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<institution><![CDATA[,Hospital do Divino Espirito Santo Serviço de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The tibial fractures are the most common fractures of the long bones, and the intramedullary nailing, currently, the surgical treatment of choice. The main objective is to describe the position and approach in semi-extension in tibial nailing, its advantages and disadvantages. The secondary objective is to report the results of our experience in tibial nailing, with this approach. The authors make a detailed description of the semi-extension approach and report a retrospective and descriptive study including all patients admitted to the service between October 2013 and September 2015, with fractures of the tibia treated with nailing in semi-extension approach. The following variables were evaluated: sex, age, trauma mechanism, AO classification, exposed or closed fractures, Gustillo and Anderson classification, associated fractures and type of treatment, follow-up time, arc mobility, anterior knee pain, Lysholm Knee Scoring Scale and intra- and postoperative complications. The study included 16 tibias - 14 patients, 4 females and 10 males. Average age was 43 years (18-65 years). Mean duration follow-up of 17 months (6-28 months), medium mobility arc 116º (100º-120º). Incidence of anterior knee pain 14%. Regarding Lisholm Knee Scoring Scale, yielded an average of 91.5 (69-100). There isn´t record of intra- and postoperative complications The authors believe that the semi-extension approach in tibial nailing has several advantages over the classic approach, currently being the first choice when dealing with tibial nailing.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fratura]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Encavilhamento da tíbia em semi-extensão, a nossa primeira opção</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Simões<sup>I</sup></b>; <b>António Gonçalves<sup>I</sup></b>; <b>João Raposo<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Amaral<sup>I</sup></b>; <b>Renato Soares<sup>I</sup></b>; <b>Virgílio Paz Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Carneiro<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Hospital do Divino Espirito Santo, Ponta Delgada, Açores. Açores.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas da t&iacute;bia s&atilde;o as fraturas mais comuns dos ossos longos, sendo o encavilhamento intramedular, atualmente, o tratamento cir&uacute;rgico de elei&ccedil;&atilde;o. O objetivo principal &eacute; descrever o posicionamento e a abordagem em semi-extens&atilde;o no encavilhamento tibial, as suas vantagens e desvantagens. O objetivo secund&aacute;rio &eacute; relatar a nossa experi&ecirc;ncia no encavilhamento da t&iacute;bia com esta abordagem.</p>     <p>Os autores fazem uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada da abordagem em semi-extens&atilde;o e relatam um estudo retrospetivo e descritivo, incluindo todos os doentes admitidos no Servi&ccedil;o entre Outubro de 2013 e Setembro de 2015, com fraturas das t&iacute;bias, tratados com encavilhamento por abordagem em semi-extens&atilde;o. Foram avaliadas as vari&aacute;veis: sexo, idade, mecanismo traum&aacute;tico, classifica&ccedil;&atilde;o AO, fraturas expostas ou fechadas, classifica&ccedil;&atilde;o Gustillo e Anderson, fraturas associadas e tipo de tratamento, tempo de follow up, arco de mobilidade, dor anterior do joelho, Lysholm Knee Scoring Scale e as complica&ccedil;&otilde;es intra e p&oacute;s-operat&oacute;rias.</p>     <p>Foram inclu&iacute;dos no estudo 16 t&iacute;bias - 14 doentes, 4 do sexo feminino e 10 do masculino. Idade m&eacute;dia de 43 anos (18-65 anos). Tempo m&eacute;dio de follow-up de 17 meses (6&ndash;28 meses), arco de mobilidade m&eacute;dio de 116&ordm; (100&ordm;-120&ordm;). Incid&ecirc;ncia de dor anterior do joelho de 14%. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Lisholm Knee Scoring Scale, obteve-se uma m&eacute;dia de 91.5 (69-100). N&atilde;o foram registadas complica&ccedil;&otilde;es intra-operat&oacute;rias nem p&oacute;s-operat&oacute;rias.</p>     <p>Os autores acreditam que o encavilhamento da t&iacute;bia usando a abordagem em semi-extens&atilde;o tem v&aacute;rias vantagens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; abordagem cl&aacute;ssica, sendo atualmente, a primeira op&ccedil;&atilde;o perante um encavilhamento da t&iacute;bia.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura, tíbia, abordagem, semi-extensão. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The tibial fractures are the most common fractures of the long bones, and the intramedullary nailing, currently, the surgical treatment of choice. The main objective is to describe the position and approach in semi-extension in tibial nailing, its advantages and disadvantages. The secondary objective is to report the results of our experience in tibial nailing, with this approach.</p>     <p>The authors make a detailed description of the semi-extension approach and report a retrospective and descriptive study including all patients admitted to the service between October 2013 and September 2015, with fractures of the tibia treated with nailing in semi-extension approach. The following variables were evaluated: sex, age, trauma mechanism, AO classification, exposed or closed fractures, Gustillo and Anderson classification, associated fractures and type of treatment, follow-up time, arc mobility, anterior knee pain, Lysholm Knee Scoring Scale and intra- and postoperative complications.</p>     <p>The study included 16 tibias - 14 patients, 4 females and 10 males. Average age was 43 years (18-65 years). Mean duration follow-up of 17 months (6-28 months), medium mobility arc 116&ordm; (100&ordm;-120&ordm;). Incidence of anterior knee pain 14%. Regarding Lisholm Knee Scoring Scale, yielded an average of 91.5 (69-100). There isn&acute;t record of intra- and postoperative complications</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The authors believe that the semi-extension approach in tibial nailing has several advantages over the classic approach, currently being the first choice when dealing with tibial nailing.<br /><br /><br /></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Fracture, tibia, approach, semi-extension. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas da t&iacute;bia s&atilde;o as fraturas mais comuns dos ossos longos, com uma incid&ecirc;ncia de 26/100 000, perfazendo 4% de todas as fraturas na idade adulta<sup>1,2,3,4</sup>. O encavilhamento intramedular tem-se tornado o tratamento de elei&ccedil;&atilde;o na maioria das fraturas da t&iacute;bia, com bons resultados em termos de consolida&ccedil;&atilde;o, alinhamento e baixa taxa de complica&ccedil;&otilde;es, tendo sido aumentado o seu espectro de a&ccedil;&atilde;o, nomeadamente em fraturas expostas, fraturas proximais e distais metafis&aacute;rias e fraturas com extens&atilde;o articular<sup>1,3,5</sup>.</p>
    <p>Historicamente, o encavilhamento das fraturas da t&iacute;bia &eacute; realizado com o joelho em flex&atilde;o de 120&ordm; a 130&ordm;, sob tra&ccedil;&atilde;o, abordagem cl&aacute;ssica descrita por Gerhard Kuntscher, Cirurgi&atilde;o Alem&atilde;o, na d&eacute;cada de 1940<sup>1,2</sup>. Embora o formato e composi&ccedil;&atilde;o das cavilhas tenham desenvolvido grandes avan&ccedil;os, no que diz respeito &agrave; abordagem cir&uacute;rgica, pouco mudou<sup>1,6</sup>.</p>
    <p>Em 1996, Tornetta e Collins publicaram, pela primeira vez em v&aacute;rias d&eacute;cadas, uma nova forma de abordagem do encavilhamento da t&iacute;bia, especialmente nos casos de fraturas do 1/3 proximal da t&iacute;bia<sup>3,6,7</sup>. Estes notaram que as fraturas do 1/3 proximal da t&iacute;bia (5% a 11% de todas as fraturas da t&iacute;bia), quando em flex&atilde;o for&ccedil;ada, assumiam uma deformidade com concavidade anterior e em varo<sup>8,9</sup>. Esta deformidade &eacute; resultante de 3 for&ccedil;as dominantes que atuam a n&iacute;vel da t&iacute;bia proximal: o m&uacute;sculo quadric&iacute;pite, o m&uacute;sculo gastrocn&eacute;mio e os tend&otilde;es da pata de ganso<sup>3</sup> (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Tornetta e Collins desenvolveram, assim, uma abordagem em semi-extens&atilde;o do joelho associada a uma artrotomia parapatelar medial<sup>6,7,10</sup>. Esta abordagem permitia a exposi&ccedil;&atilde;o da tr&oacute;clea, facilitava a subluxa&ccedil;&atilde;o rotuliana lateral e permitia a uma visualiza&ccedil;&atilde;o direta do ponto de entrada<sup>3,6,7,10</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f1.jpg" width="397" height="665" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>V&aacute;rias abordagens e incis&otilde;es t&ecirc;m sido descritas ultimamente para o encavilhamento da t&iacute;bia em semi-extens&atilde;o, nomeadamente com artrotomia do joelho medial e lateral, suprapatelar intrarticular, suprapatelar extrarticular percut&acirc;nea lateral e as abordagens parapatelares medial e lateral extrarticular<sup>1,6</sup>.</p>
    <p>Os autores descrevem a abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar lateral extrarticular, sendo atualmente, a primeira op&ccedil;&atilde;o dos autores quando perante um encavilhamento da t&iacute;bia.</p>
    <p>Os objetivos dos autores s&atilde;o descrever o posicionamento e a abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar lateral extrarticular no encavilhamento tibial, relatar os resultados de 16 encavilhamentos da t&iacute;bia com esta abordagem e, por fim, descrever as suas vantagens e desvantagens deste tipo de abordagem.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Descrição da abordagem em semi-extensão parapatelar lateral extrarticular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O doente &eacute; colocado em dec&uacute;bito dorsal em mesa radiotransparente, com um apoio debaixo da n&aacute;dega, com o bra&ccedil;o ipsilateral colocado sobre o t&oacute;rax e o membro inferior contralateral fixo &agrave; marquesa. A anca e o joelho devem ser fletidos a cerca de 30&ordm; para que a t&iacute;bia fique paralela ao ch&atilde;o, com um apoio colocado a n&iacute;vel da perna a ser intervencionada (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). O intensificador de imagem &eacute; colocado no lado contralateral ao membro a ser intervencionado. O garrote &eacute; colocado mas, habitualmente, n&atilde;o insuflado. &Eacute; realizada a desinfe&ccedil;&atilde;o e a coloca&ccedil;&atilde;o dos campos consoante a prefer&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f2.jpg" width="395" height="256" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Optamos pela abordagem parapatelar lateral devido &agrave; maior facilidade de subluxa&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula para medial, sobre o c&ocirc;ndilo interno. Marca-se a incis&atilde;o atrav&eacute;s de uma caneta dermogr&aacute;fica (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Faz-se uma incis&atilde;o de 4 a 5 cm, lateral ao bordo externo da r&oacute;tula, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; tuberosidade anterior da t&iacute;bia. O retin&aacute;culo &eacute; identificado e elevado, e faz-se a incis&atilde;o no retin&aacute;culo rotuliano 2 a 3 mm lateral &agrave; sua inser&ccedil;&atilde;o na r&oacute;tula. Exp&otilde;e-se e preserva-se cuidadosamente a sinovial, de modo a evitar uma artrotomia acidental (no caso de ocorrer, sutura-se com fio n&atilde;o absorv&iacute;vel 3.0) (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). Subluxa-se a r&oacute;tula medialmente e insere-se o fio guia sob do tend&atilde;o rotuliano e sobre a sinovial mantendo a abordagem extrarticular, sendo o ponto de entrada ligeiramente medial &agrave; espinha lateral da t&iacute;bia (plano coronal) (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). Deve ter-se sempre em aten&ccedil;&atilde;o a utiliza&ccedil;&atilde;o do protetor de tecidos moles ao longo das rimagens (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). Posteriormente, coloca-se a cavilha tendo em conta a t&eacute;cnica habitual, rimada e com bloqueio est&aacute;tico, din&acirc;mico ou n&atilde;o bloqueada, consoante o padr&atilde;o da fratura. Encerra-se o retin&aacute;culo com sutura absorv&iacute;vel e a pele consoante a prefer&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o. Habitualmente, n&atilde;o &eacute; colocado hemodreno.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f3.jpg" width="393" height="390" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f4.jpg" width="393" height="332" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f5.jpg" width="394" height="240" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f6.jpg" width="393" height="272" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os autores realizaram um estudo retrospetivo, descritivo, incluindo todos os doentes admitidos no Servi&ccedil;o de Ortopedia entre Outubro de 2013 e Setembro de 2015 com fraturas das t&iacute;bias tratadas cirurgicamente com encavilhamento por abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar lateral extrarticular. Foram avaliadas as seguintes vari&aacute;veis: sexo, idade, mecanismo traum&aacute;tico, classifica&ccedil;&atilde;o AO, fraturas expostas ou fechadas, classifica&ccedil;&atilde;o de Gustillo and Anderson, fraturas associadas e tipo de tratamento, complica&ccedil;&otilde;es intra-operat&oacute;rias, complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias, tempo de follow up, arco de mobilidade, dor anterior do joelho e a utiliza&ccedil;&atilde;o da Lysholm Knee Scoring Scale traduzida e validada para l&iacute;ngua portuguesa<sup>11</sup>. A dor anterior do joelho foi avaliada atrav&eacute;s de pergunta direta se o doente tinha dor no joelho e foi quantificada como leve, moderada ou severa. Os dados foram obtidos atrav&eacute;s do recurso ao processo cl&iacute;nico e da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes.</p>
    <p>Foram exclu&iacute;dos os doentes dependes, incapazes para deambular, com idade inferior a 18 anos, com antecedentes de cirurgia ao joelho e os doentes com les&atilde;o neurovascular. Foram tamb&eacute;m exclu&iacute;dos doentes com um follow-up inferior a 6 meses. Os dados estat&iacute;sticos foram realizados atrav&eacute;s do SPSS 21<sup>&reg;</sup>.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram inclu&iacute;dos no estudo 16 t&iacute;bias (14 doentes). Em 2 casos, as fraturas foram bilaterais. 4 doentes do sexo feminino e 10 do masculino. Idade m&eacute;dia de 43 anos (18-65 anos). Em rela&ccedil;&atilde;o ao mecanismo traum&aacute;tico, 35% (n=5) por queda da sua pr&oacute;pria altura, 22% (n=3) por acidente desportivo, 22% (n=3) por atropelamento, 7% (n=1) por acidente de via&ccedil;&atilde;o, 7% (n=1) por queda de altura (2 metros) e 7% (n=1) por traumatismo direto com um animal. Os dois casos de fraturas bilaterais ocorreram por atropelamento. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o, 31% (n=5) das fraturas AO 42 A1, 31% (n=5) AO 42 A2, 13% (n=2) AO 42 A3 e 25% (n=4) AO 42 B2. Em 35% (n=5) dos doentes, ocorreram fraturas associadas. Uma fratura do mal&eacute;olo posterior inferior a 25% da superf&iacute;cie articular, tratada de forma conservadora. Uma fratura dos ossos do antebra&ccedil;o tratada com osteoss&iacute;ntese com placas LC DCP&reg;. Uma fratura do 1/3 externo da clav&iacute;cula, tratada de forma conservadora. Duas fraturas do mal&eacute;olo externo tratadas com osteoss&iacute;ntese com placa 1/3 de cana. Apenas um caso de fratura exposta - Gustillo e Anderson Grau I. N&atilde;o foram registadas complica&ccedil;&otilde;es intra-operat&oacute;rias nem p&oacute;s-operat&oacute;rias.</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio de follow-up foi de 17 meses (6&ndash;28), sendo o arco de mobilidade m&eacute;dio de 116&ordm; (100&ordm;-120&ordm;). No que diz respeito &agrave; dor anterior do joelho, a incid&ecirc;ncia foi de 14% (n=2), 1 caso moderado e 1 caso leve. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Lisholm Knee Scoring Scale, obteve-se uma m&eacute;dia de 91.5 (69-100).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Para os autores, a abordagem em semi-extens&atilde;o &eacute;, atualmente, a primeira op&ccedil;&atilde;o no encavilhamento da t&iacute;bia.</p>
    <p>As imagens de fluoroscopia s&atilde;o mais f&aacute;ceis de obter nesta abordagem. Quando utilizada a abordagem cl&aacute;ssica, o ter&ccedil;o proximal da t&iacute;bia &eacute; de dif&iacute;cil visualiza&ccedil;&atilde;o e o intensificador de imagem interfere, frequentemente, com a coloca&ccedil;&atilde;o do pun&ccedil;&atilde;o no ponto de entrada, levando a uma incorreta aquisi&ccedil;&atilde;o do ponto de entrada e potencial perda de redu&ccedil;&atilde;o de fratura<sup>1</sup>. As imagens de fluoroscopia nesta abordagem s&atilde;o mais acess&iacute;veis, com maior rapidez e reprodutividade, o que simplifica o correto posicionamento do ponto de entrada<sup>3</sup>. Para al&eacute;m disso, a rela&ccedil;&atilde;o entre a espinha lateral da t&iacute;bia e o tend&atilde;o rotuliano varia entre os indiv&iacute;duos, sugerindo assim uma limita&ccedil;&atilde;o da abordagem cl&aacute;ssica, no que diz respeito ao &oacute;timo ponto de entrada<sup>12</sup>. Na abordagem em semi-extens&atilde;o, a r&oacute;tula fica mais m&oacute;vel, o que simplifica a obten&ccedil;&atilde;o &oacute;tima do ponto de entrada<sup>1,3,8,13</sup>. Quando utilizada a abordagem cl&aacute;ssica, a coloca&ccedil;&atilde;o da cavilha pode levar, atrav&eacute;s do impacto com a r&oacute;tula, a les&otilde;es da tr&oacute;clea e do polo inferior da r&oacute;tula<sup>1</sup>. Com a abordagem em semi-extens&atilde;o extrarticular, existe preserva&ccedil;&atilde;o da sinovial, tendo como benef&iacute;cio a prote&ccedil;&atilde;o da cartilagem troclear subjacente assim como a realiza&ccedil;&atilde;o da subluxa&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula protege a mesma do impacto direto com a cavilha<sup>3</sup>.</p>
    <p>Com descrito anteriormente, quando utilizada a abordagem cl&aacute;ssica nas fraturas do 1/3 proximal da t&iacute;bia, existe um agravamento da deformidade em varo e &aacute;pex anterior da t&iacute;bia<sup>1</sup>. Com a abordagem em semi-extens&atilde;o, estas deformidades s&atilde;o neutralizadas. Com a t&iacute;bia em posi&ccedil;&atilde;o natural, o fragmento proximal fica em extens&atilde;o relativa e o encavilhamento em posi&ccedil;&atilde;o adequada torna-se mais acess&iacute;vel, tendo uma menor taxa de m&aacute; redu&ccedil;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;ria nas fraturas do 1/3 proximal da t&iacute;bia, quando comparada &agrave; abordagem cl&aacute;ssica<sup>1,8</sup>.</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas adicionais de redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o: pin&ccedil;as de redu&ccedil;&atilde;o, distratores, parafusos de bloqueio multiplanares, osteoss&iacute;ntese com placa do per&oacute;nio e osteoss&iacute;ntese de fraturas com extens&atilde;o articular proximal ou distal da t&iacute;bia, s&atilde;o procedimentos mais acess&iacute;veis de realizar com a abordagem em semi-extens&atilde;o, com a t&iacute;bia em posi&ccedil;&atilde;o natural e com uma maior facilidade e precis&atilde;o da imagem obtida com a fluoroscopia<sup>1,3</sup> (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>). Se necess&aacute;rio uma redu&ccedil;&atilde;o aberta da fratura, desbridamento e limpeza de fraturas expostas, coloca&ccedil;&atilde;o de parafusos percut&acirc;neos e realiza&ccedil;&atilde;o de fasciotomias, tamb&eacute;m &eacute; mais acess&iacute;vel quando utilizada a abordagem em semi-extens&atilde;o<sup>1</sup>. Para al&eacute;m disso, nesta abordagem, &eacute; poss&iacute;vel abordar fraturas ipsilaterais mantendo o mesmo posicionamento<sup>1,3</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f7.jpg" width="395" height="254" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Por fim, &eacute; poss&iacute;vel realizar o encavilhamento pela abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar lateral extrarticular, bilateral, na mesma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e mantendo o mesmo posicionamento (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figuras 8-12</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f8.jpg" width="393" height="258" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f9.jpg" width="394" height="293" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f10.jpg">Figura 10</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f11.jpg">Figura 11</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n2/25n2a03f12.jpg">Figura 12</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tempo de consolida&ccedil;&atilde;o &eacute; semelhante ao descrito na t&eacute;cnica cl&aacute;ssica<sup>1,3,8</sup>.</p>
    <p>A dor anterior do joelho &eacute; a complica&ccedil;&atilde;o a longo prazo mais comum dos encavilhamentos da t&iacute;bia, com incid&ecirc;ncias relatadas dos 10% aos 87%<sup>3,4,14</sup>. A etiologia &eacute; multifactorial e embora na maioria dos casos seja relatada como leve a moderada, ela pode afetar significativamente a qualidade de vida dos doentes<sup>8</sup>. A abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar extrarticular &eacute; um procedimento superior no que diz respeito &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da anatomia, pois preserva a sinovial e o tend&atilde;o rotuliano e minimiza o contacto patelofemoral. Apesar disso, ainda n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia significativa que suporte a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a, no que diz respeito &agrave; dor anterior do joelho, quando comparada com a abordagem cl&aacute;ssica<sup>3,4,15</sup>. Esta evid&ecirc;ncia sugere que, apesar da dor anterior do joelho ser multifatorial, esta abordagem limita os efeitos causais que est&atilde;o perante o controlo do cirurgi&atilde;o<sup>4</sup>.</p>
    <p>Como desvantagem desta abordagem, de referir as pequenas roturas que podem ocorrer da sinovial, tornando o procedimento intrarticular. Tamb&eacute;m existe o risco te&oacute;rico de instabilidade rotuliana p&oacute;s operat&oacute;ria resultante de uma incorreta sutura do retin&aacute;culo. N&atilde;o observamos esta complica&ccedil;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;ria, apesar de incentivar os doentes a realizar mobilidade passiva e ativa do joelho e tornozelo, sem limita&ccedil;&otilde;es, no primeiro dia p&oacute;s-operat&oacute;rio<sup>3</sup>.</p>
    <p>Como limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, de referir a pequena amostra (16 t&iacute;bias), a utiliza&ccedil;&atilde;o apenas de estat&iacute;stica descritiva, a aus&ecirc;ncia de um grupo controlo e a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma escala n&atilde;o validada para a dor anterior do joelho.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Como conclus&atilde;o, os autores acreditam que a maioria das fraturas da t&iacute;bia s&atilde;o poss&iacute;veis de tratamento com o encavilhamento usando a abordagem em semi-extens&atilde;o. Esta abordagem permite uma melhor redu&ccedil;&atilde;o das fraturas e previne a atua&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as musculares deformantes, em especial nas fraturas do 1/3 proximal da t&iacute;bia<sup>1,3,5,8</sup>. Para al&eacute;m disso, a obten&ccedil;&atilde;o da imagem fluorosc&oacute;pica &eacute; mais acess&iacute;vel, o ponto de entrada &eacute; obtido de forma mais precisa e a necessidade de redu&ccedil;&atilde;o aberta, limpeza e desbridamento de fraturas expostas &eacute; mais acess&iacute;vel<sup>1,3,5</sup>. Por fim, fraturas homolaterais do membro inferior podem ser sujeitas a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgicas atrav&eacute;s desta abordagem assim como fraturas bilaterais das t&iacute;bias mantendo o mesmo posicionamento<sup>1</sup>. Os autores obtiveram bons resultados no que diz respeito ao tratamento de 16 t&iacute;bias com a abordagem em semi-extens&atilde;o parapatelar externa extrarticular.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Rothberg D, Holt D, Horwitz D, Kubiak E. Tibial Nailing with the Knee Semi-Extended: Review of Techniques and Indications. 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Acute unreamed intramedullary nailing and soft tissue reconstruction with muscle flaps for the treatment of severe open tibial shaft fractures. Injury. 2007; 38 (8): 906-912</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315554&pid=S1646-2122201700020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Morandi M, Banka T, Gaiarsa G, Guthrie S, Khalil J, Hoegler J. Intramedullary nailing of tibial fractures: review of surgical techniques and description of a percutaneous lateral suprapatellar approach. 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Semi-Extended Nailing of Metaphyseal Tibia Fractures: Alignment and Incidence of Postoperative Knee Pain. J Orthop Trauma. 2014; 28 (5): 263-269</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315557&pid=S1646-2122201700020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Proximal tibial nailing using the semiextended technique[homepage on the Internet]. [updated 2010 Jan 10; cited 2016 Jan 3]. Available from: <a href="http://www.aaos.org/OKOJ/vol8/issue9/TRA021/" target="_blank">http://www.aaos.org/OKOJ/vol8/issue9/TRA021/</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Semiextended position for IM Nailing of Tibia Fractures[homepage on the Internet]. [updated 2015 Mar 16; cited 2016 Jan 8]. Available from: <a href="http://www.wheelessonline.com/ortho/12931" target="_blank">http://www.wheelessonline.com/ortho/12931</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Peccin M, Ciconelli R, Cohen M. Specific Questionnaire for knee symptoms - The &#8220;Lysholm Knee Scoring Scale&#8221; - Translation and validation into Portuguese. Acta Ortop Bras. 2006; 14 (5)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315560&pid=S1646-2122201700020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Althausen P, Neiman R, Finkemeier C. Incision placement for intramedullary tibial nailing: an anatomic study. 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Available from: <a href="http://www.healio.com/orthopedics/trauma/news/print/orthopedicstoday/%7B4702a76e-0056-495a-9dbd-847cdee43009%7D/semi-extended-approach-for-tibial-fractures-yieldsbetter-guide-wire-im-nail-position" target="_blank">http://www.healio.com/orthopedics/trauma/news/print/orthopedicstoday/%7B4702a76e-0056-495a-9dbd-847cdee43009%7D/semi-extended-approach-for-tibial-fractures-yieldsbetter-guide-wire-im-nail-position</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Bedi S, Arora R, Saini Y. Anterior Knee pain following the lateral parapatellar approach for tibia nailing. J of Orthopaedics. 2013; 14 (1)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315563&pid=S1646-2122201700020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Duan X, Al-Qwbani M, Zeng Y, Zhang W, Xiang Z. Intramedullary nailing for tibial shaft fractures in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2012; 18 (1)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1315564&pid=S1646-2122201700020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ricardo Simões    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Serviço de Ortopedia     <br>Hospital do Divino Espírito Santo    <br>9500-370 Ponta Delgada    <br>Telefone: 91355 94 43 / 296 203 000    <br><a href="mailto:ricardosimoesorto@gmail.com">ricardosimoesorto@gmail.com</a> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-05-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-07-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-07-21</font></p>     ]]></body><back>
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