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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tradução e propriedades psicométricas da versão portuguesa do non arthritic hip score (NAHS)]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222017000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução O Nonarthritic Hip Score (NAHS) é um questionário de avaliação clínica que foi desenvolvido em língua inglesa para avaliar a função da anca em pacientes jovens e fisicamente ativos, sem doença degenerativa. Serve para avaliar a dor e a limitação funcional antes a após os tratamentos. O objetivo deste estudo foi traduzir e validar o questionário NAHS para a língua portuguesa. Metodologia Foi realizado um estudo de coorte. A amostra foi constituída por 205 utentes (157 homens, 48 mulheres), com idade média 40,02 (±10,54) anos. A recolha de dados decorreu entre 2012-2015, no Hospital de Braga (Serviço de Ortopedia). O processo consistiu em tradução, retrotradução, revisão, pré-teste administrado a 50 pacientes e tradução final. Para o cálculo estatístico da consistência interna utilizou-se o alfa de Cronbach (&#945;), e para a validade factorial a Análise Factorial Confirmatória (AFC), utilizando o método de estimação maximum likelihood. Resultados Discussão Os resultados deste estudo sugerem que a tradução portuguesa deste questionário apresenta uma elevada consistência interna e validade factorial, como instrumento de avaliação unidimensional como multidimensional, demonstrando ser uma ferramenta útil na investigação e prática clinica. Conclusão A tradução portuguesa do questionário NAHS pode ser utilizada para avaliação da dor e limitação funcional da anca de doentes jovens e ativos, sem doença degenerativa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction The Nonarthritic Hip Score (NAHS) is a clinical assessment questionnaire developed in English to evaluate hip function in young and physically active patients with non-arthritic dysfunction. It is utilized to evaluate pain and functional limitation before and after treatments. The aim of this study was to translate the NAHS questionnaire and validate it in Portuguese. Methodology A cohort study was conducted. The sample consisted of 205 patients (157 men, 48 women), with an average age of 40.02 (± 10.54). Data collection took place from 2012 to 2015 at the Hospital of Braga (Orthopaedics Surgery Dept.). The process involved 5 steps: translation, back translation, revision, pre-testing and final translation. Cronbach's alpha (a) was used to calculate the internal consistency and as to factorial validity, the Factorial Confirmatory Analysis (FCA) was employed, using the maximum likelihood estimation method. Results Discussion The results of this study suggest that the Portuguese translation of the NAHS questionnaire shows high internal consistency and factorial validity as an instrument for one-dimensional or multidimensional analysis. It proofs to be a useful tool for both research and clinical practice. Conclusions The Portuguese translation of the NAHS questionnaire can be used to evaluate pain and functional limitation of the hip in young active patients without degenerative disease.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[NAHS]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Tradução e propriedades psicométricas da versão portuguesa do non arthritic hip score (NAHS)</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Eurico Bandeira Rodrigues<sup>I</sup></b>; <b>António Pedro Silva<sup>I</sup></b>; <b>Eduarda Coelho<sup>II</sup></b>; <b>Paulo Vicente João<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Research Center for Sports Sciences, Health and Human Development (CIDESD). Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Vila Real, Portugal. Vila Real. Portugal.<br />II. Serviço de Ortopedia - Hospital de Braga. Braga, Portugal. Braga. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o</p>     <p>O Nonarthritic Hip Score (NAHS) &eacute; um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica que foi desenvolvido em l&iacute;ngua inglesa para avaliar a fun&ccedil;&atilde;o da anca em pacientes jovens e fisicamente ativos, sem doen&ccedil;a degenerativa. Serve para avaliar a dor e a limita&ccedil;&atilde;o funcional antes a ap&oacute;s os tratamentos. O objetivo deste estudo foi traduzir e validar o question&aacute;rio NAHS para a l&iacute;ngua portuguesa.</p>     <p>Metodologia</p>     <p>Foi realizado um estudo de coorte. A amostra foi constitu&iacute;da por 205 utentes (157 homens, 48 mulheres), com idade m&eacute;dia 40,02 (&plusmn;10,54) anos. A recolha de dados decorreu entre 2012-2015, no Hospital de Braga (Servi&ccedil;o de Ortopedia). O processo consistiu em tradu&ccedil;&atilde;o, retrotradu&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o, pr&eacute;-teste administrado a 50 pacientes e tradu&ccedil;&atilde;o final.</p>     <p>Para o c&aacute;lculo estat&iacute;stico da consist&ecirc;ncia interna utilizou-se o alfa de Cronbach (&alpha;), e para a validade factorial a An&aacute;lise Factorial Confirmat&oacute;ria (AFC), utilizando o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o <em>maximum likelihood</em>.</p>     <p>Resultados</p>     <p>Os valores de alfa de Cronbach variaram entre 0.85-0.91 para os factores e 0.96 para o score total. Os modelos unidimensional (<sup>&chi;2</sup>(163)=439,976, p &lt; 0.001, GFI= 0,90, NFI= 0.84, RMSEA= 0.09) e o multidimensional (<sup>&chi;2</sup>(161)=393,682, p &lt; 0.001, GFI= 0,91, NFI= 0.86, RMSEA= 0.09) apresentam valores das medidas de ajustamento aceit&aacute;veis.</p>     <p>Discuss&atilde;o</p>     <p>Os resultados deste estudo sugerem que a tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa deste question&aacute;rio apresenta uma elevada consist&ecirc;ncia interna e validade factorial, como instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o unidimensional como multidimensional, demonstrando ser uma ferramenta &uacute;til na investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica clinica.</p>     <p>Conclus&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa do question&aacute;rio NAHS pode ser utilizada para avalia&ccedil;&atilde;o da dor e limita&ccedil;&atilde;o funcional da anca de doentes jovens e ativos, sem doen&ccedil;a degenerativa.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: NAHS, Qualidade de vida, Tradução, Propriedades Psicométricas, Anca do Adulto Jovem. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction</p>     <p>The Nonarthritic Hip Score (NAHS) is a clinical assessment questionnaire developed in English to evaluate hip function in young and physically active patients with non-arthritic dysfunction. It is utilized to evaluate pain and functional limitation before and after treatments. The aim of this study was to translate the NAHS questionnaire and validate it in Portuguese.</p>     <p>Methodology</p>     <p>A cohort study was conducted. The sample consisted of 205 patients (157 men, 48 women), with an average age of 40.02 (&plusmn; 10.54). Data collection took place from 2012 to 2015 at the Hospital of Braga (Orthopaedics Surgery Dept.). The process involved 5 steps: translation, back translation, revision, pre-testing and final translation.</p>     <p>Cronbach's alpha (a) was used to calculate the internal consistency and as to factorial validity, the Factorial Confirmatory Analysis (FCA) was employed, using the maximum likelihood estimation method.</p>     <p>Results</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cronbach's alpha values ranged from 0.85-0.91 for the factors and 0.96 for the total score. The one-dimensional models (<sup>&chi;2</sup> (163) = 439,976, p &lt;0.001, CFI = 0.90, NFI = 0.84, RMSEA = 0.09) and multidimensional models (<sup>&chi;2</sup> (161) = 393,682, p &lt;0.001, NFI = 0.86, RMSEA = 0.09) present values with acceptable adjustment measures.</p>     <p>Discussion</p>     <p>The results of this study suggest that the Portuguese translation of the NAHS questionnaire shows high internal consistency and factorial validity as an instrument for one-dimensional or multidimensional analysis. It proofs to be a useful tool for both research and clinical practice.</p>     <p>Conclusions</p>     <p>The Portuguese translation of the NAHS questionnaire can be used to evaluate pain and functional limitation of the hip in young active patients without degenerative disease.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: NAHS, Quality of Life, Translation, Psychometric Properties, Young Adult's Hip. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fun&ccedil;&atilde;o e a qualidade de vida s&atilde;o aspetos importantes, ao longo de toda a vida. Com as patologias articulares que surgem com o acumular de microtraumatismos, sobrecargas e a idade, esta vai diminuindo<sup>1</sup>. A atividade desportiva est&aacute; relacionada com o aparecimento de patologias que podem afectar os indiv&iacute;duos mais jovens e ativos, sem estar em causa a presen&ccedil;a de nenhuma doen&ccedil;a degenerativa.</p>
    <p>Neste sentido, nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m sido repercutidos diversos estudos na tentativa de melhor avaliar a capacidade funcional dos utentes<sup>2</sup> em aspectos como a mobilidade articular, a capacidade desportiva, a dor ou outros aspectos relacionados com a vida dom&eacute;stica ou do trabalho<sup>2</sup>. Estes instrumentos s&atilde;o utilizados para popula&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso da anca, existem question&aacute;rios que avaliam a capacidade funcional de pacientes/utentes com exig&ecirc;ncias f&iacute;sicas elevadas, como &eacute; o caso do <em>Lower Extremity Functional Scale</em> (LEFS), ou ent&atilde;o com doen&ccedil;a degenerativa articular como o <em>Modified Harris Hip Score</em>, o <em>score</em> de <em>Merle-d&rsquo;Aubign&eacute;-Postel</em> e o <em>Hip Outcome Score</em>.</p>
    <p>No caso espec&iacute;fico de doentes jovens e sem artrose, h&aacute; a necessidade de avaliar um conjunto de atividades e poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es, pelo que &eacute; necess&aacute;rio um instrumento mais confi&aacute;vel na sua avalia&ccedil;&atilde;o e que reflita o real impacto da sua patologia nas suas atividades do quotidiano.</p>
    <p>O interesse e necessidade pela avalia&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida de doentes deste tipo tem surgido associada ao novos avan&ccedil;os da cirurgia conservadora da anca<sup>3</sup>.</p>
    <p>Foram desenvolvidos novos instrumentos espec&iacute;ficos de avalia&ccedil;&atilde;o clinica com o objetivo de melhorar a capacidade de discrimina&ccedil;&atilde;o dos resultados quando surgiram indiv&iacute;duos com n&iacute;veis elevados de atividade f&iacute;sica a serem submetidos &agrave; cirurgia da anca, nomeadamente: o <em>Lower Extremity Functional Scale</em> (LEFS), o <em>Modified Harris Hip Score</em>, o Nonarthritic Hip Score (NAHS) e o Hip Outcome Score (HOS).</p>
    <p>Duas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas realizadas por Tijssen<sup>4</sup> e Lodhia<sup>5</sup> sugerem a utiliza&ccedil;&atilde;o do NAHS como um instrumento validado para avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;s operat&oacute;ria de pacientes com les&otilde;es n&atilde;o degenerativas da anca. Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica realizada por Sim<sup>6</sup> refere o NAHS como um dos question&aacute;rios mais utilizados na literatura da especialidade. Este score tem sido usado para avaliar e comparar resultados do tratamento da patologia de Conflito Femoro-acetabular (CFA)<sup>7</sup>, displasia <em>borderline</em><sup>8</sup>, na popula&ccedil;&atilde;o geral e tamb&eacute;m em atletas<sup>9</sup>.</p>
    <p>O NAHS &eacute; um instrumento simples e auto-administr&aacute;vel, que avalia a dor em pacientes jovens e fisicamente ativos com doen&ccedil;as n&atilde;o degenerativas da anca. Este question&aacute;rio &eacute; composto por 20 quest&otilde;es que avaliam: a dor, sintomas articulares, limita&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o nas atividades da vida di&aacute;ria e na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades desportivas ou de tarefas esfor&ccedil;adas. As dez quest&otilde;es relativas &agrave; dor e fun&ccedil;&atilde;o nas atividades da vida di&aacute;ria foram retiradas do WOMAC. As quest&otilde;es acrescentadas relativas &agrave; funcionalidade nas atividades da vida di&aacute;ria foram elaboradas a partir de relatos de pacientes com les&atilde;o labral. As quest&otilde;es relativas &agrave; funcionalidade na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades desportivas ou de tarefas esfor&ccedil;adas avaliam o n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica dos pacientes antes e ap&oacute;s o tratamento.</p>
    <p>Relativamente &agrave; valida&ccedil;&atilde;o do NAHS para Portugu&ecirc;s de Portugal n&atilde;o temos conhecimento de nenhum artigo publicado, tendo sido apenas encontrado uma investiga&ccedil;&atilde;o que valida este instrumento para o Portugu&ecirc;s do Brasil. Este estudo demonstrou que o NAHS apresenta fiabilidade, consist&ecirc;ncia interna e validade, sendo um instrumento &uacute;til para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida de jovens e pacientes fisicamente ativos com dor na anca, tanto em investiga&ccedil;&atilde;o como em pr&aacute;tica clinica<sup>2</sup>.</p>
    <p>&Eacute; nosso prop&oacute;sito fazer um levantamento a partir das interven&ccedil;&otilde;es que ocorrem no nosso hospital (Hospital de Braga - Servi&ccedil;o de Ortopedia) para que possamos ter uma amostra n&atilde;o s&oacute; regional e distrital, mas que possa dar uma representatividade a n&iacute;vel nacional.</p>
    <p>Neste momento, s&atilde;o poucos os centros portugueses onde se realiza cirurgia conservadora da anca com vista &agrave; retoma de todas as atividades, incluindo desporto. Temos tido resultados bastante satisfat&oacute;rios, tendo em conta a avalia&ccedil;&atilde;o que temos vindo a realizar junto dos nossos utentes, pela melhoria da qualidade de vida e a diminui&ccedil;&atilde;o nas condicionantes no seu dia-a-dia.</p>
    <p>Devido &agrave; necessidade de obter uma avalia&ccedil;&atilde;o fi&aacute;vel dos doentes tratados no nosso hospital, procedemos &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o cultural e valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio Nonarthritic Hip Score (NAHS) para a l&iacute;ngua portuguesa.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Amostra</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi realizado um estudo de coorte, utilizando uma amostra de conveni&ecirc;ncia constitu&iacute;da por 205 utentes, 157 homens (76,6%) e 48 mulheres (23,4%), com idade compreendidas entre os 17 anos e os 67 anos (40,02&plusmn;10,54 anos). Os dados foram recolhidos entre os anos de 2012 e 2015, no Hospital de Braga (Servi&ccedil;o de Ortopedia). Todos pacientes tinham o diagn&oacute;stico de conflito femoro-acetabular, com indica&ccedil;&atilde;o para tratamento cir&uacute;rgico. Todos foram submetidos a tratamento cir&uacute;rgico aberto ou artrosc&oacute;pico. A idade m&eacute;dia &eacute; de 40,02 anos (valor 17-67). A distribui&ccedil;&atilde;o por sexos foi de 78,4% homens e 21,6% mulheres. Todos os pacientes responderam ao inqu&eacute;rito NAHS antes da cirurgia e ap&oacute;s 6 semanas, 3 meses, 6 meses, 1 ano e 2 anos.</p>
    <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o na amostra foram os seguintes: pacientes/utentes de ambos os sexos que apresentassem patologia proposta para cirurgia conservadora da anca com aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a degenerativa ou altera&ccedil;&otilde;es <em>minor</em> na avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica (Tonnis 0 e 1). Todos tinham de concordar em participar no estudo; terem capacidade de compreender e assinar o consentimento informado; estarem inscritos na zona de resid&ecirc;ncia de Braga entre os anos de 2012-2015, e serem capazes de responder ao question&aacute;rio. Foram exclu&iacute;dos do estudo pacientes que n&atilde;o cumprissem estes crit&eacute;rios. Foram tamb&eacute;m exclu&iacute;dos pacientes com doen&ccedil;a degenerativa da anca (Tonnis 2 ou 3).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Instrumento de recolha de dados</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na primeira parte foram preenchidos os dados para caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, na segunda parte foram elaboradas quest&otilde;es acerca da qualidade de vida do utente e por &uacute;ltimo aplicou-se o NAHS com o intuito de recolha da percep&ccedil;&atilde;o da dor e outras limita&ccedil;&otilde;es durante atividades da vida di&aacute;ria, situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o e na realiza&ccedil;&atilde;o de desporto.</p>
    <p>O Nonarthritic Hip Score (NAHS) &eacute; um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o clinica que foi desenvolvido em l&iacute;ngua Inglesa para avaliar a percep&ccedil;&atilde;o da dor/fun&ccedil;&atilde;o da anca em pacientes jovens e fisicamente ativos por Christensen<sup>4</sup>. Este question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 20 quest&otilde;es agrupadas em 4 factores: i) dor (5 itens); ii) sintomas articulares (4 itens); iii) fun&ccedil;&atilde;o/limita&ccedil;&atilde;o funcional na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades da vida di&aacute;ria (5 itens); iv) fun&ccedil;&atilde;o/limita&ccedil;&atilde;o funcional na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades desportivas ou de tarefas esfor&ccedil;adas (6 itens). Cada item foi avaliado numa escala inversa tipo likert de cinco n&iacute;veis (entre 0 = extrema, a 4 = nenhuma). Para obten&ccedil;&atilde;o do score final da escala faz-se o somat&oacute;rio da pontua&ccedil;&atilde;o de todos os itens e multiplica-se por 1,25, sendo o valor m&aacute;ximo de 100 indicando fun&ccedil;&atilde;o normal da anca. Uma pontua&ccedil;&atilde;o superior representa um n&iacute;vel mais elevado de funcionalidade f&iacute;sica e menos dor e sintomas.</p>
    <p>O preenchimento foi realizado presencialmente frente ao m&eacute;dico da consulta, onde foi explicado todos os itens do question&aacute;rio.</p>
    <p>Este question&aacute;rio NAHS pretende na sua natureza avaliar o pr&eacute; e o p&oacute;s-operat&oacute;rio (3, 6, 9 e 12 meses). No p&oacute;s-operat&oacute;rio avaliar a progress&atilde;o do utente/paciente e a melhoria da sua qualidade de vida.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Procedimentos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural do NAHS seguiu as recomenda&ccedil;&otilde;es referidas na literatura da especialidade: tradu&ccedil;&atilde;o, retro tradu&ccedil;&atilde;o e pr&eacute;-teste.</p>
    <p>O NAHS foi traduzido para a l&iacute;ngua portuguesa, tendo o m&eacute;todo envolvido a tradu&ccedil;&atilde;o de ingl&ecirc;s para portugu&ecirc;s por dois tradutores bilingues/nativos cuja primeira l&iacute;ngua era o portugu&ecirc;s e a retro tradu&ccedil;&atilde;o de portugu&ecirc;s para ingl&ecirc;s por 2 tradutores bilingues/nativos, cuja primeira l&iacute;ngua era o ingl&ecirc;s. Ap&oacute;s este processo, foi constitu&iacute;do um grupo de discuss&atilde;o composto pelos autores (ou os especialistas da &aacute;rea) e os tradutores com o prop&oacute;sito de comparar a vers&atilde;o original do NAHS com a vers&atilde;o traduzida e identificar express&otilde;es/conceitos inadequados.</p>
    <p>Posteriormente, foi realizado um pr&eacute;-teste da vers&atilde;o do question&aacute;rio, tendo sido aplicado a 50 utentes&nbsp; com idades compreendidas entre os 17 e os 67 anos no Hospital de Braga (Servi&ccedil;o de Ortopedia). Os objetivos desta primeira aplica&ccedil;&atilde;o foram determinar a clareza da instru&ccedil;&atilde;o, sem&acirc;ntica e compreens&atilde;o dos itens e especificidades culturais.</p>
    <p>Ap&oacute;s termos a vers&atilde;o final do question&aacute;rio e antes do seu preenchimento, todos os participantes foram informados do objetivo do estudo e assinaram o consentimento informado.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Considerações éticas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Todos os procedimentos experimentais s&oacute; deram in&iacute;cio ap&oacute;s o consentimento verbal e escrito de participa&ccedil;&atilde;o no estudo, elaborado de acordo com a declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia (2008), conforme descrito no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O presente estudo teve em aten&ccedil;&atilde;o as Normas para a Realiza&ccedil;&atilde;o de Investiga&ccedil;&atilde;o com Seres Humanos, Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de de 10/10/1996.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise dos dados</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada no software SPSS&reg;, vers&atilde;o 24, e AMOS, vers&atilde;o 19. Os coeficientes de normalidade univariada variam entre -1,62 e -0,12 para o achatamento e entre -1,19 e 1,45 para a curtose, o que significa que a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; normal. Relativamente &agrave; fiabilidade do NAHS, a consist&ecirc;ncia interna foi calculada para todos os fatores e para o total da escala utilizando o alfa de Cronbach.</p>
    <p>Com base na estrutura fatorial definida pelos autores do question&aacute;rio, foi realizada a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do NAHS, como instrumento de medida unidimensional e multidimensional, utilizando o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o maximum likelihood. As medidas de avalia&ccedil;&atilde;o do ajustamento utilizadas para verificar a adequabilidade do modelo aos dados foram o normed fit index (NFI), the goodness of fit index (GFI), com valores acima de 0,90 indicando uma boa ajustabilidade do modelo. Tamb&eacute;m utilizamos o root mean square error of approximation (RMSEA), sugerindo um modelo adequado valores de 0,10 ou inferiores.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Descritiva e análise da normalidade</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os valores m&eacute;dios dos itens variam entre 2,19 (item 41) e 3,57 (item 23). Os coeficientes de normalidade univariada variam entre -1,62 e -,123 para o achatamento e entre -1,19 e 1,45 para a curtose. O valor total m&eacute;dio do NAHS &eacute; de 81,73 (&plusmn;17,58), com uma valor m&iacute;nimo de 33,75 e m&aacute;ximo de 100 (<a name="topt1"></a><a href="#t1">tabela 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a02t1.jpg" width="390" height="206" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Fiabilidade</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Relativamente &agrave; fiabilidade do NAHS, a consist&ecirc;ncia interna foi calculada para todos os fatores e para o total da escala utilizando o alfa de Cronbach (ver <a name="topt2"></a><a href="#t2">tabela 2</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a02t2.jpg" width="391" height="213" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O NAHS demonstrou valores de alfa de Cronbach que variam entre 0.85 e 0.91 para os factores e 0.96 para o score total da escala. Todos os coeficientes de fidelidade obtidos s&atilde;o superiores ao valor de corte geralmente utilizado de 0,70, indicando uma boa homogeneidade das escalas e do total do instrumento.</p>
    <p>(<sup>&chi;2</sup>(163) =439,976. p &lt; 0.001, GFI = 0,90, NFI = 0.84, RMSEA = 0.09).</p>
    <p>O modelo unidimensional do NAHS, acrescentando sete covari&acirc;ncias entre 2 erros, que n&atilde;o altera o modelo original, apresenta valores das medidas de ajustamento consideradas aceit&aacute;veis (<sup>&chi;2</sup>(163) =439,976. p &lt; 0.001, GFI = 0,90, NFI = 0.84, RMSEA = 0.09) .</p>
    <p>Na <a name="topt3"></a><a href="#t3">tabela 3 </a>apresentam-se os resultados referentes &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre os quatro factores, bem como, entre cada um dos factores e o total da escala, sendo todas positivas e significativas, com as correla&ccedil;&otilde;es entre os quatro factores a variarem entre 0.66 e 0.81 e entre cada factor e a escala total variaram entre 0.81 e 0.94.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a02t3.jpg" width="392" height="231" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os resultados obtidos confirmaram uma boa consist&ecirc;ncia interna e validade da tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa deste question&aacute;rio. Isto permite avaliar com acuidade a percep&ccedil;&atilde;o individual de dor e outro tipo de limita&ccedil;&atilde;o da anca, num paciente ativo e sem doen&ccedil;a degenerativa estabelecida. Isto permite uma avalia&ccedil;&atilde;o fi&aacute;vel, independentemente do n&iacute;vel educacional do sujeito estudado. A repeti&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio ao longo do tempo tamb&eacute;m permite avaliar as varia&ccedil;&otilde;es do score, antes e ap&oacute;s tratamento e tamb&eacute;m estudar os efeitos do tratamento a longo prazo.</p>
    <p>A consist&ecirc;ncia interna de um instrumento fornece informa&ccedil;&atilde;o acerca do grau com que todos os itens avaliam o mesmo constructo ou fator. O NAHS em portugu&ecirc;s demonstrou valores de alfa de Cronbach semelhantes aos de Christensen<sup>3</sup> e de Castillo<sup>2</sup> e considerados bons por Tabachnick e Fidell<sup>10</sup>. Quanto &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre os factores e o score total do NAHS, os valores s&atilde;o todos muito elevados e pr&oacute;ximos de 1.00, refletindo assim uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre cada um dos factores e a percep&ccedil;&atilde;o da dor/fun&ccedil;&atilde;o da anca avaliada pelo NAHS.</p>
    <p>Como demonstra a <a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>, o modelo unidimensional proposto para o NAHS &eacute; similar ao apresentado por Christensen<sup>3</sup>, tendo sido apenas acrescentada covari&acirc;ncias entre os erros 1-2, 10-11, 16-18. A an&aacute;lise factorial verifica a validade interna de constructo de um instrumento, permitindo especificar que os itens criados para avaliar um determinado factor est&atilde;o associados s&oacute; com esse factor e n&atilde;o com outro. Todos os itens t&ecirc;m pesos factoriais elevados<sup>11</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a02f1.jpg" width="392" height="441" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Relativamente ao modelo multidimensional, todos os itens apresentam pesos factoriais superiores a 0.58, valores tamb&eacute;m bons (ver <a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a>). Em ambos os modelos, os &iacute;ndices de ajustamento do modelo obtidos revelam uma boa adequabilidade do modelo, tendo em conta os valores sugeridos por Byrne<sup>12</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a02f2.jpg" width="391" height="632" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Em termos gerais, estes valores sugerem elevada fidelidade e validade factorial do NAHS, tanto como instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o unidimensional como multidimensional. Isto permite que, mesmo em utentes que n&atilde;o preencham o question&aacute;rio na sua totalidade se possa analisar os restantes factores, podendo ser uma informa&ccedil;&atilde;o clinica adicional. Ainda, sugerimos que a an&aacute;lise das quatros dimens&otilde;es poder&aacute; fornecer informa&ccedil;&atilde;o adicional do que apenas o score final.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo preliminar permite concluir que a tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa NAHS apresenta uma elevada consist&ecirc;ncia interna e validade factorial, tanto como instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o unidimensional como multidimensional demonstrando ser uma ferramenta &uacute;til tanto na investiga&ccedil;&atilde;o como na pr&aacute;tica clinica.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com esta ferramenta, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel a avalia&ccedil;&atilde;o fi&aacute;vel dos doentes portugueses com recursos a este question&aacute;rio. Torna-se ainda poss&iacute;vel comparar resultados na pr&aacute;tica hospitalar, mas tamb&eacute;m na investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</p>
    <p>No entanto, ser&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos deste &acirc;mbito, tentando verificar a validade convergente e a estabilidade temporal no NAHS.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">AGRADECIMENTOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Vimos por este meio agradecer a todos os utentes do Hospital de Braga (Servi&ccedil;o de Ortopedia) que ao longo de todo este processo foram respondendo de uma forma bastante positiva, no sentido de se apurar a percep&ccedil;&atilde;o da dor e ao mesmo tempo a poss&iacute;vel valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio NAHS para a vers&atilde;o portuguesa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABREVIATURAS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>NAHS - Nonarthritic Hip Score<br />CFA - Conflito Femoro-acetabular<br />AFC - An&aacute;lise Factorial Confirmat&oacute;ria<br />GFI - Goodness of Fit Index<br />NFI - Normed Fit Index<br />RMSEA - Root Mean Square Error of Approximation<br />LEFS - Lower Extremity Functional Scale<br />HOS - Hip Outcome Score<br />WOMAC - Western Ontario &amp; McMaster Universities Osteoarthritis Index<br />TCLE - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">APÊNDICE</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Questionário Nonarthritic Hip Score (NAHS) em português</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><strong>Escala NAHS</strong></p>
    <p>(para ser completada pelo paciente)</p>
    <p>As cinco quest&otilde;es seguintes referem-se ao grau de dor que sente na anca que est&aacute; hoje em avalia&ccedil;&atilde;o. Para cada situa&ccedil;&atilde;o, por favor coloque um c&iacute;rculo na resposta que mais fielmente reflecte o grau de dor sentido nas &uacute;ltimas 48 horas. Por favor seleccione uma resposta que melhor descreve a sua situa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p><strong>Quest&atilde;o - Quanta dor sente -</strong></p>
    <p>1. Andar numa superf&iacute;cie plana?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>2. Subir ou descer escadas?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>3. De noite, na cama?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>4. Sentado ou deitado?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>5. De p&eacute;, parado?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>As quatro quest&otilde;es seguintes referem-se aos sintomas que sente actualmente na anca que est&aacute; hoje em avalia&ccedil;&atilde;o. Para cada situa&ccedil;&atilde;o, por favor coloque um c&iacute;rculo na resposta que mais fielmente reflecte o grau de dor sentido nas &uacute;ltimas 48 horas. Por favor seleccione uma resposta que melhor descreve a sua situa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p><strong>Quest&atilde;o - Qual a dificuldade que sente com -</strong></p>
    <p>1. Anca presa ou bloqueada?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>2. Anca a &ldquo;falhar&rdquo;?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>3. Anca r&iacute;gida?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>4. Limita&ccedil;&atilde;o no movimento da sua anca?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>As cinco quest&otilde;es seguintes referem-se &agrave; sua capacidade f&iacute;sica. Para cada uma das seguintes actividades, por favor, coloque um c&iacute;rculo na resposta que mais fielmente reflecte as dificuldades sentidas, nas &uacute;ltimas 48 horas, devido &agrave; dor na sua anca. Por favor seleccione uma resposta que melhor descreve a sua situa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p><strong>Quest&atilde;o - Que grau de dificuldade sente com -</strong></p>
    <p>1. Descer escadas?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>2. Subir escadas?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>3. Levantar-se da posi&ccedil;&atilde;o sentada?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>4. Cal&ccedil;ar meias?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>5. Levantar-se da cama?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>As seis quest&otilde;es seguintes referem-se &agrave; sua capacidade de participar em certo tipo de actividades. Para cada uma das seguintes actividades, por favor, coloque um c&iacute;rculo na resposta que mais fielmente reflecte a dificuldade sentida no &uacute;ltimo m&ecirc;s devido &agrave; sua dor na anca. Se n&atilde;o participa num certo tipo de actividade, por favor estime o problema sentido pela sua anca se tivesse que realizar aquele tipo de actividade. Por favor seleccione uma resposta que melhor descreve a sua situa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p><strong>Quest&atilde;o - Qual o grau de dificuldade causada pela sua anca quando participa em -</strong></p>
    <p>1. Desportos exigentes envolvendo corridas em acelera&ccedil;&atilde;o ou em zigue-zague (ex: futebol, basquetebol, t&eacute;nis e gin&aacute;stica aer&oacute;bica)?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>2. Desportos pouco exigentes (ex: golfe / bowling / jogo da malha / boccia)?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>3. Corrida lenta, como exerc&iacute;cio?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>4. Caminhar, como exerc&iacute;cio?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>5.Tarefas dom&eacute;sticas pesada (ex: carregar lenha / deslocar m&oacute;veis)?</p>
    <p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p>
    <p>6. Tarefas dom&eacute;sticas leves (ex: cozinhar, limpar o p&oacute;, aspirar, lavar roupa e passar a ferro)?</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="margin-left: 30px;">4= nenhuma<br />3 = fraca<br />2 = moderada<br />1 = severa<br />0 = extrema</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Helfet DL, Hanson BP. How outcomes can affect cost: the importance of defining patient - relevant and proxy outcome measurements. Am J Orthop (Belle Mead NJ). 2010; 39 (9): 422-433</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1316514&pid=S1646-2122201700030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Del Castillo LNC, Leporace G, Cardinot TM, Levy RA, de Oliveira LP. Translation, cross-cultural adaptation and validation of the Brazilian version of the Nonarthritic Hip Score. Sao Paulo Med J. 2013; 131 (4): 244-251</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1316515&pid=S1646-2122201700030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Christensen CP, Althausen PL, Mittleman MA, Lee JA, McCarthy JC. The nonarthritic hip score: reliable and validated. Clin Orthop Relat Res. 2003 Jan;  (406): 75-83</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Tijssen M, van Cingel R, van Melick N. Patient-reported outcome questionnaires for hip arthroscopy: a systematic review of the psychometric evidence. BMC Musculoskelet Disord. 2011 May 27; 12: 117</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Lodhia P, Slobogean GP, Noonan VK. Patient-reported outcome instruments for femoroacetabular impingement and hip labral pathology: a systematic review of the clinimetric evidence. Arthroscopy. 2011 Fev; 27 (2): 279-286</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Sim Y, Nolan Horner S, Sa D, Simunovic N, Karlsson J, Ayeni OR. Reporting of Non-Hip Score Outcomes Following Femoroacetabular Impingement Surgery: A Systematic Review. J Hip Preserv Surg. 2015 Oct; 2 (3): 224-241</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Zhang D, Chen L, Wang G. Hip arthroscopy versus open surgical dislocation for femoroacetabular impingement: A systematic review and meta-analysis. Medicine (Baltimore). 2016 Oct; 95 (41): 5122</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">8. Matsuda DK. Poorer Arthroscopic Outcomes of Mild Dysplasia With Cam Femoroacetabular Impingement Versus Mixed Femoroacetabular Impingement in Absence of Capsular Repair. Am J Orthop (Belle Mead NJ). 2017 Jan; 46 (1): 47-53</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Perets I, Hartigan DE, Chaharbakhshi EO, Ashberg L, Ortiz-Declet V, Domb BG. Outcome of Hip Arthroscopy in Competitive Athletes. Arthroscopy. 2017 Aug; 33 (8): 1521-1529</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Tabachnick G, Fidell S. Using Multivariate Statistics - Plus Mysearchlab with E-text.  6th. Pearson Education; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1316523&pid=S1646-2122201700030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Bryman A, Cramer D. Análise de dados em Ciências Sociais, introdução às técnicas utilizando o SPSS para Windows. Oeiras: Celta Editora; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1316525&pid=S1646-2122201700030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Byrd JW, Jones KS. Prospective analysis of hip arthroscopy with 2-year follow-up. Arthroscopy. 2000; 16 (6): 578-587</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1316527&pid=S1646-2122201700030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Eurico Bandeira Rodrigues    <br>Serviço de Ortopedia do Hospital de Braga    <br>Telefone:  253 027 378    <br>email: <a href="mailto:eurico.rodrigues@hospitaldebraga.pt">eurico.rodrigues@hospitaldebraga.pt</a> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-06-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-06-09</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-08-19</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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