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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento de Infeções Protésicas com Cirurgia de Revisão a Dois Tempos: resultados de um estudo prospetivo com abordagem protocolada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Study Goal: Revision surgery with implant removal, because it offers predictable results, is considered to be the gold standard in the treatment of prosthetic joint infections. Our belief is that a protocoled approach may offer better infection control as well as reduce patient morbidity. The goal of this paper is to present the results our management protocol and the results obtained with its implementation. Material and Methods: This is a prospective clinical study including patients with prosthetic joint infection treated between January/2012 and December/2015 thus allowing a twelve months’ minimum follow-up. Prosthetic joint infection definition followed internationally established criteria and medical and surgical treatment was performed in a standardized way. Every patient underwent prosthesis removal and high-dose antibiotic spacer implantation. Results: Twenty-nine patients (19 knees and e 10 hips) with a mean age of 67 years were included. There were two related deaths. Infection eradication was achieved in all cases, although it was not possible to complete the second stage in two cases. Among the 25 patients who completed the second stage, the mean time interval between stages was 11 weeks. There were no cases of infection relapse at a mean 30 months’ follow-up. Overall success rate is 86% (25/29). Conclusion: Following a protocoled approach resulted in good results with significant reduction of morbidity between the two stages without compromising safety.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Revisão de prótese da anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Revisão de prótese do joelho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tratamento de Infeções Protésicas com Cirurgia de Revisão a Dois Tempos - resultados de um estudo prospetivo com abordagem protocolada</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Sousa<sup>I</sup></b>; <b>João Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Arnaldo Sousa<sup>I</sup></b>; <b>Marta Silva<sup>I</sup></b>; <b>Joaquim Ramos<sup>I</sup></b>; <b>Seabra Lopes<sup>I</sup></b>; <b>António Oliveira<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Centro Hospitalar do Porto, Hospital de Santo António. Porto.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><em>Objetivo</em>: A cirurgia de revis&atilde;o com extra&ccedil;&atilde;o do implante, por oferecer os resultados mais previs&iacute;veis, &eacute; considerada o tratamento de elei&ccedil;&atilde;o nas infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas. O nosso pressuposto &eacute; que uma abordagem protocolada contribui para um melhor controlo da infe&ccedil;&atilde;o reduzindo a morbilidade para o doente. O objetivo deste estudo &eacute; apresentar o nosso protocolo de atua&ccedil;&atilde;o e os resultados obtidos com a sua implementa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><em>Material e M&eacute;todos</em>: Trata-se de um estudo cl&iacute;nico prospetivo que inclui todos os doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica tratados entre Janeiro/2012 e Dezembro/2015 de modo a oferecer um seguimento m&iacute;nimo de 12 meses. A defini&ccedil;&atilde;o de infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica seguiu os crit&eacute;rios internacionalmente estabelecidos e o tratamento m&eacute;dico e cir&uacute;rgico foi realizado de forma estandardizada. Todos os doentes foram submetidos a extra&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador com antibi&oacute;tico em altas doses.</p>     <p><em>Resultados</em>: Foram inclu&iacute;dos 29 doentes (19 joelhos e 10 ancas) com uma idade m&eacute;dia de 67 anos. Registaram-se duas mortes relacionadas. Foi poss&iacute;vel controlar a infe&ccedil;&atilde;o em todos os casos embora em dois casos n&atilde;o se tenha completado o segundo tempo de revis&atilde;o. Nos 25 casos em que se realizou o segundo tempo, o intervalo m&eacute;dio entre os dois tempos foi de 11 semanas e com um seguimento m&eacute;dio de 30 meses n&atilde;o se registou qualquer recidiva da infe&ccedil;&atilde;o. A taxa global de sucesso &eacute; de 86% (25/29).</p>     <p><em>Conclus&otilde;es</em>: A abordagem protocolada proposta permitiu a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados com significativa diminui&ccedil;&atilde;o da morbilidade entre os dois tempos de revis&atilde;o sem comprometer a seguran&ccedil;a.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Revisão de prótese da anca, Revisão de prótese do joelho, Infeção de prótese, Estudo de coorte, Estudo prospetivo, Revisão em dois tempos, Antibióticos/uso terapêutico, Resultado de tratamento. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><em>Study Goal</em>: Revision surgery with implant removal, because it offers predictable results, is considered to be the gold standard in the treatment of prosthetic joint infections. Our belief is that a protocoled approach may offer better infection control as well as reduce patient morbidity. The goal of this paper is to present the results our management protocol and the results obtained with its implementation.</p>     <p><em>Material and Methods</em>: This is a prospective clinical study including patients with prosthetic joint infection treated between January/2012 and December/2015 thus allowing a twelve months&rsquo; minimum follow-up. Prosthetic joint infection definition followed internationally established criteria and medical and surgical treatment was performed in a standardized way. Every patient underwent prosthesis removal and high-dose antibiotic spacer implantation.</p>     <p><em>Results</em>: Twenty-nine patients (19 knees and e 10 hips) with a mean age of 67 years were included. There were two related deaths. Infection eradication was achieved in all cases, although it was not possible to complete the second stage in two cases. Among the 25 patients who completed the second stage, the mean time interval between stages was 11 weeks. There were no cases of infection relapse at a mean 30 months&rsquo; follow-up. Overall success rate is 86% (25/29).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><em>Conclusion</em>: Following a protocoled approach resulted in good results with significant reduction of morbidity between the two stages without compromising safety.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Revision hip arthroplasty, Revision knee arthroplasty, Prosthesis-Related Infections, Cohort Studies, Prospective Studies, 2-stage exchange, Anti-Bacterial Agents/therapeutic use, Treatment Outcome. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A infe&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das mais tem&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de uma artroplastia. &Eacute; frequentemente a primeira ou segunda causa mais comum de revis&atilde;o de pr&oacute;tese do joelho<sup>1,2</sup> e a terceira causa de revis&atilde;o da anca depois da descelagem ass&eacute;tica e instabilidade<sup>2,3</sup>. Apesar de toda a aten&ccedil;&atilde;o que tem merecido nos &uacute;ltimos anos, a verdade &eacute; que existe atualmente uma tend&ecirc;ncia global para o aumento da sua incid&ecirc;ncia e dos custos que lhe est&atilde;o associados<sup>4</sup>.</p>
    <p>O tratamento desta complica&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil e laborioso pelo que &eacute; aconselh&aacute;vel que seja realizado por uma equipa multidisciplinar experiente<sup>5</sup>. N&atilde;o obstante, muitas vezes acarreta significativa morbilidade e mortalidade para os doentes mesmo quando se consegue erradicar a infe&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>. A presen&ccedil;a do biofilme bacteriano nas infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas cr&oacute;nicas &eacute; respons&aacute;vel por grande parte das dificuldades. As bact&eacute;rias tornam-se cerca de 1000 vezes mais resistentes &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos antibi&oacute;ticos e o sistema imunit&aacute;rio do organismo &eacute; ineficaz contra o biofilme<sup>7</sup>. Grande parte da destrui&ccedil;&atilde;o tecidular &eacute; causada por esta &ldquo;fagocitose frustrada&rdquo; e inflama&ccedil;&atilde;o persistente &agrave; volta do implante<sup>7</sup>. Uma vez constitu&iacute;do este biofilme, n&atilde;o existe na atualidade nenhuma forma de o eliminar <em>in vivo</em> pelo que a &uacute;nica alternativa eficaz &eacute; a sua remo&ccedil;&atilde;o ou seja, a extra&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese.</p>
    <p>Neste contexto, a cirurgia de revis&atilde;o em dois tempos &eacute; sem d&uacute;vida a op&ccedil;&atilde;o mais frequente em todo o mundo, embora a revis&atilde;o num tempo &uacute;nico possa estar indicada em algumas circunst&acirc;ncias espec&iacute;ficas<sup>8,9</sup>. A revis&atilde;o em dois tempos consiste no desbridamento cir&uacute;rgico e extra&ccedil;&atilde;o do implante infetado, com ou sem utiliza&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de um espa&ccedil;ador de cimento impregnado com antibi&oacute;tico em altas doses, antes da reimplanta&ccedil;&atilde;o de uma nova pr&oacute;tese numa segunda cirurgia.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &eacute; apresentar o protocolo de atua&ccedil;&atilde;o no tratamento de infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas com cirurgia de revis&atilde;o a dois tempos adotado pelos autores, bem como os resultados da sua aplica&ccedil;&atilde;o ao longo dos &uacute;ltimos anos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de um estudo prospetivo em vigor desde de Janeiro/2012 que incide sobre os doentes com diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica tratados de acordo com um protocolo pr&eacute;-estabelecido. S&atilde;o colhidas para uma base de dados institucional as diversas vari&aacute;veis cl&iacute;nicas e demogr&aacute;ficas dos doentes bem como as respetivas vari&aacute;veis do tratamento e seguimento cl&iacute;nico-laboratorial dos mesmos. A referida base de dados tem a aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de dados e da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Ser&atilde;o apresentados os resultados dos doentes tratados at&eacute; Dezembro/2015 de modo a se obter um seguimento m&iacute;nimo de 12 meses ap&oacute;s a segunda cirurgia que os autores acreditam ser o m&iacute;nimo aceit&aacute;vel. Ser&atilde;o ainda detalhados os resultados com o m&iacute;nimo de 2 anos de seguimento tal como &eacute; preconizado num consenso internacional multidisciplinar<sup>10</sup>.</p>
    <p>O sucesso da interven&ccedil;&atilde;o foi definido de acordo com o j&aacute; referido consenso como: a) erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o caracterizada por aus&ecirc;ncia de fal&ecirc;ncia cl&iacute;nica (ferida cicatrizada sem fistula ou drenagem e pr&oacute;tese indolor) e sem recorr&ecirc;ncia da infe&ccedil;&atilde;o causada pelo mesmo microrganismo; b) sem necessidade de cirurgias subsequente ap&oacute;s cirurgia de revis&atilde;o e; c) sem mortalidade relacionada com a infe&ccedil;&atilde;o<sup>10</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Critérios de Seleção e Definições</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>S&atilde;o considerados candidatos a cirurgia de revis&atilde;o a dois tempos, todos os doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica cr&oacute;nica ou infe&ccedil;&otilde;es agudas em que n&atilde;o estejam reunidas as condi&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-determinadas para cirurgia de desbridamento com preserva&ccedil;&atilde;o do implante, nomeadamente pr&oacute;tese inst&aacute;vel ou com sinais de descolamento e partes moles inadequadas (e.g. presen&ccedil;a f&iacute;stula ou incapacidade para encerramento adequado da ferida). Estes crit&eacute;rios foram definidos ap&oacute;s an&aacute;lise da experi&ecirc;ncia pr&eacute;via e revis&atilde;o da literatura<sup>11</sup>.</p>
    <p>O diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica segue a defini&ccedil;&atilde;o e crit&eacute;rios propostos numa recente reuni&atilde;o internacional de consenso sobre infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica<sup>5</sup> (ver <a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t1.jpg">tabela 1</a>). A velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS) &eacute; considerada positiva acima dos 30 mm/H e a prote&iacute;na C reativa (PCR) acima dos 10 mg/L. Um n&uacute;mero total de leuc&oacute;citos no l&iacute;quido sinovial superior a 3,000 c&eacute;lulas/&micro;L e uma percentagem de neutr&oacute;filos polimorfonucleares (PMN) superior a 80% s&atilde;o tamb&eacute;m considerados positivos. A sonica&ccedil;&atilde;o do implante extra&iacute;do &eacute; utilizada rotineiramente e os achados microbiol&oacute;gicos decorrentes s&atilde;o valorizados como uma amostra individual. Na nossa Institui&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise histol&oacute;gica do tecido periprot&eacute;sico n&atilde;o &eacute; utilizada rotineiramente.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Protocolo de Atuação Cirúrgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Salvaguardando as especificidades inerentes a cada articula&ccedil;&atilde;o e caso cl&iacute;nico espec&iacute;fico, a revis&atilde;o em dois tempos obedece a uma sequ&ecirc;ncia constante.</p>
    <p>A primeira cirurgia consiste n&atilde;o s&oacute; na extra&ccedil;&atilde;o do implante na sua totalidade, mas tamb&eacute;m de todo e qualquer material inerte incluindo cimento, parafusos, etc. Para al&eacute;m disso devem ser escrupulosamente desbridados todos os tecidos com evid&ecirc;ncia de infe&ccedil;&atilde;o. Se houver fistula cut&acirc;nea ela deve excisada na sua totalidade. Se n&atilde;o for poss&iacute;vel incluir a sua excis&atilde;o na incis&atilde;o para abordagem da articula&ccedil;&atilde;o, ela deve ser abordada separadamente. Embora se devam procurar preservar estruturas essenciais para o resultado funcional ap&oacute;s a cirurgia (e.g. aparelho extensor no joelho), a prioridade deve ser a cura da infe&ccedil;&atilde;o e para tal o desbridamento deve ser t&atilde;o &ldquo;radical&rdquo; quanto poss&iacute;vel. Para al&eacute;m da sinovectomia e da ex&eacute;rese de todas as partes moles desvitalizadas (e.g. m&uacute;sculo necrosado, cole&ccedil;&otilde;es abcedadas, etc.), tamb&eacute;m todo o osso infetado deve ser retirado. No caso da anca, &eacute; nesta altura que se avalia o tamanho do acet&aacute;bulo e se utilizam os <em>reamers</em> para criar uma cavidade acetabular de tamanho compat&iacute;vel com o tamanho da cabe&ccedil;a do espa&ccedil;ador escolhido. Durante o desbridamento, devem ser colhidas pelo menos 5 amostras representativas para estudo microbiol&oacute;gico, dando prefer&ecirc;ncia a tecidos macroscopicamente purulentos e/ou &agrave;queles em contacto &iacute;ntimo com a pr&oacute;tese nomeadamente a pseudo-membrana que se forma entre o implante e o osso. Depois deste passo &eacute; realizada uma lavagem abundante. A primeira lavagem &eacute; realizada com 3L de solu&ccedil;&atilde;o de cloro-hexidina e depois &eacute; feita outra lavagem com mais 3L de soro fisiol&oacute;gico. Ap&oacute;s este passo, a ferida &eacute; temporariamente envolta em compressas limpas de modo a que toda a equipa cir&uacute;rgica possa sair para se desinfetar e trocar de vestu&aacute;rio de prote&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o de novos campos operat&oacute;rios e j&aacute; com novos instrumentos cir&uacute;rgicos &eacute; feita uma lavagem adicional com 1L de soro fisiol&oacute;gico antes da implanta&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador. Ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o de dreno aspirativo (geralmente apenas um intra-articular) a ferida &eacute; encerrada por camadas t&atilde;o hermeticamente quanto poss&iacute;vel usando uma t&eacute;cnica semelhante &agrave; cirurgia prim&aacute;ria.</p>
    <p>Sempre que poss&iacute;vel, damos prefer&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador ao inv&eacute;s da simples resse&ccedil;&atilde;o artropl&aacute;sica. A nossa primeira op&ccedil;&atilde;o &eacute; utilizar espa&ccedil;adores que permitam incorporar o tipo e quantidade de antibi&oacute;ticos desejados. A mistura dos antibi&oacute;ticos no cimento &eacute; feita numa mesa acess&oacute;ria e come&ccedil;a pela mistura do p&oacute; do cimento com os antibi&oacute;ticos em p&oacute;. Por fim adiciona-se o l&iacute;quido e faz-se a mistura sem v&aacute;cuo de modo a aumentar a porosidade do cimento e assim aumentar a elui&ccedil;&atilde;o do antibi&oacute;tico. Sempre que n&atilde;o se conhe&ccedil;a a(s) bact&eacute;ria(s) respons&aacute;vel pela infe&ccedil;&atilde;o adicionamos 3-4g de vancomicina e 1-2g de meropenem a cada saco de 40g de cimento com gentamicina (0.5g). Em casos particulares de infe&ccedil;&atilde;o por agentes resistentes ou historial de rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica, os antibi&oacute;ticos a adicionar no espa&ccedil;ador podem ser ajustados. Nos dez casos de infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese da anca foram utilizados espa&ccedil;adores confecionados manualmente com o aux&iacute;lio de moldes com cimento impregnado com altas doses de antibi&oacute;tico em oito casos (<a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f1.jpg">Figura 1A</a>). Num caso de alergia &agrave; vancomicina e infe&ccedil;&atilde;o por estafilococos meticilino-resistente foi utilizada a daptomicina como alternativa &agrave; vancomicina e noutro caso foi utilizado um espa&ccedil;ador pr&eacute;-fabricado contendo gentamicina por m&aacute; qualidade &oacute;ssea no f&eacute;mur proximal e necessidade de espa&ccedil;ador de haste longa. De modo a minimizar a dor e complica&ccedil;&otilde;es mec&acirc;nicas o espa&ccedil;ador &eacute; fixo ao osso utilizando uma t&eacute;cnica de cimenta&ccedil;&atilde;o grosseira (com a mesma mistura de antibi&oacute;ticos) de modo a n&atilde;o dificultar a sua extra&ccedil;&atilde;o no segundo tempo. No caso das infe&ccedil;&otilde;es de pr&oacute;tese do joelho foram utilizados moldes para confe&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador articulado nos primeiros nove casos (<a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f1.jpg">Figura 1B</a>). Em nove dos casos mais recentes (a partir de Janeiro/2014) passaram a ser confecionados manualmente (<a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f1.jpg">Figura 1C</a>). No caso da infe&ccedil;&atilde;o com pr&eacute;via cirurgia de revis&atilde;o em dois tempos foi utilizado um espa&ccedil;ador fixo por se considerar n&atilde;o haver stock &oacute;sseo adequado &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;ador articulado.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>As especificidades da segunda cirurgia v&atilde;o depender em grande medida dos defeitos &oacute;sseos e ligamentares que tiverem resultado da primeira cirurgia. De real&ccedil;ar que, para al&eacute;m da extra&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador, esta cirurgia deve incluir um novo desbridamento e novamente devem ser colhidas m&uacute;ltiplas amostras para estudo microbiol&oacute;gico.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Protocolo de Atuação Médica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante uma suspeita de infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese n&atilde;o iniciamos antibioterapia antes da cirurgia a n&atilde;o ser em casos de manifesta emerg&ecirc;ncia cl&iacute;nica. Na esmagadora maioria dos casos, a antibioterapia deve iniciar-se apenas ap&oacute;s terminada a colheita de amostras para microbiologia, no caso do joelho ap&oacute;s a abertura do garrote. A antibioterapia emp&iacute;rica inicia-se por isso ainda no bloco operat&oacute;rio com cobertura de largo espectro para gram-positivos positivos e gram-negativos. Durante o per&iacute;odo do estudo, o protocolo em vigor no nosso servi&ccedil;o foi vancomicina em associa&ccedil;&atilde;o com um carbapenem<sup>12</sup>. Uma vez dispon&iacute;veis os resultados definitivos do estudo microbiol&oacute;gico a antibioterapia &eacute; ajustada em conformidade.</p>
    <p>A transi&ccedil;&atilde;o de antibioterapia endovenosa para antibioterapia oral n&atilde;o obedece a nenhum prazo pr&eacute;-estabelecido, mas sim &agrave; conjuga&ccedil;&atilde;o da boa resposta cl&iacute;nica (e.g. ferida sem drenagem e diminui&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios) com a exist&ecirc;ncia de antibioterapia eficaz com boa biodisponibilidade oral. Em casos excecionais pode ser necess&aacute;rio cumprir toda a terap&ecirc;utica antibi&oacute;tica por via endovenosa. Normalmente a dura&ccedil;&atilde;o total da antibioterapia &eacute; de seis semanas. Pode, no entanto, ser necess&aacute;rio prolongar a antibioterapia em casos excecionais em que seja necess&aacute;rio aguardar pela cicatriza&ccedil;&atilde;o completa da ferida (e.g. retalhos musculares) ou nos casos em que uma eventual infe&ccedil;&atilde;o concomitante assim o exija.</p>
    <p>A decis&atilde;o de prosseguir com o segundo tempo n&atilde;o depende exclusivamente da evolu&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios e muito menos na sua normaliza&ccedil;&atilde;o. Geralmente a decis&atilde;o &eacute; tomada ap&oacute;s um per&iacute;odo de janela de duas semanas ap&oacute;s a interrup&ccedil;&atilde;o dos antibi&oacute;ticos. Avan&ccedil;amos com o segundo tempo se e quando estiverem reunidas as seguintes condi&ccedil;&otilde;es: a) tend&ecirc;ncia descendente ou de estabiliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios independentemente do seu valor absoluto; b) condi&ccedil;&otilde;es de partes moles favor&aacute;veis com boa cicatriza&ccedil;&atilde;o e sem sinais inflamat&oacute;rios; c) corre&ccedil;&atilde;o da causa de infe&ccedil;&atilde;o se ela for evidente (e.g. &uacute;lcera cut&acirc;nea, infe&ccedil;&atilde;o trato urin&aacute;rio, etc.); d) otimiza&ccedil;&atilde;o do estado geral de sa&uacute;de e co-morbilidades do doente (e.g. controlo da diabetes, m&aacute;-nutri&ccedil;&atilde;o, imunossupress&atilde;o, etc.).</p>
    <p>Nesta segunda cirurgia, a antibioterapia profil&aacute;tica &eacute; iniciada ainda antes da incis&atilde;o e salvo situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas segue o mesmo protocolo de antibioterapia de largo espectro j&aacute; descrito. Quando os resultados microbiol&oacute;gicos definitivos est&atilde;o dispon&iacute;veis a antibioterapia &eacute; ent&atilde;o suspensa ou ajustada para antibioterapia oral se eventualmente houver crescimento bacteriano que o justifique.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise Estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Devido ao tamanho relativamente reduzido da amostra foi feita uma an&aacute;lise descritiva dos resultados, n&atilde;o se procurando infer&ecirc;ncias estat&iacute;sticas que seriam manifestamente pouco significativas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Vinte e nove doentes com infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica da anca (PTA) ou joelho (PTJ), tratados com cirurgia de revis&atilde;o a dois tempos foram inclu&iacute;dos neste estudo. Na <a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t2.jpg">tabela 2</a> podemos encontrar o resumo das principais caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e demogr&aacute;ficas da coorte. De salientar que a cirurgia de revis&atilde;o ocorreu em infe&ccedil;&otilde;es agudas em tr&ecirc;s casos (duas PTJ e uma PTA) ap&oacute;s fal&ecirc;ncia precoce de controlo da infe&ccedil;&atilde;o com desbridamento cir&uacute;rgico e preserva&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese; num caso de pr&oacute;tese total da anca com infe&ccedil;&atilde;o aguda ap&oacute;s cirurgia de revis&atilde;o acetabular por instabilidade e j&aacute; com dois novos epis&oacute;dios de luxa&ccedil;&atilde;o subsequentes e; num caso de infe&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria aguda de PTJ, em que intra-operatoriamente se encontrou descelagem do componente tibial.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Tratam-se de casos consecutivos, n&atilde;o selecionados que na sua maioria dizem respeito a infe&ccedil;&otilde;es de pr&oacute;teses prim&aacute;rias (15 PTJ e sete PTA). Contudo, foram tamb&eacute;m inclu&iacute;das infe&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s revis&otilde;es ass&eacute;ticas (duas PTJ e tr&ecirc;s PTA) e mesmo um caso de pr&oacute;tese do joelho ap&oacute;s revis&atilde;o em dois tempos por infe&ccedil;&atilde;o h&aacute; v&aacute;rios anos. Foi ainda inclu&iacute;do um caso de infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese tumoral do joelho ap&oacute;s resse&ccedil;&atilde;o de fibrossarcoma do f&eacute;mur distal. &Eacute; importante real&ccedil;ar que em 12 dos 29 casos os doentes haviam sido previamente submetidos a tentativas de erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o com desbridamento cir&uacute;rgico e preserva&ccedil;&atilde;o do implante.</p>
    <p>Na <a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t3.jpg">tabela 3</a> podemos encontrar informa&ccedil;&atilde;o relativa aos achados microbiol&oacute;gicos. &Eacute; de salientar que em tr&ecirc;s casos n&atilde;o se isolou qualquer bact&eacute;ria nas amostras colhidas intra-operatoriamente durante o primeiro tempo. Todos esses doentes estavam sob antibioterapia (dois no contexto de desbridamento cir&uacute;rgico falhado e um ainda antes de qualquer cirurgia por drenagem persistente da ferida operat&oacute;ria).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na <a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t4.jpg">tabela 4 </a>podemos encontrar informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o das diferentes vari&aacute;veis de tratamento. Como seria de esperar os par&acirc;metros inflamat&oacute;rios encontravam-se elevados &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o na esmagadora maioria dos doentes. No entanto, em cinco dos 24 doentes em que foi efetuada a medi&ccedil;&atilde;o, a velocidade da sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS) estava abaixo do limiar de 30mm/H e em tr&ecirc;s a prote&iacute;na C reativa (PCR) estava abaixo dos 10mg/L. Em dois casos, ambos os marcadores se encontravam abaixo do limiar diagn&oacute;stico (uma PTA com uma fistula cut&acirc;nea cr&oacute;nica com v&aacute;rios anos de evolu&ccedil;&atilde;o e uma PTJ sob terap&ecirc;utica antibi&oacute;tica por drenagem persistente pela ferida operat&oacute;ria). No primeiro tempo, foram colhidas um total de 146 amostras para estudo microbiol&oacute;gico numa m&eacute;dia de 5 amostras por doente. Em 96 (66%) dessas amostras houve crescimento bacteriano.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02t4.jpg">Tabela 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Como se pode constatar houve uma melhoria global dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios entre os dois tempos. N&atilde;o obstante, em seis dos 22 casos em que estava dispon&iacute;vel, a VS estava acima de 30 mm/H e em oito casos a PCR estava acima dos 10mg/L. Em cinco casos ambos se encontravam alterados. Durante o segundo tempo foram colhidas 103 amostras (&asymp;4 amostras/doente) e em apenas tr&ecirc;s delas houve crescimento. Uma amostra isolada com <em>Propioniobacterium acnes</em> num doente com infe&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via por <em>S. epidermidis</em> meticilino-resistente que foi por isso considerada contamina&ccedil;&atilde;o e duas amostras positivas (<em>S.aureus</em> meticilino-sens&iacute;vel e <em>S. epidermidis</em> meticilino-resistente) no doente com infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese tumoral do joelho por <em>S. epidermidis</em> meticilino-resistente. O segundo tempo de revis&atilde;o deste doente consistiu na ex&eacute;rese do f&eacute;mur proximal remanescente e artroplastia total do f&eacute;mur. Estes achados microbiol&oacute;gicos foram valorizados pelo que realizou um per&iacute;odo de quatro meses de rifampicina+levofloxacina. At&eacute; ao momento e com 13 meses de seguimento ap&oacute;s o t&eacute;rmino da antibioterapia o doente continua sem dor ou qualquer outro sinal de recidiva da infe&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Em quatro casos, n&atilde;o foi completado o protocolo. Em dois casos por morte relacionada com a infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica e noutros dois por falta de motiva&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Um homem de 76 anos com infe&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese de revis&atilde;o da anca, foi submetido ao primeiro tempo de revis&atilde;o no contexto de choque s&eacute;ptico e morreu ainda durante as primeiras 24h por coagula&ccedil;&atilde;o intravascular disseminada. A segunda morte ocorreu numa doente de 83 anos com insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca grave, insufici&ecirc;ncia renal cr&oacute;nica em hemodi&aacute;lise e infe&ccedil;&atilde;o de PTJ com necessidade de retalho de g&eacute;meo para encerramento da ferida ap&oacute;s extra&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador. Acabou por morrer devido a por fal&ecirc;ncia multiorg&acirc;nica ainda durante o internamento cerca de um m&ecirc;s ap&oacute;s a primeira cirurgia. Uma doente de 84 anos com infe&ccedil;&atilde;o de PTA ap&oacute;s fratura do colo do f&eacute;mur, expressou o desejo de n&atilde;o ser re-operada ap&oacute;s o primeiro tempo apesar de aparentemente se ter controlado a infe&ccedil;&atilde;o. Acabou por haver necessidade de se fazer a extra&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador mais de dois anos depois, por queixas mec&acirc;nicas, numa altura em que j&aacute; estava acamada e todas as amostras colhidas para estudo microbiol&oacute;gico nessa cirurgia se revelaram est&eacute;reis. O outro caso em que n&atilde;o se avan&ccedil;ou com o segundo tempo diz respeito a uma senhora 73 anos com m&uacute;ltiplas cirurgias pr&eacute;vias por luxa&ccedil;&atilde;o de PTA. Neste caso e apesar de ser ter realizado uma tectoplastia tempor&aacute;ria com cimento (<a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f2.jpg">Figura 2</a>), houve luxa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador e ap&oacute;s explicados os riscos e limita&ccedil;&otilde;es de ambas as op&ccedil;&otilde;es, a doente preferiu n&atilde;o avan&ccedil;ar com nova artroplastia de revis&atilde;o optando antes pela resse&ccedil;&atilde;o artropl&aacute;sica. Novamente, nesta cirurgia todas as amostras colhidas para estudo microbiol&oacute;gico se revelaram amicrobianas. Houve ainda outra morte durante o per&iacute;odo do estudo. No entanto, por se ter devido a causas n&atilde;o relacionadas, ter ocorrido 15 meses ap&oacute;s o segundo tempo e dado que o doente se encontrava assintom&aacute;tico da anca operada, este caso foi inclu&iacute;do na an&aacute;lise dos resultados e considerado um sucesso.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a02f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, com um seguimento m&eacute;dio de 30 meses (m&iacute;nimo 12 meses) ap&oacute;s o segundo tempo a taxa global de sucesso &eacute; de 86% (25/29). Tanto quanto &eacute; poss&iacute;vel afirmar, foi poss&iacute;vel obter a erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o em todos os casos e ainda n&atilde;o se registou nenhum caso de recidiva da infe&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o segundo tempo. No entanto, a verdade &eacute; que em quatro casos n&atilde;o se completou o tratamento n&atilde;o se tendo realizado o segundo tempo de revis&atilde;o. Se tivermos em conta o crit&eacute;rio de dois anos de seguimento m&iacute;nimo ap&oacute;s a segunda cirurgia, a taxa de sucesso registada foi de 83% (19/23).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dada a cada vez maior preval&ecirc;ncia de doentes a viver com algum tipo de artroplastia e visto que as infe&ccedil;&otilde;es podem ocorrer em qualquer altura da vida de uma pr&oacute;tese, este &eacute; um problema cada vez mais frequente para o qual a comunidade ortop&eacute;dica tem que estar preparada<sup>4,13</sup>. Tem sido sucessivamente demonstrado que a infe&ccedil;&atilde;o deve sempre fazer parte do diagn&oacute;stico diferencial de qualquer pr&oacute;tese dolorosa pois pode estar presente sem sinais ou sintomas &oacute;bvios e se for ativamente procurada, vai estar presente numa propor&ccedil;&atilde;o significativa de casos presumivelmente ass&eacute;ticos em especial nos primeiros anos ap&oacute;s a cirurgia<sup>14,15</sup>.</p>
    <p>A cirurgia de revis&atilde;o com extra&ccedil;&atilde;o do implante infetado &eacute; considerada a alternativa terap&ecirc;utica mais fi&aacute;vel com as melhores taxas de sucesso publicadas entre os 80-90%<sup>5,16</sup>. Embora a revis&atilde;o num tempo &uacute;nico seja cada vez mais frequentemente defendida sobretudo em doentes selecionados<sup>9,17,18</sup>, a revis&atilde;o em dois tempos ainda &eacute; a op&ccedil;&atilde;o mais comum a n&iacute;vel mundial<sup>8</sup>. Os autores acreditam que se trata de uma t&eacute;cnica com maior toler&acirc;ncia ao erro e por isso talvez mais f&aacute;cil de adotar em centros menos experientes. Ainda assim, a qualidade do gesto cir&uacute;rgico &eacute; fundamental. O desbridamento deve ser meticuloso e deve incluir todo o material estranho, mas tamb&eacute;m todo o osso desvitalizado. Manter tecido &oacute;sseo infetado com vista a n&atilde;o dificultar uma eventual segunda cirurgia pode comprometer seriamente o principal objetivo de curar a infe&ccedil;&atilde;o e impedir que se alcance o desejado resultado final.</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador de antibi&oacute;tico entre os dois tempos, embora n&atilde;o seja indispens&aacute;vel e possa mesmo estar contraindicado em algumas situa&ccedil;&otilde;es (por ex. defeito importante no fundo acetabular) parece ser um importante contributo para a erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o. Ele permite alcan&ccedil;ar alt&iacute;ssimas concentra&ccedil;&otilde;es locais de antibi&oacute;tico que seriam imposs&iacute;veis de obter pela antibioterapia sist&eacute;mica<sup>19</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;adores que permitam a adi&ccedil;&atilde;o dos antibi&oacute;ticos mais adequados nas doses desejadas parece poder aumentar a dose de antibi&oacute;tico eficazmente libertada na articula&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup> embora n&atilde;o haja evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica de diferen&ccedil;a na taxa de erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o entre estes espa&ccedil;adores e os pr&eacute;-fabricados comercialmente dispon&iacute;veis<sup>5</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;ador articulado deve ser preferida em rela&ccedil;&atilde;o a um fixo pois n&atilde;o s&oacute; mantem alguma fun&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o entre os dois tempos como facilita e tende a oferecer melhores resultados funcionais ap&oacute;s a cirurgia de revis&atilde;o<sup>5</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;adores m&oacute;veis n&atilde;o &eacute;, no entanto, isenta de riscos e algumas precau&ccedil;&otilde;es devem ser tomadas para os minimizar<sup>21,22</sup>.</p>
    <p>Uma das decis&otilde;es mais dif&iacute;ceis ao longo deste processo &eacute; quando avan&ccedil;ar com o segundo tempo. Tradicionalmente, a maioria dos cirurgi&otilde;es prefere aguardar pela normaliza&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios nomeadamente a VS e PCR. Na experi&ecirc;ncia pr&eacute;via da nossa Institui&ccedil;&atilde;o isso levava a um intervalo de tempo entre as duas cirurgias de quase nove meses<sup>11</sup>. A ado&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios para reimplanta&ccedil;&atilde;o previamente enumerados permitiu diminuir esse intervalo m&eacute;dio para cerca de dois meses sem que tenha registado um impacto negativo na cura da infe&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o obstante a persist&ecirc;ncia da eleva&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros inflamat&oacute;rios numa propor&ccedil;&atilde;o significativa dos casos. De facto, tem sido repetidamente demonstrado que a evolu&ccedil;&atilde;o da VS e PCR &eacute; pouco fi&aacute;vel e em nada preditiva da probabilidade de real cura da infe&ccedil;&atilde;o pelo que esta pr&aacute;tica deve ser abandonada<sup>23,24</sup>. Mesmo no estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio, a negatividade da VS e PCR n&atilde;o &eacute; garantia de aus&ecirc;ncia de infe&ccedil;&atilde;o como fica demonstrado neste e noutros estudos<sup>25</sup>.</p>
    <p>A administra&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de antibi&oacute;ticos &eacute; um dos principais respons&aacute;veis por essa e outras dificuldades no diagn&oacute;stico de infe&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica. Para al&eacute;m de mascarar os achados laboratoriais, vai tamb&eacute;m influenciar a fiabilidade das culturas intra-operat&oacute;rias durante a cirurgia de revis&atilde;o podendo n&atilde;o s&oacute; comprometer o diagn&oacute;stico mas tamb&eacute;m o resultado do tratamento<sup>26</sup>. Na nossa s&eacute;rie, todos os casos de culturas negativas ocorreram em doentes sob antibioterapia real&ccedil;ando a import&acirc;ncia de evitar a administra&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos at&eacute; ao tratamento cir&uacute;rgico e a obten&ccedil;&atilde;o de amostras adequadas sempre que for poss&iacute;vel. A amostragem deve incluir sempre quatro ou cinco amostras s&oacute;lidas representativas<sup>5</sup>.</p>
    <p>Tem sido consistentemente demonstrado que a ado&ccedil;&atilde;o de um conceito claro de tratamento baseado na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica conduz a uma significativa melhoria dos resultados quando comparado com uma abordagem <em>ad hoc</em><sup>27,28</sup>. &Eacute; importante real&ccedil;ar que esta melhoria n&atilde;o depende de significativas inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, mas sim da aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios simples e cumprimento rigoroso das regras de tratamento pr&eacute;-estabelecidas. A ado&ccedil;&atilde;o, na nossa Institui&ccedil;&atilde;o, de uma abordagem protocolada para o tratamento de infe&ccedil;&otilde;es prot&eacute;sicas nos &uacute;ltimos anos tem conduzido a resultados bastante encorajadores permitindo obter a cura da infe&ccedil;&atilde;o em todos os doentes. &Eacute; relevante salientar que a mesma foi obtida numa coorte n&atilde;o selecionada de casos que incluem situa&ccedil;&otilde;es com risco acrescido de fal&ecirc;ncia como infe&ccedil;&atilde;o persistente ap&oacute;s desbridamento cir&uacute;rgico (incluindo uma pr&oacute;tese tumoral) ou ap&oacute;s revis&atilde;o pr&eacute;via por infe&ccedil;&atilde;o<sup>29,30</sup>. N&atilde;o obstante, &eacute; importante enfatizar que em quatro dos 29 casos (14%) n&atilde;o se completou o tratamento n&atilde;o tendo sido poss&iacute;vel efetuar o segundo tempo. Este &eacute; um n&uacute;mero frequentemente negligenciado na literatura quando se discute o sucesso da abordagem em dois tempos e &eacute; provavelmente a sua maior fraqueza. Ainda assim, compara-se muito favoravelmente com os 56% que terminaram em artrodese ou resse&ccedil;&atilde;o artropl&aacute;sica na nossa an&aacute;lise pr&eacute;via mesmo ap&oacute;s se excluir a mortalidade como causa de insucesso<sup>11</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A taxa global de sucesso obtida, a rondar os 85%, situa-se no extremo favor&aacute;vel do espectro patente na literatura. Esta melhoria foi alcan&ccedil;ada diminuindo de forma muito significativa a morbilidade entre os dois tempos de revis&atilde;o e sem comprometer a seguran&ccedil;a como fica demonstrado na aus&ecirc;ncia de casos de recidiva de infe&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o segundo tempo. Estes achados confirmam que &eacute; poss&iacute;vel reproduzir os melhores resultados da literatura tamb&eacute;m na pr&aacute;tica cl&iacute;nica do nosso dia-a-dia e real&ccedil;am as vantagens de uma abordagem protocolada baseada na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Kamath AF, Ong KL, Lau E, Chan V, Vail TP, Rubash HE. Quantifying the Burden of Revision Total Joint Arthroplasty for Periprosthetic Infection. J Arthroplasty. 2015 Sep; 30 (9): 1492-1497</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Registry AOANJR. Annual Report - Revision Hip and Knee Arthroplasty 2016. Available from: <a href="https://aoanjrr.sahmri.com/documents/10180/275107/RevisionHipandKneeArthroplasty" target="_blank">https://aoanjrr.sahmri.com/documents/10180/275107/RevisionHipandKneeArthroplasty</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. National Joint Registry for England W, Northern Ireland and the Isle of Man. 13th Annual Report 2016. Available from: <a href="http://www.hqip.org.uk/media/NJR/NJRAnnualReport2016.pdf" target="_blank">http://www.hqip.org.uk/media/NJR/NJRAnnualReport2016.pdf</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Kurtz SM, Lau E, Watson H, Schmier JK, Parvizi J. Economic burden of periprosthetic joint infection in the United States. J Arthroplasty. 2012 Sep; 27 (8): 61-65</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Gehrke T, Parvizi J. Proceedings of the International Consensus Meeting on Periprosthetic Joint Infection 2013. Available from: <a href="https://www.efort.org/wpcontent/uploads/2013/10/Philadelphia_Consensus.pdf" target="_blank">https://www.efort.org/wpcontent/uploads/2013/10/Philadelphia_Consensus.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315373&pid=S1646-2122201700020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">6. Berend KR, Lombardi A, Morris MJ, Bergeson AG, Adams JB, Sneller MA. Two-stage treatment of hip periprosthetic joint infection is associated with a high rate of infection control but high mortality. Clin Orthop Relat Res. 2013 Fev; 471 (2): 510-518</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Costerton JW. Biofilm theory can guide the treatment of device-related orthopaedic infections. Clin Orthop Relat Res. 2005 Aug; 437: 7-11</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Leite PS, Figueiredo S, Sousa R. Prosthetic Joint Infection: Report on the One versus Two-stage Exchange EBJIS Survey. J Bone Joint Infect. 2016; 1: 1-6</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315377&pid=S1646-2122201700020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Zimmerli W, Trampuz A, Ochsner PE. Prosthetic-joint infections. N Engl J Med. 2004 Oct 14; 351 (16): 1645-1654</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Diaz-Ledezma C, Higuera CA, Parvizi J. Success after treatment of periprosthetic joint infection: a Delphi-based international multidisciplinary consensus. Clin Orthop Relat Res. 2013 Jul; 471 (7): 2374-2382</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Sousa R. Profilaxia, Diagnóstico e Tratamento de Infeções Protésicas. Rev Port Ortop Traumatol. 2008; 3-63</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315380&pid=S1646-2122201700020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Sousa R, Pereira A, Massada M, Vieira da Silva M, Lemos R, Castro J Costa e. Empirical antibiotic therapy in prosthetic joint infections. Acta orthopaedica Belgica. 2010; 76 (2): 254-259</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315381&pid=S1646-2122201700020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Dale H, Fenstad A, Hallan G, Havelin LI, Furnes O, Overgaard S. Increasing risk of prosthetic joint infection after total hip arthroplasty. Acta Orthop. 2012 Oct; 83 (5): 449-458</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Portillo ME, Salvadó M, Alier A, Sorli L, Martinez S, Horcajada JP. Prosthesis failure within 2 years of implantation is highly predictive of infection. Clin Orthop Relat Res. 2013 Nov; 471 (11): 3672-3678</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Ribera A, Morata L, Moranas J, Agulló JL, Martínez JC, López Y. Clinical and microbiological findings in prosthetic joint replacement due to aseptic loosening. J Infect. 2014 Sep; 69 (3): 235-243</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">16. Kunutsor SK, Whitehouse MR, Blom AW, Beswick AD. Re-Infection Outcomes following One-and Two-Stage Surgical Revision of Infected Hip Prosthesis: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS One. 2015 Sep 25; 10 (9)</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Gehrke T, Zahar A, Kendoff D. One-stage exchange: it all began here. Bone Joint J. 2013 Nov; 95 (11): 77-83</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Haddad FS, Sukeik M, Alazzawi S. Is single-stage revision according to a strict protocol effective in treatment of chronic knee arthroplasty infections?. Clin Orthop Relat Res. 2015 Jan; 473 (1): 8-14</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Cui Q, Mihalko WM, Shields JS, Ries M, Saleh KJ. Antibiotic-impregnated cement spacers for the treatment of infection associated with total hip or knee arthroplasty. J Bone Joint Surg Am. 2007 Apr; 89 (4): 871-882</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Goltzer O, McLaren A, Overstreet D, Galli C, McLemore R. Antimicrobial Release From Prefabricated Spacers Is Variable and the Dose Is Low. Clin Orthop Relat Res. 2015 Jul; 473 (7): 2253-2261</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Johnson AJ, Sayeed SA, Naziri Q, Khanuja HS, Mont MA. Minimizing dynamic knee spacer complications in infected revision arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 2012; 470 (1): 220-227</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315390&pid=S1646-2122201700020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Barreira P, Leite P, Neves P, Soares D, Sousa R. Preventing mechanical complications of hip spacer implantation: technical tips and pearls. Acta orthopaedica Belgica. 2015; 81 (2): 344-348</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315391&pid=S1646-2122201700020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Kubista B, Hartzler RU, Wood CM, Osmon DR, Hanssen AD, Lewallen DG. Reinfection after two-stage revision for periprosthetic infection of total knee arthroplasty. Int Orthop. 2012 Jan; 36 (1): 65-71</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Kusuma SK, Ward J, Jacofsky M, Sporer SM, Valle CJ Della. What is the role of serological testing between stages of two-stage reconstruction of the infected prosthetic knee?. Clin Orthop Relat Res. 2011 Apr; 469 (4): 1002-1008</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. McArthur BA, Abdel MP, Taunton MJ, Osmon DR, Hanssen AD. Seronegative infections in hip and knee arthroplasty: periprosthetic infections with normal erythrocyte sedimentation rate and C-reactive protein level. Bone Joint J. 2015; 97 (7): 939-944</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315394&pid=S1646-2122201700020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Shahi A, Deirmengian C, Higuera C, Chen A, Restrepo C, Zmistowski B, et al. Premature Therapeutic Antimicrobial Treatments Can Compromise the Diagnosis of Late Periprosthetic Joint Infection. Clin Orthop Relat Res. 2015 Jul; 473 (7): 2244-2249</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">27. Martel-Laferrière V, Laflamme P, Ghannoum M, Fernandes J, Iorio D Di, Lavergne V. Treatment of prosthetic joint infections: validation of a surgical algorithm and proposal of a simplified alternative. J Arthroplasty. 2013 Mar; 28 (3): 395-400</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">28. Wimmer MD, Randau TM, Petersdorf S, Pagenstert GI, Weisskopf M, Wirtz DC. Evaluation of an interdisciplinary therapy algorithm in patients with prosthetic joint infections. Int Orthop. 2013 Nov; 37 (11): 2271-2278</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">29. Maheshwari AV, Gioe TJ, Kalore NV, Cheng EY. Reinfection after prior staged reimplantation for septic total knee arthroplasty: is salvage still possible?. J Arthroplasty. 2010 Sep; 25 (6): 92-97</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">30. Sherrell JC, Fehring TK, Odum S, Hansen E, Zmistowski B, Dennos A, et al. The Chitranjan Ranawat Award: fate of two-stage reimplantation after failed irrigation and débridement for periprosthetic knee infection. Clin Orthop Relat Res. 2011 Jan; 469 (1): 188-25</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ricardo Sousa    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Centro Hospitalar do Porto    <br>Hospital de Santo António    <br>Largo Professor Abel Salazar    <br>4099-001 Porto    <br>Telefone: 222 077 500    <br>email: <a href="mailto:ricardojgsousa@gmail.com">ricardojgsousa@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-12-16</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-05-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-06-06</font></p>     ]]></body><back>
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