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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Herein we present the clinical case of a 13 year-old female patient with left inguinal pain ongoing for 3 years, without any abnormalities in clinical examination. The imaging studies identified a radiolucent lesion in the left femoral proximal metaphysis and neck, with an incomplete fracture. Due to persistent pain, lesion characteristics and fracture location with an unknown aetiology, a surgical procedure was performed, which simultaneously allowed the definitive diagnosis of fibrous dysplasia. Patient’s post-op follow up was uneventful with good clinical result despite the imagiologic tumoral relapse. This clinical case emphasises the difficulties to diagnose and treat fibrous dysplasia in pediatric patients. Simultaneously, highlights the role for surgery, on which a good indication and technique will allow a good result.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Displasia Fibrosa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diagnóstico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cirurgia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Displasia fibrosa: do diagnóstico à cirurgia</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Ramalho<sup>I</sup></b>; <b>Rita Henriques<sup>I</sup></b>; <b>Joaquim Soares do Brito<sup>I</sup></b>; <b>Graça Lopes<sup>I</sup></b>; <b>Paulo Almeida<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresenta-se o caso de uma adolescente de 13 anos de idade com queixas de dor inguinal esquerda com 3 anos de evolu&ccedil;&atilde;o, sem altera&ccedil;&otilde;es relevantes ao exame objectivo. Imagiologicamente foi identificada les&atilde;o radiotransparente na regi&atilde;o metafis&aacute;ria proximal e colo femoral esquerdos, associada a uma fractura incompleta. Pela manuten&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas, caracter&iacute;sticas e localiza&ccedil;&atilde;o da fractura associada a uma les&atilde;o de etiologia desconhecida, optou-se pelo tratamento cir&uacute;rgico que, em simult&acirc;neo permitiu o diagn&oacute;stico definitivo de displasia fibrosa. Durante o seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio observou-se a resolu&ccedil;&atilde;o das queixas cl&iacute;nicas, contudo, com recidiva imagiol&oacute;gica da les&atilde;o tumoral.</p>     <p>O caso apresentado evidencia algumas das dificuldades no diagn&oacute;stico e tratamento da displasia fibrosa em idade pedi&aacute;trica. &Eacute; igualmente demonstrado que &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que, com as indica&ccedil;&otilde;es e t&eacute;cnica adequadas, possibilita um bom resultado final.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Displasia Fibrosa, Diagnóstico, Cirurgia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Herein we present the clinical case of a 13 year-old female patient with left inguinal pain ongoing for 3 years, without any abnormalities in clinical examination. The imaging studies identified a radiolucent lesion in the left femoral proximal metaphysis and neck, with an incomplete fracture. Due to persistent pain, lesion characteristics and fracture location with an unknown aetiology, a surgical procedure was performed, which simultaneously allowed the definitive diagnosis of fibrous dysplasia. Patient&rsquo;s post-op follow up was uneventful with good clinical result despite the imagiologic tumoral relapse.</p>     <p>This clinical case emphasises the difficulties to diagnose and treat fibrous dysplasia in pediatric patients. Simultaneously, highlights the role for surgery, on which a good indication and technique will allow a good result.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Fibrous Dysplasia, Diagnosis, Surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A displasia fibrosa (DF) &eacute; uma doen&ccedil;a &oacute;ssea incomum provocada pela falha de produ&ccedil;&atilde;o de osso lamelar normal, que &eacute; substitu&iacute;do por tecido conjuntivo osteofibroso com trabecula&ccedil;&atilde;o irregular<sup>1,2,3,4</sup>. Corresponde a um dist&uacute;rbio pseudotumoral que representa 5-10% de todos&nbsp; os tumores &oacute;sseos benignos e apresenta um risco reduzido de maligniza&ccedil;&atilde;o<sup>1,2,3,4,5</sup>. &Eacute; mais comum no g&eacute;nero feminino e, embora possa ser encontrada em qualquer idade, manifesta-se habitualmente antes dos 30 anos<sup>3,6,7</sup>. Do ponto de vista gen&eacute;tico, a DF traduz o resultado de uma muta&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica, adquirida precocemente durante a embriog&eacute;nese, activadora do gene GNAS (bra&ccedil;o q cromossoma 20)<sup>1,2,3,4,8</sup>. No esqueleto, esta muta&ccedil;&atilde;o provoca o aumento de c&eacute;lulas progenitoras pluripontentes com capacidade debilitada para se diferenciarem em osteoblastos, adip&oacute;citos e linhagens hematopoi&eacute;ticas, proliferando como c&eacute;lulas mesenquimatosas indiferenciadas<sup>1,2,4,8</sup>. Estas c&eacute;lulas produzem matriz &oacute;ssea, colag&eacute;nio e trabecula&ccedil;&atilde;o anormais, substituindo o tecido lamelar e a medula &oacute;ssea, resultando num tecido osteofibroso tipicamente sem capacidade hematopoi&eacute;tica<sup>1,5,8</sup>.</p>
    <p>Qualquer osso no esqueleto humano pode ser afectado na DF, contudo, o f&eacute;mur, em particular a sua regi&atilde;o proximal, a t&iacute;bia, a bacia, as costelas, o cr&acirc;nio, os ossos da face, o &uacute;mero e as v&eacute;rtebras s&atilde;o as localiza&ccedil;&otilde;es mais frequentes<sup>1,2,3,6,7,8</sup>. A les&atilde;o &oacute;ssea pode apresentar-se afectando um &uacute;nico osso (forma monost&oacute;tica) ou v&aacute;rios (forma poliost&oacute;tica)<sup>1,2,3,4,5,6,8</sup>. A forma monost&oacute;tica representa a maioria dos casos (75-80%), apresentando-se mais tardiamente (2a e 3a d&eacute;cadas de vida) e com menor severidade cl&iacute;nica, sendo mais frequentemente assintom&aacute;tica<sup>3,4,5,6,7</sup>. A forma poliost&oacute;tica, menos comum, &eacute; habitualmente mais severa, manifestando-se antes dos 10 anos, e apresentando predilec&ccedil;&atilde;o por um membro ou lado do corpo (&gt;90%), podendo, contudo, ser bilateral<sup>3,4,5,7</sup>. Existem associa&ccedil;&otilde;es sindrom&aacute;ticas descritas de formas poliost&oacute;ticas com manifesta&ccedil;&otilde;es extraesquel&eacute;ticas como endocrinopatias hiperfuncionantes e altera&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas (S&iacute;ndrome McCune-Albright) ou mixomas intramusculares (S&iacute;ndrome de Mazabraud)<sup>1,3,4,6,8</sup>. Na literatura n&atilde;o existem casos documentados de convers&atilde;o de uma forma monost&oacute;tica em poliost&oacute;tica<sup>4</sup>. H&aacute; ainda autores que consideram a exist&ecirc;ncia de uma forma panost&oacute;tica, com atingimento de todo esqueleto<sup>2</sup>.</p>
    <p>Neste trabalho os autores pretendem, com base num caso cl&iacute;nico, abordar as caracter&iacute;sticas da DF, uma doen&ccedil;a &oacute;ssea incomum e com apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica vari&aacute;vel, discutir a dificuldade diagn&oacute;stica, assim como as op&ccedil;&otilde;es de tratamento e suas indica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Relata-se o caso de uma adolescente de 13 anos, referenciada a consulta externa de ortopedia (CEO) por queixas de dor inguinal esquerda com 3 anos de evolu&ccedil;&atilde;o. Exibia concomitante dor na regi&atilde;o trocant&eacute;rica homolateral, n&atilde;o agravada pela palpa&ccedil;&atilde;o directa. Na topografia referida n&atilde;o apresentava altera&ccedil;&otilde;es relevantes ao exame objectivo, tal como nos restantes membros inferiores que eram sim&eacute;tricos, e mantinham mobilidade articular dentro dos padr&otilde;es da normalidade.</p>
    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via das queixas (junto do m&eacute;dico assistente) incluiu a realiza&ccedil;&atilde;o de uma ecografia onde foram observados sinais de bursite trocant&eacute;rica. Na radiografia convencional foi poss&iacute;vel identificar uma les&atilde;o radiotransparente com padr&atilde;o de vidro despolido na regi&atilde;o metafis&aacute;ria proximal do colo femoral esquerdo (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), cujo estudo adicional com tomografia computorizada (TC) demonstrou presen&ccedil;a de septa&ccedil;&atilde;o, margens escler&oacute;ticas bem delimitadas e uma zona de fractura incompleta sem descoapta&ccedil;&atilde;o (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). A cintigrafia &oacute;ssea caracterizou-se por fixa&ccedil;&atilde;o aumentada na mesma topografia, sem outras altera&ccedil;&otilde;es relevantes (<a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f3.jpg">Figura 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f1.jpg" width="388" height="228" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f2.jpg" width="389" height="226" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Perante os achados descritos, foram colocadas como hip&oacute;teses diagn&oacute;sticas fibroma n&atilde;o ossificante (FNO) e displasia fibrosa (DF), sendo as imagens radiol&oacute;gicas mais sugestivas desta &uacute;ltima, tendo em conta a localiza&ccedil;&atilde;o e dimens&atilde;o invulgares para a primeira. Neste contexto, foi ainda requisitada resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear (RMN) que corroborou a aus&ecirc;ncia de crit&eacute;rios de agressividade da les&atilde;o, bem como a validade das hip&oacute;teses diagn&oacute;sticas colocadas (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f4.jpg" width="387" height="400" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Tendo em conta a cl&iacute;nica de dor, associada com a fractura identificada no colo femoral, foi decidido o tratamento cir&uacute;rgico da les&atilde;o. Atrav&eacute;s duma abordagem lateral da coxa esquerda foi efectuada uma curetagem, seguida de aporte de aloenxerto (n&atilde;o estrutural) e a fixa&ccedil;&atilde;o interna com placa e parafusos, sem registo de intercorr&ecirc;ncias. O material removido foi submetido a exame an&aacute;tomo-patol&oacute;gico, que estabeleceu o diagn&oacute;stico final de DF.</p>
    <p>Durante o p&oacute;s-operat&oacute;rio, que decorreu igualmente sem complica&ccedil;&otilde;es, a doente apresentou melhoria progressiva das queixas &aacute;lgicas e da apresenta&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica, com consolida&ccedil;&atilde;o da fractura (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). Aos nove meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio, foi programada a extra&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese tendo em conta a idade da doente e, a persist&ecirc;ncia de queixas &aacute;lgicas na face lateral da coxa esquerda, a n&iacute;vel da regi&atilde;o trocant&eacute;rica em rela&ccedil;&atilde;o com o implante. Aos dois anos de seguimento a doente n&atilde;o apresentava queixas relevantes, referindo uma dor ligeira ocasional na face lateral da coxa esquerda, que agravava com o esfor&ccedil;o e a actividade f&iacute;sica. Durante o seguimento realizou ainda tomografia computorizada de controlo que demonstrou consolida&ccedil;&atilde;o da fractura, contudo com recidiva da les&atilde;o tumoral (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). Esta recidiva foi relativizada face &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e consolida&ccedil;&atilde;o da fractura.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f5.jpg" width="391" height="294" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>&Agrave; data da &uacute;ltima consulta, com tr&ecirc;s anos deseguimento, a adolescente referia melhoria das queixas &aacute;lgicas, apresentando um arco de mobilidade normal ao nivel da anca. Radiologicamente apresentava imagem de raio-x sobrepon&iacute;vel (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>), pelo que se mant&eacute;m em seguimento.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f6.jpg" width="388" height="283" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Com base na apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, nos exames complementares de diagn&oacute;stico j&aacute; realizados aquando da referencia&ccedil;&atilde;o, e tendo em conta a sua elevada incid&ecirc;ncia, a hip&oacute;tese diagn&oacute;stica de fibroma n&atilde;o ossificante (FNO) foi considerada inicialmente mais prov&aacute;vel. Esta entidade &eacute; interpretada como resultante de um defeito no desenvolvimento e n&atilde;o como um verdadeiro tumor &oacute;sseo, com origem na extens&atilde;o anormal da placa de crescimento, maioritariamente nos membros inferiores<sup>7,9,10</sup>. &Eacute; a les&atilde;o osteofibrosa mais comum em crian&ccedil;as e adolescentes, que se estima estar presente em cerca de 30% dos indiv&iacute;duos, geralmente de forma assintom&aacute;tica (89%), sendo habitualmente detectado de forma incidental nas primeiras duas d&eacute;cadas de vida<sup>7,9,10</sup>. Pode manifestar-se por dor e tumefac&ccedil;&atilde;o, especialmente em contexto de actividade desportiva, ou, mais raramente, e aparentemente em rela&ccedil;&atilde;o com as dimens&otilde;es da les&atilde;o, originar uma fractura patol&oacute;gica, a maior parte das quais &eacute; tratada com restri&ccedil;&atilde;o de actividade ou de carga, com ou sem imobiliza&ccedil;&atilde;o<sup>7,10</sup>. Radiologicamente, apresentam-se como les&otilde;es l&iacute;ticas radiotransparentes, solit&aacute;rias, exc&ecirc;ntricas e baseadas na cortical metafis&aacute;ria de um osso longo<sup>7,9,10</sup>. A maioria &eacute; diagnostic&aacute;vel atrav&eacute;s da radiologia convencional, reservando-se a RMN para casos onde residam d&uacute;vidas, ajudando a corroborar a hip&oacute;tese inicial, resultante da primeira avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica<sup>9,10</sup>. Sempre que persistam d&uacute;vidas relativamente &agrave; benignidade da les&atilde;o, dever&aacute; ser efectuada uma bi&oacute;psia. O seguimento cl&iacute;nico com radiografias seriadas &eacute; considerado adequado para a generalidade destas les&otilde;es, que desaparecem espontaneamente com a maturidade esquel&eacute;tica/entre os 20-25 anos<sup>7,9,10</sup>. O tratamento com curetagem, aporte de enxerto e fixa&ccedil;&atilde;o interna dever&aacute; ser considerado para les&otilde;es extensas com alto risco, ou presen&ccedil;a, de fractura<sup>7</sup>. A recidiva &eacute; incomum e a transforma&ccedil;&atilde;o maligna muito rara quando comparada com a DF<sup>7</sup>.</p>
    <p>A manuten&ccedil;&atilde;o das queixas &aacute;lgicas, associadas &agrave; exist&ecirc;ncia de uma fractura incompleta com risco de descoapta&ccedil;&atilde;o numa regi&atilde;o de carga, bem como a persist&ecirc;ncia da incerteza diagn&oacute;stica numa les&atilde;o sintom&aacute;tica fundamentaram a decis&atilde;o de avan&ccedil;ar para um tratamento cir&uacute;rgico que, concomitantemente, possibilitou o diagn&oacute;stico histol&oacute;gico definitivo. Este aspecto &eacute; determinante para qualquer les&atilde;o &oacute;ssea com incerteza diagn&oacute;stica e, neste caso particular, permitiu distinguir duas les&otilde;es com implica&ccedil;&otilde;es progn&oacute;sticas distintas, uma vez que a DF apresenta riscos de recidiva (18-50%) e maligniza&ccedil;&atilde;o (1-4%) superiores relativamente ao FNO. No caso descrito, o diagn&oacute;stico histol&oacute;gico com agulha poderia ser dificultado pela exist&ecirc;ncia de fractura, dada a elevada actividade osteobl&aacute;stica presente. Assim, tendo em conta as caracter&iacute;sticas de benignidade, justifica-se a op&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;ar para a cirurgia.</p>
    <p>A DF &eacute; uma doen&ccedil;a com padr&atilde;o em mosaico e um amplo espectro de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que se estende desde a muito frequente aus&ecirc;ncia de sintomas, &agrave; dor, edema, tumefac&ccedil;&atilde;o ou deformidade resultantes duma les&atilde;o severa e debilitante<sup>1,2,3,6,8</sup>. O sintoma de apresenta&ccedil;&atilde;o mais frequente em todas as formas da DF &eacute; a dor &oacute;ssea (70%), seguida de tumefac&ccedil;&atilde;o local<sup>3,4,6</sup>. N&atilde;o h&aacute; associa&ccedil;&atilde;o entre a extens&atilde;o ou localiza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a com a probabilidade de apresentar dor<sup>1,6,8</sup>. A limita&ccedil;&atilde;o funcional surge habitualmente associada a fracturas patol&oacute;gicas, a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente da DF<sup>3</sup>. As deformidades esquel&eacute;ticas e as dismetrias dos membros s&atilde;o outros achados comuns e, a deformidade em cajado de pastor (<em>sheperd crook deformity</em>) por fracturas de stress de repeti&ccedil;&atilde;o com alinhamento em varo do f&eacute;mur proximal &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o considerada cl&aacute;ssica<sup>3,4,7,8</sup>. A escoliose progressiva &eacute; menos frequente, mas nos raros casos em que seja rapidamente progressiva, &eacute; potencialmente fatal<sup>1,8</sup>. O diagn&oacute;stico de DF em idade pedi&aacute;trica implica um seguimento anual cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico<sup>4</sup>. Dever&atilde;o ser particularmente valorizadas altera&ccedil;&otilde;es da sintomatologia, tais como o aumento progressivo da dor sem trauma associado, presen&ccedil;a de deformidades e, do ponto de vista imagiol&oacute;gico, a r&aacute;pida expans&atilde;o, sinais de disrup&ccedil;&atilde;o na cortical e a invas&atilde;o de tecidos moles envolventes<sup>1,3,4,7</sup>. Estas constituem sinais de agressividade ou maligniza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o, que implicam avalia&ccedil;&atilde;o mais cuidadosa e atenta.</p>
    <p>O tratamento da DF monost&oacute;tica &eacute; habitualmente conservador, consistindo na vigil&acirc;ncia cl&iacute;nica e radiogr&aacute;fica regular e, no controlo das queixas com refor&ccedil;o muscular e analgesia quando necess&aacute;rio<sup>1,4,5,6,8</sup>. Os casos poliost&oacute;ticos implicam adicionalmente uma abordagem multidisciplinar, com estudo por densitometria, preven&ccedil;&atilde;o de fracturas atrav&eacute;s da manuten&ccedil;&atilde;o da densidade &oacute;ssea com dieta e exerc&iacute;cio regular; e tratamento de condi&ccedil;&otilde;es associadas, como endocrinopatias, no caso se encontrarem presentes<sup>1,4,5,6,8</sup>.</p>
    <p>N&atilde;o h&aacute; presentemente terap&ecirc;uticas m&eacute;dicas capazes de alterar a evolu&ccedil;&atilde;o da DF, pelo que o tratamento actual &eacute; considerado insuficiente<sup>1,4,6,8</sup>. Os bifosfonatos, f&aacute;rmacos cada vez mais utilizados no tratamento da DF, particularmente administrados por via endovenosa, t&ecirc;m alguma efic&aacute;cia no controlo da dor moderada a severa relacionada com a les&atilde;o, mas &eacute; improv&aacute;vel que tenham algum efeito no controlo da sua expans&atilde;o ou na qualidade &oacute;ssea, devendo ser utilizados na dose e frequ&ecirc;ncia eficazes mais baixas<sup>1,3,5,6,8</sup>. Alternativas como o denosumab e a pregabalina ainda n&atilde;o possuem evid&ecirc;ncia suficiente para suportar o seu uso no controlo da dor<sup>5,6</sup>. Consequentemente, a dor intr&iacute;nseca da DF &eacute; geralmente tratada com analg&eacute;sicos n&atilde;o opi&oacute;ides<sup>8</sup>.&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cirurgia pode ser necess&aacute;ria e dever&aacute; ser considerada em doentes com les&otilde;es sintom&aacute;ticas, com grandes dimens&otilde;es ou com crescimento progressivo; em regi&otilde;es de grande stress como o f&eacute;mur proximal, quando est&atilde;o em risco estruturas anat&oacute;micas importantes, quando existe uma deformidade marcada com necessidade de correc&ccedil;&atilde;o e, eventualmente, para casos refract&aacute;rios a tratamento m&eacute;dico<sup>3,4,5,6</sup>. O tratamento cir&uacute;rgico visa fundamentalmente a preven&ccedil;&atilde;o ou o tratamento da deformidade e a estabiliza&ccedil;&atilde;o da fractura patol&oacute;gica, sendo que frequentemente consiste na curetagem e aporte de enxerto, complementado com fixa&ccedil;&atilde;o interna<sup>3,5</sup>. O enxerto cortical e estrutural &eacute; considerado prefer&iacute;vel ao esponjoso dada a maior resist&ecirc;ncia &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o por tecido fibrodispl&aacute;sico<sup>3,4,5</sup>. No caso descrito, a op&ccedil;&atilde;o pelo aloenxerto esponjoso e pela fixa&ccedil;&atilde;o interna com placa e parafusos foi tomada tendo em conta a localiza&ccedil;&atilde;o e as dimens&otilde;es da les&atilde;o, de forma a preench&ecirc;-la, refor&ccedil;&aacute;-la e proteg&ecirc;-la. O tratamento cir&uacute;rgico n&atilde;o dever&aacute; dispensar a necessidade de seguimento, at&eacute; pelo risco existente de maligniza&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>No caso apresentado observou-se uma recidiva da les&atilde;o tumoral, embora com melhoria cl&iacute;nica progressiva. Consideramos que este facto se deveu &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o da fractura, prov&aacute;vel fonte das queixas iniciais. Acreditamos ainda que a dor ocasional ap&oacute;s a cirurgia poder&aacute; estar relacionada com altera&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias nos tecidos moles circundantes &agrave; abordagem cir&uacute;rgica, bem como ao material implantado, nomeadamente ao nivel da bursa trocant&eacute;rica. Temos no&ccedil;&atilde;o que a decis&atilde;o de remover o material de osteossintese com 9 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio &eacute; discut&iacute;vel, fundamentalmente pelo risco de nova fractura patol&oacute;gica associada &agrave; recidiva, contudo, esta decis&atilde;o foi tomada antes dos inequ&iacute;vocos ind&iacute;cios da mesma. Tendo em conta a melhoria cl&iacute;nica da doente aos tr&ecirc;s anos de seguimento, e apesar da recidiva tumoral documentada imagiologicamente (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>), consideramos que o seguimento peri&oacute;dico corresponder&aacute; &agrave; atitude que mais se adequar&aacute; a este caso.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n3/26n3a12f7.jpg" width="387" height="174" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O caso cl&iacute;nico aqui apresentado &eacute; relevante ao expor as dificuldades na abordagem cl&iacute;nica, diagn&oacute;stica e terap&ecirc;utica de uma doen&ccedil;a incomum com apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica vari&aacute;vel. Contudo, ser&aacute; fundamental a obten&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico definitivo correcto, dadas as implica&ccedil;&otilde;es para o progn&oacute;stico, orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e seguimento. Apesar do tratamento da DF ser fundamentalmente conservador, verificamos que, em casos selecionados, o tratamento cir&uacute;rgico tem lugar no armament&aacute;rio de op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. </p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Boyce AM. Fibrous Dysplasia[homepage on the Internet]. South Dartmouth: De Groot LJ, Chrousos G, Dungan K, et al; 2000; [updated 2015 Sep 14]. Available from: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK326740/" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK326740/</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Anitha N, Sankari SL, Malathi L, Karthick R. Fibrous dysplasia-recent concepts. J Pharm Bioallied Sci. 2015; 7 (1): 171-172</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322647&pid=S1646-2122201800030001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Muthusamy S, Conway SA, Temple  HT. Five polyostotic conditions that general orthopedic surgeons should recognize (or should not miss). Orthop Clin N Am. 2014 Jul; 45 (3): 417-429</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Riddle ND, Bui MM. Fibrous dysplasia. Arch Pathol Lab Med. 2013; 137 (1): 134-138</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322649&pid=S1646-2122201800030001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Hakim DN, Pelly T, Kulendran M, Caris JA. Benign tumours of the bone: A review. J Bone Oncol. 2015; 4 (2): 37-41</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322650&pid=S1646-2122201800030001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Florez H, Peris P, Guañabens N. Fibrous dysplasia. Clinical review and therapeutic management. Med Clin (Barc). 2016; 147 (12): 547-553</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322651&pid=S1646-2122201800030001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Steffner R. Benign bone tumors. Cancer Treat Res. 2014; 162: 31-63</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322652&pid=S1646-2122201800030001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Robinson C, Collins MT, Boyce AM. Fibrous dysplasia/McCune-Albright Syndrome: Clinical and Translational Perspectives. Curr Osteoporos Rep. 2016; 14 (5): 178-186</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322653&pid=S1646-2122201800030001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Sakamoto A, Arai R, Okamoto T, Matsuda S. Non-ossifying fibromas: Case series, including in uncommon upper extremity sites. World J Orthop. 2017; 8 (7): 561-566</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1322654&pid=S1646-2122201800030001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Herget GW, Mauer D, Krauß T, Tayeh A El, UHL M, Südkamp NP, et al. Non-ossifying fibroma: natural history with an emphasis on a stage-related growth, fracture risk and the need for follow-up. BMC Musculoskelet Disord. 2016; 17: 147</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Ramalho    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria    <br>Av. Prof. Egas Moniz    <br>1649-055 LISBOA    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Telefone: 21 780 05 00    <br><a href="mailto:diogo.djmr@gmail.com">diogo.djmr@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-01-16</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-02-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-06-30</font></p>     ]]></body><back>
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