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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percurso clínico e programa de alta nos doentes com fratura da extremidade proximal do fémur]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa CEDOC, Nova Medical School/ Faculdade de Ciências Médicas ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca Serviço de Ortopedia B ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hip fractures are a medical, orthopedic, social, family, economic and even in the organization of orthopedic services challenge. The development of a clinical pathway will allow the hospital staff to optimize resources, improve the delivery of health care and reduce spending. The development of a discharge program will allow better coordination between hospitals and health centers and improve the health care provided to these patients after discharge. So, the treatment will have continuity with a hospital-health center integration. In this article the authors made a proposal for clinical course and discharge program based on their personal experience and literature.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fraturas da extremidade proximal do fémur]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[programa de alta]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[discharge program]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Percurso clínico e programa de alta nos doentes com fratura da extremidade proximal do fémur</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Paulo Felicissimo<sup>I</sup></b>; <b>Jaime Branco<sup>II, III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Reumatologia, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Egas Moniz, Lisboa. Lisboa.<br />II. CEDOC, Nova Medical School/ Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa.<br />III. Serviço de Ortopedia B, Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, Amadora. Amadora.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas da extremidade proximal do f&eacute;mur&nbsp; s&atilde;o um desafio m&eacute;dico, ortop&eacute;dico, social, familiar, econ&oacute;mico e at&eacute; na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de ortopedia. O desenvolvimento de um percurso cl&iacute;nico permitir&aacute; &agrave; equipa hospitalar que lida com estes doentes optimizar os recursos, melhorar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de e at&eacute; reduzir os gastos. O desenvolvimento de um programa de alta permitir&aacute; uma melhor articula&ccedil;&atilde;o entre os hospitais e os centros de sa&uacute;de da regi&atilde;o de forma a que os cuidados de sa&uacute;de prestados a estes doentes ap&oacute;s alta tenham uma continuidade com uma integra&ccedil;&atilde;o hospital-centro de sa&uacute;de.</p>     <p>Neste artigo os autores fazem uma proposta de percurso cl&iacute;nico e programa de alta baseados na sua experi&ecirc;ncia pessoal e na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica que foi realizada.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fraturas da extremidade proximal do fémur, percurso clínico, programa de alta. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Hip fractures are a medical, orthopedic, social, family, economic and even in the organization of orthopedic services challenge. The development of a clinical pathway will allow the hospital staff to optimize resources, improve the delivery of health care and reduce spending. The development of a discharge program will allow better coordination between hospitals and health centers and improve the health care provided to these patients after discharge. So, the treatment will have continuity with a hospital-health center integration.</p>     <p>In this article the authors made a proposal for clinical course and discharge program based on their personal experience and literature.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: hip fractures, clinical pathway, discharge program. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas da extremidade proximal do f&eacute;mur (FEPF) s&atilde;o de entre todas as fraturas associadas &agrave; osteoporose as que maior impacto t&ecirc;m do ponto de vista cl&iacute;nico. Podem ser definidas como uma patologia com m&uacute;ltiplos desafios:</p>
<ul>
    <li>Um desafio m&eacute;dico por a sua idade elevada associada um conjunto de comorbilidades (respirat&oacute;ria, cardiovascular, end&oacute;crina, neurol&oacute;gica, etc.) condicionarem de forma intensa n&atilde;o s&oacute; o seu tratamento mas tamb&eacute;m a sua recupera&ccedil;&atilde;o. Estes doentes est&atilde;o habitualmente polimedicados. Esses f&aacute;rmacos s&atilde;o muitas vezes respons&aacute;veis (anti-hipertensores) pelas quedas e consequentes fraturas. Condicionam tamb&eacute;m a atitude terap&ecirc;utica, obrigando a adiar a cirurgia (antiagregantes plaquet&aacute;rios, anticoagulantes orais).<br /><br /></li>
    <li>Um desafio ortop&eacute;dico porque estas fracturas s&atilde;o muitas vezes fracturas muito inst&aacute;veis do ponto de vista mec&acirc;nico, o que nos levanta grandes dificuldades t&eacute;cnicas na sua osteoss&iacute;ntese (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f1.jpg" width="486" height="370" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></li>
    <li>Um <strong>Desafio Social/Familiar</strong> pela&nbsp; Mortalidade, Morbilidade e Incapacidade<sup>1</sup> a que est&atilde;o associadas (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). As escassas estruturas de apoio Social e muitas vezes a aus&ecirc;ncia de apoio familiar s&atilde;o causa dos prolongados internamentos destes doentes. Este facto dificulta intensamente a atividade nos servi&ccedil;os onde estes doentes est&atilde;o internados.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f2.jpg" width="489" height="426" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></li>
    <li><strong>Desafio Econ&oacute;mico</strong> pelos elevados custos &laquo;... em 2006 com 9523 Fracturas do F&eacute;mur estimam-se gastos na ordem 52 milh&otilde;es de Euros s&oacute; em cuidados hospitalares.&raquo; Circular Informativa n&ordm;13 (01/04/08) da DGS<sup>2</sup>.<br /><br /></li>
    <li>Desafio <strong>Organiza&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o dos Servi&ccedil;os Sa&uacute;de</strong> pelo seu n&uacute;mero - &laquo;&hellip;em 2006 ocorreram 9523 Fracturas do F&eacute;mur...&raquo; Circular Informativa n&ordm;13 (01/04/08) da DGS. Em 2006 no Hospital Fernando Fonseca, as fracturas da extremidade proximal do f&eacute;mur representaram 15,9% do total de internamentos. Mas em termos de n&uacute;mero de dias gastos representaram 35% do n&uacute;mero total de dias de internamento (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>) e 39% do numero total de fraturas<sup>3</sup>. Um t&atilde;o elevado numero de doentes condiciona toda a restante atividade. O servi&ccedil;o tem com frequ&ecirc;ncia de alterar a atividade cir&uacute;rgica programada (por falta de camas e/ou de tempos operat&oacute;rios) o que conciona o aumento do n&uacute;mero de doentes nas listas de espera.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f3.jpg" width="488" height="405" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></li>
    </ul>
    <p>Por outro lado, o n&uacute;mero de FEPF tem vindo a aumentar de forma progressiva e constante nos &uacute;ltimos 20 anos. &Eacute; essa a experi&ecirc;ncia do servi&ccedil;o de ortopedia do hospital Fernando Fonseca (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). Mas este aumento n&atilde;o &eacute; apenas a n&iacute;vel local mas &eacute; o tamb&eacute;m a n&iacute;vel nacional. Os dados disponibilizados pela ACSS indicam um n&uacute;mero 12.992&nbsp; FEPF a n&iacute;vel nacional em 2015 o que comparado com o n&uacute;mero de 9523 em 2006 (DGS 2008) significa um aumento de 36,4% em 10 anos.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f4.jpg" width="488" height="379" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Pelo&nbsp; exposto sentimos a necessidade de desenvolver um projeto alicer&ccedil;ado numa equipa multidisciplinar organizada com base num percurso cl&iacute;nico com v&aacute;rios protocolos de atua&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A proposta do percurso cl&iacute;nico e do programa de alta que aqui &eacute; apresentada foi elaborada com base na experi&ecirc;ncia pessoal dos autores e na pesquisa bibliogr&aacute;fica na PubMed com utiliza&ccedil;&atilde;o das palavras chave &ldquo;clinical pathway&rdquo; e &ldquo;hip fractures&rdquo; e &ldquo;discharge program&rdquo; entre 1995 e 2016.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No percurso elaborado encontram-se&nbsp; contemplados n&atilde;o s&oacute; a atua&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica mas tamb&eacute;m o tempo correto da sua aplica&ccedil;&atilde;o<sup>4,5,6,7</sup>. Ele &eacute; dirigido para uma equipa multidisciplinar e possui v&aacute;rios protocolos de atua&ccedil;&atilde;o (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f5.jpg" width="490" height="424" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Este percurso embora importante n&atilde;o deve ser a &uacute;nica padroniza&ccedil;&atilde;o de tratamentos e condutas a ter nestes doentes. Ap&oacute;s a alta hospitalar verifica-se uma falha de comunica&ccedil;&atilde;o importante entre o servi&ccedil;o hospitalar e o centro de sa&uacute;de. Desta menor integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de resultam mais despesas, mais consumo de recursos e em &uacute;ltima analise menor qualidade dos servi&ccedil;os prestados ao doente. O desenvolvimento de um programa de alta espec&iacute;fico<sup>8,9,10</sup> para estes doentes permite uma maior integra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os hospitalares com os centros de sa&uacute;de e este deve ser centrado no m&eacute;dico de fam&iacute;lia (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f6.jpg" width="491" height="409" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A natureza dos cuidados necess&aacute;rios &agrave; abordagem dos doentes com fracturas da extremidade proximal do f&eacute;mur envolve a interven&ccedil;&atilde;o de profissionais e a &ldquo;sociedade&rdquo; com variadas compet&ecirc;ncias formativas que importa integrar a v&aacute;rios n&iacute;veis. Como em outros percursos cl&iacute;nicos este tem por principal objetivo evitar as varia&ccedil;&otilde;es in&uacute;teis e indesej&aacute;veis no tratamento dos doentes. Reduzir os atrasos de alta, atrav&eacute;s de uma maior efic&aacute;cia do plano de alta e melhorar a rela&ccedil;&atilde;o custo/efici&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>11,12,13</sup>. A integra&ccedil;&atilde;o de cuidados hospitalares, cuidados prim&aacute;rios e servi&ccedil;os da comunidade s&atilde;o expressos num modelo conceptual do projeto que define como suporte uma linha de tempo que &ldquo; temporiza&rdquo; os momentos de interven&ccedil;&atilde;o e pontos-chave de integra&ccedil;&atilde;o numa proposta que visa a melhoria e optimiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os relacionados com o diagn&oacute;stico, o tratamento, cuidados, reabilita&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de numa popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica que sofreu 1&ordm; epis&oacute;dio de fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur. Na <a name="topf7"></a><a href="#f7">figura 7</a> que as refer&ecirc;ncias temporais t&ecirc;m como ponto fulcral o epis&oacute;dio de fratura e &ldquo;sub-tempos&rdquo; conforme o tempo e a natureza preponderante da interven&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a05f7.jpg" width="489" height="518" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Este projeto deve obedecer &agrave; seguinte metodologia de implementa&ccedil;&atilde;o (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>):</p>
<ul>
    <li><strong>Tempo I - Internamento (Hospitalar)</strong><br /><br />Tempo imediato p&oacute;s fratura, de natureza hospitalar com forte preponder&acirc;ncia na interven&ccedil;&atilde;o de equipas de Ortopedia (servi&ccedil;o Urg&ecirc;ncia, Bloco Operat&oacute;rio e enfermaria), Medicina F&iacute;sica e de Reabilita&ccedil;&atilde;o (reabilita&ccedil;&atilde;o imediata p&oacute;s operat&oacute;ria e no per&iacute;odo de internamento), Medicina Interna e equipa de Enfermagem e Fisioterapia.<br /><br />Ponto cr&iacute;tico de articula&ccedil;&atilde;o de cuidados entre equipas Hospitalares.<br /><br /></li>
    <li><strong>Tempo II - Ambulat&oacute;rio (intra ou extra hospitalar)</strong><br /><br />Tempo p&oacute;s alta de natureza hospitalar em ambulat&oacute;rio com forte preponder&acirc;ncia na Reabilita&ccedil;&atilde;o. No hospital (de acordo com capacidades) e em unidade de proximidade para reabilita&ccedil;&atilde;o. Envolvimento de equipas de Ortopedia, MFR e Cuidados Prim&aacute;rios. Ponto cr&iacute;tico a articula&ccedil;&atilde;o no momento da alta: Ortopedia/Cuidados Prim&aacute;rios, Ortopedia / MFR e MFR /Cuidados Prim&aacute;rios.<br /><br /></li>
    <li><strong>Tempo III - P&oacute;s Alta Cl&iacute;nica</strong><br /><br />Tempo ap&oacute;s a alta cl&iacute;nica Ortopedia com seguimento cl&iacute;nico pelo m&eacute;dico fam&iacute;lia onde se preconiza que a comunidade tenha solu&ccedil;&otilde;es que permitam a manuten&ccedil;&atilde;o melhoria da capacidade funcional adquirida p&oacute;s fase de reabilita&ccedil;&atilde;o. Contrariar decl&iacute;nio funcional - preven&ccedil;&atilde;o de quedas. Fase de vigil&acirc;ncia e corre&ccedil;&atilde;o de factores de risco ou comorbilidades (m&eacute;dico fam&iacute;lia), e orienta&ccedil;&atilde;o, prescri&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos programas de exerc&iacute;cio na popula&ccedil;&atilde;o. Participa&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e da comunidade com foco da medicina do exerc&iacute;cio. Ponto cr&iacute;tico de articula&ccedil;&atilde;o entre Hospital-Cuidados Prim&aacute;rios e comunidade com enfoque especial operacional nestes dois &uacute;ltimos.</li>
    </ul>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento e Implementa&ccedil;&atilde;o de um percurso cl&iacute;nico como o que aqui &eacute; proposto, associado a um programa de alta e a um programa de preven&ccedil;&atilde;o de novas fraturas &eacute; um projeto inovador que ir&aacute; reduzir a demora m&eacute;dia para a cirurgia e do tempo m&eacute;dio de internamento. Permitir&aacute; melhorar a integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de, reduzir o custo, o consumo de recursos, mas acima de tudo fornecer melhores cuidados de sa&uacute;de.</p>
    <p>&Eacute; aconselhada a monotoriza&ccedil;&atilde;o dos seguintes indicadores:</p>
<ul>
    <li>Tempo Internamento pr&eacute; operat&oacute;rio</li>
    <li>Tempo de internamento</li>
    <li>Eventos Adversos</li>
    <li>Infe&ccedil;&otilde;es local ferida operat&oacute;rias</li>
    <li>Outras Infe&ccedil;&otilde;es</li>
    <li>Fal&ecirc;ncias de Osteoss&iacute;ntese</li>
    <li>Taxa de reinternamento</li>
    <li>Mortalidade</li>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>&Iacute;ndice de recupera&ccedil;&atilde;o</li>
    <li>Novas fraturas/per&iacute;odo 1 ano</li>
    </ul>
    <p>Os valores de base para compara&ccedil;&atilde;o devem ser os pr&eacute;-existentes no servi&ccedil;o. Este projeto apresenta como limita&ccedil;&atilde;o o problema social que est&aacute; com frequ&ecirc;ncia associado a estas fraturas. A necessidade de referencia&ccedil;&atilde;o para Rede de Cuidados Continuados e o prolongamento da estadia dos doentes ap&oacute;s a alta cl&iacute;nica pode ser uma condicionante para o sucesso do projeto.</p>
    <p>Outra limita&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com a dificuldade ou a aus&ecirc;ncia de vontade que pode ocorrer entre a liga&ccedil;&atilde;o dos diferentes componentes do projeto.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o deste percurso permite ao conjunto de profissionais que tratam o doente (Ortopedista, Fisiatra, Internista, Anestesiologista, Enfermeiro, Fisioterapeuta), estarem em perfeita sintonia quanto aos procedimentos a efetuar e no seu tempo correto. Permite ainda identificar os doentes que se encontram dentro do tempo previsto de recupera&ccedil;&atilde;o, mas acima de tudo, identificar aqueles que se encontram atrasados em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo previsto. Permite assim identificar mais precocemente a situa&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m introduzir a&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que os permitam mais facilmente recuperar.</p>
    <p>Este percurso embora importante n&atilde;o deve ser a &uacute;nica padroniza&ccedil;&atilde;o de tratamentos e condutas a ter nestes doentes. Ap&oacute;s a alta hospitalar verifica-se uma falha de comunica&ccedil;&atilde;o importante entre o servi&ccedil;o hospitalar e o centro de sa&uacute;de. Desta menor integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de resultam mais despesas, mais consumo de recursos e em &uacute;ltima analise menor qualidade dos servi&ccedil;os prestados ao doente. &Eacute; nossa opini&atilde;o que o desenvolvimento de um programa de alta especifico como o que se prop&otilde;e para os doentes com fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur permitir&aacute; melhorar a integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de, reduzir os custos, otimizar os recursos, mas acima de tudo fornecer melhores cuidados de sa&uacute;de. Este programa de alta inclui v&aacute;rios protocolos que s&atilde;o o seguimento do percurso cl&iacute;nico hospitalar e tem como pe&ccedil;a central o m&eacute;dico de medicina geral e familiar.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">9. van Wyk PM, Chu CH, Babineau J, Puts M, Brooks D, Saragosa M, et al. Community-based rehabilitation post hospital discharge interventions for older adults with cognitive impairment following a hip fracture: A systematic review protocol. Journal of Medical Internet Research. 2014; 3 (3): 47</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Yazdanshenas H, Washington ER, Shamie AN, Madadi F. Senior Managed Care System for Hip Fracture in the United States. Clinics in Orthopedic Surgery. 2016; 8 (1): 19-28</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318341&pid=S1646-2122201700040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Cheah J. Clinical pathways - an evaluation of its impact on the quality of care in an acute care general hospital in Singapore. Singapore Med J. 2000; 41 (7): 335-346</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318342&pid=S1646-2122201700040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Weingarten S, Riedinger MS, Sandhu M, Bowers C, Ellrodt AG, Nunn C, et al. Can practice guidelines safely reduce hospital length of stay? Results from a multicenter interventional study. Am J Med. 1998; 105 (1): 33-40</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Castelli A, Daidone S, Jacobs R, Kasteridis P, Street AD. The determinants of costs and length of stay for hip fracture patients. PLoS ONE. 2015; 10 (7): 1-14</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318344&pid=S1646-2122201700040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Paulo Felicissimo    <br>Serviço de Ortopedia B    <br>Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, Amadora    <br>Rua Barão de Sabrosa, 213 - 4º Esqº    <br>1900-089 Lisboa    <br>email: <a href="mailto:paulo.felicissimo@gmail.com">paulo.felicissimo@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-02-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-04-11</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-06-02</font></p>    ]]></body>
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