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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Elastofibroma dorsal: a lesão tumoral de tecidos moles da escapulo-torácica: O estudo clínico e histopatológico de 6 casos clínicos]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222016000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução O Elastofibroma Dorsal (ED) é uma lesão de tecidos moles rara, localizada em 99% dos casos na região infra ou peri-escapular, entre a parede torácica, músculos serratus anterior, grande dorsal e romboides e, frequentemente, aderente ao periósteo da grelha costal. Material e Métodos Foi realizado estudo retrospetivo de 6 doentes operados por ED de Abril de 2009 a Fevereiro de 2014. Foram avaliadas as várias apresentações clínicas da doença, os diagnósticos basearam-se nas histórias clínicas, exame físico e no estudo imagiológico, nomeadamente ecografia e ressonância magnética. O tratamento cirúrgico consistiu na resseção tumoral marginal e avaliação histopatológica. Resultados Todos apresentavam uma tumefação na região periescapular inferior. Metade dos doentes referia dor à mobilização do ombro sendo que um se queixava também de limitação funcional e outro de uma sensação de ressalto. Dos restantes, um apresentava ressalto indolor. O tempo médio entre a primeira manifestação clínica e o tratamento cirúrgico foi de 18 meses. As únicas complicações foram pós-operatórias - dois casos de seroma, resolvidos com recurso a punção aspirativa. Conclusões Dada a sua benignidade e ausência de relatos na literatura de transformação maligna, o tratamento conservador está indicado para os idosos e assintomáticos. O tratamento cirúrgico é motivo de discussão apesar da resseçao marginal ser a opção preferencial. Entende-se como doentes curados quando as margens da massa excisada está histologicamente livre de lesão. O ED deve ser tido em consideração no diagnóstico diferencial das patologias do ombro e, pela sua benignidade e pouca agressividade sintomática, parece ser mais frequente do que vem descrito na literatura.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background Elastofibroma dorsi (ED) is a rare benign mesenquimatose tumor located in 99% of cases, in the infra or peri-scapular region, between the thoracic wall and the serratus anterior, latissimus dorsi and rhomboid muscles and frequently, adherent to the rib cage periostium. Material and Methods A retrospective study consisting of 6 patients with ED operated on between April of 2009 and February 2014. The clinical presentations were assessed and diagnosis was made based on clinical history, physical examination and on imaging, namely ultrasound and MRI. Surgical treatment consisted of marginal resection of the tumor and histological evaluation. Results All cases presented inferior and peri-scapular swelling. 50% complained of pain with shoulder movement, one with concomitant functional limitation, while another of clunking of the shoulder. Of the remainder, one reported merely a sense of clunking with scapular mobilization. The mean time between the first symptomatic manifestation to surgical treatment was 18 months. The only complications were postoperative - seroma developed in 2 cases, requiring needle aspirations on the 8th and 13th day. Conclusions Given its benign nature and the absence of documented malignant transformation, conservative treatment is indicated in elderly and asymptomatic patients. Surgical treatment is an issue still in debate, although marginal resection is the preferred option. Patients are ruled as cured if the margins of the excised mass are histologically free of tumor. ED should be taken into account in differential diagnosis of shoulder disorders. Given its benignity and mild symptoms, it may be more frequent than stated in the literature.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Elastofibroma dorsi]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Elastofibroma dorsal: a lesão tumoral de tecidos moles da escapulo-torácica. O estudo clínico e histopatológico de 6 casos clínicos</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Cabral<sup>I</sup></b>; <b>Marco Sarmento<sup>II</sup></b>; <b>Nuno Moura<sup>II</sup></b>; <b>Ana Afonso<sup>III</sup></b>; <b>António Cartucho<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Unidade do Ombro do Centro de Ortopedia e Traumatologia do Hospital CUF Descobertas.<br />II. Unidade de Anatomia Patológica do Hospital CUF Descobertas.<br />III. Centro de Ortopedia e Traumatologia do Hospital CUF Descobertas.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o</strong></p>     <p>O Elastofibroma Dorsal (ED) &eacute; uma les&atilde;o de tecidos moles rara, localizada em 99% dos casos na regi&atilde;o infra ou peri-escapular, entre a parede tor&aacute;cica, m&uacute;sculos serratus anterior, grande dorsal e romboides e, frequentemente, aderente ao peri&oacute;steo da grelha costal.</p>     <p><strong>Material e M&eacute;todos</strong></p>     <p>Foi realizado estudo retrospetivo de 6 doentes operados por ED de Abril de 2009 a Fevereiro de 2014. Foram avaliadas as v&aacute;rias apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a, os diagn&oacute;sticos basearam-se nas hist&oacute;rias cl&iacute;nicas, exame f&iacute;sico e no estudo imagiol&oacute;gico, nomeadamente ecografia e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica.</p>     <p>O tratamento cir&uacute;rgico consistiu na resse&ccedil;&atilde;o tumoral marginal e avalia&ccedil;&atilde;o histopatol&oacute;gica.</p>     <p><strong>Resultados</strong></p>     <p>Todos apresentavam uma tumefa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o periescapular inferior. Metade dos doentes referia dor &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o do ombro sendo que um se queixava tamb&eacute;m de limita&ccedil;&atilde;o funcional e outro de uma sensa&ccedil;&atilde;o de ressalto. Dos restantes, um apresentava ressalto indolor.</p>     <p>O tempo m&eacute;dio entre a primeira manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e o tratamento cir&uacute;rgico foi de 18 meses.</p>     <p>As &uacute;nicas complica&ccedil;&otilde;es foram p&oacute;s-operat&oacute;rias - dois casos de seroma, resolvidos com recurso a pun&ccedil;&atilde;o aspirativa.&nbsp;</p>     <p><strong>Conclus&otilde;es</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dada a sua benignidade e aus&ecirc;ncia de relatos na literatura de transforma&ccedil;&atilde;o maligna, o tratamento conservador est&aacute; indicado para os idosos e assintom&aacute;ticos. O tratamento cir&uacute;rgico &eacute; motivo de discuss&atilde;o apesar da resse&ccedil;ao marginal ser a op&ccedil;&atilde;o preferencial. Entende-se como doentes curados quando as margens da massa excisada est&aacute; histologicamente livre de les&atilde;o.</p>     <p>O ED deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o no diagn&oacute;stico diferencial das patologias do ombro e, pela sua benignidade e pouca agressividade sintom&aacute;tica, parece ser mais frequente do que vem descrito na literatura.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Elastofibroma dorsi, escápulo-torácica, benigno, tumor, tecidos moles, biópsia excisional. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><strong>Background</strong></p>     <p>Elastofibroma dorsi (ED) is a rare benign mesenquimatose tumor located in 99% of cases, in the infra or peri-scapular region, between the thoracic wall and the serratus anterior, latissimus dorsi and rhomboid muscles and frequently, adherent to the rib cage periostium.</p>     <p><strong>Material and Methods</strong></p>     <p>A retrospective study consisting of 6 patients with ED operated on between April of 2009 and February 2014. The clinical presentations were assessed and diagnosis was made based on clinical history, physical examination and on imaging, namely ultrasound and MRI.</p>     <p>Surgical treatment consisted of marginal resection of the tumor and histological evaluation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Results</strong></p>     <p>All cases presented inferior and peri-scapular swelling. 50% complained of pain with shoulder movement, one with concomitant functional limitation, while another of clunking of the shoulder. Of the remainder, one reported merely a sense of clunking with scapular mobilization.</p>     <p>The mean time between the first symptomatic manifestation to surgical treatment was 18 months.</p>     <p>The only complications were postoperative - seroma developed in 2 cases, requiring needle aspirations on the 8th and 13th day.</p>     <p><strong>Conclusions</strong></p>     <p>Given its benign nature and the absence of documented malignant transformation, conservative treatment is indicated in elderly and asymptomatic patients. Surgical treatment is an issue still in debate, although marginal resection is the preferred option. Patients are ruled as cured if the margins of the excised mass are histologically free of tumor.</p>     <p>ED should be taken into account in differential diagnosis of shoulder disorders. Given its benignity and mild symptoms, it may be more frequent than stated in the literature.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Elastofibroma dorsi, scapulo-thoracic, benign, tumor, soft-tissue, excisional biopsy. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Elastofibroma dorsal (ED) &eacute; um tumor mesenquimatoso benigno constitu&iacute;do por tecido conjuntivo fibroso hipocelular, colagenizado, com fibras el&aacute;sticas e tecido adiposo.</p>
    <p>Foi descrito pela primeira vez em 1961 por Jarvi e Saxen como um tumor fibroel&aacute;stico benigno de crescimento lento<sup>4</sup>.</p>
    <p>O ED &eacute; uma les&atilde;o de tecidos moles rara, localizada em 99% dos casos na regi&atilde;o infra ou peri-escapular, entre a parede tor&aacute;cica, m&uacute;sculos serratus anterior, grande dorsal e romboides e, frequentemente, aderente ao peri&oacute;steo da grelha costal<sup>3,4,10</sup>.</p>
    <p>Surge entre a quarta e s&eacute;tima d&eacute;cadas de vida, sendo mais comum no sexo feminino<sup>5,12</sup>. Localiza&ccedil;&otilde;es menos comuns incluem regi&atilde;o orbit&aacute;ria, m&uacute;sculo deltoide, regi&atilde;o axilar, olecr&acirc;nio, regi&atilde;o intravertebral, v&aacute;lvula tric&uacute;spide, est&ocirc;mago, grande omento, regi&atilde;o inguinal, grande troc&acirc;nter e p&eacute;<sup>12</sup>.</p>
    <p>Na Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica (RMN) surge tipicamente como um tumor de tecidos moles &uacute;nico, heterog&eacute;neo e mal individualizado. Devem ser considerados diagn&oacute;sticos diferenciais o lipoma, lipossarcoma, fibroma, hemangioma e hematoma<sup>6</sup>.</p>
    <p>Neste trabalho estudamos retrospetivamente 6 doentes com ED submetidos a tratamento cir&uacute;rgico e discutimos os seus achados cl&iacute;nicos e radiol&oacute;gicos assim como a sua patologia e terap&ecirc;utica.</p>
    <p><br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi realizado estudo retrospetivo de 6 doentes operados por ED de Abril de 2009 a Fevereiro de 2014. Foram avaliadas as v&aacute;rias apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a, os m&eacute;todos diagn&oacute;sticos, o tratamento efetuado e as caracter&iacute;sticas histopatol&oacute;gicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os 6 doentes com ED operados entre Abril de 2009 e Fevereiro de 2014 (4 mulheres e 2 homens, ratio &#9792;:&#9794;- 2:1) tinham uma idade m&eacute;dia de 61 anos (entre 57 e 71 anos).</p>     <p>Procedeu-se ao diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a atrav&eacute;s da hist&oacute;ria cl&iacute;nica, exame f&iacute;sico com especial aten&ccedil;&atilde;o aos sinais cl&iacute;nicos da les&atilde;o tumoral apresentada e estudo imagiol&oacute;gico, nomeadamente o estudo das partes moles com ecografia, e, caso necess&aacute;rio para esclarecimento diagn&oacute;stico, a RMN.</p>     <p>Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico de ED sintom&aacute;tico, o tratamento cir&uacute;rgico consistiu na resse&ccedil;&atilde;o marginal da les&atilde;o tumoral, sob anestesia geral, em dec&uacute;bito ventral. As les&otilde;es foram removidas por abordagem posterior obl&iacute;qua (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>, <a name="topf2"></a><a href="#f2">2</a>, <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a> e <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f1.jpg" width="387" height="255" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f2.jpg" width="389" height="344" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f3.jpg" width="392" height="357" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f4.jpg" width="390" height="376" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Todas as pe&ccedil;as operat&oacute;rias foram submetidas a avalia&ccedil;&atilde;o histopatol&oacute;gica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Todos os doentes apresentavam uma tumefa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o periescapular inferior, sendo que 3 &agrave; esquerda, 2 &agrave; direita e uma doente apresentava a les&atilde;o bilateralmente. Metade dos doentes referia dor &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o do ombro sendo que um se queixava tamb&eacute;m de limita&ccedil;&atilde;o funcional e outro de uma sensa&ccedil;&atilde;o de ressalto. Dos restantes, um apresentava ressalto &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o escapular, apesar de indolor.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame imagiol&oacute;gico inicial para o diagn&oacute;stico da tumefa&ccedil;&atilde;o localizada &agrave; regi&atilde;o periescapular foi a ecografia, sendo que 2 doentes realizaram tamb&eacute;m RMN como forma de confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio que decorreu desde a primeira manifesta&ccedil;&atilde;o sintom&aacute;tica at&eacute; ao tratamento cir&uacute;rgico foi de 18 meses (6 a 48 meses), sendo que o tratamento cir&uacute;rgico consistiu sempre na resse&ccedil;&atilde;o marginal da les&atilde;o tumoral.</p>
    <p>Intra-operatoriamente as les&otilde;es eram evidentes na regi&atilde;o subescapular, aderentes aos planos profundos, nomeadamente &agrave; grelha costal.</p>
    <p>O di&acirc;metro cl&iacute;nico das les&otilde;es variou entre 5 e 8cm de maior comprimento com uma m&eacute;dia de 6cm. As dimens&otilde;es reais dos tumores removidos eram de 10cm de m&eacute;dia (entre 6 e 15cm).</p>
    <p>Macroscopicamente eram les&otilde;es n&atilde;o capsuladas, marelo/acastanhadas de superf&iacute;cie irregular&nbsp; de consist&ecirc;ncia mole/el&aacute;stica; microscopicamente correspondiam a&nbsp; prolifera&ccedil;&atilde;o mesenquimatosa benigna caracterizada por tecido conjuntivo fibroso hipocelular, com feixes irregulares de colag&eacute;nio separados por tecido adiposo no meio dos quais se distribu&iacute;am fibras el&aacute;sticas de forma e espessura irregular (<a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f5.jpg">Figura 5</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Todas as cirurgias decorreram sem intercorr&ecirc;ncias intraoperat&oacute;rias. O tempo m&eacute;dio de internamento foi 2,5 dias (1 a 4 dias). Como complica&ccedil;&otilde;es, apenas surgiram no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato, com 2 casos de seroma, tendo sido necess&aacute;rio num dos doentes realizar 2 pun&ccedil;&otilde;es aspirativas, ao 8&ordm; e 13&ordm; dias.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na doente que apresentava ED bilateral, a remo&ccedil;&atilde;o foi realizada no mesmo tempo cir&uacute;rgico, sem intercorr&ecirc;ncias no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato. No entanto, foi a doente que recidivou &agrave; esquerda, resultando manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas sobrepon&iacute;veis e confirma&ccedil;&atilde;o ecogr&aacute;fica, tendo sido reoperada 2 meses ap&oacute;s a primeira interven&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A etiologia do ED ainda n&atilde;o est&aacute; determinada, acreditando alguns autores que o ED resulta da degenera&ccedil;&atilde;o do colag&eacute;nio no decurso da fric&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica repetida entre a parede tor&aacute;cica e a regi&atilde;o distal interna da esc&aacute;pula, enquanto outros sugerem que pode ser a causa de uma hiperprolifera&ccedil;&atilde;o reativa de tecido fibrobl&aacute;stico em vez de um processo degenerativo<sup>3,8</sup>.</p>
    <p>Hoje em dia, &eacute; universalmente aceite que o ED &eacute; mais comum em pessoas que realizam trabalho manual de repeti&ccedil;&atilde;o envolvendo a cintura escapular apesar do mecanismo n&atilde;o estar ainda estabelecido<sup>3,7,9</sup>.</p>
    <p><em>Geibe et al.</em>, baseados na descoberta das &ldquo;altera&ccedil;&otilde;es pre-elastofibroma&rdquo; na sua s&eacute;rie de aut&oacute;psias, especularam que o ED ser&aacute; o resultado de um processo fisiol&oacute;gico de envelhecimento em vez de uma anormal elastog&eacute;nese ou degenera&ccedil;&atilde;o. Estas altera&ccedil;&otilde;es foram designadas por um material eosinof&iacute;lico que n&atilde;o exibe forma&ccedil;&atilde;o de tecido el&aacute;stico definido<sup>2</sup>. <em>Nagamine et al.</em> descreveram que 32% dos seus casos surgiram no seio da mesma fam&iacute;lia, sugerindo uma predisposi&ccedil;&atilde;o familiar para o ED<sup>9</sup>.</p>
    <p>Nos doentes assintom&aacute;ticos, a preval&ecirc;ncia estimada de ED &eacute; de 2%<sup>7</sup>.</p>
    <p>Trata-se de uma les&atilde;o maioritariamente assintom&aacute;tica, sendo muitas vezes a sua descoberta o resultado do desenvolvimento de uma massa.</p>
    <p>Surge geralmente em mulheres acima dos 50 anos, com uma ligeira predomin&acirc;ncia para a regi&atilde;o subescapular direita, abaixo do <em>serratus</em> anterior, apesar de tamb&eacute;m poder ser encontrada na regi&atilde;o supraescapular, no deltoide, olecr&acirc;nio, troc&acirc;nter, tuberosidade isqui&aacute;tica e p&eacute;, podendo ser bilateral em 10 a 66% dos casos<sup>11,12</sup>.</p>
    <p>Os sintomas, quando surgem, s&atilde;o ligeiros, incluindo, para al&eacute;m da tumefa&ccedil;&atilde;o, dor e sensa&ccedil;&atilde;o de ressalto &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o e, eventualmente, algum grau de limita&ccedil;&atilde;o funcional.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame radiogr&aacute;fico &eacute; geralmente normal, podendo evidenciar, conforme o tamanho da les&atilde;o, uma eleva&ccedil;&atilde;o da esc&aacute;pula e uma massa de tecidos moles sem calcifica&ccedil;&atilde;o, na regi&atilde;o subescapular. Assim sendo, o exame imagiol&oacute;gico inicial &eacute; a ecografia, colocando em evid&ecirc;ncia um padr&atilde;o irregular, fasciculado na regi&atilde;o sub ou peri-escapular que, juntamente com a sua localiza&ccedil;&atilde;o mais frequente, far&aacute; o diagn&oacute;stico<sup>1</sup>.</p>
    <p>No nosso estudo n&atilde;o se realizaram avalia&ccedil;&otilde;es histopatol&oacute;gicas pr&eacute;-operat&oacute;rias, reservando e sugerindo a bi&oacute;psia lesional para as situa&ccedil;&otilde;es de r&aacute;pido crescimento tumoral ou apresenta&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica at&iacute;pica, por se tratar de les&atilde;o com comportamento benigno.</p>
    <p>O tratamento do ED continua um tema em debate. A excis&atilde;o &eacute; o tratamento oferecido aos doentes sintom&aacute;ticos, sendo a resse&ccedil;&atilde;o marginal suficiente e o tipo de excis&atilde;o tumoral preferida, em detrimento da remo&ccedil;&atilde;o alargada ou mesmo radical. O tratamento conservador estar&aacute; indicado para os doentes idosos, assintom&aacute;ticos, dada a sua natureza benigna e dado n&atilde;o haver descri&ccedil;&atilde;o de transforma&ccedil;&atilde;o maligna da les&atilde;o.</p>
    <p>Na nossa institui&ccedil;&atilde;o o tratamento cir&uacute;rgico &eacute; proposto dependendo da sintomatologia apresentada e prefer&ecirc;ncia do doente, sendo que massas assintom&aacute;ticas nas localiza&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas apenas necessitar&atilde;o de vigil&acirc;ncia cl&iacute;nica.</p>
    <p>O doente d&aacute;-se como curado quando apresenta histologicamente margens livres de les&atilde;o.</p>
    <p>De tal forma que os poucos registos na literatura de recidivas resultaram de resse&ccedil;&otilde;es incompletas<sup>9</sup>. Neste estudo o &uacute;nico caso de recidiva que obtivemos foi assim, resultado de interse&ccedil;&atilde;o focal de les&atilde;o no limite cir&uacute;rgico, confirmada anatomopatologicamente.</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es descritas foram todas p&oacute;s operat&oacute;rias imediatas tais como, seromas ou hematomas, podendo ser tratadas por meio de aspira&ccedil;&atilde;o ou drenagem. Pode ainda ser usada preventivamente a drenagem aspirativa p&oacute;s operat&oacute;ria aquando do encerramento cir&uacute;rgico. Importa por fim referir que n&atilde;o h&aacute; relatos de les&atilde;o neurol&oacute;gica, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular do ombro ou do bra&ccedil;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O Elastofibroma dorsal &eacute; uma les&atilde;o tumoral benigna, de localiza&ccedil;&atilde;o preferencialmente peri ou sub-escapular, que ocorre maioritariamente em indiv&iacute;duos do sexo feminino acima dos 50 anos com caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e ecogr&aacute;ficas espec&iacute;ficas. Em caso de d&uacute;vida, dever-se-&agrave; proceder a RMN e, nos doentes com dor, sensa&ccedil;&atilde;o de ressalto ou limita&ccedil;&atilde;o funcional, &agrave; interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, sendo a resse&ccedil;&atilde;o marginal &eacute; o tratamento cir&uacute;rgico indicado.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ED deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o no diagn&oacute;stico diferencial das patologias do ombro e, pela sua benignidade e pouca agressividade sintom&aacute;tica, parece ser mais frequente do que vem descrito na literatura.</p>
    <p>Propomos a nossa estrat&eacute;gia diagn&oacute;stica e terap&ecirc;utica em forma de algoritmo (<a name="topf6"></a><a href="#f6">figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a03f6.jpg" width="393" height="457" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Battaglia M, Vanel D, Pollastri P. Imaging patterns in elastofibroma dorsi. Eur J Radiol. 2009; 72: 16-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310801&pid=S1646-2122201600020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Giebel GD, Bierhoff E, Vogel J. Elastofibroma and pre-elastofibroma - A biopsy and autopsy study. Eur J Surg Oncol. 1996; 22: 93-96</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310802&pid=S1646-2122201600020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Jarvi OH, Lansimies PH. Subclinical elastofibromas in the scapular region in an autopsy series. Acta Pathol Microbiol Scand A. 1975; 83: 87-108</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310803&pid=S1646-2122201600020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Jarvi O, Saxen E. Elastofibroma dorse. Acta Pathol Microbiol Scand. 1961; 51 (144): 83-84</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310804&pid=S1646-2122201600020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Kara M, Dickmen E, Kara SA, Atasoy P. Bilateral elastofibroma dorsi: proper positioning for an accurate diagnosis. Eur J Cardiothorac Surg. 2002; 22: 839-841</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310805&pid=S1646-2122201600020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Kransdorf MJ, Meis JM, Montgomery E. Elastofibroma: MR and CT appearance with radiologic-pathologic correlation. AJR AM J Roentgenol. 1992; 159: 575-579</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310806&pid=S1646-2122201600020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Marin ML, Perzin KH, Markowitz AM. Elastofibroma dorsi: Benign chest wall tumor. J Thorac Cardiovasc Surg. 1989; 98: 234-238</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310807&pid=S1646-2122201600020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Muratori F, Esposito M, Rosa F, Liuzza F, Magarelli N, Rossi B. Elastofibroma dorsi: 8 case reports and a literature review. J Orthop Traumatol. 2008; 9: 33-37</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310808&pid=S1646-2122201600020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Nagamine N, Nohara Y, Ito E. Elastofibroma in Okinawa - A clinicopathologic study of 170 cases. Cancer. 1982; 50: 1794-1805</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310809&pid=S1646-2122201600020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Naylor MF, Nascimento AG, Sherrick AD, McLoed RA. Elastofibroma dorsi: Radiologic findings in 12 patients. ARJ Am J Roentgenol. 1996; 167: 683-687</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310810&pid=S1646-2122201600020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Ramos R, Ureña A, Macía I, Rivas F, Ríus X, Armengol J. Elastofibroma dorsi: an uncommon and under-diagnosed tumor. Arch Bronconeumol. 2011; 47: 262-263</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310811&pid=S1646-2122201600020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Schick S, Zembsch A, Gahleitmer A. Atypical appearance of elastofibroma dorsi on MRI: case reports and review of the literature. J Comput Assist Tomogr. 2000; 24: 288-292</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1310812&pid=S1646-2122201600020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Cabral    <br>Serviço de Ortopedia Pediátrica - Hospital Pediátrico - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE     <br>Avenida Afonso Romão    <br>3000-602 COIMBRA    <br>PORTUGAL    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Telefone: (+351) 239 480355    <br><a href="mailto:cabral.joao@gmail.com">cabral.joao@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-02-24</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-09-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-10-09</font></p>     ]]></body><back>
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