<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-2122</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Ortop. Traum.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-2122</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-21222016000100003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Síndrome do osso trígono]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[Diogo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaspar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rita]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Serviço de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>24</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>17</fpage>
<lpage>25</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222016000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222016000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222016000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A causa mais frequente de síndrome de conflito posterior do tornozelo envolve o osso trígono e o processo talar, chamando-se síndrome do osso trígono à compressão sintomática de tecidos moles e osso a nível do intervalo calcâneo-tibial. Trata-se de uma entidade controversa, atualmente ainda com evidência limitada na literatura científica. O síndrome do osso trígono é frequentemente subdiagnosticado ou tem diagnóstico tardio. É necessário nível elevado de suspeição para diagnóstico precoce, que é fundamental não só para iniciar rapidamente o tratamento adequado para alívio sintomático, como também em termos de prognóstico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The most frequent cause of posterior ankle impingement syndrome involves the os trigonum and the talar process, being called os trigonum syndrome to the symptomatic soft tissue and bone compression at the tibiocalcaneal interval. It is a controversial entity, currently with limited evidence at scientific literature. Os trigonum syndrome is frequently misdiagnosed or tardily diagnosed. A high suspicion level is needed for its early diagnosis, which is essential not only to quickly begin the proper treatment for symptoms relief, but also for prognostic terms.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Trígono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Conflito]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tornozelo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Posterior]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Syndrome]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Trigonum]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Conflict]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ankle]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Posterior]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Síndrome do osso trígono </font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Moura<sup>I</sup></b>; <b>Rita Gaspar<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Fonseca<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A causa mais frequente de s&iacute;ndrome de conflito posterior do tornozelo envolve o osso tr&iacute;gono e o processo talar, chamando-se s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono &agrave; compress&atilde;o sintom&aacute;tica de tecidos moles e osso a n&iacute;vel do intervalo calc&acirc;neo-tibial. Trata-se de uma entidade controversa, atualmente ainda com evid&ecirc;ncia limitada na literatura cient&iacute;fica. O s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono &eacute; frequentemente subdiagnosticado ou tem diagn&oacute;stico tardio. &Eacute; necess&aacute;rio n&iacute;vel elevado de suspei&ccedil;&atilde;o para diagn&oacute;stico precoce, que &eacute; fundamental n&atilde;o s&oacute; para iniciar rapidamente o tratamento adequado para al&iacute;vio sintom&aacute;tico, como tamb&eacute;m em termos de progn&oacute;stico.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Síndrome, Trígono, Conflito, Tornozelo, Posterior. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The most frequent cause of posterior ankle impingement syndrome involves the os trigonum and the talar process, being called os trigonum syndrome to the symptomatic soft tissue and bone compression at the tibiocalcaneal interval. It is a controversial entity, currently with limited evidence at scientific literature. Os trigonum syndrome is frequently misdiagnosed or tardily diagnosed. A high suspicion level is needed for its early diagnosis, which is essential not only to quickly begin the proper treatment for symptoms relief, but also for prognostic terms.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Syndrome, Trigonum, Conflict, Ankle, Posterior. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DEFINIÇÃO, ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Atualmente est&atilde;o descritos 6 tipos de conflitos do tornozelo, representando uma causa frequente de dor cr&oacute;nica do tornozelo. A classifica&ccedil;&atilde;o faz-se de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o na articula&ccedil;&atilde;o e os tr&ecirc;s tipos mais frequentes s&atilde;o o conflito anterior, o &acirc;ntero-lateral e o posterior.<sup>1</sup> O conflito posterior do tornozelo &eacute; uma entidade cl&iacute;nica definida como uma limita&ccedil;&atilde;o dolorosa da mobilidade do tornozelo, especificamente da flex&atilde;o plantar for&ccedil;ada. As suas causas e estruturas anat&oacute;micas patol&oacute;gicas s&atilde;o numerosas e heterog&eacute;neas, incluindo tecido &oacute;sseo e tecidos moles.<sup>2</sup> A causa mais frequente de s&iacute;ndrome de conflito posterior do tornozelo tem como protagonistas o osso tr&iacute;gono e o processo talar.<sup>2</sup> O s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono pode ent&atilde;o ser definido como uma compress&atilde;o sintom&aacute;tica de tecidos moles e osso a n&iacute;vel do intervalo calc&acirc;neo-tibial.<sup>3</sup> Trata-se de uma entidade controversa que j&aacute; teve v&aacute;rias nomeclaturas, incluindo s&iacute;ndrome de compress&atilde;o talar, conflito posterior do tornozelo, conflito do retro-p&eacute;, conflito t&iacute;bio-talar posterior e conflito tipo quebra-nozes.<sup>3</sup></p>
    <p>O osso tr&iacute;gono foi descrito pela primeira vez em 1804 como um oss&iacute;culo acess&oacute;rio inconstante constitu&iacute;do por 3 faces, a face anterior articula com o tub&eacute;rculo lateral do astr&aacute;galo sob a forma de uma sincondrose, a face inferior relaciona-se com o calc&acirc;neo e a face posterior corresponde &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do ligamento talo-fibular posterior (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Este oss&iacute;culo &eacute; o segundo sesam&oacute;ide mais frequente do corpo humano, tem frequentemente di&acirc;metro inferior a 1cm e &eacute; tipicamente solit&aacute;rio, no entanto pode ser bi ou multipartido.<sup>4,5</sup> O tend&atilde;o do longo flexor do h&aacute;llux atravessa a goteira situada entre os dois tub&eacute;rculos talares.<sup>3</sup> O osso tr&iacute;gono surge como um an&aacute;logo do n&uacute;cleo de ossifica&ccedil;&atilde;o secund&aacute;rio da por&ccedil;&atilde;o p&oacute;stero-lateral talar entre os 8 e 11 anos e geralmente funde-se 1 ano depois ao astr&aacute;galo. Quanto a fus&atilde;o n&atilde;o ocorre, ao oss&iacute;culo que se mant&eacute;m isolado em posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;stero-lateral em rela&ccedil;&atilde;o ao astr&aacute;galo d&aacute;-se o nome de osso tr&iacute;gono. Quando a fus&atilde;o ocorre mas dela resulta um processo p&oacute;stero-lateral do astr&aacute;galo proeminente, d&aacute;-se o nome de processo de Stieda, processo trigonal ou osso tr&iacute;gono fundido (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Existem assim 4 variantes anat&oacute;micas do processo p&oacute;stero-lateral talar: tipo I (processo p&oacute;stero-lateral normal), tipo II (processo p&oacute;stero-lateral alongado ou processo de Stieda), III (presen&ccedil;a do osso acess&oacute;rio tr&iacute;gono) e IV (processo p&oacute;stero-lateral fundido ao osso tr&iacute;gono por uma sincondrose ou sindesmose).<sup>1</sup> Alguns autores defendem que o osso tr&iacute;gono tem origem numa fratura aguda ou de stress do processo p&oacute;stero-lateral do astr&aacute;galo, que por vezes se encontra alongado.<sup>6,7</sup> Em alguns casos, uma dorsi-flex&atilde;o for&ccedil;ada pode provocar tens&atilde;o no ligamento talo-fibular posterior e resultar em avuls&atilde;o do osso tr&iacute;gono ou do processo p&oacute;stero-lateral.<sup>5</sup></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a03f1.jpg" width="385" height="201" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a03f2.jpg" width="387" height="246" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A preval&ecirc;ncia do osso tr&iacute;gono na popula&ccedil;&atilde;o geral varia entre 14 e 25%, no entanto pode chegar a 30% em praticantes de ballet, o que pode ser devido a atividades de flex&atilde;o plantar for&ccedil;ada repetida durante a fase de ossifica&ccedil;&atilde;o do processo p&oacute;stero-lateral do astr&aacute;galo.<sup>8,9,10</sup> Quando o osso tr&iacute;gono est&aacute; presente, este ocorre bilateralmente em 50% dos casos.<sup>1</sup> Trata-se de um oss&iacute;culo tipicamente assintom&aacute;tico, que no entanto se pode tornar sintom&aacute;tico em situa&ccedil;&otilde;es de sobreuso, caracter&iacute;sticas de atletas e dan&ccedil;arinos que fazem flex&atilde;o plantar for&ccedil;ada repetida, ou em traumatismo agudo do tornozelo.<sup>3</sup></p>
    <p>A causa da sintomatologia pode incluir fratura do processo p&oacute;stero-lateral talar, rotura da sincondrose talo-trigonal, fratura do osso tr&iacute;gono e avuls&atilde;o do ligamento talo-fibular posterior.<sup>3</sup> A flex&atilde;o plantar repetida cr&oacute;nica caracter&iacute;stica de alguns desportos pode provocar compress&atilde;o do osso tr&iacute;gono e tecidos moles adjacentes, tais como a sinovial e c&aacute;psula articular entre o calc&acirc;neo e a por&ccedil;&atilde;o posterior da t&iacute;bia,&nbsp; conduzindo a inflama&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica, espessamento e fibrose, resultando em s&iacute;ndrome de conflito.<sup>4</sup></p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CLÍNICA E DIAGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; a dor mec&acirc;nica persistente na por&ccedil;&atilde;o posterior do tornozelo entre o tend&atilde;o de Aquiles e os tend&otilde;es fibulares, que surge especificamente em atividades de flex&atilde;o plantar for&ccedil;ada e que alivia com o repouso.<sup>3,10</sup> Podem tamb&eacute;m estar presentes edema local do tornozelo posterior e rigidez na flex&atilde;o plantar.<sup>3</sup> Tipicamente a flex&atilde;o plantar passiva resistida ou m&aacute;xima e a dorsiflex&atilde;o do h&aacute;llux reproduzem as queixas &aacute;lgicas do paciente.<sup>11</sup> Segundo Marotta e Micheli os atletas com conflito posterior do tornozelo tendem a compensar com perda de flex&atilde;o plantar ao adotarem uma posi&ccedil;&atilde;o do p&eacute; em invers&atilde;o, o que pode favorecer entorses, contraturas, roturas musculares e dor plantar, entre outros, da&iacute; a necessidade de diagn&oacute;stico e tratamento precoces do conflito.<sup>12</sup> Al&eacute;m do osso tr&iacute;gono, v&aacute;rias outras condi&ccedil;&otilde;es podem provocar dor posterior do tornozelo, tais como conflito por tecidos moles (m&uacute;sculos e ligamentos acess&oacute;rios, tecido cicatricial ap&oacute;s entorses de repeti&ccedil;&atilde;o), tendinopatia aquiliana, tendinopatia e tenossinovite do longo flexor do h&aacute;llux, bursite retro-calcaneana, osteocondrite dissecante, osteoartrose, coalis&atilde;o subtalar, doen&ccedil;a de Sever, s&iacute;ndrome do t&uacute;nel t&aacute;rsico, s&iacute;ndrome de compress&atilde;o do nervo sural, osteoma oste&oacute;ide, entre outros.<sup>3,13,14</sup></p>
    <p>O s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono &eacute; muitas vezes subdiagnosticado ou tem diagn&oacute;stico tardio. &Eacute; necess&aacute;rio n&iacute;vel elevado de suspei&ccedil;&atilde;o para garantir um diagn&oacute;stico precoce, que &eacute; feito com base na associa&ccedil;&atilde;o entre a hist&oacute;ria cl&iacute;nica e a radiografia a confirmar a presen&ccedil;a do osso tr&iacute;gono, osso tr&iacute;gono fraturado ou fratura aguda do processo de Stieda (fratura de Shepherd).<sup>7,13</sup> A presen&ccedil;a radiogr&aacute;fica do osso tr&iacute;gono n&atilde;o tem qualquer interesse na aus&ecirc;ncia de sintomas, uma vez que este oss&iacute;culo &eacute; tipicamente assintom&aacute;tico.<sup>3</sup> A avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica do conflito &eacute; feita atrav&eacute;s de uma radiografia lateral de stress em posi&ccedil;&atilde;o de flex&atilde;o plantar m&aacute;xima, no entanto a aus&ecirc;ncia de contacto &oacute;sseo entre osso tr&iacute;gono e astr&aacute;galo n&atilde;o excluem o diagn&oacute;stico, uma vez que pode haver contacto entre as cartilagens.<sup>3</sup> Pode tamb&eacute;m estar presente uma calcifica&ccedil;&atilde;o posterior do astr&aacute;galo, que pode corresponder a um traumatismo antigo ou inflama&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica posterior do tornozelo.<sup>14</sup> A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica &eacute; o exame de elei&ccedil;&atilde;o na suspeita de s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono, permitindo a caracteriza&ccedil;&atilde;o do conflito, determinando a natureza fibrosa, cartilag&iacute;nea ou&nbsp; fibro-cartilaginosa entre o osso tr&iacute;gono e o astr&aacute;galo e detetar ou excluir outros diagn&oacute;sticos, tais como les&otilde;es condrais, tenossinovite do longo flexor do h&aacute;llux, tendinopatia do tend&atilde;o de Aquiles, bursite retro-calcaneana, entre outros.<sup>15</sup> A ecografia, apesar de operador dependente, &eacute; um exame &uacute;til que permite uma avalia&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica do tornozelo, identificando conflitos e tamb&eacute;m l&iacute;quido ou n&oacute;dulos nas bainhas tendinosas em situa&ccedil;&otilde;es de tenossinovite.<sup>3</sup> Por sua vez, a tomografia computorizada pode ser &uacute;til na identifica&ccedil;&atilde;o de uma fratura aguda sem desvio ou com desvio m&iacute;nimo e na caracteriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria da localiza&ccedil;&atilde;o exata, dimens&otilde;es e forma do osso tr&iacute;gono a remover.<sup>3,7,13</sup> Abramowitz Y. et al. verificaram que os piores resultados em termos de convalescen&ccedil;a em pacientes submetidos a excis&atilde;o aberta do osso tr&iacute;gono ocorreram naqueles que manifestavam sintomas h&aacute; mais de 2 anos, obtendo valores mais reduzidos do score AOFAS (American Orthopaedic Foot and Ankle Society).<sup>7</sup> Os autores atribuem estes resultados ao desenvolvimento a m&eacute;dio e longo prazo de capsulite hipertr&oacute;fica e de acumula&ccedil;&atilde;o de tecido inflamat&oacute;rio e ao facto de, ao contr&aacute;rio do osso tr&iacute;gono que pode ser removido na totalidade, estes tecidos moles inflamat&oacute;rios localmente infiltrativos nem sempre serem pass&iacute;veis de desbridamento completo, o que pode justificar a persist&ecirc;ncia de sintomas mesmo ap&oacute;s a excis&atilde;o &oacute;ssea. Concluem, portanto, que o diagn&oacute;stico e tratamento precoces tendem a ter progn&oacute;stico mais favor&aacute;vel.<sup>7</sup></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A abordagem terap&ecirc;utica inicial &eacute; conservadora, consistindo em repouso, gelo local, medica&ccedil;&atilde;o anti-inflamat&oacute;ria, restri&ccedil;&atilde;o de manobras dolorosas de flex&atilde;o plantar e&nbsp; fisioterapia.<sup>3</sup> A imobiliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; indicada quando h&aacute; evid&ecirc;ncia de fratura aguda.<sup>4</sup> Est&aacute; tamb&eacute;m indicada a infiltra&ccedil;&atilde;o local guiada por ecografia com cortic&oacute;ide e anest&eacute;sico local, que al&eacute;m de poder proporcionar al&iacute;vio sintom&aacute;tico, pode ajudar a confirmar o diagn&oacute;stico.<sup>3,5,16</sup> Mouhsine et al. no seu estudo em 19 atletas com s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono, verificou uma taxa de 84% de al&iacute;vio sintom&aacute;tico ap&oacute;s infiltra&ccedil;&atilde;o com cortic&oacute;ide local.<sup>5</sup> Segundo Marumoto JM et al., o tratamento conservador tem cerca de 60% de efic&aacute;cia em desportistas.<sup>17</sup></p>
    <p>O tratamento cir&uacute;rgico est&aacute; indicado se os sintomas persistirem ap&oacute;s 3 a 6 meses de terap&ecirc;utica conservadora, sobretudo em indiv&iacute;duos ativos que querem manter a pr&aacute;tica desportiva e de dan&ccedil;a.<sup>3</sup> A t&eacute;cnica envolve a excis&atilde;o do osso tr&iacute;gono, que pode ser feita por cirurgia aberta ou por t&eacute;cnicas minimamente invasivas, tais como artroscopia sub-talar e endoscopia posterior. A t&eacute;cnica ideal &eacute; motivo de controv&eacute;rsia entre os cirurgi&otilde;es.<sup>5</sup></p>
    <p>A t&eacute;cnica aberta envolve tipicamente uma via de abordagem p&oacute;stero-lateral com o paciente em dec&uacute;bito dorsal, sendo usado o intervalo entre o tend&atilde;o de Aquiles e os tend&otilde;es fibulares, de modo a se ter tamb&eacute;m acesso ao tend&atilde;o do longo flexor do h&aacute;llux, que deve ser avaliado quanto &agrave; presen&ccedil;a de sinovite, n&oacute;dulos e outros. O nervo sural e os seus&nbsp; ramos devem ser identificados e protegidos no trajeto da via de abordagem.<sup>3</sup> O osso tr&iacute;gono &eacute; identificado e removido, sendo que a sua excis&atilde;o completa deve ser confirmada com recurso a intensificador de imagem.<sup>3</sup> Abramowitz Y. et al.<sup>5</sup>, num estudo que envolveu 41 pacientes n&atilde;o desportistas submetidos a excis&atilde;o aberta do osso tr&iacute;gono, verificaram um score AOFAS m&eacute;dio no p&oacute;s-operat&oacute;rio de 87,6.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de recupera&ccedil;&atilde;o foi 3,8 meses e as complica&ccedil;&otilde;es registadas foram neuropr&aacute;xias do nervo sural (4 transit&oacute;rias e 4 permanentes), uma infe&ccedil;&atilde;o superficial e um s&iacute;ndrome regional complexo. Por sua vez Hamilton et al. verificou que o tempo m&eacute;dio necess&aacute;rio para regressar ao n&iacute;vel de atividade pr&eacute;-les&atilde;o ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o por cirurgia aberta era 6 meses.<sup>18</sup></p>
    <p>A t&eacute;cnica artrosc&oacute;pica sub-talar &eacute; efetuada com o paciente em dec&uacute;bito dorsal ou lateral e o acesso ocorre ao n&iacute;vel da articula&ccedil;&atilde;o sub-talar.<sup>19,20</sup> Os portais utilizados podem ser o p&oacute;stero-lateral, &acirc;ntero-lateral, lateral acess&oacute;rio e centro-laterais. Trata-se de uma t&eacute;cnica desafiante devido ao reduzido espa&ccedil;o de trabalho da articula&ccedil;&atilde;o sub-talar, havendo risco de les&otilde;es condrais iatrog&eacute;nicas, podendo estar associada a desenvolvimento de osteoartrose sub-talar a longo prazo.<sup>3</sup> &Eacute; fundamental conhecimento anat&oacute;mico das refer&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncia na t&eacute;cnica, de modo a evitar ou minimizar les&atilde;o condral na entrada dos instrumentos.<sup>3</sup> Um estudo em 23 pacientes desportistas submetidos a excis&atilde;o do osso tr&iacute;gono por artroscopia sub-talar em dec&uacute;bito lateral, verificou melhoria da m&eacute;dia dos scores funcionais do p&oacute;s em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&eacute;-operat&oacute;rio de AOFAS de 71,3 para 94,7, de escala da dor visual de 6,7 para 1,5 e de flex&atilde;o plantar m&eacute;dia de 28,8 para 42,5 graus. O tempo m&eacute;dio de regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva foi de 6,7 semanas e n&atilde;o existiram complica&ccedil;&otilde;es importantes.<sup>20</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A endoscopia posterior foi inicialmente descrita por van Dijk et al. como uma t&eacute;cnica alternativa para diagn&oacute;stico e tratamento de patologias da por&ccedil;&atilde;o posterior do tornozelo, que ao ser minimamente invasiva permitiria uma recupera&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida.<sup>21</sup> A posi&ccedil;&atilde;o do paciente &eacute; em dec&uacute;bito ventral, havendo 2 portais posteriores para-aquilianos de acesso, um lateral e outro medial relativamente ao tend&atilde;o (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). A t&eacute;cnica envolve a resse&ccedil;&atilde;o do osso tr&iacute;gono ou processo de Stieda e do ligamento talo-fibular posterior, bem como a sec&ccedil;&atilde;o do retin&aacute;culo do longo flexor do h&aacute;llux (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). Num estudo que envolveu 24 endoscopias posteriores do tornozelo por conflito, foram realizadas 11 excis&otilde;es do osso tr&iacute;gono, 5 descompress&otilde;es da ap&oacute;fise talar posterior proeminente, 5 tenolises do tend&atilde;o longo flexor do hallux, entre outras menos frequentes.<sup>22</sup> O tempo m&eacute;dio de regresso &agrave; atividade quotidiana foi 1 m&ecirc;s e para regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva foram 5,8 meses. O regresso ao mesmo n&iacute;vel funcional pr&eacute;-les&atilde;o foi verificado em 61% dos pacientes. As complica&ccedil;&otilde;es foram raras e inclu&iacute;ram neuropraxias transit&oacute;rias e rigidez tempor&aacute;ria do tornozelo. Em outro estudo em que 189 tornozelos foram submetidos a endoscopia posterior por conflito, foram efetuadas 48 excis&otilde;es do osso tr&iacute;gono e 38 tenolises do longo flexor do h&aacute;llux.<sup>23</sup> As complica&ccedil;&otilde;es verificadas foram neuropraxias do nervo tibial (4), uma delas permanente, neuropraxias do nervo sural (3), rigidez do tend&atilde;o de Aquiles (4), s&iacute;ndrome de dor regional complexa (2), infe&ccedil;&otilde;es (2) e um quisto num portal. Outro estudo efetuado em 28 jogadores profissionais de futebol com conflito posterior do tornozelo submetidos a t&eacute;cnica de endoscopia posterior identificou 5 casos de conflito por tecidos moles, 9 devido a fragmento &oacute;sseo livre e 13 por osso tr&iacute;gono.<sup>24</sup> O tempo m&eacute;dio de regresso aos treinos foi 34 dias e &agrave; competi&ccedil;&atilde;o foi 41 dias, sendo que todos eles regressaram &agrave; pr&aacute;tica competitiva.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a03f3.jpg" width="394" height="679" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a03f4.jpg" width="391" height="253" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os estudos comparativos recentes sobre os resultados cir&uacute;rgicos da excis&atilde;o do osso tr&iacute;gono baseiam-se apenas em an&aacute;lises retrospetivas. Ahn JH et al. compararam retrospetivamente 16 pacientes submetidos a excis&atilde;o artrosc&oacute;pica sub-talar do osso tr&iacute;gono com 12 pacientes em que a ex&eacute;rese trigonal se fez por endoscopia posterior.<sup>25</sup> Nos 2 grupos, ambos constitu&iacute;dos por desportistas amadores, verificou-se melhoria substancial dos &iacute;ndices de escala visual da dor e do score AOFAS. Os tempos cir&uacute;rgicos m&eacute;dios foram 39,4 minutos para a artroscopia sub-talar e 34,8 minutos para a endoscopia posterior. O tempo de regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva foi semelhante nos 2 grupos,correspondendo a cerca de 8 semanas. A neuropr&aacute;xia transit&oacute;ria do nervo sural foi a &uacute;nica complica&ccedil;&atilde;o verificada, uma em cada grupo. Os autores conclu&iacute;ram que as duas t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas s&atilde;o seguras e eficazes, n&atilde;o tendo diferen&ccedil;as significativas entre si, no entanto recomendam a endoscopia posterior quando o osso tr&iacute;gono tem dimens&otilde;es superiores a 135mm<sup>2</sup> e para aqueles com tenossinovite do longo flexor do h&aacute;llux ou com patologia posterior do tornozelo concomitantes, uma vez que esta t&eacute;cnica garante exposi&ccedil;&atilde;o e visualiza&ccedil;&atilde;o superiores. Em pacientes com patologia anterior do tornozelo concomitante, tais como conflito anterior, osteocondrite dissecante talar ou s&iacute;ndrome do t&uacute;nel t&aacute;rsico, &eacute; preferida a artroscopia sub-talar. Um estudo com total de 41 pacientes, 16 submetidos a excis&atilde;o do osso tr&iacute;gono por cirurgia aberta e 25 por endoscopia posterior, verificou que, apesar dos scores de AOFAS e escala anal&oacute;gica visual serem semelhantes, o tempo de regresso &agrave; atividade pr&eacute;via foi diferente de forma estatisticamente significativa, isto &eacute;, 11,9 semanas para a cirurgia aberta e 6 semanas para a endoscopia posterior.<sup>26</sup></p>
    <p>Em termos comparativos, as 3 t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas s&atilde;o eficazes, melhorando a funcionalidade e com taxas elevadas de regresso ao desporto ou atividade f&iacute;sica.<sup>3</sup> A t&eacute;cnica aberta p&oacute;stero-lateral &eacute; simples, segura e tem resultados semelhantes a longo prazo &agrave;s outras t&eacute;cnicas, permitindo a extra&ccedil;&atilde;o de oss&iacute;culos de dimens&atilde;o consider&aacute;vel e outras repara&ccedil;&otilde;es posteriores do tornozelo no mesmo tempo cir&uacute;rgico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As t&eacute;cnicas artrosc&oacute;pica e endosc&oacute;pica permitem um regresso mais precoce &agrave; atividade, no entanto, s&atilde;o t&eacute;cnicas mais complexas e exigentes. Apesar da artroscopia sub-talar poder estar associada a les&otilde;es condrais iatrog&eacute;nicas e eventual progress&atilde;o para osteoartrose, os &iacute;ndices de complica&ccedil;&otilde;es com as tr&ecirc;s t&eacute;cnicas s&atilde;o semelhantes, incluindo sobretudo les&atilde;o dos nervos sural e tibial e infe&ccedil;&atilde;o.<sup>3</sup></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O s&iacute;ndrome de conflito posterior do tornozelo pode ter v&aacute;rias causas, sendo uma delas o s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono. Trata-se de uma entidade controversa e a literatura sobre este tema &eacute; limitada. A presen&ccedil;a do osso tr&iacute;gono &eacute; na maior parte dos casos apenas um achado imagiol&oacute;gico sem tradu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, no entanto, o seu traumatismo agudo ou cr&oacute;nico em movimentos de flex&atilde;o plantar for&ccedil;ada pode ser respons&aacute;vel pela sua les&atilde;o e convers&atilde;o sintom&aacute;tica.</p>
    <p>O s&iacute;ndrome do osso tr&iacute;gono &eacute; frequentemente subdiagnosticado ou tem diagn&oacute;stico tardio.</p>
    <p>&Eacute; necess&aacute;rio n&iacute;vel elevado de suspei&ccedil;&atilde;o para diagn&oacute;stico precoce, o que &eacute; fundamental n&atilde;o s&oacute; para iniciar rapidamente o tratamento adequado para al&iacute;vio sintom&aacute;tico, como tamb&eacute;m em termos de progn&oacute;stico. O diagn&oacute;stico &eacute; feito pela cl&iacute;nica e pela evid&ecirc;ncia imagiol&oacute;gica. O tratamento pode ser conservador ou cir&uacute;rgico, envolvendo a resse&ccedil;&atilde;o deste oss&iacute;culo acess&oacute;rio, por t&eacute;cnicas de cirurgia aberta ou minimamente invasivas de artroscopia ou endoscopia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Rathur S, Clifford PD, Chapman CB. Posterior ankle impingement: os trigonum syndrome. Am J Orthop (Belle Mead NJ). 2009 May; 38 (5): 252-253</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Maquirriain J. Posterior ankle impingement syndrome. J Am Acad Orthop Surg. 2005 Oct; 13 (6): 365-371</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">3. Nault  ML, Kocher MS, Micheli LJ. Os trigonum syndrome. J Am Acad Orthop Surg. 2014 Sep; 22 (9): 545-553</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Hedrick MR, McBryde AM. Posterior ankle impingement. Foot Ankle Int. 1994 Jan; 15 (1): 2-8</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Mouhsine E, Crevoisier X, Leyvraz PF, Akiki A, Dutoit M, Garofalo R. Post-traumatic overload or acute syndrome of the os trigonum: a possible cause of posterior ankle impingement. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2004 May; 12 (3): 250-253</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Grogan DP, Walling AK, Ogden JA. Anatomy of the os trigonum. J Pediatr Orthop. 1990 Sep; 10 (5): 618-622</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Abramowitz Y, Wollstein R, Barzilay Y. Outcome of resection of a symptomatic os trigonum. J Bone Joint Surg Am. 2003 Jun; 85-A (6): 1051-1057</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Russell JA, Kruse DW, Koutedakis Y, McEwan IM, Wyon MA. Pathoanatomy of posterior ankle impingement in ballet dancers. Clin Anat. 2010 Sep; 23 (6): 613-621</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Lawson JP. Symptomatic radiographic variants in extremities. Radiology. 1985 Dec; 157 (3): 625-631</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Moser BR. Posterior ankle impingement in the dancer. Curr Sports Med Rep. 2011 Nov; 10 (6): 371-377</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Karasick D, Schweitzer ME. The os trigonum syndrome: imaging features. AJR Am J Roentgenol. 1996 Jan; 166 (1): 125-129</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Marotta JJ, Micheli LJ. Os trigonum impingement in dancers. Am J Sports Med. 1992 Sep; 20 (5): 533-536</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">13. Hamilton WG. Posterior ankle pain in dancers. Clin Sports Med. 2008 Apr; 27 (2): 263-277</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Giannini F, Buda R, Mosca M, Parma A, Di Caprio F. Posterior ankle impingement. Foot Ankle Int. 2013 Mar; 34 (3): 459-465</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Albisetti W, Ometti M, Pascale V, De Bartolomeo O. Clinical evaluation and treatment of posterior impingement in dancers. Am J Phys Med Rehabil. 2009 May; 88 (5): 349-354</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. López Valerio V, Seijas R, Alvarez P, Ares O, Steinbacher G, Sallent A, et al. Endoscopic repair of posterior ankle impingement syndrome due to os trigonum in soccer players. Foot Ankle Int. 2015 Jan; 36 (1): 70-74</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Marumoto JM, Ferkel  RD. Arthroscopic excision of the os trigonum: a new technique with preliminary clinical results. Foot Ankle Int. 1997 Dec; 18 (12): 777-784</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Hamilton WG. Stenosing tenosynovitis of the flexor hallucis longus tendon and posterior impingement upon the os trigonum in ballet dancers. Foot Ankle. 1982 Sep; 3 (2): 74-80</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Galla M, Lobenhoffer P. Technique and results of arthroscopic treatment of posterior ankle impingement. Foot Ankle Surg. 2011 Jun; 17 (2): 79-84</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Park CH, Kim  SY, Kim  JR, Lee WC. Arthroscopic excision of a symptomatic os trigonum in a lateral decubitus position. Foot Ankle Int. 2013 Jul; 34 (7): 990-994</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. van Dijk CN, Scholten PE, Krips R. A 2-portal endoscopic approach for diagnosis and treatment of posterior ankle pathology. Arthroscopy. 2000 Nov; 16 (8): 871-876</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">22. Willits K, Sonneveld H, Amendola A, Giffin JR, Griffin S, Fowler PJ. Outcome of posterior ankle arthroscopy for hindfoot impingement. Arthroscopy. 2008 Fev; 24 (2): 196-202</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">23. Nickisch F, Barg A, Saltzman CL. Postoperative complications of posterior ankle and hindfoot arthroscopy. J Bone Joint Surg Am. 2012 Mar 7; 94 (5): 439-446</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Calder JD, Sexton SA, Pearce CJ. Return to training and playing after posterior ankle arthroscopy for posterior impingement in elite professional soccer. Am J Sports Med. 2010 Jan; 38 (1): 120-124</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">25. Ahn JH, Kim YC, Kim HY. Arthroscopic versus posterior endoscopic excision of a symptomatic os trigonum: a retrospective cohort study. Am J Sports Med. 2013 May; 41 (5): 1082-1089</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">26. Guo QW, Hu YL, Jiao C, Ao YF, Tian DX. Open versus endoscopic excision of a symptomatic os trigonum: a comparative study of 41 cases. Arthroscopy. 2010 Mar; 26 (3): 384-390</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Moura    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE    <br>Praceta Prof. Mota Pinto    <br>3000-075 COIMBRA    <br>PORTUGAL    <br>Telefone: +351 239 400 400    <br><a href="mailto:dflmoura@gmail.com">dflmoura@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-06-27</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-05-23</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-08-02</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rathur]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clifford]]></surname>
<given-names><![CDATA[PD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chapman]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle impingement: os trigonum syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Orthop (Belle Mead NJ)]]></source>
<year>05/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>38</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>252-253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maquirriain]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle impingement syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Acad Orthop Surg]]></source>
<year>10/2</year>
<month>00</month>
<day>5</day>
<volume>13</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>365-371</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nault]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kocher]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Micheli]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Os trigonum syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Acad Orthop Surg]]></source>
<year>09/2</year>
<month>01</month>
<day>4</day>
<volume>22</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>545-553</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hedrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McBryde]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle impingement]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Int]]></source>
<year>01/1</year>
<month>99</month>
<day>4</day>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>2-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mouhsine]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crevoisier]]></surname>
<given-names><![CDATA[X]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leyvraz]]></surname>
<given-names><![CDATA[PF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Akiki]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dutoit]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garofalo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Post-traumatic overload or acute syndrome of the os trigonum: a possible cause of posterior ankle impingement]]></article-title>
<source><![CDATA[Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc]]></source>
<year>05/2</year>
<month>00</month>
<day>4</day>
<volume>12</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>250-253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grogan]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walling]]></surname>
<given-names><![CDATA[AK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anatomy of the os trigonum]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr Orthop]]></source>
<year>09/1</year>
<month>99</month>
<day>0</day>
<volume>10</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>618-622</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abramowitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wollstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barzilay]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcome of resection of a symptomatic os trigonum]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bone Joint Surg Am]]></source>
<year>06/2</year>
<month>00</month>
<day>3</day>
<volume>85-A</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1051-1057</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Russell]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kruse]]></surname>
<given-names><![CDATA[DW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koutedakis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McEwan]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyon]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pathoanatomy of posterior ankle impingement in ballet dancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Anat]]></source>
<year>09/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>23</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>613-621</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lawson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Symptomatic radiographic variants in extremities]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>12/1</year>
<month>98</month>
<day>5</day>
<volume>157</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>625-631</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moser]]></surname>
<given-names><![CDATA[BR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle impingement in the dancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Curr Sports Med Rep]]></source>
<year>11/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>10</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>371-377</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karasick]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schweitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The os trigonum syndrome: imaging features]]></article-title>
<source><![CDATA[AJR Am J Roentgenol]]></source>
<year>01/1</year>
<month>99</month>
<day>6</day>
<volume>166</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>125-129</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marotta]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Micheli]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Os trigonum impingement in dancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Sports Med]]></source>
<year>09/1</year>
<month>99</month>
<day>2</day>
<volume>20</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>533-536</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hamilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[WG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle pain in dancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Sports Med]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>8</day>
<volume>27</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>263-277</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buda]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mosca]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parma]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Di Caprio]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posterior ankle impingement]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Int]]></source>
<year>03/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>34</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>459-465</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Albisetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ometti]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pascale]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Bartolomeo]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical evaluation and treatment of posterior impingement in dancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Phys Med Rehabil]]></source>
<year>05/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>88</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>349-354</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[López Valerio]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seijas]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alvarez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ares]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steinbacher]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sallent]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cugat]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Endoscopic repair of posterior ankle impingement syndrome due to os trigonum in soccer players]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Int]]></source>
<year>01/2</year>
<month>01</month>
<day>5</day>
<volume>36</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>70-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marumoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[RD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Arthroscopic excision of the os trigonum: a new technique with preliminary clinical results]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Int]]></source>
<year>12/1</year>
<month>99</month>
<day>7</day>
<volume>18</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>777-784</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hamilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[WG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stenosing tenosynovitis of the flexor hallucis longus tendon and posterior impingement upon the os trigonum in ballet dancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle]]></source>
<year>09/1</year>
<month>98</month>
<day>2</day>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>74-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galla]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lobenhoffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Technique and results of arthroscopic treatment of posterior ankle impingement]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Surg]]></source>
<year>06/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>17</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>79-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Park]]></surname>
<given-names><![CDATA[CH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[SY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Arthroscopic excision of a symptomatic os trigonum in a lateral decubitus position]]></article-title>
<source><![CDATA[Foot Ankle Int]]></source>
<year>07/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>34</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>990-994</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[van Dijk]]></surname>
<given-names><![CDATA[CN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scholten]]></surname>
<given-names><![CDATA[PE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Krips]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A 2-portal endoscopic approach for diagnosis and treatment of posterior ankle pathology]]></article-title>
<source><![CDATA[Arthroscopy]]></source>
<year>11/2</year>
<month>00</month>
<day>0</day>
<volume>16</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>871-876</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Willits]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sonneveld]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amendola]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giffin]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Griffin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fowler]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outcome of posterior ankle arthroscopy for hindfoot impingement]]></article-title>
<source><![CDATA[Arthroscopy]]></source>
<year>02/2</year>
<month>00</month>
<day>8</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>196-202</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nickisch]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barg]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saltzman]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Postoperative complications of posterior ankle and hindfoot arthroscopy]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bone Joint Surg Am]]></source>
<year>07/0</year>
<month>3/</month>
<day>20</day>
<volume>94</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>439-446</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Calder]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sexton]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pearce]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Return to training and playing after posterior ankle arthroscopy for posterior impingement in elite professional soccer]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Sports Med]]></source>
<year>01/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>38</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>120-124</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ahn]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[HY]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Arthroscopic versus posterior endoscopic excision of a symptomatic os trigonum: a retrospective cohort study]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Sports Med]]></source>
<year>05/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>41</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1082-1089</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guo]]></surname>
<given-names><![CDATA[QW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hu]]></surname>
<given-names><![CDATA[YL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jiao]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ao]]></surname>
<given-names><![CDATA[YF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tian]]></surname>
<given-names><![CDATA[DX]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Open versus endoscopic excision of a symptomatic os trigonum: a comparative study of 41 cases]]></article-title>
<source><![CDATA[Arthroscopy]]></source>
<year>03/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>26</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>384-390</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
