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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To describe clinical, radiographic and functional results of total elbow arthroplasties (TEA), as well as their complications, and to compare them with published literature. Materials and Methods: Retrospective study of TEA cases over a period of 10 years (2006 to 2016). Demographic data collected included age, gender, primary pathology, type of TEA (primary or revision), date of primary surgery, surgical side, date and cause of reoperations and isolated microorganisms in infections. Clinical outcomes comprised range of motion, functional outcome and overall complications. Functional outcomes were assessed by means of the Mayo Elbow Performance Score (MEPS) and the Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH). Results: 25 patients (26 TEAs) were included in this study, 20 females and 6 males. Mean age at the time of primary surgery was 56 years old. Indications for TEA were primary osteoarthritis (29%), secondary osteoarthritis (63%), distal humerus fracture (4%) and fracture nonunion (4%). Complications included infection (15%), aseptic loosening (12%), mechanical failure (12%), instability (12%), polyethylene wear (4%), ulnar neuropathy (15%), triceps insufficiency (4%), calcifications (8%) and intra-operative fractures (8%). A Staphylococcus aureus was isolated in 67% of the cases of infection. Mean MEPS score was 71 and mean DASH score was 60. Conclusions: Most of our results are in agreement with published literature. Most patients who undergo a TEA experience substantial functional improvement and significant pain relief, and many are able to resume activities of daily living.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cotovelo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artroplastia total do cotovelo - Resultados clínicos, radiográficos e funcionais</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Sofia Lima<sup>I</sup></b>; <b>Rita Henriques<sup>I</sup></b>; <b>André Chambel<sup>I</sup></b>; <b>Jorge Arvela<sup>I</sup></b>; <b>Samuel Martins<sup>I</sup></b>; <b>Marco Sarmento<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Descrever os resultados cl&iacute;nicos, radiogr&aacute;ficos e funcionais das artroplastias totais do cotovelo (ATC), bem como as suas complica&ccedil;&otilde;es, e compar&aacute;-los com a literatura publicada.</p>     <p>Materiais e M&eacute;todos: Estudo retrospetivo de casos de ATC num per&iacute;odo de 10 anos (2006 a 2016). Os dados demogr&aacute;ficos inclu&iacute;ram idade, g&eacute;nero, patologia prim&aacute;ria, tipo de ATC (prim&aacute;ria ou de revis&atilde;o), data da cirurgia prim&aacute;ria, lado cir&uacute;rgico, data e causa das reopera&ccedil;&otilde;es e microrganismos isolados nos casos de infe&ccedil;&otilde;es. Os resultados cl&iacute;nicos compreenderam a amplitude de movimentos, resultados funcionais e complica&ccedil;&otilde;es. Os resultados funcionais foram avaliados atrav&eacute;s do <em>Mayo Elbow Performance Score</em> (MEPS) e do <em>Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand</em> (DASH).</p>     <p>Resultados: Inclu&iacute;ram-se 25 doentes (26 ATCs) neste estudo, 20 mulheres e 6 homens. A idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia prim&aacute;ria foi de 56 anos. As indica&ccedil;&otilde;es para ATC foram artrose prim&aacute;ria (29%), artrose secund&aacute;ria (63%), fratura distal do &uacute;mero (4%) e pseudartrose (4%). As complica&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;ram infe&ccedil;&atilde;o (15%), oste&oacute;lise (12%), fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica (12%), instabilidade (12%), desgaste do polietileno (4%), neuropatia cubital (15%), insufici&ecirc;ncia tricipital (4%), calcifica&ccedil;&otilde;es (8%) e fraturas intraoperat&oacute;rias (8%). O <em>Staphylococcus aureus</em> foi isolado em 67% das infe&ccedil;&otilde;es. A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do MEPS foi 71 e do DASH foi 60.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A maioria dos resultados est&aacute; de acordo com a literatura publicada. Grande parte dos doentes submetidos a ATC experiencia uma melhoria funcional substancial e al&iacute;vio significativo da dor, e muitos retomam as atividades da vida di&aacute;ria.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Cotovelo, artroplastia total, infeção, osteólise. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: To describe clinical, radiographic and functional results of total elbow arthroplasties (TEA), as well as their complications, and to compare them with published literature.</p>     <p>Materials and Methods: Retrospective study of TEA cases over a period of 10 years (2006 to 2016). Demographic data collected included age, gender, primary pathology, type of TEA (primary or revision), date of primary surgery, surgical side, date and cause of reoperations and isolated microorganisms in infections. Clinical outcomes comprised range of motion, functional outcome and overall complications. Functional outcomes were assessed by means of the <em>Mayo Elbow Performance Score</em> (MEPS) and the <em>Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand</em> (DASH).</p>     <p>Results: 25 patients (26 TEAs) were included in this study, 20 females and 6 males. Mean age at the time of primary surgery was 56 years old. Indications for TEA were primary osteoarthritis (29%), secondary osteoarthritis (63%), distal humerus fracture (4%) and fracture nonunion (4%). Complications included infection (15%), aseptic loosening (12%), mechanical failure (12%), instability (12%), polyethylene wear (4%), ulnar neuropathy (15%), triceps insufficiency (4%), calcifications (8%) and intra-operative fractures (8%). A <em>Staphylococcus aureus</em> was isolated in 67% of the cases of infection. Mean MEPS score was 71 and mean DASH score was 60.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusions: Most of our results are in agreement with published literature. Most patients who undergo a TEA experience substantial functional improvement and significant pain relief, and many are able to resume activities of daily living.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Elbow, total arthroplasty, infection, aseptic loosening. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia total do cotovelo (ATC) &eacute; um procedimento cir&uacute;rgico pouco comum realizado em casos selecionados de doen&ccedil;as incapacitantes do cotovelo.</p>
    <p>O cotovelo &eacute; uma articula&ccedil;&atilde;o complexa, composta por tr&ecirc;s articula&ccedil;&otilde;es independentes que cooperam entre si de modo a produzir movimentos em m&uacute;ltiplos eixos, mantendo simultaneamente um elevado n&iacute;vel de estabilidade<sup>1</sup>. Do ponto de vista biomec&acirc;nico &eacute; mais importante para o funcionamento do membro superior do que o punho ou o ombro<sup>2</sup>. Por conseguinte, as patologias desta articula&ccedil;&atilde;o restringem a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades simples da vida di&aacute;ria. A ATC tem por objetivos aumentar o arco de mobilidade e aliviar a dor em casos selecionados. Deste modo, pode melhorar consideravelmente a fun&ccedil;&atilde;o do membro superior e aumentar a qualidade de vida<sup>3,4,5,6</sup>.</p>
    <p>As artropatias inflamat&oacute;rias, como a artrite reumatoide, representam a indica&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica para a artroplastia do cotovelo<sup>3,7,8,9,10,11,12</sup>. &Agrave; medida que a familiaridade com a ATC evoluiu, as suas indica&ccedil;&otilde;es expandiram-se, incluindo fraturas distais do &uacute;mero, artrose prim&aacute;ria, artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica e pseudartrose de fraturas distais do &uacute;mero. Indica&ccedil;&otilde;es mais raras incluem grandes defeitos &oacute;sseos p&oacute;s-traum&aacute;ticos, bem como reconstru&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s resse&ccedil;&atilde;o tumoral. A ATC tamb&eacute;m tem sido utilizada com sucesso em doentes com rigidez grave ou anquilose, instabilidade grosseira secund&aacute;ria a grandes defeitos &oacute;sseos e artropatia hemof&iacute;lica<sup>3,5,8,13</sup>.</p>
    <p>No entanto, nos &uacute;ltimos 20 anos, a hist&oacute;ria natural da artropatia inflamat&oacute;ria do cotovelo tem vindo a modificar-se. Com a introdu&ccedil;&atilde;o de medicamentos biol&oacute;gicos para o tratamento da artrite reumatoide, a incid&ecirc;ncia de ATCs realizadas em doentes reumatoides parece estar em decl&iacute;nio. Jenkins et al<sup>9</sup> demonstraram uma diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de ATCs realizadas entre 1991 e 2008 e atribu&iacute;ram esse facto diretamente ao decl&iacute;nio das ATCs realizadas por artropatia inflamat&oacute;ria, secund&aacute;rio a uma melhor terap&ecirc;utica m&eacute;dica. Num estudo de revis&atilde;o recente, Fevang et al<sup>10</sup> mostraram uma redu&ccedil;&atilde;o absoluta para metade no n&uacute;mero de ATCs realizadas entre 1994 e 2006 devido a uma diminui&ccedil;&atilde;o na sua utiliza&ccedil;&atilde;o em doentes com artrite reumatoide, n&uacute;meros confirmados por outros autores<sup>13,14</sup>.</p>
    <p>Embora a preval&ecirc;ncia da ATC por artropatia inflamat&oacute;ria esteja a diminuir, o n&uacute;mero total de ATCs realizadas est&aacute; a aumentar &agrave; custa das causas traum&aacute;ticas e p&oacute;s-traum&aacute;ticas<sup>3,9,13,14</sup>. Gay et al<sup>14</sup> relataram um aumento significativo de ATCs realizadas por patologia traum&aacute;tica de 43% em 1997 para 69% em 2006, e uma diminui&ccedil;&atilde;o concomitante de artroplastias realizadas em doentes com artrite reumat&oacute;ide de 48% para 19%, respetivamente. Jenkins et al<sup>9</sup> tamb&eacute;m demonstraram um aumento na utiliza&ccedil;&atilde;o de ATCs para causas n&atilde;o inflamat&oacute;rias (artrose e trauma).</p>
    <p>Com o aumento do n&uacute;mero de ATCs realizadas, tem-se verificado um aumento proporcional no n&uacute;mero de cirurgias de revis&atilde;o. V&aacute;rios estudos demonstram que a patologia subjacente do cotovelo influencia o risco de revis&atilde;o. Gay et al<sup>14</sup> evidenciaram maior risco de revis&atilde;o no grupo da artrite reumat&oacute;ide em compara&ccedil;&atilde;o com todos os outros grupos, assim como Prkic et al<sup>12</sup>. Por outro lado, Fevang et al<sup>10</sup> relataram um maior risco de revis&atilde;o nos doentes operados devido a sequelas de fratura em compara&ccedil;&atilde;o com a artrite inflamat&oacute;ria. Achados semelhantes a este &uacute;ltimo est&atilde;o descritos por Sanchez-Sotelo<sup>8</sup>, Jenkins<sup>9</sup>, Triplet<sup>13</sup> e Voloshin et al<sup>15</sup>. Os melhores resultados observados no grupo da artrite reumat&oacute;ide podem dever-se a um menor n&iacute;vel de atividade destes doentes devido &agrave; natureza poliarticular da sua patologia, logo, a uma menor sobrecarga mec&acirc;nica da artroplastia e uma baixa taxa de desgaste e oste&oacute;lise<sup>8,10</sup>. A curto prazo, a infe&ccedil;&atilde;o &eacute; a principal causa de revis&atilde;o, enquanto a longo prazo, a principal causa &eacute; a oste&oacute;lise<sup>3,4,6,10 12,15</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muitas complica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o associadas &agrave; ATC, sendo as mais comuns a infe&ccedil;&atilde;o, oste&oacute;lise, instabilidade, luxa&ccedil;&atilde;o, desgaste do polietileno, insufici&ecirc;ncia tricipital, fraturas peri-prot&eacute;sicas, neuropatia cubital e calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas.</p>
    <p>Embora tenha vindo a diminuir ao longo das d&eacute;cadas, a taxa global de infe&ccedil;&atilde;o permanece elevada em compara&ccedil;&atilde;o com artroplastias de outras articula&ccedil;&otilde;es<sup>2,5,6,8,15,16,17,18,19</sup>. Isso pode ser devido a v&aacute;rias raz&otilde;es: o cotovelo &eacute; uma articula&ccedil;&atilde;o subcut&acirc;nea com uma fina cobertura de tecidos moles que fornece pouca prote&ccedil;&atilde;o contra a infe&ccedil;&atilde;o cont&iacute;gua derivada de deisc&ecirc;ncia dos tecidos, a fina camada de tecidos moles pode ser de m&aacute; qualidade devido a procedimentos cir&uacute;rgicos anteriores, e os doentes que necessitam de ATC encontram-se frequentemente imunocomprometidos devido a um processo inflamat&oacute;rio cr&oacute;nico e tratamento imunossupressor<sup>6,8,12,15,16</sup>.</p>
    <p>A artroplastia de ressec&ccedil;&atilde;o do cotovelo &eacute; um procedimento que deve ser considerado como &uacute;ltimo recurso no caso de infe&ccedil;&atilde;o refrat&aacute;ria ap&oacute;s ATC, embora a remo&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese n&atilde;o garanta a resolu&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o num &uacute;nico procedimento e, muitas vezes, sejam necess&aacute;rias cirurgias adicionais at&eacute; que a erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o ocorra<sup>20</sup>.</p>
    <p>Est&aacute; provado que, em doentes submetidos a ATC, o bem-estar geral, qualidade de vida e satisfa&ccedil;&atilde;o com o tratamento s&atilde;o, em m&eacute;dia, bons<sup>2</sup>.</p>
    <p>Os autores deste estudo retrospetivo pretenderam (1) descrever a casu&iacute;stica do Servi&ccedil;o e expor os resultados funcionais e radiogr&aacute;ficos das ATCs, e (2) comparar os resultados cl&iacute;nicos e complica&ccedil;&otilde;es com a literatura publicada.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estudo institucional retrospetivo de casos de ATC durante um per&iacute;odo de 10 anos (de 2006 a 2016).</p>
    <p>Utiliz&aacute;mos a nossa base de dados para identificar todos os doentes que foram submetidos a ATC, procedimento cir&uacute;rgico codificado pelo <em>International Classification of Disease, Ninth Edition</em> (ICD-9) como 81.84. Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o abrangeram os doentes que recusaram participa&ccedil;&atilde;o neste estudo ou cujo seguimento sequencial n&atilde;o foi poss&iacute;vel.</p>
    <p>Os dados demogr&aacute;ficos colhidos inclu&iacute;ram idade, g&eacute;nero, patologia prim&aacute;ria, tipo de ATC (prim&aacute;ria ou de revis&atilde;o), data da cirurgia prim&aacute;ria, lado cir&uacute;rgico, data e causa das reopera&ccedil;&otilde;es e&nbsp; microrganismos isolados nos casos de infe&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02t1.jpg">Tabela 1</a>). Os resultados cl&iacute;nicos compreenderam a amplitude de movimentos, resultados funcionais e complica&ccedil;&otilde;es. Todas as radiografias pr&eacute;-operat&oacute;rias, intraoperat&oacute;rias e p&oacute;s-operat&oacute;rias dispon&iacute;veis foram avaliadas.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02t1.jpg">Tabela 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Oste&oacute;lise foi considerada quando se verificou migra&ccedil;&atilde;o de um componente prot&eacute;sico ou radioluc&ecirc;ncia completa de pelo menos 2 mm em alguma localiza&ccedil;&atilde;o dos componentes. Contudo, dada a aus&ecirc;ncia de uma defini&ccedil;&atilde;o universal de oste&oacute;lise em termos radiogr&aacute;ficos, deve ser efetuada uma interpreta&ccedil;&atilde;o cautelosa. Nos casos em que se verificou objetivamente um grau acentuado de varo/valgo do cotovelo ou sintomas subjetivos de subluxa&ccedil;&atilde;o, a articula&ccedil;&atilde;o foi classificada como inst&aacute;vel.</p>
    <p>Os resultados funcionais foram avaliados atrav&eacute;s de dois question&aacute;rios: o <em>Mayo Elbow Performance&nbsp; Score</em> (MEPS) e o <em>Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand</em> (DASH). O MEPS &eacute; composto por 4 cap&iacute;tulos, com pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 100: dor (45 pontos), amplitude de movimento (20 pontos), estabilidade (10 pontos) e capacidade de execu&ccedil;&atilde;o de tarefas di&aacute;rias (25 pontos). O sistema de pontua&ccedil;&atilde;o DASH &eacute; um question&aacute;rio destinado a quantificar a fun&ccedil;&atilde;o e sintomas de pessoas com doen&ccedil;as m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas do membro superior, constitu&iacute;do por 30 quest&otilde;es pontuadas de 0 a 4 cada.</p>
    <p>Todos os doentes foram avaliados em consulta (20 doentes) ou pelo telefone (6 doentes).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Ao todo, foram realizadas 33 ATCs entre 2006 e 2016. Sete foram exclu&iacute;das com base nos crit&eacute;rios anteriormente mencionados e 25 doentes (26 ATCs) foram inclu&iacute;dos neste estudo. Dois doentes possu&iacute;am uma ATC realizada previamente a 2006 noutra institui&ccedil;&atilde;o, pelo que, a primeira cirurgia de revis&atilde;o realizada na nossa institui&ccedil;&atilde;o foi considerada como a pr&oacute;tese prim&aacute;ria.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vinte doentes (77% dos casos) eram mulheres e seis (23% dos casos) homens. A idade m&eacute;dia &agrave; data da ATC prim&aacute;ria foi de 56 anos (23-78 anos). Catorze (54%) foram realizadas no lado esquerdo e doze (46%) no lado direito.</p>
    <p>As indica&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias para ATC foram artrose prim&aacute;ria (29%), artrose secund&aacute;ria (63%), fratura distal do &uacute;mero (4%) e pseudartrose (4%). Da artrose secund&aacute;ria fizeram parte a artrite reumat&oacute;ide (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), osteog&eacute;nese imperfeita e artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica. As cirurgias de revis&atilde;o das duas ATCs realizadas previamente noutra institui&ccedil;&atilde;o foram devidas a fratura peri-prot&eacute;sica e oste&oacute;lise, respetivamente.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f1.jpg" width="389" height="226" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Ocorreram v&aacute;rias complica&ccedil;&otilde;es em 15 (58%) doentes, nomeadamente: infe&ccedil;&atilde;o (em 15% dos casos absolutos), oste&oacute;lise (12%), fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica (12%), instabilidade (12%), desgaste do polietileno (4%), neuropatia cubital (15%), insufici&ecirc;ncia tricipital (4%), calcifica&ccedil;&otilde;es (8%) e fraturas intraoperat&oacute;rias (8%) - <a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2 a 5</a>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f2.jpg" width="390" height="307" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f3.jpg" width="390" height="227" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f4.jpg" width="388" height="391" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f5.jpg" width="389" height="323" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um total de 15 reopera&ccedil;&otilde;es foram realizadas em 7 (27%) doentes: 3 cirurgias de revis&atilde;o, 4 artroplastias de resse&ccedil;&atilde;o e 8 desbridamentos cir&uacute;rgicos, 3 dos quais ap&oacute;s artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o. As causas de revis&atilde;o inclu&iacute;ram fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica em dois ter&ccedil;os dos casos e oste&oacute;lise num ter&ccedil;o. Todas as artroplastias de resse&ccedil;&atilde;o se deveram a infe&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Tr&ecirc;s doentes foram submetidos a 1 reopera&ccedil;&atilde;o (que correspondeu a uma cirurgia de revis&atilde;o); num doente foram realizadas 2 reopera&ccedil;&otilde;es (tendo sido efetuada uma artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o na primeira reopera&ccedil;&atilde;o); dois doentes foram submetidos a 3 reopera&ccedil;&otilde;es (em ambos a segunda reopera&ccedil;&atilde;o foi uma artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o); e num doente foram realizadas 4 reopera&ccedil;&otilde;es (tendo sido realizada uma artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o na &uacute;ltima).</p>
    <p>O tempo m&eacute;dio at&eacute; &agrave; primeira reopera&ccedil;&atilde;o foi de 282 dias (intervalo 16-1152 dias).</p>
    <p>Em todos os casos de infe&ccedil;&atilde;o se verificou reativa&ccedil;&atilde;o da mesma no decorrer do tempo. O agente isolado&nbsp;foi o <em>Staphylococcus aureus</em> em 67% dos casos, <em>Serratia marcescens</em> em 8% e nos restantes 25% dos casos n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar o agente.</p>
    <p>A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do MEPS foi 71 (m&iacute;nimo 5, m&aacute;ximo 100) e do DASH foi 60 (m&iacute;nimo 7, m&aacute;ximo 108). Quanto &agrave; amplitude de movimento (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>), o arco m&eacute;dio de extens&atilde;o foi de -42&deg; (m&iacute;nimo -120&deg;, m&aacute;ximo 0&deg;) e o arco m&eacute;dio de flex&atilde;o de 130&deg; (m&iacute;nimo 70&deg;, m&aacute;ximo 150&deg;).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a02f6.jpg" width="390" height="229" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A ATC &eacute; um procedimento desafiante para os cirurgi&otilde;es ortop&eacute;dicos.</p>
    <p>A literatura tem consistentemente demonstrado que &eacute; realizada mais frequentemente em mulheres do que em homens<sup>2,3,5,7,9,10,12,14,16,19,20</sup>, o que est&aacute; de acordo com os nossos resultados (77% vs 23%).</p>
    <p>A idade m&eacute;dia &agrave; data da cirurgia prim&aacute;ria varia entre a 6&ordf; d&eacute;cada de vida e o in&iacute;cio da 7&ordf; d&eacute;cada, dependendo dos autores<sup>2,7,9,10,12,16,19,20</sup>. Na nossa amostra o resultado foi semelhante (56 anos).</p>
    <p>Embora a artroplastia do cotovelo seja, por vezes, a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o para melhorar a dor e fun&ccedil;&atilde;o numa vasta s&eacute;rie de doentes, este procedimento ainda est&aacute; associado a complica&ccedil;&otilde;es que podem ser dif&iacute;ceis de resolver, incluindo infe&ccedil;&atilde;o, disfun&ccedil;&atilde;o do aparelho extensor, fraturas peri-prot&eacute;sicas, desgaste do polietileno, oste&oacute;lise, fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica e neuropatia cubital permanente<sup>4,6,8</sup>, que tamb&eacute;m verific&aacute;mos na nossa casu&iacute;stica.</p>
    <p>As taxas globais de complica&ccedil;&otilde;es variam de 14% a 80% com uma percentagem mediana de 33%<sup>18</sup>. Gschwend et al<sup>11</sup> relataram uma taxa de complica&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s ATC de 43%. Voloshin et al<sup>15</sup> encontraram uma redu&ccedil;&atilde;o substancial na taxa global de complica&ccedil;&otilde;es para 24,3 &plusmn; 5,8%, admitindo que os novos modelos prot&eacute;sicos e t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas aperfei&ccedil;oadas s&atilde;o provavelmente respons&aacute;veis por essa mudan&ccedil;a positiva. Num estudo recente<sup>6</sup>, os autores afirmaram que ocorreram complica&ccedil;&otilde;es em aproximadamente 16% das ATCs, das quais 13% necessitaram de tratamento cir&uacute;rgico adicional.</p>
    <p>A infe&ccedil;&atilde;o &eacute; a complica&ccedil;&atilde;o mais preocupante. Ocorre entre 1% e 9% dos doentes submetidos a ATC<sup>16,17,20</sup>. Na sua revis&atilde;o da literatura, Little et al<sup>18</sup> mostraram que esta tinha diminu&iacute;do para uma taxa constante de cerca de 4% ao longo das d&eacute;cadas. Estudos internacionais t&ecirc;m mostrado tend&ecirc;ncias semelhantes<sup>6,8,14,15</sup>. Na nossa s&eacute;rie a incid&ecirc;ncia de infe&ccedil;&atilde;o foi de 15%. N&atilde;o se sabe o motivo pelo qual obtivemos valores superiores, com a exce&ccedil;&atilde;o de que o pequeno tamanho da amostra possa ser menos representativo da popula&ccedil;&atilde;o em estudo.</p>
    <p>De acordo com a literatura publicada, o microrganismo mais frequentemente isolado &eacute; o <em>Staphylococcus aureus</em><sup>16,17,20</sup>, facto que tamb&eacute;m observ&aacute;mos na nossa casu&iacute;stica com uma percentagem de 67%.</p>
    <p>A incid&ecirc;ncia de outras complica&ccedil;&otilde;es major est&aacute; descrita na literatura como se segue: neuropatia cubital de 3% a 5%, 3% de insufici&ecirc;ncia tricipital, 5% a 7% de luxa&ccedil;&atilde;o, 15% de instabilidade, oste&oacute;lise entre 5% e 27%, 3% de desgaste do polietileno, 4% de fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica e 15% a 23% de fraturas peri-prot&eacute;sicas<sup>2,5,6,8,15,18,19</sup>. A nossa revis&atilde;o corrobora a maioria destes achados.</p>
    <p>A crescente utiliza&ccedil;&atilde;o da ATC, especialmente em doentes mais jovens com exig&ecirc;ncias funcionais elevadas, resultou num aumento substancial de cirurgias de revis&atilde;o. No presente estudo, obtivemos uma taxa de revis&atilde;o de 12%, semelhante &agrave;quelas descritas por Fevang<sup>10</sup>, Prkic<sup>12</sup>, Little<sup>18</sup> e Skytt&auml; et al<sup>17</sup>. Noutros estudos est&atilde;o descritas taxas de revis&atilde;o menores<sup>14</sup> ou maiores<sup>9,11,19</sup>. Uma das principais causas de revis&atilde;o ap&oacute;s artroplastia do cotovelo &eacute; a oste&oacute;lise<sup>4,6,7,12,15,18</sup>. A fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica foi a causa mais comum de revis&atilde;o no nosso estudo (dois ter&ccedil;os dos casos), seguida de oste&oacute;lise (um ter&ccedil;o).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com resultados id&ecirc;nticos aos de Zarkadas et al<sup>20</sup>, verific&aacute;mos que 33% das ATCs infetadas necessitaram de uma artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o para tratamento definitivo. A resse&ccedil;&atilde;o do cotovelo &eacute; um procedimento que deve ser considerado apenas como &uacute;ltimo recurso quando uma infe&ccedil;&atilde;o no local de uma ATC &eacute; refrat&aacute;ria ao tratamento m&eacute;dico e cir&uacute;rgico. Al&eacute;m da erradica&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o, a artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o do cotovelo promove uma melhoria significativa da dor, mas muitos doentes relatam elevados graus de incapacidade e m&aacute; capacidade funcional ap&oacute;s este procedimento. Como tal, verifica-se uma melhoria na pontua&ccedil;&atilde;o do MEPS, embora esta seja atribu&iacute;da, em grande parte, a uma melhoria do componente &aacute;lgico<sup>20</sup>. Na nossa s&eacute;rie, os doentes com artroplastia de resse&ccedil;&atilde;o obtiveram uma pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do MEPS e DASH de 58 e 71 pontos respetivamente, id&ecirc;nticos aos 60 e 71 pontos relatados por Zarkadas et al<sup>20</sup> no momento da avalia&ccedil;&atilde;o final.</p>
    <p>Apesar de tudo, a ATC tem-se mostrado muito bem-sucedida no que toca ao al&iacute;vio da dor e melhoria funcional com um bom arco de movimento<sup>4,5,8,13</sup>. Num estudo de seguimento m&eacute;dio de 4 anos<sup>6</sup>, os autores conclu&iacute;ram que a percentagem de doentes sem dor aumentou substancialmente. Al&eacute;m disso, a capacidade funcional melhorou notavelmente com uma melhoria significativa de todos os movimentos medidos exceto a extens&atilde;o do cotovelo. Apesar do d&eacute;fice de extens&atilde;o, o arco de flex&atilde;o-extens&atilde;o melhorou significativamente. No nosso estudo, os valores m&eacute;dios do arco de extens&atilde;o (-42&deg;) e flex&atilde;o (130&deg;) s&atilde;o equipar&aacute;veis aos obtidos por outros autores<sup>2,5</sup>.</p>
    <p>Viveen et al<sup>21</sup> observaram que, mesmo ap&oacute;s a cirurgia de revis&atilde;o, a satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes aumentou, bem como os resultados cl&iacute;nicos e funcionais: a estabilidade e a amplitude de movimento da articula&ccedil;&atilde;o do cotovelo melhoraram, a dor em repouso e durante atividade f&iacute;sica diminuiu e os resultados do MEPS foram bons ou excelentes.</p>
    <p>Num estudo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida ap&oacute;s ATC<sup>2</sup>, 82% dos doentes sentiam-se melhor ap&oacute;s a cirurgia e 87% referiram que, com o conhecimento atual do resultado, escolheriam a ATC outra vez, se se encontrassem em circunst&acirc;ncias semelhantes &agrave;s pr&eacute;-operat&oacute;rias. Os autores deste estudo observaram ainda que, apesar de se verificar alguma limita&ccedil;&atilde;o funcional ap&oacute;s a ATC, esse facto n&atilde;o afetou substancialmente a perce&ccedil;&atilde;o geral de sa&uacute;de e qualidade de vida.</p>
    <p>Acreditamos que os nossos resultados sejam semelhantes pois, embora n&atilde;o tenhamos os resultados pr&eacute;-operat&oacute;rios para se fazer a compara&ccedil;&atilde;o, aqueles obtidos ap&oacute;s a cirurgia demonstram um resultado satisfat&oacute;rio.</p>
    <p>Este estudo possui algumas limita&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, alguns doentes foram avaliados por telefone, o que poder&aacute; acarretar erros de medi&ccedil;&atilde;o sobretudo do arco de movimento. Al&eacute;m disso, n&atilde;o possu&iacute;mos os resultados dos question&aacute;rios MEPS e DASH pr&eacute;vios &agrave; cirurgia, pelo que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel efetuar a compara&ccedil;&atilde;o com os resultados atuais. Outra das limita&ccedil;&otilde;es prende-se com o facto da tipologia de ATC n&atilde;o ter sido a mesma, bem como a via de abordagem e o cirurgi&atilde;o. Por fim, a amostra estudada &eacute; pequena quando comparada com outros estudos, e o facto de se ter perdido o seguimento de 7 doentes pode ter influenciado os resultados.</p>
    <p>Mesmo assim, consideramos que o n&uacute;mero absoluto de casos ao longo destes 10 anos &eacute; razo&aacute;vel tendo em conta a nossa realidade nacional.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia total do cotovelo &eacute; uma cirurgia relativamente especializada que poucos cirurgi&otilde;es realizam com frequ&ecirc;ncia. &Eacute; um procedimento de substitui&ccedil;&atilde;o articular fidedigno que tem um alto grau de satisfa&ccedil;&atilde;o. A maioria dos doentes experiencia uma melhoria funcional substancial e al&iacute;vio significativo da dor, e muitos s&atilde;o capazes de retomar as atividades da vida di&aacute;ria. Por&eacute;m, este procedimento ainda est&aacute; associado a elevadas taxas de complica&ccedil;&otilde;es e, devido &agrave; sua crescente utiliza&ccedil;&atilde;o, as cirurgias de revis&atilde;o tornam-se verdadeiros desafios. A artroplastia de ressec&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o seja ideal, &eacute; um procedimento sensato que deve ser considerado quando todas as outras op&ccedil;&otilde;es falharam.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Martin S, Sanchez E. Anatomy and biomechanics of the elbow joint. Semin Musculoskelet Radiol. 2013 Nov; 17 (11): 429-436</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Angst F, John M, Pap G, Mannion AF, Herren DB, Flury M, et al. Comprehensive assessment of clinical outcome and quality of life after total elbow arthroplasty. Arthritis Rheum. 2005 Fev 15; 53 (1): 73-82</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Prkic A, van Bergen CJ, The B, Eygendaal D. Total elbow arthroplasty is moving forward: Review on past, present and future. World J Orthop. 2016 Jan 18; 7 (1): 44-49</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Banagan KE, Murthi AM, Murthi AM. Current concepts in total elbow arthroplasty. Curr Opin Orthop. 2016; 17: 335-339</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1321297&pid=S1646-2122201800030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Kumar S, Mahanta S. Primary total elbow arthroplasty. Indian J Orthop. 2013 Nov; 47 (6): 608-614</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Alizadehkhaiyat O, Al Mandhari A, Sinopidis C, Wood A, Frostick S. Total elbow arthroplasty: a prospective clinical outcome study of Discovery Elbow System with a 4-year mean follow-up. J Shoulder Elbow Surg. 2015 Jan; 24 (1): 52-59</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Skyttä ET, Eskelinen A, Paavolainen P, Ikävalko M, Remes V. Total elbow arthroplasty in rheumatoid  arthritis: a population-based study from the Finnish Arthroplasty Register. Acta Orthop. 2009 Aug; 80 (4): 472-477</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Sanchez-Sotelo J. Total elbow arthroplasty. Open Orthop J. 2011 Mar 16; 5: 115-123</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">9. Jenkins PJ, Watts AC, Norwood T, Duckworth AD, Rymaszewski LA, McEachan JE. Total elbow replacement: outcome of 1,146 arthroplasties from the Scottish Arthroplasty. Acta Orthop. 2013 Apr; 84 (2): 119-123</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Fevang BT, Lie SA, Havelin LI, Skredderstuen A, Furnes O. Results after 562 total elbow replacements: a report from the Norwegian Arthroplasty Register. J Shoulder Elbow Surg. 2009 May; 18 (3): 449-456</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Gschwend N, Simmen BR, Matejovsky Z. Late complications in elbow arthroplasty. J Shoulder Elbow Surg. 1996 Mar; 5: 86-96</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Prkic A, Welsink C, The B, Van Den Bekerom MP, Eygendaal D. Why does total elbow arthroplasty fail today? A systematic review of recent literature. Arch Orthop Trauma Surg. 2017 Jun; 137 (6): 761-769</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Triplet JJ, Kurowicki J, Momoh E, Law TY, Niedzielak T, Levy JC. Trends in total elbow arthroplasty in the Medicare population: a nationwide study of records from 2005 to 2012. J Shoulder Elbow Surg. 2016 Nov; 25 (11): 1848-1853</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Gay DM, Lyman S, Do H, Hotchkiss RN, Marx RG, Daluiski A. Indications and reoperation rates for total elbow arthroplasty: an analysis of trends in New York State. J Bone Joint Surg Am. 2012 Jan 18; 94 (2): 110-117</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Voloshin I, Schippert DW, Kakar S, Kaye EK, Morrey BF. Complications of total elbow replacement: a systematic review. J Shoulder Elbow Surg. 2011 Jan; 20 (1): 158-168</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Achermann Y, Vogt M, Spormann C, Kolling C, Remschmidt C, Wüst J, et al. Characteristics and outcome of 27 elbow periprosthetic joint infections: results from a 14-year cohort study of 358 elbow prostheses. Clin Microbiol Infect. 2011 Mar; 17 (3): 432-438</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Streubel PN, Simone JP, Morrey BF, Sanchez-Sotelo J, Morrey ME. Infection in total elbow arthroplasty with stable components: outcomes of a staged surgical protocolwith retention of the components. Bone Joint J. 2016 Jul; 98-B: 976-983</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Little CP, Graham AJ, Carr AJ. Total elbow arthroplasty: a systematic review of the literature in the English language until the end of 2003. J Bone Joint Surg Br. 2005 Apr; 87 (4): 437-444</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">19. Bai XS, Petscavage-Thomas JM, Ha AS. Total elbow arthroplasty: a radiographic outcome study. Skeletal Radiol. 2016 Jun; 45 (6): 789-794</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">20. Zarkadas PC, Cass B, Throckmorton T, Adams R, Sanchez-Sotelo J, Morrey BF. Long-term outcome of resection arthroplasty for the failed total elbow arthroplasty. J Bone Joint Surg Am. 2010 Nov 3; 92 (15): 2576-2582</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. Vivee J, Prkic A, Koenraadt KL, Kodde IF, The B, Eygendaal D. Clinical and radiographic outcome of revision surgery of total elbow prosthesis: midterm results in 19 cases. J Shoulder Elbow Surg. 2017 Apr; 26 (4): 716-722</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ana Sofia Lima    <br>Serviço de Ortopedia do CHLN, EPE - Hospital de Santa Maria    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Av. Prof. Egas Moniz    <br>1649-035 LISBOA    <br>Telefone: 21 780 50 00 / 96 708 77 20    <br><a href="mailto:asdc.lima@gmail.com">asdc.lima@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-09-23</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-05-22</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-06-29</font></p>     ]]></body><back>
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