Am. 2011 Apr 6; 93 (7): 686-700</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">2. Robinson CM. Adult distal humeral metaphyseal fractures: epidemiology and results of treatment. J Orthop Trauma. 2003 Jan; 17 (1): 38-47</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Palvanen M. Secular trends in distal humeral fractures of elderly women: nationwide statistics in Finland between 1970 and 2007. Bone. 2010 May; 46 (5): 1355-1358</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Sanchez-Sotelo J. Distal humeral fractures: role of internal fixation and elbow arthroplasty. The Journal of Bone & Joint Surgery. 2012; 94 (6): 555-568</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310399&pid=S1646-2122201600010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Bryan RS, Morrey BF. Extensive posterior exposure of the elbow. A triceps-sparing approach. Clin Orthop Relat Res. 1982 Jun;  (166): 188-192</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. O'Driscoll SW. The triceps-reflecting anconeus pedicle (TRAP) approach for distal humeral fractures and nonunions. The triceps-reflecting anconeus pedicle (TRAP) approach for distal humeral fractures and nonunions. 2000 Jan; 31 (1): 91-101</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. William M Murphy. AO principles of fracture management. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310402&pid=S1646-2122201600010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Knirk JL, Jupiter JB. Intra-articular fractures of the distal end of the radius in young adults. J Bone Joint Surg Am. 1986 Jun; 68 (5): 647-659</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Srinivasan ., FRCS K. Fractures of the Distal Humerus in the Elderly: Is Internal Fixation the Treatment of Choice. 2005 May; 434: 222-230</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Zagorski JB. Comminuted intraarticular fractures of the distal humeral condyles. Surgical vs. nonsurgical treatment. Clin Orthop Relat Res. 1986 Jan;  (202): 197-204</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">11. McKee MD. Functional outcome following surgical treatment of intra-articular distal humeral fractures through a posterior approach. J Bone Joint Surg Am. 2000 Dec; 82-A (12): 1701-1707</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Brown  RF, Morgan RG. Intercondylar T-shaped fractures of the humerus. Results in ten cases treated by early mobilisation. J Bone Joint Surg Br. 1971 Aug; 53 (3): 425-428</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Schildhauer Thomas A. Extensormechanism-sparing paratricipital posterior approach to the distal humerus. Journal of orthopaedic trauma. 2003; 17 (5): 374-378</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310409&pid=S1646-2122201600010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Ali  AM. Management of intercondylar fractures of the humerus using the extensor mechanism-sparing paratricipital posterior approach. Acta Orthopaedica Belgica. 2008; 74 (6): 747-752</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310410&pid=S1646-2122201600010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Eugene TH EK, Miron Goldwasser, Anthony L Bonomo. Functional outcome of complex intercondylar fractures of the distal humerus treated through a triceps-sparing approach.. Journal of Shoulder and elbow Surgery. 2008; 17 (3): 441-446</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310411&pid=S1646-2122201600010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Ozer H. Intercondylar fractures of the distal humerus treated with the triceps-reflecting anconeus pedicle approach. Arch Orthop Trauma Surg. 2005 Sep; 125 (7): 469-474</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Ziran BH. A true triceps-splitting approach for treatment of distal humerus fractures: a preliminary report. J Trauma. 2005 Jan; 58 (1): 70-75</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Coles CP. The olecranon osteotomy: a six-year experience in the treatment of intraarticular fractures of the distal humerus. J Orthop Trauma. 2006 Mar; 20 (3): 164-171</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Wilkinson JM, Stanley D. Posterior surgical approaches to the elbow: a comparative anatomic study. J Shoulder Elbow Surg. 2001 Jul; 10 (4): 380-382</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Mejía Silva D. Functional results of two different surgical approaches in patients with distal humerus fractures type C (AO). Acta Ortop Mex. 2008 Jan; 22 (1): 26-30</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">21. Pajarinen J, Björkenheim  JM. Operative treatment of type C intercondylar fractures of the distal humerus: results after a mean follow-up of 2 years in a series of 18 patients. J Shoulder Elbow Surg. 2002 Jan; 11 (1): 48-52</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">22. Ring D. Olecranon osteotomy for exposure of fractures and nonunions of the distal humerus. J Orthop Trauma. 2004 Aug; 18 (7): 446-449</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">23. Hewins EA. Plate fixation of olecranon osteotomies. J Orthop Trauma. 2007 Jan; 21 (1): 58-62</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Gofton WT. Functional outcome of AO type C distal humeral fractures. J Hand Surg Am. 2003 Mar; 28 (2): 294-308</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Jupiter JB. Complex fractures of the distal part of the humerus and associated complications. Instr Course Lect. 1995; 44: 187-198</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310421&pid=S1646-2122201600010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Ulusal  AE. Approaches to distal humeral fractures in adults and comparison of treatment results. Acta Orthop Traumatol Turc. 2006; 40 (1): 22-28</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310422&pid=S1646-2122201600010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Papaioannou N. Operative treatment of type C intra-articular fractures of the distal humerus: the role of stability achieved at surgery on final outcome. Injury. 1995 Apr; 26 (3): 169-173</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Joaquim Soares do Brito    <br>Serviço de Ortopedia do CHLN, EPE - Hospital de Santa Maria    <br>Avenida Professor Egas Moniz,1649-035, Lisboa, Portugal E    <br>Email:<a href="mailto:joaquimsoaresdobrito@gmail.com">joaquimsoaresdobrito@gmail.com</a>    <br>Telefone: 21 780 5199</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-01-27</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-07-01</font></p>    ]]></body>
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