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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ressecção artroscópica do impacto anterolateral do tornozelo em pacientes com instabilidade funcional crônica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: Ankle sprains are very common injuries, especially in athletes. Approximately 3,0% of cases develop with anterolateral impingement, a common cause of chronic joint pain and functional ankle instability. METHODS: Clinical evaluation of patients with anterolateral impingement submitted to arthroscopy debridement, between February 2008 and October 2014. All patients were evaluated using the AOFAS ankle score, numeric pain scale and satisfaction index with the result of the surgery. The Mann-Whitney test was used for statistical analysis. RESULTS: 26 patients, submitted to resection of the anterolateral ankle arthroscopic impact were evaluated. The mean time between injury and surgery was 33.1 months, with a mean follow-up of 31.2 months. A mean AOFAS score of 84.5 points was obtained, mean pain scale was equal to 2, and 92.3% of the patients stated they were satisfied with the surgery performed. CONCLUSION: Chronic pain and functional ankle instability can be treated by arthroscopic debridement of the anterolateral impingement. Chronic pain and functional ankle instability can be treated by arthroscopic resection of anterolateral impact. The results of the surgery, such as pain improvement and the result evaluated by the AOFAS score, were not related to the patient’s gender, alongside the lesion, the time between injury and surgery, and the postoperative time.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Eentorse tornozelo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Ressecção artroscópica do impacto anterolateral do tornozelo em pacientes com instabilidade funcional crônica</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Henrique Mansur<sup>I</sup></b>; <b>Isnar M Castro<sup>II</sup></b>; <b>Max RF Ramos<sup>I</sup></b>; <b>Cesar B Gonçalves<sup>III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Cirurgia do Pé e Tornozelo, Hospital Naval Marcilio Dias, Rio de Janeiro, Brasil. Rio de Janeiro. Brasil.<br />II. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Rio de Janeiro. Brasil.<br />III. Serviço de Cirurgia do Pé e Tornozelo, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Rio de Janeiro, Brasil. Rio de Janeiro. Brasil.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OBJECTIVO: As entorses do tornozelo s&atilde;o les&otilde;es muito comuns, especialmente em atletas. Aproximadamente 3,0% dos casos evoluem com impacto anterolateral, causa comum de dor cr&ocirc;nica na articula&ccedil;&atilde;o e instabilidade funcional do tornozelo. O objectivo deste trabalho &eacute; avaliar os resultados cl&iacute;nicos da ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral no tornozelo.</p>     <p>MATERIAL E M&Eacute;TODOS: Avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos pacientes com diagn&oacute;stico de impacto anterolateral submetidos a tratamento de ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica endosc&oacute;pica realizadas entre fevereiro de 2008 e outubro de 2014. Todos os pacientes foram avaliados utilizando-se como crit&eacute;rios o escore AOFAS para tornozelo, escala num&eacute;rica de dor e avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado da cirurgia. O m&eacute;todo estat&iacute;stico usado foi Teste de Mann-Whitney.</p>     <p>RESULTADOS: Foram avaliados 26 pacientes submetidos &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o do impacto anterolateral do tornozelo por via artrosc&oacute;pica. O tempo m&eacute;dio entre a les&atilde;o e a cirurgia foi de 33,1 meses, com acompanhamento m&eacute;dio de 31,2 meses. Foram obtidos escore AOFAS m&eacute;dio de 84,5 pontos, mediana da escala de dor igual a 2, e 92,3% dos pacientes se declararam satisfeitos com a cirurgia realizada.</p>     <p>CONCLUS&Atilde;O: A dor e a instabilidade cr&ocirc;nica funcional do tornozelo podem ser tratadas pela ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral. Os resultados da cirurgia como a melhora da dor e o resultado avaliado pelo escore AOFAS n&atilde;o se mostraram relacionados ao sexo do paciente, ao lado da les&atilde;o, ao tempo entre les&atilde;o e cirurgia e ao tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Eentorse tornozelo, Instabilidade funcional, Impacto anterolateral, Artroscopia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>INTRODUCTION: Ankle sprains are very common injuries, especially in athletes. Approximately 3,0% of cases develop with anterolateral impingement, a common cause of chronic joint pain and functional ankle instability.</p>     <p>METHODS: Clinical evaluation of patients with anterolateral impingement submitted to arthroscopy debridement, between February 2008 and October 2014. All patients were evaluated using the AOFAS ankle score, numeric pain scale and satisfaction index with the result of the surgery. The Mann-Whitney test was used for statistical analysis.</p>     <p>RESULTS: 26 patients, submitted to resection of the anterolateral ankle arthroscopic impact were evaluated. The mean time between injury and surgery was 33.1 months, with a mean follow-up of 31.2 months. A mean AOFAS score of 84.5 points was obtained, mean pain scale was equal to 2, and 92.3% of the patients stated they were satisfied with the surgery performed.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONCLUSION: Chronic pain and functional ankle instability can be treated by arthroscopic debridement of the anterolateral impingement. Chronic pain and functional&nbsp; ankle instability can be treated by arthroscopic resection of anterolateral impact. The results of the surgery, such as pain improvement and the result evaluated by the AOFAS score, were not related to the patient&rsquo;s gender, alongside the lesion, the time between injury and surgery, and the postoperative time.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Ankle sprain, Functional instability, Anterolateral impingement, Arthroscopy. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O complexo ligamentar lateral do tornozelo - ligamentos fibulotalar anterior (LFTA), fibulocalc&acirc;neo (LFC) e fibulotalar posterior (LFTP) - &eacute; a estrutura mais frequentemente lesada nos esportes<sup>1</sup>. As entorses que comprometem os ligamentos laterais correspondem a 85%, tendo como mecanismo de trauma a supina&ccedil;&atilde;o e invers&atilde;o do p&eacute;, que se encontra em flex&atilde;o plantar, com rota&ccedil;&atilde;o externa da t&iacute;bia<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>A maioria dessas les&otilde;es &eacute; tratada conservadoramente com melhora dos sintomas em at&eacute; 80% dos casos<sup>3</sup>. Contudo, de 10 a 40% dos casos evoluem com dor, instabilidade cr&ocirc;nica e incapacidade de retornar &agrave;s atividades realizadas antes da les&atilde;o<sup>2,3</sup>. A instabilidade cr&ocirc;nica associada &agrave;s entorses de tornozelo pode ser classificada em tr&ecirc;s tipos: mec&acirc;nica, funcional ou mista<sup>4</sup>. A primeira &eacute; caracterizada por um arco de movimento anormal da articula&ccedil;&atilde;o t&iacute;bio-t&aacute;rsica. Em contrapartida, na instabilidade funcional, definida primeiramente por Freeman et al<sup>5</sup> como uma tend&ecirc;ncia do tornozelo a falsear ap&oacute;s uma entorse, os restritores mec&acirc;nicos da articula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o intactos<sup>6</sup>.</p>
    <p>Estima-se que 32-47% dos pacientes evoluem com instabilidade funcional ap&oacute;s uma entorse de tornozelo<sup>7-9</sup>, caracterizada por sintomas como falseio, instabilidade e entorses de repeti&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>. Al&eacute;m disso, a for&ccedil;a muscular, controle postural, propriocep&ccedil;&atilde;o e equil&iacute;brio tamb&eacute;m est&atilde;o comprometidos<sup>10-12</sup>. Diversos autores demostraram que apesar dos mecanismos n&atilde;o serem claramente compreendidos, diferentes patologias est&atilde;o associadas a instabilidade funcional<sup>13</sup>.</p>
    <p>Aproximadamente 3% dos pacientes que sofrem entorses do tornozelo n&atilde;o apresentam altera&ccedil;&otilde;es mec&acirc;nicas, por&eacute;m evoluem com impacto de partes moles, resultado da oblitera&ccedil;&atilde;o do recesso anterolateral pela hiperplasia sinovial, secund&aacute;ria a hemorragia e/ou cicatriza&ccedil;&atilde;o anormal do ligamento talofibular anterior<sup>14</sup>. Alguns trabalhos citam tr&ecirc;s tipos de impacto de partes moles: (I) les&atilde;o meniscal, (II) hipertrofia sinovial (mais frequente) e (III) fasc&iacute;culo distal do ligamento tibiofibular anteroinferior<sup>15,16</sup>. Este impacto &eacute; causa comum de dor cr&ocirc;nica lateral ou anterolateral na articula&ccedil;&atilde;o e instabilidade funcional, sendo conhecido como impacto anterolateral do tornozelo<sup>17-19</sup>.</p>
    <p>O exame f&iacute;sico cuidadoso, com manobras semiol&oacute;gicas, diferencia a instabilidade mec&acirc;nica da funcional, e a presen&ccedil;a do impacto anterolateral<sup>20</sup> (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Exames complementares como radiografias com estresse tamb&eacute;m auxiliam nessa diferencia&ccedil;&atilde;o<sup>21</sup>. A artrorresson&acirc;ncia e a artrotomografia podem aumentar a acur&aacute;cia do diagn&oacute;stico, sendo o primeiro considerado o padr&atilde;o ouro no diagn&oacute;stico do impacto anterolateral<sup>22</sup>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02f1.jpg" width="393" height="957" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Constatando-se a falha do tratamento conservador, com a persist&ecirc;ncia dos sintomas como falseio, dor e fraqueza muscular, ap&oacute;s tr&ecirc;s a seis meses de tratamento fisioter&aacute;pico, indica-se o tratamento cir&uacute;rgico. As t&eacute;cnicas podem ser abertas<sup>23,24</sup> ou artrosc&oacute;picas<sup>25,26</sup>, com ligamentoplastias anat&ocirc;micas<sup>27</sup> ou n&atilde;o-anat&ocirc;micas<sup>28</sup> ou a ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral, sem reparo ligamentar<sup>29</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &eacute; avaliar os resultados cl&iacute;nicos da ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral no tornozelo. Deseja-se investigar se a dor e a instabilidade funcional podem ser tratadas com a ressec&ccedil;&atilde;o do impacto anterolateral, se h&aacute; diferen&ccedil;as do resultado com rela&ccedil;&atilde;o ao tempo entre a les&atilde;o e a cirurgia e em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo do p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, no qual foram avaliados todos os pacientes submetidos &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral no tornozelo entre fevereiro de 2008 e outubro de 2014, ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica em Pesquisa (CAAE: 41666814.1.0000.5273).</p>
    <p>O diagn&oacute;stico de instabilidade funcional foi estabelecido atrav&eacute;s da hist&oacute;ria de pelo menos dois epis&oacute;dios de entorse do tornozelo e sintomas de falseio ou instabilidade. Cada epis&oacute;dio deve ter resultado em dor, edema, impot&ecirc;ncia funcional e incapacidade de retornar &agrave;s atividades pr&eacute;vias &agrave; les&atilde;o. Foi indicado o tratamento cir&uacute;rgico nos pacientes que apresentavam instabilidade funcional sem melhora com o tratamento conservador fisioter&aacute;pico por pelo menos tr&ecirc;s meses (com &ecirc;nfase nos exerc&iacute;cios de propriocep&ccedil;&atilde;o, cinesioterapia do tornozelo e fortalecimento da musculatura fibular). Desses, foram inclu&iacute;dos os que tiveram acompanhamento m&iacute;nimo de quatro meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>
    <p>Realizamos os testes da gaveta anterior e tilt talar em todos os pacientes para avaliar a instabilidade mec&acirc;nica. Os pacientes que apresentaram qualquer uma das manobras positivas foram considerados com instabilidade mec&acirc;nica e exclu&iacute;dos do estudo. Foram igualmente exclu&iacute;dos os pacientes que possu&iacute;am les&otilde;es associadas, como les&otilde;es osteocondrais no t&aacute;lus. Tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos os pacientes nos quais foram realizadas diferentes t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, como ligamentoplastias, al&eacute;m daqueles que n&atilde;o mantiveram o seguimento supracitado, e ainda, os que sofreram novos traumas ap&oacute;s a cirurgia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os pacientes selecionados foram avaliados em consulta cl&iacute;nica, sendo registradas suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nico-demogr&aacute;ficas, mecanismo do trauma, les&atilde;o apresentada, e exame f&iacute;sico (avaliando a marcha e o alinhamento dos p&eacute;s de forma visual, a presen&ccedil;a de instabilidade atrav&eacute;s das manobras previamente mencionadas, e o arco de movimento do tornozelo e da articula&ccedil;&atilde;o subtalar), e altera&ccedil;&atilde;o nos exames complementares (quando os possuia), tempo decorrido do trauma ao tratamento cir&uacute;rgico e o tempo entre a cirurgia e avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica funcional. Tamb&eacute;m responderam a respeito da satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado do tratamento cir&uacute;rgico e quantificaram a dor no tornozelo, pela escala num&eacute;rica de dor (variado de 0, nenhuma dor, at&eacute; 10, pior dor j&aacute; sentida pelo paciente). O resultado funcional foi quantificado pela aplica&ccedil;&atilde;o da escala AOFAS (American Orthopaedic Foot and Ankle Society Ankle-Hindfoot Scale) para retrop&eacute; e tornozelo, traduzida para portugu&ecirc;s e validada<sup>30,31</sup>.</p>
    <p>Por fim, todos os pacientes realizaram radiografias do tornozelo (incid&ecirc;ncias em AP e lateral), para avaliar deformidades ou les&otilde;es associadas, como artrose e impactos &oacute;sseos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA E DE REABILITAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A opera&ccedil;&atilde;o foi realizada sob um bloqueio anest&eacute;sico regional e dos nervos perif&eacute;ricos, e uso de manguito pneum&aacute;tico na regi&atilde;o proximal da coxa. O membro operado foi colocado em um suporte localizado sob o joelho com uma flex&atilde;o de 90 graus do joelho e uso de distrator no tornozelo. Um artrosc&oacute;pio de 2,7 mm foi introduzido atrav&eacute;s do portal anteromedial padr&atilde;o. Ap&oacute;s invent&aacute;rio articular de rotina, um portal anterolateral foi confeccionado e utilizado para a remo&ccedil;&atilde;o de todo tecido sinovial hipertr&oacute;fico e tecido cicatricial na goteira anterolateral, com l&acirc;mina de shaver 2,9 mm (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02f2.jpg" width="390" height="768" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Todos os pacientes tiveram alta um dia ap&oacute;s a cirurgia, utilizando imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada suropod&aacute;lica, com carga no membro proibida. Ap&oacute;s duas semanas, foram retiradas as suturas e liberada carga progressiva com estabilizador de tornozelo e meia el&aacute;stica. Na sexta semana, foi permitida carga total e iniciado o tratamento fisioter&aacute;pico com exerc&iacute;cios de propriocep&ccedil;&atilde;o, cinesioterapia, analgesia e fortalecimento da musculatura fibular.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE ESTATÍSTICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na an&aacute;lise inferencial, para investigar a associa&ccedil;&atilde;o significativa entre duas vari&aacute;veis qualitativas, foi usado o Teste qui-quadrado; mas quando o teste qui-quadrado se mostrou inconclusivo, foi usado o Teste Exato de Fisher. Na An&aacute;lise Inferencial das Vari&aacute;veis Quantitativas, a compara&ccedil;&atilde;o de dois grupos independentes foi feita por abordagem n&atilde;o param&eacute;trica, atrav&eacute;s do Teste de Mann-Whitney, devido ao pequeno tamanho amostral dos subgrupos. A investiga&ccedil;&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis quantitativas foi feita pelo c&aacute;lculo do Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de Ordem de Spearman. A correla&ccedil;&atilde;o foi considerada forte se fosse maior que 0,7 em valor absoluto. A signific&acirc;ncia do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o foi investigada pelo Teste de Correla&ccedil;&atilde;o. Todas as discuss&otilde;es foram realizadas considerando n&iacute;vel de signific&acirc;ncia m&aacute;ximo de 5% (0,05), ou seja, foi adotada a seguinte regra de decis&atilde;o nos testes: rejei&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese nula sempre que o p-valor associado ao teste foi menor que 0,05.</p>
    <p>A partir dos dados coletados, foi constru&iacute;do um banco de dados que foi analisado estatisticamente pelo programa Statistical Package for the Social Science (SPSS), vers&atilde;o 22.0. Os gr&aacute;ficos foram constru&iacute;dos no programa Excel Microsoft 2011.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do total de 79 pacientes submetidos &agrave; artroscopia do tornozelo no servi&ccedil;o, 53 foram retirados devido aos&nbsp;crit&eacute;rios de exclus&atilde;o e inclus&atilde;o, e foram avaliados 26 pacientes. A idade variou entre 22 e 63 anos, resultando numa m&eacute;dia de 38,5 anos. O coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o da idade foi ent&atilde;o igual a 0,28, retratando moderada variabilidade na idade dos pacientes. Dos 26 pacientes avaliados, 20 eram do sexo feminino (76,9%) e seis eram do sexo masculino (23,1%). A diferen&ccedil;a entre as propor&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres foi significativa (p-valor=0,009 do Teste Binomial). Com rela&ccedil;&atilde;o ao lado acometido, foram observados 12 casos de entorse no tornozelo direito (46,2%) e 14 casos (53,8%) de entorse no tornozelo esquerdo. A diferen&ccedil;a entre tais propor&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foi significativa (p-valor=0,845 do teste Binomial).</p>
    <p>Quanto ao formato dos p&eacute;s, 22 casos (84,6%) tinham bom alinhamento (plant&iacute;grados), e quatro casos (15,4%) tinham p&eacute;s planos. O predom&iacute;nio de casos com bom alinhamento foi significativo na popula&ccedil;&atilde;o (p-valor=0,001 do teste binomial). Todos os 26 pacientes se queixavam de dor cr&ocirc;nica e instabilidade e 18 pacientes (69,2%) referiam falseio. Seis pacientes (23,1%) eram praticantes de esportes, dos quais cinco (19%) realizavam de forma recreativa, e um (3,8%) de forma profissional.</p>
    <p>A causa mais t&iacute;pica da les&atilde;o entre os pacientes foi a queda da pr&oacute;pria altura, mecanismo gerador da les&atilde;o em 53,8% dos casos. As frequ&ecirc;ncias dos principais mecanismos de trauma est&atilde;o representadas na <a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02f3.jpg" width="391" height="322" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Onze pacientes realizaram resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RM), apresentando os seguintes resultados (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02f4.jpg" width="393" height="254" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O tempo entre a les&atilde;o e a cirurgia variou entre 14 e 72 meses na amostra, resultando numa m&eacute;dia de 33,1 meses. O tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio variou entre 4 e 74 meses na amostra, resultando numa m&eacute;dia de 31,2 meses.</p>
    <p>Em an&aacute;lise p&oacute;s-operat&oacute;ria, os escores da escala de dor variaram de 0 a 4, com mediana 2 e escore t&iacute;pico ou modal 2. Os escores p&oacute;s-operat&oacute;rios da escala AOFAS variaram entre 70 e 100 pontos, que resultaram numa m&eacute;dia de 84,5 pontos (desvio padr&atilde;o de 6,9 pontos). O coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o dos escores da escala AOFAS foi, ent&atilde;o, igual a 0,08 retratando baixa variabilidade na distribui&ccedil;&atilde;o na amostra. Cinco pacientes se queixaram de dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio, melhorada ap&oacute;s fisioterapia. N&atilde;o houve nenhuma complica&ccedil;&atilde;o como infec&ccedil;&atilde;o ou les&atilde;o neurol&oacute;gica. Por fim, quando questionados sobre satisfa&ccedil;&atilde;o com a cirurgia, 92,3% dos pacientes se declararam satisfeitos, enquanto 7,7% se declararam insatisfeitos com a cirurgia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi investigado se havia diferen&ccedil;as significativas entre os perfis de idade e cl&iacute;nicos de homens e mulheres. A <a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t1.jpg">Tabela 1</a> resume os resultados encontrados, comparados por sexo. Devido ao pequeno tamanho amostral, a signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a observada entre os grupos de homens e mulheres foi avaliada pelo teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann-Whitney. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa no escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio de homens e mulheres (p-valor=0,882). Al&eacute;m disso, a associa&ccedil;&atilde;o entre dor e sexo n&atilde;o foi significativa sob o ponto de vista estat&iacute;stico (p-valor do teste Exato de Fisher igual a 1,000).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Uma vez que a instabilidade cr&ocirc;nica e as entorses de repeti&ccedil;&atilde;o podem causar les&otilde;es associadas, como les&otilde;es osteocondrais e, evoluir com altera&ccedil;&otilde;es degenerativas na articula&ccedil;&atilde;o do tornozelo<sup>16,32</sup>, dividimos os pacientes em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo entre a les&atilde;o e a cirurgia (at&eacute; 24 meses e ap&oacute;s 24 meses). Da mesma forma, separamos os pacientes em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio (at&eacute; 24 meses e ap&oacute;s 24 meses), para analisar os resultados da cirurgia em curto e m&eacute;dio prazos.</p>
    <p>Havia na amostra sete pacientes (26,9%) que tinham tempo entre les&atilde;o e cirurgia menor que 24 meses e 19 pacientes (73,1%) com tempo entre les&atilde;o e cirurgia maior ou igual a 24 meses. Foi investigado se havia diferen&ccedil;as significativas entre os perfis de idade e cl&iacute;nicos dos casos destes subgrupos. A <a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t2.jpg">Tabela 2</a> resume os resultados encontrados, para cada um destes grupos e global. Devido ao pequeno tamanho amostral, a signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a observada entre os dois grupos foi avaliada pelo teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann-Whitney. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre o escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio de pacientes com tempo entre les&atilde;o e cirurgia menor que 24 meses e o Escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio de pacientes com tempo entre les&atilde;o e cirurgia maior ou igual a 24 meses (p-valor=0,169).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t2.jpg">Tabela 2</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Avaliando a rela&ccedil;&atilde;o entre o escore de dor e estes subgrupos de tempo entre les&atilde;o e cirurgia, observou-se que 71,4% dos casos com tempo entre les&atilde;o e cirurgia menor que 24 meses tinham escore de dor menor ou igual a 2, e 78,9% dos casos com tempo entre les&atilde;o e cirurgia maior ou igual a 24 meses tinham escore de dor menor ou igual a 2. A associa&ccedil;&atilde;o entre dor e estes subgrupos de tempo entre les&atilde;o e cirurgia n&atilde;o foi significativa sob o ponto de vista estat&iacute;stico (p-valor do teste Exato de Fisher igual a 1,000).</p>
    <p>Havia na amostra, nove pacientes (34,62%) que tinham tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio menor que 24 meses e 17 pacientes (65,38%) com tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio maior ou igual a 24 meses. Foi investigado se havia diferen&ccedil;as significativas entre os perfis de idade e cl&iacute;nicos dos casos destes subgrupos. A <a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t3.jpg">Tabela 3</a> resume os resultados encontrados, para cada um destes grupos e global. Devido ao pequeno tamanho amostral, a signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a observada entre os dois grupos foi avaliada pelo teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann-Whitney. Os p-valores obtidos, todos maiores que 5%, permitiram concluir que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre o escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio de pacientes com tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio menor que 24 meses e o Escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio de pacientes com tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio maior ou igual a 24 meses (p-valor=0,085). Al&eacute;m disso, a associa&ccedil;&atilde;o entre dor e estes subgrupos de tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio n&atilde;o foi significativa sob o ponto de vista estat&iacute;stico (p-valor do teste Exato de Fisher igual a 0,063).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t3.jpg">Tabela 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A <a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t4.jpg">Tabela 4</a> traz os resultados da an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. A correla&ccedil;&atilde;o foi avaliada pelo Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de Ordem de Spearman e, al&eacute;m dos coeficientes, a tabela mostra os p-valores de signific&acirc;ncia dos coeficientes.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t4.jpg">Tabela 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A <a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t5.jpg">Tabela 5</a> traz a apresenta&ccedil;&atilde;o do banco de dados, com a descri&ccedil;&atilde;o das principais vari&aacute;veis dos 26 pacientes.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n1/26n1a02t5.jpg">Tabela 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Diversos cirurgi&otilde;es sugerem que a artroscopia seja realizada nas cirurgias para corre&ccedil;&atilde;o da instabilidade, independente da t&eacute;cnica escolhida, por ser uma t&eacute;cnica segura e eficaz, permitindo o diagn&oacute;stico e tratamento de les&otilde;es associadas<sup>26,33,34</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Simonson e Roukis<sup>35</sup> conduziram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica com o objetivo de quantificar a incid&ecirc;ncia geral de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas ao tratamento artrosc&oacute;pico do impacto anterolateral, identificando uma taxa geral 4,0% de complica&ccedil;&otilde;es em 397 tornozelos operados, sendo a maioria (3,3%) classificada como complica&ccedil;&otilde;es menores. Neste trabalho, concordando com a literatura, n&atilde;o houve nenhuma complica&ccedil;&atilde;o, ratificando a seguran&ccedil;a da t&eacute;cnica.</p>
    <p>V&aacute;rios autores descreveram bons resultados no tratamento do impacto anterolateral do tornozelo atrav&eacute;s da ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica. A taxa de resultados bons e excelentes varia na literatura entre 74-96.7%<sup>16,18,32,34,36-38</sup>, entretanto, a maioria dos artigos teve um curto per&iacute;odo de acompanhamento, de at&eacute; 24 meses<sup>15,16,32,34</sup>. Comparando com os demais estudos, o presente trabalho obteve um acompanhamento m&eacute;dio de 31,2 meses, considerado de m&eacute;dio prazo, com um total de 96% de resultados bons ou excelentes.</p>
    <p>Foram encontrados na literatura poucos artigos com acompanhamento p&oacute;s-operat&oacute;rio de m&eacute;dio<sup>18,37</sup> e longo prazo<sup>33,39</sup> da ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral. Ferkel<sup>18</sup> teve um acompanhamento m&eacute;dio 33.5 meses, Kim<sup>37</sup> 30 meses, enquanto Buda<sup>39</sup> e Urg&uuml;den<sup>33</sup> tiveram acompanhamento de 90,1 e 83,7 meses, respectivamente. No estudo de Urg&uuml;den<sup>33</sup> com 41 pacientes, seu escore AOFAS final foi 89,6 pontos, todavia o autor somente avaliou os pacientes no p&oacute;s-operat&oacute;rio. Kim<sup>37</sup> relatou 94% de resultados bons e excelentes. Ferkel<sup>18</sup> sugere com seus resultados que o tratamento artrosc&oacute;pico &eacute; bem-sucedido para aliviar a dor e a incapacidade causada por este transtorno em uma porcentagem elevada de pacientes cujos sintomas n&atilde;o conseguiram responder a terapia conservadora prolongada (dois anos na s&eacute;rie). O &uacute;nico estudo que citou os resultados em momentos distintos do p&oacute;s-operat&oacute;rio foi Buda<sup>39</sup>.</p>
    <p>Em seu estudo retrospectivo sobre os resultados do tratamento artrosc&oacute;pico de diferentes formas de impacto de partes moles no tornozelo, ele avaliou clinicamente os pacientes no pr&eacute;-operat&oacute;rio, com 24 meses, 48 meses e 6 anos. O autor relata uma melhora marcante no escore AOFAS com valores variando de 40.6 &plusmn; 21.2, 82.6 &plusmn; 17.9, 78.4 &plusmn; 17.3 e 74.8 &plusmn; 24.3. Dos 42 pacientes inclu&iacute;dos no estudo, somente 10 apresentavam impacto anterolateral e, segundo Buda<sup>39</sup>, esses pacientes tiveram bons e excelentes resultados cl&iacute;nicos.</p>
    <p>Com intuito de responder a d&uacute;vida presente na literatura sobre uma poss&iacute;vel diferen&ccedil;a dos resultados com rela&ccedil;&atilde;o ao tempo do p&oacute;s-operat&oacute;rio, a an&aacute;lise estat&iacute;stica entre o escore AOFAS de pacientes com tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio menor que 24 meses e maior ou igual a 24 meses mostrou n&atilde;o haver diferen&ccedil;a significativa (p-valor=0,085). Concluiu-se que os bons resultados com a ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral se mant&eacute;m a m&eacute;dio prazo.</p>
    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de les&atilde;o previamente a cirurgia, al&eacute;m do trabalho de Ferkel<sup>24</sup> com dois anos de tratamento conservador, Koczy<sup>36</sup> em seu trabalho teve um tempo m&eacute;dio de cinco anos (variando de 2 a 8 anos), e ap&oacute;s acompanhamento de 12 meses obteve AOFAS final de 92 pontos. Concordando com esses trabalhos, os pacientes do presente trabalho foram tratados conservadoramente por, em m&eacute;dia, 33,1 meses (variando entre 14 e 72 meses) e n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente significantes (p-valor=0,169) em rela&ccedil;&atilde;o o escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio ao serem comparados paciente com at&eacute; 24 meses de les&atilde;o e pacientes com mais de 24 meses de les&atilde;o. Pode-se afirmar que o tempo entre a les&atilde;o e a cirurgia n&atilde;o interfere no resultado final.</p>
    <p>Nesse estudo, observou-se que o escore AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;rio n&atilde;o esteve relacionado, independe da idade do paciente, do tempo entre les&atilde;o e cirurgia, e do tempo p&oacute;s-cir&uacute;rgico. O escore de dor tamb&eacute;m n&atilde;o se correlacionou, ou seja, independe da idade do paciente, do tempo entre les&atilde;o e cirurgia e do tempo p&oacute;s-cir&uacute;rgico.</p>
    <p>No presente estudo, foram obtidos um total de 96% de resultados bons ou excelentes e 92,3% dos pacientes declarados satisfeitos. Essa diferen&ccedil;a se deveu ao fato de que os resultados foram quantificados de acordo com a pontua&ccedil;&atilde;o obtida com a escala AOFAS p&oacute;s-operat&oacute;ria (resultados bons AOFAS 80-89 pontos e excelentes &gt; 90 pontos). Contudo, esse escore n&atilde;o leva em considera&ccedil;&atilde;o os sintomas de instabilidade funcional. Assim, essa diferen&ccedil;a de 4% refere-se aos pacientes que evolu&iacute;ram sem dor ou instabilidade mec&acirc;nica, mas apresentavam instabilidade funcional residual, diagnosticada pela manuten&ccedil;&atilde;o da queixa de falseio e incapacidade de retorno &agrave;s atividades pr&eacute;vias a les&atilde;o.</p>
    <p>Deve-se ressaltar que a grande maioria dos estudos n&atilde;o adota crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o t&atilde;o rigorosos. El-Sayed<sup>16</sup> teve 85% de resultados bons ou excelentes, num total de 20 pacientes, com seguimento de 21.3 meses, sendo que 35% de seus pacientes possu&iacute;am les&atilde;o associada na cartilagem do domus talar. Koczy e cols.<sup>36</sup> relataram um aumento no escore AOFAS de 75,4 pontos para 90,6 e 92, ap&oacute;s seis e 12 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, respectivamente, em 22 pacientes operados. Desses, sete tinham relato de fratura pr&eacute;via do mal&eacute;olo lateral e dois o diagn&oacute;stico de ruptura isolada da sindesmose tibiofibular. Mardani-Kivi<sup>32</sup> apresentou 91,3% de bons a excelentes resultados ap&oacute;s seis meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio de desbridamento artrosc&oacute;pico do impacto anterolateral, com melhora significativa do escore AOFAS, passando de 59,21 no pr&eacute;-operat&oacute;rio, para 88,13. No mesmo artigo, o autor compara pacientes que apresentam ou n&atilde;o les&otilde;es condrais no t&aacute;lus, e conclui que apesar dos achados evidenciarem efeitos negativos das les&otilde;es condrais, os resultados n&atilde;o foram estatisticamente significantes. No presente trabalho, foram exclu&iacute;dos pacientes com les&otilde;es condrais ou outras les&otilde;es associadas e obteve-se uma m&eacute;dia final do escore AOFAS de 84,5, com variabilidade muito baixa em torno da m&eacute;dia (C.V=0,08).</p>
    <p>Neste estudo existem limita&ccedil;&otilde;es, entre elas o baixo n&uacute;mero de pacientes, a aus&ecirc;ncia de um grupo controle e a falta de uma avalia&ccedil;&atilde;o funcional pr&eacute;-operat&oacute;ria. O n&uacute;mero limitado de pacientes se deve aos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o rigorosos aplicados, que padronizaram a amostra, limitando um vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o. Apenas 42,3% dos pacientes realizaram RM pr&eacute;-operat&oacute;ria. Todavia, como a indica&ccedil;&atilde;o do tratamento cir&uacute;rgico seguiu os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um exame f&iacute;sico minucioso, e a cirurgia artrosc&oacute;pica ter como umas das principais vantagens a possibilidade de identificar les&otilde;es associadas intra-articulares, n&atilde;o consideramos tal exame complementar indispens&aacute;vel. Segundo alguns autores<sup>40-44</sup>, a sensibilidade, especificidade e acur&aacute;cia da RM s&atilde;o relativamente baixas, com valores conflitantes na literatura, variando de 39-100% a sensibilidade, e 50-100% a especificidade. Para Farooki<sup>41</sup>, a sensibilidade, especificidade e acur&aacute;cia da RM para o diagn&oacute;stico de impacto anterolateral foram de 42%, 85% e 69%, respectivamente. J&aacute; Liu<sup>43</sup> teve como resultados, sensibilidade de 39% e especificidade de 50% para predizer impacto com a RM pr&eacute;-operat&oacute;ria, e 94% e 75% com exame f&iacute;sico, respectivamente. Esses autores concluem seu trabalho sugerindo que a RM pr&eacute;-operat&oacute;ria n&atilde;o &eacute; ben&eacute;fica ou custo-efetiva no diagn&oacute;stico do impacto anterolateral, podendo inclusive retardar o tratamento, definindo o diagn&oacute;stico da patologia como cl&iacute;nico, o que ratifica a metodologia usada no presente trabalho, que utiliza o exame f&iacute;sico para o diagn&oacute;stico e indica&ccedil;&atilde;o da cirurgia.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A dor e a instabilidade cr&ocirc;nica funcional do tornozelo podem ser tratadas pela ressec&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do impacto anterolateral, com baixas taxas de complica&ccedil;&otilde;es, alta taxa de satisfa&ccedil;&atilde;o e escores de dor tipicamente baixos.</p>
    <p>Al&eacute;m disso, o presente trabalho mostrou que os resultados da cirurgia, os escores de dor e da escala AOFAS, n&atilde;o estiveram relacionados com o sexo do paciente, lado da les&atilde;o, tempo entre les&atilde;o e cirurgia e com o tempo p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Ferran NA, Maffulli N. Epidemiology of sprains of the lateral ankle ligament complex. Foot Ankle Clin. 2006; 11 (3): 659-662</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318896&pid=S1646-2122201800010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Garrick JG. The frequency of injury, mechanism of injury, and epidemiology of ankle sprains. Am J Sports Med. 1977; 5 (6): 241-242</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318897&pid=S1646-2122201800010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Balduini FC, Vegso JJ, Torg JS, Torg E. Management and rehabilitation of ligamentous injuries to the ankle. Sports Med. 1987; 4: 364-380</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318898&pid=S1646-2122201800010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Hertel J. Functional instability following lateral ankle sprain. Sports Med. 2000; 29: 361-371</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318899&pid=S1646-2122201800010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Freeman MA, Dean MR, Hanham IW. The etiology and prevention of functional instability of the foot. J Bone Joint Surg Br. 1965; 47: 678-685</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318900&pid=S1646-2122201800010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Tropp H, Odenrick P, Gillquist J. Stabilometry recordings in functional and mechanical instability of the ankle joint. Int J Sports Med. 1985; 6: 180-182</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318901&pid=S1646-2122201800010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Konradsen L, Bech L, Ehrenbjerg M, Nickelsen T. Seven years follow-up after ankle inversion trauma. Scand J Med Sci Sports. 2002; 12 (3): 129-135</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318902&pid=S1646-2122201800010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Anandacoomarasamy A, Barnsley L. Long term outcomes of inversion ankle injuries. Br J Sports Med. 2005; 39 (3)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318903&pid=S1646-2122201800010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Braun BL. Effects of ankle sprain in a general clinic population 6 to 18 months after medical evaluation. Arch Fam Med. 1999; 8 (2): 143-148</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318904&pid=S1646-2122201800010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Munn J, Sullivan SJ, Schneiders AG. Evidence of sensorimotor deficits in functional ankle instability: a systematic review with meta-analysis. J Sci Med Sport. 2010; 13: 2-12</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318905&pid=S1646-2122201800010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Gutierrez GM, Knight CA, Swanik CB, Royer T, Manal K, Caulfield B, et al. Examining neuromuscular control during landings on a supinating platform in persons with and without ankle instability. Am J Sports Med. 2012; 40: 193-201</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Delahunt E, Monaghan K, Caulfield B. Changes in lower limb kinematics, kinetics, and muscle activity in subjects with functional instability of the ankle joint during a single leg drop jump. 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The distal fascicle of the anterior inferior tibiofibular ligament as a cause of tibiotalar impingement syndrome: a current concepts review. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2007; 15: 465-471</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318909&pid=S1646-2122201800010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Mardani-Kivi M, Mirbolook A, Mobarakeh MK, Jahromi SK, Hassanzadeh R. Effect of Obesity on Arthroscopic Treatment of Anterolateral Impingement Syndrome of the Ankle. 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Distraction-free ankle arthroscopy for anterolateral impingement. Eur J Orthop Surg Traumatol. 2014; 24 (6): 1019-1023</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318914&pid=S1646-2122201800010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Molloy S, Solan MC, Bendall SP. Synovial impingement in the ankle. A new physical sign. J Bone Joint Surg Br. 2003; 85 (3): 330-333</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318915&pid=S1646-2122201800010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Datir A, Connell D. Imaging of Impingement Lesions in the Ankle. Tech Foot Ankle Surg. 2008; 7 (3): 152-161</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318916&pid=S1646-2122201800010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Robinson P, White LM. Soft-tissue and osseous impingement syndromes of the ankle: role of imaging in diagnosis and management. Radiographics. 2002; 22: 1457-1471</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318917&pid=S1646-2122201800010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Cho BK, Kim YM, Kim DS, Choi ES, Shon HC, Park KJ. Outcomes of the Modified Broström Procedure Using Suture Anchors for Chronic Lateral Ankle Instability - A Prospective, Randomized Comparison between Single and Double Suture Anchors. J Foot Ankle Surg. 2013; 52: 9-15</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318918&pid=S1646-2122201800010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Li X, Lin TJ, Busconi BD. Treatment of chronic lateral ankle instability: a modified Broström technique using three suture anchors. J Orthop Surg Res. 2009; 4: 41-46</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318919&pid=S1646-2122201800010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Kim ES, Lee KT, Park JS, Lee YK. Arthroscopic Anterior Talofibular Ligament Repair for Chronic Ankle Instability with a Suture Anchor Technique. Orthopedics. 2011; 34 (4): 273</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318920&pid=S1646-2122201800010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Cottom JM, Rigby RB. The "All Inside" Broström Procedure: A Prospective Study of 40 Consecutive Patients. J Foot Ankle Surg. 2013; 52: 568-574</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318921&pid=S1646-2122201800010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Li X, Killie H, Guerrero P, Busconi BD. Anatomical Reconstruction for Chronic Lateral Ankle Instability in the High-Demand Athlete: Functional Outcomes After the Modified Broström Repair Using Suture Anchors. Am J Sports Med. 2009; 37 (3): 488-494</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318922&pid=S1646-2122201800010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Evans DL. Recurrent Instability of the Ankle - a Method of Surgical Treatment. J R Soc Med. 1952; 46 (15): 343-344</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318923&pid=S1646-2122201800010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Kerr HL, Bayley E, Jackson R, Kothari P. The role of arthroscopy in the treatment of functional instability of the ankle. Foot Ankle Surg. 2013; 19: 273-275</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318924&pid=S1646-2122201800010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Ibrahim T, Beiri A, Azzabi M, Best AJ, Taylor GJ, Menon DK. Reliability and Validity of the Subjective Component of the American Orthopaedic Foot and Ankle Society Clinical Rating Scales. J Foot Ankle Surg. 2007; 46 (2): 65-74</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318925&pid=S1646-2122201800010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Rodrigues RC, Masiero D, Mizusaki JM, Imoto AL, Peccin MS, Cohen M, et al. Tradução, Adaptação cultural e Validação do "American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS) Ankle-Hindfoot Scale". Acta Ortop Bras. 2008; 16 (2): 107-111</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">32. Mardani-Kivi M, Mirbolook A, Khajeh-Jahromi S, Hassanzadeh R, Hashemi-Motlagh K, Saheb-Ekhtiari K. Arthroscopic Treatment of Patients with Anterolateral Impingement of the Ankle with and without Chondral Lesions. J Foot Ankle Surg. 2013; 52 (2): 188-191</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318927&pid=S1646-2122201800010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Urgüden M, Söyüncü Y, Ozdemir H, Sekban H, Akyildiz FF, Aydin AT. Arthroscopic treatment of anterolateral soft tissue impingement of the ankle: evaluation of factors affecting outcome. Arthroscopy. 2005; 21 (3): 317-322</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318928&pid=S1646-2122201800010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Hassan AH. Treatment of anterolateral impingements of the ankle joint by arthroscopy. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2007; 15 (9): 1150-1154</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318929&pid=S1646-2122201800010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">35. Simonson DC, Roukis TS. Safety of ankle arthroscopy for the treatment of anterolateral soft-tissue impingement. Arthroscopy. 2014; 30 (2): 256-259</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318930&pid=S1646-2122201800010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">36. Koczy B, Pyda M, Stoltny T, Mielnik M, Pajak J, Hermanson JL, et al. Arthroscopy for anterolateral soft tissue impingement of the ankle joint. Ortop Traumatol Rehabil. 2009; 11 (4): 339-345</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">37. Kim SH, Ha KI. Arthroscopic treatment for impingement of the anterolateral soft tissues of the ankle. J Bone Jt Surg Br. 2000; 82 (7): 1019-1021</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318932&pid=S1646-2122201800010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">38. Vilarreal JMB, Cerecedo RB, Cal y Mayor FF, Gonzalez IL. Tratamiento artroscópico del pinzamiento anterolateral de tobillo em deportistas. Acta Ortop Mex. 2008; 22 (2): 103-106</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318933&pid=S1646-2122201800010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">39. Buda R, Baldassarri M, Parma A, Cavallo M, Pagliazzi G, Castagnini F, et al. Arthroscopic Treatment and Prognostic Classification of Anterior Soft Tissue Impingement of the Ankle. Foot Ankle Int. 2016; 37 (1): 33-39</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">40. Cha SD, Kim HS, Chung ST, Yoo JH, Park JH, Kim JH, et al. Intra-articular Lesions in Chronic Lateral Ankle Instability: Comparison of Arthroscopy with Magnetic Resonance Imaging Findings. Clin Orthop Surg. 2012; 4: 293-299</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">41. Farooki S, Yao L, Seeger LL. Anterolateral impingement of the ankle: effectiveness of MR imaging. Radiology. 1998; 207 (2): 357-360</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318936&pid=S1646-2122201800010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">42. Ferkel RD, Tyorkin M, Applegate GR, Heinen GT. MRI evaluation of anterolateral soft tissue impingement of the ankle. Foot Ankle Int. 2010; 31 (8): 655-661</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318937&pid=S1646-2122201800010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">43. Liu SH, Nuccion SL, Finerman G. Diagnosis of anterolateral ankle impingement - Comparison between magnetic resonance imaging and clinical examination. Am J Sports Med. 1997; 25 (3): 389-393</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318938&pid=S1646-2122201800010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">44. Duncan D, Mologne T, Hildebrand H, Stanley M, Schreckengaust R, Sitler D. The Usefulness of Magnetic Resonance Imaging in the Diagnosis of Anterolateral Impingement of the Ankle. J Foot Ankle Surg. 2006; 45 (5): 304-307</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1318939&pid=S1646-2122201800010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Henrique Mansur    <br>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro    <br>Sqs 113, Bloco B, 505    <br>Brasilia    <br>Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Telefone: +55 2199 4241450    <br><a href="mailto:henrimansur@globo.com">henrimansur@globo.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-01-08</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-02-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-03-02</font></p>     ]]></body><back>
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