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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Traumatismo de alta energia do pé com perda de substância óssea: Reconstrução passo-a-passo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: A mangled foot is a challenge in orthopedic surgery. The decision between amputation and attempted reconstruction remains, to this day, based on a case-by-case decision. Description: We present a patient, male, 14 years old, victim of a propeller accident of a boat and consequent open fracture IIIB Gustillo and Anderson (GA) of the left ankle and foot. The extremity was evaluated with the "Mangled Extremity Severity Index" (MESS) and a value of 6 was obtained. During the debridement and stabilization with external fixator an extensive bone necrosis of the midfoot was verified and so a sequential treatment was defined: external fixation revision, debridement with removal of the necrotic bone and coverage of soft tissue with musculo-cutaneous graft. The final reconstruction involved the use of stabilized iliac graft with plate and screws. At 1st year follow-up the limb function was satisfactory, with a score of 82 on the American Foot and Ankle Score (AOFAS) and 82.5 on the Foot and Ankle Disability Index (FADI). Comments: In the literature there is a considerable amount of therapeutic options. The paucity of scientific evidence supports the controversy between the benefit of a full early treatment versus a sequential reconstruction treatment. In this way, the treatment of a mangle foot with bone loss should be based on an adequate and individualized clinical evaluation. The assessment of mutilated extremities with salvage scores such as MESS, are useful but are not in themselves sufficient for determining the viability or amputation of the limb.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Pé esfacelado]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Traumatismo de alta energia do pé com perda de substância óssea. Reconstrução passo-a-passo</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Nunes Castro<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Ramiro<sup>I</sup></b>; <b>José Reis<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Objectivo</strong>: Um p&eacute; esfacelado representa um desafio na cirurgia ortop&eacute;dica. A decis&atilde;o entre amputa&ccedil;&atilde;o e tentativa de reconstru&ccedil;&atilde;o permanece, at&eacute; aos dias de hoje, baseada numa decis&atilde;o caso a caso.</p>     <p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o</strong>: Apresentamos um doente, de sexo masculino,14 anos, v&iacute;tima de acidente com h&eacute;lice de um barco e consequente fractura exposta IIIB Gustillo e Anderson (GA) do tornozelo e p&eacute; esquerdos A extremidade foi avaliada de com o &ldquo;Mangled Extremity Severity Index&rdquo; (MESS) tendo sido obtido um valor de 6.</p>     <p>Aquando o desbridamento e estabiliza&ccedil;&atilde;o com fixador externo verificou-se uma necrose &oacute;ssea extensa do m&eacute;dio-p&eacute;, decidindo-se enveredar por um tratamento sequencial: revis&atilde;o da fixa&ccedil;&atilde;o externa, desbridamento, remo&ccedil;&atilde;o do osso necrosado e cobertura de partes moles com enxerto musculo-cut&acirc;neo. A reconstru&ccedil;&atilde;o final envolveu a utiliza&ccedil;&atilde;o de enxerto de il&iacute;aco estabilizado com placa e parafusos.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria ao 1&ordm; ano a fun&ccedil;&atilde;o final obtida do membro foi satisfat&oacute;ria, com um resultado de 82 no &ldquo;American Foot and Ankle Score&rdquo;(AOFAS) e de 82,5 no &ldquo;Foot and Ankle Disability Index&rdquo; (FADI).</p>     <p><strong>Coment&aacute;rios</strong>: Na literatura existe uma consider&aacute;vel quantidade de op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. A escassez de evid&ecirc;ncia cientifica sustenta a controv&eacute;rsia entre o benef&iacute;cio de um tratamento precoce completo versus um tratamento de reconstru&ccedil;&atilde;o sequencial.</p>     <p>Desta forma, o tratamento de um p&eacute; com perda de subst&acirc;ncia &oacute;ssea dever&aacute; ser baseado numa avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica adequada e individualizada. As escalas de avalia&ccedil;&atilde;o das extremidades mutiladas, como o MESS, s&atilde;o &uacute;teis mas n&atilde;o constituem por si s&oacute; fundamento suficiente para se determinar a viabilidade ou a amputa&ccedil;&atilde;o do membro.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Pé esfacelado, perda de osso, fractura exposta, enxerto autólogo, osteossíntese. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p><strong>Objective</strong>: A mangled foot is a challenge in orthopedic surgery. The decision between amputation and attempted reconstruction remains, to this day, based on a case-by-case decision.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Description</strong>: We present a patient, male, 14 years old, victim of a propeller accident of a boat and consequent open&nbsp; fracture IIIB Gustillo and Anderson (GA) of the left ankle and foot. The extremity was evaluated with the "Mangled Extremity Severity Index" (MESS) and a value of 6 was obtained.</p>     <p>During the debridement and stabilization with external fixator an extensive bone necrosis of the midfoot was verified and so a sequential treatment was defined: external fixation revision, debridement with removal of the necrotic bone and coverage of soft tissue&nbsp; with musculo-cutaneous graft. The final reconstruction involved the use of stabilized iliac graft with plate and screws.</p>     <p>At 1st year follow-up the limb function was satisfactory, with a score of 82 on the American Foot and Ankle Score (AOFAS) and 82.5 on the Foot and Ankle Disability Index (FADI).</p>     <p><strong>Comments</strong>: In the literature there is a considerable amount of therapeutic options. The paucity of scientific evidence supports the controversy between the benefit of a full early treatment versus a sequential reconstruction treatment.</p>     <p>In this way, the treatment of a mangle foot with bone loss should be based on an adequate and individualized clinical evaluation. The assessment of mutilated extremities with salvage scores&nbsp; such as MESS, are useful but are not in themselves sufficient for determining the viability or amputation of the limb.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Mangled foot, bone loss, open fracture, autologos graft, osteossynthesis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A extremidade esfacelada ou mutilada &eacute; habitualmente consequ&ecirc;ncia de um traumatismo de alta energia que resulta numa destrui&ccedil;&atilde;o extensa dos tecidos &oacute;sseos e das partes moles envolventes<sup>1,2</sup>. O tratamento destas les&otilde;es representa um desafio major em cirurgia ortop&eacute;dica e a decis&atilde;o para amputa&ccedil;&atilde;o versus tentativa de reconstru&ccedil;&atilde;o continua pol&eacute;mica<sup>1-5</sup>.</p>
    <p>Os crit&eacute;rios absolutos para a amputa&ccedil;&atilde;o incluem: les&atilde;o vascular n&atilde;o repar&aacute;vel, isquemia quente que ultrapasse as 6 horas e perda traum&aacute;tica grave de subst&acirc;ncia &oacute;ssea e partes moles associada a uma sec&ccedil;&atilde;o completa do nervo tibial posterior<sup>1,2</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, nenhuns destes crit&eacute;rios dever&atilde;o ser considerados regras estritas, mas sim "guidelines", uma vez que existem diversas vari&aacute;veis espec&iacute;ficas conforme o doente e a sua les&atilde;o com consequ&ecirc;ncia no progn&oacute;stico final<sup>4</sup>.</p>
    <p>No presente artigo, apresenta-se um tratamento individualizado e sequencial de reconstru&ccedil;&atilde;o de uma perda grave de subst&acirc;ncia ao n&iacute;vel do m&eacute;dio p&eacute; que se demonstrou eficaz, mesmo tratando-se, em teoria, de um caso "borderline" para amputa&ccedil;&atilde;o (MESS=6).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Descrevemos um caso de um jovem de 14 anos, do sexo masculino, v&iacute;tima de um acidente n&aacute;utico com h&eacute;lice de propuls&atilde;o de pequena embarca&ccedil;&atilde;o de pesca, sem afogamento associado. Foi inicialmente avaliado e estabilizado em unidade hospitalar distrital e depois transferido para a nossa unidade hospitalar central.</p>
    <p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica inicial foi submetido a uma avalia&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o provis&oacute;rias, de acordo com o protocolo &ldquo;Advanced Trauma Life Support&rdquo; (ATLS).</p>
    <p>Ao n&iacute;vel do membro inferior esquerdo, identificou-se uma fractura exposta do 1/3 distal dos ossos da perna e do p&eacute;, j&aacute; imobilizados com um fixador externo transarticular do tornozelo (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f1.jpg" width="486" height="417" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>As fracturas expostas foram classificadas como GAIIIB. O <em>score</em> MESS (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t1.jpg">Tabela 1</a>) foi aplicado para a classifica&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o, tendo-lhe sido atribu&iacute;do um valor de 6. Aquando das manobras de reanima&ccedil;&atilde;o, foram obtidas radiografias standard da perna e do p&eacute; (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Concomitantemente, iniciaram-se manobras de controlo de choque hemorr&aacute;gico, com recurso a soroterapia e a utiliza&ccedil;&atilde;o de 2 unidades de concentrado eritrocit&aacute;rio, conjuntamente com antibioticoterapia de largo espectro.</p>
    <p><em>Numa segunda fase, voltou ao Bloco Operat&oacute;rio onde foi feito novo desbridamento do esfacelo do m&eacute;dio e antep&eacute; esq&ordm;.</em></p>
    <p><em>Durante este procedimento, procedeu-se &agrave; excis&atilde;o de todo o tecido desvitalizado, incluidos a cunha medial e os 2/3 proximais do 1&ordm; e do 2&ordm; metatarsianos, por necrose &oacute;ssea, tornando-se necess&aacute;ria a revis&atilde;o do fixador externo original (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2a, 2b e 2c</a>).</em> As respectivas radiografias p&oacute;s-operat&oacute;rias permitem avaliar a grave perda de subst&acirc;ncia &oacute;ssea ao n&iacute;vel do m&eacute;dio e do antep&eacute;, calculadas em cerca de 6,45 x 3,45x 4,43 cm (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figuras 3a a 3d</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f2.jpg" width="487" height="364" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f3.jpg" width="486" height="415" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Por evid&ecirc;ncia de boa vasculariza&ccedil;&atilde;o local em tecidos remanescentes na regi&atilde;o do dorso do p&eacute; e da face anterior do tornozelo, decidiu-se efectuar, no mesmo tempo operat&oacute;rio, o retalho m&uacute;sculo-cut&acirc;neo livre de recto abdominal para cobertura de partes moles. Para al&eacute;m disso, encavilhou-se, provisoriamente, com fio Kirschner (K), o hallux, tentando prevenir-se o encurtamento e a posi&ccedil;&atilde;o viciosa em flexo.</p>
    <p>No p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato, manteve-se o protocolo institucional de antibioticoterapia de largo espectro, dirigida a fracturas expostas, juntamente com protocolo de analgesia e profilaxia trombo-emb&oacute;lica e anti-tet&acirc;nica.</p>
    <p>O doente foi submetido a um controlo regular de penso sobre retalho, sendo lavado, diariamente, com solu&ccedil;&atilde;o salina hipert&oacute;nica a 3%, durante os primeiros 9 dias de internamento p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>
    <p>Ap&oacute;s tr&ecirc;s semanas de cicatriza&ccedil;&atilde;o progressiva do retalho, sem evid&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas sugestiva de infec&ccedil;&atilde;o e sem aparente fal&ecirc;ncia da osteotaxia, o doente teve alta, mantendo seguimento em consulta externa.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao 30&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio, o doente iniciou marcha com canadianas e descarga do membro envolvido. O retalho da perna e do dorso do p&eacute; apresentavam-se com boa evolu&ccedil;&atilde;o, corados, hidratados e n&atilde;o retra&iacute;dos (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f4.jpg">Figuras 4a e 4b</a>). Os pulsos distais eram palp&aacute;veis e a sensibilidade plantar encontrava-se preservada. Nessa fase, decidiu-se a convers&atilde;o da osteotaxia transarticular do tornozelo em osteoss&iacute;ntese definitiva, com encavilhamento da fractura da t&iacute;bia distal esquerda, de forma a poder libertar o tornozelo e promover a mobiliza&ccedil;&atilde;o a este n&iacute;vel. O enxerto musculo-cut&acirc;neo sobre o dorso do p&eacute; ainda n&atilde;o se encontrava totalmente integrado, pelo que se decidiu adiar o tratamento das les&otilde;es &oacute;sseas do p&eacute; , tendo-se mantido o mini-fixador externo (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f5.jpg">Figuras 5a e 5b</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f4.jpg">Figuras 4a e 4b</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f5.jpg">Figuras 5a e 5b</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Aos tr&ecirc;s meses p&oacute;s-traumatismo, pela exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es locais favor&aacute;veis dos tecidos moles, converteu-se a osteotaxia do p&eacute; em fixa&ccedil;&atilde;o definitiva, tendo-se preenchido o defeito de M1 com enxerto tricortical do il&iacute;aco homolateral, estabilizado com placa e parafusos, e feito artrodese do 1 &ordm; e 3 &ordm; dedos, com parafuso e fio K, respectivamente (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f6.jpg">Figuras 6a a 6c</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f6.jpg">Figuras 6a a 6c</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Observado em consulta externa, os controlos radiogr&aacute;ficos demonstravam consolida&ccedil;&atilde;o da fractura da t&iacute;bia distal e, ao n&iacute;vel do p&eacute;, uma boa integra&ccedil;&atilde;o de enxerto e com manuten&ccedil;&atilde;o do comprimento da coluna interna (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f7.jpg">Figura 7a</a>). Manteve imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada e descarga durante mais seis semanas, havendo boa evolu&ccedil;&atilde;o cicatricial (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f7.jpg">Figuras 7b e 7c</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f7.jpg">Figuras 7a a 7c</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ap&oacute;s um ano do traumatismo inicial, o doente deambulava sem necessidade de dispositivos de apoio na marcha, sem aparente dor e com uma fun&ccedil;&atilde;o motora satisfat&oacute;ria. Localmente e radiograficamente, o p&eacute; n&atilde;o aparentava fal&ecirc;ncia dos enxertos (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figuras 8a a 9c</a>). Foi avaliado de acordo com os <em>scores</em> AOFAS e FADI, tendo-se obtido, respectivamente, 82 e 82,7 (<a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t2.jpg">Tabelas 2</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t3.jpg">3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07f8.jpg" width="488" height="296" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v25n4/25n4a07t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As tomadas de decis&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o de extremidade mutilada s&atilde;o de particular complexidade<sup>5-7</sup>. Por um lado, o desenvolvimento progressivo de t&eacute;cnicas e tecnologias de reconstru&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m expandido as possibilidades de preserva&ccedil;&atilde;o de membros mutilados<sup>6-12</sup>. Por outro, tentativas mal ponderadas para a preserva&ccedil;&atilde;o de um membro disfuncional podem resultar em morbilidade e mortalidade aumentadas<sup>6,13</sup>.</p>
    <p>Existe uma grande variedade de <em>scores</em> criados como ferramentas para apoio na decis&atilde;o terap&ecirc;utica destes casos complexos, como, por exemplo, o <em>score</em> MESS.</p>
    <p>No nosso caso cl&iacute;nico, foi calculado um MESS &ldquo;borderline&rdquo; de 6 &agrave; entrada em servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. Johansen et al reportam que um <em>score</em> MESS superior a 7 permitiria prever uma amputa&ccedil;&atilde;o com uma precis&atilde;o de 100%. Os autores relatam que a consequente amputa&ccedil;&atilde;o tardia, ap&oacute;s tentativas f&uacute;teis de reconstru&ccedil;&atilde;o, resultaria em 20% de mortalidade por complica&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias, em particular, por sepsis<sup>3</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, o estudo prospectivo, observacional e multic&ecirc;ntrico &ldquo;Lower Extremity Assement Project&rdquo; (LEAP) n&atilde;o conseguiu demonstrar validade cl&iacute;nica ou utilidade de qualquer um dos sistemas de <em>score</em> para prever, eficazmente, a necessidade de amputa&ccedil;&atilde;o<sup>13</sup>. Desta forma, o melhor tratamento de uma extremidade mutilada &eacute; dif&iacute;cil de definir, uma vez que n&atilde;o existem estudos de elevado grau de evid&ecirc;ncia com orienta&ccedil;&otilde;es clinicas claras sobre o tema<sup>8,9</sup>.</p>
    <p>Concomitantemente, a import&acirc;ncia do estado geral e local do doente em contexto de politrauma n&atilde;o pode deixar de ser refor&ccedil;ada. De acordo com Levin et all, o risco de complica&ccedil;&otilde;es, em tentativas de reconstru&ccedil;&atilde;o de perdas &oacute;sseas ao n&iacute;vel do p&eacute; s&atilde;o directamente proporcionais &agrave; extens&atilde;o de les&atilde;o de tecidos envolvidos e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es gerais do doente<sup>14</sup>.</p>
    <p>No caso em an&aacute;lise, por se tratar de um jovem adolescente, sem morbilidades associadas, decidiu-se investir na reconstru&ccedil;&atilde;o do membro, mesmo reconhecendo-se que a &aacute;rea isqu&eacute;mica dos tecidos &oacute;sseos ao n&iacute;vel do m&eacute;dio p&eacute; obrigava a um extenso desbridamento cir&uacute;rgico, sem encerramento prim&aacute;rio local poss&iacute;vel.</p>
    <p>Gopal et al descreveram que a taxa de infec&ccedil;&otilde;es profundas &eacute; de cerca de 6%, quando a cobertura de partes moles &eacute; realizada dentro das 72 horas p&oacute;s-traumatismo e que depois ascende aos 30%, se apenas for efectuada ap&oacute;s as 72 horas<sup>14</sup>. Conscientes deste risco infeccioso, a cobertura definitiva de partes moles foi efectuada com um retalho musculo-cut&acirc;neo livre, preenchendo-se o vazio &oacute;sseo e de partes moles&nbsp; no mesmo tempo operat&oacute;rio de desbridamento.</p>
    <p>Alguns autores preconizam a exclusiva cobertura de partes moles nesta regi&atilde;o do p&eacute; sem reconstru&ccedil;&atilde;o da perda &oacute;ssea. Gomez et all apresentam um caso em que a cobertura com enxerto musculo-cut&acirc;neo de <em>latissimus dorsi</em>, ao n&iacute;vel do m&eacute;dio p&eacute;, permite criar uma pseudoartrose funcional em que o doente conserva a mobilidade sem dor<sup>1,15</sup>.</p>
    <p>Os mesmos autores tamb&eacute;m defendem que assim se previne m&uacute;ltiplos procedimentos cir&uacute;rgicos que poderiam aumentar o risco de complica&ccedil;&otilde;es locais como infec&ccedil;&otilde;es<sup>15</sup>. Por outro lado, v&aacute;rios estudos de biomec&acirc;nica definem que o m&eacute;dio p&eacute; corresponde a uma &aacute;rea essencial na transfer&ecirc;ncia de for&ccedil;as na marcha entre o ante-p&eacute; e retrop&eacute;<sup>1,3,13</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerou-se insuficiente a modalidade de tratamento preconizada por Gomez pois, na experi&ecirc;ncia do servi&ccedil;o, entende-se que grandes defeitos &oacute;sseos no m&eacute;dio p&eacute; s&atilde;o acompanhados por instabilidade, dor e perda de fun&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Por outro lado, n&atilde;o foi poss&iacute;vel, no caso aqui apresentado, garantir a reconstru&ccedil;&atilde;o do segundo metatarsiano com a inclus&atilde;o do enxerto de il&iacute;aco. A consequ&ecirc;ncia final poder&aacute; ser a exist&ecirc;ncia de uma pseudoartrose dolorosa por instabilidade deste raio do p&eacute;. At&eacute; &agrave; data esta preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se evidenciou e, tal como Bakota et al demonstraram, a preserva&ccedil;&atilde;o da cobertura de partes numa regi&atilde;o anat&oacute;mica prec&aacute;ria em termos de retalhos deve ser a principal preocupa&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o e n&atilde;o necessariamente a restitui&ccedil;&atilde;o definitiva da a anatomia local<sup>15</sup>. Considera-se que, em termos funcionais, a carga &eacute; transferida atrav&eacute;s do 1&ordm; raio e, tendo sido este recuperado, o doente consegue realizar carga e deambular.</p>
    <p>No caso aqui exposto, o enxerto musculo-cut&acirc;neo evoluiu para uma total integra&ccedil;&atilde;o, tendo sido poss&iacute;vel reintervir para a coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo sem outras complica&ccedil;&otilde;es. O enxerto aut&oacute;logo de il&iacute;aco foi integrado sem compromissos aparentes da cobertura de tecidos moles locais e, ao fim de um ano de traumatismo, o doente conseguia realizar carga total sobre o membro, sem necessidade de dispositivos de apoio na marcha.</p>
    <p>Por fim, as exig&ecirc;ncias funcionais e as expectativas do doente foram atingidas, mesmo reconhecendo-se que o tempo despendido para os v&aacute;rios procedimentos de reconstru&ccedil;&atilde;o tenha sido longo e exigente. Hansen refere que, em situa&ccedil;&otilde;es de extremidades mutiladas, n&atilde;o se deve deixar o hero&iacute;smo triunfar sobre a raz&atilde;o, mas, neste caso, em particular, verificou-se que foi um investimento adequado<sup>16</sup>.</p>
    <p>O caso cl&iacute;nico que reportamos neste artigo &eacute; pouco frequente&nbsp; e de dif&iacute;cil orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, demonstrando que cuidados ortop&eacute;dicos, em situa&ccedil;&otilde;es de traumatismo grave do p&eacute; e do tornozelo, devem ser individualizados e aplicados caso a caso. Os <em>scores</em> de classifica&ccedil;&atilde;o das extremidades mutiladas, como o MESS, s&atilde;o ferramentas &uacute;teis na decis&atilde;o terap&ecirc;utica. Contudo, n&atilde;o s&atilde;o determinantes para a decis&atilde;o entre reconstruir e amputar o membro em causa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Hansen Jr ST. The type IIIC tibial fracture. Salvage or amputation. 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Distribution of compression forces in the joints of the human foot. Anat Rec. 1946; 96 (3): 313-321</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318616&pid=S1646-2122201700040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Wolinsky PR, Webb LX, Harvey EJ, Tejwani NC. The mangled limb: salvage versus amputation. Course Lect. 2011; 60: 27</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318617&pid=S1646-2122201700040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Ong YS, Levin LS. Lower limb salvage in trauma. 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Rescue and treatment of severely injured lower extremities. Chin J Traumatol. 2005; 8: 81</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318620&pid=S1646-2122201700040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Hallock GG. The utility of both muscle and fascia flaps in severe upper extremity trauma. J Trauma. 2002; 53: 61</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318621&pid=S1646-2122201700040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Melissinos EG, Parks DH. Post-trauma reconstruction with free tissue transfer - analysis of 442 consecutive cases. J Trauma. 1989; 29: 1095</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318622&pid=S1646-2122201700040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Milets D, Cotrufo S, Cuccia G, Delia G, Risitano G, Colonna MR. The distally based sural flap for lower leg reconstruction: versatility in patients with associated morbidity. 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Soft tissue coverage options for ankle wounds. Foot Ankle Clin. 2001; 6: 853</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318625&pid=S1646-2122201700040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Baumeister S, Germann G. Soft tissue coverage of the extremely traumatized foot and ankle. Foot Ankle Clin. 2001; 6: 867</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318626&pid=S1646-2122201700040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Gopal S, Majumder S, Batchelor AG, Knight SL, Boer P De, Smith RM. 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Coll Antropol. 2012; 36 (4): 1419-1426</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João Nunes Castro    <br>Serviço de Ortopedia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Centro Hospitalar Lisboa Norte - Hospital de Santa Maria    <br>Av. da República, nº 62 - 8º Dt.º    <br>1050-197 LISBOA    <br>email: <a href="mailto:jnunescastro@gmail.com">jnunescastro@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-02-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2017-10-09</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2017-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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