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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura de Hahn-Steinthal: A propósito de um caso clínico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222017000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222017000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222017000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: As fraturas isoladas do capitellum são lesões raras, representando menos de 1% das fraturas a nível do cotovelo e 6% das fraturas do úmero. Ocorrem geralmente em adolescentes, na maioria dos casos depois dos 12 anos de idade. Este padrão de fratura foi descrito pela primeira vez em 1853 por Hahn; posteriormente, Kocher em 1896, Steinthal em 1898 e Lorenz em 1905 descreveram diferentes padrões para este tipo de fraturas. Em 1985, Bryan e Morrey classificaram as fraturas do capitellum em três tipos diferentes (tipo I, II e III). Em 1996, esta classificação foi atualizada por McKee para 4 tipos. Caso clinico: Doente do sexo feminino com 24 anos, raça caucasiana, sem antecedentes pessoais relevantes, que recorre ao serviço de urgência por dor e impotência funcional do cotovelo direito, vítima de queda de bicicleta com o punho e cotovelo em extensão. O estudo complementar realizado com radiografia simples e tomografia computorizada do cotovelo direito demonstraram uma fratura do capitellum. Foi submetida a tratamento cirúrgico e realizada redução aberta e fixação interna com parafuso canulado autocompressivo sem cabeça (HCS® 2,4mm) colocado de posteroanterior por abordagem posterolateral de Kocher. Realizada imobilização com tala gessada posterior durante 3 semanas. Após esse período iniciou reabilitação com ganho progressivo de mobilidades. Conclusão: As opções terapêuticas variam desde o tratamento conservador (sob a forma de redução fechada e imobilização), excisão do fragmento ou redução aberta e fixação interna. O método de fixação interna é variável: fios de Kirschner, pinos reabsorvíveis ou diferentes tipos de parafusos em compressão. A artroscopia também pode ser útil na cirurgia. Uma redução aberta e fixação interna estável com um parafuso canulado autocompressivo sem cabeça permitem uma mobilização precoce do cotovelo, evitando a rigidez articular e artrose degenerativa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Isolated capitellum fractures are rare lesions and represent less than 1% of all elbow fractures and 6% of the humerus fractures. Usually, this fracture occurs in adolescents under the age of 12. This fracture´s pattern was first described by Hahn in 1853; later, Kocher in 1896, Steinthal in 1898 and Lorenz in 1905 described different types of this fracture. In 1985, Bryan and Morrey classified the capitellum fractures in three types (types I, II and III). In 1996, this classification was updated by McKee with the introduction of a fourth type. Case Report: 24 year-old caucasian woman, with no relevant personal history, presented to the emergency room with pain and functional disability of the right elbow after having fallen from the bicycle with the wrist and elbow in extension. The radiography and CT of the right elbow showed a capitellum fracture. Surgical treatment was the option with open reduction and internal fixation with a cannulated headless compression screw (HCS ® 2,4mm inserted from posterior to anterior by posterolateral Kocher approach). Initially immobilized with posterior cast for 3 weeks, she began rehabilitation with progressive gain of mobility. Conclusion: Different therapeutic options are presented: conservative treatment (closed reduction and immobilization), excision of the fragment or open reduction and internal fixation. Internal fixation is variable: Kirschner wires, reabsorbable pins or different kind of screws in compression. Arthroscopy has also been used to aid surgery. Open reduction and stable internal fixation with cannulated headless compression screw enable early mobilization of the elbow and reduce joint stiffness and subsequent degenerative arthrosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura de Hahn-Steinthal - A propósito de um caso clínico</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ugo Fontoura<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Nascimento<sup>I</sup></b>; <b>Marcos Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Armando Gomes<sup>I</sup></b>; <b>Rita Gaspar<sup>I</sup></b>; <b>Madeira Dias<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Fonseca<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.<br /></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: As fraturas isoladas do capitellum s&atilde;o les&otilde;es raras, representando menos de 1% das fraturas a n&iacute;vel do cotovelo e 6% das fraturas do &uacute;mero. Ocorrem geralmente em adolescentes, na maioria dos casos depois dos 12 anos de idade. Este padr&atilde;o de fratura foi descrito pela primeira vez em 1853 por Hahn; posteriormente, Kocher em 1896, Steinthal em 1898 e Lorenz em 1905 descreveram diferentes padr&otilde;es para este tipo de fraturas. Em 1985, Bryan e Morrey classificaram as fraturas do capitellum em tr&ecirc;s tipos diferentes (tipo I, II e III). Em 1996, esta classifica&ccedil;&atilde;o foi atualizada por McKee para 4 tipos.</p>     <p>Caso clinico: Doente do sexo feminino com 24 anos, ra&ccedil;a caucasiana, sem antecedentes pessoais relevantes, que recorre ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia por dor e impot&ecirc;ncia funcional do cotovelo direito, v&iacute;tima de queda de bicicleta com o punho e cotovelo em extens&atilde;o. O estudo complementar realizado com radiografia simples e tomografia computorizada do cotovelo direito demonstraram uma fratura do capitellum. Foi submetida a tratamento cir&uacute;rgico e realizada redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna com parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a (HCS&reg; 2,4mm) colocado de posteroanterior por abordagem posterolateral de Kocher. Realizada imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala gessada posterior durante 3 semanas. Ap&oacute;s esse per&iacute;odo iniciou reabilita&ccedil;&atilde;o com ganho progressivo de mobilidades.</p>     <p>Conclus&atilde;o: As op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas variam desde o tratamento conservador (sob a forma de redu&ccedil;&atilde;o fechada e imobiliza&ccedil;&atilde;o), excis&atilde;o do fragmento ou redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna. O m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o interna &eacute; vari&aacute;vel: fios de Kirschner, pinos reabsorv&iacute;veis ou diferentes tipos de parafusos em compress&atilde;o. A artroscopia tamb&eacute;m pode ser &uacute;til na cirurgia. Uma redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute;vel com um parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a permitem uma mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce do cotovelo, evitando a rigidez articular e artrose degenerativa.<br /><br /> <font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Capitellum, fratura, Hahn Steinthal, redução aberta, fixação interna, parafuso canulado autocompressivo sem cabeça, HCS. </font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Isolated capitellum fractures are rare lesions and represent less than 1% of all elbow fractures and 6% of the humerus fractures. Usually, this fracture occurs in adolescents under the age of 12. This fracture&acute;s pattern was first described by Hahn in 1853; later, Kocher in 1896, Steinthal in 1898 and Lorenz in 1905 described different types of this fracture.</p>     <p>In 1985, Bryan and Morrey classified the capitellum fractures in three types (types I, II and III).</p>     <p>In 1996, this classification was updated by McKee with the introduction of a fourth type.</p>     <p>Case Report: 24 year-old caucasian woman, with no relevant personal history, presented to the emergency room with pain and functional disability of the right elbow after having fallen from the bicycle with the wrist and elbow in extension. The radiography and CT of the right elbow showed a capitellum fracture. Surgical treatment was the option with open reduction and internal fixation with a cannulated headless compression screw (HCS &reg; 2,4mm inserted from posterior to anterior by posterolateral Kocher approach). Initially immobilized with posterior cast for 3 weeks, she began rehabilitation with progressive gain of mobility.</p>     <p>Conclusion: Different therapeutic options are presented: conservative treatment (closed reduction and immobilization), excision of the fragment or open reduction and internal fixation. Internal fixation is variable: Kirschner wires, reabsorbable pins or different kind of screws in compression.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Arthroscopy has also been used to aid surgery. Open reduction and stable internal fixation with cannulated headless compression screw enable early mobilization of the elbow and reduce joint stiffness and subsequent degenerative arthrosis.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Capitellum, fracture, Hahn Steinthal, open reduction, internal fixation, cannulated headless compression screw, HCS. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas isoladas do capitellum s&atilde;o les&otilde;es raras, representando menos de 1% das fraturas a n&iacute;vel do cotovelo e 6% das fraturas do &uacute;mero<sup>1</sup>. Ocorrem geralmente em adolescentes, na maioria dos casos depois dos 12 anos de idade<sup>2</sup>. Este padr&atilde;o de fratura foi descrito pela primeira vez em 1853 por Hahn<sup>3</sup>; posteriormente, Kocher em 1896<sup>4</sup>, Steinthal em 1898<sup>5</sup> e Lorenz em 1905<sup>6</sup> descreveram diferentes padr&otilde;es para este tipo de fraturas.</p>     <p>Em 1985, Bryan e Morrey classificaram as fraturas do capitellum em tr&ecirc;s tipos diferentes (tipo I, II e III)<sup>7</sup>. Em 1996, esta classifica&ccedil;&atilde;o foi atualizada por McKee para 4 tipos<sup>8</sup>:</p>     <p>-Tipo I (Fratura de Hahn-Steinthal): fratura no plano coronal do capitellum com fragmento &oacute;sseo amplo que pode envolver a tr&oacute;clea;<br />-Tipo II (Fratura de Kocher-Lorenz): separa&ccedil;&atilde;o da cartilagem articular com reduzido osso subcondral associado;<br />-Tipo III (Fratura de Broberg-Morrey): fratura cominutiva do capitellum;<br />-Tipo IV (modificado por McKee): fratura no plano coronal que inclui um fragmento de maior dimens&otilde;es do capitellum e da tr&oacute;clea (<a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f1.jpg" width="392" height="418" border="0" /></center></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os autores apresentam um caso cl&iacute;nico de fratura de tipo I (fratura de Hahn-Steinthal) submetida a tratamento cir&uacute;rgico com redu&ccedil;&atilde;o aberta e osteoss&iacute;ntese com parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo feminino com 24 anos, ra&ccedil;a caucasiana, sem antecedentes pessoais relevantes, que recorre ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia por dor e impot&ecirc;ncia funcional do cotovelo direito, v&iacute;tima de queda de bicicleta com o punho e cotovelo em extens&atilde;o. Ao exame objetivo apresentava dor e edema na face lateral do cotovelo e bloqueio articular, sem altera&ccedil;&otilde;es nas restantes articula&ccedil;&otilde;es do membro superior. O estudo complementar realizado com radiografia simples do cotovelo direito demonstrou uma fratura do capitellum (<a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>). Para melhor carateriza&ccedil;&atilde;o da fratura, foi realizado estudo por tomografia computorizada (TC) que confirmou a fratura do capitellum tipo I - fratura de Hahn- Steinthal (<a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a>). Foi submetida a tratamento cir&uacute;rgico e realizada redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna com parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a (HCS&reg; 2,4mm) colocado de posteroanterior por abordagem posterolateral de Kocher (<a name="topf4"></a><a href="#f4">figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f2.jpg" width="390" height="270" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f3.jpg" width="392" height="418" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f4.jpg" width="390" height="390" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi imobilizada com tala gessada posterior com o cotovelo a 90&ordm; de flex&atilde;o e pronosupina&ccedil;&atilde;o neutra durante 3 semanas, sendo permitida a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos dedos da m&atilde;o. Ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o da imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada, iniciou reabilita&ccedil;&atilde;o com melhoria progressiva da mobilidade do cotovelo.</p>     <p>No follow-up, foi observada regularmente em consulta externa de Ortopedia &agrave;s 3 e 6 semanas, 3 e 6 meses com avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica seriadas (<a name="topf5"></a><a href="#f5">figura 5</a>). Aos 6 meses, a doente apresentava um amplitude articular do cotovelo direito normal, sem dor ou bloqueio articular (<a name="topf6"></a><a href="#f6">figura 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f5.jpg" width="392" height="292" border="0" /></center></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n1/25n1a05f6.jpg" width="390" height="449" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">COMENTÁRIOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este padr&atilde;o de fratura &eacute; extremamente raro e pode passar despercebido na pr&aacute;tica cl&iacute;nica di&aacute;ria. Um exame objetivo cuidado e uma alta suspei&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica s&atilde;o fundamentais para o seu diagn&oacute;stico. A queda com o punho e o cotovelo em extens&atilde;o podem provocar este tipo de fratura devido &agrave; compress&atilde;o axial da cabe&ccedil;a do r&aacute;dio sobre o capitellum<sup>9</sup>. Na&nbsp; radiografia do cotovelo de incid&ecirc;ncia lateral pode visualizar-se o duplo contorno de tr&oacute;clea. A TC &eacute; &uacute;til para o diagn&oacute;stico e defini&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia cir&uacute;rgica adequada a este tipo de les&atilde;o<sup>10</sup>. O tratamento destas les&otilde;es deve ser imediato para prevenir as complica&ccedil;&otilde;es precoces (rigidez e instabilidade) e tardias (artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica)<sup>11</sup>. As op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas variam desde o tratamento conservador (sob a forma de redu&ccedil;&atilde;o fechada e imobiliza&ccedil;&atilde;o), excis&atilde;o do fragmento ou redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna<sup>12</sup>. O m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o interna &eacute; vari&aacute;vel: fios de Kirschner, pinos reabsorv&iacute;veis ou diferentes tipos de parafusos em compress&atilde;o (canulados ou n&atilde;o canulados, com ou sem cabe&ccedil;a, autocompressivos)<sup>13</sup>. A artroscopia tamb&eacute;m pode ser &uacute;til na cirurgia<a style="background-color: #ffffff;" name="b14"></a><sup>14</sup>. O m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o ideal deve comprimir o foco da fratura proporcionando uma fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute;vel necess&aacute;ria para a mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce do cotovelo, n&atilde;o deve precisar de ser removido e n&atilde;o deve danificar a superf&iacute;cie articular<a style="background-color: #ffffff;" name="b15"></a><sup>15</sup>. Um estudo biomec&acirc;nico realizado por Elkowitz et al. demostrou que os parafusos posteroanteriores foram superiores aos colocados anteroposteriormente e tinham a vantagem de n&atilde;o danificar a superf&iacute;cie articular<sup>16</sup>. A via de Kocher permite uma correta visualiza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o, uma redu&ccedil;&atilde;o adequada do fragmento &oacute;sseo e uma repara&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es associadas. Os autores optaram por esta via de abordagem com a coloca&ccedil;&atilde;o posteroanterior de um parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a por ser um m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute;vel que permite a mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce e que n&atilde;o necessita de remo&ccedil;&atilde;o nem danifica a cartilagem articular. As complica&ccedil;&otilde;es mais frequentemente observadas neste tipo de fraturas s&atilde;o a rigidez articular, necrose avascular, consolida&ccedil;&atilde;o viciosa ou n&atilde;o consolida&ccedil;&atilde;o e calcifica&ccedil;&atilde;o&nbsp; heterotr&oacute;pica, podendo condicionar a longo prazo uma artrose do cotovelo<sup>10</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas do capitellum s&atilde;o entidades raras e necessitam de um tratamento adequado. A redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute;vel com parafuso canulado autocompressivo sem cabe&ccedil;a permitem uma mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce do cotovelo, evitando assim a rigidez articular e a artrose degenerativa consequente.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Mehdian H, McKee MD. Fractures of capitellum and trochlea. Orthop Clin North Am. 2000; 31 (1): 115-127</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314875&pid=S1646-2122201700010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. De Boeck H, Pouliart N. Fractures of the capitellum humeri in adolescents. International Orthopaedics. 2000; 24: 246-248</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314876&pid=S1646-2122201700010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Hahn NF. Fall von einer besonderen Varietat der Frakturen des Ellenbogens. Zeitschrift fur Wundarzte und Geburtshelfer. 1853; 6: 185-189</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314877&pid=S1646-2122201700010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Kocher T. Beitrage zur Kenntniss einger praktisch wichtiger Frakturformen. Basel: Carl Sallmann. 1896; 585-591</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314878&pid=S1646-2122201700010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Steinthal D. Die isolierte Fraktur der Eminentia Capitata im Ellenbogengelenk. Zentralbl Chirurgie. 1898; 15: 1</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314879&pid=S1646-2122201700010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Lorenz  H. Zur Kenntnis der Fractura Capitelulm Humeri (Eminentia Capitata). Deutsche Zeitschrigt Chir. 1905; 78: 531-545</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314880&pid=S1646-2122201700010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Bryan RS, Morrey BF. Fractures of the distal humerus. In WB Saunders, editors. The elbow and its disorders. Philadelphia; 1985. p. 302-339.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Mckee MD, Jupiter JB, Bamberger HB. Coronal shear fractures of the distal end of the humerus. 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Closed Reduction and Early Mobilization in Fractures of the Humeral Capitellum. J Orthop Trauma. 2012 Jan; 26 (1): 62-65</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Pestana JA, França AP, Freitas AP, Bruno Jales B, Alves C. An unusual case of an isolated capitellar fracture of the right elbow in a child: a case report. Journal of Medical Case Reports. 2012; 6: 57</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314887&pid=S1646-2122201700010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Hardy P, Menguy F, Guillot F. Arthroscopic treatment of capitellum fracture of the humerus. 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Capitellum fractures: a biomechanical evaluation of three fixation methods. J Orthop Trauma. 2002; 16: 503-506</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1314890&pid=S1646-2122201700010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ugo Fontoura    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra    <br>Av. Bissaya Barreto    <br>3000-075 Coimbra    <br>Telefone: 239 400 667    <br>email: <a href="mailto:secdirortopedia@chuc.min">secdirortopedia@chuc.min</a>-saude.pt</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-11-15</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-01-23</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-01-25</font></p>     ]]></body><back>
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