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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors conducted a literature review of the Kienböck disease with regard to its definition, epidemiology, pathophysiology, diagnosis, treatment and prognosis. An article survey was conducted in PubMed, Medline and Cochrane Review, which dealt with the disease, published between the years 1994 and 2015. Also book chapters and websites were used. The Kienböck disease is defined by avascular necrosis of the lunate and affects preferably individuals between 20 and 40 years old male. The pathophysiology is multifactorial. The diagnosis is based on clinical history, physical examination and supplementary diagnostic tests. Clinically, patients present with pain and decreased muscle strength, progressing to carpal instability and degenerative arthritis. Radiography is a key diagnostic test, computed tomography is useful in advanced stages and the MRI is particularly important in the early stages. The most accepted classification is the Lichtman et al. Regarding treatment, the conservative approach is the first line, and the need for surgical intervention is dictated by the patient's symptoms. Several surgical procedures have been used, depending on the stage presented, but the surgical approach has not yet demonstrated, definitely, change the natural history of the disease. Age is the most important prognostic factor, which is worse in patients aged over 30 years. The Kienböck disease keeps a challenging problem and the understanding of its pathophysiology, natural history and treatment depend on multicenter studies in order to provide consistent and targeted outcomes for patients.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença de Kienböck]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Doença de Kienböck - Definição, Epidemiologia, Fisiopatologia, Diagnóstico, Tratamento e Prognóstico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Simões<sup>I</sup></b>; <b>António Gonçalves<sup>I</sup></b>; <b>João Raposo<sup>I</sup></b>; <b>Luís Tavares<sup>I</sup></b>; <b>Luís Soares<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Hospital do Divino Espírito Santo.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores realizaram uma revis&atilde;o da literatura sobre a doen&ccedil;a de Kienb&ouml;ck no que diz respeito &agrave; sua defini&ccedil;&atilde;o, epidemiologia, fisiopatologia, diagn&oacute;stico, tratamento e progn&oacute;stico. Foi feita uma pesquisa de artigos na PubMed, Medline e Cochrane Review, que abordavam a doen&ccedil;a, publicados entre o ano 1994 e 2015. Tamb&eacute;m foram utilizados cap&iacute;tulos de livros e sites.</p>     <p>A doen&ccedil;a de Kienb&ouml;ck &eacute; definida por necrose avascular do semilunar e afeta, preferencialmente, indiv&iacute;duos entre os 20 e 40 anos do sexo masculino. A fisiopatologia &eacute; multifatorial.</p>     <p>O diagn&oacute;stico &eacute; baseado na hist&oacute;ria clinica, exame f&iacute;sico e exames auxiliares de diagn&oacute;stico. Clinicamente, os doentes apresentam dor e diminui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a muscular, progredindo para instabilidade do carpo e artrose degenerativa. A radiografia &eacute; um exame fundamental de diagn&oacute;stico, a tomografia axial computorizada &eacute; &uacute;til em estadios avan&ccedil;ados e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica assume particular import&acirc;ncia nos estadios iniciais. A classifica&ccedil;&atilde;o mais aceite &eacute; a de Lichtman et al.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento, a abordagem conservadora &eacute; a primeira linha, sendo a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ditada pela sintomatologia do doente. Diversas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas t&ecirc;m sido empregues, consoante o estadio apresentado, mas a abordagem cir&uacute;rgica ainda n&atilde;o demonstrou, definitivamente, alterar a hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a.</p>     <p>A idade &eacute; o principal fator de progn&oacute;stico, sendo este pior nos doentes com idade superior a 30 anos.</p>     <p>A doen&ccedil;a de Kienb&ouml;ck mantem-se um problema desafiante e a compreens&atilde;o da sua fisiopatologia, hist&oacute;ria natural e tratamento dependem de estudos multic&ecirc;ntricos, de forma a fornecer resultados consistentes e orientados para os doentes.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Doença de Kienböck, semilunar, Lichtman, carpo. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The authors conducted a literature review of the Kienb&ouml;ck disease with regard to its definition, epidemiology, pathophysiology, diagnosis, treatment and prognosis. An article survey was conducted in PubMed, Medline and Cochrane Review, which dealt with the disease, published between the years 1994 and 2015. Also book chapters and websites were used.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The Kienb&ouml;ck disease is defined by avascular necrosis of the lunate and affects preferably individuals between 20 and 40 years old male. The pathophysiology is multifactorial. The diagnosis is based on clinical history, physical examination and supplementary diagnostic tests. Clinically, patients present with pain and decreased muscle strength, progressing to carpal instability and degenerative arthritis. Radiography is a key diagnostic test, computed tomography is useful in advanced stages and the MRI is particularly important in the early stages. The most accepted classification is the Lichtman et al.</p>     <p>Regarding treatment, the conservative approach is the first line, and the need for surgical intervention is dictated by the patient's symptoms. Several surgical procedures have been used, depending on the stage presented, but the surgical approach has not yet demonstrated, definitely, change the natural history of the disease.</p>     <p>Age is the most important prognostic factor, which is worse in patients aged over 30 years.</p>     <p>The Kienb&ouml;ck disease keeps a challenging problem and the understanding of its pathophysiology, natural history and treatment depend on multicenter studies in order to provide consistent and targeted outcomes for patients.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Kienböck disease, lunate, Lichtman, carpal. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DEFINIÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A doen&ccedil;a de Kienb&ouml;ck (DK) foi descrita pela primeira vez em 1910, por Robert Kienb&ouml;ck, um radiologista Austr&iacute;aco. Na altura, descrita como a osteonecrose do semilunar. - "Concerning traumatic malacia of the lunate and its consequences"<sup>1,2,3</sup>. Robert Kienb&ouml;ck acreditava que a osteonecrose do semilunar se devia a dist&uacute;rbios na vasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar, causados pela rotura de ligamentos e vasos sangu&iacute;neos durante uma contus&atilde;o, entorse ou subluxa&ccedil;&atilde;o<sup>2,3</sup>. Apesar de alguns avan&ccedil;os na compreens&atilde;o desta doen&ccedil;a, passados mais de 100 anos, mantem-se incerta a etiologia, hist&oacute;ria natural e o correto tratamento desta doen&ccedil;a<sup>1,2,3,4,5</sup>. Apesar disso, j&aacute; &eacute; ponto assente que as altera&ccedil;&otilde;es visualizadas a n&iacute;vel da radiografia s&atilde;o devidas a necrose avascular do semilunar<sup>5</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">EPIDEMIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A DK afeta, geralmente, adultos entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo o sexo masculino o mais acometido<sup>1,6</sup>. Afeta ambos os lados igualmente, raramente &eacute; bilateral e &eacute; raro em crian&ccedil;as<sup>1,2</sup>. A rela&ccedil;&atilde;o causal entre o microtrauma repetitivo e a DK &eacute; fraca, no entanto, &eacute; frequente um evento traum&aacute;tico espec&iacute;fico, meses, ou mesmo anos, antes do diagn&oacute;stico<sup>1,2,5</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">FISIOPATOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O semilunar &eacute; o osso central da primeira fileira do carpo<sup>2</sup>. Articula proximalmente com o r&aacute;dio e com a fibrocartilagem triangular e distalmente com o hamato e capitato<sup>1,2</sup>. Em 1/3 dos casos articula distalmente, apenas, com o capitato<sup>1</sup>.</p>
    <p>A fisiopatologia da DK &eacute; multifatorial<sup>2,3,4,6,7</sup>. As teorias causais mais aceites t&ecirc;m em conta a vasculariza&ccedil;&atilde;o e a anatomia &oacute;ssea do semilunar<sup>2</sup>. A maioria dos semilunares t&ecirc;m uma vasculariza&ccedil;&atilde;o arterial com vasos provenientes da regi&atilde;o palmar e dorsal (74%), sendo que nos restantes casos, apenas existem vasos palmares vascularizando todo osso (26%)<sup>1,2</sup>. Nestes casos, coloca-se em risco a vasculariza&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea do semilunar, sendo rara a necrose semilunar na regi&atilde;o palmar<sup>2</sup>.</p>
    <p>Para al&eacute;m da vasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar, a ramifica&ccedil;&atilde;o vascular intra&oacute;ssea tamb&eacute;m tem sido levantada como fator etiol&oacute;gico<sup>2,6</sup>. Existem tr&ecirc;s tipos de padr&atilde;o (&ldquo;I&rdquo;, &ldquo;X&rdquo; e &rdquo;Y&rdquo;), sendo que o que apresenta maior risco de necrose avascular &eacute; o &ldquo;I&rdquo; (33% dos semilunares)<sup>2,6</sup>. Concluindo, tanto o tipo de vasculariza&ccedil;&atilde;o arterial como a ramifica&ccedil;&atilde;o vascular intra&oacute;ssea do semilunar parecem predispor &agrave; necrose avascular do mesmo<sup>1,2,3</sup>.</p>
    <p>A vari&acirc;ncia cubital negativa ocorre quando o c&uacute;bito &eacute; anormalmente curto comparado com o r&aacute;dio<sup>8</sup>. Embora a maioria dos indiv&iacute;duos que apresentam esta vari&acirc;ncia n&atilde;o apresentem DK, dos doentes com DK, 78% t&ecirc;m vari&acirc;ncia cubital negativa, estando esta tamb&eacute;m associada a progress&atilde;o da doen&ccedil;a<sup>2,8</sup>. A vari&acirc;ncia cubital neutra ou positiva apresenta-se como um fator protetor para a DK<sup>2</sup>.</p>
    <p>Em termos biomec&acirc;nicos, da for&ccedil;a total transmitida pela articula&ccedil;&atilde;o r&aacute;dio-c&uacute;bito-carpal, 90.3% &eacute; transmitido pelo r&aacute;dio, sendo 61% pela articula&ccedil;&atilde;o r&aacute;dio-escafoide e 39% pela articula&ccedil;&atilde;o r&aacute;dio-semilunar<sup>1</sup>. Enquanto nos estadios precoces, a normal posi&ccedil;&atilde;o do escafoide previne a carga excessiva sobre o semilunar, ap&oacute;s o escafoide assumir a posi&ccedil;&atilde;o de flex&atilde;o, a carga sobre o semilunar aumenta, acelerando o processo de fragmenta&ccedil;&atilde;o e colapso<sup>1,2</sup> (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a05f1.jpg" width="382" height="303" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DIAGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O diagn&oacute;stico da DK &eacute; baseado na hist&oacute;ria cl&iacute;nica, exame f&iacute;sico e exames auxiliares de diagn&oacute;stico: radiografia, tomografia axial computorizada (TAC) e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RM)<sup>1,2,7</sup>. A DK tem um espectro enorme de gravidade e um curso vari&aacute;vel e imprevis&iacute;vel, no entanto, &eacute; habitual os doentes recorrerem a cuidados m&eacute;dicos ap&oacute;s muitos meses de sintomatologia<sup>2,7,9</sup>.</p>
    <p>Tipicamente, os doentes apresentam dor a n&iacute;vel do semilunar (tanto a digitopress&atilde;o como ao movimento) e diminui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a muscular a n&iacute;vel do punho afetado, demonstrado pela diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade de preens&atilde;o e dificuldade na flex&atilde;o e extens&atilde;o extrema do punho, sendo os arcos de movimento m&eacute;dios normais<sup>1,2,5,6,7,9</sup>. Com a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, a instabilidade do carpo progride e os sintomas mec&acirc;nicos predominam, com aumento da dor e rigidez do punho, associada a artrose degenerativa avan&ccedil;ada<sup>3</sup>.</p>
    <p>A radiografia nem sempre se correlaciona com o grau de sintomatologia apresentado pelo doente, mas &eacute; considerada um exame de diagn&oacute;stico fundamental na DK<sup>2</sup>. Devem ser obtidas as incid&ecirc;ncias &acirc;ntero-posterior, lateral e obl&iacute;quo e, apesar das radiografias se demonstrarem normais nos estadios iniciais, posteriormente, revelam altera&ccedil;&otilde;es progressivas, como fraturas, esclerose difusa, altera&ccedil;&otilde;es qu&iacute;sticas, colapso do semilunar e altera&ccedil;&otilde;es artr&iacute;ticas perisemilunares<sup>2,6</sup>. Para al&eacute;m disso, com as radiografias, pode-se avaliar a anatomia do punho, incluindo a vari&acirc;ncia cubital, inclina&ccedil;&atilde;o radial, &acirc;ngulo r&aacute;dio escafoide e tamanho e morfologia do semilunar<sup>2</sup>. No que diz respeito &agrave; TAC, esta &eacute; &uacute;til em estadios mais avan&ccedil;ados, nomeadamente quando j&aacute; ocorreu o colapso do semilunar. Este exame &eacute; importante para demonstrar a fratura e segmenta&ccedil;&atilde;o do semilunar, a extens&atilde;o da necrose e do colapso da superf&iacute;cie articular e, por fim, a geometria do semilunar<sup>1,2,6</sup>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; RM, esta assume especial utilidade em fases iniciais da doen&ccedil;a, quando as radiografias n&atilde;o mostram altera&ccedil;&otilde;es<sup>1,2</sup>. As imagens na pondera&ccedil;&atilde;o T1 demonstram diminui&ccedil;&atilde;o da intensidade do sinal, como resultado da diminui&ccedil;&atilde;o da vasculariza&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>. Estas imagens n&atilde;o s&atilde;o espec&iacute;ficas e devem ser vistas em toda a por&ccedil;&atilde;o do semilunar, pois outras entidades, como tumores, demonstram altera&ccedil;&otilde;es do sinal semelhantes, mas localizadas numa &aacute;rea espec&iacute;fica<sup>1,2</sup>. Em casos raros, em que &eacute; necess&aacute;rio avalia&ccedil;&atilde;o adicional sobre a superf&iacute;cie articular do semilunar, pode ser necess&aacute;rio uma artroscopia, sendo j&aacute; descrita uma classifica&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica da superf&iacute;cie articular (Bain e Begg) e o algoritmo de tratamento tendo em conta esta classifica&ccedil;&atilde;o<sup>2,10</sup> (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a05f2.jpg" width="388" height="323" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ESTADIOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O estadiamento da DK &eacute; fundamental, pois as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas dependem do mesmo<sup>2</sup>. As primeiras classifica&ccedil;&otilde;es baseavam-se na descri&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica e patol&oacute;gica da DK (Stahl -1947 e Decoulx -1957)<sup>1,3</sup>. Posteriormente (1977), surgiu a descri&ccedil;&atilde;o de Lichtman et all, assente unicamente em achados radiogr&aacute;ficos<sup>2,3</sup>. Esta apresenta boa confiabilidade e reprodutividade, sendo, atualmente, a classifica&ccedil;&atilde;o mais aceite da DK<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Assim, a DK &eacute; dividida em 4 estadios<sup>1,2,3,9</sup>.</p>
    <p>No estadio I, o fornecimento de sangue para o semilunar &eacute; interrompido<sup>9</sup>. Radiologicamente, apesar da descri&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica ser a normal densidade e arquitetura do semilunar, pode estar presente uma fratura linear ou compressiva<sup>1,2,3,9</sup>. Neste estadio, a RM &eacute; o exame que tem maior sensibilidade e especificidade para o diagn&oacute;stico e revela, tipicamente, diminui&ccedil;&atilde;o difusa do sinal na pondera&ccedil;&atilde;o em T1<sup>1,2,3,9</sup>.</p>
    <p>No que diz respeito ao estadio II, radiologicamente ocorre altera&ccedil;&atilde;o difusa da densidade do semilunar (l&iacute;tica ou esclerose), no entanto, o tamanho, forma e rela&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica dos ossos do carpo mantem-se inalterada<sup>1,2,3</sup>.</p>
    <p>O estadio III &eacute; o mais comum como forma de apresenta&ccedil;&atilde;o da DK<sup>1,2</sup>. Este &eacute; definido como o colapso do semilunar e &eacute; subdividido em IIIA e IIIB<sup>1,2,3</sup>. Enquanto no estadio IIIA ocorre esclerose e colapso do semilunar, sem altera&ccedil;&otilde;es da altura e alinhamento do carpo, no estadio IIIB, para al&eacute;m do colapso do semilunar, ocorre migra&ccedil;&atilde;o proximal do capitato, perda da altura do carpo e flex&atilde;o palmar fixa do escafoide<sup>1,2,3</sup>. A classifica&ccedil;&atilde;o de Lichtman et all, embora com uma boa confiabilidade geral, pecava na distin&ccedil;&atilde;o entre o estadio IIIA e IIIB, tendo sido proposto, por Goldfarb et al, a utiliza&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo r&aacute;dio-escafoide (RS) para a distin&ccedil;&atilde;o destes subtipos<sup>1,2</sup>. O &acirc;ngulo RS (normal: 30&ordm; a 60&ordm;) &eacute; o &acirc;ngulo medido entre o eixo do r&aacute;dio e o eixo do escafoide<sup>11</sup>. No estadio IIIA, o &acirc;ngulo RS &eacute; menor que 60&ordm; e no IIIB &eacute; superior a 60&ordm;<sup>1,2,3</sup>.</p>
    <p>O estadio IV &eacute; caracterizado por altera&ccedil;&otilde;es degenerativas extensas do carpo, compostas por colapso do semilunar, associado a artrose degenerativa r&aacute;dioc&aacute;rpica e medioc&aacute;rpica<sup>1,2,3</sup> (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a05f3.jpg" width="387" height="297" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os principais objetivos do tratamento da DK s&atilde;o aliviar a dor, melhorar a fun&ccedil;&atilde;o e limitar a progress&atilde;o da doen&ccedil;a<sup>5,13</sup>. Embora a deteriora&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica progressiva ocorra na maioria dos doentes, esta n&atilde;o se relaciona diretamente com a sintomatologia<sup>1,2,13</sup>. Por este motivo, existe o consenso que, independentemente do estadio apresentado, a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica &eacute; ditada pela sintomatologia apresentada pelo doente e pelos d&eacute;fices funcionais, ap&oacute;s uma correta imobiliza&ccedil;&atilde;o, em associa&ccedil;&atilde;o com medica&ccedil;&atilde;o anti-inflamat&oacute;ria e analg&eacute;sica<sup>1,2,13,14</sup>. Assim, o tratamento conservador &eacute; de primeira linha e, se a op&ccedil;&atilde;o for pelo tratamento cir&uacute;rgico, a idade do doente, o estadio da doen&ccedil;a, a vari&acirc;ncia cubital negativa e a inclina&ccedil;&atilde;o radial s&atilde;o fatores importantes a ter em conta<sup>2,4</sup>.</p>
    <p>Desde a descri&ccedil;&atilde;o original da DK em 1910, diversas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas t&ecirc;m sido empregues, consoante o estadio apresentado. Apesar disso, a abordagem cir&uacute;rgica ainda n&atilde;o demonstrou, definitivamente, alterar a hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a<sup>1,2,4,5,10</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estadio I</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nesta fase existe uma boa oportunidade para a revasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar<sup>1</sup>. A simples imobiliza&ccedil;&atilde;o pode aliviar a carga sobre o semilunar, favorecendo a vasculariza&ccedil;&atilde;o<sup>2,3</sup>. No entanto, no caso de manuten&ccedil;&atilde;o da sintomatologia, a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica pode estar indicada<sup>1,15,16</sup>. No caso de vari&acirc;ncia cubital negativa, pretende-se restabelecer a situa&ccedil;&atilde;o biomec&acirc;nica mais favor&aacute;vel, seja pelo encurtamento do r&aacute;dio ou pelo alongamento do c&uacute;bito<sup>1,15,16,17</sup>. V&aacute;rios estudos sugerem que o encurtamento radial tem melhor progn&oacute;stico e menos complica&ccedil;&otilde;es que o alongamento cubital<sup>1,15,17</sup>. No caso de doentes com vari&acirc;ncia cubital neutra ou positiva, a revasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar pode estar indicada, seja pela implanta&ccedil;&atilde;o de um ped&iacute;culo arteriovenoso ou pela coloca&ccedil;&atilde;o de um enxerto &oacute;sseo vascularizado<sup>1,18,19</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estadio II e IIIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os est&aacute;dios II e IIIA s&atilde;o considerados em conjunto no que diz respeito ao tratamento<sup>2,3</sup>. O principal objetivo &eacute; restaurar a vasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar, seja de uma forma direta ou de uma forma indireta (diminui&ccedil;&atilde;o da carga mec&acirc;nica sobre o semilunar)<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>A revasculariza&ccedil;&atilde;o direta pode ser utilizada de diversas formas, nomeadamente com a transfer&ecirc;ncia do pisiforme vascularizado, a transfer&ecirc;ncia de um ped&iacute;culo vascularizado ou de um enxerto &oacute;sseo do metacarpo vascularizado<sup>1,2,3</sup>. &Eacute; aconselh&aacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o de fixadores externos para diminui&ccedil;&atilde;o da carga mec&acirc;nica sobre o semilunar<sup>1</sup>. Apesar de 23% dos doentes evidenciarem progress&atilde;o radiol&oacute;gica da doen&ccedil;a, 71% dos doentes onde &eacute; realizada a revasculariza&ccedil;&atilde;o do semilunar, existe al&iacute;vio da dor, melhoria da for&ccedil;a de preens&atilde;o e aumento da amplitude dos movimentos<sup>2</sup>.</p>
    <p>No que diz respeito &agrave; revasculariza&ccedil;&atilde;o indireta do semilunar, existem m&uacute;ltiplos procedimentos cir&uacute;rgicos, tendo em conta a vari&acirc;ncia cubital<sup>2,3,20</sup>. No caso de vari&acirc;ncia cubital negativa, est&aacute; indicado o encurtamento do r&aacute;dio ou alongamento do c&uacute;bito<sup>1,2,3,15,16,17,21,22</sup>. Em doentes com vari&acirc;ncia cubital neutra ou positiva, est&aacute; indicado a realiza&ccedil;&atilde;o de uma osteotomia em cunha ou c&uacute;pula do r&aacute;dio ou um encurtamento do capitato<sup>2</sup>. As osteotomias do r&aacute;dio diminuem a inclina&ccedil;&atilde;o radial, aumentam a &aacute;rea de contacto do r&aacute;dio com o semilunar e assim diminuem a for&ccedil;a de transmiss&atilde;o r&aacute;dio-semilunar e capitato-semilunar<sup>2</sup>. As osteotomias do r&aacute;dio apresentam bons resultados no que diz respeito ao al&iacute;vio da dor e &agrave; melhoria da for&ccedil;a de preens&atilde;o a longo prazo.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estadio IIIB</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Neste estadio, a instabilidade do carpo torna-se o fator mais problem&aacute;tico, passando a revasculariza&ccedil;&atilde;o e a vari&acirc;ncia cubital para segundo plano<sup>3</sup>. As op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas passam pela artrodese intercarpal e pela carpectomia da fileira proximal, entre outras<sup>2,3</sup>. A artrodese intercarpal diminui a carga sobre o semilunar, estabiliza a articula&ccedil;&atilde;o medioc&aacute;rpica, mantem o escafoide na sua posi&ccedil;&atilde;o correta e evita uma progress&atilde;o do colapso<sup>1,2,23</sup>. A carpectomia da fileira proximal do carpo &eacute; um procedimento de salvamento neste estadio, tendo v&aacute;rios estudos documentado ser um tratamento confi&aacute;vel para a preserva&ccedil;&atilde;o do movimento e com bons resultados cl&iacute;nicos a longo prazo<sup>2,24,25</sup>. Esta interven&ccedil;&atilde;o deve ser utilizada com precau&ccedil;&atilde;o em doentes com menos de 35 anos<sup>24</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estadio IV</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Neste estadio ocorrem altera&ccedil;&otilde;es degenerativas progressivas da superf&iacute;cie articular da articula&ccedil;&atilde;o radioc&aacute;rpica e m&eacute;dioc&aacute;rpica<sup>2,3</sup>. Os procedimentos de reconstru&ccedil;&atilde;o ou de revasculariza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&atilde;o indicados, sendo a desnerva&ccedil;&atilde;o do punho, a carpectomia da fileira proximal do carpo ou a artrodese total do punho os pilares do tratamento<sup>1,2</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">PROGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O progn&oacute;stico da DK varia consideravelmente tendo em conta o estadio e a progress&atilde;o da doen&ccedil;a,<sup>7,9</sup> sendo que a resposta ao tratamento pode levar alguns meses e, ocasionalmente, ser necess&aacute;rio v&aacute;rias cirurgias<sup>7,9</sup>. N&atilde;o &eacute; expect&aacute;vel que os doentes voltem a ter uma fun&ccedil;&atilde;o do punho normal ap&oacute;s o tratamento cir&uacute;rgico, no entanto, o mesmo &eacute; uma oportunidade para preservar a fun&ccedil;&atilde;o e a dor a longo prazo<sup>9</sup>. Nos estudos realizados, a idade &eacute; apontada com o principal fator de progn&oacute;stico, sendo este pior nos doentes com idade superior a 30 anos<sup>1,3,26</sup>. Nas crian&ccedil;as, a abordagem conservadora tem melhor progn&oacute;stico, com maior potencial de consolida&ccedil;&atilde;o e remodela&ccedil;&atilde;o<sup>1,27,28</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na verdade, o diagn&oacute;stico precoce da DK pode permitir tratamentos mais eficientes, especialmente em pacientes jovens, com elevadas exig&ecirc;ncias funcionais<sup>28</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A DK mantem-se um problema cl&iacute;nico desafiante,<sup>2</sup> sendo que a sua etiologia, hist&oacute;ria natural e o tratamento ideal mant&ecirc;m-se incertos<sup>1,10,29,30,31</sup>.</p>
    <p>Apesar da melhoria nas t&eacute;cnicas de diagn&oacute;stico, quest&otilde;es fundamentais mant&ecirc;m-se, no que diz respeito &agrave;s bases cient&iacute;ficas que levam &agrave; escolha do tratamento cir&uacute;rgico assim como o seu timing<sup>3</sup>. As op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas t&ecirc;m que ter em conta os princ&iacute;pios anat&oacute;micos, fisiol&oacute;gicos e biomec&acirc;nicos da DK,<sup>3</sup> por&eacute;m, embora alguns estudos apontem para que a cirurgia altere a hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a, ainda n&atilde;o existe uma resposta definitiva a este respeito<sup>3,28</sup>.</p>
    <p>A compreens&atilde;o da hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a e os verdadeiros resultados do tratamento devem ser baseados em coopera&ccedil;&atilde;o, com estudos multic&ecirc;ntricos, associados a modernas t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o, de forma a fornecer resultados consistentes e orientados para os doentes<sup>3,28</sup>.</p>
    <p>Apenas atrav&eacute;s de um esfor&ccedil;o em conjunto, &eacute; poss&iacute;vel chegar a um consenso no que diz respeito &agrave; etiologia, classifica&ccedil;&atilde;o, tratamento e progn&oacute;stico da DK<sup>28</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Schuind F, Eslami S, Ledoux P. Kienböck's disease. J Bone Joint Surg. 2008; 90: 133-139</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311824&pid=S1646-2122201600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Lutsky K, Beredjiklian P. Kienböck's disease. J Hand Surg. 2012; 37: 1942-1952</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311825&pid=S1646-2122201600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Lichtman D, Lesley N, Simmons S. The classification and treatment of Kienböck's disease: the state of the art and a look at the future. J Hand Surg. 2010; 35: 349-354</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311826&pid=S1646-2122201600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Innes L, Strauch R. Systematic Review of the Treatment of Kienböck&#39;s Disease in Its Early and Late Stages. J Hand Surg. 2010; 35: 713-717</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311827&pid=S1646-2122201600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Dias J, Lunn P. Ten questions on Kienböck's disease of the lunate. J Hand Surg. 2010; 35: 538-543</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311828&pid=S1646-2122201600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Martin GM, Thornhill  TS. Kienböck's disease[homepage on the Internet]. [updated 2015 May 23; cited 2015 Oct 10]. Available from: <a href="http://www.orthobullets.com/hand/6050/kienbocks-disease" target="_blank">http://www.orthobullets.com/hand/6050/kienbocks-disease</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Kienböck's disease[homepage on the Internet]. [updated 2006; cited 2015 Sep 15]. Available from: <a href="http://www.assh.org/LinkClick.aspx?fileticket=d45RLuRUgtQ%3d&portalid=1" target="_blank">http://www.assh.org/LinkClick.aspx?fileticket=d45RLuRUgtQ%3d&portalid=1</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Chen W. Letter to the Editor: Kienböck's disease and negative ulnar variance. J Bone Joint Surg. 2000; 82 (1): 143-144</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311831&pid=S1646-2122201600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Kienböck's Disease[homepage on the Internet]. [updated 2012 May; cited 2015 Oct 1]. Available from: <a href="http://orthoinfo.aaos.org/topic.cfm?topic=a00017" target="_blank">http://orthoinfo.aaos.org/topic.cfm?topic=a00017</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Fontains C. Kienböck's disease. Chir Main. 2015; 34 (1): 4-17</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311833&pid=S1646-2122201600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Carpal Instability[homepage on the Internet]. [updated 2014 Aug 23; cited 2015 Sep 13]. Available from: <a href="http://www.orthopaedicsone.com/display/Review/Carpal+instability" target="_blank">http://www.orthopaedicsone.com/display/Review/Carpal+instability</a>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Bain G, Durrant A. An articular-base approach to Kienbock avascular necrosis of the lunate. Tech Hand Up Extrem Surg. 2011; 15 (1): 41-47</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311835&pid=S1646-2122201600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Beredjiklian P. Kienbock's disease. J Hand Surg. 2009; 34: 167-175</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311836&pid=S1646-2122201600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Amadio P, Moran S. Fractures of the carpal bones. In Green D, Hotchkiss R, Pederson W, Wolfe S, editors. Green's operative hand surgery. Philadelphia: Churchill Livingstone; 2005. p. 711-768.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Iwasaki N, Minami A, Oizumi N, Suenaga N, Kato H, Minami M. Radial osteotomy for late-stage Kienböck's disease: wedge osteotomy versus radial shortening. J Bone Joint Surg. 2002; 84: 673-677</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311838&pid=S1646-2122201600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Koh S, Nakamura R, Horii E, Nakao E, Inagaki H, Yajima H. Surgical outcome of radial osteotomy for Kienböck's disease: minimum 10 years of follow-up. J Hand Surg Am. 2003; 28: 910-916</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311839&pid=S1646-2122201600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Ducarmois P, Innis F. Long-term results of 9 cases of elongation of the ulna in treatment of Kienböck's disease. Ann Chir Main Memb Super. 1997; 16: 16-24</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311840&pid=S1646-2122201600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Moran S, Cooney W, Berger R, Bishop A, Shin A. The use of the 4 + 5 extensor compartmental vascularized bone graft for the treatment of Kienböck's disease. J Hand Surg. 2005; 30: 50-58</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311841&pid=S1646-2122201600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Bochud R, Büchler U. Kienböck's disease, early stage 3: height reconstruction and core revascularization of the lunate. J Hand Surg. 1994; 19: 466-478</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311842&pid=S1646-2122201600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Afshar A. Lunate revascularization after capitate shortening osteotomy in Kienböck's disease. J Hand Surg. 2010; 35: 1943-1946</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311843&pid=S1646-2122201600020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Salmon J, Stanley J, Trail I. Kienböck's disease: conservative management versus radial shortening. J Bone Joint Surg. 2000; 82: 820-823</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311844&pid=S1646-2122201600020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Trail I, Linscheid R, Quenzer D, Scherer P. Ulnar lengthening and radial recession procedures for Kienböck's disease: long-term clinical and radiographic follow-up. J Hand Surg. 1996; 21: 169-176</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311845&pid=S1646-2122201600020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Sauerbier M, Tränkle M, Erdmann D, Menke H, Germann G. Functional outcome with scaphotrapeziotrapezoid arthrodesis in the treatment of Kienböck's disease stage III. Ann Plast Surg. 2000; 44: 618-625</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311846&pid=S1646-2122201600020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. DiDonna M, Kiefhaber T, Stern P. Proximal row carpectomy: study with a minimum of ten years of follow-up. J Bone Joint Surg. 2004; 86: 2359-2365</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311847&pid=S1646-2122201600020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Smet L, Robijns P, Degreef I. Proximal row carpectomy in advanced Kienbock's disease. J Hand Surg. 2005; 30: 585-587</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311848&pid=S1646-2122201600020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Iwasaki N, Minami A, Oizumi N, Yamane S, Suenaga N, Kato H. Predictors of clinical results of radial osteotomies for Kienböck's disease. Clin Orthop. 2003; 415: 157-162</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311849&pid=S1646-2122201600020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Cvitanich M, Solomons M. Juvenile lunatomalacia: is this Kienböck's disease?. J Hand Surg. 2004; 29: 288-292</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311850&pid=S1646-2122201600020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Irisarri C, Garcia-Elias M, Herzberg G, Kalb K, Ribak S. IFSSH Scientific Committee on Kienböck's Disease. IFSSH Final Report, Seoul, Korea. 2010 Nov; </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Müller-Gerbl M. The subchondral bone plate. Adv Anat Embryol Cell Biol. 1998; 141: 1-134</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311852&pid=S1646-2122201600020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Iwasaki N, Minami A, Miyazawa T, Kaneda K. Force distribution through the wrist joint in patients with different stages of Kienböck's disease: using computed tomography osteoabsorptiometry. J Hand Surg. 2000; 25: 870-876</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311853&pid=S1646-2122201600020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Keith P, Nuttall D, Trail I. Long-term outcome of nonsurgically managed Kienböck's disease. J Hand Surg. 2004; 29: 63-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1311854&pid=S1646-2122201600020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ricardo Simões    <br>Endereço Postal: 9500-370 Ponta Delgada    <br>Telefone: 913559443; 296203000    <br>Endereço Eletrónico: <a href="mailto:ricardosimoesorto@gmail.com">ricardosimoesorto@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
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