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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We describe the case of a previously healthy patient who developed a septic arthritis of the acromioclavicular joint and osteomyelitis of the acromion, following a minor trauma to the shoulder. It is an unusual case, since septic arthritis of this location is a rare disease and in most of the published cases the patients had a clearly identifiable risk factor.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artrite Séptica da Articulação Acrómio-Clavicular, Diagnóstico Raro em Doente Saudável - Caso Clínico</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Paulo J. L. F. Figueira<sup>I</sup></b>; <b>André M. Grenho<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Pedrosa<sup>I</sup></b>; <b>Ana M. Ferrão<sup>I</sup></b>; <b>Rui B. Gonçalves<sup>I</sup></b>; <b>António B. Camacho<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Hospital Curry Cabral. Lisboa.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores descrevem um caso clinico de um paciente sem antecedentes pessoais de patologia osteoarticular ou de outra natureza que desenvolveu um quadro de artrite s&eacute;ptica da articula&ccedil;&atilde;o acr&oacute;mio-clavicular e osteomielite do acr&oacute;mio ap&oacute;s evento traum&aacute;tico de m&iacute;nimo impacto sobre o ombro. Trata-se de um caso invulgar, dado que a artrite s&eacute;ptica envolvendo esta &aacute;rea anat&oacute;mica constitui um evento raro e na maioria dos casos publicados, associado a factores de risco identificados.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artrite infecciosa, Articulação acrómio-clavicular, Osteomielite, Acrómio. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>We describe the case of a previously healthy patient who developed a septic arthritis of the acromioclavicular joint and osteomyelitis of the acromion, following a minor trauma to the shoulder. It is an unusual case, since septic arthritis of this location is a rare disease and in most of the published cases the patients had a clearly identifiable risk factor.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Infectious Arthritis, Acromioclavicular Joint, Osteomyelitis, Acromion. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artrite s&eacute;ptica da articula&ccedil;&atilde;o acr&oacute;mio-clavicular (AC) &eacute; extremamente rara, sobretudo em pessoas imunocompetentes<sup>1</sup>, existindo cerca de 30 casos descritos na literatura<sup>2-4</sup>.&nbsp; Habitualmenteocorre em doentes com factores de risco como; imunossupress&atilde;o, uso endovenoso de drogas il&iacute;citas, sobre-utiliza&ccedil;&atilde;o de ester&oacute;ides ou doen&ccedil;as linfoproliferativas, entre outras<sup>2,5,6</sup>.</p>
    <p>A sua apresenta&ccedil;&atilde;o inicial pode ser de dif&iacute;cil diferencia&ccedil;&atilde;o face &agrave; artrite s&eacute;ptica do ombro. Clinicamente pode existir dor &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o do ombro ou dor e crepita&ccedil;&atilde;o &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o desta articula&ccedil;&atilde;o. Na radiografia pode apresentar eros&atilde;o &oacute;ssea ou destrui&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o. A ecografia e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RMN) s&atilde;o uteis na diferencia&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o do foco de infec&ccedil;&atilde;o. Se poss&iacute;vel deve-se puncionar a articula&ccedil;&atilde;o por forma a isolar um agente infeccioso, geralmente da esp&eacute;cie <em>Staphylococcus</em> ou <em>Streptococcus</em><sup>1,4</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este relato descreve um caso clinico de artrite s&eacute;ptica da AC num doente sem factores de risco previamente conhecidos, assim como o tratamento e o resultado final obtido.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, caucasiano, 42 anos de idade, observado no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia (SU) da nossa institui&ccedil;&atilde;o por quadro de omalgia esquerda com sete dias de evolu&ccedil;&atilde;o, secund&aacute;ria a uma queda da pr&oacute;pria altura. Refere agravamento da dor nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s dias e desde ent&atilde;o com calafrios, sudorese e sensa&ccedil;&atilde;o subjectiva de febre. Negava antecedentes pessoais relevantes ou a presen&ccedil;a de comorbilidades ou doen&ccedil;as pr&eacute;vias.</p>
    <p>Ao exame objectivo, apresentava-se sudor&eacute;tico e febril (38.5&ordm;C) sob efeito de paracetamol, a amplitude articular do ombro esquerdo encontrava-se diminu&iacute;da. Visualmente edemaciado e ruborizado com dor exacerbada e crepita&ccedil;&atilde;o ao toque da AC. Na radiografia do ombro n&atilde;o se observavam altera&ccedil;&otilde;es sugestivas de fractura ou luxa&ccedil;&atilde;o. Analiticamente, apresentava 12.200/mm3 leuc&oacute;citos, prote&iacute;na C reactiva (PCR) de 168 mg/L. As hemoculturas realizadas no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia vieram posteriormente negativas. Na ecografia observava-se a presen&ccedil;a de pequena colec&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida n&atilde;o pura e heterog&eacute;nea ao n&iacute;vel da AC, com 12x7mm, marcado aumento da ecogenicidade da gordura adjacente, compat&iacute;vel com processo inflamat&oacute;rio (capsulite acr&oacute;mio-clavicular, bursite subacromiosubdeltoideia e subcoracoideia) complicado por processo infeccioso (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Neste contexto foi tentada, sem sucesso, biopsia/pun&ccedil;&atilde;o aspirativa eco guiada. Face ao exposto foi realizada, no SU, avalia&ccedil;&atilde;o por RMN que demonstrou aumento do espa&ccedil;o articular da AC com distens&atilde;o capsular por conte&uacute;do ll&iacute;quido e irregularidade de ambos os topos articulares, com imagens sugestivas de eros&atilde;o &oacute;ssea; bem como heterogeneidade medular acromial, com &aacute;reas hiperintensas em DP FS e hipointensas em T1, com evidente capta&ccedil;&atilde;o de contraste sugestivas de artrite acr&oacute;mio-clavicular e osteomielite do acr&oacute;mio (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figuras 2</a> e <a name="topf3"></a><a href="#f3">3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a04f1.jpg" width="390" height="403" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a04f2.jpg" width="390" height="526" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a04f3.jpg" width="390" height="678" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Decidiu-se internar o doente para a realiza&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;utica emp&iacute;rica endovenosa com flucloxacilina e gentamicina. Ao terceiro dia de antibioterapia encontrava-se apir&eacute;tico e ao nono dia apresentava leuc&oacute;citos de 7800/mm3, velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS) de 43mm/h e PCR de 16.6 mg/L. Teve alta hospitalar ap&oacute;s 15 dias de antibioterapia&nbsp; endovenosa por evolu&ccedil;&atilde;o clinica e laboratorial favor&aacute;vel, &agrave; qual acresceu a toma de flucloxacilina oral por mais 4 semanas.</p>
    <p>Aos dois meses ap&oacute;s admiss&atilde;o constatou-se 5400/ mm3 leuc&oacute;citos com VS (7 mm/h) e PCR (1,3 mg/L) negativas. Realizou novo estudo comparativo por RMN que revelou resolu&ccedil;&atilde;o do processo inflamat&oacute;rio ao n&iacute;vel da articula&ccedil;&atilde;o AC e do acr&oacute;mio (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figuras 4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>). Foi realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o funcional do ombro esquerdo pela aplica&ccedil;&atilde;o do Quick DASH com classifica&ccedil;&atilde;o de 11.4 pontos que contrastou com a avalia&ccedil;&atilde;o inicial (81.8 pontos) revelando franca melhoria da incapacidade. N&atilde;o se verificou recorr&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a04f4.jpg" width="389" height="507" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v26n4/26n4a04f5.jpg" width="390" height="655" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artrite s&eacute;ptica da acr&oacute;mio-clavicular &eacute; uma entidade clinica rara<sup>1</sup>, rapidamente incapacitante e nefasta para a articula&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>. Os casos descritos na literatura evidenciam comorbilidades como factores de risco pr&eacute;vios ou mesmo patologia estabelecida<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>O nosso relato reporta um caso clinico at&iacute;pico, envolvendo um paciente sem hist&oacute;ria pr&eacute;via de patologia m&eacute;dico-cir&uacute;rgica ou comorbilidades identific&aacute;veis o que o torna ainda mais raro, existindo apenas 4 casos previamente descritos nestas circunst&acirc;ncias<sup>3,7</sup>.</p>
    <p>De acordo com a literatura, em 20% dos casos &eacute; imposs&iacute;vel identificar o microorganismo tornando assim o diagn&oacute;stico presuntivo<sup>8</sup>. Por&eacute;m, a artrocentese continua a ser o padr&atilde;o-ouro no que concerne o seu diagn&oacute;stico<sup>4</sup>.</p>
    <p>Embora n&atilde;o tenha sido poss&iacute;vel isolar um agente microbiano, facto este j&aacute; previamente descrito na literatura<sup>3,8</sup>, e sobretudo nos casos cl&iacute;nicos de doentes sem factores de risco estabelecidos<sup>7</sup>, os autores acreditam que o tratamento implementado foi bem-sucedido atendendo &agrave; boa evolu&ccedil;&atilde;o clinica e laboratorial correlacionada com os achados imagiol&oacute;gicos.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a imagiologia assume um papel muito relevante no diagn&oacute;stico. A radiografia da AC pode evidenciar (em fase mais avan&ccedil;ada) alargamento do espa&ccedil;o articular devido ao edema e derrame articular assim como a ecografia, embora seja operador-dependente<sup>9,10</sup>. A RMN, exame mais sens&iacute;vel e espec&iacute;fico<sup>10</sup>.</p>
    <p>&Eacute; vital no diagn&oacute;stico precoce, podendo detectar sinais de infec&ccedil;&atilde;o, incluindo em pequenas articula&ccedil;&otilde;es, com apenas 24 horas de evolu&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>.</p>
    <p>Quer a ecografia e a RMN permitem excluir envolvimento da articula&ccedil;&atilde;o gleno-umeral. Permitem efectuar a exclus&atilde;o do diagn&oacute;stico quando a distancia da cortical &oacute;ssea &agrave; capsula &eacute; inferior a 3 mm no plano coronal<sup>9</sup>.</p>
    <p>Na aus&ecirc;ncia de um agente identificado a terap&ecirc;utica emp&iacute;rica deve abranger os agentes patog&eacute;nicos mais frequentes - <em>S. aureus</em> e <em>Streptococci</em> pelo que a antibioterapia inicial poder&aacute; ser uma penicilina resistente &agrave; &szlig;-lactamase, como a flucloxacilina ou uma cefalosporina<sup>5</sup>, por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de 4 a 6 semanas como ocorrido<sup>2</sup>.</p>
    <p>Os autores concluem tamb&eacute;m que esta patologia sendo rara, requer um alto &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>, podendo ocorrer de forma espont&acirc;nea sem causa traum&aacute;tica major evidente e sem factores predisponentes, n&atilde;o se podendo excluir &agrave; partida o envolvimento de utentes previamente saud&aacute;veis<sup>2</sup>. </p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Hong  MJ, Kim YD, Ham HD. Acute septic arthritis of the acromioclavicular joint caused by Haemophilus parainfluenzae: a rare causative origin. Clin Rheumatol. 2015 Apr; 34 (4): 811-814</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Martinez-Morillo M, Mateo Soria L, Riveros Frutos A, Tejera Segura B, Holgado Perez S, Olive Marques A. Septic arthritis of the acromioclavicular joint: an uncommon location. Reum Clin. 2014; 10 (1): 37-42</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323395&pid=S1646-2122201800040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Bossert M, Prati C, Bertolini E, Toussirot E, Wendling D. Septic arthritis of the acromioclavicular joint. Joint Bone Spine. 2010 Oct; 77 (5): 466-469</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Iyengar KP, Gudena R, Chitgopkar SD. Primary septic arthritis of the acromio-clavicular joint: Case report and review of literature. Arch Orthop Trauma Surg. 2009; 129 (1): 83-86</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323397&pid=S1646-2122201800040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Wang DA, Tambyah PA. Septic arthritis in immunocompetent and immunosuppressed hosts. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2015; 29 (2): 275-289</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323398&pid=S1646-2122201800040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Chirag AS, Ropiak CR, Bosco Iii JA, Egol KA. Septic arthritis of the acromioclavicular joint - a report of four cases. Bull NYU Hosp Jt Dis. 2007; 65 (4): 308-311</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323399&pid=S1646-2122201800040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Kumar P, Smith I. Septic arthritis of acromino-clavicular joint. Eur J Orthop Surg Traumatol. 2008; 18 (1): 39-41</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323400&pid=S1646-2122201800040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Dubost JJ, Soubrier M, Sauvezie B. Pyogenic arthritis in adults. Joint Bone Spine. 2000; 67 (1): 11-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323401&pid=S1646-2122201800040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Widman DS, Craig JG, van Holsbeeck MT. Sonographic detection, evaluation and aspiration of infected acromioclavicular joints. Skeletal Radiol. 2001; 30 (7): 388-392</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323402&pid=S1646-2122201800040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Lee SK, Suh KJ, Kim YW. Septic arthritis versus transient synovitis at MR imaging: preliminary assessment with signal intensity alterations in bone marrow. Radiology. 1999; 211 (2): 459-465</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1323403&pid=S1646-2122201800040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Paulo Jorge Lourenço Flores Figueira    <br>Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Hospital Curry Cabral    <br>Rua da Beneficência, nº 8    <br>1050-099 LISBOA    <br>21 792 43 68    <br><a href="mailto:pfigueira@campus.ul.pt">pfigueira@campus.ul.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2018-01-21</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2018-08-31</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2018-11-03</font></p>     ]]></body><back>
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