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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE Hospital Pediátrico Serviço de Ortopedia Pediátrica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sports activities participation of kids and teenagers has become an important issue in current society concerning developing and growing. Teenagers submitted to correction surgery of idiopathic scoliosis are no exception to such rule, however the decision regarding their return to sports practice is multifactorial and should be individualized, based on the patters and degree of each curve, the number of fused levels and the distal fused level, the type of sports activity, among others. Currently there is no scientific evidence about the ideal time for patients submitted to correction surgery of idiopathic scoliosis to return to sports practice, so the decision should be adapted for each case. This paper presents a literature review about this subject after research at database Pubmed/Medline and english language original papers selection, our center guidelines and underlying rationale and suggests general recommendations based on the current scientific evidence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Escoliose idiopática do adolescente]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Escoliose idiopática do adolescente - Prática desportiva após cirurgia de correção</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Moura<sup>I</sup></b>; <b>Oliana Tarquini<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Sá Cardoso<sup>I</sup></b>; <b>Tah Pu Ling<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia Pediátrica, Hospital Pediátrico - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE. Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A participa&ccedil;&atilde;o em atividades desportivas por crian&ccedil;as e adolescentes tornou-se um aspeto importante na sociedade atual em termos do desenvolvimento e crescimento. Os adolescentes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica n&atilde;o fogem &agrave; regra, no entanto a decis&atilde;o acerca do seu regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva &eacute; multifatorial e deve ser individualizada tendo em conta os padr&otilde;es e graus de deformidade de cada curva, o n&uacute;mero de n&iacute;veis artrodesados e o n&iacute;vel mais distal de artrodese, o tipo de atividade desportiva a praticar, entre outros. Atualmente n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica acerca da altura ideal para os pacientes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica regressarem &agrave; pr&aacute;tica desportiva, sendo que a decis&atilde;o deve ser adaptada a cada paciente. Este artigo apresenta uma revis&atilde;o da literatura acerca deste tema ap&oacute;s pesquisa na base de dados <em>Pubmed/Medline</em> e sele&ccedil;&atilde;o dos artigos originais publicados em l&iacute;ngua inglesa, a posi&ccedil;&atilde;o do nosso centro e sua justifica&ccedil;&atilde;o e prop&otilde;e recomenda&ccedil;&otilde;es gerais com base na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica atual.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Escoliose idiopática do adolescente, coluna vertebral, desporto, cirurgia, artrodese, restrição. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Sports activities participation of kids and teenagers has become an important issue in current society concerning developing and growing. Teenagers submitted to correction surgery of idiopathic scoliosis are no exception to such rule, however the decision regarding their return to sports practice is multifactorial and should be individualized, based on the patters and degree of each curve, the number of fused levels and the distal fused level, the type of sports activity, among others. Currently there is no scientific evidence about the ideal time for patients submitted to correction surgery of idiopathic scoliosis to return to sports practice, so the decision should be adapted for each case. This paper presents a literature review about this subject after research at database Pubmed/Medline and english language original papers selection, our center guidelines and underlying rationale and suggests general recommendations based on the current scientific evidence.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Idiopathic adolescent scoliosis, spine, sports, surgery, fusion, restriction. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A anatomia segmentada da coluna vertebral permite que esta funcione como uma articula&ccedil;&atilde;o e que ao longo do dia apresente v&aacute;rias curvaturas de acordo com a posi&ccedil;&atilde;o solicitada. Na coluna normal, estas curvaturas s&atilde;o transit&oacute;rias e revers&iacute;veis, no entanto, quando se tornam persistentes passam a constituir deformidades, que podem ser funcionais ou estruturais<sup>1</sup>. As deformidades funcionais ou n&atilde;o estruturais s&atilde;o as mais frequentes e s&atilde;o flex&iacute;veis, corrigindo-se ap&oacute;s movimentos contr&aacute;rios. Por sua vez, as <strong>deformidades estruturais</strong> s&atilde;o altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas &oacute;sseas (acunhamento dos corpos vertebrais) e r&iacute;gidas (n&atilde;o pass&iacute;veis de corre&ccedil;&atilde;o com movimentos), sendo estas as que ser&atilde;o abordadas ao longo deste artigo<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>A maioria das deformidades da coluna vertebral t&ecirc;m causa desconhecida (idiop&aacute;tica) e s&atilde;o consideradas das doen&ccedil;as mais complexas do aparelho locomotor, tendo sido objeto de v&aacute;rias teorias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua origem. Atualmente aceita-se a sua etiologia multifatorial e a intera&ccedil;&atilde;o entre fatores ambientais (biomec&acirc;nicos, posturais, neuromusculares, traum&aacute;ticos, entre outros) e fatores gen&eacute;ticos (d&eacute;fice de melatonina, crescimento da medula, defeitos de proprioce&ccedil;&atilde;o, entre outros) na sua origem<sup>1,3-7</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <strong>escoliose</strong> &eacute; uma deformidade tridimensional definida por uma curvatura da coluna vertebral no plano frontal ou coronal com &acirc;ngulo Cobb superior a 10 graus, associada a rota&ccedil;&atilde;o dos corpos vertebrais<sup>8,9</sup>. A maioria das escolioses s&atilde;o curvaturas tor&aacute;cicas inferiores a 20 graus, convexas para a direita e de origem idiop&aacute;tica<sup>8,10</sup>. S&atilde;o deformidades tipicamente indolores encontradas ocasionalmente em exames f&iacute;sicos de rotina em crian&ccedil;as por volta dos 10 anos de idade, constitu&iacute;ndo o grupo da denomidada <strong>escoliose idiop&aacute;tica do adolescente</strong><sup>8</sup>. O grau e progress&atilde;o da curva de deformidade idiop&aacute;tica, bem como a idade fisiol&oacute;gica do paciente, s&atilde;o fatores importantes na escolha do <strong>tipo de tratamento</strong>. A maior parte das escolioses s&atilde;o ligeiras, devendo ser apenas vigiada a sua evolu&ccedil;&atilde;o. Isto est&aacute; indicado nas escolioses inferiores a 25 graus nos pacientes sem maturidade esquel&eacute;tica e nas inferiores a 40-50 graus nos com maturidade esquel&eacute;tica<sup>8</sup>. O tratamento com colete dorsolombostato e fisioterapia (com foco na flexibilidade da coluna vertebral e estabiliza&ccedil;&atilde;o central) est&aacute; indicado nos indiv&iacute;duos esqueleticamente imaturos com escolioses com curvas entre 25-30 e 45 graus ou com progress&atilde;o superior a 5 graus em intervalos de seis meses, sendo o seu objetivo, n&atilde;o o de corrigir a deformidade, mas de prevenir a sua progress&atilde;o na coluna em crescimento at&eacute; se atingir a maturidade esquel&eacute;tica<sup>8,11</sup>. Nas escolioses superiores a 45-50 graus, que correspondem a menos de 10% das escolioses idiop&aacute;ticas, poder&aacute; estar indicada interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, com manipula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel da deformidade, seguida de artrodese instrumentada<sup>8,12,13</sup>.</p>
    <p>Os objetivos gerais do tratamento cir&uacute;rgico das escolioses idiop&aacute;ticas pedi&aacute;tricas s&atilde;o corrigir e parar a progress&atilde;o da curva e procurar garantir uma coluna vertebral equilibrada est&aacute;vel e funcionalmente m&oacute;vel abaixo e acima dos segmentos artrodesados<sup>8</sup>. A cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica mais praticada atualmente consiste nos seguintes procedimentos efetuados por via posterior: facetectomias de modo a aumentar a mobilidade da coluna e aumentar superf&iacute;cie de artrodese, osteotomias de Ponte no &aacute;pex da curva para aumentar a mobilidade da coluna, manobras de desrota&ccedil;&atilde;o em bloco e segmento a segmento, <em>in-situ bending</em> e compress&atilde;o-distra&ccedil;&atilde;o para corre&ccedil;&atilde;o da deformidade e artrodese p&oacute;stero-lateral t&oacute;raco-lombar com parafusos pediculares para a sua estabiliza&ccedil;&atilde;o na posi&ccedil;&atilde;o pretendida, com ou sem ganchos e fitas sub-laminares como alternativa aos parafusos pediculares e com enxerto &oacute;sseo aut&oacute;logo. As osteotomias t&ecirc;m como objetivo tornar a coluna mais m&oacute;vel de modo a se conseguir corrigir de forma mais eficaz a sua deformidade atrav&eacute;s de manobras de desrota&ccedil;&atilde;o. Os procedimentos seguintes visam obter uma artrodese p&oacute;stero-lateral da coluna vertebral, isto &eacute;, uma fus&atilde;o &oacute;ssea inter-laminar, inter-facet&aacute;ria e inter-transvers&aacute;ria de modo a estabilizar a coluna vertebral em posi&ccedil;&atilde;o corrigida (<a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a05f1.jpg">Figura 1</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a05f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Prática desportiva após cirurgia de correção</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A participa&ccedil;&atilde;o em atividades desportivas por crian&ccedil;as e adolescentes tornou-se um aspeto importante na sociedade atual devido aos conhecidos benef&iacute;cios f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos e sociais do desporto em geral, sendo considerado algo importante em termos do desenvolvimento e crescimento. Os adolescentes&nbsp; submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica n&atilde;o fogem &agrave; regra, no entanto a decis&atilde;o acerca do seu regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva &eacute; multifatorial e deve ser individualizada tendo em conta os padr&otilde;es e graus de deformidade de cada curva, o n&uacute;mero de n&iacute;veis artrodesados e o n&iacute;vel mais distal de artrodese, o tipo de atividade desportiva a praticar (sem contacto f&iacute;sico, com contacto f&iacute;sico&nbsp; limitado ou de colis&atilde;o ou contacto f&iacute;sico permitido), entre outros<sup>8,14-20</sup>. Atualmente n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica acerca da altura ideal para os pacientes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente regressarem &agrave; pr&aacute;tica desportiva, sendo que a decis&atilde;o se tem baseado na filosofia de cada ortopedista<sup>7,14,21</sup>. Apesar da limitada literatura sobre o tema, trata-se de um t&oacute;pico muito importante na medida em que a maioria dos adolescentes operados v&atilde;o querer retomar as suas atividades desportivas e &eacute; necess&aacute;ria uma resposta segura para lhes oferecer, havendo sempre impl&iacute;cito o receio do risco de uma les&atilde;o neurol&oacute;gica grave por excesso de solicita&ccedil;&atilde;o sobre uma coluna vertebral instrumentada ainda sem artrodese consumada, receio muitas vezes partilhado pelo cirurgi&atilde;o, pelo adolescente, pelos pais e pelo treinador. Apesar da limitada evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, os ortopedistas devem estar preparados para dar uma resposta aos pacientes e aconselh&aacute;-los da melhor maneira quanto ao regresso seguro &agrave; atividade f&iacute;sica e aos riscos acrescidos de determinados tipos de desportos (sobretudo os de contacto e colis&atilde;o)<sup>18,19</sup>.Al&eacute;m disso, a proibi&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de desportos de colis&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio &eacute; importante at&eacute; na proposta inicial da cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose quando o paciente refere que pretende continuar a praticar desportos de colis&atilde;o ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Face a estas d&uacute;vidas os autores fizeram uma revis&atilde;o da literatura cient&iacute;fica atual acerca deste atrav&eacute;s de pesquisa na base de dados <em>Pubmed/Medline</em> e sele&ccedil;&atilde;o dos artigos originais publicados em l&iacute;ngua inglesa.</p>
    <p>Um estudo prospetivo em 77 pacientes com escoliose idiop&aacute;tica do adolescente submetidos a corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e artrodese estudou-os quanto ao regresso &agrave; atividade escolar e desportiva ao longo de 12.8 meses de seguimento m&eacute;dio<sup>22</sup>. Os ortopedistas deste estudo permitiram in&iacute;cio de desporto sem contacto entre as 6 e as 24 semanas e desporto com contacto f&iacute;sico apenas ap&oacute;s os 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio. A mediana do tempo de regresso &agrave; escola a tempo inteiro foi de 10 semanas, sendo que a maioria (77.3%) demorou 16 semanas a conseguir este regresso. As curvas escoli&oacute;ticas pr&eacute;-operat&oacute;rias superiores a 70&deg; (risco relativo=3.38; p=0.008), a perda p&oacute;s-operat&oacute;ria de peso corporal superior a 5Kg (risco relativo=3.02; p=0.012) e a incid&ecirc;ncia&nbsp; de complica&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias minor perioperat&oacute;rias (risco relativo=2.89; p=0.024) constitu&iacute;ram fatores preditores independentes de um regresso &agrave; escola mais tardio. Cerca de metade da amostra regressou a desportos de contacto aos 6 meses e 95.7% dos pacientes aos 18 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio praticavam desporto a um n&iacute;vel igual ou superior ao pr&eacute;-operat&oacute;rio. No final do tempo de seguimento apenas 3 pacientes n&atilde;o voltaram a praticar atividade f&iacute;sica sem restri&ccedil;&otilde;es devido a queixas de dor dorso-lombar. Neste estudo n&atilde;o se verificou qualquer complica&ccedil;&atilde;o na instrumenta&ccedil;&atilde;o relacionada com a pr&aacute;tica desportiva<sup>22</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, um question&aacute;rio efetuado a 23 ortopedistas membros do <em>Spinal Deformity Study Group</em> concluiu que a instrumenta&ccedil;&atilde;o com parafusos pediculares e a sua estabilidade mec&acirc;nica em adolescentes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica permite um regresso mais precoce dos pacientes a desportos sem e com contacto em compara&ccedil;&atilde;o com instrumenta&ccedil;&otilde;es h&iacute;bridas com parafusos pediculares e ganchos sub-laminares. Grande parte destes ortopedistas permitem o regresso &agrave; corrida aos 3 meses, a desportos sem e com contacto aos 6 meses e desportos de colis&atilde;o aos 12 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio<sup>14</sup>. Independentemente do tipo de instrumenta&ccedil;&atilde;o, 20% destes cirurgi&otilde;es nunca permitem pr&aacute;tica de desportos de colis&atilde;o nestes pacientes, no entanto todos&nbsp; permitem regresso a desportos com e sem contacto. Verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o entre um n&iacute;vel mais distal da &uacute;ltima v&eacute;rtebra instrumentada e mais ortopedistas proibirem a pr&aacute;tica de desportos de colis&atilde;o, correspondendo esta proibi&ccedil;&atilde;o a 33% para L4 como &uacute;ltimo n&iacute;vel em compara&ccedil;&atilde;o com apenas 12% para T12 e L1. Apesar disto, 35% dos inquiridos consideram que o n&iacute;vel distal de instrumenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem qualquer influ&ecirc;ncia no regresso ao desporto. De acordo com a experi&ecirc;ncia de todos os questionados, o que inclui um total de cerca de 10000 cirurgias a escoliose idiop&aacute;tica ao longo dos &uacute;ltimos 10 anos, foi reportado apenas um <em>pull-out</em> (perda de presa e migra&ccedil;&atilde;o) de um parafuso pedicular sem d&eacute;fice neurol&oacute;gico ap&oacute;s um paciente ter feito <em>snowboard</em> &agrave;s 2 semanas de p&oacute;s-operat&oacute;rio<sup>14</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um question&aacute;rio retrospetivo em 95 pacientes com tempo m&iacute;nimo de seguimento de 2 anos sobre a sua atividade f&iacute;sica ap&oacute;s cirurgia a escoliose idiop&aacute;tica obteve os seguintes resultados: aos 3 meses 77% regressaram &agrave; escola, 60% faziam inclina&ccedil;&otilde;es do tronco, 52% carregavam mochilas, 43% corriam e 37% iam ao gin&aacute;sio; aos 6 meses 54%&nbsp; regressaram a desportos sem contacto, 63% a desportos com contacto e 38% a desportos de colis&atilde;o<sup>21</sup>. Cerca de 80% e 54% da amostra regressou ao mesmo n&iacute;vel pr&eacute;-operat&oacute;rio de pr&aacute;tica desportiva de contacto e sem contacto, respetivamente. O &iacute;ndice de massa corporal mais elevado foi um fator de risco significativo para regresso tardio (definido como superior a 3 meses) &agrave; escola e &agrave; atividade de gin&aacute;sio, enquanto a artrodese abaixo de L2 e uma idade mais precoce foram fatores de risco significativos para regresso tardio (&gt;3meses) &agrave;s inclina&ccedil;&otilde;es do tronco, corrida e carregar a mochila (p&lt;0.05). Os pacientes com &acirc;ngulo Cobb pr&eacute;-operat&oacute;rio superior a 70&deg; apresentaram atraso no regresso &agrave; escola e no in&iacute;cio das inclina&ccedil;&otilde;es do tronco em compara&ccedil;&atilde;o com os restantes (p=0.019). Neste estudo n&atilde;o se verificou qualquer perda de corre&ccedil;&atilde;o, fal&ecirc;ncia dos implantes ou complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com atividade f&iacute;sica<sup>21</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, um estudo retrospetivo procurou identificar quais os fatores preditores do regresso &agrave; atividade f&iacute;sica ap&oacute;s cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica<sup>7</sup>. Ap&oacute;s an&aacute;lise de 42 adolescentes e tempo m&eacute;dio de seguimento de 5.5 anos verificaram que 59.5% da amostra tinha regressado &agrave; pr&aacute;tica desportiva em n&iacute;vel igual ou superior ao pr&eacute;operat&oacute;rio num tempo m&eacute;dio de regresso de 7.4 meses, sendo que foi permitido a todos iniciar desporto aos 4 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio se n&atilde;o tivessem qualquer dor e qualquer problema com a instrumenta&ccedil;&atilde;o e a corre&ccedil;&atilde;o da curva. Os motivos mais frequentes referidos para diminui&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel de pr&aacute;tica desportiva foram a perda de flexibilidade do tronco (47%) e dor dorso-lombar (23.5%), sendo que os desportos em que mais diminui o n&uacute;mero de praticantes no p&oacute;s-operat&oacute;rio foram a gin&aacute;stica, o <em>cheerleading</em> e o ballet, atividades que exigem elevada flexibilidade do tronco. Foi identificada uma associa&ccedil;&atilde;o entre 3 vari&aacute;veis independentes e o regresso &agrave; atividade f&iacute;sica: o n&iacute;vel distal de artrodese (<em>odds ratio</em> = 0.633, p=0.039), o tipo de curva de Lenke (Cochrane-Armitage Trend Test, p=0.0176) e o score SRS-22 final (<em>Scoliosis Research Society</em>) (p&lt;0.001). O regresso &agrave; atividade desportiva foi significativamente menor &agrave; medida que se foi avan&ccedil;ado distalmente no n&iacute;vel inferior de artrodese de T11 para L4, sendo que os pacientes apresentavam 36.7% menos hip&oacute;teses de regressar a um n&iacute;vel igual ou superior de atividade desportiva em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&eacute;-operat&oacute;rio por cada n&iacute;vel distal adicionalmente submetido a artrodese. Isto foi confirmado ao tamb&eacute;m se verificar que um n&iacute;vel mais elevado na classifica&ccedil;&atilde;o de Lenke &eacute; tamb&eacute;m preditivo de menor regresso &agrave; atividade f&iacute;sica, na medida em que m&uacute;ltiplas curvas major ou uma curva lombar major estrutural, caracter&iacute;sticas das curvas tipo 3 a 6 de Lenke, t&ecirc;m indica&ccedil;&atilde;o para um n&iacute;vel de artrodese mais distal. Por sua vez as curvas tipo 1 e 2 de Lenke, curvas major tor&aacute;cicas, t&ecirc;m &iacute;ndices mais elevados de regresso a n&iacute;vel desportivo igual ou superior em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&eacute;-operat&oacute;rio. Al&eacute;m disso, neste estudo n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas no regresso ao desporto quanto ao n&iacute;vel proximal de artrodese e ao n&uacute;mero de segmentos vertebrais. &Agrave; semelhan&ccedil;a de estudos pr&eacute;vios tamb&eacute;m n&atilde;o foram identificadas complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com regresso ao desporto nesta amostra<sup>7</sup>.</p>
    <p>Tamb&eacute;m um estudo a longo prazo com seguimento m&eacute;dio de 22 anos identificou que o &acirc;ngulo Cobb pr&eacute;-operat&oacute;rio da escoliose idiop&aacute;tica apresentava correla&ccedil;&atilde;o significativa com menor atividade desportiva no p&oacute;s-operat&oacute;rio (p &lt; 0.03)<sup>23</sup>. Al&eacute;m disso, neste estudo a extens&atilde;o da fus&atilde;o vertebral (n&uacute;mero de segmentos artrodesados) n&atilde;o demonstrou efeito significativo sobre a atividade desportiva destes pacientes e os pacientes operados n&atilde;o tiveram diferen&ccedil;as significativas nos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica em compara&ccedil;&atilde;o com os tratados com dorsolombostato. Apesar disto ambos estes grupos de pacientes tratados a escoliose apresentaram n&iacute;vel de pr&aacute;tica desportiva inferior aos controlos saud&aacute;veis com a mesma idade<sup>23</sup>.</p>
    <p>Por sua vez, um estudo alem&atilde;o considera que a curva residual e o n&iacute;vel mais distal de artrodese da coluna s&atilde;o essenciais para determinar a seguran&ccedil;a da pr&aacute;tica desportiva nos pacientes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica. Estes autores recomendam que se o paciente tiver menos de tr&ecirc;s v&eacute;rtebras lombares livres de instrumenta&ccedil;&atilde;o, os desportos com cargas axiais e rotacionais devem ser evitados de modo a evitar fal&ecirc;ncias da instrumenta&ccedil;&atilde;o<sup>24,25</sup>.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conduta adotada pelos autores</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Tal como j&aacute; descrito, a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica do adolescente n&atilde;o s&oacute; corrige a deformidade como tamb&eacute;m tem como objetivo promover a artrodese p&oacute;stero-lateral da coluna em posi&ccedil;&atilde;o corrigida. A instrumenta&ccedil;&atilde;o com parafusos pediculares ou como alternativa ganchos e fitas sub-laminares e a aplica&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo favorecem a artrodese, no entanto o processo de fus&atilde;o &oacute;ssea demora algum tempo, a maioria entre 6 meses a 1-2 anos at&eacute; se obter uma massa &oacute;ssea s&oacute;lida est&aacute;vel<sup>25</sup>. A postura atual do nosso centro &eacute; de restringir a atividade do adolescente at&eacute; se obter a artrodese pretendida, na medida em que apenas a&iacute; se tem seguran&ccedil;a de que a coluna vertebral est&aacute; est&aacute;vel na posi&ccedil;&atilde;o corrigida. Antes de obtida a artrodese, a estabilidade est&aacute; dependente da instrumenta&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o da fus&atilde;o &oacute;ssea entre os segmentos vertebrais, podendo haver riscos acrescidos de fal&ecirc;ncia do material e de perda da corre&ccedil;&atilde;o conseguida. Tendo em conta esta filosofia e mesmo verificando os bons resultados no regresso mais precoce &agrave; atividade f&iacute;sica relatados na literatura e complica&ccedil;&otilde;es major associadas a eventuais traumatismos, os autores n&atilde;o recomendam qualquer pr&aacute;tica desportiva aos pacientes submetidos a cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o da escoliose idiop&aacute;tica durante os primeiros 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, na medida em que de acordo com os tempos habituais da artrodese, esta ainda n&atilde;o se encontra consumada. Por sua vez, entre os 6 meses e 1 ano de p&oacute;s-operat&oacute;rio, j&aacute; com mais seguran&ccedil;a da artrodese consumada, recomendamos in&iacute;cio de pr&aacute;tica desportiva a n&iacute;vel recreativo sem e com contacto. N&atilde;o aconselhamos a estes pacientes desportos de colis&atilde;o e desportos que exijam que exijam grandes amplitudes de movimentos da coluna vertebral devido aos seus riscos mais elevados de traumatismos e de fal&ecirc;ncia da instrumenta&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em suma, a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica atual acerca do regresso &agrave; atividade desportiva ap&oacute;s cirurgia de corre&ccedil;&atilde;o de escoliose idiop&aacute;tica &eacute; limitada e baseada sobretudo na opini&atilde;o de peritos e consensos, sendo que os estudos existentes s&atilde;o na sua maioria retrospetivos e apresentam v&aacute;rios potenciais vieses. A estabilidade e seguran&ccedil;a da instrumenta&ccedil;&atilde;o pedicular atual, o reduzido n&iacute;vel de complica&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; atividade f&iacute;sica no p&oacute;s-operat&oacute;rio e a experi&ecirc;ncia dos ortopedistas dedicados a esta &aacute;rea sugere um regresso seguro cada vez mais precoce &agrave; pr&aacute;tica desportiva<sup>7,14,21,26-30</sup>. De forma gen&eacute;rica, alguns ortopedistas permitem desportos sem contacto entre os 3 e os 6 meses e de contacto e colis&atilde;o por volta dos 6 e 12 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, enquanto outros sugerem evitar desportos de contacto durante 6 meses a 1 ano, altura em que existe mais confian&ccedil;a acerca da artrodese consumada, e n&atilde;o recomendam qualquer desporto de colis&atilde;o no resto da vida destes pacientes<sup>17,21,31</sup>. O tipo e grau de curva escoli&oacute;tica e um n&iacute;vel mais distal de artrodese surgem como os fatores preditivos mais frequentes para um menor regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva no p&oacute;s-operat&oacute;rio. Al&eacute;m disso, alguns autores sugerem que os pacientes submetidos a artrodese da coluna por escoliose idiop&aacute;tica devem evitar desportos que exijam flexibilidade elevada do tronco e aqueles com n&iacute;veis lombares baixos artrodesados devem evitar desportos com cargas axiais e rotacionais, de modo a evitar potenciais fal&ecirc;ncias da instrumenta&ccedil;&atilde;o. A decis&atilde;o acerca do seu regresso &agrave; pr&aacute;tica desportiva &eacute; multifatorial e deve ser individualizada para cada paciente. Por sua vez, a decis&atilde;o de praticar determinado desporto de risco deve ser do paciente e pais, ap&oacute;s pondera&ccedil;&atilde;o entre riscos e benef&iacute;cios na posse de toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria fornecida pelo ortopedista, sobretudo acerca dos riscos teoricamente associados a essa atividade f&iacute;sica espec&iacute;fica. Estes pacientes devem ter um controlo cl&iacute;nico-radiol&oacute;gico ass&iacute;duo, de modo a detetar e intervir precocemente nas complica&ccedil;&otilde;es que possam surgir.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<br>Coimbra, EPE    <br>Avenida Afonso Romão    <br>3000-602 Coimbra    <br><a href="mailto:dflmoura@gmail.com">dflmoura@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-05-27</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-06-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-06-26</font></p>     ]]></body><back>
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