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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Poderá Realizar-se o Tratamento de Joanete de Alfaiate por Via Percutânea sem Recurso a Osteotomia do Quinto Metatársico?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Tailor’s bunion is a forefoot disease characterized by a painful bony prominence in the fith metatarsal head (M5). Several surgical techniques have been described, frequently accompanied by non-neglectable complications. In recent years we witnessed a growing interest in minimally invasive techniques. The objective of this study was to evaluate the results of percutaneous correction of tailor’s bunion. Materials and Methods: We retrospectively evaluated 26 cases, regarding 16 patients (1 man, 15 women). Average age: 62 years (45-78). Average follow-up: 3 years (1-8). The surgical technique consisted of diaphyseal varization osteotomy of the M5 and/or exostosectomy of the M5 head. Results were measured regarding clinical and radiographic evaluation. Results: Procedures were performed by 5 surgeons. In 15 cases a M5 osteotomy was perfomed, in 9 cases an isolated M5 exostectomy and in 2 cases concurrent exostectomy and M5 osteotomy. In 23 cases (88.5%), patients were satisfied or very satisfied. The 3 cases concerning unsatisfied patients correspond to cases were an isolated exostectomy was performed. We registered 4 cases of transfer metatarsalgia due to other procedures and 2 cases of diminished range of motion in the fifth metatarsophalangeal joint. Conclusion: The studied technique granted good results, with high patient satisfaction. According to this study an M5 osteotomy should almost always be performed, being rarely indicated an isolated M5 osteotomy.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Joanete de alfaiate]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Poderá Realizar-se o Tratamento de Joanete de Alfaiate por Via Percutânea sem Recurso a Osteotomia do Quinto Metatársico?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Pedro Diniz<sup>I</sup></b>; <b>Paulo Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Flora<sup>I</sup></b>; <b>Rui Domingos<sup>I</sup></b>; <b>João Sarafana<sup>I</sup></b>; <b>Roxo Neves<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Hospital Ortopédico de Sant'Ana.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o:</strong> O joanete de alfaiate &eacute; uma doen&ccedil;a do ante-p&eacute; caracterizada pela proemin&ecirc;ncia &oacute;ssea sintom&aacute;tica ao n&iacute;vel da cabe&ccedil;a do quinto metat&aacute;rsico (M5). Existem diversas t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas descritas, muitas vezes acompanhadas de complica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o negligenci&aacute;veis. Nos &uacute;ltimos anos assistimos a um interesse crescente nas t&eacute;cnicas minimamente invasivas. O objectivo deste estudo foi avaliar os resultados da correc&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica por via percut&acirc;nea no tratamento do joanete de alfaiate.</p>     <p><strong>Material e M&eacute;todos:</strong> Foram avaliados retrospectivamente 26 casos, correspondendo a 16 doentes (1 homem, 15 mulheres). Idade m&eacute;dia: 62 anos (45-78). Seguimento m&eacute;dio: 3 anos (1-8). A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica envolveu a osteotomia diafis&aacute;ria de variza&ccedil;&atilde;o de M5 e/ou a exostosectomia da cabe&ccedil;a de M5. Os resultados foram aferidos mediante avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica e cl&iacute;nica.</p>     <p><strong>Resultados:</strong> As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas foram realizadas por 5 cirurgi&otilde;es. Envolveram osteotomia de M5 em 15 casos, exostosectomia isolada em 9 casos e osteotomia de M5 associada a ressec&ccedil;&atilde;o da exostose em 2 casos. Em 23 casos (88,5%) os doentes afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. Os 3 casos que se revelaram insatisfeitos corresponderam a casos em que se executou apenas a exostosectomia em variantes anat&oacute;micas do tipo 3, com recorr&ecirc;ncia da deformidade. Registaram-se 4 casos de metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia imput&aacute;vel a outros procedimentos e 2 casos de diminui&ccedil;&atilde;o da mobilidade na quinta articula&ccedil;&atilde;o metatarsofal&acirc;ngica.</p>     <p><strong>Conclus&atilde;o:</strong> A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica estudada conferiu bons resultados, com grau elevado de satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes. De acordo com este estudo a osteotomia de M5 deve ser praticamente sempre realizada, muito raramente havendo indica&ccedil;&atilde;o para exostosectomia isolada da cabe&ccedil;a de M5.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Joanete de alfaiate, Quinto metatársico, Ante-pé, Cirurgia minimamente invasiva, Cirurgia percutânea. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><strong>Introduction</strong>: Tailor&rsquo;s bunion is a forefoot disease characterized by a painful bony prominence in the fith metatarsal head (M5). Several surgical techniques have been described, frequently accompanied by non-neglectable complications. In recent years we witnessed a growing interest in minimally invasive techniques. The objective of this study was to evaluate the results of percutaneous correction of tailor&rsquo;s bunion.</p>     <p><strong>Materials and Methods</strong>: We retrospectively evaluated 26 cases, regarding 16 patients (1 man, 15 women). Average age: 62 years (45-78). Average follow-up: 3 years (1-8). The surgical technique consisted of diaphyseal varization osteotomy of the M5 and/or exostosectomy of the M5 head. Results were measured regarding clinical and radiographic evaluation.</p>     <p><strong>Results</strong>: Procedures were performed by 5 surgeons. In 15 cases a M5 osteotomy was perfomed, in 9 cases an isolated M5 exostectomy and in 2 cases concurrent exostectomy and M5 osteotomy. In 23 cases (88.5%), patients were satisfied or very satisfied. The 3 cases concerning unsatisfied patients correspond to cases were an isolated exostectomy was performed. We registered 4 cases of transfer metatarsalgia due to other procedures and 2 cases of diminished range of motion in the fifth metatarsophalangeal joint.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Conclusion</strong>: The studied technique granted good results, with high patient satisfaction. According to this study an M5 osteotomy should almost always be performed, being rarely indicated an isolated M5 osteotomy.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Bunionette, Fifth metatarsal, Forefoot, Minimally invasive surgery, Percutaneous surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O joanete de alfaiate &eacute; uma patologia do ante-p&eacute; caracterizada pela proemin&ecirc;ncia &oacute;ssea sintom&aacute;tica ao n&iacute;vel da cabe&ccedil;a do quinto metat&aacute;rsico (M5), acompanhada, na maioria dos casos, por desvio em varo do quinto dedo (D5)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Embora a preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o geral seja desconhecida, sabe-se que &eacute; tr&ecirc;s a dez vezes mais prevalente no sexo feminino e que tem uma incid&ecirc;ncia m&aacute;xima na quarta e quinta d&eacute;cadas de vida<sup>2</sup>.</p>
    <p>Esta patologia foi primeiro descrita por Davies, em 1949, em alfaiates, cuja posi&ccedil;&atilde;o adoptada no trabalho exercia press&atilde;o sobre o bordo externo do p&eacute;<sup>1,3,4</sup>.</p>
    <p>O joanete de alfaiate tem a sua etiologia na hiperpress&atilde;o sobre a cabe&ccedil;a de M5. Este fen&oacute;meno pode ter origem em causas intr&iacute;nseca ou extr&iacute;nsecas. S&atilde;o causas intr&iacute;nsecas: alargamento &oacute;sseo da cabe&ccedil;a de M5, &acirc;ngulo intermetat&aacute;rsico entre o quarto e quinto metat&aacute;rsicos (AIM4-5) aumentado, acentua&ccedil;&atilde;o da curvatura lateral de M5, antecedentes traum&aacute;ticos, iatrogenia e artropatias inflamat&oacute;rias. As causas extr&iacute;nsecas est&atilde;o relacionadas com press&atilde;o posicional sobre a cabe&ccedil;a de M5 exercida pelo cal&ccedil;ado<sup>5,6</sup>. A frequ&ecirc;ncia relativamente aumentada desta doen&ccedil;a no p&eacute; reumat&oacute;ide pode estar relacionada com a hiperprona&ccedil;&atilde;o do retro-p&eacute; e insufici&ecirc;ncia do ligamento intermetat&aacute;rsico<sup>4</sup>.</p>
    <p>As principais classifica&ccedil;&otilde;es utilizadas s&atilde;o aquelas descritas por Fallat, Coughlin e DuVries<sup>7&ndash;9</sup>. T&ecirc;m em comum o facto de se basearem na caracteriza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica de M5. Neste artigo utilizaremos a classifica&ccedil;&atilde;o de DuVries. De acordo com esta classifica&ccedil;&atilde;o existem 3 variantes anat&oacute;micas de M5 relacionadas com esta patologia: M5 em posi&ccedil;&atilde;o normal com cabe&ccedil;a metatarsiana aumentada e c&ocirc;ndilo lateral proeminente (Tipo 1), M5 com aumento da sua curvatura lateral (Tipo 2) e M5 em posi&ccedil;&atilde;o mais divergente em rela&ccedil;&atilde;o ao quarto metat&aacute;rsico (Tipo 3)<sup>7</sup>.</p>
    <p>Clinicamente manifesta-se por dor sobre a cabe&ccedil;a de M5 e impossibilidade de encontrar cal&ccedil;ado confort&aacute;vel<sup>10</sup>. Frequentemente os doentes apresentam edema e eritema sobre a deformidade na cabe&ccedil;a de M5<sup>9,11</sup>. Pode estar presente uma hiperqueratose ou bursite sobre a face externa ou plantar da cabe&ccedil;a de M5<sup>5</sup>. Em doentes imunocomprometidos, pode desenvolver-se uma ulcera&ccedil;&atilde;o com elevado potencial para infec&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame radiogr&aacute;fico em carga &eacute; essencial e quando combinado com um exame cl&iacute;nico rigoroso &eacute; geralmente suficiente para o diagn&oacute;stico<sup>2,11</sup>. Os seguintes elementos radiogr&aacute;ficos s&atilde;o considerados relevantes nesta avalia&ccedil;&atilde;o: AIM4-5, &acirc;ngulo da quinta articula&ccedil;&atilde;o metatarso-fal&acirc;ngica (AMTF5), &acirc;ngulo de desvio lateral de M5, dist&acirc;ncia de protuber&acirc;ncia da cabe&ccedil;a de M5, dist&acirc;ncia entre as cabe&ccedil;as de M4 e M5, e &acirc;ngulo de desvio plantar de M5<sup>2</sup>. Os valores normais destes elementos encontram-se descritos na <a name="topt1"></a><a href="#t1">Tabela 1</a>. O comprimento de M5 &eacute; geralmente 12 mm inferior ao de M4 e a largura da cabe&ccedil;a de M5 n&atilde;o deve exceder os 13 mm<sup>4,12</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t1.jpg" width="390" height="304" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A abordagem inicial deve incluir o tratamento conservador, que inclui a adapta&ccedil;&atilde;o do cal&ccedil;ado (procurando usar sapatos com uma caixa para os dedos mais larga, ou com recortes ou tecido el&aacute;stico que permita acomodar a proemin&ecirc;ncia lateral da cabe&ccedil;a de M5), o tratamento regular das les&otilde;es hiperquerat&oacute;sicas e a utiliza&ccedil;&atilde;o de anti-inflamat&oacute;rios ou cortic&oacute;ides no tratamento da bursite<sup>9,10,13</sup>.</p>
    <p>Est&atilde;o descritas na literatura m&eacute;dica diversas t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas abertas. Estas muitas vezes s&atilde;o acompanhadas de complica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o negligenci&aacute;veis, nomeadamente irrita&ccedil;&atilde;o pelo material, infec&ccedil;&atilde;o ou deisc&ecirc;ncia de sutura<sup>7,14</sup>. Nos &uacute;ltimos anos assistimos a um interesse crescente nas t&eacute;cnicas minimamente invasivas, nomeadamente na cirurgia percut&acirc;nea. Contudo, a literatura m&eacute;dica dispon&iacute;vel sobre este tema &eacute; escassa. O objectivo deste estudo foi avaliar os resultados desta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica&nbsp; no tratamento do joanete de alfaiate.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliados retrospectivamente 26 casos, correspondendo a 16 doentes (1 homem, 15 mulheres). A idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia foi 62 anos (45-78 anos). O seguimento m&eacute;dio foi 3 anos (1-8 anos). A deformidade era bilateral em 10 doentes. Houve realiza&ccedil;&atilde;o concomitante de outros procedimentos cir&uacute;rgicos em 16 casos, que est&atilde;o devidamente descriminados na <a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t2.jpg" width="390" height="720" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica preconizada envolveu a osteotomia diafis&aacute;ria de variza&ccedil;&atilde;o de M5, de acordo com o preconizado pelo <em>Groupe de recherche et d&rsquo;e&acute;tude en chirurgie mini-invasive du pied et de la cheville</em> (GRECMIP), e/ou a exostosectomia da cabe&ccedil;a de M5<sup>1,5</sup>. O n&iacute;vel a que a osteotomia foi realizada estava relacionado com a gravidade da deformidade, sendo prefer&iacute;vel realizar osteotomias mais proximais em deformidades mais graves<sup>15</sup>. O penso envolveu a utiliza&ccedil;&atilde;o de um adesivo promovendo a transla&ccedil;&atilde;o interna da extremidade distal de M5. Este adesivo era renovado pelo doente depois da ex&eacute;rese dos pontos e das ligaduras at&eacute; &agrave;s 4 semanas de p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>
    <p>Os resultados foram aferidos mediante avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica e cl&iacute;nica. A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica visou quantificar a varia&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo entre o quarto e quinto metat&aacute;rsicos (AIM4-5) e a varia&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo da quinta articula&ccedil;&atilde;o metat&aacute;rsico-fal&acirc;ngica (AMTF5). A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o da escala da American Orthopaedic Foot &amp; Ankle Society (AOFAS) do ante-p&eacute; para os dedos menores, procurando averiguar ainda: dor, grau de satisfa&ccedil;&atilde;o, se o doente voltaria a submeter-se a esta cirurgia e eventuais complica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas foram realizadas por 5 cirurgi&otilde;es. Envolveram osteotomia de M5 em 15 casos, ressec&ccedil;&atilde;o simples da exostose da cabe&ccedil;a de M5 em 9 casos e osteotomia de M5 associada a ressec&ccedil;&atilde;o da exostose em 2 casos. O AIM4-5 pr&eacute;-operat&oacute;rio m&eacute;dio foi 10 graus (7-17 graus) e o AMTF5 foi 16 graus (4-28 graus).</p>
    <p>A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia na escala AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;ria foi 84 (65-100). A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia atribu&iacute;da &agrave; dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio foi 1 (0-6). Em 23 casos (88,5%) os doentes afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o resultado. A compara&ccedil;&atilde;o entre os doentes submetidos a exostosectomia isolada e aqueles em que foi realizada osteotomia de M5 est&aacute; expl&iacute;cita na <a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t3.jpg">Tabela 3</a>.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>N&atilde;o se registaram em qualquer um dos grupos casos de pseudartrose, infec&ccedil;&atilde;o, disestesias, complica&ccedil;&otilde;es vasculares ou cut&acirc;neas.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Grupo I: Casos em que se realizou ressecção isolada da exostose</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este grupo &eacute; composto por 6 doentes (1 homem, 5 mulheres), correspondendo a 9 casos. As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas foram realizadas por 4 cirurgi&otilde;es. A idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia foi 50.6 anos (41-61). O seguimento m&eacute;dio foi 4 anos (2-8).</p>
    <p>O AIM4-5 pr&eacute;-operat&oacute;rio m&eacute;dio foi 9 graus (7-12 graus) e o AMTF5 foi 9 graus (4-17 graus), n&atilde;o havendo varia&ccedil;&atilde;o significativa destas medi&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia na escala AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;ria foi 80 (65-100). Em 6 casos (66,7%) os doentes afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o resultado. Os 3 casos em que o resultado foi insatisfat&oacute;rio correspondem a variantes anat&oacute;micas do tipo 3 (AIM4-5 superior a 8 graus), verificando-se reaparecimento da calosidade dolorosa.</p>
    <p>Um doente afirmou que n&atilde;o se submeteria novamente a este procedimento. Registaram-se 2 casos de diminui&ccedil;&atilde;o da mobilidade de MTF5.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Grupo II: Casos em que se realizou a osteotomia de M5</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este grupo inclui 10 doentes (10 mulheres), correspondendo a 17 casos: 15 casos de osteotomia isolada e 2 casos em que esta foi associada a ressec&ccedil;&atilde;o de exostose na cabe&ccedil;a de M5. As interven&ccedil;&otilde;es foram realizadas por 3 cirurgi&otilde;es. A idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia foi 51.6 anos (10-78). O seguimento m&eacute;dio foi 2 anos (1-7).</p>
    <p>O AIM4-5 pr&eacute;-operat&oacute;rio m&eacute;dio foi 11 graus (7-17 graus) e o AMTF5 foi 18 graus (8-28 graus). A diminui&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do AIM4-5 foi 5 graus (0-11 graus) e do AMTF5 foi 11 graus (3-22 graus).</p>
    <p>A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia na escala AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;ria foi 85 (72-100). A pontua&ccedil;&atilde;o na escala AOFAS foi inferior a 85 em 7 casos, podendo em 5 deles ser imputada a procedimentos realizados concomitantemente. Todos os doentes ficaram satisfeitos ou muito satisfeitos com o resultado.</p>
    <p>Registaram-se 2 casos de reopera&ccedil;&atilde;o por metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia imput&aacute;vel a outros procedimentos realizados no mesmo tempo operat&oacute;rio.<br /><br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica estudada conferiu bons resultados, com grau elevado de satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes. Os 3 casos que se revelaram insatisfeitos, incluindo o doente que afirmou que n&atilde;o voltaria a submeter-se a este procedimento, corresponderam a casos em que se executou apenas a exostosectomia em variantes anat&oacute;micas do tipo 3 (AIM4-5 superior a 10 graus), com recorr&ecirc;ncia da deformidade. Nos 17 casos em que se realizou a osteotomia diafis&aacute;ria de M5 n&atilde;o houve recidivas, registando-se elevado grau de satisfa&ccedil;&atilde;o em todo o grupo.</p>
    <p>Este &eacute; um procedimento de elevada simplicidade e rapidez de execu&ccedil;&atilde;o. Proporciona a resolu&ccedil;&atilde;o das queixas do doente com uma baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es. Tem todas as vantagens das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas minimamente invasivas: menos dor, recupera&ccedil;&atilde;o funcional mais r&aacute;pida - n&atilde;o requer qualquer per&iacute;odo de descarga - e a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de fixa&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida<sup>1,5,15</sup>. Os resultados radiogr&aacute;ficos s&atilde;o compar&aacute;veis ao de outras t&eacute;cnicas publicadas, incluindo as t&eacute;cnicas abertas. O mesmo &eacute; v&aacute;lido para a avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva dos doentes, desde que respeitada a correcta indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (<a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a04t4.jpg">Tabela 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A principal complica&ccedil;&atilde;o de outras t&eacute;cnicas descritas na literatura est&aacute; relacionada com a utiliza&ccedil;&atilde;o de material de osteoss&iacute;ntese, seja por irrita&ccedil;&atilde;o, no caso das t&eacute;cnicas abertas, seja pelo risco acrescido de infec&ccedil;&atilde;o, no caso das t&eacute;cnicas que recorrerem &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria com de fio de Kirschner<sup>3,7,13,16&ndash;18</sup>. O potencial resultado cosm&eacute;tico insatisfat&oacute;rio &eacute; outra complica&ccedil;&atilde;o descrita em algumas t&eacute;cnicas abertas<sup>3,13</sup>. Embora n&atilde;o afecte negativamente a fun&ccedil;&atilde;o, o aspecto est&eacute;tico &eacute; um importante item de satisfa&ccedil;&atilde;o do doente. Na t&eacute;cnica percut&acirc;nea, complica&ccedil;&otilde;es como a deisc&ecirc;ncia de sutura, descrita por um dos autores, s&atilde;o provocadas pelo contacto da fresa motorizada com a pele a elevada velocidade e podem ser evitadas se uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica adequada for utilizada<sup>10</sup>.</p>
    <p>Independentemente da via de abordagem utilizada, &eacute; fundamental escolher um procedimento que corrija a deformidade subjacente. De acordo com os resultados deste estudo muito raramente um doente tem indica&ccedil;&atilde;o para a ressec&ccedil;&atilde;o isolada da exostose na cabe&ccedil;a de M5. Mesmo nestes casos, praticamente sempre ser&aacute; ben&eacute;fico executar a osteotomia de M5. Uma das vantagens desta t&eacute;cnica &eacute; a possibilidade de realizar a osteotomia mais proximal quando se pretende tratar uma deformidade mais acentuada. Esta &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o de outras t&eacute;cnicas minimamente invasivas, em que se recorre &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o com fio de Kirschner, uma vez que nestas a osteotomia &eacute; tradicionalmente mais distal, existindo assim um menor potencial para a correc&ccedil;&atilde;o da curvatura lateral de M5 ou do aumento do AIM4-5.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo demonstra que esta t&eacute;cnica oferece bons resultados, com todas as vantagens da cirurgia minimamente invasiva. &Eacute; uma t&eacute;cnica simples, com boa reprodutibilidade e elevada taxa de sucesso. De acordo com este estudo a osteotomia de M5 deve ser praticamente sempre realizada, muito raramente havendo indica&ccedil;&atilde;o para exostosectomia isolada da cabe&ccedil;a de M5.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">9. Bertrand T, Parekh SG. Bunionette Deformity: Etiology, Nonsurgical Management, and Lateral Exostectomy. Foot Ankle Clin. 2011 Dec; 16 (4): 679-688</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Lui TH. Percutaneous osteotomy of the fifth metatarsal for symptomatic bunionette. J Foot Ankle Surg Off Publ Am Coll Foot Ankle Surg. 2014 Dec; 53 (6): 747-752</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. DiDomenico L, Baze E, Gatalyak N. Revisiting the Tailor's Bunion and Adductovarus Deformity of the Fifth Digit. Clin Podiatr Med Surg. 2013 Jul; 30 (3): 397-422</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Barouk L-S. Forefoot Reconstruction. Dordrecht: Springer; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311691&pid=S1646-2122201600020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Guha AR, Mukhopadhyay S, Thomas RH. "Reverse" scarf osteotomy for bunionette correction: Initial results of a new surgical technique. Foot Ankle Surg. 2012 Mar;  18 (12): 50-54</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Michels F, Van Der Bauwhede J, Guillo S, Oosterlinck D, de Lavigne C. Percutaneous bunionette correction. Foot Ankle Surg. 2013 Mar; 19 (12): 9-14</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Carvalho P. Cirurgia Percutânea do Pé. Pé e Tornozelo. Lidel; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311695&pid=S1646-2122201600020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Vienne P, Oesselmann M, Espinosa N, Aschwanden R, Zingg P. Modified Coughlin procedure for surgical treatment of symptomatic tailor's bunion: a prospective followup study of 33 consecutive operations. Foot Ankle Int. 2006; 27 (8): 573-580</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311697&pid=S1646-2122201600020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Legenstein R, Bonomo J, Huber W, Boesch P. Correction of Tailor's Bunion with the Boesch Technique: A Retrospective Study. Foot Ankle Int. 2007 Jul; 28 (7): 799-803</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Waizy H, Olender G, Mansouri F, Floerkemeier T, Stukenborg-Colsman C. Minimally invasive osteotomy for symptomatic bunionette deformity is not advisable for severe deformities: a critical retrospective analysis of the results. Foot Ankle Spec. 2012 Apr; 5 (2): 91-96</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Pedro Miguel Gonçalves Diniz    <br>Morada: Hospital Ortopédico de Sant'Ana, Rua de Benguela, 2779-501 Parede, Portugal    <br>Telefone: 914604726    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Email: <a href="mailto:pedro.diniz@scml.pt">pedro.diniz@scml.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2015-11-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-06-05</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-10-09</font></p>     ]]></body><back>
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