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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tumor de Células Gigantes do Unciforme: Caso Clínico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de Cascais Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Primary bone tumors are rare. The giant-cell tumor of bone is a benign, locally agressive tumor formed by mononuclear cells. Its main locations are the distal femur, proximal tibia, distal radius, proximal humerus, proximal femur, sacrum and pelvis. Other locations are very uncommon. The treatment is the excision of the tumor. Recurrence happens in 15% of cases. We present a case of a 17-years old woman with a giant cell tumor of the hamate, who presented with diminished strength and functional compromise of the hand. It is a very uncommon location for this type of tumor. After curettage of the lesion and fill with autologous iliac crest graft, there was recurrence of the tumor. A total hamate resection was performed and flexor carpis radialis tendon was used for interposition. After 6 mounths, the patient was symptom free and recovered total strength and mobility of the hand and wrist.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tumor de células gigantes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[unciforme]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Giant cell tumor]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tumor de Células Gigantes do Unciforme: Caso Clínico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Miguel Duarte Silva<sup>I</sup></b>; <b>Patrícia Wircker<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Guerra Pinto<sup>I</sup></b>; <b>João Gonçalves de Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Rui Martins<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Côrte-Real<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia do Departamento de Especialidades Cirúrgicas do HPP Hospital de Cascais Dr. José de Almeida. Cascais. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tumores &oacute;sseos primitivos s&atilde;o raros. O tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso &eacute; um tumor benigno, localmente agressivo, constitu&iacute;do por c&eacute;lulas mononucleares indiferenciadas.</p>     <p>Ocorrem preferencialmente na extremidade distal do f&eacute;mur, na t&iacute;bia proximal, na extremidade distal do r&aacute;dio, na extremidade proximal do &uacute;mero, na extremidade proximal do f&eacute;mur e no sacro e p&eacute;lvis, sendo outras localiza&ccedil;&otilde;es extremamente raras. O tratamento consiste na excis&atilde;o da les&atilde;o, sendo o defeito &oacute;sseo preenchido com enxerto &oacute;sseo ou substituto &oacute;sseo. O papel dos tratamentos adjuvantes &eacute; controverso. A recorr&ecirc;ncia deste tipo de tumor ocorre em 15% dos casos.</p>     <p>Apresentamos um caso de uma doente de 17 anos com um tumor de c&eacute;lulas gigantes do unciforme, que apresentava dor e impot&ecirc;ncia funcional da m&atilde;o. Al&eacute;m de se tratar de um tumor &oacute;sseo raro, trata-se tamb&eacute;m de uma localiza&ccedil;&atilde;o pouco habitual.</p>     <p>Ap&oacute;s a curetagem do tumor e o preenchimento do defeito &oacute;sseo local com enxerto aut&oacute;logo il&iacute;aco observou-se recorr&ecirc;ncia. A cirurgia de revis&atilde;o consistiu na excis&atilde;o completa do osso unciforme e preenchimento do espa&ccedil;o com hemitend&atilde;o do grande palmar. Aos 6 meses, a doente n&atilde;o apresenta qualquer sinal de recidiva da doen&ccedil;a e recuperou totalmente a mobilidade e a for&ccedil;a do punho e m&atilde;o.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Tumor de células gigantes, unciforme. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Primary bone tumors are rare. The giant-cell tumor of bone is a benign, locally agressive tumor formed by mononuclear cells. Its main locations are the distal femur, proximal tibia, distal radius, proximal humerus, proximal femur, sacrum and pelvis. Other locations are very uncommon. The treatment is the excision of the tumor. Recurrence happens in 15% of cases.</p>     <p>We present a case of a 17-years old woman with a giant cell tumor of the hamate, who presented with diminished strength and functional compromise of the hand. It is a very uncommon location for this type of tumor.</p>     <p>After curettage of the lesion and fill with autologous iliac crest graft, there was recurrence of the tumor. A total hamate resection was performed and flexor carpis radialis tendon was used for interposition. After 6 mounths, the patient was symptom free and recovered total strength and mobility of the hand and wrist.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Giant cell tumor, hamate. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso (TCGO) &eacute; um tumor benigno que apresenta algumas caracter&iacute;sticas de agressividade, nomeadamente uma grande taxa de recidiva<sup>1</sup>. Representa cerca de 4 a 9.5% de tumores &oacute;sseos prim&aacute;rios na popula&ccedil;&atilde;o ocidental, sendo mais frequente nos asi&aacute;ticos onde pode chegar aos 20% dos tumores &oacute;sseos prim&aacute;rios<sup>2,3</sup>. As localiza&ccedil;&otilde;es mais frequentes s&atilde;o o f&eacute;mur distal, t&iacute;bia proximal e no r&aacute;dio distal, principalmente em esqueletos imaturos.</p>
    <p>O r&aacute;dio distal &eacute; o terceiro local mais frequente dos TCGO, representando cerca de 10% dos casos, sendo que 6% das les&otilde;es envolvem o c&uacute;bito distal. O envolvimento dos ossos da m&atilde;o &eacute; raro, representando cerca de 2 a 4% dos casos<sup>4,5</sup>.</p>
    <p>No geral, o TCGO &eacute; mais frequente na segunda e terceira d&eacute;cadas de vida e h&aacute; uma ligeira predomin&acirc;ncia do sexo feminino<sup>2</sup>.</p>
    <p>Clinicamente, apresenta-se por dor e edema. Os dois sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o e estadiamento foram propostos por Enneking (estadiamento cir&uacute;rgico)<sup>6</sup> e Campanacci (baseado nos achados radiol&oacute;gicos)<sup>7</sup>.</p>
    <p>Normalmente s&atilde;o &uacute;nicos, mas envolvimento multi-focal est&aacute; descrito em cerca de 1% dos casos<sup>8</sup>. Este envolvimento multi-focal ocorre mais frequentemente nos doentes mais jovens. Nestes casos, &eacute; esperada recorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em cerca de 50% em dois anos e 62 % dos doentes desenvolvem doen&ccedil;a em mais de dois locais<sup>8</sup>.</p>
    <p>Radiologicamente, a apar&ecirc;ncia t&iacute;pica dos TCGO &eacute; a de uma massa expans&iacute;vel, exc&ecirc;ntrica e l&iacute;tica, que se localiza numa posi&ccedil;&atilde;o subarticular<sup>3</sup>.</p>
    <p>O tratamento &eacute; cir&uacute;rgico, sendo que a excis&atilde;o completa &eacute; necess&aacute;ria para evitar a recidiva.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o de um caso cl&iacute;nico de uma doente com um tumor de c&eacute;lulas gigantes, com uma localiza&ccedil;&atilde;o extremamente rara: o unciforme.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresentamos um caso de uma doente do sexo feminino, de 17 anos de idade que &eacute; encaminhada para consulta externa de Ortopedia em Junho 2014 por tumefa&ccedil;&atilde;o dorsal do punho direito, com queixas dolorosas locais associadas ao esfor&ccedil;o. A massa tinha cerca de 2 cm de maior di&acirc;metro, limites bem definidos, de contornos regulares, consist&ecirc;ncia dura, m&oacute;vel relativamente &agrave; pele e aderente aos planos profundos, e n&atilde;o se palpavam n&oacute;dulos linf&aacute;ticos no escavado axilar ou noutros segmentos do membro superior.</p>
    <p>Apresentava radiografia (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figuras 1</a> e <a name="topf2"></a><a href="#f2">2</a>) com les&atilde;o l&iacute;tica do unciforme, com esclerose dos bordos, sem disrup&ccedil;&atilde;o da cortical, que ocupava cerca de 30% do osso. Foi pedida uma TC, que revelou uma les&atilde;o ocupando espa&ccedil;o do unciforme.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f1.jpg" width="397" height="740" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f2.jpg" width="387" height="293" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A hip&oacute;tese diagn&oacute;stica, pela aparente n&atilde;o agressividade da les&atilde;o e dada a elevada preval&ecirc;ncia, era a de um encondroma. Foi submetida a cirurgia de remo&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o. Por via dorsal, foi curetada a les&atilde;o com coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto esponjoso de il&iacute;aco e fosfato de c&aacute;lcio. A recupera&ccedil;&atilde;o decorreu sem intercorr&ecirc;ncias, com recupera&ccedil;&atilde;o progressiva da mobilidade do punho. O controlo radiogr&aacute;fico da cirurgia est&aacute; ilustrado nas <a name="topf3"></a><a href="#f3">figuras 3</a> e <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f3.jpg" width="395" height="640" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f4.jpg" width="391" height="358" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi enviada a pe&ccedil;a para exame anatomo-patol&oacute;gico, sendo o resultado compat&iacute;vel com osteoma osteoide do unciforme, pela presen&ccedil;a de emaranhado de trab&eacute;culas &oacute;sseas rodeadas por osteoblastos (<a name="topf5"></a><a href="#f5">figura 5</a>). No entanto, apresentava tamb&eacute;m c&eacute;lulas gigantes multi-nucleadas (<a name="topf6"></a><a href="#f6">figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f5.jpg" width="389" height="357" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f6.jpg" width="396" height="358" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Seis meses ap&oacute;s a cirurgia, por recidiva das queixas e nova tumefa&ccedil;&atilde;o na mesma regi&atilde;o, faz RMN que revela les&atilde;o do unciforme com caracter&iacute;sticas expansivas locais mas sem sinais de invas&atilde;o regional.</p>
    <p>Por este motivo marca-se para remo&ccedil;&atilde;o de unciforme, sendo as hip&oacute;teses diagn&oacute;sticas neste momento um osteoma osteoide ou um tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso, pela apar&ecirc;ncia radiol&oacute;gica e o facto de ter recidivado ap&oacute;s a curetagem.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No dia 12 Mar&ccedil;o 2015 &eacute; submetida a ex&eacute;rese em bloco do tumor &oacute;sseo recidivado do unciforme direito e preenchimento do espa&ccedil;o com hemitend&atilde;o do grande palmar (<a name="topf7"></a><a href="#f7">figuras 7</a>, <a name="topf8"></a><a href="#f8">8</a> e <a name="topf9"></a><a href="#f9">9</a>). Opt&aacute;mos pelo hemitend&atilde;o do grande palmar porque intra-operatoriamente verific&aacute;mos que a doente tinha uma variante anat&oacute;mica do normal e n&atilde;o apresentava o m&uacute;sculo pequeno palmar que seria, em condi&ccedil;&otilde;es normais, a nossa primeira op&ccedil;&atilde;o para fazer a almofada biol&oacute;gica.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f7.jpg" width="394" height="529" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f8.jpg" width="394" height="575" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f9.jpg" width="395" height="593" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>O exame anatomo-patol&oacute;gico apresentava c&eacute;lulas gigantes multinucleadas, tipo osteoclasto e c&eacute;lulas mononucleadas, com ligeiro pleomorfismo e raras mitoses (<a name="topf10"></a><a href="#f10">figura 10</a> e <a name="topf11"></a><a href="#f11">11</a>), aspetos que apontam para um tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso. Seis meses ap&oacute;s a cirurgia, a doente n&atilde;o apresenta sinais de recidiva da doen&ccedil;a, e mant&eacute;m a amplitude de todos os movimentos do punho, n&atilde;o tendo sido medida objetivamente a for&ccedil;a de preens&atilde;o.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f10.jpg" width="396" height="364" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f11"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v24n3/24n3a04f11.jpg" width="391" height="338" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O TCGO &eacute; extremamente raro, com uma taxa de recidiva elevada quando tratado por simples excis&atilde;o da les&atilde;o<sup>9</sup>.</p>
    <p>Deste caso salienta-se a import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico histol&oacute;gico, na decis&atilde;o terap&ecirc;utica. No primeiro resultado anatomo-patol&oacute;gico, era sugerida a hip&oacute;tese de um osteoma osteoide que se apresenta como um emaranhado de trab&eacute;culas &oacute;sseas, circundado por osteoblastos, osteoclastos e capilares dilatados<sup>10</sup>.</p>
    <p>O que diferencia o tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso &eacute; a presen&ccedil;a de c&eacute;lulas gigantes multi-nucleadas, tipo osteoclasto, e c&eacute;lulas ovais mononucleares, que correspondem ao componente proliferativo do tumor, uniformemente distribu&iacute;das<sup>11</sup>. Necrose, hemorragia, deposi&ccedil;&atilde;o de hemossiderina e forma&ccedil;&atilde;o de osso reativo s&atilde;o frequentes<sup>10</sup>. A presen&ccedil;a de c&eacute;lulas gigantes tipo osteoclasto e c&eacute;lulas mononucleares foi o fator que levou ao diagn&oacute;stico de tumor de c&eacute;lulas gigantes no caso apresentado. No entanto, estas c&eacute;lulas podem estar presentes noutros tipos de tumor, como o osteoma osteoide, o osteoblastoma ou mesmo o osteossarcoma, dificultando o diagn&oacute;stico do patologista, salientando-se a import&acirc;ncia do relacionamento dos dados histol&oacute;gicos com os cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos.</p>
    <p>Existem dois principais modos de tratamento destas les&otilde;es: resse&ccedil;&atilde;o local da les&atilde;o e excis&atilde;o do osso afetado<sup>1</sup>. Apesar de benignos, estes tumores t&ecirc;m uma agressividade local significativa e a taxa de recidiva ap&oacute;s excis&atilde;o local e enxerto pode chegar aos 60%<sup>12</sup>. Um estudo realizado por Campanacci <em>et al</em> em 327 doentes com TCGO revelou que a recorr&ecirc;ncia ap&oacute;s excis&atilde;o local era de 27%, ap&oacute;s excis&atilde;o com margens de seguran&ccedil;a era de 8% e que ap&oacute;s excis&atilde;o alargada completa era de 0%5. Outro estudo, realizado por McDonald <em>et al</em> reportou taxa de recorr&ecirc;ncia de 34% nos doentes tratados por curetagem da les&atilde;o e apenas de 7% nos doentes tratados com excis&atilde;o alargada<sup>13</sup>.</p>
    <p>Estes resultados sugerem que a curetagem da les&atilde;o, isolada ou com enxerto &oacute;sseo, &eacute; um tratamento ineficaz para os TCGO do carpo, e indicam que um procedimento excisional mais agressivo e invasivo &eacute; mais eficaz para o tratamento deste tipo de tumores<sup>1</sup>.</p>
    <p>No caso descrito, a abordagem inicial foi a de excis&atilde;o local da les&atilde;o com enxerto &oacute;sseo e de fosfato de c&aacute;lcio, sendo que ap&oacute;s 6 meses, a les&atilde;o tinha recidivado. Por esse motivo, na ocasi&atilde;o da segunda cirurgia, optou-se por fazer a excis&atilde;o total do osso unciforme.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tumor de c&eacute;lulas gigantes do unciforme &eacute; um tumor benigno raro, sendo os ossos do carpo, nomeadamente o unciforme, uma localiza&ccedil;&atilde;o rara para este tipo de tumor.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da doente do caso apresentado foi a descrita para este tipo de les&atilde;o, com os achados imagiol&oacute;gicos e anatomo-patol&oacute;gicos a confirmarem o diagn&oacute;stico.</p>
    <p>Ap&oacute;s a revis&atilde;o da literatura, conclu&iacute;mos que o nosso caso seguiu um curso relativamente expect&aacute;vel para um tumor de c&eacute;lulas gigantes do osso, e foi esse o motivo pelo qual se optou pela excis&atilde;o em bloco do osso unciforme.</p>
    <p>Neste momento, temos 6 meses de seguimento da doente, e esta n&atilde;o apresenta qualquer sinal de recidiva local da les&atilde;o, sendo que clinicamente a doente apresenta for&ccedil;a e mobilidade do punho e m&atilde;o normais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Shigematsu k. Giant cell tumours of the carpus. J Hand Surg. 2006; 31 (7): 1214-1219</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312687&pid=S1646-2122201600030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Murphey MD, Nomikos GC, Flemming DJ. Imaging of giant cell tumor and giant cell reparative granuloma of bone: radiologic-pathologic correlation. Radiographics. 2001; 21: 1283-1309</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312688&pid=S1646-2122201600030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. James SL, Davies AM. Giant-cell tumours of bone of the hand and wrist: a review of imaging findings and differential diagnoses. Eur Radiol. 2005 Sep; 15 (9): 1855-1866</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Harness NG, Mankin HJ. Giant-cell tumor of the distal forearm. J Hand Surg Am. 2004 Mar; 29 (2): 188-193</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Campanacci M, Baldini N, Boriani S. Giant cell tumour of bone. J Bone Joint Surg Am. 1987 Jan; 69 (1): 106-114</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Enneking WF. Musculoskeletal tumor surgery. New York: Churchill Livingstone; 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312692&pid=S1646-2122201600030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Campanacci M, Giunti A, Olmi R. Giant cell tumours of bone. A study of 209 cases with long term follow up in 130. Ital J Orthop Traumatol. 1979; 1: 249</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312694&pid=S1646-2122201600030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Cummins CA, Scarborough MT, Enneking WF. Multicentric gian-cell tumor of bone. Clin Orthop Relat Res. 1996 Jan;  (322): 245-252</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Sakayama K, Sugawara Y, Kidani T. Giant cell tumour of the hamate treated successfully by acrylic cementation:a case report. J Hand Surg Eur Vol. 2008 Dec; 33 (6): 803-805</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Kumar V, Abbas K, Aster C. Robbins and Cotran Pathologic Basis of Diseases. 9th Edition. Saunders; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312697&pid=S1646-2122201600030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Picci P, Manfrini M, Fabbri N. Atlas of Musculoskeletal Tumors and Tumorlike Lesions. Springer; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312699&pid=S1646-2122201600030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Goldberg RR, Campbell CJ, Bonfiglio M. Giant-cell tumor of bone. J Bone Joint Surg. 1970; 52A: 619-664</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312701&pid=S1646-2122201600030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. McDonald DJ, Sim FH, McLeod RA, Dahlin DC. Giant-cell tumor of bone. J Bone Joint Surg. 68A: 235-242</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1312702&pid=S1646-2122201600030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Miguel Duarte Silva    <br>Serviço de Ortopedia do Departamento de Especialidades Cirúrgicas. HPP Hospital de Cascais Dr. José de Almeida.    <br>Av. Brigadeiro Victor Novais Gonçalves    <br>2755-009 Alcabideche    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Telefone: 214653000    <br><a href="mailto:miguelduartesilva@gmail.com">miguelduartesilva@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-10-09</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-01-28</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-02-01</font></p>     ]]></body><back>
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