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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fixação percutânea da fractura da glenóide com apoio artroscópico, em disrupção tripla do complexo suspensor superior do ombro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The superior shoulder suspensory complex is a ring composed of bony and ligamentous structures, which allows a stable relationship between the upper limb and the axial skeleton. There is a multiplicity of combinations of structures involved in their disruptions. When isolated, lesions of the superior shoulder suspensory complex are generally minimally displaced and can be treated conservatively; however, when a disruption is present at two or more points, its integrity and stability are compromised. In double disruptions, the surgical treatment consists of the reduction and stabilization of at least one of the lesions, and in the triples of at least two. The authors present the case of a patient with a rare glenoid fracture - Ideberg type III - associated with a fracture of the scapula spine and an acromioclavicular dislocation, which occurred after a motorcycle accident. Triple disruptions involving fractures of the scapula spine - as the case we present - are the rarest, with only 3 cases published in the literature. The diagnosis of this lesion was made using conventional radiography and computerized tomography with three-dimensional reconstruction. Treatment consisted of percutaneous glenoid fracture osteosynthesis with cannulated screws, with arthroscopic support, and osteosynthesis of the fracture of the scapula spine with reconstruction plate.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fixação percutânea da fractura da glenóide com apoio artroscópico, em disrupção tripla do complexo suspensor superior do ombro</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Pedro Martins Branco<sup>I</sup></b>; <b>Tiago Paiva Marques<sup>II</sup></b>; <b>Luís Pires<sup>III</sup></b>; <b>Raúl Alonso<sup>III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia, Hospital Beatriz Ângelo, Loures. Loures.<br />II. Centro Hospitalar do Oeste.<br />III. Serviço de Ortopedia, Hospital Distrital de Santarém.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O complexo suspensor superior do ombro &eacute; um anel constitu&iacute;do por estruturas &oacute;sseas e ligamentares, que permite uma rela&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel entre o membro superior e o esqueleto axial. Existe uma multiplicidade de combina&ccedil;&otilde;es de estruturas envolvidas nas suas disrup&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Quando isoladas, as les&otilde;es do complexo suspensor superior do ombro s&atilde;o geralmente minimamente descoaptadas e podem ser tratadas de forma conservadora; contudo, quando est&aacute; presente uma disrup&ccedil;&atilde;o em dois ou mais pontos, a sua integridade e estabilidade ficam comprometidas. Nas disrup&ccedil;&otilde;es duplas, o tratamento cir&uacute;rgico consiste na redu&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o de pelo menos uma das les&otilde;es, e nas triplas de pelo menos duas.</p>     <p>Os autores apresentam o caso cl&iacute;nico de um doente com uma fractura rara da glen&oacute;ide - <em>Ideberg</em> tipo III - associada a uma fractura da espinha da esc&aacute;pula e a uma luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular, ocorrido ap&oacute;s um acidente de motociclo. Disrup&ccedil;&otilde;es triplas envolvendo fracturas da espinha da esc&aacute;pula - como o caso que apresentamos - s&atilde;o as mais raras, havendo apenas 3 casos publicados na literatura. O diagn&oacute;stico desta les&atilde;o foi feito com radiografia convencional e tomografia computorizada com reconstru&ccedil;&atilde;o tridimensional. O tratamento consistiu em osteoss&iacute;ntese da fractura da glen&oacute;ide de forma percut&acirc;nea com parafusos canulados, com apoio artrosc&oacute;pico, e osteoss&iacute;ntese da fractura da espinha da esc&aacute;pula com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: escápula, fixação de fractura, lesões do ombro, ombro, fracturas do ombro, articulação acromioclavicular, artroscopia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The superior shoulder suspensory complex is a ring composed of bony and ligamentous structures, which allows a stable relationship between the upper limb and the axial skeleton. There is a multiplicity of combinations of structures involved in their disruptions.</p>     <p>When isolated, lesions of the superior shoulder suspensory complex are generally minimally displaced and can be treated conservatively; however, when a disruption is present at two or more points, its integrity and stability are compromised. In double disruptions, the surgical treatment consists of the reduction and stabilization of at least one of the lesions, and in the triples of at least two.</p>     <p>The authors present the case of a patient with a rare glenoid fracture - Ideberg type III - associated with a fracture of the scapula spine and an acromioclavicular dislocation, which occurred after a motorcycle accident. Triple disruptions involving fractures of the scapula spine - as the case we present - are the rarest, with only 3 cases published in the literature. The diagnosis of this lesion was made using conventional radiography and computerized tomography with three-dimensional reconstruction. Treatment consisted of percutaneous glenoid fracture osteosynthesis with cannulated screws, with arthroscopic support, and osteosynthesis of the fracture of the scapula spine with reconstruction plate.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: scapulae, fracture fixation, shoulder injuries, shoulder, shoulder fractures, acromioclavicular joint, arthroscopy. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O complexo suspensor superior do ombro - CSSO - &eacute; um anel constitu&iacute;do por estruturas &oacute;sseas e ligamentares<sup>1</sup>, cuja fun&ccedil;&atilde;o &eacute; unir o membro superior ao esqueleto axial<sup>2</sup>.</p>
    <p>Disrup&ccedil;&otilde;es simples deste anel s&atilde;o comuns e n&atilde;o interferem com a sua integridade estrutural<sup>2</sup>.</p>
    <p>Disrup&ccedil;&otilde;es de dois ou mais elementos traduzem uma instabilidade do complexo. Disrup&ccedil;&otilde;es triplas s&atilde;o extremamente raras<sup>2,3</sup>, havendo poucos casos descritos na literatura<sup>4</sup>. Tratando-se de uma condi&ccedil;&atilde;o pouco comum, cuja literatura consiste apenas em relatos de casos cl&iacute;nicos e estudos retrospectivos com pequenas amostras, n&atilde;o existe um algoritmo terap&ecirc;utico estabelecido para a abordagem a este tipo de les&atilde;o.</p>
    <p>Os autores apresentam o caso cl&iacute;nico de um doente com uma fractura rara da glen&oacute;ide - <em>Ideberg</em> tipo III - associada a uma fractura da espinha da esc&aacute;pula e a uma luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular, ocorrido ap&oacute;s um acidente de motociclo. O diagn&oacute;stico desta disrup&ccedil;&atilde;o tripla do CSSO foi feito com radiografia convencional e tomografia computorizada com reconstru&ccedil;&atilde;o tridimensional. O tratamento consistiu em osteoss&iacute;ntese da fractura da glen&oacute;ide de forma percut&acirc;nea com parafusos canulados, com apoio artrosc&oacute;pico, e osteoss&iacute;ntese da fractura da espinha da esc&aacute;pula com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RELATO DE CASO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Um indiv&iacute;duo do g&eacute;nero masculino, de 30 anos, sem antecedentes pessoais de relevo, dextro, foi admitido no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia no contexto de acidente de motociclo, do qual decorreu um traumatismo directo do ombro direito.</p>
    <p>&Agrave; admiss&atilde;o referia dor intensa e tumefa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o superior do ombro direito, assim como dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o acromioclavicular. N&atilde;o apresentava qualquer outra sintomatologia associada. Foi realizado um exame neurovascular detalhado do membro superior direito, que n&atilde;o revelou altera&ccedil;&otilde;es. Apresentava contudo limita&ccedil;&atilde;o importante no arco de mobilidade do ombro. N&atilde;o apresentava les&otilde;es cut&acirc;neas significativas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica com radiografia convencional (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) que revelou uma fractura descoaptada da glen&oacute;ide, transversal, deslocada medial e superiormente, com um fragmento superior que inclu&iacute;a a ap&oacute;fise corac&oacute;ide - tipo III de <em>Ideberg</em><sup>5</sup> -, uma fractura da espinha da esc&aacute;pula, transversal ao maior eixo da mesma, e ligeiramente medial ao &acirc;ngulo p&oacute;stero-lateral do acr&oacute;mio - tipo II de <em>Kuhn</em> - e uma luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular grau III de <em>Rockwood</em>. Os ligamentos coracoclaviculares encontravam-se aparentemente &iacute;ntegros, sendo respons&aacute;veis pela descoapta&ccedil;&atilde;o da fractura da glen&oacute;ide. Esta associa&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es traduz uma disrup&ccedil;&atilde;o tripla do CSSO. Para melhor compreens&atilde;o do padr&atilde;o das fracturas, foi realizada uma tomografia computorizada com reconstru&ccedil;&atilde;o tridimensional (<a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f1.jpg" width="389" height="586" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Mais se acrescenta que o doente n&atilde;o apresentava qualquer outra les&atilde;o associada, diagnosticada cl&iacute;nica ou imagiologicamente.</p>
    <p>Posto o referido quadro, foi colocada a indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, que foi realizada 7 dias ap&oacute;s o evento traum&aacute;tico.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente foi submetido a anestesia geral, e posicionado em cadeira de praia.</p>
    <p>Foi feita a artroscopia do ombro, que confirmou o diagn&oacute;stico de fractura articular da glen&oacute;ide (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). Foi inserido um fio de <em>Kirschner</em> 2.0mm no fragmento principal, atrav&eacute;s do portal anterior, que se utilizou como <em>joystick</em>, para mobilizar e reduzir anatomicamente a fractura. Aplicaram-se 2 fios de <em>Kirschner</em> 1.2mm no osso subcondral, perpendiculares ao tra&ccedil;o de fractura, e 2 parafusos canulados de rosca curta 5.0mm (<em>AO Synthes</em>) ao longo destes &uacute;ltimos fios. A estabilidade da osteoss&iacute;ntese foi confirmada atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o da clav&iacute;cula. A artroscopia permitiu confirmar a redu&ccedil;&atilde;o da fractura, a aus&ecirc;ncia de les&otilde;es associadas como altera&ccedil;&otilde;es da cartilagem, ruptura dos ligamentos glenoumerais e da coifa dos rotadores, ou les&atilde;o de <em>Bankart</em>.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f3.jpg" width="390" height="251" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>De seguida foi feita uma abordagem longitudinal sobre a espinha da esc&aacute;pula, com extens&atilde;o lateral ao acr&oacute;mio. A espinha da esc&aacute;pula foi reduzida, e a sua osteoss&iacute;ntese feita com uma placa de reconstru&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-moldada 3.5mm de 6 orif&iacute;cios (<em>AO Synthes</em>) (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f4.jpg" width="390" height="350" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Ao longo dos procedimentos foi utilizada fluoroscopia para verificar a redu&ccedil;&atilde;o das fracturas, a posi&ccedil;&atilde;o dos fios de <em>Kirschner</em> e dos parafusos, e o comprimento dos mesmos.</p>
    <p>Foram reparadas duas das tr&ecirc;s les&otilde;es do CSSO, admitindo-se que a luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular ficaria est&aacute;vel.</p>
    <p>O procedimento teve a dura&ccedil;&atilde;o de 135 minutos, havendo uma perda hem&aacute;tica estimada de 150 mL. No dia seguinte &agrave; cirurgia foi realizada nova avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica do ombro direito com radiografia convencional, de forma a comprovar a adequada osteoss&iacute;ntese das fracturas. O internamento decorreu sem intercorr&ecirc;ncias, tendo o doente alta hospitalar no dia seguinte &agrave; interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.</p>
    <p>Ap&oacute;s a cirurgia, foi aplicada uma suspens&atilde;o braquial em adu&ccedil;&atilde;o durante 3 semanas. O doente iniciou movimentos pendulares do membro superior direito 2 dias ap&oacute;s a cirurgia, e exerc&iacute;cios de mobiliza&ccedil;&atilde;o activa assistida &agrave;s 3 semanas de p&oacute;s-operat&oacute;rio. Seis semanas ap&oacute;s a cirurgia foi permitida a mobiliza&ccedil;&atilde;o completa do ombro direito. Aos 3 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio o doente iniciou exerc&iacute;cios de fortalecimento, com pesos entre 1,5Kg e 3Kg. Aos 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio foram permitidos desportos de elevado impacto.</p>
    <p>Foi realizada avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e imagiol&oacute;gica com regularidade no p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>
    <p>Na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o realizada - 2 anos de <em>followup</em> - o doente apresentava-se praticamente assintom&aacute;tico, referindo apenas desconforto no ombro direito aquando de esfor&ccedil;os mais exigentes (VAS m&aacute;ximo 1). N&atilde;o estavam presentes altera&ccedil;&otilde;es neurocirculat&oacute;rias perif&eacute;ricas, sinais ou sintomas de conflito subacromial ou discin&eacute;sia escapular.</p>
    <p>Apresentava: 180&ordm; na antepuls&atilde;o, 180&ordm; na abdu&ccedil;&atilde;o e 30&ordm; na rota&ccedil;&atilde;o externa (amplitudes sobrepon&iacute;veis ao lado contralateral), e T7 na rota&ccedil;&atilde;o interna (vs. T3 no lado contralateral) (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f5.jpg" width="391" height="315" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Apresentava apar&ecirc;ncia normal e sim&eacute;trica das cinturas escapulares. N&atilde;o era evidente atrofia muscular. Apresentava for&ccedil;a de 14,89Kg na abdu&ccedil;&atilde;o, 21,28Kg na antepuls&atilde;o e 9,04Kg na rota&ccedil;&atilde;o externa do ombro direito, o que se traduz numa perda de 10,08% da for&ccedil;a global em compara&ccedil;&atilde;o com o lado contralateral.</p>
    <p>Dos <em>scores</em> realizados salienta-se: <em>Constant Score</em> 90, <em>DASH Score</em> 5,8, <em>ULCA Score</em> 33, e <em>ASES</em> 95, o que revela um resultado excelente no ponto de vista dos autores.</p>
    <p>Foi evidente a consolida&ccedil;&atilde;o de ambas as fracturas &agrave; 6&ordf; semana de <em>followup</em>. Na avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica aos 2 anos de <em>followup</em>, as les&otilde;es tratadas cirurgicamente encontravam-se estabilizadas, estando presente uma luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular grau II de <em>Rockwood</em>. A superf&iacute;cie articular da glen&oacute;ide apresentava-se regular (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a10f6.jpg" width="390" height="275" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>N&atilde;o se registaram intercorr&ecirc;ncias ou complica&ccedil;&otilde;es durante o <em>followup</em>. Foi obtido um alinhamento e estabilidade adequados do CSSO, sem necessidade de outras interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente retomou as suas actividades de vida di&aacute;rias 3 meses ap&oacute;s a cirurgia, e voltou ao trabalho ap&oacute;s 1 ano, sem qualquer limita&ccedil;&atilde;o ou necessidade de reajuste nas tarefas habituais. O doente encontrava-se muito satisfeito com o resultado final, referindo uma &oacute;ptima qualidade de vida.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O complexo suspensor superior do ombro - descrito por Goss em 1993<sup>6</sup> - &eacute; um anel constitu&iacute;do por estruturas &oacute;sseas e ligamentares, que permite uma rela&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel entre o membro superior e o esqueleto axial<sup>1,3,7</sup>. &Eacute; constitu&iacute;do pela glen&oacute;ide, corac&oacute;ide, extremidade distal da clav&iacute;cula, acr&oacute;mio, ligamentos coracoclaviculares, ligamento coracoacromial e ligamento acromioclavicular<sup>1</sup>. Quando existe uma ruptura do CSSO, a tens&atilde;o local dos m&uacute;sculos associada ao peso do pr&oacute;prio membro, faz com que este se desloque em dire&ccedil;&atilde;o anterior, inferior e medial. Esta altera&ccedil;&atilde;o tridimensional leva a que se alterem as rela&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da cintura escapular, conduzindo a um desequil&iacute;brio da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral<sup>7</sup>.</p>
    <p>Existe uma multiplicidade de combina&ccedil;&otilde;es de estruturas envolvidas nas disrup&ccedil;&otilde;es do CSSO<sup>6</sup>, sendo as estruturas mais frequentemente envolvidas a corac&oacute;ide (70,73%), o acr&oacute;mio (56,10%), a clav&iacute;cula (56,10%) e a articula&ccedil;&atilde;o acromioclavicular (56,10%). Disrup&ccedil;&otilde;es triplas envolvendo fracturas da espinha da esc&aacute;pula - como o caso que apresentamos - s&atilde;o as mais raras (4,88%), havendo apenas 3 casos publicados na literatura<sup>2</sup>.</p>
    <p>S&atilde;o comuns os erros na literatura aquando da atribui&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de disrup&ccedil;&atilde;o do CSSO a associa&ccedil;&otilde;es de fracturas, como &eacute; o caso das fracturas diafis&aacute;rias da clav&iacute;cula ou do corpo da esc&aacute;pula<sup>2</sup>. Da mesma forma, a maioria das fracturas articulares da glen&oacute;ide n&atilde;o causa disrup&ccedil;&atilde;o do CSSO. As &uacute;nicas que levam a esta altera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as tipo III de <em>Ideberg</em> - como o caso do nosso doente - e suas variantes<sup>8</sup>.</p>
    <p>As disrup&ccedil;&otilde;es do CSSO ocorrem geralmente em indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino, na quarta d&eacute;cada de vida<sup>4</sup>, no contexto de trauma de elevada energia. Est&atilde;o geralmente associadas a outras les&otilde;es<sup>1</sup> - 87% dos casos<sup>2</sup>.</p>
    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o das disrup&ccedil;&otilde;es triplas do CSSO &eacute; dif&iacute;cil utilizando apenas um &uacute;nico sistema. O caso que apresentamos tinha uma luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular grau III de <em>Rockwood</em>, uma fractura da glen&oacute;ide tipo III de <em>Ideberg</em>, e uma fractura da espinha da esc&aacute;pula tipo II de <em>Kuhn</em>.</p>
    <p>Quando isoladas, as les&otilde;es do CSSO s&atilde;o geralmente minimamente descoaptadas<sup>3</sup> e podem ser tratadas de forma conservadora<sup>1-3</sup>, uma vez que n&atilde;o alteram a estabilidade do anel. Contudo, quando est&aacute; presente uma disrup&ccedil;&atilde;o em dois ou mais pontos, a sua integridade e estabilidade ficam comprometidas<sup>2</sup>.&nbsp; Disrup&ccedil;&otilde;es triplas, al&eacute;m de mais raras, s&atilde;o geralmente muito mais inst&aacute;veis do que as duplas<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Existe na literatura controv&eacute;rsia em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento deste tipo de les&otilde;es. Isto deve-se ao facto de haverem poucos estudos biomec&acirc;nicos, e ao fraco conhecimento do mecanismo da les&atilde;o e dos resultados funcionais destes casos<sup>1</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas disrup&ccedil;&otilde;es duplas, o tratamento cir&uacute;rgico consiste na redu&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o de pelo menos uma das les&otilde;es<sup>9</sup>, e nas triplas de pelo menos duas<sup>2,3</sup>. Desta forma, consegue-se restaurar a estabilidade do anel, e assim reduzir e estabilizar a les&atilde;o restante<sup>6</sup>. Al&eacute;m disso, os m&uacute;sculos da cintura escapular mant&ecirc;m o seu comprimento e tens&atilde;o, e &eacute; restaurada a for&ccedil;a do ombro, permitindo uma reabilita&ccedil;&atilde;o precoce<sup>7</sup>.</p>
    <p>Fracturas da glen&oacute;ide tipo III de <em>Ideberg</em>, associadas a disrup&ccedil;&atilde;o do complexo suspensor superior do ombro - como &eacute; o caso do doente apresentado - requerem tratamento cir&uacute;rgico pela instabilidade da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral que condicionam<sup>10,11</sup>. Nestes casos, os ligamentos coracoclaviculares permanecem intactos, e o deslocamento superior da clav&iacute;cula leva a uma descoapta&ccedil;&atilde;o da por&ccedil;&atilde;o extra-articular do fragmento da glen&oacute;ide. No caso que apresentamos, o doente foi submetido a osteoss&iacute;ntese da fractura da espinha da esc&aacute;pula com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o, e da glen&oacute;ide com parafusos canulados, com apoio artrosc&oacute;pico. Os autores optaram por esta forma de tratamento por n&atilde;o necessitar de uma dissec&ccedil;&atilde;o extensa das partes moles, incluindo a rece&ccedil;&atilde;o do subescapular e da c&aacute;psula, que pode interferir com a rota&ccedil;&atilde;o interna do ombro, como acontece nas vias abertas anteriores. O procedimento feito com o apoio artrosc&oacute;pico permitiu o controlo da redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da fractura da glen&oacute;ide e da osteoss&iacute;ntese. Esta combina&ccedil;&atilde;o de procedimentos &eacute; aceit&aacute;vel, uma vez que ao reduzir e estabilizar duas les&otilde;es de uma disrup&ccedil;&atilde;o tripla do CSSO, de forma indirecta contribu&iacute;mos para a estabilidade da outra les&atilde;o - no caso do nosso doente, a luxa&ccedil;&atilde;o acromioclavicular.</p>
    <p>Quando n&atilde;o tratadas de forma adequada, estas les&otilde;es podem evoluir para atrasos de consolida&ccedil;&atilde;o, consolida&ccedil;&otilde;es viciosas, n&atilde;o-uni&otilde;es<sup>6,8</sup>, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a, conflito subacromial, artrose<sup>12-14</sup>, dor, deformidade com o membro superior pendente e complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e vasculares<sup>14</sup>.</p>
    <p>N&atilde;o existe na literatura recomenda&ccedil;&otilde;es relativamente ao tratamento das fracturas da glen&oacute;ide tipo III de <em>Ideberg</em> associadas a disrup&ccedil;&atilde;o do CSSO<sup>15</sup>, nem nenhuma conclus&atilde;o no que diz respeito &agrave; melhor t&eacute;cnica de tratamento das luxa&ccedil;&otilde;es acromioclaviculares neste contexto.</p>
    <p>Devido ao facto das disrup&ccedil;&otilde;es triplas do CSSO serem raras, este caso ilustra uma poss&iacute;vel forma de tratamento, tendo como base os princ&iacute;pios das disrup&ccedil;&otilde;es do CSSO. A redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o da fractura da glen&oacute;ide de forma percut&acirc;nea com apoio artrosc&oacute;pico e de fluoroscopia permitiu um restauro meticuloso da anatomia da superf&iacute;cie articular, com compress&atilde;o no foco de fractura, por uma via pouco invasiva. Al&eacute;m disso, esta abordagem atrasa o desenvolvimento altera&ccedil;&otilde;es degenerativas, permitindo uma reabilita&ccedil;&atilde;o funcional precoce. Apesar dos excelentes resultados obtidos no nosso paciente num <em>followup</em> de 2 anos, os autores n&atilde;o consideram que as t&eacute;cnicas apresentadas possam ser consideradas &ldquo;<em>gold standard</em>&rdquo; nem superiores a outros tipos de tratamento, n&atilde;o estando garantida a longo prazo uma fun&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria do ombro. S&atilde;o portanto necess&aacute;rios mais estudos com fracturas da glen&oacute;ide tipo III de <em>Ideberg</em> associadas a disrup&ccedil;&atilde;o do CSSO submetidos a tratamento cir&uacute;rgico, de forma a obter um algoritmo de tratamento deste tipo de les&otilde;es. Seria igualmente desejada uma classifica&ccedil;&atilde;o integrada das disrup&ccedil;&otilde;es do CSSO, que integrasse os seus diferentes tipos. Contudo, devido&nbsp; &agrave; multiplicidade de combina&ccedil;&otilde;es de disrup&ccedil;&otilde;es do CSSO, ser&aacute; dif&iacute;cil desenvolver um sistema uniforme de classifica&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Gupta D, Nagla D, Chaudhery D. Management of floating shoulder injury with dual surgical approach. International Journal of Orthopaedics Sciences. 2017; 3 (1): 572-576</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322399&pid=S1646-2122201800030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Gonçalves M, Júnior J. A Comprehensive Review of Triple Disruptions of the Superior Shoulder Suspensory Complex and Case Report. Acta of Shoulder and Elbow Surgery. 2016; 1 (1): 56-61</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322400&pid=S1646-2122201800030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Kim B, Dan J. A triple disruption of the superior shoulder suspensory complex mistaken for a double disruption: a case report. 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Arthroscopic-Assisted Reduction and Percutaneous Cannulated Screw Fixation for Ideberg Type III Glenoid Fractures. The American Journal of Sports Medicine. 2011; 39 (9): 1923-1928</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322403&pid=S1646-2122201800030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Goss T. Double Disruptions of the Superior Shoulder Suspensory Complex. Journal of Orthopaedic Trauma. 1993; 7 (2): 99-106</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322404&pid=S1646-2122201800030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Zhou Q. Comparisons of shoulder function after treatment of floating shoulder injuries with different methods. Biomedical Research. 2017; 28 (5): 2320-2326</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322405&pid=S1646-2122201800030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Goss T, Owens B. Fractures of the Scapula. In Rockwood CA Jr, Matsen FA, editors. 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Clinical Orthopaedics and Related Research. 1998; 347: 122-130</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322408&pid=S1646-2122201800030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Goss T. Fractures of the glenoid cavity. The Journal of Bone & Joint Surgery. 1992; 74 (2): 299-305</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322409&pid=S1646-2122201800030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Goss T. Scapular Fractures and Dislocations: Diagnosis and Treatment. Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons. 1995; 3 (1): 22-33</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322410&pid=S1646-2122201800030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Owens B, Goss T. The floating shoulder. The Journal of Bone and Joint Surgery British volume. 2006; 88-B (11): 1419-1424</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322411&pid=S1646-2122201800030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Labler L, Platz A, Weishaupt D, Trentz O. Clinical and Functional Results after Floating Shoulder Injuries. The Journal of Trauma: Injury, Infection, and Critical Care. 2004; 57 (3): 592-602</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322412&pid=S1646-2122201800030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Qin H, Hu C, Zhang X, Shen L, Xue Z, An Z. Surgical Treatment of Ideberg Type III Glenoid Fractures With Associated Superior Shoulder Suspensory Complex Injury. 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<body><![CDATA[<br>Av. Bernardo Santareno    <br>2005-177 Santarém    <br>Telefone: 91 431 30 10    <br><a href="mailto:pmartinsbranco@gmail.com">pmartinsbranco@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-04-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-05-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-06-26</font></p>     ]]></body><back>
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