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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo retrospectivo a longo prazo da osteotomia de Reverdin-Isham: limitações e complicações]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Percutaneous foot surgery has been gaining greater preponderance in the treatment of foot deformities. The Reverdin-Isham osteotomy is a subcapital first ray osteotomy for the hallux valgus treatment. According to some authors, is indicated in the mild to moderate hallux valgus. There are few published studies on this procedure and none of them with long-term results. The main objective of this study was to evaluate long-term results and eventual limitationsof this technique. Material and Methods: We retrospectively evaluated 25 patients (36 feet) operated on hallux valgus using the Reverdin-Isham operation. Patients with preoperative metatarsalgia, concomitant lateral metatarsal osteotomies and with intermetatarsal angle (IMA) above 17 degrees were excluded. We evaluated, pre and post-operatively, the metatarsophalangeal angle (MPA), IMA and distal metatarsal articular angle (DMAA). We recorded the postoperative AOFAS score, patient satisfaction and eventual complications. Results: Average follow-up was 5.4 years (4.1-7.4 years). The average postoperative AOFAS score was 88.6 (52-100). Thirty three cases (91.7%) were satisfied or very satisfied. The radiographs showed an average correction of 14.6 degrees for the MPA; 2.7 degrees in the IMA and 9.3 degrees for the DMAA. Complications: recurrence of the deformity in 5 cases (13.9%), significant M1 shortening without transfer metatarsalgia in 2 cases (5.5%), 1 case of DMAA overcorrection (2.8%) and 1 case of hypoesthesia (2.8%). There were no cases of loss of passive range of motion superior to 50% of normal or with elevation of the M1 head. Recurrence rate was significantly higher (p = 0.0027) in cases with MPA> 40º. Conclusion: This study shows that the Reverdin-Isham osteotomy is effective in correcting mild to moderate Hallux valgus, even in the long-term. However, there might be a high recurrence rate in cases with an MPA superior to 40 degrees.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hallux valgus]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Estudo retrospectivo a longo prazo da osteotomia de Reverdin-Isham: limitações e complicações</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Paulo Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Diniz<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Flora<sup>I</sup></b>; <b>Rui Domingos<sup>I</sup></b>; <b>João Sarafana<sup>I</sup></b>; <b>J. Roxo Neves<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital Ortopédico de Sant&#39Ana, Parede.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o</strong>: No tratamento das deforma&ccedil;&otilde;es do p&eacute;, a cirurgia por via percut&acirc;nea tem vindo a ganhar mais preponder&acirc;ncia. A opera&ccedil;&atilde;o de Reverdin-Isham &eacute; uma osteotomia subcapital do primeiro metat&aacute;rsico para o tratamento do hallux valgus. De acordo com alguns autores, este procedimento est&aacute; indicado no hallux valgus ligeiro a moderado. Existem poucos estudos publicados sobre esta osteotomia e nenhum reportando resultados a longo prazo. O objectivo deste estudo foi avaliar os resultados a longo prazo e eventuais limita&ccedil;&otilde;es desta t&eacute;cnica.</p>     <p><strong>Material e M&eacute;todos</strong>: Avali&aacute;mos retrospectivamente 25 doentes (36 p&eacute;s) operados a hallux valgus utilizando a opera&ccedil;&atilde;o de Reverdin-Isham. Exclu&iacute;mos doentes com metatarsalgia pr&eacute;-operat&oacute;ria, realiza&ccedil;&atilde;o concomitante de osteotomias dos metat&aacute;rsicos laterais e com &acirc;ngulo intermetat&aacute;rsico (AIM) superior a 17 graus. Avali&aacute;mos pr&eacute; e p&oacute;s-operatoriamente o &acirc;ngulo metatarsofal&acirc;ngico (AMTF), AIM e &acirc;ngulo articular distal metat&aacute;rsico (DMAA). Determin&aacute;mos a pontua&ccedil;&atilde;o na escala AOFAS p&oacute;s operat&oacute;ria, grau de satisfa&ccedil;&atilde;o e eventuais complica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><strong>Resultados</strong>: O seguimento m&eacute;dio foi 5.4 anos (4.1-7.4). Valor m&eacute;dio da escala AOFAS obtido: 88.6 (52-100). Trinta e tr&ecirc;s casos (91.7%) afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica demonstrou uma correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 14.6 graus (4-44) do AMTF, 2.7 graus (-4-13) do AIM e 9.3 graus (-2-32) do DMAA. Como complica&ccedil;&otilde;es verific&aacute;mos recidiva da deformidade em 5 casos (13.9%), encurtamento significativo de M1 em 2 casos (5.5%), sem metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia; 1 caso de hipercorrec&ccedil;&atilde;o do DMAA (2.8%) e 1 caso de hipostesia do hallux (2.8%). N&atilde;o encontr&aacute;mos casos com limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade passiva de MTF1 superior a 50% do normal ou com subida da cabe&ccedil;a de M1. A taxa de recidiva foi significativamente maior (p = 0.0027) nos casos com AMTF &gt;40&ordm;.</p>     <p><strong>Conclus&atilde;o</strong>: Este estudo demonstra que a osteotomia de Reverdin-Isham &eacute; eficaz na correc&ccedil;&atilde;o de hallux valgus leve a moderado, mesmo a longo prazo. No entanto, parece haver uma taxa excessiva de recidiva nos casos AMTF superior a 40 graus.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Hallux valgus, cirurgia minimamente invasiva, deformidades do ante-pé, cirurgia percutânea, osteotomia de Reverdin-Isham. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><strong>Introduction</strong>: Percutaneous foot surgery has been gaining greater preponderance in the treatment of foot deformities. The Reverdin-Isham osteotomy is a subcapital first ray osteotomy for the hallux valgus treatment. According to some authors, is indicated in the mild to moderate hallux valgus. There are few published studies on this procedure and none of them with long-term results. The main objective of this study was to evaluate long-term results and eventual limitationsof this technique.</p>     <p><strong>Material and Methods</strong>: We retrospectively evaluated 25 patients (36 feet) operated on hallux valgus using the Reverdin-Isham operation. Patients with preoperative metatarsalgia, concomitant lateral metatarsal osteotomies and with intermetatarsal angle (IMA) above 17 degrees were excluded. We evaluated, pre and post-operatively, the metatarsophalangeal angle (MPA), IMA and distal metatarsal articular angle (DMAA). We recorded the postoperative AOFAS score, patient satisfaction and eventual complications.</p>     <p><strong>Results</strong>: Average follow-up was 5.4 years (4.1-7.4 years). The average postoperative AOFAS score was 88.6 (52-100). Thirty three cases (91.7%) were satisfied or very satisfied. The radiographs showed an average correction of 14.6 degrees for the MPA; 2.7 degrees in the IMA and 9.3 degrees for the DMAA. Complications: recurrence of the deformity in 5 cases (13.9%), significant M1 shortening without transfer metatarsalgia in 2 cases (5.5%), 1 case of DMAA overcorrection (2.8%) and 1 case of hypoesthesia (2.8%). There were no cases of loss of passive range of motion superior to 50% of normal or with elevation of the M1 head. Recurrence rate was significantly higher (p = 0.0027) in cases with MPA&gt; 40&ordm;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Conclusion</strong>: This study shows that the Reverdin-Isham osteotomy is effective in correcting mild to moderate Hallux valgus, even in the long-term. However, there might be a high recurrence rate in cases with an MPA superior to 40 degrees.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hallux valgus, minimally invasive surgery, forefoot deformities, percutaneous surgery, Reverdin-Isham osteotomy. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O hallux valgus &eacute; uma deformidade do ante-p&eacute; caracterizada por ser frequente, progressiva e de gravidade vari&aacute;vel, existindo mais de 130 t&eacute;cnicas descritas para o seu tratamento<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Nos &uacute;ltimos anos assistimos a um interesse crescente nas t&eacute;cnicas minimamente invasivas, nomeadamente na cirurgia por via percut&acirc;nea. Esta t&eacute;cnica tem todas as vantagens das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas minimamente invasivas: menos dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio, recupera&ccedil;&atilde;o funcional mais r&aacute;pida - n&atilde;o requer qualquer per&iacute;odo de descarga - e a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de fixa&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida<sup>3-5</sup>.</p>
    <p>A correc&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica via percut&acirc;nea do hallux valgus pode ser feita com recurso a diferentes tipos de osteotomias do primeiro metat&aacute;rsico (M1), entre as quais a osteotomia de Reverdin-Isham<sup>4</sup>. Trata-se duma osteotomia subcapital obliqua de anterodorsal para posteroplantar de substra&ccedil;&atilde;o externa, que n&atilde;o requer fixa&ccedil;&atilde;o (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Praticamente sempre deve ser associada a outros gestos constantes, nomeadamente a ressec&ccedil;&atilde;o da exostose de M1, osteotomia de Akin e liberta&ccedil;&atilde;o de partes moles laterais<sup>6</sup>. Est&aacute; indicada no tratamento de deformidades leves a moderadas com um &acirc;ngulo intermetat&aacute;rsico inferior a 18 graus de acordo com o algoritmo de Mariano de Prado<sup>7</sup>, ou inferior a 20 graus de acordo com S. Isham<sup>7</sup>. Existem, no entanto, autores que limitam o uso desta t&eacute;cnica a casos com AIM menor que 16 graus<sup>8</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f1.jpg" width="487" height="844" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Dado existirem poucos estudos publicados sobre esta t&eacute;cnica e nenhum reportando resultados a longo prazo<sup>9-14</sup>, este estudo teve como objectivo avaliar os resultados a longo prazo da osteotomia de Reverdin-Isham, particularmente eventuais complica&ccedil;&otilde;es como perda de redu&ccedil;&atilde;o com medializa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a de M1, metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia devido a encurtamento excessivo ou subida da cabe&ccedil;a de M1, rigidez articular e recidiva e, ainda, avaliar se existe alguma rela&ccedil;&atilde;o entre a recidiva da deformidade e o valor pr&eacute;-operat&oacute;rio do &acirc;ngulo intermetat&aacute;rsico entre o primeiro e segundo metat&aacute;rsicos (AIM) (superior a 13 graus) e/ou do &acirc;ngulo da primeira articula&ccedil;&atilde;o metatarsofal&acirc;ngica (AMTF) (superior a 40 graus).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Avali&aacute;mos retrospectivamente 36 casos, correspondendo a 25 doentes submetidos a tratamento cir&uacute;rgico percut&acirc;neo, entre 2006 e 2009, de hallux valgus leve a moderado, de acordo o algoritmo de Mariano de Prado<sup>6,7</sup>. Todos os hallux valgus com AIM inferior a 18&ordm; foram operados por esta t&eacute;cnica. Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram: metatarsalgia pr&eacute;-operat&oacute;ria, realiza&ccedil;&atilde;o concomitante de osteotomias dos metat&aacute;rsicos laterais e AIM igual ou superior a 18&ordm; (<a name="topf2a"></a><a href="#f2a">Figuras 2a</a> e <a name="topf2b"></a><a href="#f2b">2b</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2a"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f2.jpg" width="486" height="767" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2b"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f3.jpg" width="489" height="763" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os AMTF, AIM e &acirc;ngulo articular distal metat&aacute;rsico (DMAA) foram avaliados pr&eacute; e p&oacute;s-operatoriamente, com recurso a radiografias em carga em dois planos ortogonais, tendo sido realizada uma radiografia a todos os pacientes na consulta de follow-up final. A recidiva foi definida como: AMTF entre 21 e 25 graus com AIM superior a 13 graus, AMTF entre 26 e 30 graus com AIM superior a 11 graus ou AMTF superior a 30 graus independentemente do AIM.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica final foi realizada por tr&ecirc;s investigadores, que n&atilde;o participaram nas cirurgias. Determin&aacute;mos a pontua&ccedil;&atilde;o na escala <em>Hallux Metatarso-phalangeal Score</em> da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS) e o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o (1- N&atilde;o satisfeito, 2- Satisfeito, 3- Muito satisfeito). Regist&aacute;mos as complica&ccedil;&otilde;es, com base no processo clinico e radiol&oacute;gico e entrevista cl&iacute;nica, com particular incid&ecirc;ncia em perdas de redu&ccedil;&atilde;o com medializa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a de M1, encurtamento significativo (superior a 3mm), subida da cabe&ccedil;a de M1, metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia e hipercorrec&ccedil;&atilde;o do DMAA.</p>
    <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi levado a cabo com recurso ao software Microsoft Excel 2011 e GraphPad Prism 6, utilizando o teste exacto de Fisher. Atribu&iacute;mos significado estat&iacute;stico quando p &lt; 0.05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Utiliz&aacute;mos material <em>standard</em> de cirurgia percut&acirc;nea, nomeadamente l&acirc;mina <em>beaver</em> 64, raspa angulada, micromotor el&eacute;ctrico, broca cil&iacute;ndrica Shannon 2 mm para as osteotomias e uma broca c&oacute;nica Wedge 4.1 mm para a exostosectomia (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Sob fluoroscopia, primeiro foi executada a exostosectomia de M1, com a broca Wedge, seguida da osteotomia de Reverdin-Isham com a broca Shannon que &eacute; uma osteotomia subcapital obliqua no plano sagital de dorsal distal para plantar proximal em cunha de base medial. Ap&oacute;s estes procedimentos foi sempre realizada a osteotomia de Akin com broca Shannon e a liberta&ccedil;&atilde;o de partes moles laterais, incluindo a tenotomia do tend&atilde;o longo adutor do Hallux com a l&acirc;mina <em>beaver</em> 64. Ap&oacute;s a conclus&atilde;o do procedimento cir&uacute;rgico realiz&aacute;mos o penso com recurso a compressas, ligaduras e adesivos, com ligeira hipercorrec&ccedil;&atilde;o prevenindo a dorsiflex&atilde;o do Hallux (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f5.jpg">Figura 4</a>). Foi prescrito um sapato p&oacute;s-cir&uacute;rgico de sola reta para ser utilizado at&eacute; &agrave; ex&eacute;rese das ligaduras e dos pontos. Esta foi realizada entre o d&eacute;cimo primeiro e d&eacute;cimo segundo dia p&oacute;s-operat&oacute;rio, altura em que foi colocado um separador interdigital, tipo carrete, tamanho grande. Este separador foi utilizado durante 4 semanas.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f4.jpg" width="489" height="418" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04f5.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O seguimento m&eacute;dio foi 5.4 anos, com um m&iacute;nimo de 4.1 e m&aacute;ximo de 7.4 anos. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo era composta por 21 mulheres e 4 homens, com uma idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia de 57.5 anos (35-75 anos). Foram avaliados 17 p&eacute;s esquerdos e 19 p&eacute;s direitos.</p>
    <p>As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas foram realizadas por 3 cirurgi&otilde;es (94.4% dos procedimentos foram realizadas por dois cirurgi&otilde;es). Nenhum dos 3 cirurgi&otilde;es tomou parte na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos doentes.</p>
    <p>O valor m&eacute;dio da escala AOFAS obtido foi 88.6 (52-100). Trinta e tr&ecirc;s casos (91.7%) afirmaram estar 1-muito satisfeitos ou 2-satisfeitos com o resultado. A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica demonstrou uma correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 14.6 graus (4 a 44 graus) do AMTF, 2.7 graus (-4 - 13 graus) do AIM e 9.3 graus (-2 - 32 graus) do DMAA.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Houve recidiva da deformidade em 5 casos (13.9%). Verific&aacute;mos 2 casos de encurtamento significativo de M1 (5.5%); 1 caso de hipercorrec&ccedil;&atilde;o do DMAA (2.8%) e 1 caso de hipostesia do hallux, embora bem tolerada (2.8%). N&atilde;o encontr&aacute;mos nenhum caso com subida da cabe&ccedil;a de M1, medializa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a de M1, metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia, limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade passiva de MTF1 superior a 50% do normal, infe&ccedil;&atilde;o pseudartrose ou outras complica&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>Conduzimos duas an&aacute;lises estat&iacute;sticas em separado, agrupando os casos consoante o valor pr&eacute;-operat&oacute;rio do AIM (menor ou igual que 13 graus e maior que 13 graus) e do AMTF (menor ou igual que 40 graus e maior que 40 graus). Nos 13 casos com AIM menor ou igual que 13 graus, a correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do AMTF1 foi de 12.8 graus (4-20 graus), do AIM1-2 de 0.8 graus (-4 - 5 graus) e do DMAA de 8.6 graus (2-24 graus), com um score AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio m&eacute;dio de 89.4 (7 - 100) e uma percentagem de doentes satisfeitos ou muito satisfeitos de 92.31%. Nos 23 casos com AIM maior que 13 graus, a correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do AMTF1 foi de 15.6 graus (7-44 graus), do AIM1-2 de 3.7 graus (0-13 graus) e do DMAA de 9.8 graus (-2 -32 graus), com um score AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio foi 88.2 (52-100) e uma percentagem de doentes satisfeitos ou muito satisfeitos com o procedimento de 91.34%.</p>
    <p>Nos 29 casos com AMTF1 pr&eacute;-operat&oacute;rio menor ou igual que 40 graus a correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do AMTF1 foi de 13.8 graus (4 - 26 graus), do AIM1-2 de 2.6 graus (-4 - 13 graus) e do DMAA de 7.6 graus (-2 - 24 graus), com um score AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio m&eacute;dio de 89.6 (68-100) e uma percentagem de doentes satisfeitos ou muito satisfeitos de 93.10%. No segundo grupo, foram inclu&iacute;dos os restantes.</p>
    <p>Nos 7 casos com AMTF1 maior que 40 graus a correc&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do AMTF1 foi de 17.9 graus (9 a 44 graus), do AIM1-2 de 2.9 graus (-2 a 7 graus) e do DMAA de 9.3 graus (-2 a 32 graus), com um score AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio m&eacute;dio de 88.6 (52 a 100) e percentagem de doentes satisfeitos ou muito satisfeitos de 85.71% (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A taxa de recidiva nos casos com AIM menor ou igual que 13 graus foi de 23.1% (3 casos em 13) e nos casos com AIM maior que 13 graus foi de 8.7% (2 casos em 23), sem diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os dois grupos (p = 0.328).</p>
    <p>A taxa de recidiva nos casos com AMTF1 pr&eacute;-operat&oacute;rio menor ou igual que 40 graus foi de 3.5% (1 caso em 29) e nos casos com AMTF1 maior que 40 graus de 13.9% (5 em 7 casos) (p &lt; 0.01) (<a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a04t2.jpg" width="487" height="198" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo tinha como objectivos avaliar os resultados a longo prazo da osteotomia de Reverdin-Isham, particularmente no que toca &agrave; ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es e avaliar as indica&ccedil;&otilde;es para a utiliza&ccedil;&atilde;o desta osteotomia.</p>
    <p>No global, os resultados foram semelhantes ao que est&aacute; publicado para outras t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas de refer&ecirc;ncia, no respeitante &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o na escala AOFAS e correc&ccedil;&atilde;o da deformidade<sup>15-17</sup>.</p>
    <p>N&atilde;o existem outros estudos publicados sobre esta t&eacute;cnica com resultados a longo prazo, pelo que a compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos semelhantes n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. No entanto, os nossos resultados s&atilde;o compar&aacute;veis aos de outras t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas minimamente invasivas em que existem seguimentos longos<sup>9-11,18,19</sup>.</p>
    <p>O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o na nossa s&eacute;rie foi elevado (91.7%), &agrave; semelhan&ccedil;a do que est&aacute; publicado para esta mesma t&eacute;cnica, nomeadamente por Isham, com 90% dos doentes com resultado excelente, e Bauer et al. com 87% dos doentes satisfeitos com o resultado<sup>10,11,13,20</sup>. O tratamento do hallux valgus com recurso a t&eacute;cnicas minimamente invasivas tende a promover uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida, com menos dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio, menos tempo de internamento e retorno mais r&aacute;pido &agrave; actividade profissional, factores estes que indubitavelmente contribuem para satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes<sup>12,21,22</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto a complica&ccedil;&otilde;es, ocorreram 2 casos (5,5%) de encurtamento consider&aacute;vel de M1 de que n&atilde;o resultaram queixas, nomeadamente metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia. Ao contr&aacute;rio de outros autores<sup>9,12</sup> n&atilde;o encontr&aacute;mos nenhum caso de metatarsalgia de transfer&ecirc;ncia. Houve 1 caso de hipercorrec&ccedil;&atilde;o do DMAA, sem repercuss&atilde;o cl&iacute;nica, frequ&ecirc;ncia semelhante &agrave; que se encontra na literatura<sup>11</sup>.</p>
    <p>A osteotomia de Reverdin-Isham &eacute; um procedimento intracapsular e por esta raz&atilde;o tem maior risco de induzir rigidez articular, em compara&ccedil;&atilde;o com outros procedimentos minimamente invasivos extra-articulares<sup>20,22</sup>. Uma diminui&ccedil;&atilde;o de 10-20% deve ser esperada nas osteotomia realizadas por via aberta e cerca de 15 graus na osteotomia de Reverdin-Isham<sup>15,16,23</sup>. Embora n&atilde;o tenhamos quantificado exactamente a restri&ccedil;&atilde;o da mobilidade consequente ao acto cir&uacute;rgico, por n&atilde;o existirem&nbsp; valores pr&eacute;-operat&oacute;rios para compara&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o encontr&aacute;mos na nossa s&eacute;rie casos com limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade superior a 50% do normal. A rigidez articular pode ser induzida, ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica, se for realizada uma ressec&ccedil;&atilde;o medial extensa com remo&ccedil;&atilde;o inadequada dos detritos &oacute;sseos resultantes dos actos cir&uacute;rgicos<sup>10,20,22</sup>. No entanto, o principal factor preditor da amplitude de movimento no p&oacute;s-operat&oacute;rio &eacute; a mobilidade pr&eacute;-operat&oacute;ria<sup>10</sup>.</p>
    <p>At&eacute; 30% dos casos podem apresentar altera&ccedil;&otilde;es sensitivas na primeira consulta p&oacute;s-operat&oacute;ria, sendo que a grande maioria reverte ao longo do tempo<sup>9</sup>. Na nossa s&eacute;rie verific&aacute;mos 1 caso de hipostesia do hallux permanecendo &agrave; data da &uacute;ltima consulta, embora bem tolerada.</p>
    <p>Ao contr&aacute;rio de outros autores, n&atilde;o encontr&aacute;mos casos de pseudartrose, recidiva precoce ou osteonecrose de M1<sup>24</sup>. Tamb&eacute;m n&atilde;o regist&aacute;mos casos de infec&ccedil;&atilde;o, complica&ccedil;&atilde;o descrita noutras t&eacute;cnicas minimamente invasivas que fazem uso de material de fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;neo<sup>18,19</sup>.</p>
    <p>A complica&ccedil;&atilde;o mais frequente das t&eacute;cnicas minimamente invasivas &eacute; a recidiva da deformidade, atribu&iacute;vel &agrave; escolha inadequada do procedimento<sup>3,25</sup>. A recidiva ap&oacute;s tratamento cir&uacute;rgico de hallux valgus, incluindo as t&eacute;cnicas realizadas por via aberta, est&aacute; entre os 2.5% e os 38%<sup>18</sup>. Na nossa casu&iacute;stica observ&aacute;mos uma taxa de recidiva de 13.9%. No entanto s&oacute; 1 dos casos recidivantes estava insatisfeito com o resultado, estando 4 casos muito satisfeitos dada a elevada correc&ccedil;&atilde;o da deformidade pr&eacute;-operat&oacute;ria existente.</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da taxa de recidiva em fun&ccedil;&atilde;o do AIM e do AMTF pr&eacute;-operat&oacute;rios, verific&aacute;mos uma diferen&ccedil;a, com significado estat&iacute;stico, (p = 0.0027) na taxa de recidiva entre os casos com AMTF menor ou igual que 40 graus (1 em 29 casos (3.5%)) e os casos com AMTF maior que 40 graus (4 em 7 casos (57.1%)), n&atilde;o tendo havido diferen&ccedil;a com significado estat&iacute;stico (p = 0.328) entre os casos com AIM menor ou igual que 13 graus e os que tinham AIM maior que 13 graus. A taxa de recidiva encontrada no nosso estudo nos casos com AMTF menor ou igual que 40 graus foi muito baixa, independentemente do AIM, o que atesta o elevado grau de correc&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica mesmo a longo-prazo. Inclusivamente, 7 dos 29 casos neste grupo apresentavam AIM superior a 15 graus, n&atilde;o tendo nenhum deles recidivado. Oito dos 29 casos apresentavam AMTF de 36 a 40 graus, tendo apenas um (12.5%) recidivado, que apresentava um AMTF pr&eacute;-operat&oacute;rio de 38 graus com AIM de apenas 10 graus. Embora a taxa de recidiva destes 8 casos seja comparativamente muito superior &agrave; taxa de recidiva encontrada nos doentes com AMTF menor ou igual que 35 graus (0%), continua a ser aceit&aacute;vel, pelo que o nosso estudo parece indicar que a osteotomia de Reverdin-Isham tem bons resultados nos casos de hallux valgus com AMTF menor ou igual que 40 graus e AIM menor ou igual que 17 graus.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">LIMITAÇÕES DO ESTUDO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As cirurgias foram realizadas por tr&ecirc;s cirurgi&otilde;es, facto que pode ter introduzido algum vi&eacute;s. Este estudo tem uma amostragem relativamente pequena que pode ser insuficiente para confirmar em&nbsp; absoluto os resultados desta t&eacute;cnica, mas que serve os objectivos propostos. Tamb&eacute;m demonstra as limita&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas dos estudos retrospectivos. S&atilde;o, por isso, necess&aacute;rios estudos prospectivos para confirmar estes resultados.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo, embora retrospectivo e com um n&uacute;mero relativamente pequeno de casos, demonstra que a osteotomia de Reverdin-Isham &eacute; eficaz na correc&ccedil;&atilde;o de hallux valgus leve a moderado (AMTF menor ou igual que 40 graus para valores de AIM at&eacute; 17 graus), com bons resultados e elevada satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes, mesmo a longo prazo. No entanto, parece haver uma taxa excessiva de recidiva nos casos AMTF superior a 40 graus, pelo que os autores n&atilde;o recomendam esta t&eacute;cnica nestes casos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Mann RA, Coughlin MJ. Hallux valgus--etiology, anatomy, treatment and surgical considerations. Clin Orthop Relat Res. 1981 Jun;  (157): 31-41</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Schuh R, Trnka H-J. Hallux Valgus - Distal Osteotomies. In Bentley G, editors. European Surgical Orthopaedics and Traumatology. Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg; 2014. p. 3417-3432.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Carvalho P. Cirurgia Percutânea do Pé. Pé e Tornozelo. Lidel 1st Edition; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318167&pid=S1646-2122201700040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Cazeau C, Doursounian L, Groupe de recherche et d'étude en chirurgie mini-invasive du pied et de la cheville. Chirurgie Mini-invasive et Percutanée du Pied. Montpellier: Sauramps médical; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318169&pid=S1646-2122201700040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Magnan B, Bondi M, Mezzari S, Bonetti I, Samaila E. Minimally Invasive Surgery of the Forefoot: Current Concept Review. Int J Clin Med. 2013; 4 (6): 11-19</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318171&pid=S1646-2122201700040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Prado M de, Ripoll PL, Golanó P. Minimally invasive foot surgery. Surgical techniques, indications, anatomical basis. Barcelona: About Your Health; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318172&pid=S1646-2122201700040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Maffulli N, Easley ME. Minimally invasive surgery of the foot and ankle. London:  Springer London; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318174&pid=S1646-2122201700040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Laffenêtre O, Solofomalala G, Lavigne C, Bauer T. Hallux valgus: techniques chirurgicales. Encyclopédie médico-chirurgicale. Elsevier Masson; 2011. p. 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318176&pid=S1646-2122201700040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Prado M de, Ripoll PL, Vaquero J, Golanó P. Tratamiento quirúrgico percutáneo del hallux valgus mediante osteotomías múltiples. Rev Esp Cir Ortopédica Traumatol. 2003; 47 (6): 406-416</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318178&pid=S1646-2122201700040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Bauer T, Lavigne C de, Biau D, Prado M de, Isham S, Laffenétre O. Percutaneous hallux valgus surgery: a prospective multicenter study of 189 cases. Orthop Clin North Am. 2009 Oct; 40 (4): 505-514</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Bauer T, Biau D, Lortat-Jacob A, Hardy P. Percutaneous hallux valgus correction using the Reverdin-Isham osteotomy. Orthop Traumatol Surg Res OTSR. 2010 Jun; 96 (4): 407-416</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">12. Rodríguez-Reyes G, López-Gavito E, Pérez-Sanpablo AI, Duque-Gastélum C Galván, Alvarez-Camacho M, Mendoza-Cruz F. Dynamic plantar pressure distribution after percutaneous hallux valgus correction using the Reverdin-Isham osteotomy. Rev Investig Clínica Organo Hosp Enfermedades Nutr. 2014 Jul; 66 (1): 79-84</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Cervi S, Fioruzzi A, Bisogno L, Fioruzzi C. Percutaneous surgery of allux valgus: risks and limitation in our experience. Acta Bio-Medica Atenei Parm. 2014; 85 (2): 107-112</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318182&pid=S1646-2122201700040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Carvalho P, Viana G, Flora M, Emanuel P, Diniz P. Percutaneous hallux valgus treatment: Unilaterally or bilaterally. Foot Ankle Surg 2015 Dec; [cited 2016 Jan 23]; Available from: <a href="http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S12687731150016" target="_blank">http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S12687731150016</a>.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Trnka HJ, Zembsch A, Easley ME, Salzer M, Ritschl P, Myerson MS. The chevron osteotomy for correction of hallux valgus. Comparison of findings after two and five years of follow-up. J Bone Joint Surg Am. 2000 Oct; 82 (10): 1373-1378</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Schneider W, Aigner N, Pinggera O, Knahr K. Chevron osteotomy in hallux valgus. Ten-year results of 112 cases. J Bone Joint Surg Br. 2004 Sep; 86 (7): 1016-1020</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Veri JP, Pirani SP, Claridge R. Crescentic proximal metatarsal osteotomy for moderate to severe hallux valgus: a mean 12.2 year follow-up study. Foot Ankle Int. 2001 Oct; 22 (10): 817-822</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Giannini S, Faldini C, Nann M, Di Martino A, Luciani D, Vannini F. A minimally invasive technique for surgical treatment of hallux valgus: simple, effective, rapid, inexpensive (SERI). Int Orthop. 2013 Sep; 37 (9): 1805-1813</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Bösch P, Wanke S, Legenstein R. Hallux valgus correction by the method of Bösch: a new technique with a seven-to-ten-year follow-up. Foot Ankle Clin. 2000 Sep; 5 (3): 485-498</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Isham SA. The Reverdin-Isham procedure for the correction of hallux abducto valgus. A distal metatarsal osteotomy procedure. Clin Podiatr Med Surg. 1991 Jan; 8 (1): 81-94</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. Leemrijse T, Valtin B, Besse J-L. Hallux valgus surgery in 2005. Conventional, mini-invasive or percutaneous surgery? Uni- or bilateral? Hospitalisation or one-day surgery?. Rev Chir Orthopédique Réparatrice Appar Mot. 2008 Apr; 94 (2): 111-127</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Maffulli N, Oliva F, Coppola C, Miller D. Minimally invasive hallux valgus correction: a technical note and a feasibility study. J Surg Orthop Adv. 2005; 14 (4): 193-198</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318191&pid=S1646-2122201700040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Klosok JK, Pring DJ, Jessop JH, Maffulli N. Chevron or Wilson metatarsal osteotomy for hallux valgus. A prospective randomised trial. J Bone Joint Surg Br. 1993 Sep; 75 (5): 825-829</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">24. Kadakia AR, Smerek JP, Myerson MS. Radiographic results after percutaneous distal metatarsal osteotomy for correction of hallux valgus deformity. Foot Ankle Int. 2007 Mar; 28 (3): 355-360</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">25. Oliva F, Longo UG, Maffulli N. Minimally Invasive Hallux Valgus Correction. Orthop Clin North Am. 2009 Oct; 40 (4): 525-530</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Paulo Carvalho    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Hospital de Sant&#39Ana    <br>Rua de Benguela    <br>2779-501 Parede    <br>Telefone: 91 270 74 84    <br>email: <a href="mailto:carvalho.paulo1@gmail.com">carvalho.paulo1@gmail.com</a>     <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2016-01-24</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-05-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-11-26</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hallux valgus--etiology, anatomy, treatment and surgical considerations]]></article-title>
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<year>06/1</year>
<month>98</month>
<day>1</day>
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<issue>157</issue>
<page-range>31-41</page-range></nlm-citation>
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<source><![CDATA[European Surgical Orthopaedics and Traumatology]]></source>
<year>2014</year>
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