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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entorse lateral do tornozelo: capacidade diagnóstica do exame objectivo e exames imagiológicos]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222016000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222016000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222016000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A instabilidade lateral aguda (entorse) do tornozelo é uma das patologias músculo-esqueléticas mais frequentes. Um traumatismo em supinação pode causar, entre outras lesões, uma rotura dos ligamentos laterais do tornozelo. O ligamento peroneo-astragalino anterior (LPAA) é o mais fraco e o primeiro a romper. O diagnóstico desta rotura tem interesse prognóstico na medida em que um terço destes doentes referem algum tipo de limitações no seguimento a longo prazo. Material e Métodos: Neste artigo de revisão narrativa indicamos qual a evidência mais relevante no exame objectivo e imagiológico de doentes com rotura do LPAA. Resultados: Na avaliação clínica tem interesse a identificação de edema, hematoma, dor sobre o LPAA e presença de gaveta anterior. O edema com um aumento de perímetro superior a 4 com tem um valor preditivo positivo e sensibilidade importantes. A presença de hematoma sobre o complexo ligamentar lateral sugere uma rotura ligamentar, enquanto que a ausência de dor à palpação da sua inserção praticamente a exclui. O teste da gaveta anterior, um teste de estabilidade, é controverso mas pode ser útil se realizado 4 a 7 dias após o entorse. Os exames de imagem com utilidade incluem a radiografia simples (se houver suspeita de fractura), a ecografia e a ressonância magnética. A ecografia tem uma boa relação custo-benefício e é um exame de primeira linha para confirmar o diagnóstico. Pode ainda detectar derrame articular, sinal indirecto de outras lesões intra-articulares. A ressonância magnética nuclear deve ser usada em doentes com um entorse grave com evidência clínica ou radiológica de outras lesões para além da rotura dos ligamentos laterais do tornozelo. Conclusão: A presença de edema, hematoma e gaveta anterior podem ajudar a reconhecer os doentes com entorse grave (em quem ocorre rotura ligamentar) e em quem se justifica realizar uma ecografia ou outros auxiliares de diagnóstico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Ankle sprain is the most frequent musculoskeletal injury. A supination ankle trauma might cause lateral ligaments’ rupture and several associated lesions. The weakest of the lateral ankle ligaments is the anterior talo-fibular ligament (ATFL), and it’s the first to rupture. Recognizing this rupture has prognostic impact because one third of patients with ATFL rupture report restriction on long-term follow-up. Material and Methods: In this narrative review paper we outline the most relevant evidence regarding the clinical examination and imaging modalities in the diagnosis of ATFL rupture. Results: The clinical examination should identify the swelling, haematoma, tenderness over the ATFL and a positive anterior drawer. A significant swelling has an important positive predictive value and sensitivity. The presence of a hematoma over the lateral ligaments suggests an ATFL rupture while absence of tenderness on its insertion practically excludes it. The anterior drawer test is controversial but might be useful if performed 4 to 7 days after the injury. The imaging modalities include x-rays, sonography and magnetic resonance imaging. The sonography is cost effective and definitely a first line exam to confirm the diagnosis. It can also detect ankle effusion, which is a sign for other existing intra-articular lesions. MRI should be used in patients in which there are clinical or imaging signs of lesions other than the lateral ligaments. Conclusion: The presence of swelling, haematoma and positive drawer might assist in the diagnosis of severe ankle sprain, in whom there’s evidence to ask for a sonography or other exams.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Entorse lateral do tornozelo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Entorse lateral do tornozelo: capacidade diagnóstica do exame objectivo e exames imagiológicos</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Francisco RL Guerra Pinto<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Côrte-Real<sup>I</sup></b>; <b>José A. Guimarães Consciência<sup>II, III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.<br />II. Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE. Lisboa.<br />III. Serviço de Ortopedia do Hospital Dr. José de Almeida, Cascais.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o:<br />A instabilidade lateral aguda (entorse) do tornozelo &eacute; uma das patologias m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas mais frequentes. Um traumatismo em supina&ccedil;&atilde;o pode causar, entre outras les&otilde;es, uma rotura dos ligamentos laterais do tornozelo. O ligamento peroneo-astragalino anterior (LPAA) &eacute; o mais fraco e o primeiro a romper. O diagn&oacute;stico desta rotura tem interesse progn&oacute;stico na medida em que um ter&ccedil;o destes doentes referem algum tipo de limita&ccedil;&otilde;es no seguimento a longo prazo.</p>     <p>Material e M&eacute;todos:<br />Neste artigo de revis&atilde;o narrativa indicamos qual a evid&ecirc;ncia mais relevante no exame objectivo e imagiol&oacute;gico de doentes com rotura do LPAA.</p>     <p>Resultados:<br />Na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica tem interesse a identifica&ccedil;&atilde;o de edema, hematoma, dor sobre o LPAA e presen&ccedil;a de gaveta anterior. O edema com um aumento de per&iacute;metro superior a 4 com tem um valor preditivo positivo e sensibilidade importantes. A presen&ccedil;a de hematoma sobre o complexo ligamentar lateral sugere uma rotura ligamentar, enquanto que a aus&ecirc;ncia de dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o da sua inser&ccedil;&atilde;o praticamente a exclui. O teste da gaveta anterior, um teste de estabilidade, &eacute; controverso mas pode ser &uacute;til se realizado 4 a 7 dias ap&oacute;s o entorse.</p>     <p>Os exames de imagem com utilidade incluem a radiografia simples (se houver suspeita de fractura), a ecografia e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica. A ecografia tem uma boa rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio e &eacute; um exame de primeira linha para confirmar o diagn&oacute;stico. Pode ainda detectar derrame articular, sinal indirecto de outras les&otilde;es intra-articulares. A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear deve ser usada em doentes com um entorse grave com evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica ou radiol&oacute;gica de outras les&otilde;es para al&eacute;m da rotura dos ligamentos laterais do tornozelo.</p>     <p>Conclus&atilde;o:<br />A presen&ccedil;a de edema, hematoma e gaveta anterior podem ajudar a reconhecer os doentes com entorse grave (em quem ocorre rotura ligamentar) e em quem se justifica realizar uma ecografia ou outros auxiliares de diagn&oacute;stico. <br /><br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Entorse lateral do tornozelo, diagnóstico, ecografia, radiografia, ressonância magnética nuclear. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction:<br />Ankle sprain is the most frequent musculoskeletal injury. A supination ankle trauma might cause lateral ligaments&rsquo; rupture and several associated lesions. The weakest of the lateral ankle ligaments is the anterior talo-fibular ligament (ATFL), and it&rsquo;s the first to rupture. Recognizing this rupture has prognostic impact because one third of patients with ATFL rupture report restriction on long-term follow-up.</p>     <p>Material and Methods:<br />In this narrative review paper we outline the most relevant evidence regarding the clinical examination and imaging modalities in the diagnosis of ATFL rupture.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Results:<br />The clinical examination should identify the swelling, haematoma, tenderness over the ATFL and a positive anterior drawer. A significant swelling has an important positive predictive value and sensitivity. The presence of a hematoma over the lateral ligaments suggests an ATFL rupture while absence of tenderness on its insertion practically excludes it. The anterior drawer test is controversial but might be useful if performed 4 to 7 days after the injury.<br />The imaging modalities include x-rays, sonography and magnetic resonance imaging. The sonography is cost effective and definitely a first line exam to confirm the diagnosis. It can also detect ankle effusion, which is a sign for other existing intra-articular lesions. MRI should be used in patients in which there are clinical or imaging signs of lesions other than the lateral ligaments.</p>     <p>Conclusion:<br />The presence of swelling, haematoma and positive drawer might assist in the diagnosis of severe ankle sprain, in whom there&rsquo;s evidence to ask for a sonography or other exams.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ankle lateral ligament, diagnosis, ultrasonography, radiography, magnetic resonance imaging. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os entorses do tornozelo s&atilde;o muitas vezes tratados por m&eacute;dicos generalistas. Apesar da sua incid&ecirc;ncia persiste, ainda, a controv&eacute;rsia no seu diagn&oacute;stico, abordagem cl&iacute;nica e progn&oacute;stico. S&atilde;o utilizados exames auxiliares redundantes, imobiliza&ccedil;&otilde;es e per&iacute;odos de descarga apesar de vasta evid&ecirc;ncia contra e apenas alguma a favor.</p>
    <p>Se realizarmos uma pesquisa na PubMEd para artigos de revis&atilde;o sobre &ldquo;lateral ankle sprain&rdquo; encontramos mais de 300 refer&ecirc;ncias. Se limitarmos a pesquisa para revis&otilde;es sistem&aacute;ticas nos &uacute;ltimos 5 anos encontramos cerca de 60 artigos. Este tipo de literatura baseada na evid&ecirc;ncia n&atilde;o responde sistematicamente &agrave;s quest&otilde;es pr&aacute;ticas com que todos os m&eacute;dicos se deparam na sua actividade cl&iacute;nica:estou a fazer um diagn&oacute;stico cl&iacute;nico correcto? Como deveria confirm&aacute;-lo?</p>
    <p>Neste artigo de revis&atilde;o narrativa procuraremos determinar a capacidade diagn&oacute;stica do exame objectivo e dos exames imagiol&oacute;gicos dispon&iacute;veis. <br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Efectu&aacute;mos uma pesquisa bibliogr&aacute;fica na PubMEd atrav&eacute;s do software Papers 2 (&copy; 2007-2013 Mekentosj; version 2.7.3) com as chaves &ldquo;lateral ankle sprain&rdquo; e &ldquo;diagnosis&rdquo;, resultando 96 artigos. Revimos todos esses resumos e selecion&aacute;mos 45 artigos (apontados na <a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>) que descrevem especificamente: a incid&ecirc;ncia de entorses; a incid&ecirc;ncia de rotura ligamentar nos entorses; sensibilidade e especificidade do exame objectivo no diagn&oacute;stico de rotura ligamentar; sensibilidade e especificidade de exames imagiol&oacute;gicos (radiografias, radiografias em stress, ecografia e&nbsp; resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear) no diagn&oacute;stico de rotura ligamentar. Inclu&iacute;mos na nossa bibliografia ainda duas teses (de Van Dijk e Pijnenburg) citadas em muitos destes artigos, que nos pareceram ter dados relevantes nos campos citados.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05t1.png" width="395" height="870" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Definição de entorse: strain ou sprain</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Um entorse do tornozelo &eacute; definido como uma les&atilde;o do complexo ligamentar externo do tornozelo durante um movimento de invers&atilde;o. Resulta habitualmente da coloca&ccedil;&atilde;o do p&eacute; numa superf&iacute;cie que n&atilde;o oferece suporte para o seu bordo lateral, produzindo o que alguns autores denominam de trauma em supina&ccedil;&atilde;o ou invers&atilde;o.</p>
    <p>A AAOS, academia americana de ortopedia, distingue sprain de strain. Uma distens&atilde;o de um m&uacute;sculo ou tend&atilde;o &eacute; considerado um strain. O entorse ligamentar &eacute; considerado um sprain. Durante um traumatismo em supina&ccedil;&atilde;o do tornozelo pode ocorrer um entorse (sprain) dos ligamentos laterais e uma distens&atilde;o (strain) dos tend&otilde;es peroneais.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Incidência</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O entorse do tornozelo &eacute;, provavelmente, a les&atilde;o m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica mais frequente. Ocorre um entorse em cada 10.000 pessoas, por dia, nos pa&iacute;ses ocidentais. Os doentes com entorse do tornozelo constituem cerca de 5% de todas as admiss&otilde;es aos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia. O tornozelo est&aacute; envolvido em 20 a 40% de todos os acidentes desportivos. Em cada 1000 exposi&ccedil;&otilde;es ocorrem 13,6 entorses nas mulheres e 6,94 entorses nos homens.</p>
    <p>Os entorses laterais s&atilde;o muito mais frequentes do que os outros entorses do tornozelo. Numa meta-an&aacute;lise de 181 estudos prospectivos o autor conclui que os entorses sindesm&oacute;ticos e mediais constituem apenas 15% de todos os entorses. Os estudos de menor qualidade tendem a subestimar a incid&ecirc;ncia de entorses, quando comparados com os estudos de alta qualidade (0,54 contra 11,55 / 1000 exposi&ccedil;&otilde;es), o que sugere que a maior parte das pessoais n&atilde;o relata entorses ligeiros<sup>1,3-7</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Quais são as estruturas lesadas durante um traumatismo em supinação do tornozelo?</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O entorse lateral do tornozelo pode lesar v&aacute;rias estruturas (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05t2.png">Tabela 2</a>): os ligamentos laterais (ligamento peroneo-astragalino anterior, LPAA; ligamento peroneo-calcaneano, LPC; ligamento peroneo-astragalino posterior, LPAP), (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05f1.png">Figura 1</a>) os ligamentos mediais, a sindesmose, a cartilagem articular (geralmente da c&uacute;pula astragalina) e os tend&otilde;es peroneais. Outras les&otilde;es mais raras est&atilde;o tamb&eacute;m descritas.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05t2.png">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05f1.png">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quando observamos algu&eacute;m com uma poss&iacute;vel rotura ligamentar aguda a anamnese revelar-nos-&agrave; a etiologia (traum&aacute;tica), com o doente a relatar um movimento s&uacute;bito de supina&ccedil;&atilde;o e invers&atilde;o do p&eacute;, com maior ou menor energia. &Eacute; importante descartar epis&oacute;dios pr&eacute;vios de entorse porque o principal factor predisponente para a ocorr&ecirc;ncia&nbsp; de um entorse &eacute; outro entorse grave pr&eacute;vio, e estes doentes podem manter uma instabilidade cr&oacute;nica. O exame objectivo tentar&aacute; esclarecer a localiza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o<sup>3,1</sup>.</p>
    <p>Durante o movimento de supina&ccedil;&atilde;o do p&eacute; s&atilde;o os ligamentos laterais que sofrem o entorse. Se o p&eacute; est&aacute; em flex&atilde;o plantar o ligamento peroneo-astragalino anterior (LPAA) &eacute; o primeiro a ser lesado. O LPAA &eacute;, tamb&eacute;m, o mais fraco dos 3 ligamentos laterais, com menor capacidade el&aacute;stica, portanto com maior probabilidade de rotura. No entanto se for aplicada uma for&ccedil;a progressiva de supina&ccedil;&atilde;o o ligamento peroneo-calcaneano (LPC) pode tamb&eacute;m romper<sup>3-7</sup>.</p>
    <p>N&atilde;o &eacute; clara a percentagem de roturas ligamentares entre os entorses do tornozelo Alguns autores relatam que em 10 a 15% dos entorses ocorre rotura completa de um (LPAA) ou mais (LPC) ligamentos. Outros descrevem essas roturas em 75% dos entorses. Isto pode estar relacionado com o vi&eacute;s da referencia&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico. Um entorse em que ocorre les&atilde;o ligamentar &eacute; referida por Van Dijk como um entorse grave (severe), em contraste com os entorses &ldquo;ligeiros&rdquo;, em que n&atilde;o ocorre rotura completa de nenhum ligamento<sup>4,8</sup>.</p>
    <p>A quest&atilde;o do diagn&oacute;stico da rotura ligamentar em entorses &eacute; muito importante, na medida em que tem valor progn&oacute;stico. Este progn&oacute;stico parece ser semelhante e independente do facto de ocorrer apenas les&atilde;o &uacute;nica (do LPAA) ou les&atilde;o combinada (dos LPAA e LPC)<sup>4,10</sup>.</p>
    <p>Em 50 a 75% dos entorses graves a les&atilde;o ligamentar &eacute; &uacute;nica (apenas o LPAA), enquanto que em 15 a 25% desses entorses a les&atilde;o ligamentar &eacute; m&uacute;ltipla (LPAA e LPC)<sup>8-10</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Que fiabilidade diagnóstica tem o exame objectivo?</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Uma rotura ligamentar &eacute; prov&aacute;vel se o doente apresentar edema, hematoma, dor local ou um teste da gaveta anterior positivo. Este teste de stress, ou outro, devem apenas ser usados ap&oacute;s recolha dos restantes dados cl&iacute;nicos. Analisaremos cada um destes elementos semiol&oacute;gicos segundo a sua utilidade diagn&oacute;stica<sup>11</sup>.</p>
    <p>Um edema com uma diferen&ccedil;a de per&iacute;metro (entre os dois tornozelos) superior a 4 cm tem um valor preditivo positivo para rotura ligamentar de 70 a 77%. No entanto, se esta diferen&ccedil;a for inferior a 4 cm o valor preditivo negativo &eacute; de 66%. A aus&ecirc;ncia de edema no exame objectivo sugere a aus&ecirc;ncia de rotura ligamentar, mas uma tumefac&ccedil;&atilde;o nas primeiras 48 horas n&atilde;o permite diferenciar entre edema e hematoma. Uma meta-an&aacute;lise que inclui 2499 doentes calcula, para o edema, uma sensibilidade de 89% e uma especificidade de 35% no diagn&oacute;stico de rotura ligamentar<sup>3,4,11,12</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presen&ccedil;a de um hematoma saliente (eggshell) sobre a face lateral do tornozelo ap&oacute;s o traumatismo em supina&ccedil;&atilde;o pode ser um sinal indirecto de rotura ligamentar, mas este achado n&atilde;o &eacute; considerado relevante por todos os autores. Na meta-an&aacute;lise de Pijnenburg, que inclui 1165 doentes, est&aacute; descrita uma sensibilidade de 81-96% e uma especificidade de 27-66%<sup>4,13</sup>.</p>
    <p>Pela palpa&ccedil;&atilde;o directa &eacute; poss&iacute;vel avaliar a face anterior do mal&eacute;olo peroneal, onde se insere o LPAA (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05f1.png">Figura 1</a>). Se n&atilde;o houver dor nesta localiza&ccedil;&atilde;o pode excluir-se uma rotura ligamentar aguda. Por outro lado, a sua presen&ccedil;a n&atilde;o confirma uma rotura porque a dor &eacute; frequentemente difusa. De acordo com a mesma meta-an&aacute;lise de Pijnenburg (que inclui 1976 doentes) a dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o tem 96% de sensibilidade mas apenas 7% de especificidade.</p>
    
<p>O teste da gaveta anterior &eacute; o teste de estabilidade concebido para avaliar a integridade do LPAA (<a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05f2.png">Figura 2</a>). Este sinal &eacute; positivo em apenas 0,3% das pessoas sem hist&oacute;ria de patologia do tornozelo. A sua utilidade no entorse agudo &eacute;, no entanto, controversa. Imediatamente ap&oacute;s o traumatismo em supina&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar a integridade o LPAA, mas algumas horas depois o edema e tens&atilde;o muscular parecem diminuir a sua utilidade. Em resposta &agrave; dor o doente ir&aacute; activar os estabilizadores secund&aacute;rios din&acirc;micos (principalmente os m&uacute;sculos peroneais) dando uma falsa sensa&ccedil;&atilde;o de estabilidade mec&acirc;nica. Se o exame objectivo for realizado 4 a 7 dias ap&oacute;s a les&atilde;o, o teste da gaveta anterior &eacute; considerado altamente fidedigno, como descrito em v&aacute;rios artigos, mesmo que todos do mesmo autor<sup>3,10,15,16,17</sup>.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n1/24n1a05f2.png">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Se bem que possamos consider&aacute;-lo o dado cl&iacute;nico mais relevante no diagn&oacute;stico da rotura do LPAA, este teste mantem-se controverso mesmo em estudos biomec&acirc;nicos. Vaseenon afirma que a aplica&ccedil;&atilde;o deste teste com uma transla&ccedil;&atilde;o anterior de 4mm do astr&aacute;galo (sob a t&iacute;bia) tem uma sensibilidade de 100% e uma especificidade de 67% para o diagn&oacute;stico de rotura do LPAA. Outro trabalho de Fujii demonstra que quer o teste da gaveta anterior, quer o teste de variza&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo (varus talar tilt, outro teste de estabilidade), procuram obter deslocamentos do retrop&eacute; sob a t&iacute;bia mas nenhum dos testes &eacute; suficientemente rigoroso para o diagn&oacute;stico de uma les&atilde;o ligamentar espec&iacute;fica devido &agrave; sua elevada varia&ccedil;&atilde;o inter-individual<sup>4,14,17</sup>.</p>
    <p>Apesar disso a meta-an&aacute;lise do Pijnenburg, envolvendo 1034 doentes, apura para este teste uma sensibilidade de 62-86% e uma especificidade de 59-91%. A dispers&atilde;o destes valores &eacute; provavelmente influenciada n&atilde;o s&oacute; por factores individuais de cada doente mas tamb&eacute;m por outras atribu&iacute;veis ao pr&oacute;prio examinador. Talvez por isso Van Dijk descreve, na sua tese, 5 m&eacute;todos diferentes para realizar o teste da gaveta anterior e afirma que &ldquo;muitos mais est&atilde;o mencionados na literatura&rdquo;<sup>3,4,8</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Quando devemos realizar o teste da gaveta anterior?</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acreditamos que n&atilde;o ser&aacute; necess&aacute;rio realizar esta manobra eventualmente desconfort&aacute;vel em todos os doentes com entorse agudo do tornozelo. Este teste pode desencadear dor e uma consequente resposta muscular estabilizadora que acaba por contrariar o movimento. Mesmo os seus grandes defensores reconhecem que poder&aacute; causar apreens&atilde;o, a n&atilde;o ser que seja realizada de forma muito suave<sup>3,8,9</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, se o doente refere v&aacute;rios entorses pr&eacute;vios poderemos estar na presen&ccedil;a de uma instabilidade cr&oacute;nica do tornozelo por pr&eacute;via rotura ligamentar. Nesses casos ser&aacute; &uacute;til testar a estabilidade tendo presente que e a realiza&ccedil;&atilde;o do teste da gaveta anterior num doente com uma rotura cr&oacute;nica do LPAA n&atilde;o desencadeia, habitualmente, desconforto. Por isso mesmo um teste positivo pode ser desencadeado sem auxilio de anestesia, quando a les&atilde;o &eacute; antiga.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Exames imagiológicos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os exames imagiol&oacute;gicos como radiografias, radiografias em stress, ecografia e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear podem ajudar a confirmar o diagn&oacute;stico e excluir outras patologias. A artrografia ligamentar externa at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de noventa, mas caiu em desuso pela sua natureza invasiva, apesar da sua elevada sensibilidade.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Radiografias</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As radiografias s&atilde;o consideradas um exame de rotina. Projectam toda a morfologia &oacute;ssea numa s&oacute; imagem e s&atilde;o o exame de primeira linha para diagn&oacute;stico de patologia osteoarticular. A maioria dos cl&iacute;nicos pede radiografias ap&oacute;s um entorse do tornozelo, mesmo que apenas 15% desses doentes tenham qualquer tipo de fractura. Esta &eacute; uma atitude segura mas defensiva que implica gastos desnecess&aacute;rios<sup>18,19</sup>.</p>
    <p>Alguns autores sugerem que conjuntos de regras de decis&atilde;o s&atilde;o mais eficazes do que o ju&iacute;zo cl&iacute;nico individual na exclus&atilde;o de fracturas. As regras de Ottawa para o tornozelo (Ottawa Ankle Rules), desenvolvidas em 1992, s&atilde;o das regras de previs&atilde;o cl&iacute;nica mais validadas e implementadas. Est&aacute; descrita, pelos seus criadores, uma sensibilidade de 100% para a detec&ccedil;&atilde;o de fracturas numa amostra da popula&ccedil;&atilde;o canadiana, embora os resultados de outros estudos tenham sido ligeiramente inferiores. Estas recomenda&ccedil;&otilde;es sustentam a requisi&ccedil;&atilde;o de radiografias do tornozelo apenas se houver dor em algum dos mal&eacute;olos associada a pelo menos um dos seguintes achados: a) idade igual ou superior a 55 anos; b) incapacidade para a carga (menos de 4 passos) logo ap&oacute;s o acidente e no momento da observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica; c) dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea da ponta de algum dos mal&eacute;olos ou nos 6 cm distais da sua vertente posterior<sup>19</sup>.</p>
    <p>T&ecirc;m sido frequentemente publicados, em diversos pa&iacute;ses, trabalhos cient&iacute;ficos centrados na sua sensibilidade. O seu uso numa s&eacute;rie com 494 doentes de Singapura demonstrou uma sensibilidade de 90% e uma especificidade de 34%. Outro trabalho com 350 doentes de uma amostra neozelandesa apurou uma sensibilidade de 93%, enquanto que num trabalho holand&ecirc;s envolvendo 690 doentes estes crit&eacute;rios de Ottawa demonstraram uma sensibilidade de 89% e especificidade de 59%. Numa amostra portuguesa de 123 doentes obteve-se uma sensibilidade de 100%. Com uma sensibilidade global rondando os 93%, devem ser pedidas radiografias quando os crit&eacute;rios de Ottawa as recomendam, mesmo que n&atilde;o tenham utilidade diagn&oacute;stica nas roturas ligamentares. Para esta finalidade dispomos de outros exames de imagem<sup>4,20-23</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Radiografias em stress</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Parece l&oacute;gico que uma radiografia tirada com o p&eacute; na posi&ccedil;&atilde;o de instabilidade possa demonstrar a subluxa&ccedil;&atilde;o e, como tal, confirmar o diagn&oacute;stico. Est&atilde;o descritas radiografias associadas aos dois testes de instabilidade: o teste da gaveta anterior e o teste de variza&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo. Conceptualmente estas radiografias em stress poderiam ser utilizadas para avaliar a integridade do complexo ligamentar externo do tornozelo<sup>24,25</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas, infelizmente, n&atilde;o sabemos quanto movimento, ou laxidez, se deve considerar patol&oacute;gico. Um baixo limiar aumentar&aacute; a sensibilidade para rotura ligamentar, mas &agrave;s custas de um aumento nos falsos positivos. Existe pouco consenso nos valores considerados normais para estes testes e radiografias em stress. O teste da gaveta anterior mede mil&iacute;metros de transla&ccedil;&atilde;o anterior do astr&aacute;galo, cuja amplitude considerada normal oscila entre os 3 e os 10 mm. O teste de variza&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo mede o &acirc;ngulo entre as superf&iacute;cies articulares da t&iacute;bia e do astr&aacute;galo, com uma varia&ccedil;&atilde;o da amplitude normal a oscilar entre 0 e 23 graus<sup>26</sup>.</p>
    <p>Alguns estudos sugerem ainda que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel diferenciar entre uma rotura isolada (do LPAA) e uma rotura dupla (do LPAA e LPC) usando estes dois testes de instabilidade de forma convencional em radiografias de stress. Um estudo interessante de Gambler demonstrou que um teste de variza&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo com um &acirc;ngulo de 15 graus superior ao lado contra-lateral &eacute; considerado fidedigno para identificar roturas duplas (LPAA e LPC), o que sugere que uma instabilidade grosseira implica uma rotura dupla. Apesar disso n&atilde;o parece haver correla&ccedil;&atilde;o entre as roturas do LPAA ou LPC e qualquer dos testes de instabilidade<sup>24,27</sup>.</p>
    <p>Raatikainen realizou um estudo comparativo com 3 bra&ccedil;os (artrografia, radiografias em stress e cirurgia aberta) e concluiu que as radiografias em stress apenas diagnosticam metade dos casos de rotura ligamentar. Outro autor, Frost, realizou uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica que incluiu 7 estudos que usaram a explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica aberta como o gold standard para o diagn&oacute;stico da rotura do LPAA, tendo desaconselhado o uso de radiografias em stress.</p>
    <p>Como referido anteriormente, na descri&ccedil;&atilde;o da sua utiliza&ccedil;&atilde;o como manobra semiol&oacute;gica, os testes de estabilidade podem ser desconfort&aacute;veis, e isto pode explicar porque &eacute; que a sua sensibilidade com anestesia geral &eacute; 91% e com anestesia local &eacute; 70%.</p>
    <p>Uma meta-an&aacute;lise que incluiu 1330 doentes apura, para as radiografias em stress associadas ao teste da gaveta anterior, uma sensibilidade de 49% com uma especificidade de 82% para o diagn&oacute;stico de rotura do LPAA.</p>
    <p>Qual &eacute;, ent&atilde;o, a utilidade cl&iacute;nica destas radiografias? T&ecirc;m elevadas sensibilidade e especificidade sob anestesia geral. S&atilde;o &uacute;teis no planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio dos doentes com sintomatologia de instabilidade cr&oacute;nica ap&oacute;s fal&ecirc;ncia do tratamento conservador, mas n&atilde;o est&atilde;o indicadas no entorse agudo do tornozelo.<sup>4,24,28-31,32,33</sup></p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Ecografia e Ressonância Magnética Nuclear</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Comentamos nas duas modalidades (Eco e RMN) simultaneamente na medida em que t&ecirc;m uma utilidade semelhante para o diagn&oacute;stico das roturas do LPAA.</p>
    <p>Os ligamentos laterais do tornozelo s&atilde;o facilmente identificados pela ecografia, que &eacute; barata, acess&iacute;vel e permite uma avalia&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica. A sua desvantagem, por&eacute;m, &eacute; fornecer toda a informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do relat&oacute;rio. Sendo um exame din&acirc;mico, al&eacute;m disso, &eacute; totalmente dependente do operador e ec&oacute;grafo.<sup>33,34</sup></p>
    <p>Guillodo salienta que a detec&ccedil;&atilde;o de derrame intra-articular est&aacute; correlacionada com a gravidade do entorse. Numa s&eacute;rie de 110 doentes com entorse agudo (menos de 48 horas) a ecografia e a RMN revelaram derrame em 40 doentes (36%). Em 39 destes 40 doentes foi posteriormente confirmada por RMN uma les&atilde;o do LPAA, o que traduz um valor preditivo positivo para a ecografia de 97,5%.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Havia les&atilde;o associada do LPC em 12,8% e a RMN revelou ainda les&atilde;o da cartilagem ou contus&atilde;o &oacute;ssea em 35%. Este autor conclui, assim que o derrame t&iacute;bio-talar detectado por ecografia pode identificar doentes com entorse grave e que estes deveriam ter sistematicamente uma avalia&ccedil;&atilde;o complementar por resson&acirc;ncia.</p>
    <p>A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear permite uma avalia&ccedil;&atilde;o completa da cartilagem e partes moles, embora sendo menos acess&iacute;vel. Segundo Pinar, a sua sensibilidade para detectar uma rotura do LPAA &eacute; 91,7% e para uma rotura do LPA &eacute; 87,5%. Mesmo que a sua sensibilidade para detectar les&otilde;es osteocondrais seja apenas 83,3%, tem 100% de especificidade para diagnosticar les&otilde;es do LPAA, LPC, ou osteocondrais. Al&eacute;m disso revela, ainda, o edema &oacute;sseo, que est&aacute; associado em 50% dos casos a uma rotura dupla (LPAA e LPC)<sup>34-36</sup>.</p>
    <p>Numa revis&atilde;o sum&aacute;ria da literatura &eacute; dif&iacute;cil comparar estudos que envolvam a capacidade diagn&oacute;stica da ecografia e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, uma vez que cada estudo inclui doen&ccedil;as diferentes e usa diversos tipos de controlo. Para uma melhor aprecia&ccedil;&atilde;o agrup&aacute;mos as refer&ecirc;ncias de acordo com a cronicidade da doen&ccedil;a (entorse agudo ou instabilidade cr&oacute;nica) e discutimo-los de acordo com o grupo controlo (<a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos que comparam a ecografia com achados intra-operatórios no entorse agudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A capacidade da ecografia para detectar uma rotura ligamentar &eacute; consensual<sup>36,37</sup>. Os dados mais optimistas relativos &agrave; sua sensibilidade s&atilde;o descritos por Friedrich. Ao avaliar 105 tornozelos com entorse ele descreve, para o LPAA, uma concord&acirc;ncia de 100% entre os achados ecogr&aacute;ficos e intra-operat&oacute;rios, enquanto que para o LPC esta concord&acirc;ncia foi de 92%<sup>38</sup>. Campbell salienta a utilidade da ecografia din&acirc;mica usando uma variante do teste de gaveta anterior, tendo identificado correctamente 14 de 15 roturas, o que corresponde a 93% de sensibilidade<sup>38</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos que comparam a RMN com achados intra-operatórios no entorse agudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Num estudo muito bem desenhado de Kreitner os resultados da RMN foram comparados com os achados intra-operat&oacute;rios de 18 doentes. A RMN demonstrou uma correcta extens&atilde;o da les&atilde;o do LPAA em todos os casos mas subestimou a extens&atilde;o da les&atilde;o do LPC em 2 dos 8 casos. Ap&oacute;s tratamento conservador a resson&acirc;ncia revelou, em 17 dos 18 doentes, uma estrutura espessada em forma de banda ao longo do trajecto do ligamento<sup>39</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos comparando a ecografia com a RMN no entorse agudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Segundo Milz<sup>36</sup> a concord&acirc;ncia entre ecografia e RMN na detec&ccedil;&atilde;o de rotura ligamentar &eacute; de 95,3% para les&otilde;es do LPAA e de 88,3% para les&otilde;es do LPC, tendo Majestic descrito achados muito semelhantes na compara&ccedil;&atilde;o da sensibilidade entre estes dois m&eacute;todos<sup>40</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos comparando a ecografia com achados intra-operatórios na instabilidade crónica do tornozelo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com Cheng<sup>41</sup> os achados intra-operat&oacute;rios s&atilde;o o gold-standard para o diagn&oacute;stico de rotura ligamentar. Numa s&eacute;rie de 120 doentes ele comparou os achados ecogr&aacute;ficos com os achados intra-operat&oacute;rios. A sensibilidade e especificidade para a rotura do LPAA foram 98,9% e 96,2%. Para o LPC estes valores foram 93,8% e 90,9%.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos comparando a RMN com os achados intra-operatórios na instabilidade crónica do tornozelo.</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Joshy comparou, numa s&eacute;rie de 24 doentes, as imagens de RMN com os achados artrosc&oacute;picos. A RMN demonstrou uma especificidade de 100% para as roturas do LPAA e do LPC, bem como para as les&otilde;es osteocondrais. A sensibilidade foi baixa para as les&otilde;es do LPC. A fiabilidade da RMN para les&otilde;es do LPAA foi 91,7%, para as les&otilde;es do LPC foi 87,5% e para as les&otilde;es osteocondrais foi 83,3%<sup>42</sup>.</p>
    <p>Park avaliou por RMN 48 doentes prestes a ser submetidos a tratamento cir&uacute;rgico, com o dado acrescido de tentar quantificar a les&atilde;o ligamentar em entorse, rotura parcial ou rotura total.</p>
    <p>A RMN demonstrou, para a rotura completa do LPAA, uma sensibilidade de 75% e 86% de especificidade, para a rotura parcial obteve 75% de sensibilidade e 78% de especificidade e para os entorses, 44% de sensibilidade e 88% de especificidade.</p>
    <p>Relativamente &agrave;s les&otilde;es do LPC a sensibilidade para rotura completa, parcial ou entorse foi de 50%, 83% e 93%, enquanto que a especificidade para estas mesmas les&otilde;es foi 98%, 93% e 90%, respectivamente<sup>43</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artigos comparando a ecografia com a RMN na instabilidade crónica do tornozelo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>D&rsquo;Erme<sup>44</sup> relatou diferentes concord&acirc;ncias entre a ecografia e a RMN consoante a cronicidade das queixas. A concord&acirc;ncia entre ecografia e RMN em 78 doentes com rotura aguda do LPAA foi 85%. No entanto em doentes com instabilidade cr&oacute;nica esta concord&acirc;ncia foi de apenas 58% para a les&atilde;o do LPAA, 46% para a les&atilde;o do LPC e 21% para as roturas duplas (LPAA e LPC). N&atilde;o h&aacute; mais nenhum autor a relatar estas diferen&ccedil;as entre achados agudos e cr&oacute;nicos. Alguns autores afirmam, pelo contr&aacute;rio, que uma rotura cr&oacute;nica do LPAA &eacute; mais f&aacute;cil de detectar do que uma rotura aguda pois o hematoma presente nesta &uacute;ltima pode dificultar a avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Finalmente, um estudo muito interessante de Oae em doentes com instabilidade cr&oacute;nica comparou a sensibilidade de radiografias em stress, ecografia, RMN e achados artrosc&oacute;picos. O diagn&oacute;stico de les&atilde;o do LPAA com estas radiografias, ecografia e RMN teve uma fiabilidade de 67%, 91% e 97%. A ecografia demonstrou a mesma localiza&ccedil;&atilde;o que a artroscopia em 63% dos doentes, enquanto que a RMN a evidenciou em 93%<sup>45</sup>.</p>
    <p>Pijnenburg, na sua meta-an&aacute;lise, apurou (em 146 doentes) um sensibilidade da ecografia de 57 a 75%. Para a RMN, e em 33 doentes, ele descreve uma sensibilidade de 83 a 100% e uma especificidade de 78 a 80%<sup>4,46</sup>.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Uma nota sobre tratamento e prognóstico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A maioria dos entorses agudos do tornozelo com rotura do LPAA t&ecirc;m bom progn&oacute;stico se for aplicado um tratamento funcional. Este tratamento funcional (que &eacute; diferente da aus&ecirc;ncia de tratamento) implica que o tornozelo n&atilde;o seja imobilizado e que seja permitida carga com algum tipo de conten&ccedil;&atilde;o externa (como uma bandagem el&aacute;stica ou uma ort&oacute;tese semi-r&iacute;gida) associada a treino proprioceptivo.</p>
    <p>Uma revis&atilde;o da Cochrane<sup>47</sup>, envolvendo 892, doentes demonstrou que o uso de uma ort&oacute;tese semi-r&iacute;gida resulta num menor absentismo laboral quando comparada com uma bandagem el&aacute;stica e cita um estudo em que menos doentes referem instabilidade com o uso de uma ort&oacute;tese semi-r&iacute;gida do que com uma banda el&aacute;stica (RR 8.00).</p>
    <p>Um doente a quem seja diagnosticada uma rotura do LPAA precisa de seguimento apropriado. Infelizmente n&atilde;o dispomos de quaisquer dados cl&iacute;nicos com valor progn&oacute;stico. N&atilde;o sabemos, de momento, quais os doentes com rotura do LPAA que v&atilde;o sofrer queixas cr&oacute;nicas (dor e/ou instabilidade) sendo necess&aacute;ria mais e melhor investiga&ccedil;&atilde;o para obter qualquer tipo de evid&ecirc;ncia neste assunto</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Num primeiro entorse do tornozelo a aus&ecirc;ncia de dor na inser&ccedil;&atilde;o do LPAA exclui, praticamente, uma rotura do LPAA. A presen&ccedil;a significativa de edema ou hematoma sugere uma rotura ligamentar ou fractura e devem ser pedidas radiografias se os crit&eacute;rios de Ottawa para o tornozelo as aconselharem.</p>
    <p>Perante a suspeita cl&iacute;nica de rotura ligamentar o m&eacute;dico pode utilizar um teste cl&iacute;nico de instabilidade, o teste da gaveta anterior. O momento ideal para o executar &eacute; 4 a 7 dias ap&oacute;s o entorse, o que &eacute; provavelmente impratic&aacute;vel na maioria dos contextos. Lembremo-nos que este teste pode ser desconfort&aacute;vel. Por estas raz&otilde;es n&atilde;o o recomendamos, por rotina, no entorse agudo. Segundo a evid&ecirc;ncia actual n&atilde;o parece existir indica&ccedil;&atilde;o para realizar radiografias em stress. A ecografia tem uma rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio favor&aacute;vel, apesar de ser dependente do operador. &Eacute; acess&iacute;vel, n&atilde;o invasiva e desprovida de morbilidade ou desconforto para o doente, pelo que dever&aacute; ser considerado um exame de primeira linha para confirmar o diagn&oacute;stico. Pode ainda detectar derrame articular, um sinal indirecto e importante de outras patologias intra-articulares. Consideramos que deve haver um baixo limiar para o pedido de ecografia. Por outro lado a RMN tem uma excelente capacidade diagn&oacute;stica n&atilde;o s&oacute; para as les&otilde;es ligamentares como, tamb&eacute;m, para as les&otilde;es da cartilagem ou tendinosas, pelo que deve ser solicitada perante uma suspeita plaus&iacute;vel.</p>
    <p>Todos os doentes com um entorse grave do tornozelo (ou seja, em que ocorre rotura ligamentar) devem ser referenciados para tratamento funcional e seguimento apropriado.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Pourkazemi F, Hiller CE, Raymond J, Nightingale EJ, Refshauge KM. Predictors of chronic ankle instability after an index lateral ankle sprain: a systematic review. J Sci Med Sport. 2014 Nov; 17 (6): 568-573</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Doherty C, Bleakley C, Hertel J, Caulfield B, Ryan J, Delahunt E. Single-leg drop landing motor control strategies following acute ankle sprain injury. Scand J Med Sci Sports. 2015 Aug; 25 (4): 525-533</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. van Dijk CN. On diagnostic strategies in Severe Ankle Sprain. Rodopi; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310964&pid=S1646-2122201600010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Pijnenburg A. Acute ankle injuries: diagnostic and therapeutic strategies on evidence-based grounds . Amsterdam:  http://dare.uva.nl/document/2/38836; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310966&pid=S1646-2122201600010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. van den Bekerom MP, Oostra RJ, Golanó P, van Dijk CN. The anatomy in relation to injury of the lateral collateral ligaments of the ankle: a current concepts review. Clin Anat. 2008 Oct; 21 (7): 619-626</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Rasmussen O, Kromann-Andersen C. Experimental ankle injuries. Analysis of the traumatology of the ankle ligaments. Acta Orthop Scand. 1983 Jun; 54 (3): 356-362</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Waterman BR, Belmont PJ, Cameron KL, Svoboda SJ, Alitz CJ, Owens BD. Risk factors for syndesmotic and medial ankle sprain: role of sex, sport, and level of competition. Am J Sports Med. 2011 May; 39 (5): 992-998</font></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<br>Telefone: +351 214 653 000    <br><a href="mailto:fguerrapinto@gmail.com">fguerrapinto@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-06-04</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-03-31</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-05-27</font></p>     ]]></body><back>
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