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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento de Infeções Protésicas com Desbridamento e Preservação do Implante: Resultados da Aplicação Prospetiva de um Protocolo Pré-estabelecido]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Study Goal: Treating prosthetic joint infections is complex and the results of debridement with implant retention are often unpredictable. Our hypothesis is that it is possible to offer a good chance for success as long as simple patient selection and treatment guidelines are met. The goal of this paper is to present the results of prospectively applying these principles over the past few years in our institution. Material and Methods: This is a prospective clinical study including patients with prosthetic joint infection treated since January/2012 and a 12 months’ minimum follow-up after treatment discontinuation. Only patients with a stable prosthesis with no signs of loosening, good soft tissues and short duration of symptoms were candidates to debridement with implant retention. Surgery was performed by the same surgeon and it always included mobile parts exchange. Whenever possible, antibiotic therapy included agents effective against bacteria within the biofilm. Results: Twenty-four patients (15 knees and 9 hips) with a mean age of 65 years were included. One patient was excluded from the analysis of results as a result of unrelated death. There were three cases of treatment failure, resulting in an overall success rate of 87% (20/23) with an average 30 months’ follow-up after discontinuing antibiotic therapy. Conclusion: Following a predetermined treatment protocol allows for good results in the treatment of prosthetic joint infections even when choosing to preserve the implant.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Prótese da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Tratamento de Infeções Protésicas com Desbridamento e Preservação do Implante - Resultados da Aplicação Prospetiva de um Protocolo Pré-estabelecido</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Sousa<sup>I</sup></b>; <b>Marta Silva<sup>I</sup></b>; <b>Arnaldo Sousa<sup>I</sup></b>; <b>João Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Neves<sup>I</sup></b>; <b>Seabra Lopes<sup>I</sup></b>; <b>António Oliveira<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Centro Hospitalar do Porto, Hospital de Santo António. Porto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: O tratamento de infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas &eacute; complexo e os resultados do desbridamento com preserva&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese s&atilde;o frequentemente imprevis&iacute;veis. A nossa hip&oacute;tese &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel oferecer uma boa probabilidade de sucesso desde que sejam cumpridas algumas regras simples para correta sele&ccedil;&atilde;o e tratamento dos doentes. O objetivo deste estudo &eacute; apresentar os resultados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o prospetiva desses pressupostos ao longo dos &uacute;ltimos anos na nossa institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Material e M&eacute;todos: Trata-se de um estudo cl&iacute;nico prospetivo que inclui todos os doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica tratados desde Janeiro/2012 e com um seguimento m&iacute;nimo de 12 meses ap&oacute;s o fim do tratamento. Apenas foram candidatos ao desbridamento com preserva&ccedil;&atilde;o do implante doentes com pr&oacute;tese est&aacute;vel, sem sinais de descolamento, boa condi&ccedil;&atilde;o de partes moles e curta dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas. O desbridamento cir&uacute;rgico foi realizado pelo mesmo cirurgi&atilde;o e incluiu sempre troca de partes m&oacute;veis. Sempre que poss&iacute;vel a antibioterapia incluiu f&aacute;rmacos com efic&aacute;cia para bact&eacute;rias no biofilme.</p>     <p>Resultados: Foram estudados 24 doentes (15 joelhos e 9 ancas) com uma idade m&eacute;dia de 65 anos. Um doente foi exclu&iacute;do da analise dos resultados por morte n&atilde;o relacionada. Registaram-se tr&ecirc;s casos de fal&ecirc;ncia do tratamento o que resulta numa taxa de sucesso de 87% (20/23) com um seguimento m&eacute;dio de 30 meses ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia.</p>     <p>Conclus&atilde;o: A aplica&ccedil;&atilde;o de um protocolo pr&eacute;-estabelecido de tratamento permite a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados no tratamento de infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas mesmo quando se opte pela preserva&ccedil;&atilde;o do implante.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Prótese da anca, Prótese do joelho, Infeção de prótese, Estudo de coorte, Estudo prospetivo, Preservação do implante, Irrigação terapêutica, Antibióticos/uso terapêutico, Resultado de tratamento. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Study Goal: Treating prosthetic joint infections is complex and the results of debridement with implant retention are often unpredictable. Our hypothesis is that it is possible to offer a good chance for success as long as simple patient selection and treatment guidelines are met. The goal of this paper is to present the results of prospectively applying these principles over the past few years in our institution.</p>     <p>Material and Methods: This is a prospective clinical study including patients with prosthetic joint infection treated since January/2012 and a 12 months&rsquo; minimum follow-up after treatment discontinuation. Only patients with a stable prosthesis with no signs of loosening, good soft tissues and short duration of symptoms were candidates to debridement with implant retention. Surgery was performed by the same surgeon and it always included mobile parts exchange. Whenever possible, antibiotic therapy included agents effective against bacteria within the biofilm.</p>     <p>Results: Twenty-four patients (15 knees and 9 hips) with a mean age of 65 years were included. One patient was excluded from the analysis of results as a result of unrelated death. There were three cases of treatment failure, resulting in an overall success rate of 87% (20/23) with an average 30 months&rsquo; follow-up after discontinuing antibiotic therapy.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: Following a predetermined treatment protocol allows for good results in the treatment of prosthetic joint infections even when choosing to preserve the implant.<br /><br /> <font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip Prosthesis, Knee Prosthesis, Prosthesis-Related Infections, Cohort Studies, Prospective Studies, Prosthesis Retention, Therapeutic Irrigation, Anti-Bacterial Agents, Treatment Outcome. </font></p></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A infe&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das mais frequentes e tem&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de uma artroplastia. As enormes dificuldades no seu tratamento implicam frequentemente m&uacute;ltiplas cirurgias e m&uacute;ltiplos internamentos com um significativo impacto na qualidade de vida dos doentes e mesmo na mortalidade<sup>1</sup>.</p>     <p>Apesar de toda a aten&ccedil;&atilde;o e investimento na profilaxia que esta complica&ccedil;&atilde;o tem merecido nos &uacute;ltimos anos, a verdade &eacute; que existe atualmente uma tend&ecirc;ncia global para o aumento da sua incid&ecirc;ncia e dos custos que lhe est&atilde;o associados<sup>2,3</sup>. Se a isso aliarmos o facto de existir um n&uacute;mero crescente de artroplastias a ser realizadas todos os anos, percebemos que esta &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o com a qual todos os ortopedistas ser&atilde;o confrontados tornando-se por isso necess&aacute;rio aprender a lidar com ela.</p>     <p>O desbridamento cir&uacute;rgico com preserva&ccedil;&atilde;o do implante &eacute; uma alternativa apelativa para o tratamento da infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica. Para o cirurgi&atilde;o, &eacute; tecnicamente menos exigente que uma cirurgia de revis&atilde;o e para o doente &eacute; de mais f&aacute;cil recupera&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>.</p>     <p>No entanto, existe uma enorme controv&eacute;rsia na literatura sobre qual a sua verdadeira efic&aacute;cia. As taxas de sucesso variam entre os 0% e os 90%, com uma m&eacute;dia de cerca de 50% quer para o joelho quer para a anca<sup>5,6</sup>. Para al&eacute;m disso tem sido sugerido que a fal&ecirc;ncia do desbridamento como tratamento de primeira inten&ccedil;&atilde;o pode comprometer o sucesso de uma cirurgia de revis&atilde;o subsequente, importando por isso selecionar adequadamente a melhor estrat&eacute;gia terap&ecirc;utica em cada caso<sup>7</sup>.</p>     <p>S&atilde;o muitos os fatores com influ&ecirc;ncia no eventual insucesso desta op&ccedil;&atilde;o de tratamento. No entanto, os autores acreditam que observando crit&eacute;rios simples para a correta sele&ccedil;&atilde;o dos doentes e algumas regras basilares para um correto tratamento cir&uacute;rgico e m&eacute;dico &eacute; poss&iacute;vel oferecer uma boa probabilidade de sucesso na erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o. Assim, o objetivo deste trabalho &eacute; apresentar o protocolo adotado pelos autores bem como os resultados da sua aplica&ccedil;&atilde;o ao longo dos &uacute;ltimos anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de um estudo prospetivo em vigor desde Janeiro/2012 que incide sobre os doentes com diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica tratados pelo primeiro autor. S&atilde;o colhidas para uma base de dados institucional as diversas vari&aacute;veis cl&iacute;nicas e demogr&aacute;ficas dos doentes bem como as respetivas vari&aacute;veis do tratamento e seguimento cl&iacute;nico-laboratorial dos mesmos. A referida base de dados tem a aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de dados e da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ser&atilde;o apresentados os resultados dos doentes tratados at&eacute; Setembro/2015 e que t&ecirc;m um seguimento m&iacute;nimo de 12 meses ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia que os autores acreditam ser o m&iacute;nimo aceit&aacute;vel uma vez que &eacute; neste per&iacute;odo que se manifesta a grande maioria das fal&ecirc;ncias<sup>8,9</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Critérios de Seleção</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram considerados candidatos a cirurgia de desbridamento com preserva&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese todos os doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica que reunissem as seguintes condi&ccedil;&otilde;es: 1) pr&oacute;tese est&aacute;vel e sem sinais de descolamento; 2) boa condi&ccedil;&atilde;o de partes moles, sem f&iacute;stula cut&acirc;nea e; 3) dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas inferior a 4 semanas. Estes crit&eacute;rios foram determinados ap&oacute;s an&aacute;lise da nossa pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia pr&eacute;via e revis&atilde;o da literatura<sup>10</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Protocolo de Atuação Cirúrgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Salvaguardando as especificidades inerentes a cada articula&ccedil;&atilde;o e caso cl&iacute;nico espec&iacute;fico, o procedimento de desbridamento &eacute; feito de forma sistem&aacute;tica e obedece a uma sequ&ecirc;ncia constante.</p>     <p>O primeiro passo &eacute; a excis&atilde;o dos bordos da incis&atilde;o pr&eacute;via. Se a f&aacute;scia estiver encerrada &eacute; efetuado o desbridamento superficial colhendo amostras de tecido para estudo microbiol&oacute;gico. Quando esta camada estiver macroscopicamente limpa &eacute; feita uma artrocentese com agulha por forma a colher uma amostra de l&iacute;quido sinovial n&atilde;o contaminada e s&oacute; ent&atilde;o &eacute; realizada a artrotomia. Ap&oacute;s a artrotomia, todas as partes m&oacute;veis s&atilde;o retiradas (i.e. polietileno,cabe&ccedil;as e colos modulares, etc.) de modo a aumentar a acessibilidade e permitir a limpeza de todas as interfaces prot&eacute;sicas. &Eacute; ent&atilde;o realizada uma sinovectomia o mais completa poss&iacute;vel para al&eacute;m da ex&eacute;rese de todos os tecidos desvitalizados e hematomas ou cole&ccedil;&otilde;es organizadas aumentando desta forma a exposi&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m de fazer o desbridamento. Nesta fase s&atilde;o colhidas um m&iacute;nimo de cinco amostras para estudo microbiol&oacute;gico dando prefer&ecirc;ncia a tecidos macroscopicamente purulentos e/ou em contacto &iacute;ntimo com a pr&oacute;tese. Ap&oacute;s a ex&eacute;rese rigorosa de todos os tecidos suspeitos bem como dos fios de sutura remanescentes &eacute; feita uma lavagem abundante. A primeira lavagem &eacute; realizada com 3L de solu&ccedil;&atilde;o de cloro-hexidina e depois &eacute; feita outra lavagem com mais 3L de soro fisiol&oacute;gico. Ap&oacute;s este passo, a ferida &eacute; temporariamente envolta em compressas limpas de modo a que toda a equipa cir&uacute;rgica possa sair para se desinfetar e trocar de vestu&aacute;rio de prote&ccedil;&atilde;o. J&aacute; com novos instrumentos cir&uacute;rgicos &eacute; feita uma lavagem adicional com 1L de soro fisiol&oacute;gico antes da recoloca&ccedil;&atilde;o de novas partes m&oacute;veis para substituir as que foram retiradas. Ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o de dreno aspirativo (geralmente apenas um intra-articular) a ferida &eacute; encerrada por camadas t&atilde;o hermeticamente quanto poss&iacute;vel usando uma t&eacute;cnica semelhante &agrave; cirurgia prim&aacute;ria (i.e. fios absorv&iacute;veis na f&aacute;scia e no plano subcut&acirc;neo e agrafos na pele).</p>     <p>Sempre que poss&iacute;vel &eacute; realizado apenas um desbridamento e s&oacute; se a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica o exigir se avan&ccedil;a para uma segunda interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Caso haja fal&ecirc;ncia desse segundo desbridamento, ser&atilde;o considerados tratamentos cir&uacute;rgicos alternativos com extra&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese, em especial perante um doente com fatores de risco importantes para fal&ecirc;ncia do tratamento com co-morbilidades m&eacute;dicas ou bact&eacute;rias dif&iacute;ceis de tratar.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Protocolo de Atuação Médica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Perante uma suspeita de infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese n&atilde;o iniciamos antibioterapia antes da cirurgia a n&atilde;o ser em casos de manifesta emerg&ecirc;ncia cl&iacute;nica como por exemplo uma s&eacute;psis iminente. Na esmagadora maioria dos casos, a antibioterapia deve iniciar-se apenas ap&oacute;s terminada a colheita de amostras para microbiologia, no caso do joelho ap&oacute;s a abertura do garrote. A antibioterapia emp&iacute;rica inicia-se por isso ainda no bloco operat&oacute;rio com cobertura de largo espectro para gram-positivos positivos e gram-negativos. Durante todo o per&iacute;odo do estudo, o protocolo em vigor no nosso servi&ccedil;o foi vancomicina em associa&ccedil;&atilde;o com um carbapenem<sup>11</sup>. Uma vez dispon&iacute;veis os resultados definitivos do estudo microbiol&oacute;gico a antibioterapia &eacute; ajustada em conformidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A transi&ccedil;&atilde;o de antibioterapia endovenosa para antibioterapia oral n&atilde;o obedece a nenhum prazo pr&eacute;-estabelecido mas sim &agrave; conjuga&ccedil;&atilde;o da boa resposta cl&iacute;nica (e.g. ferida sem drenagem e diminui&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios) com a exist&ecirc;ncia de antibioterapia eficaz com boa biodisponibilidade oral.</p>     <p>A antibioterapia oral em ambulat&oacute;rio prolonga-se sempre que poss&iacute;vel pelo menos tr&ecirc;s meses no caso da anca e seis meses no caso do joelho. A antibioterapia &eacute; interrompida ap&oacute;s o per&iacute;odo de tempo definido para cada situa&ccedil;&atilde;o independentemente dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios. Sempre que poss&iacute;vel o esquema selecionado incluiu antibi&oacute;ticos com atividade para bact&eacute;rias no biofilme. Especificamente, rifampicina (sempre em associa&ccedil;&atilde;o) para infe&ccedil;&otilde;es estafiloc&oacute;cicas e ciprofloxacina para infe&ccedil;&otilde;es por gram-negativos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Definições importantes</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As infe&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;das neste estudo foram classificadas de acordo com proposta feita previamente pelos autores<sup>10</sup> como: a) <i>Infe&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria aguda</i> como aquela que ocorre nos primeiros tr&ecirc;s meses ap&oacute;s a cirurgia de coloca&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese e se caracteriza geralmente por um quadro inflamat&oacute;rio agudo com drenagem persistente pela ferida operat&oacute;ria que pode ou n&atilde;o ter caracter&iacute;sticas purulentas macrosc&oacute;picas e; b) <i>Infe&ccedil;&atilde;o hematog&eacute;nea aguda</i> que se caracteriza pelo surgimento de um quadro inflamat&oacute;rio agudo numa pr&oacute;tese previamente bem funcionante e assintom&aacute;tica no contexto de um epis&oacute;dio documentado ou presumido de bacteriemia.</p>     <p>O regime de antibioterapia em ambulat&oacute;rio foi classificado em: a) <i>Esquema &oacute;timo</i>, se incluir rifampicina para infe&ccedil;&otilde;es estafiloc&oacute;cicas, ciprofloxacina para infe&ccedil;&otilde;es por gram-negativos ou ambos no caso de infe&ccedil;&otilde;es polimicrobianas mistas ou; b) <i>Esquema sub-&oacute;timo</i> se tal n&atilde;o tiver sido poss&iacute;vel devido a perfil de resist&ecirc;ncia a antimicrobianos desfavor&aacute;vel ou rea&ccedil;&otilde;es adversas do doente que tenham obrigado a interromper a antibioterapia antes de completado a dura&ccedil;&atilde;o prevista.</p>     <p>O sucesso da interven&ccedil;&atilde;o foi definido de acordo com um consenso internacional multidisciplinar<sup>12</sup> como: a) erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o caracterizada por aus&ecirc;ncia de fal&ecirc;ncia cl&iacute;nica (ferida cicatrizada sem f&iacute;stula ou drenagem e pr&oacute;tese indolor) e sem recorr&ecirc;ncia da infe&ccedil;&atilde;o causada pelo mesmo microrganismo; b) sem necessidade de cirurgias subsequente ap&oacute;s cirurgia de revis&atilde;o e; c) sem mortalidade relacionada com a infe&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m da taxa de sucesso com um seguimento m&iacute;nimo de 12 meses ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia tal como definido pelos autores. Ser&atilde;o tamb&eacute;m apresentados os resultados com o m&iacute;nimo de 2 anos ap&oacute;s a &uacute;ltima cirurgia que &eacute; preconizado como m&iacute;nimo no j&aacute; referido consenso<sup>12</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise Estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Devido ao tamanho relativamente reduzido da amostra foi feita uma an&aacute;lise descritiva dos resultados, n&atilde;o se procurando infer&ecirc;ncias estat&iacute;sticas que seriam manifestamente pouco significativas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vinte e quatro doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica da anca (PTA) ou joelho (PTJ), em que foi selecionado o desbridamento cir&uacute;rgico com preserva&ccedil;&atilde;o do implante como op&ccedil;&atilde;o de tratamento inicial, foram inclu&iacute;dos neste estudo. Na <a name="topt1"></a><a href="#t1">tabela 1</a>&nbsp;podemos encontrar o resumo das principais caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e demogr&aacute;ficas da coorte e na <a name="topt2"></a><a href="#t2">tabela 2</a>&nbsp;podemos encontrar a respetiva informa&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t1.jpg" width="391" height="504" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t2.jpg" width="390" height="588" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tratam-se de casos consecutivos n&atilde;o selecionados, da pr&aacute;tica cl&iacute;nica do primeiro autor e na sua maioria dizem respeito a infe&ccedil;&otilde;es de pr&oacute;teses prim&aacute;rias (12 PTJ e seis PTA). N&atilde;o obstante, foram tamb&eacute;m inclu&iacute;das infe&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s revis&otilde;es ass&eacute;ticas (uma PTJ e duas PTA) e mesmo ap&oacute;s revis&otilde;es em dois tempos por infe&ccedil;&atilde;o (um joelho e uma anca). Foi ainda inclu&iacute;do um caso de infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese tumoral do joelho ap&oacute;s resse&ccedil;&atilde;o de osteossarcoma osteobl&aacute;stico de alto grau do f&eacute;mur distal. &Eacute; de salientar que, de acordo com o estrito cumprimento do protocolo atr&aacute;s descrito, apenas foram operados doentes com infe&ccedil;&otilde;es agudas p&oacute;s-operat&oacute;rias ou hematog&eacute;neas com curta dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas.</p>     <p>Na <a href="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t3.jpg">tabela 3</a> podemos encontrar informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s diversas vari&aacute;veis de tratamento analisadas. Apenas em quatro casos (17%) se constatou necessidade de um segundo desbridamento. O regime de antibioterapia foi considerado sub-&oacute;timo em quatro casos: um caso de infe&ccedil;&atilde;o polimicrobiana incluindo um bacilo gram-negativo resistente &agrave; ciprofloxacina, um caso de MRSA resistente &agrave; rifampicina, um caso de infe&ccedil;&atilde;o por S.epidermidis meticilino-resistente em que se constatou uma descompensa&ccedil;&atilde;o da insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica de base devida &agrave; rifampicina e que obrigou &agrave; sua suspens&atilde;o ao cabo de 7 dias e ainda outro caso de infe&ccedil;&atilde;o por MRSA em que se verificou marcada intoler&acirc;ncia &agrave; terap&ecirc;utica, com v&oacute;mitos incoerc&iacute;veis e antibioterapia cumprida de modo muito irregular.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Curiosamente, n&atilde;o se verificou fal&ecirc;ncia em nenhum destes casos. &Agrave; data da interrup&ccedil;&atilde;o da antibioterapia em ambulat&oacute;rio, a velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o encontrava-se ainda acima do limiar de 30 mm/h em 11 casos e a prote&iacute;na C reativa acima dos 10mg/L em quatro casos. Entre os casos de sucesso e insucesso n&atilde;o se registaram diferen&ccedil;as significativas das diversas vari&aacute;veis analisadas.</p>     <p>Uma doente morreu cerca de um ano ap&oacute;s a cirurgia e apenas seis meses ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia pelo que n&atilde;o cumpre o crit&eacute;rio m&iacute;nimo de seguimento estabelecido. Foi por isso exclu&iacute;da da an&aacute;lise final dos resultados. Contudo, n&atilde;o foi considerada uma fal&ecirc;ncia do tratamento pois morreu de causas n&atilde;o relacionadas (i.e. enfarte agudo do mioc&aacute;rdio) numa altura em que n&atilde;o apresentava qualquer queixa do joelho operado e se ponderava avan&ccedil;ar para a artroplastia do outro joelho. Outro doente faleceu durante o per&iacute;odo do estudo, tamb&eacute;m por causas n&atilde;o relacionadas. No entanto, por ter ocorrido j&aacute; com mais de quatro anos de seguimento ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia e sem qualquer sinal de recidiva foi inclu&iacute;do e considerado como um sucesso.</p>     <p>Assim, com um seguimento m&eacute;dio de 30 meses (m&iacute;nimo 12 meses) ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia, registaram-se tr&ecirc;s casos de fal&ecirc;ncia desta op&ccedil;&atilde;o de tratamento, perfazendo uma&nbsp; taxa de sucesso global de 87%<sup>20,23</sup>. Se tivermos em conta o crit&eacute;rio de dois anos de seguimento m&iacute;nimo ap&oacute;s a cirurgia, a taxa de sucesso registada foi de 85%<sup>17,20</sup>. Na <a href="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t4.jpg">tabela 4</a>&nbsp;podemos encontrar a informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica relativa aos tr&ecirc;s insucessos (<a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a> e&nbsp;<a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>). Em todos eles a infe&ccedil;&atilde;o foi subsequentemente erradicada com cirurgia de revis&atilde;o em dois tempos.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03t4.jpg">Tabela 4</a></center></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03f1.jpg" width="395" height="338" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a03f2.jpg" width="392" height="378" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Devido ao n&uacute;mero crescente de artroplastias a ser realizadas anualmente e apesar de todos os esfor&ccedil;os de profilaxia, as infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas s&atilde;o um problema cada vez mais frequente. Apesar de ser uma alternativa de tratamento atrativa, o desbridamento com preserva&ccedil;&atilde;o do implante (DEPI) tem uma taxa de sucesso muito inconstante com resultados publicados variando entre os 0% e 90%<sup>5,6</sup>. S&atilde;o muitas as vari&aacute;veis com influ&ecirc;ncia no resultado final. Algumas delas como as co-morbilidades do doente ou a virul&ecirc;ncia da(s) bact&eacute;ria(s) respons&aacute;veis pela infe&ccedil;&atilde;o escapam ao controlo do cirurgi&atilde;o<sup>8,13,14</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outras como a correta sele&ccedil;&atilde;o dos doentes, o rigor do desbridamento cir&uacute;rgico e o regime de antibioterapia selecionado est&atilde;o diretamente sob o controlo da equipa m&eacute;dica<sup>9,15-19</sup>.</p>     <p>Naturalmente, a primeira condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para avan&ccedil;ar com o DEPI deve ser estarmos perante uma pr&oacute;tese est&aacute;vel e sem sinais de descolamento. Por outras palavras, uma pr&oacute;tese que valha a pena salvar. A incapacidade de encerramento adequado das partes moles ou a presen&ccedil;a da f&iacute;stula cut&acirc;nea s&atilde;o tamb&eacute;m consideradas contra-indica&ccedil;&otilde;es absolutas uma vez que aumentam exponencialmente o risco de fal&ecirc;ncia do tratamento<sup>17</sup>.</p>     <p>A curta dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas parece ser um crit&eacute;rio fundamental na op&ccedil;&atilde;o por esta alternativa de tratamento com o limiar ideal situado algures entre as 3-4 semanas<sup>8,14,17,20-22</sup>. &Eacute; muito importante distinguir dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas de &ldquo;idade da pr&oacute;tese&rdquo; ou tempo decorrido desde a sua implanta&ccedil;&atilde;o. Independentemente do tempo de decorrido ap&oacute;s a cirurgia original, podem ocorrer infe&ccedil;&otilde;es agudas por dissemina&ccedil;&atilde;o hematog&eacute;nea em pr&oacute;teses previamente assintom&aacute;ticas. Nestes casos o DEPI &eacute; comprovadamente t&atilde;o eficaz como nas infe&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias<sup>13,15</sup>. No caso das infe&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias agudas, a nossa pol&iacute;tica perante uma suspeita &eacute; n&atilde;o prescrever antibi&oacute;tico de forma isolada uma vez que a antibioterapia vai atenuar as manifesta&ccedil;&otilde;es da infe&ccedil;&atilde;o que j&aacute; de si podem ser bastante discretas. Preconizamos antes manter uma vigil&acirc;ncia cl&iacute;nica e anal&iacute;tica apertada com medi&ccedil;&atilde;o seriada dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios. Perante uma tend&ecirc;ncia de aumento desses par&acirc;metros ou uma drenagem persistente ap&oacute;s o 10&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio avan&ccedil;amos para um desbridamento formal.</p>     <p>O rigor do desbridamento &eacute; uma das vari&aacute;veis mais importantes e talvez a mais dif&iacute;cil de objetivar. O principal prop&oacute;sito do gesto cir&uacute;rgico &eacute; diminuir tanto quanto poss&iacute;vel a carga bacteriana presente na articula&ccedil;&atilde;o de modo a facilitar a tarefa dos antibi&oacute;ticos e das defesas do paciente. Neste contexto a substitui&ccedil;&atilde;o de partes m&oacute;veis parece ser muito relevante. N&atilde;o s&oacute; aumenta a exposi&ccedil;&atilde;o como permite a lavagem das interfaces prot&eacute;sicas ajudando assim a cumprir o objetivo da cirurgia. Tem sido amplamente demonstrado que a substitui&ccedil;&atilde;o de partes m&oacute;veis aumenta significativamente a probabilidade de sucesso<sup>23,24</sup>.</p>     <p>Um dos principais determinantes do sucesso ap&oacute;s o DEPI &eacute; o tipo e caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas das bact&eacute;rias respons&aacute;veis pela infe&ccedil;&atilde;o. Infe&ccedil;&otilde;es estafiloc&oacute;cicas, <i>sobretudo estafilococos aureus</i>, t&ecirc;m sido frequentemente associadas com piores resultados<sup>8,13,20</sup>. Naturalmente esta vari&aacute;vel n&atilde;o pode ser influenciada pelo cirurgi&atilde;o e frequentemente n&atilde;o &eacute; sequer conhecida na altura da decis&atilde;o cir&uacute;rgica. No entanto, o regime de antibioterapia a ser institu&iacute;do esse sim, pode e deve ser otimizado. Quando se opte pelo DEPI deve ter sida em conta a presen&ccedil;a de biofilme bacteriano residual e devem-se selecionar sempre que poss&iacute;veis antibi&oacute;ticos com efic&aacute;cia para bact&eacute;rias no biofilme<sup>19</sup>. Embora esteja para al&eacute;m do &acirc;mbito deste artigo a discuss&atilde;o pormenorizada dos regimes de antibioterapia mais indicados, &eacute; de salientar a import&acirc;ncia da rifampicina nas infe&ccedil;&otilde;es estafiloc&oacute;cicas<sup>9,15</sup> e da ciprofloxacina nas infe&ccedil;&otilde;es por gram negativos<sup>16,25</sup>. Na nossa s&eacute;rie, os tr&ecirc;s insucessos ocorreram entre as 18 infe&ccedil;&otilde;es com presen&ccedil;a de estafilococos apesar de tratamento antibi&oacute;tico considerado adequado.</p>     <p>A dura&ccedil;&atilde;o ideal da antibioterapia &eacute; uma quest&atilde;o em aberto, embora ainda se recomende estender o tratamento durante tr&ecirc;s meses no caso das ancas e seis meses no caso dos joelhos<sup>26</sup>. Byren et al<sup>8</sup> demonstraram n&atilde;o s&oacute; que o risco de recidiva da infe&ccedil;&atilde;o aumenta ap&oacute;s a suspens&atilde;o dos antibi&oacute;ticos mas tamb&eacute;m que o tratamento superior a 180 dias n&atilde;o aumenta a probabilidade de cura. Estes achados sugerem que as infe&ccedil;&otilde;es estar&atilde;o ou n&atilde;o curadas nesta fase inicial e que o prolongamento da antibioterapia apenas adia a manifesta&ccedil;&atilde;o da fal&ecirc;ncia do tratamento. Uma quest&atilde;o que se levanta com frequ&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica &eacute; a de nos basearmos na evolu&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios para decidir quando interromper a antibioterapia. Foi j&aacute; demonstrado que essa &eacute; uma pr&aacute;tica sem real valor preditivo<sup>27,28</sup>.</p>     <p>Tem sido consistentemente demonstrado que a ado&ccedil;&atilde;o de um conceito claro de tratamento baseado na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica conduz a uma significativa melhoria dos resultados quando comparado com uma abordagem <i>ad hoc</i><sup>29,30</sup>. &Eacute; importante real&ccedil;ar que esta melhoria n&atilde;o depende de significativas inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, mas sim da aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios simples de sele&ccedil;&atilde;o dos doentes e cumprimento rigoroso das regras de tratamento pr&eacute;-estabelecidas. O facto dos insucessos no tratamento das infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas se manifestarem frequentemente a m&eacute;dio/longo prazo causa uma errada sensa&ccedil;&atilde;o de sucesso imediato nos cirurgi&otilde;es contribuindo dessa forma para a perpetua&ccedil;&atilde;o dos mesmos erros e ideias preconcebidas do passado.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os resultados obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o do nosso protocolo nos &uacute;ltimos anos s&atilde;o bastante encorajadores. A atual taxa de sucesso &agrave; volta dos 85%, situa-se no extremo favor&aacute;vel do espectro patente na literatura e compara-se muito favoravelmente com os 30% de sucesso registados no nosso estudo pr&eacute;vio em 2008<sup>10</sup>. Podemos assim confirmar que &eacute; poss&iacute;vel melhorar e reproduzir os melhores resultados da literatura tamb&eacute;m na pr&aacute;tica cl&iacute;nica do nosso dia-a-dia desde que se adote uma atitude rigorosa baseada na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <p><font face="verdana" size="2">1. Zmistowski B, Karam JA, Durinka JB, Casper DS, Parvizi J. Periprosthetic joint infection increases the risk of one-year mortality. J Bone Joint Surg Am. 2013 Dec 18; 95 (24): 2177-2184</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">2. Dale H, Fenstad A, Hallan G, Havelin LI, Furnes O, Overgaard S. Increasing risk of prosthetic joint infection after total hip arthroplasty. Acta Orthop. 2012 Oct; 83 (5): 449-458</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">3. Kurtz SM, Lau E, Watson H, Schmier JK, Parvizi J. Economic burden of periprosthetic joint infection in the United States.. J Arthroplasty. 2012 Sep; 27 (8): 61-65</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">4. Dzaja I, Howard J, Somerville L, Lanting B. Functional outcomes of acutely infected knee arthroplasty: a comparison of different surgical treatment options. Can J Surg. 2015 Dec; 58 (6): 402-407</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">5. Romano C, Logoluso N, Drago L, Peccati A, Romano D. Role for irrigation and debridement in periprosthetic infections. J Knee Surg. 2014 Aug; 27 (4): 267-272</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">6. Romano CL, Manzi G, Logoluso N, Romano D. Value of debridement and irrigation for the treatment of peri-prosthetic infections. A systematic review. Hip Int. 2012 Jul; 22 (8): 19-24</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">7. Sherrell JC, Fehring TK, Odum S, Hansen E, Zmistowski B, Dennos A. The Chitranjan Ranawat Award: fate of two-stage reimplantation after failed irrigation and debridement for periprosthetic knee infection. Clin Orthop Relat Res. 2011 Jan; 469 (1): 18-25</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">8. Byren I, Bejon P, Atkins BL, Angus B, Masters S, McLardy-Smith P. One hundred and twelve infected arthroplasties treated with 'DAIR' (debridement, antibiotics and implant retention): antibiotic duration and outcome. J Antimicrob Chemother. 2009 Jun; 63 (6): 1264-1271</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">9. Tornero E, Morata L, Martinez-Pastor JC, Angulo S, Combalia A, Bori G. Importance of selection and duration of antibiotic regimen in prosthetic joint infections treated with debridement and implant retention. J Antimicrob Chemother. 2016 May; 71 (5): 1395-1401</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Sousa R. Profilaxia, Diagnóstico e Tratamento de Infeções Protésicas. Rev Port Ortop Traumatol. 2008; Supl I: 3-63</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314632&pid=S1646-2122201700010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Sousa R, Pereira A, Massada M, Vieira da Silva M, Lemos R, osta e Castro J. Empirical antibiotic therapy in prosthetic joint infections. Acta orthopaedica Belgica. 2010; 76 (2): 254-259</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314633&pid=S1646-2122201700010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Diaz-Ledezma C, Higuera CA, Parvizi J. Success after treatment of periprosthetic joint infection: a Delphibased international multidisciplinary consensus. Clin Orthop Relat Res.. 2013 Jul; 471 (7): 2374-2382</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">13. Azzam KA, Seeley M, Ghanem E, Austin MS, Purtill JJ, Parvizi J. Irrigation and debridement in the management of prosthetic joint infection: traditional indications revisited. J Arthroplasty. 2010 Oct; 25 (7): 1022-1027</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">14. Tornero E, Morata L, Martinez-Pastor JC, Bori G, Climent C, Garcia-Velez DM. KLIC-score for predicting early failure in prosthetic joint infections treated with debridement, implant retention and antibiotics. Clin Microbiol Infect. 2015 Aug; 21 (8): 786</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Holmberg A, Thorhallsdottir VG, Robertsson O, W-Dahl A, Stefansdottir A. 75% success rate after open debridement, exchange of tibial insert, and antibiotics in knee prosthetic joint infections. Acta Orthop. 2015; 86 (4): 457-462</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314637&pid=S1646-2122201700010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Rodriguez-Pardo D, Pigrau C, Lora-Tamayo J, Soriano A, del Toro MD, Cobo J. Gram-negative prosthetic joint infection: outcome of a debridement, antibiotics and implant retention approach. A large multicentre study. Clin Microbiol Infect. 2014 Nov; 20 (11): 911-919</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">17. Thorsten Gehrke JP. Proceedings of the International Consensus Meeting on Periprosthetic Joint Infection[homepage on the Internet]. 2013; Available from: <a href="https://www.efort.org/wpcontent/uploads/2013/10/Philadelphia_Consensus.pdf." target="_blank">https://www.efort.org/wpcontent/uploads/2013/10/Philadelphia_Consensus.pdf.</a>.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">18. Zhang C, Yan CH, Chan PK, Ng FY, Chiu KY. Polyethylene Insert Exchange Is Crucial in Debridement for Acute Periprosthetic Infections following Total Knee Arthroplasty. J Knee Surg. 2017 Jan; 30 (1): 36-41</font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">29. Martel-Laferriere V, Laflamme P, Ghannoum M, Fernandes J. Treatment of prosthetic joint infections: validation of a surgical algorithm and proposal of a simplified alternative. J Arthroplasty. 2013 Mar; 28 (3): 95-400</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">30. Wimmer MD, Randau TM, Petersdorf S, Pagenstert GI, Weisskopf M, Wirtz DC. Evaluation of an interdisciplinary therapy algorithm in patients with prosthetic joint infections. Int Orthop. 2013 Nov; 37 (11): 2271-2278</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ricardo Sousa    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar do Porto    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Hospital de Santo António    <br>Largo Professor Abel Salazar    <br>4099-001 Porto    <br>Telefone: 222 077 500    <br><a href="mailto:ricardojgsousa@gmail.com">ricardojgsousa@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-12-16</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-05-14</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-06-04</font></p>     ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Zmistowski]]></surname>
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<surname><![CDATA[Karam]]></surname>
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<surname><![CDATA[Durinka]]></surname>
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<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
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