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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transferência do grande glúteo para correcção da deficiência dos abdutores da anca: caso clínico]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222017000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222017000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222017000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A patologia dos músculos abdutores da anca é comum, manifestando-se através da dor da face externa da anca e com testes clínicos positivos, podendo inclusivamente condicionar instabilidade articular em doentes previamente submetidos a artroplastia total da anca. A utilização da ressonância magnética (RMN) para o estudo desta patologia veio revelar alterações até aí desconhecidas. As imagens obtidas com a RMN permitiram a descrição de uma classificação das roturas do médio glúteo pelo grupo de Milwaukee. Descrevemos o caso de uma paciente com antecedentes de luxação congénita da anca, submetida a múltiplas cirurgias para a sua correcção, tendo sido a última delas uma artroplastia total da anca. Posteriormente desenvolveu uma insuficiência marcada dos abdutores da anca, razão pela qual foi intervencionada, procedendo-se à transferência do grande glúteo segundo uma variante da técnica de Whiteside. A avulsão do médio glúteo é a forma mais grave de lesão deste músculo. A via de abordagem externa para a colocação da prótese da anca está associada a uma maior taxa de insuficiência do médio glúteo. Contudo, a reparação directa tardia das lesões deste músculo está associada a resultados pouco satisfatórios. Assim, estão descritas várias técnicas que permitem a reconstrução da função dos abdutores da anca. A técnica descrita por Whiteside é uma delas. Esta é também uma das que apresenta melhores resultados, sendo a preferida pelos autores para a resolução dos casos de avulsão crónica dos abdutores da anca.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hip abductors pathology is fairly common, having as symptoms pain in the trochanteric region and positive clinical tests. It may even be associated with hip instability in patients previously submitted to a total hip replacement. The use of magnetic resonance (MRI) to study this pathology revealed a series of unknown changes and the images obtained with the MRI allowed the description of a classification for the ruptures of gluteus medius, published by the Milwaukee group. We describe the case of a patient with history of congenital hip dislocation, submitted to multiple surgeries to correct this pathology and finally had to do a total hip replacement. After this last procedure she developed serious hip abductors deficiency, reason why she had to be operated. We preceded to the transfer of the gluteus magnus, accordingly to a variation of the Whiteside technique. Gluteus medius avulsion is the most serious lesion of this muscle. The direct external approach in a total hip arthroplasty is associated to a bigger percentage of cases of gluteus medius insufficiency. However, late direct repair of this muscle lesion is associated to low satisfactory results. So, a various number of techniques are describes, which allow for the reconstruction of the hip abductors. The technique published by Whiteside is one of them. It is also one of which presents better results, being the authors method of choice to deal with cases in which chronic hip abductors avulsion is present.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Abdutores da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Transferência do grande glúteo para correcção da deficiência dos abdutores da anca: caso clínico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Alves<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Ribas<sup>I</sup></b>; <b>Vittorio Bellotti<sup>I</sup></b>; <b>Gianclaudio Orabona<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Rosales<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Hospital Universitari Dexeus, Barcelona. Barcelona.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A patologia dos m&uacute;sculos abdutores da anca &eacute; comum, manifestando-se atrav&eacute;s da dor da face externa da anca e com testes cl&iacute;nicos positivos, podendo inclusivamente condicionar instabilidade articular em doentes previamente submetidos a artroplastia total da anca. A utiliza&ccedil;&atilde;o da resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RMN) para o estudo desta patologia veio revelar altera&ccedil;&otilde;es at&eacute; a&iacute; desconhecidas. As imagens obtidas com a RMN permitiram a descri&ccedil;&atilde;o de uma classifica&ccedil;&atilde;o das roturas do m&eacute;dio gl&uacute;teo pelo grupo de Milwaukee. Descrevemos o caso de uma paciente com antecedentes de luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da anca, submetida a m&uacute;ltiplas cirurgias para a sua correc&ccedil;&atilde;o, tendo sido a &uacute;ltima delas uma artroplastia total da anca. Posteriormente desenvolveu uma insufici&ecirc;ncia marcada dos abdutores da anca, raz&atilde;o pela qual foi intervencionada, procedendo-se &agrave; transfer&ecirc;ncia do grande gl&uacute;teo segundo uma variante da t&eacute;cnica de Whiteside. A avuls&atilde;o do m&eacute;dio gl&uacute;teo &eacute; a forma mais grave de les&atilde;o deste m&uacute;sculo. A via de abordagem externa para a coloca&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese da anca est&aacute; associada a uma maior taxa de insufici&ecirc;ncia do m&eacute;dio gl&uacute;teo. Contudo, a repara&ccedil;&atilde;o directa tardia das les&otilde;es deste m&uacute;sculo est&aacute; associada a resultados pouco satisfat&oacute;rios. Assim, est&atilde;o descritas v&aacute;rias t&eacute;cnicas que permitem a reconstru&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o dos abdutores da anca. A t&eacute;cnica descrita por Whiteside &eacute; uma delas. Esta &eacute; tamb&eacute;m uma das que apresenta melhores resultados, sendo a preferida pelos autores para a resolu&ccedil;&atilde;o dos casos de avuls&atilde;o cr&oacute;nica dos abdutores da anca.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Abdutores da anca, dor trocantérica, avulsão do médio glúteo, técnica de Whiteside. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Hip abductors pathology is fairly common, having as symptoms pain in the trochanteric region and positive clinical tests. It may even be associated with hip instability in patients previously submitted to a total hip replacement. The use of magnetic resonance (MRI) to study this pathology revealed a series of unknown changes and the images obtained with the MRI allowed the description of a classification for the ruptures of gluteus medius, published by the Milwaukee group. We describe the case of a patient with history of congenital hip dislocation, submitted to multiple surgeries to correct this pathology and finally had to do a total hip replacement. After this last procedure she developed serious hip abductors deficiency, reason why she had to be operated. We preceded to the transfer of the gluteus magnus, accordingly to a variation of the Whiteside technique. Gluteus medius avulsion is the most serious lesion of this muscle. The direct external approach in a total hip arthroplasty is associated to a bigger percentage of cases of gluteus medius insufficiency. However, late direct repair of this muscle lesion is associated to low satisfactory results. So, a various number of techniques are describes, which allow for the reconstruction of the hip abductors. The technique published by Whiteside is one of them. It is also one of which presents better results, being the authors method of choice to deal with cases in which chronic hip abductors avulsion is present.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip abductors, trochanteric pain, gluteus medius avulsion, Whiteside technique. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Objectivo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O complexo muscular dos abdutores da anca &eacute; constitu&iacute;do pelos m&uacute;sculos tensor da f&aacute;scia lata, m&eacute;dio gl&uacute;teo e pequeno gl&uacute;teo. Estes t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o a abdu&ccedil;&atilde;o da anca e a estabiliza&ccedil;&atilde;o da mesma durante o ciclo da marcha<sup>1</sup>. A dor na face externa da anca &eacute; um sintoma comum, mais frequentemente em mulheres, principalmente na quarta e quinta d&eacute;cadas de vida. Clinicamente, os doentes costumam referir dor cr&oacute;nica, com agravamento durante a marcha, ao subir escadas e em posturas que favore&ccedil;am o aumento da press&atilde;o sobre o troc&acirc;nter. No exame f&iacute;sico podem apresentar marcha claudicante, com teste cl&iacute;nicos positivos para a avalia&ccedil;&atilde;o dos abdutores da anca, nomeadamente os testes de Trendelenburg e de Ossendorf<sup>2,3</sup>. Nos casos de pacientes com artroplastia total da anca, a insufici&ecirc;ncia dos abdutores pode tamb&eacute;m condicionar situa&ccedil;&otilde;es de instabilidade articular<sup>4</sup>. Em termos imagiol&oacute;gicos, a utiliza&ccedil;&atilde;o da resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e nuclear (RMN) para avaliar os abdutores da anca veio mostrar altera&ccedil;&otilde;es at&eacute; a&iacute; imposs&iacute;veis de detectar, nomeadamente a inflama&ccedil;&atilde;o muscular atrav&eacute;s do aumento de sinal na pondera&ccedil;&atilde;o T2, descontinuidades focais das inser&ccedil;&otilde;es tendinosas ou avuls&otilde;es musculares<sup>5</sup>. Para al&eacute;m disso, permitem o estudo do corpo muscular e actualmente at&eacute; j&aacute; podem ser utilizadas em pacientes com pr&oacute;teses totais da anca<sup>6</sup>. Relativamente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o das roturas do m&eacute;dio gl&uacute;teo, podemos utilizar a classifica&ccedil;&atilde;o publicada pelo grupo de Milwaukee, que divide as roturas em 4 tipos, de acordo com a sua extens&atilde;o no plano sagital, equivalendo o tamanho da rotura &agrave;s horas num mostrador de rel&oacute;gio<sup>7</sup>. No caso das avuls&otilde;es totais foram publicadas v&aacute;rias t&eacute;cnicas para o tratamento destas. Com a descri&ccedil;&atilde;o deste caso, queremos reportar uma nova variante t&eacute;cnica, reprodut&iacute;vel e com bons resultados que pode solucionar situa&ccedil;&otilde;es de avuls&atilde;o total e irrepar&aacute;vel dos abdutores da anca.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DESCRIÇÃO DO CASO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O caso descrito corresponde a uma paciente com 57 anos de idade, do sexo feminino, que se apresentou em consulta com queixas de marcha claudicante &agrave; direita e dor intensa na face externa da anca direita, ao n&iacute;vel do grande troc&acirc;nter. Segundo a doente, as referidas queixas apresentavam cerca de 5 anos de evolu&ccedil;&atilde;o. Como antecedente pessoal referia ter sofrido de luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da anca bilateralmente. No decurso do tratamento desta patologia, e ainda durante a inf&acirc;ncia, foi submetida a acetabuloplastias bilaterais por forma a aumentar a cobertura acetabular, mas sem sucesso. Posteriormente, no final da adolesc&ecirc;ncia, foi submetida a osteotomia proximal do f&eacute;mur, do tipo Schanz. Trata-se de uma osteotomia de suporte p&eacute;lvico, que constitui um procedimento &uacute;til para o tratamento de ancas com elevado grau de destrui&ccedil;&atilde;o (sequelas de luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da anca ou artrite s&eacute;ptica da anca, por exemplo), com o objectivo de lateralizar e distalizar o grande troc&acirc;nter de forma a aumentar a fun&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos abdutores da anca por aumento do bra&ccedil;o de alavanca destes<sup>8</sup>. Ainda como antecedentes, em 1994, por agravamento cl&iacute;nico e da fun&ccedil;&atilde;o da anca esquerda, foi submetida a artroplastia total da anca e posteriormente, em 2007, pela mesma raz&atilde;o, o procedimento foi repetido para a anca direita. Em ambas as cirurgias a via de abordagem utilizada foi externa directa, trans-m&eacute;dio gl&uacute;tea, tamb&eacute;m conhecida como via de Hardinge.</p>
    <p>Ao exame objectivo apresentava um exuberante relevo ao n&iacute;vel do grande troc&acirc;nter direito (<a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a>), bem como uma insufici&ecirc;ncia dos m&uacute;sculos abdutores da anca, objectivada com os testes de Trendelenburg e Ossendorf<sup>3</sup>, inequivocamente positivos. A suspeita cl&iacute;nica de avuls&atilde;o cr&oacute;nica do m&eacute;dio gl&uacute;teo foi confirmada atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de RMN (realizada utilizando o protocolo <em>Metal Artifact Reduction Sequence</em>), que para al&eacute;m da avuls&atilde;o, mostrava tamb&eacute;m a degeneresc&ecirc;ncia lipomatosa do corpo muscular (<a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>). A les&atilde;o observada foi considerada um grau 4 segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Milwaukee. Na radiografia simples da bacia era evidente a procid&ecirc;ncia do grande troc&acirc;nter (<a name="topf4"></a><a href="#f4">figura 4</a>), consequ&ecirc;ncia da osteotomia do tipo Schanz. Ap&oacute;s a an&aacute;lise cl&iacute;nica e imagiol&oacute;gica do caso em quest&atilde;o, considerou-se que a melhor op&ccedil;&atilde;o seria a osteotomia de redu&ccedil;&atilde;o do grande troc&acirc;nter com reconstru&ccedil;&atilde;o do aparelho abdutor da anca.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f1.jpg" width="391" height="278" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f2.jpg" width="394" height="405" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f3.jpg" width="392" height="550" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f4.jpg" width="392" height="574" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A doente foi, ent&atilde;o, submetida &agrave; transfer&ecirc;ncia parcial do m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo segundo uma modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica descrita por Leo Whiteside<sup>9</sup>, juntamente com a ressec&ccedil;&atilde;o parcial do grande troc&acirc;nter, de acordo como planeamento da cirurgia. Inicialmente fez-se uma abordagem directa da face externa da anca, com uma dissec&ccedil;&atilde;o cuidada, por forma a isolar o m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo, sem o desinserir da banda &iacute;leo-tibial na sua por&ccedil;&atilde;o distal (<a name="topf5"></a><a href="#f5">figura 5</a>), sendo esta a principal modifica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica descrita por Leo Whiteside. O grande troc&acirc;nter ficou exposto, constatando que se encontrava totalmente desnudado e sem sinais de inser&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos m&eacute;dio ou pequeno gl&uacute;teo. Seguidamente procedeu-se &agrave; osteotomia de ressec&ccedil;&atilde;o parcial do grande troc&acirc;nter (<a name="topf6"></a><a href="#f6">figura 6</a>), por forma a diminuir o volume do mesmo, reduzindo o bra&ccedil;o de alavanca. Posteriormente foi feita a separa&ccedil;&atilde;o parcial na jun&ccedil;&atilde;o do 1/3 &acirc;ntero-superior com os 2/3 p&oacute;stero-inferiores do grande gl&uacute;teo, ao longo das fibras musculares (<a name="topf7"></a><a href="#f7">figura 7</a>). Durante o isolamento e separa&ccedil;&atilde;o do corpo muscular, &eacute; fundamental n&atilde;o seccionar as fibras do 1/3 anterior. A por&ccedil;&atilde;o mais &acirc;ntero-superior foi fixada directamente na face externa osteotomizada do grande troc&acirc;nter, atrav&eacute;s de um sistema de 4 &acirc;ncoras, com a anca posicionada com 40&ordm; de abdu&ccedil;&atilde;o, 40&ordm; de flex&atilde;o e 10&ordm; a 20&ordm; de rota&ccedil;&atilde;o interna. No final, foi encerrado o espa&ccedil;o entre as duas por&ccedil;&otilde;es do m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo (<a name="topf8"></a><a href="#f8">figura 8</a>). Na radiografia ap&oacute;s a cirurgia (<a name="topf9"></a><a href="#f9">figura 9</a>) constata-se a redu&ccedil;&atilde;o do volume do grande troc&acirc;nter.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f5.jpg" width="393" height="382" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f6.jpg" width="391" height="380" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f7.jpg" width="390" height="508" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f8.jpg" width="392" height="510" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n3/25n3a07f9.jpg" width="391" height="516" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Durante o p&oacute;s-operat&oacute;rio a doente iniciou a reabilita&ccedil;&atilde;o muscular no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato, com redu&ccedil;&atilde;o das dores de forma marcada e imediata. Cumpriu cerca de 3 meses de reabilita&ccedil;&atilde;o, com retirada dos auxiliares de marcha no final, mantendo-se sem queixas &aacute;lgicas e com recupera&ccedil;&atilde;o parcial da for&ccedil;a dos abdutores da anca, com abdu&ccedil;&atilde;o activa da anca em dec&uacute;bito dorsal.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A les&atilde;o completa dos abdutores da anca &eacute; quase sempre causa de dor e marcha claudicante e em doentes com artroplastia total da anca pode tamb&eacute;m condicionar instabilidade da pr&oacute;tese. A avuls&atilde;o dos abdutores pode resultar de les&otilde;es osteol&iacute;ticas do grande troc&acirc;nter, fal&ecirc;ncia prim&aacute;ria do complexo abdutor da anca ou resultar da destrui&ccedil;&atilde;o do complexo abdutor, provocado por exemplo pela via de abordagem da artroplastia total da anca<sup>9</sup>. A via de abordagem externa da anca, por implicar a desinser&ccedil;&atilde;o parcial do m&eacute;dio gl&uacute;teo, &eacute; associada a uma maior taxa de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com os abdutores da anca, quer por deisc&ecirc;ncia do encerramento destes, quer por retrac&ccedil;&otilde;es do m&eacute;dio gl&uacute;teo<sup>10</sup>.</p>
    <p>Dependendo do tipo de avuls&atilde;o, muitas vezes &eacute; poss&iacute;vel realizar uma repara&ccedil;&atilde;o directa dos abdutores, apesar de resultados pouco satisfat&oacute;rios. Miorazzi et al avaliaram a taxa de sucesso da repara&ccedil;&atilde;o da deisc&ecirc;ncia da cicatriza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dio gl&uacute;teo, mais de um ano ap&oacute;s a artroplastia da anca por via externa. Constataram a fal&ecirc;ncia dessa repara&ccedil;&atilde;o directa do m&eacute;dio gl&uacute;teo em cerca de 1/3 dos pacientes, demostrada pela aus&ecirc;ncia da melhoria da for&ccedil;a muscular<sup>10</sup>. Tamb&eacute;m L&uuml;bbeke et al avaliaram os pacientes que sofreram a avuls&atilde;o dos abdutores da anca ap&oacute;s artroplastia prim&aacute;ria e que, posteriormente, foi reparada atrav&eacute;s reinser&ccedil;&atilde;o trans&oacute;ssea do m&eacute;dio gl&uacute;teo. Estes autores conclu&iacute;ram que uma repara&ccedil;&atilde;o precoce favorece a obten&ccedil;&atilde;o de melhores resultados, sendo que na amostra de doentes avaliada cerca de 50% n&atilde;o obtiveram uma melhoria consider&aacute;vel da for&ccedil;a<sup>11</sup>. Assim, a evid&ecirc;ncia sugere que a repara&ccedil;&atilde;o directa de avuls&otilde;es cr&oacute;nicas tem resultados aceit&aacute;veis na resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas, mas apresenta resultados limitados na recupera&ccedil;&atilde;o funcional dos m&uacute;sculos abdutores da anca.</p>
    <p>Perante a impossibilidade de repara&ccedil;&atilde;o directa dos abdutores e sabendo que os resultados desta s&atilde;o limitados, coloca-se como alternativa a reconstru&ccedil;&atilde;o dos abdutores da anca. Fhem et al, em 2010, publicou a t&eacute;cnica para a reconstru&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o do m&eacute;dio gl&uacute;teo utilizando enxerto de cad&aacute;ver do tend&atilde;o de Aquiles com calc&acirc;neo numa amostra com 7 pacientes. Todos eles apresentavam avuls&otilde;es cr&oacute;nicas do m&eacute;dio gl&uacute;teo, com solu&ccedil;&atilde;o de continuidade entre o espa&ccedil;o peri-trocant&eacute;rico e a articula&ccedil;&atilde;o, registando-se uma melhoria da dor e do <em>Harris Hip Score</em> em todos os pacientes excepto um. Contudo a t&eacute;cnica implica um corpo muscular vi&aacute;vel para suturar ao tend&atilde;o de Aquiles<sup>12</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kohl et al apresentam em 2012 uma alternativa para restaurar a fun&ccedil;&atilde;o dos abdutores da anca, atrav&eacute;s da transfer&ecirc;ncia proximal do vasto externo, que se sutura ao que resta do corpo do m&eacute;dio gl&uacute;teo. Em 11 pacientes, &eacute; reportada uma taxa de complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias de 27%, apesar de bons resultados funcionais e controlo da dor. Para al&eacute;m disso, verifica-se tamb&eacute;m uma diminui&ccedil;&atilde;o de 22% da for&ccedil;a da for&ccedil;a do quadricipete crural e mais uma vez, implica tamb&eacute;m que o corpo muscular do m&eacute;dio gl&uacute;teo esteja vi&aacute;vel<sup>13</sup>.</p>
    <p>Whiteside et al descreveu uma t&eacute;cnica de transfer&ecirc;ncia da por&ccedil;&atilde;o anterior do grande gl&uacute;teo para restaurar a fun&ccedil;&atilde;o dos abdutores da anca, em 2012. Em termos biomec&acirc;nicos defende que a metade anterior do grande gl&uacute;teo apresenta condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para a substitui&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dio gl&uacute;teo, uma vez que se insere na metade posterior da crista il&iacute;aca e as suas fibras t&ecirc;m uma direc&ccedil;&atilde;o paralela &agrave;s do m&eacute;dio gl&uacute;teo. Para al&eacute;m disso, &eacute; inervado pelo nervo gl&uacute;teo inferior e vascularizada pela art&eacute;ria gl&uacute;tea inferior, que t&ecirc;m um trajecto de proximal e posterior em direc&ccedil;&atilde;o ao m&uacute;sculo, permitindo por isso a dissec&ccedil;&atilde;o do corpo muscular e a separa&ccedil;&atilde;o das fibras musculares, at&eacute; cerca de metade da extens&atilde;o do m&uacute;sculo, mantendo-se vi&aacute;vel. Em 11 pacientes submetido a esta transfer&ecirc;ncia do grande gl&uacute;teo, &eacute; reportado a resolu&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas e a recupera&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca contra a gravidade em 91% deles, com um Tredelenburg negativo e com forte abdu&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</p>
    <p>No caso acima descrito, a fal&ecirc;ncia total do complexo muscular abdutor da anca deveu-se n&atilde;o s&oacute; &agrave; via de abordagem utilizada para a realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia, mas tamb&eacute;m &agrave; fibrose que resultou das m&uacute;ltiplas cirurgias para a correc&ccedil;&atilde;o da luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da anca, e &agrave; maior sobrecarga do m&eacute;dio e pequeno gl&uacute;teos provocado pela osteotomia de Schanz com o consequente aumento do volume trocant&eacute;rico. Assim, para al&eacute;m de realizar a plastia houve necessidade de reduzir o grande troc&acirc;nter.</p>
    <p>Os autores deste artigo t&ecirc;m a experi&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o desta plastia com sucesso em mais de 10 casos, atrav&eacute;s da fixa&ccedil;&atilde;o da sua por&ccedil;&atilde;o anterior ao grande troc&acirc;nter. Foi uma solu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica reservada para casos de avuls&atilde;o cr&oacute;nica do m&eacute;dio gl&uacute;teo com atr&eacute;sia e degeneresc&ecirc;ncia do corpo muscular. Este procedimento foi realizado tanto em casos de avuls&atilde;o cr&oacute;nica prim&aacute;ria, como em casos de avuls&atilde;o ap&oacute;s artroplastia total da anca por via externa. Todos os casos tiveram como consequ&ecirc;ncia a recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o abdutora da anca, revertendo uma limita&ccedil;&atilde;o funcional dos pacientes e dor incapacitante.</p>
    <p>A modifica&ccedil;&atilde;o introduzida por Manuel Ribas da plastia de Whiteside em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica original consiste em manter a por&ccedil;&atilde;o p&oacute;stero-inferior do grande gl&uacute;teo inserida &agrave; banda &iacute;leo-tibial. Assim, converte um retalho vascularizado numa transfer&ecirc;ncia activa que adiciona maior estabilidade activa da for&ccedil;a abdutora ao ter&ccedil;o proximal do grande gl&uacute;teo, durante o momento de carga do membro contra-lateral, mantendo tamb&eacute;m a estabilidade externa do joelho. Esta altera&ccedil;&atilde;o permite uma estabilidade imediata no p&oacute;s-operat&oacute;rio e um in&iacute;cio de recupera&ccedil;&atilde;o precoce.</p>
    <p>A transfer&ecirc;ncia muscular &eacute; utilizada com sucesso em v&aacute;rias outras situa&ccedil;&otilde;es como solu&ccedil;&atilde;o para a perda de fun&ccedil;&atilde;o, como por exemplo a transfer&ecirc;ncia do grande dorsal no ombro ou o m&uacute;sculo g&eacute;meo interno no joelho. A op&ccedil;&atilde;o pela utiliza&ccedil;&atilde;o do grande gl&uacute;teo para restaurar a abdu&ccedil;&atilde;o da anca prende-se com os bons resultados apresentados em doentes com les&otilde;es irrepar&aacute;veis dos abdutores da anca. Assim, parece trata-se de uma t&eacute;cnica recente, mas com inestim&aacute;vel valia para a resolu&ccedil;&atilde;o destas complexas les&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Gottschalk F, Kourosh S, Leveau B. The functional anatomy of tensor fasciae latae and gluteus medius and minimus. 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Is the internal rotation lag sign a sensitive test for detecting hip abductor tendon ruptures after total hip arthroplasty?. Patient Safety in Surgery. 2011; 5: 7</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Daly PJ, Morrey BF. Operative correction of na unstable total hip arthroplasty. J Bone Joint Surg Am. 1992; 74: 1334-1343</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1317350&pid=S1646-2122201700030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Cvitanic O, Henzie G, Skezas N, Lyons J, Minter J. MRI diagnosis of tears of the hip abductors tendons (gluteus medius and gluteus minimus). 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Davies JF, Stiehl JB, Davies  JA, Geiger PB. Surgical treatment of hip abductor tendon tears. J Bone Joint Surg Am. 2013; 95: 1420-1425</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1317353&pid=S1646-2122201700030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Pafilas D, Nayagam S. The pelvic support osteotomy: indications and preoperative planning. Strategies Trauma Limb Reconstr. 2008; 3 (2): 83-92</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1317354&pid=S1646-2122201700030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Whiteside LA. Transfer of the anterior portion of the gluteus maximus muscle for abductor deficiency of the hip. Clin Orthop Relat Res. 2012; 470 (2): 503-510</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1317355&pid=S1646-2122201700030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Miorazzi HH, Dora C, Clarck JM, Notzli HP. Late repair of abductor avulsion after transgluteal approach for hip arthroplasty. 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Repair of a deficient abductor mechanism with Achilles tendon allograft after total hip replacement. J Bone Joint Surg Am. 2010; 92 (13): 2305-2311</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1317358&pid=S1646-2122201700030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Kohl S, Evangelopoulos DS, Siebenrock KA, Beck M. Hip abductor defect repair by means of a vastus lateralis muscle shift. 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<body><![CDATA[<br>2565-770 Turcifal     <br>Telefone: 966145273    <br>email: <a href="mailto:ricardoalvesmed@gmail.com">ricardoalvesmed@gmail.com</a> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-12-29</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-05-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-06-14</font></p>     ]]></body><back>
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