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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Synovitis and inflammatory arthritis caused by plant thorn penetrating injuries is an uncommon clinical entity. Its indolent nature leads in many cases to misdiagnosis. The authors report an unusual case of a teenager with inflammatory synovitis of the knee caused by palm thorn injury. Although in a considerable number of cases this synovitis or arthritis is considered aseptic, the most frequently isolated organism is Pantoae agglomerans. In these cases it is essential to proceed with foreign body removal, abundant articular washing, by arthrotomy or arthroscopy, and directed antibiotic therapy. Failure in diagnosis or persistence of intra-articular plant fragments is in most cases disastrous, leading to irreparable damage and significantly compromise the patient functional recovery.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Sinovite do Joelho Por Pico de Palmeira - A propósito de Um Caso clínico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rita Henriques<sup>I</sup></b>; <b>João Correia<sup>I</sup></b>; <b>Joana Teixeira<sup>I</sup></b>; <b>Graça Lopes<sup>I</sup></b>; <b>Thiago Aguiar<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Santa Maria- Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sinovite ou artrite inflamat&oacute;ria causada por les&otilde;es penetrantes resultantes de traumatismo em folhas ou picos de plantas &eacute; uma entidade cl&iacute;nica pouco frequente e que pela sua natureza indolente pode passar facilmente desapercebida ou ser de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico. Os autores reportam um caso cl&iacute;nico at&iacute;pico de um adolescente com sinovite inflamat&oacute;ria do joelho causado por pico de palmeira.</p>     <p>Embora num n&uacute;mero consider&aacute;vel de casos, esta sinovite ou artrite seja considerada de origem ass&eacute;tica, o organismo mais frequentemente isolado &eacute; <em>Pantoae agglomerans</em>. Nestes casos &eacute; fundamental proceder-se &agrave; remo&ccedil;&atilde;o do corpo estranho, lavagem abundante por artrotomia ou artroscopia e antibioterapia dirigida. A falha no diagn&oacute;stico ou a perman&ecirc;ncia de fragmentos intra-articulares &eacute; na maioria dos casos desastrosa, levando a danos irrepar&aacute;veis e pode comprometer significativamente a recupera&ccedil;&atilde;o funcional do doente, sem cura da les&atilde;o.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: sinovite, artrite inflamatória, joelho, Pantoae agglomerans, artroscopia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Synovitis and inflammatory arthritis caused by plant thorn penetrating injuries is an uncommon clinical entity. Its indolent nature leads in many cases to misdiagnosis. The authors report an unusual case of a teenager with inflammatory synovitis of the knee caused by palm thorn injury.</p>     <p>Although in a considerable number of cases this synovitis or arthritis is considered aseptic, the most frequently isolated organism is <em>Pantoae agglomerans</em>. In these cases it is essential to proceed with foreign body removal, abundant articular washing, by arthrotomy or arthroscopy, and directed antibiotic therapy. Failure in diagnosis or persistence of intra-articular plant fragments is in most cases disastrous, leading to irreparable damage and significantly compromise the patient functional recovery.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: synovitis, inflammatory arthritis, knee, Pantoae agglomerans, arthroscopy. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sinovite causada por les&otilde;es penetrantes resultantes de traumatismo em folhas ou picos de plantas &eacute; uma entidade clinica pouco frequente, sendo facilmente esquecida na nossa pr&aacute;tica cl&iacute;nica. No entanto, estes casos devem integrar o diagn&oacute;stico diferencial de artropatias mono-articulares de natureza inflamat&oacute;ria<sup>1</sup>, especialmente em faixas et&aacute;rias jovens e quando existe hist&oacute;ria pregressa sugestiva de acometimento articular<sup>2</sup>.</p>
    <p>Perante a suspeita de les&atilde;o penetrante a n&iacute;vel articular, torna-se mandat&oacute;ria a lavagem e inspe&ccedil;&atilde;o articular, com remo&ccedil;&atilde;o dos corpos estranhos, que pode ser realizada atrav&eacute;s de artrotomia, ou por artroscopia<sup>1,2</sup>. A remo&ccedil;&atilde;o incompleta dos corpos estranhos intra-articulares de origem org&acirc;nica pode perpetuar a recorr&ecirc;ncia dos sintomas, requerendo em &uacute;ltima inst&acirc;ncia tratamentos mais extensos como a sinovectomia. Aquando da falha do diagn&oacute;stico, a t&iacute;pica apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica pode corresponder a uma sinovite transit&oacute;ria, seguida de um per&iacute;odo de quiesc&ecirc;ncia relativamente assintom&aacute;tico e, culminar na apresenta&ccedil;&atilde;o tardia de artrite cr&oacute;nica mesmo ap&oacute;s ter sido esquecido o mecanismo de les&atilde;o inicial<sup>1,3</sup>.</p>
    <p>Existem, na literatura, v&aacute;rios casos descritos de epis&oacute;dios recorrentes de sinovite e, at&eacute; mesmo, de artrite s&eacute;tica<sup>1,4</sup>. Os autores apresentam um caso clinico at&iacute;pico de um doente com sinovite do joelho causada por traumatismo com pico de palmeira.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente de 16 anos de idade, g&eacute;nero masculino, caucasiano, sem antecedentes pessoais de relevo, que recorre ao Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) por quadro de dor e edema do joelho esquerdo, ap&oacute;s traumatismo com ramo de palmeira com 3 dias de evolu&ccedil;&atilde;o. Foi realizada a remo&ccedil;&atilde;o local e aparentemente total do corpo estranho, tendo alta para o domic&iacute;lio medicado empiricamente com flucloxacilina.</p>
    <p>Por agravamento do quadro cl&iacute;nico, cerca de 10 dias ap&oacute;s o traumatismo, recorre novamente ao SU, apresentando derrame articular, calor local e evid&ecirc;ncia de les&atilde;o puntiforme. Analiticamente apresentava hemoglobina de 14,3g/dL, leuc&oacute;citos 7,79x10<sup>9</sup>/L com 55,5% de neutr&oacute;filos e PCR de 8,4mg/dL. Realizou radiografia simples do joelho em duas incid&ecirc;ncias, &acirc;ntero-posterior e perfil (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1a e 1b</a>), bem como ecografia de partes moles, sem evid&ecirc;ncia de quaisquer altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel do joelho ou de corpo estranho mas com derrame intra-articular. Realizou ainda resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, onde foi poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o de dois corpos estranhos intra-articulares justa-patelares (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Fig. 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>). Procedeu-se a artrocentese do joelho, com sa&iacute;da de l&iacute;quido sinovial turvo, que foi enviado para estudo.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f1.jpg" width="393" height="391" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f2.jpg" width="394" height="487" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f3.jpg" width="393" height="485" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Dada a suspeita de artrite s&eacute;tica, foi submetido a artroscopia observando-se sinovite exuberante e diversos fragmentos do pico de palmeira (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Fig. 4</a>, <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a> e <a name="topf6"></a><a href="#f6">6</a>). Foi realizada a remo&ccedil;&atilde;o dos corpos estranhos (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Fig. 7</a>), sinovectomia parcial e lavagem articular abundante. O doente realizou antibioterapia endovenosa com amoxicilina/&aacute;cido clavul&acirc;nico durante 12 dias em regime de internamento, com melhoria progressiva do quadro cl&iacute;nico e da mobilidade articular do joelho. O resultado do exame cultural foi negativo, bem como a pesquisa de bact&eacute;rias Gram por microscopia direta. Seguiram-se, posteriormente, 18 dias de antibioterapia oral em ambulat&oacute;rio, mantendo melhoria cl&iacute;nica e anal&iacute;tica progressiva.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f4.jpg" width="394" height="423" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f5.jpg" width="391" height="401" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f6.jpg" width="396" height="378" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n2/24n2a07f7.jpg" width="390" height="359" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Durante 9 meses o doente foi seguido em consulta de Ortopedia, apresentando recupera&ccedil;&atilde;o funcional completa do joelho, sem qualquer evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica ou laboratorial de recidiva ou recorr&ecirc;ncia de sintomatologia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os traumatismos penetrantes a n&iacute;vel articular por picadas em folhas ou espinhos de plantas podem conduzir a casos de artrite, sinovites inflamat&oacute;rias ou at&eacute; mesmo a situa&ccedil;&otilde;es mais graves, de artrite&nbsp; s&eacute;tica. Embora a articula&ccedil;&atilde;o mais frequentemente afetada seja o joelho <sup>5,6</sup>, existem casos descritos de sinovites/artrites de causa semelhante a n&iacute;vel do tornozelo, punho e m&atilde;o<sup>5</sup>. Habitualmente, os doentes apresentam, numa fase inicial, um derrame articular doloroso na articula&ccedil;&atilde;o afectada e aumento da temperatura local, associado a um quadro subfebril ou de febre baixa. N&atilde;o obstante, na maioria dos casos, apresentam uma avalia&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica com valores normais de PCR e forma leucocit&aacute;ria dentro dos limites da normalidade<sup>7</sup>. A an&aacute;lise do l&iacute;quido sinovial corresponde habitualmente a um l&iacute;quido turvo, com elevada percentagem de leuc&oacute;citos e predomin&acirc;ncia de c&eacute;lulas polimorfonucleares. O doente refere ainda na maioria das situa&ccedil;&otilde;es remo&ccedil;&atilde;o do corpo estranho por ocasi&atilde;o do traumatismo, o que associado a par&acirc;metros inflamat&oacute;rios pouco alterados e cl&iacute;nica pouco exuberante, pode conduzir, com elevada frequ&ecirc;ncia, a uma falha no diagn&oacute;stico inicial<sup>5</sup>.</p>
    <p>A recorr&ecirc;ncia dos sintomas deve-se, em grande parte, &agrave; perman&ecirc;ncia de fragmentos intra-articulares, o que em &uacute;ltima inst&acirc;ncia pode ser desastroso, levando a casos de artrite s&eacute;tica com danos articulares irrepar&aacute;veis. Por este motivo, e desde logo numa fase inicial, torna-se mandat&oacute;ria a remo&ccedil;&atilde;o completa do corpo estranho, que se fragmenta com facilidade, lavagem articular abundante com sinovectomia parcial e antibioterapia dirigida<sup>5,8</sup>. Nos primeiros casos reportados na literatura, foi dada a primazia &agrave; lavagem articular e sinovectomia atrav&eacute;s de artrotomia. No entanto, actualmente, a op&ccedil;&atilde;o pela artroscopia em detrimento da artrotomia tem sido amplamente discutida na literatura, especialmente no que diz respeito &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos intra-articulares<sup>5,6,9</sup>. Se por um lado, a artroscopia consiste num procedimento minimamente invasivo, com baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es, que permite uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o e uma reabilita&ccedil;&atilde;o mais precoce, por outro, o risco de les&atilde;o da cartilagem articular iatrog&eacute;nica e a exig&ecirc;ncia de recursos materiais e t&eacute;cnicos &eacute; superior com esta t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, estando dependente da experi&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o<sup>1,5,9</sup>. No passado, o seu valor diagn&oacute;stico e uso em idade pedi&aacute;trica foram controversos, contudo, nos &uacute;ltimos anos, tem vindo a ganhar valor a sua utiliza&ccedil;&atilde;o nestas idades, evitando artrotomias de outro modo necess&aacute;rias<sup>10</sup>. Outro factor a ter em conta aquando da decis&atilde;o da abordagem cir&uacute;rgica &eacute; a experi&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o<sup>1</sup>.</p>
    <p>Como se verificou no caso descrito, a maioria dos fragmentos derivados de plantas n&atilde;o s&atilde;o vis&iacute;veis na radiografia simples, o que exige um alto &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e a realiza&ccedil;&atilde;o de outros exames complementares de diagn&oacute;stico, como a ecografia, a tomografia computadorizada ou at&eacute; mesmo a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica <sup>1,2,3,5</sup>. A ecografia &eacute; um exame de f&aacute;cil acesso, no entanto, francamente dependente do operador e com baixa sensibilidade. Por sua vez, exames como a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, al&eacute;m da alta sensibilidade inerente, podem ser requisitados com o intuito de excluir casos de osteomielite secund&aacute;ria em doentes com suspeita de artrite s&eacute;tica<sup>3</sup>.</p>
    <p>O organismo mais frequentemente isolado em cultura de l&iacute;quido sinovial neste tipo de les&otilde;es &eacute; <em>Pantoae agglomerans</em>, uma bact&eacute;ria Gram negativa, da fam&iacute;lia das <em>Enterobacteriaceae</em>, presente em material org&acirc;nico de origem animal e vegetal<sup>2,5,11</sup>. O primeiro caso de artrite causada por este agente patog&eacute;nico foi descrito por Flatauer et al. em 1978, tendo sido isolado num doente ap&oacute;s les&atilde;o&nbsp; penetrante do joelho por traumatismo numa tala de madeira<sup>12</sup>. De forma menos frequente podem ser encontradas bact&eacute;rias da esp&eacute;cie <em>Enterobacter aerogenes</em> e <em>Enterobacter cloacae</em><sup>4</sup>. Embora inicialmente os casos de artrite ass&eacute;tica tenham sido atribu&iacute;dos &agrave; resposta inflamat&oacute;ria despoletada por subst&acirc;ncias alcal&oacute;ides ou toxinas presentes nas folhas de plantas<sup>2,4,5,7,8</sup>, hoje em dia pensa-se que esta bact&eacute;ria &eacute; a principal respons&aacute;vel pelo quadro cl&iacute;nico, mesmo nos casos em que as culturas s&atilde;o negativas, o que se pode dever a um meio de cultura inapropriada ou falha na correcta identifica&ccedil;&atilde;o laboratorial do agente causal<sup>1,2,5</sup>. De uma forma global, as culturas s&atilde;o positivas em apenas cerca 27% dos casos descritos de artrite por picada em plantas<sup>5</sup>.</p>
    <p>Relativamente ao aspecto microsc&oacute;pico das biopsias sinoviais neste tipo de les&otilde;es, podem ser identificadas reac&ccedil;&otilde;es multi-granulomatosas com c&eacute;lulas gigantes mononucleares, sinovite hipertr&oacute;fica e evid&ecirc;ncia de tecido de granula&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>.</p>
    <p>Na aus&ecirc;ncia de comorbilidades pr&eacute;-existentes, s&atilde;o raros os casos de desenvolvimento de artrite s&eacute;tica, principalmente em crian&ccedil;as e adolescentes<sup>4</sup>, sendo que a grande maioria dos casos descritos na literatura, apresentou uma resposta favor&aacute;vel a ciclo de antibioterapia com dura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de 10 a 14 dias com recurso a cefalosporina de largo espetro<sup>11</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, o diagn&oacute;stico de artrite por <em>Pantoae agglomerans</em> exige alto &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, devido &agrave; sua natureza relativamente indolente e cl&iacute;nica pouco exuberante. Deve, no entanto, surgir como diagn&oacute;stico diferencial em casos de les&otilde;es penetrantes com material de origem vegetal, nomeadamente por picadas em plantas. Nestes casos, &eacute; fundamental proceder-se &agrave; remo&ccedil;&atilde;o completa do corpo estranho, lavagem abundante e antibioterapia dirigida. A falha no diagn&oacute;stico ou a perman&ecirc;ncia de fragmentos articulares pode ser desastrosa, levando em &uacute;ltima inst&acirc;ncia a danos irrepar&aacute;veis.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Clarke J, McCaffrey D. Thorn injury mimicking a septic arthritis of the knee. Ulster Med J. 2007; 76 (3): 164-165</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312137&pid=S1646-2122201600020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Kratz A, Greenberg D, Barki Y, Cohen E. Pantoaea agglomerans as a cause of septic arthritis after palm tree thorn injury; case report and literature review. Arch Dis Child. 2003; 88: 542-544</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312138&pid=S1646-2122201600020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Stevens K, Theologis T, McNally E. Imaging of plant-thorn synovitis. Skeletal Radiol. 2000; 29: 605-608</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312139&pid=S1646-2122201600020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. De Champs C, Le Seaux S, Dubost JJ, Boisgard S, Sauvezie B, Sirot J. Isolation of Pantoae agglomerans in Two Cases of Septic Monoarthritis after Plant Thorn and Wood Silver Injuries. J Clin Microbiol. 2000 Jan; 38 (1): 460-461</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Duerinckx J. Subacute Synovitits of the Knee after a Rose Thorn Injury - Unusual Clinical Practice. Clin Orthop Relat Res. 2008 Dec; 466 (12): 3138-3142</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Taskiran E, Toros T. Chronic Synovitis Caused by a Date Palm Thorn: An unusual Clinical Picture. Arthroscopy: J Arthroscopic Relat Surg. 2002; 18 (2): 7</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312142&pid=S1646-2122201600020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Luiz C, Ramanathan E. Date Palm Thorn Synovitis. J Bone Joint Surg. 1990; 72-B (3)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312143&pid=S1646-2122201600020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Freiber A, Herzenber J, Sangeorzan J. Thorn Synovitis of the Knee Joint With Nocardia Pyarthrosis. Clin Orthop Relat Res. 1991; 233-236</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312144&pid=S1646-2122201600020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Sansone V, Mora L, Spirito D. Arthroscopic Retrieval of an Unusual Foreign Body of the Knee. Arthroscopy: J Arthroscopic Relat Surg. 2002; 18 (2): 6</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312145&pid=S1646-2122201600020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Eiskjaer S, Larsen S. Arthroscopy of the Knee in Children. Acta Orthop Scand. 1987; 58: 273-276</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312146&pid=S1646-2122201600020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Cruz AT, Cazacu AC, Allen CH. Pantoea agglomerans, a Plant Pathogen Causing Human Disease. J Clin Microbiol. 2007 Jun; 45 (6): 1989-1992</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Flatauer FE, Khan MA. Septic arthritis caused by Enterobacter agglomerans. Arch Intern Med. 1978 May; 138 (5): 788</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Rita da Silveira Henriques    <br>Interna de Ortopedia do Serviço de Ortopedia do CHLN - Hospital de Santa Maria    <br>Avenida Professor Egas Moniz,1649-035, Lisboa, Portugal    <br>Email: <a href="mailto:ritasilveirah@gmail.com">ritasilveirah@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-04-24</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2016-09-29</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2016-10-09</font></p>     ]]></body><back>
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