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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura-avulsão do grande tuberosidade do úmero com lesão da coifa num atleta adolescente: Um padrão lesional raro]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital Pediátrico de Coimbra Serviço de Ortopedia Pediátrica ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222018000300011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222018000300011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222018000300011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As lesões da coifa dos rotadores em adolescentes são raras, correspondendo a menos de 1% da patologia músculo-esquelética do ombro em doentes com idade inferior a 20 anos. Nesta faixa etária são mais frequentes as lesões ósseas equivalentes, como avulsões da grande ou pequena tuberosidades. O objetivo deste trabalho é descrever um caso clínico com um padrão lesional raro: uma combinação de lesão óssea do troquiter, por avulsão, associada a uma lesão tendinosa insercional completa do tendão do infraespinhoso, num doente adolescente. Esta lesão, envolvendo a região insercional da coifa no sentido anterior-posterior, pode ser descrita como uma lesão osteotendinosa da cabeça umeral. O doente foi submetido a tratamento cirúrgico que consistiu em abordagem da lesão por via transdeltoideia, redução aberta e fixação. Salientamos que o grau de maturidade óssea por si só não deve ser um fator de exclusão de patologia da coifa dos rotadores. Vários autores recomendam a identificação de todas as possíveis lesões associadas, em populações adultas. O cirurgião poderá optar por imagiológica avançada, com Ressonância Magnética (RM), e deve estar preparado para a possibilidade de encontrar este tipo de lesão, de forma a conduzir o tratamento adequado para este tipo de patologia.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Rotator cuff injuries are rare in adolescents, accounting for less than 1% of shoulder pathology in patients under 20 years of age. At this age, the bony equivalents like avulsion of greater and lesser tuberosities are much more common. The objective of this paper is to describe a rare injury pattern: combination of bony avulsion of the greater tuberosity associated with a complete tear of the infraspinatus tendon, in an adolescent athlete. This lesion, involving the insertion of the rotator cuff from anterior to posterior, can be described as an osteotendinous injury of the humeral head. The patient was submitted to surgical treatment, using trans deltoid approach, open reduction and fixation. We emphasize the degree of bone maturity by itself doesn’t exclude the possibility of a rotator cuff injury. Several authors recommend the identification of all possible lesions in adult populations. The surgeon may choose more advance imaging techniques as MRI and should be prepared to address this type of lesion and provide proper treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fratura da grande tuberosidade]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desportista jovem]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura-avulsão do grande tuberosidade do úmero com lesão da coifa num atleta adolescente - Um padrão lesional raro</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Luís Machado<sup>I</sup></b>; <b>João Cabral<sup>I</sup></b>; <b>Inês Balacó<sup>I</sup></b>; <b>Cristina Alves<sup>I</sup></b>; <b>Gabriel Matos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico de Coimbra. Coimbra.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es da coifa dos rotadores em adolescentes s&atilde;o raras, correspondendo a menos de 1% da patologia m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica do ombro em doentes com idade inferior a 20 anos. Nesta faixa et&aacute;ria s&atilde;o mais frequentes as les&otilde;es &oacute;sseas equivalentes, como avuls&otilde;es da grande ou pequena&nbsp; tuberosidades. O objetivo deste trabalho &eacute; descrever um caso cl&iacute;nico com um padr&atilde;o lesional raro: uma combina&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o &oacute;ssea do troquiter, por avuls&atilde;o, associada a uma les&atilde;o tendinosa insercional completa do tend&atilde;o do infraespinhoso, num doente adolescente. Esta les&atilde;o, envolvendo a regi&atilde;o insercional da coifa no sentido anterior-posterior, pode ser descrita como uma les&atilde;o osteotendinosa da cabe&ccedil;a umeral. O doente foi submetido a tratamento cir&uacute;rgico que consistiu em abordagem da les&atilde;o por via transdeltoideia, redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Salientamos que o grau de maturidade &oacute;ssea por si s&oacute; n&atilde;o deve ser um fator de exclus&atilde;o de patologia da coifa dos rotadores. V&aacute;rios autores recomendam a identifica&ccedil;&atilde;o de todas as poss&iacute;veis les&otilde;es associadas, em popula&ccedil;&otilde;es adultas. O cirurgi&atilde;o poder&aacute; optar por imagiol&oacute;gica avan&ccedil;ada, com Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica (RM), e deve estar preparado para a possibilidade de encontrar este tipo de les&atilde;o, de forma a conduzir o tratamento adequado para este tipo de patologia.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura da grande tuberosidade, coifa dos rotadores, Desportista jovem, ombro. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Rotator cuff injuries are rare in adolescents, accounting for less than 1% of shoulder pathology in patients under 20 years of age. At this age, the bony equivalents like avulsion of greater and lesser tuberosities are much more common. The objective of this paper is to describe a rare injury pattern: combination of bony avulsion of the greater tuberosity associated with a complete tear of the infraspinatus tendon, in an adolescent athlete. This lesion, involving the insertion of the rotator cuff from anterior to posterior, can be described as an osteotendinous injury of the humeral head. The patient was submitted to surgical treatment, using trans deltoid approach, open reduction and fixation.</p>     <p>We emphasize the degree of bone maturity by itself doesn&rsquo;t exclude the possibility of a rotator cuff injury. Several authors recommend the identification of all possible lesions in adult populations. The surgeon may choose more advance imaging techniques as MRI and should be prepared to address this type of lesion and provide proper treatment.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Greater Tuberosity Fractures, rotator cuff, Youth Sports, shoulder. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es da coifa dos rotadores em adolescentes s&atilde;o raras, correspondendo a menos de 1% da patologia m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica do ombro em doentes com idade inferior a 20 anos. Nesta faixa et&aacute;ria s&atilde;o mais frequentes as les&otilde;es &oacute;sseas equivalentes, como avuls&otilde;es da grande ou pequena tuberosidades<sup>1</sup>. Em atletas, este tipo de les&otilde;es ocorre mais frequentemente devido a microtraumatismos de repeti&ccedil;&atilde;o, associadas a desportos que exigem o movimento de lan&ccedil;amento acima do n&iacute;vel da cabe&ccedil;a. Contudo, est&atilde;o descritos v&aacute;rios casos de les&otilde;es da coifa decorrentes de um evento traum&aacute;tico &uacute;nico e bem identificado. Considerando as avuls&otilde;es da grande ou pequena tuberosidades como equivalentes &oacute;sseos de roturas da coifa, &eacute; de admitir les&atilde;o do supraespinhoso quando existe uma avuls&atilde;o da grande tuberosidade e les&atilde;o do subescapular quando existe uma avuls&atilde;o da pequena tuberosidade<sup>2</sup>.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &eacute; descrever um caso cl&iacute;nico com um padr&atilde;o lesional raro: uma combina&ccedil;&atilde;o de les&atilde;o &oacute;ssea do troquiter, por avuls&atilde;o, associada a uma les&atilde;o tendinosa insercional completa do tend&atilde;o do infraespinhoso, num doente adolescente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, 17 anos de idade, que deu entrada no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) por omalgia esquerda p&oacute;s-traum&aacute;tica. O evento traum&aacute;tico ocorreu cerca de 24 horas antes da ida ao SU, no contexto de traumatismo indireto com o ombro esquerdo no contexto de queda da pr&oacute;pria altura, durante a pr&aacute;tica de futebol.</p>
    <p>No SU apresentava dor local, edema e limita&ccedil;&atilde;o significativa da mobilidade, realizando apenas cerca de 10&ordm; de abdu&ccedil;&atilde;o e flex&atilde;o e n&atilde;o realizando rota&ccedil;&atilde;o interna ou externa ativas. A radiografia do ombro que revelou fratura-avuls&atilde;o do troquiter com desvio e angula&ccedil;&atilde;o (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). A fise de crescimento do &uacute;mero proximal encontrava-se encerrada. Solicitouse Tomografia axial computorizada (TAC) articular para melhor carateriza&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o fratur&aacute;rio e planeamento cir&uacute;rgico (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f1.jpg" width="388" height="462" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f2.jpg" width="387" height="423" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f3.jpg" width="389" height="292" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi submetido a tratamento cir&uacute;rgico no pr&oacute;prio dia, que consistiu em abordagem por via transdeltoideia, redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o. Intraoperatoriamente confirmou-se fratura-avuls&atilde;o do troquiter, rotura da por&ccedil;&atilde;o posterior do tend&atilde;o supraespinhoso e rotura completa do infraespinhoso. Este achado motivou repara&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o com 2 &acirc;ncoras a fixar o tend&atilde;o infra-espinhoso complementadas com pontos trans-&oacute;sseos na avuls&atilde;o &oacute;ssea e tenodese da longa por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite (LPB), com pontos trans-&oacute;sseos a n&iacute;vel da goteira bicipital (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figuras 4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f4.jpg" width="390" height="377" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f5.jpg" width="389" height="420" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio imobilizou-se com suspens&atilde;o braquial com banda tor&aacute;cica durante 6 semanas, com mobiliza&ccedil;&atilde;o passiva imediata do ombro, ensinada e iniciada no 1&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>
    <p>Ap&oacute;s 6 semanas iniciou fisioterapia para fortalecimento muscular da coifa dos rotadores e musculatura esc&aacute;pulo-tor&aacute;cica, seguida de reeduca&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de ativa&ccedil;&atilde;o dos mesmos grupos musculares (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figuras 6</a> e <a name="topf7"></a><a href="#f7">7</a>). Reiniciou atividade desportiva aos 3 meses, sem qualquer limita&ccedil;&atilde;o. Teve alta cl&iacute;nica 15 meses ap&oacute;s a cirurgia. Realiz&aacute;mos avalia&ccedil;&atilde;o funcional do doente, obtendo obtiveram-se os valores m&aacute;ximos nas escalas funcionais DASH (0), UCLA (35) e Constant (100). O arco de mobilidade dos ombros &eacute; absolutamente sim&eacute;trico (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figuras 8</a>, <a name="topf9"></a><a href="#f9">9</a> e <a name="topf10"></a><a href="#f10">10</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f6.jpg" width="387" height="351" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f7.jpg" width="390" height="442" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f8.jpg" width="388" height="335" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f9.jpg" width="389" height="438" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a11f10.jpg" width="389" height="484" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas do &uacute;mero proximal compreendem cerca de 5% de todas as fraturas e em 20% dos casos s&atilde;o fraturas isoladas da grande tuberosidade<sup>3</sup>.</p>
    <p>Em doentes jovens as les&otilde;es da coifa devem-se a sobrecarga cr&oacute;nica ou aguda, como nos atletas lan&ccedil;adores, ou a les&otilde;es traum&aacute;ticas &uacute;nicas decorrentes de traumatismo em desportos de contato<sup>4</sup>.</p>
    <p>Lazarides et al conclui que em doentes com idade inferior a 40 anos a maioria das les&otilde;es da coifa s&atilde;o les&otilde;es completas, de origem traum&aacute;tica, que afetam tend&otilde;es previamente saud&aacute;veis<sup>5</sup>.</p>
    <p>O encerramento da fise proximal do &uacute;mero ocorre habitualmente entre os 16 e os 19 anos<sup>6</sup>, n&atilde;o sendo assim surpreendente que esse facto tenha sido verificado no doente aqui descrito.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Weiss et al, num estudo envolvendo 500 doentes de duas institui&ccedil;&otilde;es pedi&aacute;tricas, observados por omalgia, reporta apenas 7 doentes com roturas da coifa dos rotadores. Neste estudo s&atilde;o inclu&iacute;dos doentes com avuls&otilde;es &oacute;sseas da grande ou pequena tuberosidade. O estudo n&atilde;o refere a maturidade &oacute;ssea dos doentes envolvidos, mas apenas um doente tinha idade superior a 13 anos e era jogador de basquetebol, com uma rotura cr&oacute;nica da coifa, por mecanismo de sobrecarga<sup>2</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, Zbojniewicz e colaboradores reviram 205 RMNs de 201 doentes consecutivos e concluem que na popula&ccedil;&atilde;o do seu estudo as les&otilde;es da coifa n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o raras como tradicionalmente julgado. Diagnosticaram 25 les&otilde;es, correspondendo a 12,2% dos doentes. Destes 25 doentes 10 apresentavam as fises encerradas e todos tinham les&otilde;es insercionais de um dos tend&otilde;es da coifa dos rotadores. Dos restantes 15 consideraram que 10 tinham as fises em encerramento e apenas 5 com as fises abertas. Os autores n&atilde;o encontraram uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a presen&ccedil;a de rotura da coifa e a maturidade esquel&eacute;tica dos doentes. Destes 25 doentes apenas 2 apresentavam roturas completas, sendo um do tend&atilde;o subescapular e outro do tend&atilde;o supraespinhoso<sup>7</sup>.</p>
    <p>Maman et al, relatam uma incid&ecirc;ncia de 92% de les&otilde;es do ombro associadas, em doentes com fraturas da grande tuberosidade. Estas foram diagnosticadas por artroscopia, queafirmam ser um m&eacute;todo mais fi&aacute;vel que a RMN, especialmente ap&oacute;s uma fratura recente. Importa real&ccedil;ar que este estudo incide sobre um grupo et&aacute;rio com idade superior a 18 anos<sup>3</sup>. Este aspeto &eacute; relevante pois sabemos que a incid&ecirc;ncia de les&otilde;es da coifa dos rotadores aumenta com a idade<sup>8</sup>.</p>
    <p>No doente tratado por n&oacute;s, observou-se uma avuls&atilde;o do troquiter, envolvendo a metade anterior do supraespinhoso e uma rotura tendinosa completa da metade posterior do supraespinhoso e do infraespinhoso. Esta les&atilde;o, envolvendo a regi&atilde;o insercional da coifa no sentido anterior-posterior, pode ser descrita como uma les&atilde;o osteotendinosa da cabe&ccedil;a umeral. Dada a raridade deste tipo de les&otilde;es, n&atilde;o existem recomenda&ccedil;&otilde;es consensuais de tratamento<sup>2</sup>.</p>
    <p>Foi realizado estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio por TAC para caracteriza&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de fratura. Tomando a decis&atilde;o de realizar a redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o por via aberta, optou-se pela explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (intra-operat&oacute;ria) das eventuais le&otilde;es associadas, para as quais se estaria preparado para reparar. Este caso demonstra que mesmo com avuls&atilde;o do troquiter num doente com 17 anos, podemos ter roturas da coifa associadas. Como tal, ser&aacute; sempre discut&iacute;vel a necessidade da caracteriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria de eventuais les&otilde;es associadas, como o estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio com RMN.</p>
    <p>Platzer refere que em doentes tratados n&atilde;o cirurgicamente com desvio superior a 3 mm t&ecirc;m &agrave; partida um resultado menos favor&aacute;vel. Um atleta jovem beneficia do tratamento cir&uacute;rgico para fraturas que ultrapassam esta dimens&atilde;o de descoapta&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea<sup>9</sup>.</p>
    <p>A op&ccedil;&atilde;o pela tenodese e n&atilde;o tenotomia da LPB teve em linha de conta a idade do doente bem como o n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia f&iacute;sica de um atleta, conforme recomendado por Gurnani<sup>10</sup> e Hsu<sup>11</sup> em duas metan&aacute;lises recentes que comparam as duas op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Descrevemos uma les&atilde;o osteotendinosa da cabe&ccedil;a umeral em atleta adolescente. Salientamos que o grau de maturidade &oacute;ssea por si s&oacute; n&atilde;o deve ser um fator de exclus&atilde;o de patologia da coifa dos rotadores<sup>7</sup>. V&aacute;rios autores recomendam a identifica&ccedil;&atilde;o de todas as poss&iacute;veis les&otilde;es associadas, em popula&ccedil;&otilde;es adultas<sup>3,12</sup>. Na aus&ecirc;ncia de guidelines bem definidas, este caso revelou a import&acirc;ncia de uma avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica pr&eacute;-operat&oacute;ria adequada, pelo que recomendamos o estudo com RMN em casos semelhantes.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste caso espec&iacute;fico foi obtido um excelente resultado funcional com o tratamento institu&iacute;do: Ap&oacute;s 15 meses de seguimento o doente atinge amplitude total de mobilidade sem dor, realiza atividades da vida di&aacute;ria sem restri&ccedil;&otilde;es e retomou o n&iacute;vel desportivo pr&eacute;vio sem qualquer limita&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Tarkin IS. Rotator cuff tears in adolescentathletes. Am J Sports Med. 2005; 33 (4): 596-601</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322532&pid=S1646-2122201800030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Weiss JM. Rotator cuff injuries in adolescent athletes. J Pediatr Orthop B. 2013; 22 (2): 133-137</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322533&pid=S1646-2122201800030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Maman E. Arthroscopic findings of coexisting lesions with greater tuberosity fractures. Orthopedics. 2014; 37 (3): 272-277</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322534&pid=S1646-2122201800030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Battaglia TC, Barr MA, Diduch DR. Rotator cuff tear in a 13-year-old baseball player_a case report. Am J Sports Med. 2003; 31 (5): 779-782</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322535&pid=S1646-2122201800030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Lazarides AL. Rotator cuff tears in young patients: a different disease than rotator cuff tears in elderly patients. J Shoulder Elbow Surg. 2015; 24 (11): 1834-1843</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322536&pid=S1646-2122201800030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Popkin CA, Levine WN, Ahmad CS. Evaluation and management of pediatric proximal humerus fractures. J Am Acad Orthop Surg. 2015; 23 (2): 77-86</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322537&pid=S1646-2122201800030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Zbojniewicz AM. Rotator cuff tears in children and adolescents: experience at a large pediatric hospital. Pediatr Radiol. 2014; 44 (6): 729-737</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322538&pid=S1646-2122201800030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Yamamoto A. Prevalence and risk factors of a rotator cuff tear in the general population. J Shoulder Elbow Surg. 2010; 19 (1): 116-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322539&pid=S1646-2122201800030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Platzer P. The influence of displacement on shoulder function in patients with minimally displaced fractures of the greater tuberosity. Injury. 2005; 36 (10): 1185-1189</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322540&pid=S1646-2122201800030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Gurnani N. Tenotomy or tenodesis for pathology of the long head of the biceps brachii: a systematica review and meta-analysis. 2016;  (24): 3765-3771</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322541&pid=S1646-2122201800030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Hsu A. Biceps tenotomy versus tenodesis: a review of clinical outcomes and biomechanical results. J Shoulder Elbow Surg. 2011;  (20): 326-332</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322542&pid=S1646-2122201800030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Gallo RA, Sciulli R, Daffner RH, Altman DT, Altman GT. Defining the relationship between rotator cuff injury and proximal humerus fractures. Clin Orthop Relat Res. 2007 May; 458: 70-77</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">João Cabral    <br>Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital Pediátrico - CHUC, EPE, Coimbra    <br>Avenida Afonso Romão    <br>3000-602 COIMBRA    <br>Telefone: 239 480 355    <br><a href="mailto:cristina.alves@me.com">cristina.alves@me.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2017-06-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-02-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-06-30</font></p>    ]]></body>
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